
Feira de Cultura Científica será realizada em novembro, em Curitiba; a expectativa é quase dobrar o número de participações do ano passado
Cerca de 15 integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência se reuniram nesta terça-feira (17), para a primeira discussão sobre a organização da II Feira de Cultura Científica (FECCI). O evento está marcado para ocorrer no início de novembro, em Curitiba.
Segundo um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, a grande proposta da Feira, em 2026, será a ampliação do número de projetos apresentados.
“Ano passado, foram 380. Em 2026, a ideia é reunir 700 trabalhos. Estamos organizando, inclusive, um programa, o “Feiras Afiliadas”, e pensando em um rodízio para os projetos Kids. Essas não são só nossas expectativas, mas dos nossos parceiros, a Fundação Araucária e a Secretaria de Educação [SEED]”, explica Reis.

O programa “Feiras Afiliadas” será lançado quinta-feira, dia 19 de março, durante a primeira aula do Cursos de Formação em Feiras de Ciências, outra ação do NAPI. A iniciativa quer contribuir para a construção de uma rede estadual com a participação, inclusive, da Feira do Sesi, e, no futuro, garantir a afiliação da FECCI a feiras nacionais como a Mostratec.
O calendário da FECCI está em fase aprovação e será divulgado em breve. A previsão é que a submissão de projetos comece em maio e, em setembro, já se tenha a publicação da lista final confirmada, para que haja tempo hábil para o planejamento logístico.
A equipe do NAPI, alocada em Curitiba, vai liderar a organização da infraestrutura. O grupo de Maringá coordenará as ações do comitê científico e da logística.
“Estamos dando os primeiros passos para essa segunda edição da FECCI. Nossa expectativa é um evento de maior sucesso do que o de 2025. A partir de agora, acompanhem nossas redes sociais para saber mais detalhes da Feira”, anunciou a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana.
Com presença em feiras, conferências e até na COP30, clubes da Unicentro levam a emergência climática e a cidadania juvenil ao debate. Articuladora institucional avalia os passos

Do chão da escola às discussões globais na COP30, o ano de 2025 foi marcado pela consolidação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na região centro-sul do Paraná, a partir da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Sob a articulação institucional da professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, clubes das escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga encerraram o ano com participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais, além de premiações e reconhecimento público.
“A Rede de Clubes de Ciências tem se configurado como um potente meio de formação científica e cidadã de jovens da educação básica e de professores”, destaca Marquiana. Segundo ela, o ano de 2025 evidenciou a contribuição do programa ao colocar estudantes e docentes em espaços estratégicos de debate e divulgação científica.
Atualmente, a articulação da Unicentro abrange 30 escolas, cinco delas vinculadas à rede Maker. O foco está na educação científica pautada na cidadania juvenil, com a mitigação da emergência climática no horizonte de atuação.
A experiência dos clubistas em feiras começou pela própria região. Em junho, a 1ª Feira Itinerante das Escolas do NRE de Guarapuava (Fieg), realizada no Colégio Cívico-Militar Manoel Ribas, reuniu 50 projetos da região e evidenciou a força da iniciação científica local.

Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro lugar ficou com o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, com pesquisa sobre a importância das abelhas. O segundo lugar foi para o Clube Raízes da Ciências, de Irati, com mapeamento de árvores, e o terceiro, para o Clube Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli, com um projeto em realidade virtual sobre a vida de uma abelha-operária.

Guarapuava sediou o Paraná Faz Ciência em 2025, o maior evento científico do estado. Nele, a Rede de Clubes promoveu sua primeira mostra científica com a participação de clubes de diferentes regiões do Estado. Ao todo, foram apresentados mais de 120 trabalhos.

“O envolvimento de jovens e professores mostrou o que já tem sido feito de ciência na escola”, afirma a coordenadora. Segundo Marquiana, o número expressivo de projetos demonstra que a produção científica escolar vai além da sala de aula e alcança a comunidade.
Mais de 40 mil pessoas passaram pela feira entre 29 de setembro e 3 de outubro. Em 2026, quem sedia o evento é a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Cascavel.

A participação na FIciências, promovida pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro, foi a primeira a colocar a Rede de Clubes da Unicentro em intercâmbio internacional de projetos. O evento reuniu estudantes do Paraná, de outros estados e também de países fronteiriços, como Paraguai e Argentina.

Um dos destaques foi o estudante Tiago Vaz Machado, do Clube Climatize-se, que conquistou o Prêmio de Aclamação Popular com o vídeo “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária”, alcançando mais de 22 mil visualizações nas redes sociais.
“Tivemos destaque nesse evento, com reconhecimento público de um dos nossos cientistas mirins”, pontua Marquiana.

Em novembro, a delegação da Unicentro participou da Feira de Cultura Científica (Fecci), em Curitiba, com cerca de 150 representantes entre estudantes, professores e acadêmicos. Foram 37 projetos apresentados por 21 clubes. Ao todo, oito projetos foram premiados, com colocações em diferentes categorias e reconhecimentos também na produção audiovisual.“
O prêmio é uma forma de reconhecimento, mas o mais importante é o número significativo de trabalhos selecionados e a participação dos jovens”, avalia a coordenadora.

