Evento de Ciência e Tecnologia esse ano terá a participação dos Clubes de Ciência da Rede Paraná Faz Ciência

A Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) chega à sua 15ª edição em 2025 para incentivar a produção científica entre os estudantes. O evento, que está marcado para 29 de setembro, é organizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e de diversas instituições e empresas da região.
As inscrições estarão abertas a partir de 16 de junho até dia 16 de agosto, via formulário no site www.fecitec.ufpr.br e nas redes sociais. Podem participar com exposição de trabalhos, alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Técnico. Sejam de colégios ou escolas de todo o país, especialmente de Palotina, bem como de outros países.
A coordenadora Institucional dos clubes da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, setor Unioeste, Fernanda Aparecida Meglhioratti destaca que a feira faz parte da jornada dos Clubes de Ciência no ano de 2025, na qual estes farão exposições e colocarão suas ideias e projetos científicos em prática. Para participarem, os clubistas terão apoio na locomoção até o local da feira.
Além de apresentarem projetos, a feira possibilita que os melhores trabalhos garantam vaga em eventos científicos nacionais e internacionais e possam concorrer a bolsas de Iniciação Científica Júnior.Este ano, os projetos devem estar relacionados a um dos temas, a saber: Ciências, Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo, Sustentabilidade, Alimentos e Segurança Alimentar ou Ciências Humanas. Haverá publicação dos resumos dos melhores trabalhos, onde constam os anais do evento com ISSN (International Standard Serial Number) – o código de 8 dígitos que identifica publicações seriadas -, e serão publicados no site da Feira.

Mais do que uma exposição, a FECITEC é um espaço de troca de experiências entre estudantes, professores e a comunidade de toda a região. Os participantes mostram soluções inovadoras para desafios reais, promovendo a ciência de forma acessível e aplicada ao cotidiano. Na edição anterior, em 2024, o evento reuniu mais de 3 mil pessoas e se mostrou ser uma ferramenta consolidada para a integração entre a comunidade do município e a universidade, além de estimular a produção científica nas escolas.
Foram 38 instituições de ensino da região de Palotina e de outras localidades participantes, incluindo escolas, institutos federais, clubes de ciências, fundações e centros educacionais. Mais de 300 alunos expuseram seus trabalhos, projetos e experimentos sobre temas diversos, como segurança alimentar, robótica, música, biomas brasileiros, inovação, entre outros. Entre os docentes, 78 deles estavam ligados aos projetos apresentados pelos alunos.Mais informações sobre categorias, critérios de avaliação e outros detalhes estão disponíveis no manual em http://www.fecitec.ufpr.br/manual , onde consta, inclusive, um cronograma com as diversas fases do evento, da inscrição até a cerimônia de entrega dos prêmios. A organização disponibilizou os seguintes endereços de contato: E-mail fecitec.ufpr@gmail.com Facebook (@fecitecpalotina) e Instagram (@fecitec.palotina).
Participação da coordenadora de Comunicação do NAPI Paraná Faz Ciência, Ana Paula Machado Velho, abordou histórico dos projetos de Divulgação Científica no estado, bem como as ideias em fase de implantação

A Coordenadora de Comunicação do NAPI Paraná Faz Ciência e do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ana Paula Machado Velho, palestrou sobre sua trajetória como jornalista no campo da Divulgação Científica. A fala aconteceu durante o VI Congresso de Biologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ocorrido entre os dias 7 e 10 de maio.
Em sua apresentação no terceiro dia do Congresso de Biologia, a jornalista falou sobre como conduziu a interface da área de Divulgação Científica com o ambiente acadêmico e também sobre os projetos atualmente em curso no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, a partir da visão institucional e do objetivo de ampliar a Cultura Científica no estado.
Foi depois de uma palestra com a escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras, Nélida Pinon, que Ana Paula ouviu pela primeira vez sobre a possibilidade de adaptar os textos difíceis dos livros de ciência para uma linguagem mais simples a todos os leitores. Quando ingressou na UEM para atuar como jornalista, em 1999, pode atuar verdadeiramente sobre a ideia de levar conhecimento científico para além do público da Academia.
Ana Paula considera que alguns fatores convergiram para que a Divulgação Científica no âmbito estadual avançasse enquanto proposta de comunicação, entre eles está o interesse do poder público, por meio de investimento considerável do governo do Paraná, e o fenômeno da pandemia de Covid-19, fato que demandou dos programas de comunicação mais efetividade e direcionamento para alertar sobre os cuidados de saúde naquele momento crítico.

