O enfrentamento aos crimes de bullying e cyberbullying vem se mostrando mais um grande desafio na rotina de educadores e profissionais que atuam com a promoção do bem-estar psicológico nos contextos escolar e universitário. O cenário se tornou ainda mais complicado desde que ferramentas de geração de imagens e vídeos falsos – deep fakes – se popularizaram. Para tentar inibir agressores, foi sancionada, no início desta semana, a lei que inclui os delitos no Código Penal e os transforma em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como sequestro e indução à automutilação, em crimes hediondos.
Em meio a um roteiro perverso e cujo desfecho pode ser trágico para as vítimas, a identificação dos papéis desempenhados por cada personagem da vida real nestes casos, assim como a criação de uma escala de avaliação psicométrica do fenômeno do cyberbullying, são estratégias que almejam reduzir os efeitos negativos, criando maior grau de consciência sobre o tema em toda a comunidade. É o que defende um estudo que vem sendo elaborado há dois anos pela docente do Departamento de Psicologia e Psicanálise da Universidade Estadual de Londrina (UEL – CCB), Katya Luciane de Oliveira. A pesquisa já ouviu cerca de 2,5 mil estudantes universitários de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e do Ensino Médio dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.
Os participantes são estudantes de cursos de graduação de todas as áreas do conhecimento que tinham entre 18 e 23 anos em 2021, quando da coleta dos dados. Eles foram ouvidos por meio de formulários online e também pessoalmente quanto a uma série de itens embasados na literatura científica internacional. O objetivo foi desenvolver uma escala de cyberbullying adaptada à língua portuguesa e à realidade brasileira. Por isso, o projeto contou com o trabalho de linguísticas para a validação sintática e semântica da estrutura das frases contidas.
“Construímos os itens baseados na literatura científica, que geralmente é norte-americana, inglesa e chinesa – os chineses têm produzido sobre isso também. Então criamos itens, perguntas na escala, e avaliamos com juízes e profissionais que têm expertise na área. O instrumento é capaz de aferir os perfis que encontramos neste fenômeno: a vítima, agressor e os observadores”, explica Katya, coordenadora do trabalho.
Intitulado “Propriedades Psicométricas de uma Escala de Cyberbullying”, o estudo identificou que cerca de 50% dos participantes já estiveram em algum momento no papel de vítimas de ataques virtuais. Por se tratar de um fenômeno que geralmente ocorre na esfera pública, presencial ou virtualmente, resta a quem não se identificou como agressor ou vítima apenas o papel de observador, destaca a professora.
Estudo vai além das questões envolvendo vítima e agressor/es: observadores e pessoas “passivas” também entram na conta (Freepik).
Neste grupo de observadores, ou espectadores dos casos de violência cibernética, três comportamentos recorrentes foram apontados. Os espectadores que relataram apenas terem visualizado conteúdos ofensivos são os chamados observadores passivos. Há, também, os que perpetuam as mensagens ou imagens, “tirando sarro e fazendo comentários ruins”, exemplifica Katya. Estes são os chamados observadores ativos. “E há um observador ativo que age de forma positiva, aquele que tenta romper com o ciclo de violência avisando a vítima ou denunciando à comunidade”, completa.
Outro perfil descrito pela professora é o perfil “retaliador”, papel desempenhado por pessoas que geralmente foram vítimas de bullying fora do contexto virtual e que, mais tarde, viram-se motivadas a cometer o ato, que, desde o início desta semana, foi tipificado como um crime ainda mais grave, após sanção do presidente Lula à Lei 14.811/2024.
Estudando o fenômeno há mais de cinco anos, a professora avalia que o endurecimento das penas representa avanços em direção à criminalização dos agressores. No entanto, a complexidade do fenômeno exige ações também em outras frentes.
“A escala consegue fazer esse mapeamento. É importante podermos identificar quem é a vítima, mas, também, quem é o agressor. Não somente pelo sentido punitivo, mas pelo princípio restaurador, do que é a urbanidade e civilidade. Atacar o outro na sua existência, falando sobre seu corpo, sexualidade, habilidades, rebaixando, é inaceitável. É importante a identificação também para que as instituições de ensino possam fazer um trabalho de orientação”, ressalta a professora de psicologia.
É buscando reforçar o papel da Universidade Estadual de Londrina como vetor do desenvolvimento social que diversas oficinas e atividades formativas já foram promovidas junto a escolas da rede estadual do Paraná, contando com a presença da professora Katya. Para ela, “é desmascarando esse cenário violento que conseguiremos capilarizar a saúde mental dos estudantes”, diz.
No Departamento de Psicologia e Psicanálise da UEL, o olhar sobre o fenômeno é incentivado desde o início da pesquisa, na Iniciação Científica (IC) no curso de Psicologia. Somente em 2023, por exemplo, a professora orientou três graduandos interessados em produzir artigos sobre cyberbullying e sua relação com o uso e o abuso de substâncias psicoativas, além da relação com o desempenho acadêmico na universidade e no ensino médio. Os três temas foram objeto de pesquisa dos graduandos Maria Julia Boletti, Suellen Ferreira de Assis e João Victor Candido, respectivamente.
Na pós-graduação, o cyberbullying é tema recorrente também no Programa de Pós-graduação em Educação (PPEdu). Um exemplo interessante, ressalta a docente, é a dissertação de mestrado defendida no ano passado “Cyberbullying direcionado ao Público Feminino em Jogos Competitivos”, de Carolina Tiemi Ytiyama. Contando com uma bolsa de mestrado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ytiyama se dedicou a analisar ataques sofridos por jogadoras que eram destaque em “palcos” digitais com o “Valorant“, jogo competitivo de tiro tático desenvolvido pela empresa Riot Games.
