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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Evento realizado junto à Feira de Profissões movimentou o campus da UNIOESTE com 34 trabalhos de diferentes áreas, aproximando jovens da ciência e da vida universitária

Clubistas do Clube de Ciências CEJE, do Colégio Estadual Jardim Europa, de Toledo, em exposição de trabalho na UnioCiências. Pode-se observar na foto os três alunos envolvidos no projeto, na imagem se observa o foguete, o carro e o controle remoto, produtos de sua apresentação.
Clubistas do Clube de Ciências CEJE, do Colégio Estadual Jardim Europa, de Toledo, em exposição de trabalho na UnioCiências (Foto/ Arquivo pessoal)

Na quinta-feira, 11 de setembro, a Unioeste (Universidade Estadual do oeste do Paraná) em Cascavel recebeu mais de 400 alunos para a 1ª UNIOCIÊNCIAS, a primeira Feira de Ciências da instituição. O evento – direcionado aos clubistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência – ocorreu de maneira conjunta à UnioXP, a Feira de Profissões da Unioeste, o evento anual em que as portas da Unioeste se abrem para mais de 5mil alunos do Ensino Médio de toda Cascavel e região. 

A Feira UNIOCIÊNCIAS recebeu, ao todo, mais de 400 alunos vindos de 20 escolas diferentes, além dos demais, público oriundo da UnioXP. A Feira dos Clubes contou com a apresentação de 34 trabalhos, divididos em várias temáticas. Confira a seguir:

Meio ambiente e sustentabilidade

2. Agricultura e experimentação com plantas 

3. Saúde, alimentação e biologia

4. Educação e inovação científica 

5. História e sociedade

6. Arte, cultura e criatividade:

Clubistas do Clube de Ciências Cientificamente Incríveis, do Colégio Estadual do Campo Teotônio Vilela, em Santa Helena, expõem trabalho na UnioCiências (Foto/ Arquivo pessoal)

Para a professora Liliam, do Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta,

de Marechal Cândido Rondon, cita que o evento é um desafio para os alunos. “É um evento muito grande, os alunos têm que apresentar para muitas pessoas. Eles se prepararam muito para isso, é um desafio importante, que irá acrescentar muito no desenvolvimento deles”.

Já o professor Paulo Santana, do Colégio Estadual Heitor Cavalcanti Alencar Furtado, de Tupãssi, considerou a Feira um momento ímpar. “Estou achando muito válido, um momento bastante importante especialmente para nossos alunos, mas também para todos que por aqui passaram, para os que estão expondo e visitando. Um momento ímpar que com certeza irá somar para o desenvolvimento”, diz.

Em meio a tantos trabalhos e temas, os clubistas apresentaram em dois turnos e receberam avaliações sobre as apresentações. Além de muito aprendizado, o evento também proporcionou aos clubistas um momento de descontração, já que eles puderam circular pelo campus e conhecer os cursos da Unioeste, além de conhecerem os trabalhos realizados por seus colegas de outras escolas.

Com pesquisa sobre Arte, Cultura e Saúde Mental, o clube ligado à UTFPR vai expor seu projeto em uma das mais importantes feiras do país

A foto mostra três jovens sentadas lado a lado atrás de uma mesa, participando de uma atividade em grupo. A jovem ao centro segura um microfone e fala com expressão atenta, enquanto faz um gesto com a mão. À esquerda, outra jovem sorri, e à direita, uma terceira olha para baixo, concentrada. Sobre a mesa há uma garrafa de água e um microfone fixo. Ao fundo, um painel escuro com desenhos de casas em linha branca decora o espaço.
Gabrielly, Vitória e Elisama, autoras do artigo sobre Estamira (Foto/Fabiane Valmore)

Os membros do Clube de Ciências, Arte, Cultura e Saúde Mental celebram uma grande vitória: a aprovação de seu trabalho na renomada FIciências 2025 – Feira de Inovação das Ciências e Engenharias. O clube do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, em Curitiba, terá seu artigo de pesquisa apresentado em Foz do Iguaçu, em uma das mais importantes feiras de ciências do país. O tema do trabalho traz o debate sobre a loucura e a desconstrução de estigmas sociais, inspirado na Doutora Nise da Silveira, a médica que se negou a aplicar o eletrochoque e revolucionou a psiquiatria com práticas humanizadas e científicas de tratamento de Saúde Mental.

Coordenado pela professora e socióloga Fabiane Valmore, o clube se estabeleceu como um espaço de educação não formal, dedicado à produção e à popularização do conhecimento científico. Por meio de uma metodologia que combina reflexões guiadas pelo legado da Dra. Nise da Silveira, visitas a museus e universidades públicas, sessões de debate sobre conteúdos audiovisuais – como Estamira, Bicho de Sete Cabeças e o Prisioneiro da Passagem com Bispo do Rosário- , esses adolescentes entre 13 e 16 anos do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli exploram arte, ciência, cultura e produzem cidadania a partir de investigação científica. Incluindo nessa prática problemas locais, conceitos das Ciências Sociais e Humanas para buscar soluções e reduzir estigmas sociais no campo da saúde mental. 

Além disso, o clube realizou e segue analisando dados coletados em entrevista semiestruturada em profundidade, realizada com a Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba para compreender como Nise da Silveira é concebida e praticada (ou não) pela Rede de Atenção Psicossocial do SUS de Curitiba.

Foi a partir dessa experiência que as estudantes clubistas Elisama Fernanda Silva, Gabrielly Costa e Vitória Costa, com a orientação da professora Fabiane Valmore, escreveram o artigo “Esquizofrenia: Estamira e os Inumeráveis Estados do Ser”. O trabalho é a soma das vivências dos clubistas com a pesquisa, complementada por uma profunda revisão bibliográfica e discussões no clube de ciências. Nele, os jovens pesquisadores exploram a condição do adoecimento psíquico, apresentando uma perspectiva sensível sobre o tema e o legado humanizado da Dra. Nise da Silveira, que, em sua prática, via os sintomas de transtornos mentais como “os inumeráveis estados do ser”. 

Para ilustrar essa abordagem, a pesquisa inclui a história de vida de Estamira Gomes de Sousa, retratada em um documentário brasileiro premiado que mostra como experiências de desrespeito, violência e pobreza podem levar à loucura. E mais, o documentário mostra a grande lucidez, a consciência crítica de si e da sociedade que Estamira possui mesmo em diálogo com a loucura.

A aprovação no FIciências, uma feira internacional que potencializa a produção de conhecimento científico e tecnológico, é um grande reconhecimento para o trabalho dos clubistas. O evento, que tem como missão incentivar o acesso à cultura científica, é o ambiente perfeito para que o projeto, que alinha arte, ciência e sensibilidade, seja divulgado para um público amplo e diverso.

A participação no FIciências 2025 é apenas uma das muitas conquistas recentes do clube. O grupo teve outros dois trabalhos aprovados para a Mostra de Clubes Paraná Faz Ciência, recentemente apresentados em Guarapuava, e uma apresentação no XV Encontro Catarinense de Saúde Mental e I Congresso Brasileiro de Arte, Cultura e Saúde Mental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Além disso, os membros já estão em preparativos para a FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, em novembro.

