O Paraná Faz Ciência, evento que reúne ciência, tecnologia e inovação, foi palco, também, de um estande do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. De 8 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o estande recebeu alunos e professores da rede básica de ensino, além de cientistas, professores e pesquisadores universitários. Eles ficaram sabendo dos projetos do Arranjo por meio dos membros do NAPI que estiveram presentes no espaço ao longo dos quatro dias de evento.
A pós-doutoranda Edinalva Oliveira trouxe uma contribuição significativa para o estande: informações sobre o projeto dos Clubes de Ciência, uma iniciativa nova, que ganhou visibilidade durante o evento. “Estamos engajados e sentimos o impacto positivo, principalmente, quando recebemos professores de diferentes cidades, que percebem como o ensino de ciências precisa ser dinâmico, exigindo movimento e ação”, comentou Edinalva.

A pesquisadora destacou que os Clubes de Ciência promovem a alfabetização científica, incentivam a pesquisa e a popularização do conhecimento, além de engajar os alunos em projetos de ciência cidadã. Essa abordagem busca tornar o estudante um protagonista no processo de aprendizagem. “O aluno não fica apenas recebendo a informação passivamente. Ele participa ativamente, tomando decisões com o professor sobre o que e como aprender, além de refletir sobre como melhorar sua própria comunidade”, comentou Edinalva.
Ela ressaltou que os clubes permitem que os alunos investiguem questões locais, como problemas de saúde, conservação da biodiversidade, queimadas, e poluição do solo e da água. “Os estudantes olham para essas questões e se perguntam: ‘Como posso contribuir?'”, disse Ednalva, destacando o papel transformador dos clubes.

A bolsista de pós-doutorado do NAPI PRFC, Maria José Pastre, mostrou , na prática, como conversar sobre ciência de forma acessível, especialmente com crianças. Por meio de um experimento, ela demonstrou a importância de haver espaços com vegetação nas cidades para evitar inundações. “Se tudo for só cimento, a água não escoa. Mas em áreas com grama, folhas ou pedras, a água é filtrada e desce para o solo”, explicou, mostrando material visual para a garotada.

Além disso, Maria ensinou como determinar o pH de substâncias usando um extrato de repolho roxo. Dependendo da substância misturada, a cor muda, indicando se o pH é ácido ou básico. “Substâncias como detergente e limão, que deixam a solução rosa ou vermelha, são ácidas. Já as que ficam amarelas, verdes ou azuladas são básicas”, esclareceu.
Outro destaque foi a coleta de amostras de rios do Paraná, realizada por Edinalva Oliveira, por meio de um projeto de Ciência Cidadã, feito em parceria com alunos. Segundo ela, os insetos coletados funcionam como bioindicadores da qualidade da água. Dependendo da cor da tampa nos frascos de coleta, é possível saber se a água está limpa ou poluída

A comunicóloga e bolsista técnica do NAPI, Camila Lozeckyi, destaca que foi especialmente gratificante observar o interesse de crianças e adolescentes, desde o ensino básico até o médio, pela ciência. Ela ressaltou que essa interação é essencial para fortalecer a conexão entre a comunidade e o que é desenvolvido dentro da universidade.
“É fundamental devolver à sociedade o que produzimos, após tanto tempo de dedicação. Trazer o trabalho que realizamos no Conexão Ciência, como a produção de conteúdo e reportagens, para esse ambiente é muito significativo”, afirmou. Camila também destacou a importância das conversas com o público, que permitiram compreender melhor seus interesses e curiosidades. “Tem sido uma experiência muito enriquecedora,” concluiu.
Jailson Pacheco, pesquisador do NAPI PRFC, vem reforçando a importância da divulgação científica e da conexão entre as universidades e a comunidade. Ele destaca como a rede do NAPI une diversas instituições públicas estaduais e federais, fortalecendo a colaboração entre elas e ampliando os resultados dos projetos desenvolvidos. “Como divulgadores científicos, temos a obrigação de estar presentes e atender às necessidades da comunidade, explicando os projetos que as universidades têm ao longo de sua história”, afirmou.

