Alunos vencedores são do Colégio Estadual Presidente Kennedy, de Maringá, do Colégio Estadual João Paulo, de Bom Sucesso, e Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, de Toledo

Com mais de mil projetos inscritos de 11 estados brasileiros e do Paraguai, dos quais 388 foram selecionados, a XVI Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, a FIciências, consolida-se como um importante espaço para os estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras e contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo das Ciências.
Foi neste contexto que aproximadamente 20 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tiveram seus trabalhos selecionados e três foram contemplados com medalhas por seus projetos desenvolvidos de acordo com a metodologia científica de pesquisa, criatividade e inovação.
O Clube Jovens Cientistas Kennedy, de Maringá, Danilo Vinicius Telles da Silva Cassiano Ferreira Panini conquistou o 1º lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra com projeto ‘Robô semeador na horta escolar’, sob a orientação do professor Ivanildo Fabricio de Oliveira.

Já o Clube Conexão Ciência, do Colégio Estadual João Paulo, de Bom Sucesso, recebeu a medalha de 3º lugar na categoria Ciências Humanas com o projeto ‘Horta Escolar como cenário de aprendizagem para o desenvolvimento de Soft Skills e a formação socioemocional na Educação 5.0’. O grupo também participa da rede e é coordenado pela professora Eliane C. Soares.

Já o Clube Cientistas do Jardim, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, de Toledo, conquistou duas premiações na feira! Lucas Sperotto — 2º lugar na categoria Saúde (Ficiências Jovem) com o projeto “Bio-Daid: curativo que dá em árvore”, além da credencial para a Milset Brasil 2026, em Fortaleza. Eduardo Silva alcançou o 3º lugar geral no Ficiências Júnior, com o projeto “Efeito da aplicação de diferentes extratos vegetais no controle da buva (Conyza spp.) em condições in vitro”.
A equipe do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) esteve na organização do evento no comitê gestor da FIciências 2025, assim como na avaliação científica dos trabalhos.
Durante a premiação realizada no final do do evento, 24, os participantes puderam conhecer os vencedores nas categorias Jovem, Júnior e Kids em temáticas nas áreas de Ciências Exatas, Ciências Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas e Engenharia.

Entre todos os premiados desta edição, na classificação geral houve empate no 1º lugar com os projetos ‘Vivência estudantil (PVE)’ e ‘Aplicação do processo fermentativo do Gengibre para produção de bebidas inovadoras’, que concedeu medalhas, bolsa de pesquisa e R$ 5 mil em dinheiro para cada; em 2º ficou ‘O jogo que transforma escolhas em educação financeira’, também com medalha e R$ 3 mil, o mesmo prêmio para o 3º colocado, ‘Por água abaixo’.

Nos últimos anos, a FIciências ampliou seus horizontes ao se integrar ao Festival Iguassu Inova, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do Paraná. Essa transição enriqueceu a experiência dos participantes, conectando a feira a um ecossistema ainda mais amplo de conhecimento, empreendedorismo e criatividade.
O Projeto Muditinerante do Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) participou do Festival Iguassu Inova no espaço reservado às universidades estaduais. Pertencente à Rede de Museus de Ciências do Paraná Faz Ciência, o Mudi levou parte da “Coleção de Conchas”, que remete ao tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) deste ano ao celebrar o “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.

Os participantes do festival e visitantes puderam conhecer e manusear espécies marinhas e entender como a cultura oceânica se conecta com a ciência e com o nosso dia a dia. Para a coordenadora do Muditinerante, professora da UEM Ana Paula Vidotti, “num evento como a FIciências, o Muditinerante é a oportunidade para as pessoas que não têm um museu de ciências próximo conhecerem mais do mundo da Ciência. Nosso objetivo é despertar o interesse, divulgar e popularizar a ciência”.
Todos os anos, jovens pesquisadores brasileiros e de países que integram a tríplice fronteira vivenciam um espaço de imersão em tecnologia, inovação e troca de ideias e conhecimento. Com a realização do Itaipu Parquetec, Itaipu Binacional e Governo Federal, o festival reúne os mundos da FIciências, Latinoware, Itaipu Parquetec, Sapiens e Summit Tour.

“Ao invés de pulverizar recursos pelo país em eventos isolados, agora estamos unificando esforços e recursos para produzir o maior festival de inovação e empreendedorismo da América Latina, promovendo a integração entre universidades públicas e privadas, pesquisadores e empresas”, afirmou o diretor superintendente de Itaipu Binacional, professor Irineu Colombo, durante a abertura do evento.
O diretor de Coordenação Geral de Itaipu Binacional, Carlos Carboni, representando o diretor geral da hidrelétrica, Ênio Verri, também participou da solenidade e enfatizou a importância do Programa de Expansão Universitária Sustentável. “Acreditar no Itaipu Parquetec, especialmente num momento de negacionismo em que muitas pessoas não acreditam na ciência, é garantir a soberania do nosso país com pesquisa e inovação”, frisou.
Para Carboni, além de fomentar a inovação tecnológica com as Instituições de Ensino Superior (IES) no Paraná, Itaipu Binacional tem como pilar a geração de energia limpa e renovável e a atuação socioambiental e turismo sustentável. “São ações que nos motivam a mobilizar a comunidade acadêmica, técnicos, pesquisadores e empreendedores na construção de inovação para resolver os problemas da nossa sociedade”, completou.