Com seu trabalho engajado e de excelência, o Clube de Ciências ‘Arte, Cultura e Saúde Mental’ demonstra a importância de se investigar e divulgar temas sensíveis como o da saúde mental, resgatando, ampliando e valorizando o legado da Dra. Nise da Silveira por meio da ciência.Para saber mais sobre a pesquisa e ter acesso ao conteúdo na íntegra, entre em contato com a professora responsável pelo Clube, pelo e-mail fabiane.valmore@escola.pr.gov.br . Além de acompanhar por aqui as notícias sobre os trabalhos dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência ou no perfil do instagram @clubesparanafazciencia .

Em quatro Núcleos Regionais, 30 clubes de ciências articulados pela universidade mostram como o conhecimento científico pode transformar a realidade de estudantes e comunidades

Na imagem, alguns estudantes apresentam um projeto em uma sala de aula. Dois deles estão à frente, um segurando um equipamento de realidade virtual, enquanto outras pessoas observam atentamente. Ao fundo, há cartazes educativos fixados na parede verde.
Clubistas do Colégio Estadual Professor Pedro Carli, de Guarapuava, apresentam o trabalho “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária: 360º de realidade virtual para conscientização climática”, durante a I Feira Itinerante das Escolas do NRE de Guarapuava (Fieg) (Foto/Thiago de Oliveira)

A quinta edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, contou com a participação de 30 clubes de ciências articulados pela universidade. Os clubes apresentaram mais de 70 projetos de pesquisa na 1ª Mostra de Clubes da Rede, com as apresentações na manhã do dia 2 de outubro. Abordam temas que conectam a ciência aos desafios regionais e ao cotidiano dos estudantes.

Os trabalhos vêm de escolas de quatro Núcleos Regionais de Educação (NRE): Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga. Os professores coordenadores destacam como a metodologia dos clubes estimula o protagonismo juvenil e o aprendizado prático.

NRE de Guarapuava

Guarapuava
Os clubes de Guarapuava, anfitriões do evento, demonstram uma forte conexão com os problemas sociais e ambientais da região. No Colégio Estadual Padre Chagas, o professor Emerson de Souza, do clube EcoCientistas Visionários, explica que os projetos nascem de questões que os próprios alunos enfrentam, como o descarte de resíduos e a falta de saneamento. “Os estudantes partem de problemas que enfrentam diariamente ou de maneira recorrente”, afirma o professor. “Ao investigar essas situações, os alunos podem aplicar na prática o que aprendem, experimentando o método científico. Isso faz com que os conteúdos deixem de ser só teóricos e passem a ter sentido direto na vida deles e da comunidade”, explica o docente.

EcoCientistas Visionários, em visita ao Laboratório de Solos da Unicentro para uma oficina (Foto/@ecocientistasvisionarios_cepc)

Outros clubes também se voltam para a comunidade. No Colégio Estadual Professor Amarílio, o professor Doacir Domingos Filho, supervisor do clube EcoCriativos, une a ciência à arte para tornar a aprendizagem mais rica. “A ciência estimula a investigação, a ecologia traz consciência ambiental e a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, diz Doacir.

No Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, o foco é a biodiversidade local. A professora Crissiane Loyse Luiz detalha a pesquisa sobre a morfometria das asas de abelhas. “Estudar o tamanho e o formato das asas de abelhas é importante, pois as asas ajudam as abelhas a voar longe para encontrar comida e habitat”, explica. A análise da assimetria das asas também serve como um “indicador de estresse e instabilidade no ambiente onde o organismo se desenvolve”, mostrando como a ciência pode ser usada na conservação.

Estudantes do Clube Climatize-se apresentam o trabalho “A importância das abelhas na sustentabilidade e na biodiversidade da Mata Atlântica”, premiado na I Feira Itinerante do NRE de Guarapuava (Foto/Thiago de Oliveira)

Já a professora Katiane dos Santos, do clube Climatize-se no Colégio Estadual Pedro Carli, usa a tecnologia para conscientizar. “No caso do projeto de realidade virtual, os alunos e visitantes podem vivenciar ‘um dia na vida de uma abelha-operária’, mergulhando em uma experiência imersiva que desperta a curiosidade e amplia a empatia”, relata a professora.

O Paraná Faz Ciência também é visto pelos educadores como um momento de celebração do aprendizado. A professora Leonara Furquim, do Colégio Estadual do Campo da Paz, em Candói, tem um projeto no clube Identidades em Construção que aborda a diversidade cultural. “Conhecer a diversidade étnica e cultural, presente no colégio e na comunidade, é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, comenta. “É a partir desse conhecimento que eles conseguem fazer relações e desenvolver o senso de pertencimento com seus pares, bem como o respeito e a empatia para com todos.”

Alunos do Clube Identidades em Construção visitam a exposição “Faces de Auschwitz e Escravidão no Brasil”, na Unicentro (Foto/@identidades.em.construcao.paz)

Em Pinhão, o professor João Manuel de Lima, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto e o Clube Puma Science Club estão focados na preservação de nascentes. O professor explica que muitos moradores acreditam que a água transparente não apresenta riscos. “A gente sabe que tem problema, então a gente está trabalhando com o clube para mapear essas nascentes e propor soluções para proteger e melhorar a qualidade da água”, diz, ressaltando a importância de conscientizar a comunidade.

Ainda em Pinhão, no Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, o professor Luan Felipe de Lima e o Clube Pỹnfīfī estão investigando o ciclo de produção da araucária. O projeto, que se baseia no conhecimento dos mais velhos da comunidade, busca entender porque a produção varia anualmente. A hipótese que a equipe está testando é que a colheita prematura da pinha pode ser a causa do problema. “A gente está testando essa hipótese e tentando desenvolver um método de manejo que não só seja menos agressivo para manter um ciclo de pinhão mais produtivo ao longo do tempo, como também seja uma maneira um pouco mais segura para tirar”, explica o professor.

Professor Luan Felipe comenta o trabalho do Clube Pỹnfīfī na Fieg (Foto/Mathias Trindade)

Confira a lista de clubes ligados ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuava:

De Guarapuava:

Colégio Estadual Cristo Rei — Clube Velozes e Curiosos. Coordenadora Crissiane Loyse Luiz. Projetos:

Colégio Estadual Cívico Militar Vereador Heitor Rocha Kramer — Clube Eco Transformadores. Coordenador Daniele Kosmo. Projetos: 

Colégio Estadual Professor Amarílio — Clube EcoCriativos. Coordenador Doacir Domingos Filho. Projetos:

Colégio Estadual Padre Chagas — Clube Eco Cientistas Visionários. Coordenador: Emerson de Souza. Projetos:

Colégio Estadual Pedro Carli — Clube Climatize-se. Coordenadora Katiane dos Santos. Projetos:

Colégio Francisco Carneiro Martins — Clube EcoAction. Coordenadoras: Carolina Paula de Almeida, Sandra Mara Venske e Elena Mariele Bini. Projeto:


De Pinhão: 

Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira – Clube Ciência em Foco. Coordenadora Bianca Karine Boratchulka dos Santos. Projetos:

Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Netto — Puma Science Club. Coordenadores João Manuel de Lima e Jean Carlos Bueno. Projetos:

Colégio Estadual Procópio Fereira Caldas — Clube Óleo nosso de cada dia. Coordenador Diórgenes Veres Ronik. Projeto:

De Turvo: 

Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos — Clube Pỹnfīfī (Maker), Coordenador Luan Felipe de Lima. Projeto: 

De Foz do Jordão:

Colégio Estadual de Segredo — Clube ScienCES. Coordenadora Sandra Rozanski. Projetos:

De Candói:

Colégio Estadual Santa Clara — Clube Curiosus. Coordenadora Edineia Simi Silva. Projeto: 

Colégio Estadual do Campo da Paz — Clube Identidades em construção. Coordenadores Leonara Forquim de Mattos, Daniel Mazurek e Keorlly Cabral. Projeto:

NRE de Irati

Os clubes que são parte do Núcleo de Irati também trazem projetos que aliam o rigor científico à aplicação prática. No Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, a professora Mariel Guil Chociai, do clube Quatro Elementos, prepara sua primeira participação em uma feira. Os alunos pesquisam a morfometria de abelhas da espécie Mandaçaia, em parceria com a Unicentro. “Nossa análise das asas pode indicar estresse ambiental”, conta a professora, que destaca a importância do projeto para a coleta de dados inéditos sobre a espécie.