Nestes casos, destaca a professora, deixa-se de lado pelos agressores os aspectos relacionados ao jogo ou às habilidades das competidoras, entrando em cena falas de cunho sexista e misógino.
“Quer dizer, está tão naturalizado que muitas pessoas acham normal, que é algo banal. E não é. Você não pode atacar o outro e achar que está tudo bem. As relações não podem ser construídas desta forma”, decreta Katya.
Na Educação, o tema foi abordado anteriormente, em 2019, pela pedagoga Andrea Carvalho Belluce, autora da tese de doutorado “Estudantes e as Tecnologias digitais: relações entre estratégias de aprendizagem, motivação e cyberbullyng“. Já, em 2022, a psicóloga Gabrielly Manesco da Silva Felipe defendeu dissertação de mestrado intitulada “Relações entre o cyberbullying, suporte familiar e a depressão no ensino fundamental II”. Ambas contaram com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a orientação da professora Katya Luciane de Oliveira.
A tarde de quarta-feira (08) contou com seis apresentações nas salas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os NAPIs apresentados foram: NAPI Paraná Faz Ciência, NAPI HCR, NAPI Inova Vitis, NAPI Prosolo, NAPI Enfezamento do Milho e NAPI Woodtech.
NAPI Paraná Faz Ciência
O NAPI Paraná Faz Ciência foi apresentado no início da tarde de quarta-feira pela professora Dra. Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pelo professor Dr. Rodrigo Arantes Reis da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O arranjo tem como um dos principais objetivos estruturar uma rede paranaense de pesquisadores e instituições com atuação na área de divulgação e popularização da Ciência.
Nesse sentido, o NAPI PFC visa também, por meio dos projetos, contribuir para a cultura científica, ampliar o interesse dos jovens pela ciência, fortalecer o diálogo com a sociedade e a educação básica, além de consolidar o Paraná como uma referência nacional nessa área.
Segundo os articuladores, a partir desse NAPI, três grandes projetos já foram construídos: o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); Conexão Ciência – C² e Paraná Faz Ciência. Os projetos já contam com números expressivos que contribuem de maneira crescente para o propósito de divulgação científica e popularização da ciência proposto pelo NAPI. Dentre esses números estão a produção de pesquisas, guias de campo, e-books, ações nas escolas e cursos de formação continuada para professores.
O Conexão Ciência – C², um dos projetos apresentado pela professora Dra. Débora, é um portal multimidiático de comunicação pública da ciência que já conta com dezenas de matérias, vídeos e podcasts publicados e milhares de acessos e visualizações .
NAPI HCR
O NAPI HCR (Hidrocarbonetos Renováveis) foi apresentado na tarde de quarta-feira (08) pelo professor Dr. Alessandro Bail da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A demanda principal do Arranjo é promover conexões entre os principais ativos já existentes no Paraná em tecnologias de produção e uso de combustíveis renováveis e sustentáveis, capazes de reduzir a pegada de carbono do setor de transporte aéreo e rodoviário e contribuir para a transição energética na construção de uma economia de baixo carbono.
Durante a apresentação, Bail apresentou os resultados já alcançados em mais de dois anos de NAPI, que conta com diversos projetos de pesquisa. Além disso, o articulador comenta que o Arranjo tornou possível a promoção do conceito de desenvolvimento sustentável de forma ampla e a possibilidade de novos negócios no âmbito da economia de baixo carbono.
NAPI Inova Vitis
O NAPI Inova Vitis foi apresentado pela professora Dra. Alessandra Maria Detoni do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). Em tradução livre, ‘Inova’ está relacionado à inovação e ‘Vitis’ traduz-se como uva ou videira do latim, representando a inovação na área em questão. O arranjo é focado na vitivinicultura, ciência que estuda a produção da uva. A articuladora destaca a importância econômica e social da área que conta com um número expressivo de negócios e que é um importante gerador de trabalho e renda no Paraná.
Nesse sentido, a professora apresentou os objetivos principais do NAPI, que ainda está em fase de construção: a produção sustentável de uvas de mesa em sistemas de cultivo protegido e também novas cultivares (variedades de plantas desenvolvidas através de técnicas de melhoramento genético para atender a características específicas desejadas) e bioinsumos visando a produção sustentável de uvas de processamento. Portanto, o Arranjo vem atender essa necessidade de inovação tecnológica que possa garantir sustentabilidade e a continuidade e melhora na produção agrícola do Estado.
Para conferir a apresentação completa do NAPI Paraná Faz Ciência, NAPI HCR e NAPI Inova Vitis basta acessar o canal do YouTube da Fundação Araucária.
_________________________________________________________________________
NAPI Prosolo
O NAPI Prosolo foi apresentado na tarde de quarta-feira pelo pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), José Francirlei de Oliveira. O Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), segundo o articulador, tem como objetivo a criação da maior Rede de AgroPesquisa Aplicada do país, monitorando a qualidade do solo e da água em microbacias de referência do Estado.
Ainda de acordo com o articulador, o arranjo tem como objetivo principal a promoção da mitigação dos processos erosivos do solo e da degradação dos cursos d’água nos sistemas produtivos, visando a redução de perdas econômicas, prejuízos sociais e ambientais no meio rural do estado do Paraná.
Os resultados já alcançados, segundo Oliveira, dizem respeito à conservação dos solos e da água, culminando na produção de alimentos e água e levando em consideração as demandas mais urgentes da sociedade. O NAPI já desenvolveu dezenas de pesquisas, cursos de capacitação, seminários, dias de campo, assistência técnica a produtores rurais e boletins informativos. Além disso, a publicação do livro ‘Manejo e conservação de água e solo’, com perspectivas a nível nacional.