“Como eu circulava também pelo Hospital Universitário da UEM e apoiei a formação do núcleo de Comunicação lá, houve essa facilidade de integrar o tema da saúde pública com a função social da comunicação. Foi nesse período [pandemia] que surgiu nosso primeiro projeto de Divulgação Científica, o C2 – Conexão Ciência”, explica a jornalista. O projeto se estruturou em uma rede de comunicação colaborativa – centralizado e liderado pela UEM, e aos poucos novas universidades passaram a participar.
Há 4 anos o grupo formado por bolsistas profissionais da área de Comunicação publica semanalmente duas matérias sobre o que se faz de pesquisa no Paraná, sempre em formato multimídia de conteúdo. Fazem parte dos produtos um canal no You Tube (@conexaocienciac2) e os Podcasts (podcasts) , já acima de 100 episódios. As produções contam com identidade visual próprias e o funcionamento do projeto já alcançou patamares de uma agência, com uma autonomia considerável entre os bolsistas, o que representa uma experiência profissional ainda mais completa a estes profissionais, que atuam desde a escolha dos conteúdos até a gestão de todo o processo. A capilaridade do projeto se vale de duas vertentes: o site institucional e o perfil de Instagram que atinge tanto os públicos acadêmicos como a população em geral.
Em 2021, com o interesse em ampliar o alcance da experiência exitosa da Divulgação Científica pelo C2, uma nova fase foi inaugurada. Veio com o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) que reconheceu o bom trabalho do C2 e apoiou uma nova estrutura, com mais profissionais bolsistas, sob a coordenação do NAPI Paraná Faz Ciência. Como espécie de um subprojeto do NAPI focado em divulgação científica, criou-se a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, um programa para levar aos jovens e crianças das escolas públicas do estado mais acesso à prática científica.
A gênese dessa nova rede veio de um movimento social existente em Portugal, o Ciência Viva, que agrega Clubes de Ciências nas escolas, uma rede de Museus Científicos, as Quintas [fazendas] da Ciência e as Feiras de Ciências. No modelo pensado para o Paraná, essas instituições estão em processo de implantação, sendo a mais importante no momento a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, com 200 Clubes de Ciências já em andamento nas escolas, que contam com o apoio da Secretaria Estadual de Educação e a assessoria das 12 Instituições de Ensino Superior públicas no Paraná, entre estaduais e federais, por meio de seus professores e pesquisadores. A ideia é fomentar uma rede de conexões para que todo o conhecimento circule e gere o efeito multiplicador de uma forte cultura científica.
“Para se ter ideia do sucesso que essa nova proposta está gerando [a Rede de Clubes], conseguimos no âmbito federal mais recursos em um projeto adicional e com isso outros 45 clubes foram agregados aos 200 estabelecidos no projeto estadual e já temos na fila mais 28 clubes pensados exclusivamente para as meninas na ciência. Ou seja, a ideia já está se multiplicando e gerando frutos”, explica a coordenadora Ana Paula.

“Nossa missão é criar canais para mostrar que o Paraná já faz de ciência, da qualidade dos projetos que temos aqui, mas que careciam de visibilidade. É uma visão institucional ambiciosa, usando recursos pagos por todos nós cidadãos para fortalecer a cultura científica”, complementa.
Durante a sessão de perguntas após a palestra, um dos questionamentos foi sobre como lidar com o negacionismo propagado em redes sociais. Para Ana Paula, um dos caminhos é o que já existe na Rede de Clubes: começar desde cedo com as crianças, mostrando sobre o processo investigativo, como registrá-lo, além de criar laços de confiança, por meio de discurso empático e com diálogo. Outra forma, informa a coordenadora de Comunicação é, cada vez mais, fomentar que os próprios jovens façam essa comunicação, na linguagem que já dominam, para se atingir outros jovens, com representatividade e exemplos que lhes façam sentido.
“A melhor estratégia para lidar com essas dificuldades do momento é aproveitar a realidade e tentar criar mais divulgadores, entre os próprios jovens também. Acredito que seja aceitar o que está posto e tirar o melhor proveito disso, para conscientizar e tirar as dúvidas que surgem”, conclui.