Entre os destaques estiveram o projeto “Detecta Cio”, do Puma Science Club, de Pinhão, vencedor em Inovação Tecnológica; o Clube Raízes da Ciência, de Irati, premiado em Ciências Sociais Aplicadas; e o Clube EcoCientistas Visionários, de Guarapuava, com dois prêmios em Ciências Humanas. O Clube Adonis Com Ciência, de Boa Ventura do São Roque, também foi premiado.

A pauta climática esteve no centro das ações da rede em 2025. A clubista Pyetra Heller, do Colégio Estadual Padre Chagas, foi selecionada para representar o Paraná na Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Junto ao seu professor, Emerson de Souza, levou propostas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas para o debate em nível nacional. Ela e os outros estudantes entregaram ao presidente Lula e ao ministro da educação, Camilo Santana, uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que foi levada à Cúpula de Líderes da COP30, realizada em novembro, em Belém.

E por falar em COP30, quatro clubes participaram da conferência da ONU, em Belém, nas atividades promovidas pelo Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP). A delegação contou com oito jovens, quatro professores da educação básica, além de acadêmicos e docentes da Unicentro.

Durante o evento, os representantes participaram de palestras, proposições e discussões no fórum público, defendendo a educação como eixo estratégico na agenda climática. No fim, elaboraram, junto a participantes de França, Colômbia e Chile, o Manifesto de Belém, também chamado de ‘Carta da Terra’. O documento foi entregue às autoridades máximas da Conferência.

“A agenda climática é um dos temas mais relevantes da nossa sociedade. Educar para a ciência é educar para a cidadania, para formar jovens bem informados e comprometidos com a transformação social”, afirma Marquiana.

Além das participações em eventos, 2025 foi marcado por formações continuadas, reuniões e orientações aos professores da Rede Clubes. Para a coordenadora Marquina, o trabalho realizado nas escolas é fundamental para os resultados alcançados.
“Precisamos reconhecer o trabalho dos professores que estão na base, diretamente com os jovens. Eles fizeram toda a diferença”, ressalta.
Para 2026, a expectativa é de aprofundamento das pesquisas iniciadas no ano anterior, ampliação da participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais e nova presença expressiva na Fecci, já agendada para novembro, em Curitiba.
“Nós acreditamos que o pensamento científico é essencial para a transformação social. Em um tempo de desinformação, formar jovens com pensamento crítico, lógico e baseado em dados é uma necessidade”, conclui Marquiana.
Ao revisitar 2025, a Rede de Clubes de Ciências da Unicentro confirma que a ciência produzida na escola está formando futuros pesquisadores, fortalecendo a cidadania e ampliando o alcance social do conhecimento na região.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.
As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes, contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.
Os encontros discutem questões que envolvem a cultura científica e os clubes de ciência na Educação Básica

As atividades do curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” voltaram. Desde 23 de fevereiro, professores que participam da Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência deram início à segunda parte da formação, uma sequência de um curso realizado anteriormente, em 2024.
Os encontros estão sendo promovidos no formato remoto assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). No total, são 15 módulos de 4 horas cada, com duração de duas semanas não prorrogáveis. A primeira etapa ocorreu entre 15 de setembro e 23 de novembro de 2025. Agora, as aulas estão previstas para serem finalizadas em 13 de agosto deste ano.
O objetivo é aprofundar temáticas sobre os clubes de ciência em escolas da Educação Básica. Assim, espera-se trazer maior domínio de diferentes aspectos educacionais, além de potencializar o trabalho com os alunos clubistas e com o próprio clube. A participação é obrigatória para docentes das escolas e BTNS (Bolsistas Técnicos de Nível Superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior parceiras do NAPI PRFC.
Professores que assumiram clubes recentemente também devem se juntar ao curso e, em breve, terão acesso às atividades anteriores da formação. No final, será disponibilizado um certificado com 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”
Formato: remoto assíncrono
Período: 15/9/2025 a 23/2/2026
Alunos da Rede de Clubes de Ciências Paraná Faz Ciência também mostraram suas pesquisas no palco 4

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência pode ser definido como ‘a rede das redes’, ou seja, é responsável pela gestão de uma variedade de projetos e iniciativas envolvendo 14 instituições de ensino superior do Paraná na construção de uma cultura científica de forma que as pessoas entendam e valorizem a ciência feita no estado. Modelo de organização em rede no país para a popularização da ciência, o NAPI apresentou os resultados das ações no último dia da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
“Ao divulgar a ciência de forma criativa e interativa, o objetivo é despertar o interesse e identificar jovens talentos para o universo do conhecimento e possam seguir a carreira acadêmica e se tornar cientistas, como eu”, afirmou a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e articuladora do NAPI PRFC, Débora de Mello Sant’Ana, durante a apresentação, no Palco 4 do evento.
Em ação desde 2021, atualmente o Arranjo de Pesquisa é composto por 110 pesquisadores de 14 distribuídos em quatro grandes projetos em rede que trabalham para criar ambientes que envolvam os paranaenses com a ciência e a tecnologia: site Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Quintas de Ciência, Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, Rede de Museus de Ciências e eventos de ciência como o Paraná Faz Ciência e as Feiras de Ciência e Cultura, de Curitiba, e litoral.