Estudantes do Clube Quatro Elementos visitam meliponário (Foto/Arquivo Pessoal)

No Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, em Prudentópolis, o professor Carlos Eduardo Basso, do clube Tijuco Preto (Óleo nos Olhos), trabalha com o desenvolvimento de produtos a partir de plantas nativas. De acordo com o docente, o clube tem o lema “da planta à fórmula”, criando produtos como sabonetes e velas a partir de óleos essenciais.

Confira a lista dos clubes pelo NRE de Irati:

De Irati:

CEFEP Presidente Costa e Silva (Irati) — Clube Raízes da Ciência. Coordenadora Mariana Mendes Mirkoski. Projetos:

De Guamiranga:

Colégio do Campo Professor Antonio Emílio Antonelli — Clube EduCampo Consciência Ativa. Coordenadora: Rosana Aparecida Ribeiro de Sene. Projetos:

De Fernandes Pinheiro:

Colégio Estadual Getulio Vargas — Clube M@ker GV (maker). Coordenador Sandro José Ramos. Projetos: 

De Prudentópolis:

Colégio Estadual Alberto de Carvalho — Clube Quatro Elementos. Coordenadoras Mariel Guil Chociai e Terezinha Antonio. Projetos:

Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz — Clube Tijuco Preto. Coordenadores Carlos Eduardo Basso Christo e Carina Rampi. Projetos:

De Irati:

Escola Estadual Nossa Senhora das Graças — Clube EcoCientistas Ambientais. Coordenadora Elaine Pacheco Costa. Projeto:

NRE de Laranjeiras do Sul

De Laranjeiras do Sul, o Colégio Estadual Floriano Peixoto, com o clube Raízes do Saber, transformou a horta da escola em um “laboratório a céu aberto”, de acordo com a professora Jane Aparecida Lazare Pereira. Ela destaca a importância do projeto para o estudo do solo, compostagem e controle de pragas de forma orgânica. “Também trabalhamos a questão da segurança alimentar com uma horta totalmente livre de agrotóxicos. Nosso diferencial é estudar como esses alimentos beneficiam o organismo. Usando a pirâmide alimentar, mostramos que a ingestão desses produtos é uma fonte primordial de saúde.”

No Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, o Clube de Ciência Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, desenvolve abrigos de baixo custo para abelhas nativas sem ferrão. O projeto, que une saberes tradicionais e tecnologias inovadoras, utiliza técnicas de bioconstrução com taipa e telhados verdes, além de sensores conectados via Arduino (software). 

O professor responsável, Cheperson Ramos, destaca que a bioconstrução é ideal para as abelhas nativas, que são sensíveis às variações de temperatura. “Tanto a taipa quanto o telhado verde oferecem inércia e isolamento térmico, mantendo a temperatura dentro dos abrigos mais constante e protegendo as colmeias”, explica.

Confira a lista dos clubes do NRE de Laranjeiras do Sul

De Cantagalo:

Colégio Estadual Elenir Linke — Clube Discípulos de Pasteur. Coordenadores Luana de Almeida Pereira e Luciana Kelnihar. Projetos:

Colégio Estadual Olavo Bilac — Desbravadores do Conhecimento. Coordenador Elton Pontarolo de Abreu. Projetos:

De Laranjeiras do Sul:

Colégio Estadual Indígena Kó Homũ — Clube Raízes do Saber (maker). Coordenadora Daiane de Freitas. Projetos:

Colégio Estadual Floriano Peixoto — Clube Raízes do Saber. Coordenadores Jane Aparecida Lazare Pereira e Robison Tiago Coradeli. Projetos:

De Quedas do Iguaçu:

Colégio Estadual do Campo Chico Mendes — Clube Maker do Chico (Maker). Coordenador Cheperson Ramos. Projetos:

NRE de Pitanga

Na região de Pitanga, o Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura do São Roque, tem no Clube Adonis Com Ciência um projeto focado no impacto da coleta seletiva na vida dos trabalhadores. A professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto explica que o objetivo é conscientizar a população para melhorar a coleta e, consequentemente, as condições de trabalho. “Os alunos já realizaram entrevistas com esses trabalhadores para entender um pouquinho da rotina deles e, com esses dados, a gente pretende trabalhar na conscientização da população”, diz.

Integrantes do Clube Adonis Com Ciência em palestra sobre Educação Ambiental (Foto/@adoniscomciencia)

Abaixo a lista dos clubes ligados ao NRE de Pitanga que foram ao Paraná Faz Ciência:

De Boa Ventura de São Roque:

Colégio Estadual Adonis Morski — Clube Adonis Com Ciência. Coordenadora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto. Projetos:

De Santa Maria do Oeste:

Colégio Estadual do Campo João Cionek — Cionekando com Ciência (maker). Coordenadora Milena Barcellos e Inêz Corrêa. Projetos:

Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves — Clube Pé Vermelho. Coordenadora Elizabete Pazio. Projetos:

A 1ª Mostra Científica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, com seus 30 clubes e mais de 70 projetos, promete mostrar a diversidade e o protagonismo dos jovens cientistas paranaenses, que usam a curiosidade para transformar a realidade e construir um futuro mais consciente.

As temáticas dos projetos envolvem sustentabilidade, robótica, além das culturas africana e indígena

Dezesseis clubes ligados à UEM (Universidade Estadual de Maringá) e aos Núcleos Regionais de Educação (NRE) de Ivaiporã, Maringá, Cianorte e Umuarama marcaram presença na Culminância do primeiro semestre de 2025. Esse evento semestral acontece em escolas integrais para apresentação dos trabalhos realizados em disciplinas eletivas. Como os clubes de ciências da Rede de Clube Paraná Faz Ciência nessas instituições são eletivas, também participam dessa experiência de trocas entre alunos, professores e a comunidade.

NÚCLEO CIANORTE

Dois clubes da regional de Cianorte participaram da Culminância. O Natureza em Perspectiva, de São Manoel do Paraná, que apresentou um espaço imersivo para que as pessoas se sentissem dentro de uma câmara fotográfica. Os estudantes do grupo do Colégio Estadual Duque de Caxias, mostraram a história da fotografia e expuseram a câmara escura que eles desenvolveram. Conforme a professora coordenadora, Maria Josefa da Silva Tamiozzo, “eles também mostraram os monóculos e realizaram uma foto interativa – os estudantes perguntavam para os visitantes e colavam as respostas nas fotografias. Foi uma apresentação com muitas etapas dinâmicas”, relembra. Ao final, lembrancinhas foram entregues aos visitantes.