Pacheco também ressaltou a relevância da rede de Clubes de Ciência, que aproxima as universidades das escolas de educação básica, e a ciência cidadã, onde os indivíduos participam de todas as etapas do processo científico, desde a coleta de dados até a análise.
“A articulação entre as universidades potencializa os resultados, proporcionando maior reconhecimento público e aumentando a participação da comunidade científica. Desenvolvemos, inclusive, um aplicativo que facilita o entendimento do que fazemos dentro da universidade, disponível para professores e qualquer pessoa interessada”, concluiu o pesquisador, reafirmando o compromisso de aproximar a ciência da sociedade e fomentar o conhecimento científico de forma acessível e participativa.
Evento acontece dia 30 setembro e possui enfoque em inovação
A 14ª edição da Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) acontece no dia 30 setembro, na Universidade Federal do Paraná (UFPR) Setor Palotina. O evento tem enfoque em inovação e é realizado anualmente, desde 2011, por professores da UFPR.
A FECITEC busca incentivar a produção científica nas escolas, por meio da apresentação de projetos e experimentos. Os conteúdos da Feira incluem inovação, biologia, física, matemática, empreendedorismo, alimentos e segurança alimentar, sustentabilidade, ciências humanas e química.
A coordenadora da 14ª FECITEC, Roberta Paulert, conta que “a Feira incentiva a pesquisa e a realização de projetos nas escolas e colégios de Palotina. Esta ação é importante para que os alunos se tornem mais participativos, questionadores, passando a se informar mais sobre a influência da ciência e tecnologia no dia a dia. Assim, o evento é uma importante ferramenta de integração da escola com a comunidade e, também, com a Universidade. Com as ações de divulgação, outras cidades também se interessaram em participar da Feira com a apresentação de projetos. Por exemplo, esse ano, recebemos trabalhos de oito estados do país”, comemora a professora, que é uma das integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

O evento é um projeto de extensão proposto pela UFPR Setor Palotina, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os principais parceiros são: a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Palotina; a C.Vale – Cooperativa Agroindustrial; o Jornal Folha de Palotina; o Jornal Folha da Terra; a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC); a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE); e a Associação Comercial de Palotina (ACIPA).
Confira mais informações no site da Feira

A primeira live de trabalho da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência reuniu quase 300 pessoas, na segunda (2), dando início definitivo ao projeto
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência realizou, nesta segunda-feira (2), a primeira atividade oficial da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Cerca de 280 professores acompanharam uma live pelo Canal do YouTube do NAPI. A conversa permitiu a todos conhecerem detalhes do início dos trabalhos pelas escolas estaduais selecionadas.
A live foi coordenada pela articuladora do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana, e pela diretora do Departamento de Programas para a Educação Básica, da Secretaria Estadual de Educação (SEED), Cristiane Jakymiu.
A live inaugural teve início com a apresentação das equipes de gestão do NAPI, da SEED e das Universidades. Foi dito que todos esses atores fazem parte, agora, do NAPI PRFC.
Nas boas-vindas da represente da SEED, Cristiane Jakymiu lembrou que a criação dos Clubes “era um sonho da SEED, do secretário Roni Miranda Vieira, que, agora, se torna realidade nesta parceria com o NAPI e com o financiamento da Fundação [Araucária]. Estamos muito felizes e ansiosos. Agradecemos a todos os parceiros e aos diretores, professores e técnicos da SEED que nos ajudaram a tornar isso tudo realidade”.
Passos
A Rede Clubes Paraná Faz Ciência reúne 200 Clubes. São 88 escolas de tempo integral em que o Clube vai se integrar à matriz curricular, em um total de 2h semanais; e 112 escolas que vão adotar os Clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação é de 3h semanais.