Tudo é feito de forma a proporcionar às crianças, adolescentes e adultos uma nova perspectiva sobre o mundo. Com fomento da Fundação Araucária (FA) e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o NAPI PRFC já soma mais de R$ 40 milhões em recursos, a grande parte da FA, para gestão de projetos, de pessoal, infraestrutura, materiais e publicações.
De acordo com outro articulador do NAPI PRFC, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rodrigo Arantes Reis, “estamos vencendo o grande desafio que é gerenciar todas as demandas das redes, com desempenho espetacular no engajamento dos paranaenses nas ações e eventos.
Todas as apresentações estão disponíveis no canal do YouTube da Fundação Araucária.
Dez clubes da Rede Paraná Faz Ciência levaram ao público do evento não apenas as pesquisas desenvolvidas em suas escolas durante esta quinta-feira (12), mas também um pouco da vivência que faz parte do cotidiano de um clube de ciência. Participaram da atividade estudantes e professores dos clubes do Colégio Estadual Professor Máximo Atílio Asinelli, Colégio Estadual Lúcia Bastos, Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva, Colégio Estadual Herbert de Souza e Colégio Theodoro de Bona. Também estiveram presentes dois clubes da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência, do Colégio Estadual Euzébio da Mota e do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto.
Clubes da Rede Paraná Faz Ciência encerram a Semana Araucária (Foto/NAPI PRFC)
As pesquisas apresentadas abordam temas diversos, que vão desde o uso de plantas medicinais até soluções tecnológicas e ambientais. Entre os trabalhos apresentados estavam estudos sobre foguetes capazes de lançar sementes para reflorestamento de áreas degradadas, investigações sobre bullying no ambiente escolar e propostas para evitar a infestação de pombos em determinados espaços urbanos.
Para muitos estudantes, a participação na Semana Araucária foi a primeira experiência em um evento científico. É o caso dos integrantes do clube Cross Tech Science Portinari, da Escola Municipal CAIC Cândido Portinari, em Curitiba. O professor Roni Zanatta explica que a presença no evento representa uma oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido pelos estudantes e também de inseri-los no ambiente da ciência. “O nosso clube se chama Cross Tech Science Portinari, é um nome novo. Atualmente, a gente tem dez integrantes, que começaram agora há pouco tempo, porque houve uma troca de participantes.”
Segundo o professor, apresentar o projeto em um evento científico também ajuda a dar visibilidade ao potencial de produção científica existente nas escolas públicas. “É um evento científico, então é onde a gente pode mostrar o que a gente faz, como estamos trabalhando. E mostrar que, mesmo nas regiões mais periféricas da cidade, existem condições de produzir ciência de alto nível, mesmo em uma escola de ensino fundamental.”
Além de divulgar os projetos, a experiência também contribui para que os estudantes compreendam melhor como funciona o processo científico, incluindo a comunicação dos resultados. “É a primeira vez que meus alunos participam de um evento científico. Então eles conhecem não só a produção da ciência, mas também a divulgação dos dados. E ainda conseguem fazer contatos, construir redes, o que é muito importante na ciência.”
Entre os clubistas que se apresentaram estava Maíra de André Ribeiro, do Clube Bona, de Almirante Tamandaré. Para ela, o evento é uma oportunidade de compartilhar o conhecimento produzido no clube e ampliar a conscientização sobre questões relacionadas ao território onde vivem. “Acho que é importante estar aqui porque, além da divulgação do nosso clube, também é uma forma de conscientizar as pessoas por meio da nossa pesquisa.”
O trabalho desenvolvido pelo grupo parte da observação de um espaço próximo à comunidade escolar. “A nossa pesquisa foi sobre o parque da nossa região. Acho que é muito bom entender o ambiente com o qual a gente convive e saber o que estamos fazendo”, acrescentou Maíra.
O NAPI PRFC divulgou o e-book ‘Ciência é Para Meninas’, uma produção da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker. Este volume é um convite para você mergulhar no universo das “clubistas”, meninas que transformam curiosidade em projetos reais e mostram que o Paraná é um celeiro de mentes brilhantes e inovadoras.
Os resultados da primeira ‘Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação 2025’ pelos paranaenses foi apresentada na Semana Araucária pela bolsista pós-doc da Rede Paraná Faz Ciência, Tamara Domiciano, objeto de sua tese de doutorado. De acordo com a pesquisadora, os dados revelam que os paranaenses confiam na ciência e nos cientistas, e têm interesse em conhecer mais sobre CT&I.
“Um indicador importante para a definição de políticas públicas que a pesquisa revela é que as pessoas querem mais investimentos em ciência e tecnologia, inclusive com a construção de novos espaços museais, já que mais de 25% dos paranaenses não tem um museu próximo”, salienta Tamara.