Em Cianorte, o Clube Academia de Jovens Inventores desenvolve projetos autorais que integram ciência, tecnologia, sustentabilidade e criatividade, tendo como base o uso de materiais recicláveis e tecnologias acessíveis. No evento do Colégio Estadual Itacelina Bittencourt, o grupo expôs itens relacionados à robótica. “Por exemplo, o robô seguidor de linha, robô rádio controlado, alguns planadores que são temas que eles estão estudando neste momento. Também teve aquela bengala com sensor de distância que apitava conforme ficava próximo de algum obstáculo, foi a cereja do bolo!”, afirma o professor coordenador Oséias Pereira.

NÚCLEO UMUARAMA

No NRE-Umuarama, três clubes participaram do dia da Culminância. O Clube Tenda Cultura Viva, em Umuarama, expôs sobre a cultura africana. Em um primeiro momento, conforme a professora coordenadora, Oslaine Barrim Batista, foi realizada a entrevista com os visitantes, perguntando sobre o conhecimento dessa cultura. Os clubistas do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal também exibiram os colares africanos produzidos por eles. Para a professora, “foi um momento muito interessante! Eles apresentaram um slide explicando alguns conceitos e também desenvolveram um folder a ser distribuído, com informações relevantes”, diz. 

Em Alto Piquiri, o Clube Paisagismo Sustentável apresentou dois novos espaços da escola que foram revitalizados. O trabalho foi realizado pelos estudantes da Escola Estadual Manuel Bandeira, que se envolveram desde o planejamento até a execução das melhorias, incluindo o preparo do solo, o plantio de mudas e a requalificação estética dos ambientes. A professora coordenadora, Katia Regina Cosmo, explica que os visitantes ficaram impressionados com as transformações visíveis e com o protagonismo estudantil envolvido no projeto. “As mudanças refletem no comprometimento escolar, com a sustentabilidade e o aprendizado prático, mostrando como ações educativas podem gerar impacto direto no desenvolvimento dos estudantes”, explica.

E o Clube Green Lab, em Cruzeiro do Oeste, compartilhou o conhecimento a respeito do principal objetivo do grupo: promover a sustentabilidade por meio da reutilização do óleo de cozinha. A equipe do Colégio Estadual Almirante Tamandaré pesquisou e buscou diversas alternativas para reutilização desse resíduo e a grande conquista do primeiro semestre foi a produção de sabão, como resultado desse trabalho. No evento, os estudantes apresentaram e até venderam seus produtos — sabão em barra e líquido. Segundo o professor coordenador, Rafael Fernando de Melo, “a renda obtida com as vendas foi integralmente revertida na compra de mais reagentes, permitindo a continuidade da produção de sabão”. Melo também celebra o sucesso do evento, pois “foi um momento muito significativo para os alunos do clube, fomentando o protagonismo e a disseminação do conhecimento”, conclui.

Clube visita a UENP, conhece o projeto Solo na Escola e aprende sobre a importância e a diversidade dos solos

Grupo de estudantes observa fósseis e explicação da professora Jully G. Retzlaf (Foto/ Ana C. Amaral)

Os solos do Paraná são conhecidos pela sua produtividade agrícola, considerada a base da economia para a maioria dos municípios do Estado. Popularmente chamada de “terra roxa”, vinda do espanhol “tierra roja”, a terra vermelha do Norte Pioneiro é estudada por diversos projetos. Um deles é o Clube de Ciências Agrociência, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Localizado no município de Barra do Jacaré, o clube percorreu 63 km até a Universidade Estadual do Norte do Paraná – campus Cornélio Procópio. A instituição que abriga o clube é o Colégio Estadual Maria Francisca de Souza, pertencente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) Jacarezinho.

Grupo de estudantes assiste à palestra (Foto/Ana C. Amaral)

Com o objetivo de realizar atividades científicas e conhecer mais sobre o tema, o clube visitou o projeto Solo na Escola da UENP, que também desenvolve pesquisas na área, porém no nível universitário. Esse projeto faz parte do curso de Geografia e se dedica a divulgar conhecimentos sobre a importância e a diversidade dos solos.

Na visita, os clubistas assistiram a uma palestra sobre a importância do solo e sua conservação, com destaque especial para o solo do município de Barra do Jacaré. O bolsista responsável pela palestra é estudante do curso de Geografia e natural da mesma cidade que os clubistas. Dessa forma, ele fez uma apresentação diferenciada: à medida que os tópicos avançavam, eram discutidos exemplos da própria cidade dos estudantes, o que aumentou ainda mais o engajamento do grupo com o assunto.

Professora Jully R. presenteia a professora Vagna M. com livro do projeto (Fotol/ Ana C. Amaral)

Ao final da palestra, a professora coordenadora do clube, Vagna Munhão, recebeu um livro de presente da coordenadora do projeto Solo na Escola, Jully Gabriela Retzlaf, docente da UENP e autora da obra.

A parte prática da visita ocorreu em seguida. Os clubistas exploraram o laboratório de geociências, onde estão expostas amostras de solos, rochas, fósseis, tintas e experimentos didáticos relacionados ao solo.

Grupo de estudantes conhecem amostras de solo (Foto/ Ana C. Amaral)

No Instagram do clube (@clube_agrociencia_c.e.m.f.s), os estudantes agradeceram a visita e reforçaram a importância de atividades como essa para a formação dos participantes. “Na visita técnica ao Laboratório de Solos, os estudantes puderam participar e apropriar-se de muitas informações sobre nossa região e a pedologia! Gratidão a todos os envolvidos nessa perspectiva de aprendizado e protagonismo estudantil”, publicou o clube na rede.

O programa Água & Ação, da UFPR, soma forças aos estudantes do clube que investigam a poluição do rio Belém

Um grupo de estudantes caminha em fila às margens do rio Belém, vestidos com uniformes azul-marinho com detalhes em verde e a inscrição “Paraná Integral” nas costas. Eles seguram pranchetas e fazem anotações enquanto observam o ambiente ao redor. À esquerda da imagem, em primeiro plano, aparecem duas placas de trânsito: uma azul e branca com os dizeres “Aqui passa o rio Belém” e outra amarela em formato losangular escrito “Rua sem saída”. Ao fundo, é possível ver casas de telhado vermelho, árvores e um céu parcialmente nublado. A cena transmite a ideia de investigação em campo, com os alunos registrando observações sobre o território.
Durante saída de campo, clubistas registram observações feitas às margens do rio Belém (Foto/ Mari Martins)

Com pranchetas nas mãos, os integrantes do Clube de Ciência ‘Futuros Cientistas’ deixam o portão da Escola Isolda Schimid acompanhados pela professora Ana Julia Foggiatto e por integrantes do Água & Ação, um programa de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Seguem pelas ruas até o primeiro ponto onde começam a acompanhar o rio Belém. Ao longo do caminho, observam bueiros, árvores e lixeiras, anotando em fichas preparadas antecipadamente cada detalhe da paisagem. A cena, registrada em agosto, integrou uma das saídas de campo do clube, que investiga como a degradação do rio impacta a vida da comunidade e, ao mesmo tempo, busca criar soluções acessíveis para o território.