As publicações do C2- Conexão Ciência podem ser acompanhadas pelo perfil @c2conexaociencia no Instagram e pelo site do NAPI Paraná Faz Ciência . Os trabalhos da Rede Clubes Paraná Faz Ciência estão no @clubesparanafazciencia e na aba “REDES” e “CLUBES DE CIÊNCIA” do mesmo site do NAPI .
Com o apoio de professores da UFPR, o Clube pretende expandir a área da horta e implantar a irrigação automática

Os professores Marcos Antonio Ferreira Randi do Departamento de Biologia Celular, e o professor James Alexandre Baraniuk, do Departamento de Engenharia Elétrica, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), visitaram o Clube de Ciência ‘Galera da Horta’, do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, no bairro Ahú, em Curitiba.
O Clube existe há seis meses, num pequeno espaço no colégio e é coordenado pelo professor Nelson Henrique Joly Tureck, formado em Engenharia Civil e Matemática; e pelo professor Josmar de Jesus Batista, formado em Filosofia.
Dado o sucesso com as colheitas, o professor Nelson já estuda mudar a horta para outro local maior, além de implantar um sistema automatizado de irrigação: “Nesse espaço menor, já fizemos plantio de alface, salsinha, cebolinha, nabo, pepino e rúcula. Algumas das hortaliças colocamos à disposição da escola, para utilizar no almoço dos estudantes”, ressalta Tureck.
Para implantar o novo sistema, a visita dos professores da UFPR foi fundamental. “Foi importante pela troca de informação, pela possibilidade da parceria e para conhecer um pouco a realidade da escola. O projeto está no começo, mas a gente já vislumbra que será uma boa oportunidade de crescimento”, esclarece o coordenador do clube.

Os professores da UFPR planejam ainda criar parcerias com outras duas escolas que ficam na mesma região do clube de ciência Galera da Horta e, assim, fazer um projeto integrado. “A ideia é que os estudantes tenham participação ativa e escolham o que vão fazer em termos de Ciência na horta. Nós não vamos dar nada pronto. Eles é que vão descobrir sobre a possibilidade deles mesmos serem cientistas”, acrescenta.
O professor James, por sua vez, explica como funcionará o processo de automação da horta. “Utilizando o kit didático de robótica da escola, devemos, inicialmente, montar uma solução para irrigar pequenos vasos. Na sequência, vamos trabalhar para obter uma caixa de água de reuso com água de chuva para montarmos um sistema de irrigação com esta água”.
A previsão, conforme o professor James, é de que a irrigação dos vasos esteja pronta nos próximos dois meses. Já a irrigação da horta vai depender da aquisição da caixa de água para reuso, da motobomba, dos materiais de irrigação e da instalação destes materiais. Após a fase de compra, a expectativa é que o projeto esteja em funcionamento no segundo semestre deste ano e os primeiros resultados possam ser apresentados na feira de Cultura Científica, promovida pelo Paraná Faz Ciência e que irá ocorrer em Curitiba.