Em sua apresentação, a pesquisadora também enfatizou a vivência das pessoas em relação às fake news, no que se refere à ciência. “Apesar da maioria acreditar nas mudanças climáticas, nas vacinas e na evolução da nossa espécie, em torno de 60% assume que disseminam notícias falsas, mesmo sabendo que não são verdadeiras, ou sem chegar em fontes confiáveis”, alerta.
O projeto executivo da Primeira Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná 2025 está acessível no e-book para pesquisadores, gestores e sociedade civil.
Outra novidade apresentada na Semana Araucária como mais um produto do NAPI Paraná Faz Ciência é o protótipo de um expositor portátil de divulgação científica desenvolvido para circular por diferentes espaços e eventos. O modelo foi concebido pelo professor de Design da UFPR, Vinícius Miranda de Morais, em parceria com o bolsista técnico que auxiliou a criação, Giuliano Perreto.

“Foram quase dois anos desde a concepção e o protótipo. Agora, estamos na fase de feedbacks para os ajustes antes de começar a produção das unidades iniciais”, informa Morais. Serão entregues 25 exemplares do produto para a apoiar a comunicação das pesquisas realizadas por diferentes Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) do Paraná. O aparato foi pensado para ser adaptável à natureza de cada pesquisa, podendo ser montado em diferentes configurações.
Para finalizar a participação na Semana Araucária, a bolsista Milena Massako Ito, da equipe de comunicação do projeto Conexão Ciência – C², fez uma apresentação da plataforma de divulgação científica, que reúne mais de 400 matérias desde julho de 2021, mostrando a ciência de forma colorida, criativa e atraente por diferentes conteúdos, como textos explicativos, imagens, ilustrações autorais e exclusivas, podcasts e outros conteúdos educativos e jornalísticos.
Já o bolsista Guilherme de Souza explicou como foi a produção do conteúdo dos 51 NAPIs para a plataforma IAraucaria e como são produzidas as matérias a partir do contato com os pesquisadores, o tratamento das informações e produção do conteúdo multimídia, sob a coordenação editorial da jornalista Ana Paula Machado Velho.
Na sequência, Luca Higashi apresentou os novos volumes dos e-books com o conteúdo do site do C² de 2023, organizados ano passado e lançados na Semana Araucária 2026. No site do Paraná Faz Ciência, é possível acessar os cinco volumes do e-book da produção de 2021 e 2023.

O NAPI PRFC também divulgou o e-book ‘Ciência é Para Meninas’, uma produção da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker. Este volume é um convite para você mergulhar no universo das “clubistas”, meninas que transformam curiosidade em projetos reais e mostram que o Paraná é um celeiro de mentes brilhantes e inovadoras.
Clube de Ciências CCT une saberes ancestrais e pesquisa acadêmica para promover a agroecologia e o resgate de sementes crioulas

Com pouco mais de um ano de trajetória consolidada, o Clube de Ciências CCT (Conhecimento Científico Tradicional), do Colégio Estadual Bom Jesus, em Bom Jesus do Sul (PR), tornou-se um modelo com sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Silvia Zamboni Maria, o projeto utiliza a horta como um laboratório vivo para investigar formas sustentáveis de agricultura, resgatando conhecimentos tradicionais em contraponto à artificialização das relações com o ambiente herdadas da Revolução Verde e da industrialização dos alimentos.
O trabalho, que conta com a parceria estratégica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, propõe uma imersão prática onde a ciência acadêmica valida o saber popular em prol de uma vida mais saudável para toda a comunidade.
A essência do Clube de Ciências CCT reside no resgate de sementes crioulas e práticas de cultivo que aproximam diferentes gerações. Ao trazer para o cenário atual técnicas que eram utilizadas por pais e avós, os alunos aplicam teorias em investigações que resultam em benefícios reais. Exemplo disso é a produção de velas repelentes e o fornecimento de alimentos para a cantina do colégio, como alface, rabanete e cenoura, além de plantas medicinais essenciais à pesquisa do grupo, como a artemísia, a catinga-de-mulata, a pulmonária e a mil-em-folhas. Todo esse processo de observação e pesquisa permite que os alunos desenvolvam pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas através de uma vivência direta com a natureza.