NAPI Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho
O pesquisador Dr. Ivan Bordin, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), apresentou o NAPI Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho. O arranjo foi estruturado para atender uma demanda importante do setor agrícola que vem registrando prejuízos causados pelos enfezamentos (doenças) e viroses transmitidas pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).
Segundo o articulador, as primeiras ações abarcam o grupo de pesquisas que foi articulada em três eixos: o Monitoramento de cigarrinhas (Dalbulus maidis) e patógenos do Complexo de Enfezamento do Milho, as avaliações das reações de cultivares de milho (híbridos e variedades) e as avaliações da eficácia da aplicação de inseticidas sintéticos e biológicos no controle de Dalbulus maidis.
Ainda há grande dificuldade de manejo e desconhecimento sobre técnicas, produtos e genéticas que propiciem controle efetivo para as condições do Paraná, considerando as interações patógeno-hospedeiro-ambiente. Para o articulador, as pesquisas vêm de encontro para atender essa demanda.
NAPI Wood Tech
Ainda na tarde de quarta-feira (08), o engenheiro CEO da empresa Cilla Park, Paulo Alvim, apresentou o NAPI Wood Tech. Ainda em processo de construção, esse arranjo trabalha com a madeira engenheirada. O material é um elemento estrutural de madeira formado pela adição de adesivos a várias camadas de madeira ou painel de madeira reconstituída, ou seja, passa por um processo de engenharia para melhoria de suas propriedades e melhora do desempenho para uso na construção civil.
A madeira engenheirada, além de ter um melhor desempenho, é leve, resistente e sustentável e pode proporcionar um sistema construtivo alternativo no Brasil. Nesse sentido, segundo o articulador do NAPI, a utilização desse material traz agregação de valor a um produto de base renovável, redução da emissão de carbono nas edificações e contribui para um processo construtivo sustentável.
Dentre alguns dos objetivos do NAPI apresentados estão: caracterizar novos produtos de madeira engenheirada, desenvolver um produto de alto valor, desenvolver programas de melhoramento genético e desenvolver laboratórios de pesquisa. Segundo o articulador, o trabalho do NAPI trará uma série de benefícios para o Estado nas temáticas apresentadas.
Que tal conferir as apresentações desta tarde de quinta-feira na íntegra? A apresentação dos NAPIs Prosolo, Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho e Wood Tech pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.
A manhã de quarta-feira (08) foi animada e contou com seis apresentações nas salas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os NAPIs apresentados foram: NAPI Proteínas Alternativas, NAPI Alimento e Território, NAPI Alimentos Saudáveis, NAPI Saúde, NAPI Startup Life e NAPI Taxonline.
NAPI Proteínas Alternativas
Na manhã de quarta (08), o NAPI Proteínas Alternativas foi apresentado pela professora Dra. Carla Forte Maiolino Molento. Segundo a articuladora, o arranjo tem como objetivo fortalecer o Paraná como produtor de alimentos, utilizando inovações em biotecnologia, engenharia biológica e de bioprocessos, medicina veterinária, zootecnia, engenharia de alimentos, administração e agronomia. São, portanto, áreas voltadas ao desenvolvimento das etapas essenciais para a produção de proteínas alternativas que consolidam a pesquisa, a extensão e o ensino e caminham para o estabelecimento desta nova indústria de alimentos no Estado.
A professora apresentou a estruturação dos projetos e ações já realizadas e em andamento. Com números bastante expressivos, as atividades do NAPI já se concretizaram em diversos formatos: Evento sobre Zootecnia Celular, Projeto Bife sem Bicho, a Fundação do Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – único na América Latina e a Fundação do SFoodLab (Laboratório de Cadeias de Valor de Alimentos Sustentáveis) da UFPR.
Além disso, o NAPI Proteínas Alternativas está realizando a publicação de livro-texto sobre carne cultivada pela editora internacional Springer-Nature e a criação da Fundação da Associação Brasileira de Agricultura Celular, a primeira da América Latina. As diversas ações propostas e realizadas pelo NAPI representam grandemente a potência de inovação e de internacionalização da pesquisa paranaense.
O Conexão Ciência publicou uma matéria super completa sobre o trabalho do NAPI Proteínas Alternativas e a alimentação do futuro. Você pode ler na íntegra no site no C2.
NAPI Alimento e Território
O NAPI Alimento e Território (AT) foi apresentado pelo professor Dr. Adilson Francelino Alves e tem como foco a produção de alimentos agroecológicos e tem como objetivo transformar o Paraná em uma referência internacional em sustentabilidade alimentar. Segundo o professor, o arranjo se desenvolve no Sudoeste e no Litoral do estado.
Embora o NAPI AT seja recente, o professor explica que a intenção é coproduzir conhecimentos na interface universidade-território por meio da formação, da pesquisa e da extensão e também potencializar os saberes populares, contribuindo para aumentar a renda das famílias. Nesse sentido, o professor explicou de que maneira as metas do NAPI devem se consolidar nos próximos anos.
NAPI Alimentos Saudáveis
Dando sequência às apresentações da manhã de quarta-feira, o diretor do Biopark Educação, Paulo Rocha, apresentou o NAPI Alimentos Saudáveis. O arranjo é uma parceria entre o Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) com o Estado e cooperativas por um projeto em torno dos alimentos saudáveis.
Com enfoque nas áreas de agricultura, agronegócio, biotecnologia, saúde, sociedade, educação e economia, o NAPI Alimentos Saudáveis tem como objetivo organizar uma rede de pesquisadores e desenvolver produtos e serviços que impactam diretamente a população do estado, com a meta de tornar-se referência internacional no tema.