Os alunos serão selecionados até dia 13. Cada grupo deve ter, em média, 20 a 30 estudantes, que começam as atividades dos projetos no dia 16 de setembro. Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelo coordenador e pelos professores colaboradores e clubistas.
“Cabe às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. Esses locais devem ser definidos antes do início das atividades”, explicou a professora Débora.
Um grupo de gestão vai dar sustentação às ações da Rede, também, de outras formas. Entre as etapas de implementação dos Clubes há a previsão de diversos módulos de formação pedagógica para os professores e diretores envolvidos, por meio dos ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

Professores orientadores que fazem parte das nove Universidades envolvidas na implementação dos Clubes (veja abaixo) também terão um papel muito importante durante os 30 meses de duração do projeto, que conta com um investimento de R$ 23,5 mi.
“A ideia é que os professores da rede estadual contem com o apoio dos docentes das IES. As equipes das Universidade vão ajudar em todas as etapas. Inclusive na gestão dos recursos financeiros, além de desenvolver pesquisas e avaliações com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões”, conclui a professora Débora.
Serviço
Seleção dos alunos clubistas: até 13 de setembro
Início das atividades dos Clubes: 16 de setembro
Informações: clubes@paranafazciencia.org
Site: Clubes Paraná Faz Ciência
Universidades parceiras
Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.
O resultado da seleção está publicado no site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência
A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA) e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, publicaram, nesta terça-feira (20), o edital que apresenta a lista dos 200 Projetos de Clubes de Ciências aprovados para integrar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Deste total 88 escolas contempladas são de tempo integral, nas quais os clubes devem integrar a matriz curricular, em uma disciplina eletiva, e 112 escolas que vão realizar atividades em contraturno.
A lista de instituições que tiveram os Projetos de Clube de Ciências aprovados contempla 114 municípios do Paraná, distribuídos por 31 Núcleos Regionais de Educação (NREs). Elas estão apresentadas em ordem alfabética, no Anexo I, do Edital 003/2024.

As escolas que tiveram os Projetos de Clube de Ciências não contemplados, mas que foram classificados por mérito, estão em ordem decrescente na lista de espera, no Anexo II.
Vinculada ao NAPI Paraná Faz Ciência, a Rede de Clubes é o resultado de uma cooperação entre a Secretaria de Estado da Educação – SEED/PR, a Fundação Araucária e as universidades públicas do Paraná.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenadora do projeto de Clubes, Débora Sant’ Ana, disse que a equipe está comemorando a publicação do edital de resultados do primeiro processo seletivo da Rede de Clubs Paraná Faz Ciência.
“Certamente esse é um marco histórico para o nosso Estado e para o presente e o futuro da ciência do Paraná. Nós implantaremos, juntamente com a SEED, ainda este ano, estes 200 clubes em diferentes regiões geográficas, envolvendo estudantes do ensino fundamental, segundo ciclo, e do ensino médio. Certamente, estes estudantes terão oportunidades diferenciadas para compreender os fenômenos naturais, sociais e o mundo ao seu redor. Estamos ansiosos por conhecer os alunos e os professores e ver os clubes de ciências funcionando”, torce a professora Débora, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O outro articulador do NAPI e coordenador dos Clubes, o professor Rodrigo Reis, destacou o nível dos projetos que foram encaminhados. “Estamos muito felizes com a resposta que as escolas e os professores da rede estadual de educação básica do Paraná deram a esse chamado do projeto dos Clubes de Ciências. A gente teve projetos com um nível muito bom da pesquisa que vai ser desenvolvida, mostrando que se tem ciência, sim, na educação básica, no Brasil. Agora, a gente vai trabalhar para concretizar esses Clubes. Precisamos comemorar e ter consciência da importância desse investimento na área de desenvolvimento de projetos de pesquisa, de iniciação à ciência, de iniciação científica, já na educação básica”, alertou o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A chefe do Departamento de Programas para a Educação Básica da SEED, Cristiane Jakymiu, destacou que a Rede “é uma iniciativa inovadora que contribui para avançarmos ainda mais na melhoria da educação do Paraná, que é destaque nacional por sua excelência. Nos Clubes, os professores terão todo o apoio necessário para desenvolver projetos incríveis com os estudantes, integrando teoria e prática de forma criativa”.
O Edital de resultado da seleção, publicado nesta terça (20), pode ser acessado no endereço eletrônico https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes-de-ciencia/.
Seleção das escolas será feita esta semana e o resultado preliminar será divulgado dia 20 de agosto, pelo Comitê Gestor
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência recebeu 470 inscrições. As propostas para criação de clubes de ciências foram enviadas por escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. O prazo terminou na sexta-feira (9). A coordenação da criação dos Clubes é do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) e da Secretaria de Estado da Educação (SEED). A iniciativa tem o financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a SEED.
O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência prevê a criação de 200 Clubes de Ciências, em 2024, com investimento de R$ 23,5 milhões da FA. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral, em que o clube se integra à matriz curricular. As demais 100 escolas vão ser selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno.