Com uma bagagem rica de aprendizado e colaboração, o clube ultrapassou os muros da escola: reforçou as conexões familiares e compartilhou seus projetos na 1ª Mostra Feira de Clubes de Ciências, em Guarapuava, onde os clubistas apresentaram resultados e trocaram experiências com outros grupos. Para os membros do CCT, o clube proporciona um ambiente valioso para aprender, pesquisar e se aperfeiçoar nas práticas científicas, enquanto fortalecem laços de amizade e cooperação. Ao aliar preservação do patrimônio cultural e defesa do meio ambiente, o CCT demonstra ser mais que um espaço de cultivo; é um espaço que estimula a cultura científica nos alunos, preparando-os para proporem soluções reais para o mundo atual.
Produzido pelo Paraná Faz Ciência Maker, o material reúne depoimentos das integrantes da Rede de Clubes Maker

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Paraná Faz Ciência Maker publica “A Ciência é para as meninas”, e-book que reúne depoimentos de 67 meninas dos Clubes Makers da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker organiza os clubes de ciência com a abordagem maker em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná, ou seja, clubes que possuem foco na área da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
O projeto é uma iniciativa financiada pelo programa “Mais Ciência na Escola”, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), e foi selecionada como representante do estado na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta Capacita 13/2024 e prioriza instituições com diferentes perfis organizacionais e sociais. Estes clubes fazem parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, financiada pela Fundação Araucária e que agrega 290 Clubes de Ciências pelo Paraná. A Secretaria Estadual de Educação também é uma das parceiras na gestão e manutenção destes clubes de ciências maker. “Integrar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência oferece apoio ampliado na gestão pedagógica e administrativa”, explica Débora de Mello Gonçales Sant’ Ana, uma das organizadoras do material e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, que criou e gere a Rede de Clubes.
O material reúne dezenas de depoimentos das meninas integrantes dos clubes e foi inspirado no e-book “Raparigas na Ciência”, do projeto Ciência Viva, de Portugal.

“Quem disse que lugar de menina não é no laboratório, entre engrenagens ou programando o próximo grande software? Este e-book nasce para provar justamente o contrário! Aqui, nas páginas da nossa Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, a gente não só faz ciência, mas constrói o futuro com as próprias mãos”, acrescenta a professora Débora.
“Ser uma menina na ciência é ter o superpoder de olhar para um problema e dizer: “eu consigo resolver isso”. Nos nossos clubes espalhados por todo o Paraná, as meninas não são apenas espectadoras; são protagonistas, inventoras e líderes”, completa a articuladora.
A coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, Mariana Aparecida Bologna Soares de Andrade, explica que, “além do impacto individual, entendemos que investir na participação de meninas, a longo prazo, poderá ter retorno social e econômico possibilitando o aumento da representatividade feminina em setores de alta demanda, reduzir a desigualdade salarial e ampliar o capital humano disponível para inovação.”
“Para o Paraná Faz Ciência Maker, a diversidade de pessoas sempre foi o eixo do projeto, atualmente 52% dos clubistas são meninas, essa representatividade só reflete todo o interesse que existe em participar de espaços de construção do conhecimento científico e tecnológico”, completa a coordenadora.
O projeto gráfico do e-book é da artista visual e bolsista técnica do NAPI Paraná Faz Ciência, Any Venonesi; a captação e edição dos depoimentos da outra bolsista e comunicadora multimídia, Carlisle Ferrari, em conjunto com a coordenadora de Comunicação do NAPI, Ana Paula Machado Velho.
“Mas esse trabalho é fruto de uma imensa vontade de divulgar a força feminina na ciência, neste Dia Internacional da Mulher. O sucesso é esforço dos bolsistas de comunicação e pedagógicos da Rede, que nos ajudaram a reunir os depoimentos e fotos das nossas cientistas makers”, finaliza Ana Paula.
Clubistas da Rede Paraná Faz Ciência ensaiam apresentações e organizam projetos que serão apresentados durante o evento de ciência e inovação em Curitiba

Integrantes de clubes da Rede Paraná Faz Ciência estão nos últimos dias de preparação para apresentar projetos desenvolvidos ao longo do último ano, durante a 1ª Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O evento será realizado nos dias 10, 11 e 12 de março, no Campus da Indústria, em Curitiba.
A rede reúne atualmente 290 clubes no Paraná, entre Clubes de Ciências, Clubes Maker e Clubes de Meninas na Ciência, formados por estudantes e professores que desenvolvem atividades de investigação científica e divulgação do conhecimento em escolas do estado. Durante a programação da Semana Araucária, dez clubes da rede apresentarão seus projetos: sendo seis clubes de ciência, dois clubes maker e dois clubes de meninas na ciência.
Promovida pela Fundação Araucária, a Semana Araucária foi criada para fomentar o debate sobre políticas públicas em ciência, tecnologia e inovação e educação, além de ampliar o acesso da população aos avanços científicos em diferentes áreas do conhecimento.
A programação inclui palestras, conferências, mesas-redondas, painéis, webminicursos e espaços de articulação entre representantes do governo, da academia, do terceiro setor e da iniciativa privada. Também integram o evento a 4ª Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) e a 1ª Rodada de Negócios de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Nos clubes que participarão do evento, os encontros mais recentes têm sido dedicados à organização dos projetos e à preparação do que será levado para o evento. No BioClube, do Colégio Estadual Lúcia Bastos, em Curitiba, enquanto alguns clubistas revisam os trabalhos desenvolvidos e discutem a melhor forma de apresentá-los ao público, outros se dedicam à produção do sabão sustentável, resultado de uma das pesquisas do grupo e que também estará presente na Semana Araucária.