A origem da iniciativa, como explica a coordenadora do clube, a professora Ana Julia, está diretamente ligada à localização da escola e ao cotidiano das famílias dos alunos. “A ideia central deste projeto surgiu justamente devido à localização da nossa escola, situada a apenas quatro quadras do rio Belém. Ele se comunica diretamente com a realidade dos nossos alunos e seus familiares. A grande maioria mora nos arredores do rio”, afirma.

Da proximidade com o rio nasce a decisão de transformar a vivência em pesquisa. O objetivo não é apenas observar o problema, mas questionar suas causas e os limites das políticas públicas de preservação. “Tentamos, juntos, criar soluções viáveis e fáceis, pois queremos, acima de tudo, que a comunidade se sinta pertencente a este rio e que, juntos, possamos agir para recuperar um rio que faz parte do nosso jardim e que pode gerar momentos agradáveis a todos que ali perto vivem”, completa a professora.

Durante a saída de campo, uma das atividades é a análise da água. De cima da passarela que cruza o Belém, a equipe do Água & Ação lança um balde para coletar a amostra, que depois é examinada pela professora Regina Kishi, coordenadora do programa, com os equipamentos levados pela universidade. Enquanto ela explica o procedimento, os alunos se reúnem ao redor, atentos e curiosos, fazendo perguntas tanto sobre os passos da análise quanto sobre a qualidade da água.

Além do aprendizado técnico, a atividade reforça a ligação dos estudantes com o território. Muitos convivem diariamente com os efeitos da poluição e encontram no clube uma forma de transformar essa realidade em investigação científica. Heloisa, de 12 anos, expressa essa percepção: “O rio Belém é o mais perto da escola. O cheiro, às vezes, vem para cá, fica aquele cheiro horrível. Incomoda, né? Então a gente decidiu ver o que estava acontecendo e daí a gente descobriu que as pessoas jogam bastante lixo e a gente está trabalhando sobre isso.” O relato da adolescente reforça o vínculo entre as observações cotidianas e o planejamento do clube.

O grupo pretende avançar com ações diretas na comunidade. Como destaca a professora Ana Julia: “Temos várias ideias e propostas, mas inicialmente, o foco é propor e agir diretamente na comunidade. O programa Água & Ação é uma parceria importante para esta etapa. Uma ação muito bonita está programada, e se tudo der certo, este ano ainda sairá do papel”, projeta.

Na avaliação da professora, além do impacto imediato na comunidade, os Clubes de Ciência também cumprem um papel mais amplo na escola pública, oferecendo novas perspectivas para os alunos. “Só quero ressaltar aqui, a importância dos clubes de ciências nas escolas públicas. Este programa permitiu que muitos alunos pudessem vislumbrar algumas possibilidades no seu futuro, que antes pareciam impossíveis. Permitir que o aluno seja criativo e protagonista da sua vida, é incrível. Eles crescem enquanto estudantes e criam o sentimento de pertencimento, mudando, quem sabe, o rumo da própria história.” A experiência da escola também dialoga com reflexões mais amplas sobre os rios urbanos.

RECONEXÃO COM O RIO E A CIÊNCIA CIDADÃ

Desde 2016, o programa Água & Ação atua na mitigação de problemas como enchentes, deslizamentos e degradação ambiental nas margens de rios urbanos. Articula saberes técnicos e experiências comunitárias, e essa trajetória ajuda a compreender a relevância da parceria com o clube. A iniciativa amplia a reflexão sobre o rio Belém ao inserir os estudantes em um movimento mais amplo de educação ambiental e ciência cidadã.

A professora Regina, coordenadora do programa, explica: “Acredito que a parceria traga impactos significativos guiados pela premissa de que o entendimento gera ação.” Em sua visão, os efeitos também alcançam o território ao unir diferentes atores em torno do cuidado com o rio. “Une universidade, escola e moradores em uma rede colaborativa para diagnosticar problemas, como instabilidade de margens e poluição, e cocriar soluções, de mutirões a programas de monitoramento. O impacto primordial, porém, é a reconexão afetiva com o rio, transformando-o em um elo de união para uma cidade mais resiliente.”

Ela ainda destaca a importância da interação entre diferentes níveis de ensino, como “uma via de mão dupla formativa”. Para os alunos do ensino fundamental, o diferencial está em participar de atividades práticas de engenharia: organizam dados coletados na caminhada, tomam decisões em jogos educativos e constroem protótipos em oficinas, por exemplo. Desenvolvem, assim, um pensamento mais sistêmico e projetual. Já para os universitários, o exercício de traduzir conteúdos complexos para crianças aprofunda a própria compreensão e estimula habilidades como comunicação e liderança.

As perspectivas para a continuidade do trabalho também apontam para essa dimensão ampliada. “Minha expectativa central é que os alunos desenvolvam um novo olhar sobre o rio, compreendendo as relações de causa e efeito por trás da poluição e das enchentes, e vejam a ciência como uma ferramenta para resolver esses problemas. Espero que se sintam agentes ativos na preservação e que alguns se motivem a desenvolver tecnologias ambientais. Para isso, desenhamos uma jornada de três etapas: fundamentação teórica (com o jogo consolidando o aprendizado), investigação de campo (com medições técnicas no rio) e prototipagem tecnológica (quando visualizam na prática como podem construir soluções acessíveis, como sensores de qualidade da água).”

A reconexão afetiva com o rio aparece, assim, como ponto de partida para repensar a relação das pessoas com seus territórios. Ao aproximar ciência e comunidade, o projeto mostra que preservar os rios urbanos exige tanto conhecimento técnico quanto vínculos simbólicos capazes de sustentar o cuidado coletivo.

Durante manhã, tarde e noite os clubistas vão apresentar seus trabalhos no centro de eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava

Nesta quinta-feira (2), ocorre a I Mostra dos Clubes integrantes da Rede de Clubes de ciências, ligados ao NAPI Paraná Faz Ciência. O encontro de mais de 130 clubes do Paraná, com um total de 660 estudantes, está sendo realizado na 5ª edição do evento anual Paraná Faz Ciência.

Clubistas apresentam pesquisa que já deu origem a uma startup, pelo potencial de mercado que as propostas apresentam. (Foto/Ana Elisa Frings)

Na cerimônia de abertura, o comitê organizador da Mostra foi representado pela professora Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), que mencionou a importância do trabalho de muitas mãos para que um encontro dessa magnitude tivesse êxito. 