O edital aberto pela SEED e PRFC recebeu propostas de 188 municípios de todos os 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE). A próxima etapa da implementação do projeto é a seleção das escolas e dos docentes que vão executar os clubes de ciências. Trinta e três avaliadores vão participar desta tarefa, que é coordenada pelo Comitê Científico da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O resultado preliminar será divulgado no dia 20 de agosto, em edital a ser publicado no site do NAPI Paraná Faz Ciência e da Rede.
A equipe da Rede de Clubes tem como meta implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. O objetivo é contribuir com a formação pessoal e social dos estudantes, incentivando o protagonismo dos alunos assim como o aprimoramento das práticas docentes.
Serviço
Resultado preliminar da seleção: 20 de agosto
Contato: clubes@paranafazciencia.org
NAPI PRFC: https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/
Site da Rede: clubes Paraná Faz Ciência
Essa meta se concretiza por meio do NAPI Paraná Faz Ciência com financiamento da Fundação Araucária em parceria com a Seti e a SEED.
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência tem como um de seus objetivos organizar uma Rede de Clubes de Ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta agora se concretiza por meio do financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O NAPI e a SEED lançaram o EDITAL. Agora, é hora das escolas se inscreverem para a criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede de Clubes vai implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. A meta é contribuir com a formação pessoal e social dos participantes, ajudando-os a fazerem escolhas e intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum. Nessa dinâmica, o protagonismo do estudante é incentivado, assim como há o aprimoramento das práticas docentes.
“A ideia é a construção de ambientes onde os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana. A proposta quer proporcionar a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo o pertencimento ao mundo da ciência”, explica uma das articuladoras do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e assessora da FA, Débora Sant’ Ana.
“A iniciação científica na educação é fundamental para estimular a curiosidade e a inovação entre nossos estudantes, ao mesmo tempo em que valoriza e capacita nossos professores, proporcionando-lhes suporte e reconhecimento essenciais para o desenvolvimento de uma educação de excelência”, reforça o secretário Estadual de Educação, Roni Miranda.
Interação – Um fator de destaque no caminho da execução das ações da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é a articulação das escolas de Educação Básica com centros de desenvolvimento de pesquisa, conceito inspirado na Rede Ciência Viva de Portugal (https://clubes.cienciaviva.pt/), que atualmente envolve cerca de 900 clubes e mais de 700 mil estudantes organizados em uma rede nacional.
Inspirada no modelo português, mas com características e identidade próprias, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tem como atores, além da Fundação Araucária e a SETI, as escolas públicas vinculadas à SEED-PR, as Instituições de Ensino Superior (IES) e as demais instituições integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o cientista precisa ter método, porque fazer ciência é um processo. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, porque leva tempo para que eles amadureçam. Por isso, não podemos perder de vida a educação básica. Aumentando a literacia científica das nossas crianças poderemos chegar, em 2035, a contar com 40 mil doutores no Paraná, que é a nossa meta. Desta forma, estaremos contribuindo para fortalecer a nosso sistema de ciência e tecnologia, que nos permite resolver problemas atuais e, principalmente, futuros. Essas crianças são o futuro”, apostou o gestor da FA, que está investindo R$ 23,5 milhões na criação da Rede.