Quer conferir a apresentação? O vídeo completo sobre o NAPI Proteínas Alternativas, NAPI Alimento e Território e o NAPI Alimentos Saudáveis pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.
_________________________________________________________________________
NAPI Saúde
A articuladora do NAPI Saúde, professora Dra. Aline Perfeito Ribeiro, explicou sobre a trajetória do arranjo que busca fortalecer a rede em saúde do estado do Paraná. O NAPI, criado em 2019, tem parceria com o Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), que existe desde 2004. O arranjo visa criar estratégias de aplicação e de incorporação dos resultados já alcançados pelo PPSUS.
A professora argumenta que o trabalho visa a descentralização do fomento à pesquisa em saúde, financiando pesquisas em temas prioritários capazes de dar resposta aos principais problemas de saúde da população. O NAPI, em parceria com o PPSUS, já investiu recursos em centenas de projetos – muitos deles durante a pandemia da COVID-19. Na sequência, a professora Dra. Aline Franco da Rocha falou sobre a Telessaúde, uma estratégia de assistência à saúde para comunidade das universidades estaduais e que também operou durante a pandemia da COVID-19, por meio do aplicativo Saúde Online Paraná.
Por fim, a articuladora ainda explica que em 2024 um novo projeto será incluído no NAPI, o Hospital Amigo do Trabalhador: Integralidade à Saúde com Recursos de Inovação Tecnológica e Ambiente Laboral Seguro. O projeto atuará na prevenção do desenvolvimento de doenças relacionadas às atividades do profissional da saúde, com auxílio de tecnologias para proteção desses trabalhadores.
NAPI Startup Life
A apresentação do NAPI Startup Life foi iniciada pelo empresário Marcos Nonemacher da empresa Kepha Venture Builder, uma Startup Studio que constrói startups. Esse arranjo tem como prioridade apoiar de forma sistêmica e integrada o ciclo de vida de startups no Paraná e estimular a criação de empreendimentos inovadores a partir da geração de novas ideias no Estado.
O articular apresenta, em específico, alguns cases como o AZAGROS – Gestão Agro-Digital. A startup é focada em atender o setor agrícola com soluções inovadoras para otimizar resultados, monitorar atividades e fortalecer a relação entre produtores, revenda de insumos e técnicos com enfoque na produção agrícola orgânica. A startup foi apresentada, na sequência, pelas articuladoras Taiuska Villa de Lima e Silvana Vasineski. Uma das ações apresentadas pela AZAGROS é o Aplicativo Integrado para Gestão da Produção Vegetal Orgânica, que objetiva apoiar produtores, gestores e técnicos agrícolas, além de facilitar e otimizar processos e eficiência. Os articuladores concluem que o trabalho da startup contribui para uma produção mais sustentável e menos poluente para o meio ambiente.
NAPI Taxonline
O NAPI Taxonline foi apresentado pela professora Dra. Luciane Marinoni ainda na manhã de quarta-feira (08). O Taxonline é uma rede paranaense de coleções biológicas que faz a conservação da biodiversidade além de contribuir para aplicações biotecnológicas. Segundo a articuladora, as coleções biológicas são a base para qualquer estudo de biodiversidade. Atualmente são 50 coleções das áreas de botânica, zoologia e microbiologia.
A articuladora ainda apresentou que, dentro da rede, existe ainda o Centro de Coleções de Culturas Microbiológicas da Rede Paranaense (CMRP). O CMRP visa a preservação do material microbiológico das atividades acadêmicas, atendendo às metas governamentais de preservação da biodiversidade brasileira e a legislação vigente quanto ao cumprimento do protocolo de Nagoya. Além disso, a professora apresentou o vasto número de parcerias que estruturam o trabalho do Taxonline.
O Taxonline tem uma parceria importante com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações por meio do Sistema de Informações sobre a Biodiversidade Brasileira. Além disso, dentre as entregas para sociedade, o NAPI já conta com mais de 1,2 milhão de dados disponibilizados em acesso aberto e dezenas de projetos com números expressivos de contribuição para a ciência paraense e mundial.
Você pode conferir o trabalho realizado pelo NAPI Taxonline, na íntegra, no site do arranjo.
O vídeo com a apresentação na íntegra das apresentações da manhã de quarta-feira, dos NAPIs Saúde, Startup Life e Taxonline pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.
O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) está com inscrições abertas, até o dia 24 de agosto, para o processo de formação “Ciência Cidadã na Escola: formação de professores para a Educação em Ciências”. O público-alvo são professores regularmente vinculados à rede pública estadual do Paraná.
Com o objetivo de formar cientistas cidadãos, o projeto reuniu, em uma primeira fase, professores e seus alunos na coleta de dados científicos. Agora, em um segundo momento, a proposta é estruturar um grande projeto de Educação Científica, em direção a formação de cientistas cidadãos, permitindo à comunidade escolar interpretar os dados obtidos e buscar soluções para os problemas da realidade onde estão inseridos.
Serão selecionados 500 professores para participar do curso do PICCE. Este total será distribuído entre 20 vagas para professores em cargos de coordenações técnicas (CCT) e as demais 480 vagas para professores em efetivo exercício em sala de aula, distribuídas entre os 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE).
O curso será realizado de forma assíncrona pela Plataforma Virtual da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). As inscrições podem ser realizadas pelo site picce.ufpr.br. Para mais informações, confira o Edital do Picce.