Além do projeto relacionado ao reaproveitamento do óleo, o clube também desenvolveu um trabalho sobre o Rio Iguaçu, que resultou na produção de uma cartilha com informações sobre a importância do rio e os impactos da poluição. “Na última feira de ciências que teve, eu não consegui ir apresentar. Então fiquei feliz que dessa vez vou poder ir”, conta Helena Borges, de 12 anos, uma das integrantes do clube. “O projeto do Rio Iguaçu é para as pessoas conhecerem mais sobre o rio e sobre as coisas erradas que fazem com ele. E o do sabão mostra que, em vez de jogar o óleo fora e poluir, a gente pode reutilizar para fazer sabão”, explica.
A coordenadora do clube, professora Lucimary Pesaroglo, destaca que o chamado para participar do evento foi recebido com entusiasmo pelos estudantes. “Para a gente foi uma surpresa bem legal, porque é sempre bom ser lembrado. Isso quer dizer que o nosso clube está realizando atividades que fazem efeito na comunidade escolar e na comunidade científica”, afirma. Segundo ela, a preparação agora envolve principalmente a organização da apresentação oral. “Ao mesmo tempo que eles ficaram bastante animados, também estão um pouco nervosos em falar em público. Por isso estamos organizando as falas e ensaiando.”
No Clube Bona, do Colégio Estadual Theodoro de Bona, em Almirante Tamandaré, os estudantes também dedicam os encontros recentes à preparação para a apresentação no evento. Um dos projetos desenvolvidos pelo grupo investiga a qualidade da água a partir da identificação de macroinvertebrados, organismos que ajudam a indicar as condições ambientais de rios e lagos.

A pesquisa deu origem a diferentes desdobramentos. Entre eles estão a criação de um site, onde os estudantes apresentam a trajetória do projeto e os resultados obtidos, e o desenvolvimento de um jogo de cartas educativo, que será levado ao evento.
Rhyana Cardoso, de 15 anos, conta que tem revisado os conteúdos das pesquisas para preparar a apresentação. “Estou relendo os conteúdos para falar direitinho. Estou um pouco nervosa porque vamos subir no palco para falar sobre o nosso clube”, afirma. “A preparação do clube está indo bem também. Está tudo organizado.”
A experiência no clube, segundo Rhyana, também tem estimulado a curiosidade científica. “A gente gosta de descobrir as coisas, entender como os animais funcionam, como são as células. Isso promove curiosidade e vontade de estudar.” Ela acredita que a experiência também pode influenciar escolhas futuras. “Quando a gente entra no clube, se abre bastante essa área da ciência, da biologia. Isso incentiva.”
Apresentar os projetos desenvolvidos nos clubes de ciência em eventos e outros espaços de circulação do conhecimento permite que os clubistas levem para além da escola as experiências construídas ao longo das pesquisas. Mas o resultado vai além da comunicação científica.
No Colégio Estadual Lúcia Bastos, em Curitiba, a diretora Rozangela Barbosa de Sales observa que momentos como esses ajudam os alunos a perceber que o universo de possibilidades não se limita ao ambiente escolar. “Eles percebem que o espaço deles não é só esse espaço da escola. É um espaço muito amplo. A ciência leva eles para conhecer o mundo”, afirma.
Segundo ela, o contato com a ciência também contribui para que os estudantes passem a visualizar caminhos acadêmicos e profissionais que muitas vezes não pareciam próximos de sua realidade. “Eles entendem que podem mudar a própria realidade enquanto estudantes e que, no futuro, podem estar dentro de uma universidade ou participando de pesquisas”.
Dentro da Rede Paraná Faz Ciência essas experiências já cruzaram fronteiras. Estudantes que participam de clubes de ciência da rede integram programas de intercâmbio, como o Ganhando o Mundo, do Governo do Estado do Paraná e também já participaram de iniciativas internacionais como o programa Sustainable Living Innovators (SLI), realizado em Portugal, a partir de iniciativas do Paraná Faz Ciência e da Fundação Araucária. Nesses contextos, os alunos levam para outros países conhecimentos construídos dentro dos clubes e têm a oportunidade de compartilhar suas pesquisas e aprendizados em diferentes ambientes.
Aluna do Clube de Ciências Cientistas do Jardim, em Toledo, aposta em alternativa natural para reduzir a proliferação do mosquito da dengue em recipientes com água parada

Uma pesquisa desenvolvida em um clube de ciências da cidade de Toledo chamou atenção pelo potencial de impacto na saúde pública. A estudante Izabela Maria Belotto, clubista do Clube Cientistas do Jardim, no Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, desenvolveu um sachê à base de extratos vegetais capaz de controlar o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor da dengue.

O projeto, que foi orientado pela professora Dioneia Schauren, partiu de um problema recorrente: a presença de água parada em recipientes domésticos, que favorece a proliferação do mosquito. A proposta da clubista foi utilizar compostos naturais de plantas como alternativa mais sustentável no controle do vetor.
A pesquisa foi desenvolvida ao longo de 2025, período em que foram testados diversos extratos vegetais em diferentes fases do desenvolvimento das larvas do mosquito. Os resultados mostraram-se promissores, com alguns extratos alcançando 100% de mortalidade das larvas nos testes realizados. A partir desses dados, a estudante avançou para a etapa de desenvolvimento de um sachê funcional.