Alunos do 3º ano de Formação de Docentes produzem conteúdo sobre ciência e meio ambiente, aproximando a comunidade escolar da pesquisa científica

A divulgação científica desempenha um papel essencial na aproximação da comunidade escolar com o conhecimento e a pesquisa. No Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos, essa iniciativa ganhou forma por meio do Jornal da Escola, produzido pelos alunos do 2º ano do curso de Formação de Docentes.
Nesta edição, o jornal trouxe como destaque o trabalho do Clube de Ciências EcoCientistas, que realizou uma atividade sobre o tempo de decomposição dos resíduos, alertando para a importância da destinação correta do lixo e o impacto ambiental dos diferentes materiais descartados.
A professora responsável pela atividade, Luciana Martins, explicou como a experiência foi estruturada para despertar a consciência ambiental nos alunos. “Nós fizemos um painel com o tempo de decomposição de cada material: tampinhas, sacolas plásticas, latas. A ideia foi mostrar o quanto esses resíduos permanecem no meio ambiente e a importância do descarte correto”, destacou.

A exposição permitiu que os estudantes visualizassem e comparassem o impacto de diferentes tipos de resíduos no planeta, fortalecendo a educação científica e o pensamento crítico sobre questões ambientais.
Além de estimular o interesse dos alunos pela ciência, a iniciativa reforça o papel da comunicação científica dentro do ambiente escolar. Ao produzirem um jornal voltado para temas de pesquisa e educação, os estudantes se tornam protagonistas na disseminação do conhecimento, contribuindo para a formação de uma comunidade mais informada e consciente.
Propondo esses projetos, como o Jornal da Escola e o Clube de Ciências Sertãozinho, o Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho reafirma seu compromisso com a educação científica, incentivando os alunos a explorarem a ciência de maneira prática e acessível.
A equipe de bolsistas pedagógicos vinculados à UENP tem formação diversa, tanto no âmbito acadêmico como na experiência prática

A equipe de bolsistas pedagógicos selecionada para prestar suporte aos Clubes de Ciência, vinculados à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é formada por profissionais graduados pela própria UENP. Esses profissionais, com formações em diferentes licenciaturas, atuam no âmbito do Projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência próximos aos professores clubistas.
A equipe dos bolsistas pedagógicos conta com Thiago Ezidio Oliveira, graduado em Ciências Biológicas e artista. Participou de projetos de ensino, como o Programa Residência Pedagógica, Ensino de Educação Ambiental para professores e estudantes.
Já a bolsista Mayara da Silva Almeida é formada em Ciências Biológicas, pela UENP, e Medicina Veterinária, pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), atuando em diversos projetos envolvendo conversação ambiental, educação ambiental e atendimento médico veterinário a animais domésticos e silvestres.
O grupo ainda conta com a bolsista Maria Eduarda Diniz, que possui formação no Ensino Médio Normal (Magistério) e licenciatura em Matemática, também pela UENP. Participou de pesquisas em educação especial, notadamente no ensino para alunos com transtorno do neurodesenvolvimento, atuando para auxiliar na capacitação de professores. Ela destaca que sua experiência ao fazer ensino médio normal foi o primeiro contato com a pesquisa em iniciação científica júnior e dar aulas de fato. “A partir da minha vivência, sei que é muito importante o contato do jovem com a ciência. Agora, estou no mestrado em Ensino, cursando Pedagogia e uma especialização em metodologia de ensino em matemática e física. Espero poder contribuir com os clubes trazendo uma visão um pouco diferente dos meus colegas de área da biologia”, comenta.
Atualmente, todos os bolsistas pedagógicos são alunos regulares no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) e auxiliam nas atividades do Planetário da UENP, como o atendimento ao público e a organização interna. A equipe de bolsistas pedagógicos busca a parceria para mesclar as experiências e auxiliar os professores clubistas da melhor forma, unindo a prática à pesquisa em ensino.

Grupo vai criar uma peça teatral e a atividade poderá servir como uma inspiração aos clubistas