Iniciativa reúne UEM e instituições para promover desenvolvimento sustentável e o uso racional de energia
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC) aprovado no início deste trimestre pelo Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária (FA), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e, publicado no Diário Oficial do Estado, terá um orçamento total de R$2,3 milhões para o financiamento do projeto, que reúne a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e outras instituições públicas paranaenses (UEL, Unicentro, UFPR, UTFPR e IFPR/Paranavaí), além de incubadoras de empresas, Parques Tecnológicos Industriais e empresas de base tecnológicas, com a finalidade de promover o desenvolvimento de produtos e processos incorporando a EZC.
O projeto busca agregar valor, reduzir custos e gerar renda. O NAPI EZC é uma iniciativa inovadora formada por intermédio de uma rede estadual que congrega pesquisadores, estudantes e empreendedores com olhares e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável de base tecnológica e inovadora, pautado no uso de Energias Inteligentes.
De acordo com o coordenador geral do projeto NAPI EZC e professor do Departamento de Física da UEM, Ivair Aparecido dos Santos, “neste arranjo, a pesquisa, o ensino e a extensão devem atuar nos temas de interesse voltados ao desenvolvimento sustentável e uso de energias Inteligentes (com foco no uso racional e autogeração de energia)”.
A proposta é criar e disseminar a cultura do empreendedorismo tecnológico dentro da Universidade, com base no desenvolvimento de soluções em geração/conversão de energia zero-carbono e sua integração às soluções práticas interligadas ao desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores por startups. Além disso, o NAPI EZ pretende criar mecanismos de intensificação da relação universidade-empresas de transferência direta de tecnologia e de estímulo à inovação em Energia Zero-Carbono e também da formação de recursos humanos qualificados e de forte viés empreendedor.
O investimento destinado à UEM para executar esse projeto será de R$ 994.200. Deste montante, 80% serão destinados, exclusivamente, ao financiamento de bolsas, contribuindo assim para a formação de profissionais/pesquisadores altamente qualificados. O NAPI EZC pretende ainda proporcionar a seu público-alvo (estudantes/empreendedores) uma formação acadêmica diferenciada, referente ao uso racional de energia, no contexto da introdução de práticas ESG em startups, “já que as bolsas estão disponíveis na UEM (oito para mestrado e 16 de iniciação tecnológica) e os editais serão lançados no próximo mês (julho), para início dos trabalhos dos bolsistas em agosto”, reforçou Ivair dos Santos.
Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC)
Visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do Paraná, pautando-se na busca da inovação científica e na promoção do empreendedorismo, no meio acadêmico.
Objetivos: Promover a pesquisa, o ensino, a extensão e o empreendedorismo no meio acadêmico e em sua esfera de influência.
Benefícios para os acadêmicos e pós-graduação da UEM: Possibilidade do recebimento de bolsas de mestrado e iniciação tecnológica.
Orçamento total aprovado para o financiamento deste projeto:
Valor Global: R$2.361.000.
Valor destinado ao NAPI EZC/UEM: R$ 994.200,00 executados, exclusivamente, pela UEM, sendo que, deste montante, 80% serão destinados, exclusivamente, ao financiamento de bolsas, contribuindo para a formação de profissionais/pesquisadores, além de formação acadêmica diferenciada no que se refere à inovação e ao empreendedorismo.
Coordenadores do NAPI/EZC:
Ivair Aparecido dos Santos – Coordenador Geral
Valdirlei Fernandes Freitas – Unicentro – Coordenador Local
Luiz Gustavo Davanse da Silveira – UFPR – Coordenador Local
Diogo Zampieri Montanher – UFPR – Coordenador Local
Eduardo Augusto Castelli Astrath – IFPR/Paranavaí – Coordenador Local
Alexandre Urbano – UEL – Coordenador Local
Equipe da UEM:
Ivair Aparecido dos Santos – DFI – Coordenador Geral
Luiz Fernando Cótica – DFI – Vice-Coordenador
Gustavo Sanguino Dias – DFI – Pesquisador
Eduardo Radovanovic – DQI – Pesquisador
Sandro Lautenchlager – DEC – Pesquisador
Sílvia Luciana Fávaro – DEM – Pesquisadora
Marcelo Farid Pereira – DCO – Pesquisador
ESG: Inicialmente é uma sigla, em inglês, que significa environmental, social and governance, e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. O termo foi criado em 2004 em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, intitulada Who Cares Wins. Os critérios ESG estão totalmente relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global, iniciativa mundial que envolve a ONU e várias entidades internacionais.
Energia Zero-Carbono: Esse conceito está diretamente ligado à transformação de diversas formas de energia em energia elétrica, mas sem a emissão de gases à base de carbono, como CFCs e dióxido de carbono. Zero-Carbono significa que nenhuma emissão de carbono está sendo produzida a partir de um produto ou serviço (por exemplo, um parque eólico gerando energia elétrica ou uma bateria fornecendo eletricidade a um dispositivo).
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) aproveita a oportunidade para lança o e-book “Ciências da Saúde”. Este é o terceiro produto da série Conexão Ciência – Memória C². O projeto C² é composto pesquisadores, professores e servidores da UEM, além de profissionais da comunicação do mercado, que oferecem a obra digital à população com objetivo de popularizar o conhecimento científico.
O Conexão Ciência tem como foco desenvolver ações de divulgação científica, tecnológica e de inovação pela mídia. É uma das ações do Novo Arranjo de Pesquisas e Inovação-NAPI de Educação para a Ciência. Conta com o financiamento da Fundação Araucária (FA), apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), atuação das sete Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná (IEES) e produção executiva do Mudi.