A ideia do produto foi possibilitar o uso prático pela população, permitindo aplicação em cisternas, vasos de plantas e outros recipientes que eventualmente acumulem água parada. Além de contribuir para o controle do mosquito, a solução buscou reduzir a dependência de agroquímicos, alinhando saúde pública e sustentabilidade ambiental.
A pesquisa, uma das várias que foram desenvolvidas ao longo de 2025 pelo clube, demonstra o potencial em gerar soluções concretas para problemas reais da sociedade. O trabalho encerrou seu ciclo inicial com resultados promissores e pode avançar para novas etapas de aprimoramento e validação em estudos futuros.Para acompanhar mais sobre este e muitos outros projetos desenvolvidos no clube de ciências Cientistas do Jardim, visite e siga o perfil no Instagram @cdc_cienciasjpa.
Atividade conta com a participação de alunos entre 9 e 12 anos, tanto de escolas públicas quanto particulares

A partir de 9 de março, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), reunirá 15 estudantes estudantes da Educação Básica com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) para integrar o Clube de Ciências Curious Minds. A proposta é ofertar uma atividade a esse público específico, que nem sempre tem a oportunidade de vivenciar o universo da ciência que o Mudi oferece de forma dinâmica, criativa e nas mais diversas áreas do conhecimento científico.
A ideia de formar um clube de ciências no museu partiu da professora Érika Seki Kioshima Cotica, coordenadora adjunta do Programa de Pós-graduação em Biociências e Fisiopatologia (PBF/UEM), após conversa ano passado com a também professora da UEM e coordenadora do Mudi, Débora de Mello Sant’Ana.
“Nós duas temos vivências pessoais e profissionais com o mundo da Neurodivergência, o que nos levou a organizar para este início de 2026 uma turma com crianças das altas habilidades que não possuem acesso a salas de recursos especiais em suas escolas”, relembrou Érika

Em apenas duas horas, as 15 vagas foram preenchidas, por ordem de inscrição, a partir de uma publicação no Instagram do Mudi. “Levamos um susto com a grande procura, o que demonstra que há uma demanda da sociedade para atendimento às crianças com altas habilidades”, comentou Érika. A partir da grande procura, as organizadoras abriram dez vagas para uma lista de espera, que também foi preenchida rapidamente.
A partir das áreas do conhecimento da Biociências, os integrantes do Curious Minds participarão, neste primeiro semestre, de oficinas em diversos temas relacionados à Histologia, Patologia, Micologia, Toxicologia, Bacteriologia, entre outros.
“No segundo semestre, todo o conhecimento produzido com as mais diferentes temáticas fará com que as crianças escolham um assunto e desenvolvam no laboratório um pequeno projeto de pesquisa, o que não será difícil devido ao elevado potencial destes estudantes”, completa a professora do PBF.
Os integrantes do Clube de Ciências vão se reunir toda segunda-feira à tarde, no laboratório de Química instalado dentro do Mudi, sempre orientados por professores e alunos da pós-graduação, que se disponibilizaram a auxiliar como responsáveis e orientadores nas suas áreas de pesquisa. “No futuro, podemos abrir para outros programas e envolver toda a universidade em ações específicas com altas habilidades”, adianta Érika.
Referência em visitação e diversidade de acervo, o Mudi completou 40 anos, em 2025, como um espaço modelo de divulgação da ciência, mas também de produção de conhecimento científico a partir do ensino, pesquisa e extensão. E, quando se leva em consideração que o objetivo da extensão é a popularização do conhecimento científico, a participação no clube irá promover a aprendizagem, despertar curiosidade e a criatividade deste público de crianças com AH/SD.
“A área da ciência da saúde será amplamente explorada nas atividades, pois os alunos de Pós-graduação do Programa de Biociências e Fisiopatologia irão disponibilizar visitas, explicações e práticas, tudo acontecendo dentro de um museu universitário de ciências”, indica Deborah Thais Palma Scanferla, bolsista técnica do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

Para a professora Débora de Mello Sant’Ana, articuladora do NAPI PRFC, a participação no clube trará oportunidade aos estudantes de conviver diretamente com cientistas e atuarem também como cientistas aprendizes. “Esta experiência trará a eles a proximidade e o pertencimento à ciência, portanto uma efetiva forma de divulgação científica”, acredita.
O Mudi e a Rede de Clubes de Ciências Paraná Faz Ciência são projetos de divulgação e popularização da ciência que integram o NAPI PRFC, que têm fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Ciência,Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O projeto do Clube de Ciências Curious Minds, no Mudi, ainda tem o apoio do Programa de Pós-graduação em Biociências e Fisiopatologia (PBF/UEM), Associação dos Amigos do Mudi (Amudi), Programa de Pós-Graduação da UEM/Capes, Rede Museus Paraná Faz Ciência e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Estudos buscam reconhecer a área pela relevância geológica, ambiental e educativa.