No dia primeiro de abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu uma visita especial do Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (GTC – UEPG). Na ocasião, foram apresentadas duas peças: Coração em Chagas e A Que Faz. A atividade integrou o cronograma do projeto desenvolvido pelo Clube, que tem como proposta explorar o teatro como linguagem para divulgar ciência, refletir sobre o território e dialogar com a comunidade escolar.
O tema central das ações do Clube é o Rio Iapó, que atravessa a cidade e foi escolhido como ponto de partida para a construção de uma peça em de teatro de fantoches. A pesquisa a ser realizada pelos estudantes buscará compreender tanto as características físico-químicas do rio quanto às questões socioeconômicas envolvidas no seu uso. O público-alvo pretendido para a peça são alunos de 5º e 6º ano do ensino fundamental, em especial, os alunos da escola municipal vizinha ao Colégio Cavanis.
A peça Coração em Chagas, apresentada exclusivamente para os integrantes do Clube, aborda a descoberta da doença de Chagas pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas. Por meio da linguagem teatral, o espetáculo expõe os sintomas da doença e sua forma de transmissão, além de provocar reflexões sobre as populações mais afetadas e o papel da ciência frente às desigualdades no acesso à saúde.

Já A Que Faz é uma peça que conta a trajetória de mulheres cientistas sob três perspectivas — de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. O espetáculo foi assistido pelos clubistas e por outras turmas na quadra da escola. O enredo menciona pesquisas realizadas por cientistas locais, destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no meio acadêmico e compartilha a esperança e o amor pela ciência, além de compartilhar o que motiva alguém a seguir na pesquisa. A apresentação também teve como objetivo incentivar jovens a ingressar na universidade e seguir a carreira de pesquisadora ou pesquisador.

A professora voluntária do clube, Caroline Moraes Pedroso, destacou a importância da apresentação para os clubistas. “Com o contato com outra peça de teatro, os clubistas passam a compreender mais profundamente o que é o teatro de divulgação científica, quais os elementos usados para transmitir ciência e o que é importante para o que é importante para construir um espetáculo”.
Já a professora clubista Inês Brandão ressaltou a importância da visita para os encaminhamentos pedagógicos e o desenvolvimento do projeto coletivo. “Acredito que, a partir da apresentação de hoje, poderemos extrair ideias e conceitos sobre como integrar o teatro ao trabalho científico com os alunos”.
O espaço do Clube foi apresentado, houve conversa sobre hábitos alimentares saudáveis e orientações para dúvidas

No dia 14 de março, o Clube Ciências “Fazendo Ciência” do Colégio Estadual Padre José Canale, de Apucarana, recebeu a professora Dyana Braga, representante do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, e os coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) campus Apucarana, os professores Ênio Stanzani e Sabrina Klein.
No encontro, a coordenadora do Clube, professora Márcia Oliveira de Britto e os diretores do Colégio Padre José Canale, Robson Desiderá e Dalciana Dzioba, apresentaram o espaço dedicado às atividades do Clube e houve um momento de conversa sobre as expectativas dos alunos participantes quanto às atividades do Clube.
Em seguida, os clubistas responderam a um questionário sobre seus hábitos alimentares, marcando o início de uma discussão sobre a relevância da alimentação saudável e a aplicação da ciência no cotidiano juvenil para a promoção do bem-estar. A visita reforçou o objetivo de engajar toda a comunidade escolar na adoção de práticas saudáveis, para que os jovens incorporem esses hábitos positivos em suas vidas, garantindo um futuro com mais saúde e equilíbrio.

A professora Márcia Oliveira de Britto, coordenadora do Clube, destacou a relevância do tema, afirmando que a alimentação inadequada e hábitos pouco saudáveis contribuem para o aumento de doenças como diabetes e hipertensão arterial, afetando crianças e adolescentes em todo o mundo. “É importante essa visita para debater meios e pensar em como integrar o estudo da ciência com a saúde e o bem-estar físico. É uma forma de auxiliar os alunos a compreenderem os princípios da alimentação saudável e como eles podem promover hábitos que melhorem sua qualidade de vida.”, explicou.