O C² é o embrião da Rede Paranaense de Divulgação Científica. A iniciativa nasceu em 2021, a partir da ação de duas cientistas em parceria com a equipe da Seti. O acordo foi feito pela coordenadora sênior do projeto e, então, pró-reitora da Extensão da Cultura da UEM, Débora Sant’Ana; e pela jornalista e, então, assessora de divulgação científica da PEC, Ana Paula Machado Velho. Em 2022, a proposta cresceu, ganhando o respaldo da Fundação Araucária e se estendendo às outras IEES.
Débora Sant’Ana explica que “a equipe propôs uma narrativa multimídia, um novo modelo que sugere uma experiência inovadora em divulgação científica. O grupo conta com alunos e professores ligados às áreas de jornalismo, artes e tecnologia, que apoiam a produção de reportagens compostas por áudio, textos e vídeos”.
Segundo a coordenadora executiva do C², Ana Paula, “todo o conteúdo da primeira fase do projeto virou e-book. A série está sendo lançada em cinco volumes temáticos”. O primeiro saiu em novembro do ano passado com textos da área de Ciências Exatas, Biológicas e da Terra. O segundo, sobre “Perfis” de pesquisadoras, foi publicado em 8 de março deste ano, em homenagem ao Dia da Mulher. Agora, o grupo lança o terceiro com o tópico “Ciências da Saúde”, neste mês em que se comemorou o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.
O volume inclui dezesseis reportagens. Uma delas, “Saúde, você sabe o que isso significa?”, fala do conceito do termo, reunindo explicações de especialistas e vídeos, além de enumerar algumas curiosidades como leis e projetos que podem ajudar a tirar dúvidas da população em geral.
Para acessar o novo e-book, é só clicar neste link. “Aproveite e dê uma circulada no projeto Conexão Ciência – C². Você não vai se arrepender”, conclui a professora Débora Sant’ Ana
Duas reportagens, do dia 20 de abril, comemoram ao Dia dos Povos Indígenas, na plataforma de divulgação científica Conexão Ciência – C²: “Câmeras e histórias transformando consciências” e “Uma pedagogia para chamar de nossa! ”. O C² é uma iniciativa dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Educação para Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O projeto tem como objetivo a criação da Rede Paranaense de Popularização da Ciência e reúne as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).
O texto “Câmeras e histórias transformando consciências” traz uma curiosidade muito importante relacionada aos termos índio e indígena. Uma lei foi a responsável por definir o dia 19 de abril como o Dia dos Povos Indígenas, antigamente conhecido como Dia do Índio. Mas o foco da reportagem mesmo é o projeto Ciclo de Formação Acadêmica Intercultural Indígena, coordenado da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Dentro do Ciclo, há uma ação de extensão chamada “Audiovisual para o fortalecimento da identidade indígena no processo educativo”. A iniciativa nasceu como forma de amparo aos estudantes e já produziu cerca de 25 autobiografias e 7 documentários. Confira os detalhes dessas produções, não vamos dar spoiler aqui.
A segunda matéria, “Pedagogia para chamar de nossa!”, relata os desafios que esses povos enfrentam no dia-a-dia no Brasil. Como as escolas, muitas vezes, não estão em seus territórios não levam a cultura e língua deles a sério, complicando o acesso à educação. Quando se trata de ensino superior, a dificuldade se torna pior, por conta da falta das leis públicas adequadas.
Quer mergulhar no universo indígena? Então, acesse o Conexão Ciência – C².
Dois temas bem curiosos: fungos e matemática. Eles são o foco do Conexão Ciência – C², desta semana. O projeto é uma das iniciativas do NAPI de Educação para a Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O objetivo é criar a Rede Paranaense de Popularização da Ciência, a Repopar, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
“Reino Fungi, o nosso malvado favorito” e “Matemática? Não, curiosidade, estratégia e diversão”, que foram publicadas dia 13 de abril, são os títulos das reportagens do C², uma iniciativa dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI) e financiada pela Fundação Araucária. O projeto tem como objetivo a criação da Rede Paranaense de Divulgação Científica e agrupando as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).

A série “The Last of Us” lançada no começo do ano de 2023, trouxe o enredo sobre fungos. O Cordyceps sofre uma mutação e passa a contaminar os seres humanos. Baseado neste roteiro, os telespectadores começaram a ter dúvidas se os fungos existiam ou se era possível a contaminação humana. Com o objetivo de desmistificar o tema, professores pesquisadores responderam essas e mais perguntas na reportagem sobre o Reino Fungi.
Saindo do ramo de biológicas e indo para de exatas, uma reportagem fala de propostas que podem resolver a forma cansativa de aprender matemática transformando em divertida, por meio de jogos e materiais manipulativos. Alguns destes laboratórios é o Matemativa – Exposição Interativa de Matemática, que contém um espaço físico no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) no campus sede da UEM e divulga exposições em eventos culturais e científicos de Maringá e região. O MUDI fica aberto de terça a sexta e domingo, de 8h às 11h e 14h às 17h.
Acesse o Conexão Ciência e divirta-se!
O Herbário da Universidade Estadual de Maringá (HUEM) e o Herbário do Nupélia (HNUP/UEM) são dois espaços desvendados em uma das matérias publicadas pelo Conexão Ciência – C², desta semana. O projeto é uma das iniciativas do NAPI de Educação para a Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O objetivo é criar a Rede Paranaense de Popularização da Ciência, a Repopar, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Os Herbários podem ser comparados a um grande museu com milhares de exemplares de muitas famílias e variadas espécies de diferentes gêneros, que testemunham vidas passadas e atuais, e servem de guia para futuras necessidades de recomposição de fauna e flora. Os pesquisadores e curadores chamam de exsicatas, nome que deriva do latim “exsiccãtta” e significa “restos ressecados.” Os dois espaços da UEM estão localizados no campus sede com acervos disponíveis fisicamente e em plataformas on-line.