Débora Sant’ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, citou, em seguida, que o cansaço da preparação toda cessou quando encontrou os clubistas entusiasmados. “Acordamos cedo e vamos até à noite tratando de Clubes e NAPI, mas, ao chegar aqui hoje, o cansaço passou, porque vemos o brilho nos olhos das crianças”, destaca.

a articuladora do NAPI Paraná faz Ciência, Débora Sant´Ana, na abertura da I Mostra de Clubes de Ciências (Foto/Ana Elisa Frings)

A coordenadora geral do evento na Unicentro, Marquiana Villas Boas Gomes aponta a importante coincidência do primeiro encontro dos Clubes da Rede Paraná Faz Ciência ser no momento em que esse projeto completa um ano de atividades. “É uma feliz coincidência essa Mostra acontecer agora que os Clubes estão completando um ano de funcionamento!  É uma honra poder realizar essa primeira mostra de clubes durante o Paraná Faz Ciência, aqui na Unicentro”, comemora.

a coordenadora do evento na Unicentro, Marquiana Gomes, junto de representantes do Comitê organizador da I Mostra de Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Ana Elisa Frings)

Em nome da SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) , o secretário Aldo Bona defendeu que o trabalho de valorização da ciência e da tecnologia siga fortalecido. “Temos o desafio pela frente de fazer com que o movimento que fortalece a ciência continue, já que o investimento mais importante está nos Clubes de Ciências e eles são a semente para um futuro de maior engajamento com a ciência”, disse o secretário.

Finalizando a cerimônia oficial, o reitor da Universidade anfitriã – a Unicentro – Fábio Hernandes renovou os agradecimentos já feitos à equipe organizadora da Mostra e a todas as demais pessoas envolvidas para que o encontro de Clubes acontecesse. E fez o repasse oficial do símbolo do Paraná Faz Ciência para a próxima Universidade a sediar o encontro anual: a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), na figura do reitor Jefferson Simomura.

Três clubes de ciências de escolas parceiras da universidade em Francisco Beltrão, Bom Jesus do Sul e Nova Prata do Iguaçu vão apresentar suas pesquisas em Guarapuava

A foto mostra a fachada de um prédio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no campus de Realeza. O edifício é de dois andares, pintado em tons de verde e branco, com janelas retangulares alinhadas. Em frente, há um gramado bem cuidado com canteiros de flores. No lado direito, destaca-se um letreiro grande em branco escrito “EU ♥ UFFS”, onde o coração é representado por uma forma verde. Ao fundo, aparecem árvores, carros estacionados e um céu azul claro, sem nuvens.
UFFS campus Realeza apoia clubes de ciências em pesquisas (Foto/Cláudia Fioresi)

Três clubes de ciências ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vão levar o resultado de meses de pesquisa e dedicação para a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que será realizada em 2 de outubro, em Guarapuava. O evento é uma oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos por jovens pesquisadores de todo o estado, que integram o evento maior, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência.

Esse ano o encontro científico é organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a instituição anfitriã do evento, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O encontro durante os dias de exposição em Guarapuava tem como objetivo principal incentivar a popularização da ciência entre crianças, jovens e ainda abrir espaço para a comunidade do entorno tomar parte dessa experiência.

Conheça os projetos selecionados

Os projetos aprovados para a Mostra refletem o engajamento dos estudantes e seus coordenadores com a ciência e demonstram uma diversidade de temas possíveis de serem explorados ao longo de um ano letivo. 

Confira os clubes e seus respectivos trabalhos:

A participação desses clubes na Mostra destaca a importância da Iniciação Científica na formação dos estudantes e crianças. As descobertas, as premiações e o entusiasmo são os principais resultados desse trabalho contínuo dos Clubes de Ciências, que, com o apoio de instituições como a UFFS, fomentam a curiosidade e o pensamento crítico em jovens pesquisadores.

Marcada para amanhã, dia 2 de outubro, a Mostra quer dar visibilidade à produção científica que nasce dentro das escolas de ensino fundamental do estado e é um dos destaques da programação

Encontro Paraná Faz Ciência de 2024 (Foto/NAPI-PRFC)

Guarapuava sedia até 3 de outubro a 5ª edição do Paraná Faz Ciência e, pela primeira vez durante o evento, haverá um dia dedicado à Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência a partir de amanhã, 2. A novidade reúne cerca de 340 trabalhos de estudantes e professores de 61 municípios. É o primeiro grande encontro de Clubes de Ciências articulados pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com presença de mais de 900 estudantes clubistas, vindos de todas as regiões do Paraná.

A proposta de criar a Mostra partiu da equipe da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), instituição anfitriã desta edição do PRFC. Segundo a professora Marquiana Gomes, articuladora da Rede de Clubes pela universidade, a ideia nasceu de forma colaborativa e logo mobilizou as demais instituições participantes por todo o estado. 

“Quando fomos convidados para coordenar o evento, pensamos inicialmente em apresentar apenas os trabalhos dos clubes vinculados à Unicentro, 30 no total. Mas logo percebemos que seria mais representativo convidar também clubes das demais regiões. Então, coletivamente, com articuladores da Rede Clubes, professores e acadêmicos, conseguimos essa mobilização inédita. Mais de 60 municípios e de 35 Núcleos Regionais de Educação (NRE´s) participando, com crianças e adolescentes compartilhando suas pesquisas e descobertas”, explica a articuladora.

Marquiana ressalta que a Rede Clube de Ciências, criada há apenas um ano, já apresenta resultados expressivos, com impacto direto na Educação Básica. “É uma proposta que valoriza a ciência feita nas escolas, com engajamento de professores, estudantes e comunidades. Para nós, é uma satisfação enorme ver esse movimento crescer e ocupar o espaço que merece. Na Mostra, vamos poder apresentar essas realizações dos clubistas  com seus professores à comunidade visitante”, completa.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da UEM, Débora Sant’ Ana reforça a relevância do evento Paraná Faz Ciência para além do estado. “Esse é o maior evento de popularização da ciência do Paraná e, certamente, um dos maiores do Brasil. São muitas atividades acontecendo ao mesmo tempo e uma delas será a primeira edição da Mostra de Clubes da Rede Paraná Faz Ciência”, afirma. 

A oportunidade, prossegue Débora, vai funcionar também como um preparo para estudantes e professores que desejam estar em eventos maiores, em competições de alto nível, além da troca de experiência entre os próprios clubes. “Essa Mostra oportuniza que os clubes se conheçam, troquem ideias, resultados e métodos, além de funcionar como uma vitrine para toda a comunidade que estará circulando no Paraná Faz Ciência nesse dia. Serão pessoas das universidades, das instituições de ciência e tecnologia, que poderão, durante o evento, conhecer um pouco mais desse grande projeto e de toda a ciência que a Rede de Clubes vem desenvolvendo no Paraná”, defende Débora.

Escolas visitam o Paraná Faz Ciência de 2024 (Foto/NAPI-PRFC)

O também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, declara que esse primeiro encontro dos clubes de todo o estado é muito representativo. “Já tivemos encontros menores, locais, entre os clubes ligados à uma mesma Universidade articuladora, mas assim, de forma geral para todo o estado, será o primeiro movimento. É muito simbólico e para nós é de uma expectativa muito grande poder criar esse espaço de troca entre professores e clubistas da Rede do Paraná Faz Ciência”.

Desafios na organização 

Integrante da comissão organizadora da Mostra, a professora da Unicentro Elisa Aguayo Rosa, que orienta sete Clubes de Ciências na região, destacou os desafios para estruturar um evento de grande porte. “Foi preciso organizar a logística dos estandes e apresentações em três turnos, garantindo acolhimento para estudantes de diferentes contextos, como escolas de campo, comunidades indígenas e os que vêm de cidades mais distantes”, explica. A comissão responsável pela Mostra é composta por Adriano Machado, Julia Zanin Alves, Helena Araújo, Josiane Santos e Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), além de Sabrina Silva Sestak e Leilane Schwind (UEM).