Os resultados esperados com o trabalho desenvolvido no Clube ‘Fazendo Ciência’ são amplos e visam uma transformação significativa na comunidade escolar. Além da compreensão mais profunda sobre o papel da alimentação e dos hábitos saudáveis, espera-se que os alunos se tornem multiplicadores deste conhecimento – compartilhando com colegas, familiares e amigos -, criando um ciclo de bem-estar que se estende para além da escola.
A ação visa sanar dúvidas sobre o fazer científico e inspirar os estudantes em suas próprias pesquisas

No final de março, os Bolsistas Técnicos de Nível Superior Pedagógicos (BTNS – Pedagógicos) da equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentaram seus projetos de pesquisa ao Clube ‘Nutrindo Mentes’, da Escola Estadual Espírito Santo, em Ponta Grossa.
Durante as apresentações, os bolsistas buscaram esclarecer dúvidas comuns sobre como se faz uma pesquisa, desde a formulação de perguntas até a coleta de dados. Também procuraram demonstrar que há diversas possibilidades dentro do mundo das pesquisas científicas, com uma ampla variedade de abordagens e temas. A intenção foi motivar os estudantes a avançarem em seus próprios projetos dentro dos Clubes de Ciência.
A Mestra, Any Caroline Rosa da Silva, e os mestrandos Amanda Loos Vargas e João Guilherme Schimanski Mazepa, do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da UEPG, compartilharam suas pesquisas com os estudantes. Any, qualificada e aprovada em 2022, investigou temas relacionados à formação de professores. Amanda tem uma pesquisa mais voltada para o laboratório, com o desenvolvimento de biossensores para detecção de biomarcadores de Alzheimer.
João Guilherme, por sua vez, investiga a aplicação da metodologia de sala de aula invertida no ensino superior. Durante a visita à Escola Estadual Espírito Santo, ele destacou a importância de envolver os estudantes no processo de investigação científica. “Ao entender como fazer uma pesquisa, esperamos também que os alunos possam se tornar protagonistas dentro dos clubes, compreendendo as ações e tomando decisões em grupo”.
A iniciativa surgiu depois que uma professora comentou que os estudantes de seu clube ainda não tinham compreendido que o fazer científico vai além da reprodução de experimentos no laboratório. “Resolvemos explorar as experiências dos próprios BTNS, pois, apesar de serem formados ou estarem cursando o mesmo programa de mestrado, seus temas de pesquisa são bem distintos”, afirma a professora Leila, orientadora da equipe.
Durante as primeiras visitas às escolas, a equipe percebeu que essas apresentações tinham potencial para sanar diversas dúvidas sobre pesquisas científicas que os clubistas apresentaram. Diante disso, novas palestras foram agendadas para ocorrer em mais clubes. As próximas apresentações já estão programadas para ocorrerem em Clubes do núcleo de Ponta Grossa.

Estudantes tiveram contato com alguns dos projetos e inovações tecnológicas desenvolvidas na região

Uma das atividades que mais fortalecem a formação pessoal, intelectual e até profissional dos estudantes são as excursões. Pensando nisso, muitas escolas foram à 63ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2025), que ocorreu do dia 04 a 13 de abril. Entre o público, estiveram dois Clubes de Ciências do município: Clube Eco Sapiens e o Clube Litterae Ludus.
Articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no NAPI-Paraná Faz Ciência, os clubes fazem parte do Colégio Estadual Machado de Assis e Colégio Estadual Cívico Militar Professor Newton Guimarães, respectivamente. Os alunos tiveram maior contato com a Via Rural Smart Farm, visitando exposições que destacaram inovações tecnológicas e o potencial turístico da área rural.
No clube Eco Sapiens, o objetivo é justamente estudar sobre tecnologias, desenvolvimento sustentável e educação ambiental. De acordo com o professor Leandro Niehues, coordenador do clube, a visita foi importante para ampliar esse aprendizado. “É interessante para eles verem os projetos que existem, para terem conhecimentos que vão ajudar na pesquisa de cada um e tirarem dúvidas”, destaca.

O clube Litterae Ludus, por sua vez, busca desenvolver o pensamento científico analisando a relação entre os jogos de RPG e a formação do leitor literário. Segundo a professora coordenadora, Franciela Zamariam, a visita foi uma forma dinâmica de apresentar a metodologia científica. “A minha preocupação é que os estudantes tenham sempre clareza a respeito dos elementos que compõem a pesquisa científica”, explica. “Lá na Exposição a gente conseguiu demonstrar de maneira mais prática para eles.”