A coleção botânica que compõe o acervo do HUEM está sendo registrada desde o fim da década de 1970 com exemplares da Floresta Estacional Semidecidual do norte e noroeste do Paraná, enquanto as coleções do HNUP têm depositados exemplares coletados na planície de inundação do Alto Rio Paraná.
Animais – Os peixes também são personagens do C² nesta semana. Esses animais são ricos em proteína, vitaminas, minerais, gorduras boas em função dos ácidos graxos poliinsaturados, sendo o ômega 3 o mais falado quando se trata deste alimento. Esses elementos são super benéficos para a saúde, além de serem essenciais para a prevenção e combate de várias doenças. Por isso, muitos médicos e nutricionistas recomendam o consumo dos pescados de 2 a 3 vezes na semana.

Aí você se pergunta, como é que fica a vida daqueles que não gostam de peixe? Então, vem conhecer a pesquisa do Grupo de Estudos de Produtos de Origem Animal (Gepoa), do Departamento de Zootecnia (DZO), da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A equipe prova que existem condições de aproveitar o resíduo de peixes como a tilápia, produzindo uma farinha e em um concentrado proteico de peixe, para uso na alimentação humana.
E a reportagem não fala de aproveitamento de resíduos de peixe só na alimentação. O grupo também pesquisa a qualidade do couro de algumas espécies para a aplicação na confecção de vestuário e de calçados.
Quer saber mais? Acesse o Conexão Ciência – C², que essa semana ainda traz a segunda temporada do podcast Caminhos de Severino, uma viagem cultural ao nordeste do Brasil.
O Conexão Ciência – C² desta semana está recheado de histórias interessantes. Uma bióloga da Universidade Estadual de Maringá (UEM) fala sobre os serviços que os peixes “prestam” para gente. Isso mesmo… a simples existência de algumas espécies e o equilíbrio delas em uma determinada localidade, um determinado ambiente beneficiam outras espécies como nós… seres humanos. São os serviços ecossistêmicos que os peixes nos oferecem. O nome do texto é “Nossos amigos, os peixes do Rio Paraná”.
A discussão da reportagem leva a gente a refletir sobre a importância do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia), da UEM, ao qual a bióloga Carla faz parte. Há 40 anos, inúmeras vezes, uma enorme equipe se desloca para Porto Rico, cidade a 172 km de Maringá, e despende horas coletando peixes e outros organismos de diferentes locais da região.
Esse ritual transformou esse grupo em um verdadeiro protetor das espécies que vivem na planície de inundação, único trecho livre de barragens do alto rio Paraná. É um trabalho riquíssimo que precisa ser registrado, já que dá conta de reunir informações fundamentais sobre um ecossistema único, importante para o equilíbrio ecológico da bacia hidrográfica e para a economia da região; isto é, fundamental para garantir alguns dos serviços ecossistêmicos citados no estudo publicado acima.

O grupo, inclusive, coordena o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Taxonline, que trabalha com conservação de biodiversidade, e o NAPI Biodiversidade, que transita pela Inovação em estratégias biotecnológicas.
Mudi – Mas tem gente viajando para garantir o bem-estar físico e mental. E, de quebra, ganha conhecimento. O C2 conta, na matéria “Viajar: muito mais que apenas uma atividade de lazer”, que os benefícios de sair por aí vão muito além da diversão. Quando o roteiro turístico não se limita apenas aos pontos mais conhecidos do destino, trazemos de volta para casa uma bagagem cultural e científica muito maior do que antes.
Nosso personagem é o professor de ensino básico Paulo Cesar de Oliveira, que já participou de várias viagens com a Associação dos Amigos do Mudi (Amudi), do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), também UEM. Quando ele usa as viagens para exemplificar conteúdos dados em sala de aula, o aprendizado fica mais leve e divertido. Ainda tem mais: também é possível desenvolver as nossas habilidades sociais e intrapessoais por meio das atividades turísticas.
Esses são apenas alguns dos benefícios de viajar. Quer saber mais sobre os outros? Então, não deixe de conferir a matéria na íntegra.
No mês do Dia Internacional da Mulher pesquisadoras do Paraná são fonte de duas reportagens importantes que marcam a volta das atividades do Conexão Ciência – C². O projeto tem, como responsabilidade, agora dar vida a parte das ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação de Divulgação Científica e Ciência Cidadã (Napi). O objetivo do C² é dar visibilidade à produção da ciência paranaense. Após uma pausa, a segunda fase do projeto vai contar com novas parcerias e muitas novidades para a valorização da produção de conhecimento do Paraná.
Neste período em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o C² pensou que falar sobre transexuais é dever de ofício em busca de uma vida sem prefixos, para todas, todos e todes. Uma das reportagens nos faz refletir sobre o fato de que é preciso reconhecer a educação sexual como fundamental para compreender a cisgeneridade – o formato esperado de acordo com a genitália fêmea/vulva, macho/pênis – e o que a transpõe – o corpo dissidente, aquele desencaixado dos anseios sociais.

Quem ajuda a falar sobre o tema é Eliane Maio, psicóloga com pós-doutorado em Educação Escolar, foi professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por 30 anos, onde criou e ainda coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Sexual – Nudisex. Para ela, crianças vestindo rosa imitando doninhas de casa, ou de azul visitando galáxias distantes são pequenos exemplos capazes de engessar almas em corpos que divergem, provocando dor e abrindo espaço para todo tipo de agressão, física ou verbal.