Pesquisa inédita e encontros paralelos durante a Semana 

Durante o Paraná Faz Ciência 2025 também foi lançado o resultado da 1ª Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná (PPC&TI), que oferece subsídios para a formulação de políticas públicas no estado. A programação do evento científico contempla ainda encontros especializados, como o Encontro de Comitês de Ética do Estado do Paraná, o II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários em conjunto com a II Mostra de Museus e Centros de Documentação Universitários do Paraná.

Ao todo, serão mais de 250 atividades gratuitas, entre palestras, oficinas, minicursos, exposições, apresentações culturais e rodas de conversa. A programação se organiza em seis eixos temáticos, que abordam temas como mudanças climáticas, tecnologia, inovação e o papel da ciência na sociedade, com a construção de redes colaborativas e a integração de território, ciência e compromisso social.

Espaço aberto à comunidade

O Paraná Faz Ciência é um encontro anual promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência unindo os parceiros: universidades estaduais e federais presentes no Paraná, a Fundação Araucária (de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná – FA) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Em sua quinta edição, o evento se consolida como um destaque entre os encontros de divulgação científica do estado, aproximando a ciência do cotidiano da população. O espaço é aberto à comunidade e gratuito aos visitantes. 

SERVIÇO

Paraná Faz Ciência – 5ª edição da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

📅 29 de setembro a 3 de outubro de 2025
📍 Centro de Eventos Cidade dos Lagos (Av. dos Lagos, 2750 – Cidade dos Lagos, Guarapuava – PR) + campi da Unicentro e espaços parceiros
🔗 Programação completa e inscrições: https://paranafazciencia.unicentro.br/programacao/

Mais informações:
🌐 paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br
📸 Instagram: @clubesparanafazciencia | @paranafazciencia

Assessoria de comunicação: Ana Paula Machado Velho – (44) 99102-2807 

ou Ana Elisa F. (43) 99102 7278

Com materiais de baixo custo, alunas transformam ciência em ação para recuperar áreas degradadas

Um grupo formado por três estudantes e uma professora posa para a foto dentro de um laboratório escolar. À esquerda, uma das alunas segura um minifoguete branco, enquanto a colega ao lado também exibe um modelo semelhante. Ao centro, a professora veste jaleco verde e sorri. À direita, outra estudante, de camiseta branca com detalhes em azul e o brasão do clube de ciência, está próxima a um tripé que serve de suporte para o lançamento dos minifoguetes. Sobre a mesa à frente do grupo há uma caixa aberta com materiais coloridos, e ao fundo aparecem prateleiras com caixas organizadoras, ferramentas e objetos de laboratório.
Em campo, integrantes do ‘Little Science’ realizam testes. (Foto/ Marilaine Martins)

Quando você pensa em foguetes, o que vem à sua mente é o espaço? Para as integrantes do ‘Little Science’, clube integrante do projeto Meninas e Mulheres na Ciência, o destino é outro: a Terra. Com materiais simples e biodegradáveis, elas criam minifoguetes que transportam sementes nativas para áreas de difícil acesso, unindo ciência e sustentabilidade. A iniciativa esteve presente no Paraná Faz Ciência 2025, que aconteceu entre 29 de setembro e 3 de outubro, em Guarapuava.

Para a coordenadora do clube, professora Marlene Lins, o impacto do projeto dos minifoguetes vai além da questão ambiental. “Percebo que as estudantes envolvidas na pesquisa passaram a se destacar na sala de aula, em várias disciplinas. O interesse pelo conhecimento extrapolou a área da Biologia e da Física, se manifesta também em outras áreas.” Outro aspecto a destacar é o interesse em mostrar os resultados. “As estudantes gostam de expor seus conhecimentos para a comunidade escolar e para seus colegas. A oportunidade de participar do Paraná Faz Ciência é um momento de troca importante. Conhecer outros clubes e outros projetos vai enriquecer muito o repertório de conhecimento das meninas. Inclusive para trazer sugestões para os colegas de clube que não poderão participar diretamente”, completa a professora.

Atuais e ex-integrantes do ‘Little Science’ com a coordenadora Marlene Lins e os minifoguetes produzidos no clube (Foto/ Marilaine Martins)

Criado em 2023, dentro do clube de ciência da escola, o projeto já passou pelas mãos de diferentes gerações de estudantes. Hoje, quem conduz a proposta são as clubistas Giovana (16), Elisa (16) e Isabela (14), que seguem aperfeiçoando a ideia de usar tecnologia acessível em favor do reflorestamento. “Desde que o projeto foi criado, já tivemos umas três gerações de alunas que entraram e se formaram”, relata Giovana. Ela recorda que a transição para o trio atual aconteceu no momento da despedida de uma geração anterior e o envolvimento foi imediato: “Nós pegamos aquele projeto com todo o amor que a gente tinha e começamos a trabalhar nele.”

Para a estudante, participar significa unir aprendizado e compromisso. “É uma honra poder fazer parte desse projeto. É algo muito importante, principalmente nos dias atuais, com as queimadas e toda essa mudança climática. Não é só crescimento pessoal de conhecimento e de habilidades, mas também sinto como se eu estivesse ajudando o meu próprio planeta.”

O relato de Giovana mostra a dimensão simbólica do envolvimento, mas o cotidiano do grupo também é marcado por experimentação e prática científica. Ao contar sobre os testes, Elisa explica que eles são feitos para observar diferentes aspectos do projeto. “A gente já fez testes, indo em parques para ver quantos metros o foguete pode ir, quantas sementes ele consegue derrubar.” Segundo ela, o processo se repete continuamente em busca de aperfeiçoamentos. “Desde o início do ano, estamos mexendo no projeto, testando materiais, vendo a decomposição das sementes, escolhendo quais usar. É um projeto em constante movimento.”

Além dos avanços técnicos, Elisa destaca que o clube também transformou sua vida. “Eu não sei o que eu seria sem o clube, sem os projetos, porque basicamente mudou a minha vida! Estar em um projeto que envolve meio ambiente, física e astronomia ao mesmo tempo e de uma maneira tão fácil, é incrível! Eu estou trabalhando com algo que eu gosto e ajudando o planeta ao mesmo tempo.”

Isabela, que integra o grupo desde o início deste ano, reforça a preocupação em manter a iniciativa sustentável. “Os foguetes são feitos com materiais biodegradáveis, porque o intuito é reflorestar, não agredir a natureza. Nosso objetivo sempre é não degradar ainda mais o meio ambiente.” Além do compromisso ambiental, ela descreve o sentimento de pertencimento que o projeto proporciona. “Fazer parte desse projeto é muito bom, porque eu sinto que estou ajudando a melhorar o nosso mundo. Por mais que o projeto seja pequeno, eu sinto que estou fazendo algo diferente. É muito agradável participar dele.”

Paraquedas com sementes: parte do sistema de lançamento desenvolvido pelo clube (Foto/ Marilaine Martins)

A estudante também comenta a expectativa para o evento. “Eu espero ver muitos projetos legais também. Estou muito feliz pela experiência de participar da Feira de Ciências do Paraná Faz Ciência e ver os outros clubes mostrando o quanto evoluíram.”