A Via Rural Smart Farm foi o principal foco das visitas escolares, trazendo diferentes temáticas que conectam o campo com a sociedade. O espaço foi promovido pelo Governo do Estado do Paraná, através do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB); da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e da UEL, em parceria com a Sociedade Rural do Paraná (SRP).
Alguns estudantes também aproveitaram para passear pelo Museu da SRP e pelo novo Aquário de Londrina. As atrações ficam próximas à entrada principal do Parque Ney Braga Eventos, onde ocorreu a Exposição.


Clubistas do ensino médio podem concorrer a bolsa para capacitação em agente de transformação do mundo
A Fundação Araucária vai financiar treinamento para os matriculados no segundo e terceiro anos do Ensino Médio, que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. A capacitação ocorre em Portugal e é uma oportunidade imperdível para aqueles que atuam nos clubes de ciências recém-criados pelo governo do Estado, sob a coordenação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC).
“O NAPI está divulgando as informações sobre essa seleção. Na verdade, é um convite aos clubistas para concorrerem a uma vaga em um programa avançado de capacitação de novas gerações em agentes de transformação do mundo”, explica a articuladora do NAPI PRFC e coordenadora da Rede de Clubes, Débora Sant’ Ana.
Trata-se do Programa Sustainable Living Innovators, conhecido como SLI, que acontecerá na cidade de Matosinhos, em Portugal, no período de 14 de julho a 8 de agosto. Serão quatro semanas de muito aprendizado e todas as despesas serão custeadas por meio de uma bolsa de estudo oferecida pelo governo do Paraná, com recursos da Fundação Araucária.
Em 2025, o desafio envolve a relação entre a Lua e a Terra. Os candidatos ao treinamento do SLI devem responder a seguinte pergunta: como é que as tecnologias para a exploração da Lua podem melhorar nossa vida na Terra?

Para se inscrever é necessário acessar o site do Programa: ceiia.tech/sli. Será preciso anexar uma declaração da escola que confirme que o estudante é clubista da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Também será pedido que o candidato descreva atividades extracurriculares que tenha feito, comprove o desempenho escolar e o domínio do inglês.
Além disso, os organizadores solicitam a entrega de uma carta de motivação contando quais as razões que levaram o clubista a se candidatar ao Programa, bem como de que forma ele ou ela consideram que podem contribuir e acrescentar valor ao SLI.
E, é claro, que, por fim, o estudante precisará responder à pergunta central, levando em consideração uma das dimensões: construção, mobilidade, energia, saúde e bem-estar. Esta resposta poderá ser feita por meio de um texto de uma página no word, uma apresentação de até cinco slides ou um vídeo de até três minutos.
“Ficou interessado? Excelente, mas é preciso se agilizar. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até dia 18 de maio diretamente no site do SLI. Esperamos a participação dos clubistas da nossa Rede. São cinco vagas para alunos do Ensino Médio”, esclarece a professora Débora.
Conhecer o processo de guarda e conservação vai inspirar construção de acervo próprio do Clube na escola

O Clube de Ciências Mbaetaca, do Colégio Estadual Professor Elias Abrahão, de Curitiba, visitou o Herbário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na quarta-feira, 2. Os clubistas tiveram a oportunidade de conhecer os mais de 100 mil espécimes – seres de uma mesma espécie – armazenados na Universidade. O objetivo da visita é aprender sobre as melhores técnicas científicas da atualidade para manejo e conservação pensando em dar início à própria coleção científica.
A bióloga e técnica de coleção da UFPR, Marília Locatelli, foi a responsável por apresentar o herbário. Durante sua apresentação, Locatelli explicou que o ambiente precisa ser refrigerado, numa temperatura em torno dos 19º Celsius, para que impedir que fungos e insetos se instalem no local, já que podem deteriorar os materiais colecionados. “Há dez anos houve uma infestação muito grande, porque não havia ar condicionado ainda”, complementa a técnica.
Os materiais coletados na natureza, plantas, folhas, sementes, passam por um processo de expurgo, ou seja, são adicionados num saco plástico, congelados, esterilizados, passam dez dias num freezer e só depois vão para a coleção para serem catalogados.