A ciência está em tudo. Em casa, na escola e até mesmo naquilo que não percebemos de cara na natureza. É isso o que motiva o clube Unidade Polo, cujo principal objetivo é pesquisar a Unidade de Conservação – Parque Estadual de Ibiporã. A equipe, que pertence ao Colégio Estadual Unidade Polo Karoline V. A. e Luan A. S., acredita que o local possui potencial para se tornar um geoparque.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), entende-se como geoparques as regiões que agregam importância histórica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e científica. A classificação pode contribuir com o turismo do território e, claro, com a promoção da Educação Ambiental.
O Parque Estadual de Ibiporã está localizado na saída de Ibiporã para Jataizinho, às margens da BR-369. Um espaço que oferece trilhas para caminhadas e área de convivência para piquenique, dentro de um reduto preservado de Mata Atlântica. Com o avanço dos estudos do clube de ciências, a ideia é que o local passe a ser mais explorado no município e possibilite o desenvolvimento de práticas pedagógicas sustentáveis.

Segundo a professora coordenadora, Helena Macia, o clube “favorece a aprendizagem ativa, estimula o desenvolvimento da curiosidade científica e promove o engajamento do estudante por meio de atividades práticas, investigativas e colaborativas”. Tudo isso contribui para a construção do conhecimento científico e pensamento crítico dos alunos, que já se mostram bastante engajados durante as Feiras de Ciências.
Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o clube Unidade Polo é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Para além das atividades em sala de aula e das visitas à Unidade de Conservação de Ibiporã, a turma também realizou excursões para conhecer melhor parques de outros municípios. Em 2025, o clube esteve no Parque do Japão e no Parque do Ingá, em Maringá, e no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi.

Nos passeios, os alunos tiveram a missão de analisar cada espaço e identificar características do lugar. “Para 2026, espera-se que o Clube de Ciências Unidade Polo amplie suas atividades, fortalecendo ainda mais a aprendizagem prática, a investigação científica e a integração entre a universidade e a escola básica”, declara a professora Helena.
Projeto apresentou produções acadêmicas, destacou a integração entre ciência e agronegócio e contou com participação do Clube de Ciências
O Show Rural, reconhecido como a maior vitrine do agronegócio da América Latina, foi realizado entre os dias 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, e contou com uma participação estratégica para a divulgação científica estadual: o NAPI Paraná Faz Ciência.
Integrado à programação da Fundação Araucária, a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência esteve presente no estande da Unioeste, ao lado de outros Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), promovendo a aproximação entre a produção acadêmica, o setor produtivo e a comunidade em geral. A iniciativa evidenciou como o investimento em ciência e tecnologia contribui diretamente para a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio paranaense.
Ao longo do evento, o estande recebeu visitantes interessados em conhecer as ações desenvolvidas pelo projeto e seus impactos no contexto educacional e científico do estado. No último dia de programação, 13 de fevereiro, as atividades foram intensificadas com a apresentação de produções acadêmicas, incluindo e-books sobre Espaços de Divulgação Científica e Percepção Pública da Ciência no Paraná.

Luan Paes, bolsista pedagógico do NAPI, destacou a importância da participação em um evento desse porte: “É muito importante, nesse momento de evento, divulgar a ciência para esse público; ciência e agro trabalham juntos.” Ele também ressaltou que a divulgação dos livros exibidos amplia o acesso à informação: “Às vezes, as pessoas da própria cidade não sabem que existem espaços de divulgação científica por falta de informação.” A obra apresentada reúne dados sobre museus, herbários, planetários e outros espaços de divulgação científica distribuídos pelo Paraná.

O analista de inovação da Fundação Araucária, Deyvid Anjos, também enfatizou a relevância da presença no evento: “É uma ótima oportunidade de demonstrar todas as atividades, ações e projetos que temos desenvolvido, tanto na área do agro quanto em outras áreas.” Segundo ele, um dos principais objetivos é chamar a atenção de empresários e empresas para o NAPI Paraná Faz Ciência e suas iniciativas. David explicou ainda que o conceito de Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação consiste em congregar todos os atores de uma mesma temática ou área, unificando esforços e empreendimentos para que, junto com a academia e os estudantes, seja possível fortalecer a ciência e impulsionar ainda mais o desenvolvimento do Estado do Paraná.
Outro destaque do dia, foi a participação do Clube de Ciências Verde em Ação, do Colégio Estadual Pacaembu, de Cascavel, que apresentou o um de seus projetos desenvolvidos. O clube estuda, mapeia e atua na recuperação de uma nascente de rio que ocorre dentro da cidade de Cascavel. Durante o evento, os clubistas contaram suas experiências na atividade e apresentaram uma maquete da nascente em questão, e uma amostra real do lixo coletado no local.
A presença no Show Rural consolidou o papel do NAPI Paraná Faz Ciência como ponte entre universidade, escola e sociedade, reforçando a importância da ciência paranaense para o desenvolvimento regional.