O projeto deixou marcas também em quem já passou pelo grupo. O depoimento de Allana (18) mostra como a experiência vivida em espaços como os clubes de ciência pode orientar futuros caminhos. “Esse projeto modificou a minha vida de uma forma que eu não posso explicar. Mudou muito as minhas relações, como eu me formei como pessoa e ajudou na minha vida acadêmica. Porque, a partir desse projeto, eu consegui achar um caminho, que é a biotecnologia e foi graças a ele.”
Assim como as sementes lançadas pelos minifoguetes, as trajetórias das estudantes também alcançam novos espaços para se desenvolver. Entre as atuais integrantes, Giovana não estará em Guarapuava, recentemente a clubista embarcou para o Reino Unido pelo programa Ganhando o Mundo. Antes da viagem, inclusive, foi sondada para colaborar em uma oficina de minifoguete no continente europeu, um convite que reforça o reconhecimento de sua experiência.  Os percursos das jovens mostram que o projeto, mais do que reflorestar áreas de difícil acesso, contribui para formar futuros: jovens que ampliam horizontes, constroem conhecimento e levam a ciência para além das salas de aula.

O portal funciona como um guia, apresentando mapas interativos e dados relevantes sobre os Clubes de Ciências; o lançamento oficial acontece durante a 5a edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava

Reprodução de tela do novo site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

A Rede de Clubes do Paraná Faz Ciência ganha um novo espaço de integração e visibilidade. Amanhã, 1º de outubro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, será lançado oficialmente o site que reúne e apresenta toda a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O portal funciona como um guia interativo, com mapas, dados atualizados e informações sobre os clubes, facilitando o acesso da comunidade e fazendo jus ao caráter de Rede que caracteriza todo o projeto, vinculado ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. 

A coordenadora de Comunicação do NAPI, Ana Paula Machado Velho, explica que a ideia surgiu da necessidade de organizar e divulgar, em um só espaço, a diversidade de clubes espalhados pelo estado. 

“Temos três tipos de clubes: os da Rede Paraná Faz Ciência, os clubes Maker e os Clubes de Meninas. Organizamos assim para caracterizar as diferentes frentes, financiadas por diferentes fontes de recursos. Agora, com o site, teremos todas as iniciativas reunidas, com nomes, localização, temas de pesquisa e outros dados relevantes, acessíveis para qualquer pessoa”, afirma.

Segundo Ana Paula, a experiência bem-sucedida com o guia impresso Espaços de Divulgação Científica no Paraná inspirou o modelo adotado para a plataforma. “O guia se consolidou como fonte de informação sobre a divulgação científica no estado. Reproduzir essa ideia no ambiente virtual, de forma interativa, deu muito certo! Hoje, temos quase 200 clubes ativos, 192 para ser exata, e o site se torna a forma mais viável e interessante de apresentar esse conjunto tão amplo de iniciativas que se conectam”, acrescenta.No site, ao clicar no nome do Clube, será possível visualizar dados como a escola, o/a professor(a) responsável, qual universidade é a parceira e quantos estudantes fazem parte.

Exemplo de visualização de dados de um Clube de Ciências da Rede De Clubes Paraná Faz Ciência. Localização e um resumo dos projetos também são mostrados (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

Alcance da Rede e Transparência

Para Débora Sant´ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, o novo site garante visibilidade e transparência ao trabalho desenvolvido nos Clubes de Ciências. “A ferramenta permite visualizar a abrangência territorial da Rede, identificar cada clube pelo mapa ou por cidade, conhecer seus responsáveis e os projetos em andamento. É também uma prestação de contas à população, que pode acessar facilmente dados, contatos e até as redes sociais dos clubes”, reforça. 

A professora lembra ainda que, ao integrar as três frentes da Rede de Clubes, a plataforma consolida o Paraná como referência nacional pela qualidade e organização de seus projetos de ciências. “O site traz essa visibilidade para o trabalho tão bonito que está sendo realizado nas escolas”, destaca.

Rodrigo Reis, também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, se diz muito feliz com mais essa conquista para o projeto Rede de Clubes. “A ideia de ter os clubes georreferenciados no mapa do Paraná facilita que os clubes se encontrem, que nós identifiquemos as escolas, os nomes dos clubes, se têm um endereço no Instagram. Estamos muito felizes de poder ter essa articulação e ter esse site com os nossos clubes todos representados”, conta. 
O mapeamento, segundo Rodrigo, também contribui para fortalecer a identidade dos projetos. “Ajuda a dar um caráter de identidade ao clube, em conseguir se enxergar e se identificar como um participante da Rede. É a demonstração da amplitude da rede estadual de clubes Paraná Faz Ciência”, descreve o articulador.

Reprodução de tela da aba eletrônica que reúne os clubes de ciências de meninas (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

Lançamento em Guarapuava

Em setembro, o projeto Rede De Clubes Paraná Faz Ciência completou um ano. Durante o Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, os gestores da Rede em cada uma das universidades parceiras do projeto vão se encontrar para uma avaliação das ações e conversar sobre o site. A ideia é que, com todos reunidos presencialmente, no dia 1º de outubro, possam dividir as alegrias e as dores enfrentadas para concretizar as propostas desse ambicioso projeto.
Para conhecer o novo site, acesse https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes/ .

Os projetos contribuem para a popularização da ciência e serão apresentados em Guarapuava

A imagem mostra alunas sentadas lado a lado em frente a notebooks prateados, digitando e trabalhando juntas. Estão em uma biblioteca, pois há prateleiras com livros ao fundo. Uma das alunas aparece em primeiro plano, com os cabelos longos e presos com uma presilha. Elas estão finalizando os projetos que apresentarão no evento.
Os clubes estão finalizando os trabalhos para apresentar ao público (Foto/Clube Litterae Ludus)

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) teve nove clubes com projetos selecionados para a 5ª edição do Paraná Faz Ciência. Neste ano, o encontro será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Trata-se do maior evento de popularização da ciência no estado.

Foram aprovados sete trabalhos de clubes de escolas do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e dois do NRE de Telêmaco Borba. Para a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela UEL, o evento destaca “a consolidação do projeto que apresenta resultados”. Além disso, a docente considera a participação significativa principalmente para os estudantes, que terão contato com pesquisadores de todo o Paraná.

Em Londrina, os projetos selecionados são do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), do Colégio Estadual Professora Maria José B. Aguilera, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, do Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes e do Colégio Estadual Cívico-Militar Hugo Simas. O Colégio Estadual do Jardim San Rafael e o Colégio Estadual Unidade Polo, de Ibiporã; o Colégio Estadual São Francisco de Assis, de Telêmaco Borba; e o Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira, também apresentarão trabalhos.

O PRFC 2025 é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária, além de reunir diversas instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado do Paraná. O evento integra a programação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cuja temática é “Planeta água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. 

Os clubes selecionados irão expor seus projetos no dia 02 de outubro. A ideia é mostrar as atividades que os alunos e professores clubistas têm realizado em sala de aula nos últimos meses. As ações desenvolvidas possuem propostas distintas, tornando o momento ainda mais enriquecedor e de maior integração entre as equipes. Confira os trabalhos de clubes articulados pela UEL que foram aprovados:

A imagem traz uma tabela com o nome do clube, cidade, escola e temática do trabalho que as equipes irão apresentar durante o evento.
Clubes da UEL com trabalhos aprovados no Paraná Faz Ciência 2025 (Arte/Isabella Abrão)