Todo esse processo de fazer ciência era acompanhado atentamente pelos olhares dos alunos e alunas do Colégio Estadual Professor Elias Abrahão. Como foi o caso do estudante Enzo da Silva, 16: “A gente aprendeu sobre como as plantas são separadas e compartilhadas. Achei muito interessante e vamos levar esse processo de catalogação para o nosso clube”, disse.
A professora Ana Bonatto de Castro, coordenadora do Clube de Ciências Mbaetaca, relata que todo o conhecimento aprendido será aplicado para estudar o Parque Estadual Serra da Baitaca (PESB), localizado entre as cidades de Piraquara e Quatro Barras. “Por isso a gente veio no herbário da UFPR, para eles conhecerem o que é uma coleção científica das plantas, dos fungos, das microalgas, dos liquens, e todas as possibilidades para que a gente inicie o processo de elaboração de uma coleção científica lá na nossa escola. Esta coleção estará disponível para que as pessoas utilizem para pesquisas futuras”, acrescenta.
O professor Marco Antonio Ferreira Randi, do departamento de Biologia Celular, setor de Ciências Biológicas, falou sobre a importância das escolas estarem cada vez mais próximas das universidades. “Muitos deles acham que aqui é um lugar para poucos, um lugar para a elite. E eles estando aqui, já começam a perceber que a universidade pública é um direito de todos. E isso é fundamental”, conclui.
Estudantes analisaram métodos de compostagem para trabalhar com os resíduos sólidos

Os alunos do clube “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual do Campo Castelo Branco, em Pérola D’Oeste, dedicaram uma atenção especial na criação de uma horta comunitária. A atividade foi proposta para que os alunos trabalhassem com resíduos dos alimentos da merenda, e o que for plantado, poderá, futuramente, ser consumido na escola.
O colégio faz parte do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Francisco Beltrão. Já o Clube é articulado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), de Foz do Iguaçu, no NAPI – Paraná Faz Ciência. O objetivo principal do projeto é mostrar formas de minimizar os impactos ambientais e sociais, incentivando a busca por um futuro mais sustentável.
Para isso, o Clube de Ciências pretende promover a pesquisa e o desenvolvimento de soluções para o gerenciamento de resíduos sólidos, em especial nas comunidades do entorno do colégio. A composteira na horta começou a ser construída no ano passado, quando o projeto foi aprovado. Agora, os estudantes plantaram mudas de verduras e hortaliças.

Segundo a professora Silvana Nodari Gindri, coordenadora do clube, são 25 alunos participantes, do Ensino Fundamental e Médio. As atividades ocorrem toda quinta-feira, das 13h às 15h30. “Trabalhamos com diferentes tipos de resíduos e estamos desenvolvendo algumas ações na escola”, destaca.
Na horta, os estudantes utilizam o Método Lages de Compostagem, criado pelo professor Germano Güttler, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Lages. De forma resumida, o método consiste em transformar matéria orgânica em adubo, usando canteiros em camadas. É um modelo ideal para se fazer em casa, nas escolas ou em hortas comunitárias.
Além da horta, o clube “Exploradores da Ciência” também tem estudado sobre resíduos eletrônicos, como conta a professora Silvana. “Implementamos uma campanha de coleta de pilhas e baterias na comunidade, que serão posteriormente entregues aos catadores para a destinação adequada”, explica a docente.

Outra atividade desenvolvida pelos alunos foi a análise da água, feita na casa de todos os estudantes. A iniciativa foi realizada em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Realeza. Além disso, a equipe do clube também está desenvolvendo um aplicativo, que terá como propósito auxiliar a coleta de lixo municipal.
Recentemente, os alunos realizaram uma entrevista com a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e com os membros da Associação de Catadores Autônomos de Pérola D’Oeste. Os estudantes conheceram a plataforma de transbordo de resíduos sólidos e registraram a quantidade de materiais coletados, os cuidados necessários em segurança e quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos coletores.