Cidadania – Os Clubes de Ciências, enfim, vão se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a alfabetização científica e tecnológica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania. Assim, outro ponto importante do projeto é a possibilidade de ajuda para ampliar as atividades consolidadas de Ciência Cidadã, propostas e executadas pelo Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), também vinculado ao NAPI PRFC.
“Nesse caminho, os clubes de ciências partem de uma proposta de ciência mais participativa, inclusiva e com projetos validados por pesquisadores da Rede Paraná Faz Ciência para a sua execução frente à realidade escolar. Esta expertise permite que novos projetos possam ser pensados e validados em diferentes realidades locais”, acrescenta o outro articulador do PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.
Inscrições – O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência, lançado quinta-feira (4), prevê a criação de 200 Clubes, em 2024. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral (Escola Integral) em que o clube se integra à matriz curricular, em um total de 2h semanais. As demais 100 escolas serão selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação esperada é de 3h semanais. As instituições precisam se inscrever, apresentando um projeto de Clube.
As etapas de implementação incluem: a seleção das escolas/docentes por meio de edital próprio lançado pela SEED; cadastro na plataforma da Rede Paraná Faz Ciência; formação pedagógica dos envolvidos utilizando os ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).
Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelos seus atores: coordenador, professores colaboradores e clubistas. Na dinâmica das atividades, deverá haver periodicidade nos encontros, com a carga horária de acordo com o tipo de escola associada. Caberá às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades.
“Neste sentido, a proposta é desenvolver aspectos da prática científica, como a importância do trabalho em grupo, o senso crítico, a resolução de problemas e o processo contínuo do fazer ciência, tornando a educação científica mais significativa”, descreve o professor Reis.
Um grupo de gestão ainda vai dar sustentação às ações da Rede, apoiando o desenvolvimento de pesquisas locais, com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões, e a participação em feiras de ciências com a apresentação de resultados obtidos em cada clube.
Serviço
Prazo de inscrição: 22 de julho a 9 de agosto
Inscrição: Formulário
Contato: clubes@paranafazciencia.org
Site: Clubes Paraná Faz Ciência
Instituições parceiras
Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.
Evento é uma prévia para as discussões da Conferência Regional de C&T, que ocorre no final do mês com participantes de SC e RS
O Governo do Estado promove a 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, neste mês de abril. As inscrições estão abertas até esta quarta-feira, dia 3, quando tem início a programação, no câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar das atividades com representantes de diferentes projetos.
A Conferência prevê a participação cidadã. A expectativa é de 400 pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o objetivo do evento é debater as prioridades para a ciência, tecnologia e inovação, a fim de impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável com base no conhecimento. Do NAPI Paraná Faz Ciência, participam representantes do Conexão Ciência – C² e do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).
O resultado das discussões em âmbito estadual será utilizado para subsidiar a Conferência Regional Sul, que ocorre em 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. A programação regional envolve participantes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Estadual – No Paraná, a iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O evento conta, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.
No ato da inscrição, os inscritos devem escolher um dos sete grupos de trabalho para participarem da discussão de temas específicos. Os conteúdos abrangem diferentes eixos temáticos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; juventude, formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; e desenvolvimento social e inclusão.
O diretor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Luiz Marcio Spinosa, destaca a importância do debate participativo para o fortalecimento de políticas públicas na área de ciência, tecnologia e inovação. “Os dois encontros vão permitir que a sociedade defina as demandas para o futuro da ciência, tecnologia e inovação, contribuindo com a comunidade cientifica para coletar o máximo de ideias e sugestões”, afirma.
Preparação – Em todo o território brasileiro, os eventos estaduais e regionais precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada em junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF). Os documentos compilados nos eventos regionais vão contribuir para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.
Serviço
5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná
Data: 3 e 4 de abril
Local: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Curitiba