Neste sentido, a reportagem do C² discute uma ação pedagógica ousada assumida pela sexóloga e aguerrida militante em defesa das garantias legais e das pessoas LGBTQIA+ dentro da UEM completa 10 anos em 2023. A Resolução 030/2013 permitiu o uso do nome social por alunos trans e travestis, abrindo um caminho sem volta no ambiente acadêmico e inspirando outras instituições de ensino superior.
Filosofia – Ainda para marcar o Mês Internacional da Mulher o Conexão produziu uma matéria especial sobre a ausência ‘forjada’ de mulheres na história da Filosofia. Você provavelmente nunca parou para pensar sobre essa questão, mas acredite que a participação delas na produção filosófica é tão antiga quando a própria história do pensamento. Felizmente, nas últimas duas décadas, essa produção começa a ser desvelada por uma legião de pesquisadoras e pesquisadores em diversos países, incluindo o Brasil.
Entrevistas com professores de Filosofia das universidades estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL) e do Oeste (Unioeste) resgatam a luta de mulheres e suas obras instigantes para terem seu pensamento considerado legítimo e relevante, diante da mentalidade machista que, infelizmente, ainda impera nos meios acadêmicos.
O C² mostra que, apesar de terem sido silenciadas e desacreditadas em cada época, a força e integridade de suas ideias, críticas e contribuição para a Filosofia não serão mais desconsideradas pelas atuais e futuras gerações. Vai ter mulher na Filosofia, sim, seja nas salas de aulas, na docência e nas ementas das disciplinas.
Quer conhecer esses conteúdos na íntegra? Acesse o Conexão Ciência – C²!
A plataforma de popularização da ciência do Paraná contará com a participação de outras universidades do Estado
O projeto de popularização científica Conexão Ciência – C² volta às atividades, a partir desta quinta-feira, dia 9 março, com uma nova responsabilidade: dar vida a parte das ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação de Divulgação Científica e Educação para a Ciência (Napi). O objetivo do C² é dar visibilidade à produção da ciência paranaense. Após uma pausa, a segunda fase do projeto vai contar com novas parcerias e muitas novidades para a valorização da produção de conhecimento do Paraná, agora, com financiamento da Fundação Araucária (FA).
O C² fortalece a conexão entre sociedade e ciência por meio de produtos multimidiáticos e inovadores. Diferentes públicos, especialmente a comunidade não acadêmica, podem identificar a ciência no cotidiano de maneira descomplicada. A plataforma on-line da iniciativa prevê publicações semanais que juntam a esfera jornalística e científica em reportagens que reúnem textos, imagens, vídeos, infográficos e podcasts.
Lançado em junho de 2021, o Conexão Ciência é resultado, em princípio, de uma parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
“Na verdade, o Conexão Ciência foi idealizado como uma forma de concretizar a Rede de Popularização da Ciência do Paraná (Repopar). O trabalho desenvolvido pelo C² atraiu a atenção da Fundação Araucária, que apoia o desenvolvimento científico e tecnológico do Paraná. Com isso, foram abertas outras frentes como o Paraná Faz Ciência, uma plataforma que reúne informações sobre eventos e ações científicas no Estado. E, agora, essas iniciativas são o suporte do núcleo de Divulgação Científica do NAPI, coordenado pela professora Débora de Mello Sant’Ana, da UEM. Este engloba o C², o Paraná Faz Ciência e, em breve, outros Arranjos que já estão sendo pensados, a partir de uma parceria entre a Seti, a Araucária e as IEES”, explica a jornalista e coordenadora-executiva do C², Ana Paula Machado Velho. Ela ainda lembra que os Napi são uma proposta da Fundação Araucária para unir as redes colaborativas de pesquisa voltadas à ativação e à consolidação de ecossistemas de inovação do Paraná.
Retomada – O C² teve uma pausa de seis meses, em 2022, devido à suspensão de seleção de bolsistas no período eleitoral. Mas, a partir deste mês de março, volta com novidades: a participação das outras seis universidades estaduais do Paraná, para que os projetos científicos desenvolvidos por essas instituições também possam ser divulgados. Para isso, entraram novos jornalistas, artistas, professores e estudantes de comunicação.

Segundo a coordenadora-geral do Conexão Ciência, a professora da UEM Débora de Mello Sant´Ana, a primeira fase do projeto divulgou, majoritariamente, projetos científicos da Universidade de Maringá. “Agora, estamos empolgados em anunciar que a ciência desenvolvida em outras instituições estaduais também terá visibilidade na plataforma do C². Com a colaboração de cientistas de universidades de outras regiões do Paraná, teremos uma abrangência maior de temas nas nossas publicações, já que cada região normalmente tem foco em assuntos de pesquisa diferentes. Assim, os cidadãos paranaenses também poderão saber, de forma descomplicada, como parte dos impostos pagos por eles são investidos em desenvolvimento tecnológico e científico”, explica Débora.
Com as novidades, vêm muitos desafios, aponta a coordenadora Ana Paula Machado Velho. Unir as equipes de cientistas e jornalistas de todas as universidades que farão parte do C² será uma grande missão. “O que nos move é sermos desafiados a produzir conteúdo de qualidade e acessível ao público em geral. Levar a ciência até as pessoas e mostrar a elas o trabalho desenvolvido por cientistas paranaenses é a nossa paixão”, anuncia a jornalista que hoje comanda a equipe no espaço do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM).
As primeiras publicações da nova fase do Conexão Ciência – C² já estão no ar. Em comemoração ao mês da mulher, as matérias de estreia são “Mulheres na Filosofia” e “Educação Sexual em Corpos Dissidentes”. Não deixe de conferir a plataforma on-line do Conexão Ciência.
Texto redigido em colaboração com a estagiária do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), Luiza da Costa, aluna do curso de Comunicação e Multimeios da UEM.