A cada ano a FIciências se fortalece ainda mais por contar, desde o seu início, com o envolvimento ativo de universidades que validam os critérios científicos da feira e fomentam a participação de projetos de diferentes regiões. Essa parceria é fundamental para garantir a credibilidade, a qualidade acadêmica e o incentivo à pesquisa entre estudantes da educação básica.

Atualmente, o Comitê Gestor da feira é composto pelas seguintes instituições: UEM, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA), Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
Feira de Cultura Científica celebra a pesquisa de base e incentiva a comunicação científica dos jovens no Paraná

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) celebra a participação de 15 clubes de ciências da região selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. O evento, que faz parte do calendário do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, é uma das mais importantes vitrines para a pesquisa desenvolvida por estudantes da Educação Básica no estado.
A FECCI tem como principal objetivo fomentar a cultura científica, proporcionando aos jovens cientistas uma plataforma para apresentar soluções criativas a problemas reais, utilizando o rigor do método científico.
Para os Clubes de Ciências ligados à UTFPR, a aprovação de projetos na FECCI representa um reconhecimento crucial. A seleção atesta a qualidade das investigações realizadas nas escolas, muitas vezes em parceria com professores e pesquisadores da Universidade.
A Feira é um espaço valioso que estimula o desenvolvimento da autonomia investigativa, aprimora a comunicação científica dos clubistas e valoriza o empenho de professores e alunos. Além disso, a participação fortalece a articulação entre a UTFPR e a Educação Básica, um dos pilares essenciais da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
A seguir, confira os clubes de ciências ligados à UTFPR e os títulos dos projetos de pesquisa selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025:
Celebramos o empenho e a dedicação de todos os estudantes, professores orientadores e coordenadores nestes trabalhos!
Os encontros irão abordar temáticas que se aproximam da vivência dos Clubes de Ciências na Educação Básica

A Rede de Clubes NAPI – Paraná Faz Ciência deu início em setembro, ao novo curso de formação para professores clubistas: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”. A iniciativa pretende aprofundar temas que se relacionam com a rotina dos Clubes de Ciências, promovidos em escolas de todo o estado, por meio do projeto.
Esta é a primeira fase do curso, que se estende até o dia 23 de novembro deste ano. A segunda etapa será em 2026, entre os dias 23 de fevereiro e 13 de julho. Os encontros serão no formato assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). Ao final, os participantes receberão um certificado de 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo a professora Gisele Côrrea, uma das pesquisadoras do NAPI PRFC e organizadoras do curso, trata-se de uma sequência da formação realizada em 2024. “Um ano depois da implementação dos clubes, entendemos que é o momento de aprofundar nas temáticas e apresentar novos conceitos”, destaca. “O curso vem com uma metodologia inovadora, tornando a experiência EAD mais dinâmica e interativa.”
A professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, reforça esse objetivo. De acordo com ela, que também está ajudando na elaboração das aulas, a ideia é realmente potencializar o trabalho que está sendo executado pelos docentes. “Esse curso é importante porque apresenta temáticas mais específicas, que estão sendo desenvolvidas pelos clubes.”
Para os professores da Rede de Clubes geral e Rede de Clubes Maker, a participação é obrigatória. Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BNTS) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior também devem comparecer às reuniões virtuais. Já a participação das docentes da Rede de Clubes Meninas é opcional.
Com painéis, jogos interativos, telas e exemplares de diversos animais, o museu fica localizado no campus Politécnico, no Jardim das Américas

A Universidade Federal do Paraná reinaugurou, na última quinta-feira, 23/10, o novo espaço do Museu de Ciências Naturais (MCN), no campus Politécnico . O local, que existe há mais de 30 anos, exibe, além do acervo permanente, a exposição temporária “Expedição Caminho das Águas”.
Com espaços que promovem a interação dos visitantes, os diversos painéis, jogos interativos, telas, visores fotográficos e exemplares de animais fazem parte da experiência de conhecer o MCN. A visita permite aprender mais sobre a vida das aves, insetos, tartarugas, peixes, corais, dentre outros.
“A exposição temporária é realmente uma expedição, em que o visitante conhece desde o rio, o fio condutor da mostra, o estuário, o mar e por fim a Antártica, descobrindo a ciência por trás desses espaços”, conta a coordenadora da exposição temporária, Rosana Moreira da Rocha.
A reinauguração foi o resultado do trabalho coletivo de 51 pesquisadores, 11 laboratórios de pesquisa, 5 programas de extensão e diversas outras pessoas e projetos apoiadores. “Espero que vocês aproveitem e curtam tanto quanto a gente gostou de organizar o espaço”, reitera o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, um dos apoiadores da reinauguração, Rodrigo Reis.
Para o vice-diretor do Setor de Ciências Biológicas, em que o museu está localizado, esse dia 23 de outubro está marcado como um dia histórico para o setor. “É um momento emocionante para todos nós, é o ensino, pesquisa e extensão da universidade se materializando em um espaço”, explica.
Uma das visitantes na reinauguração foi a Mayara Carneiro, de 41 anos, que já tinha visitado o museu quando criança, na década de 90. “É nostálgico estar aqui. Entrar agora novamente na inauguração traz um sentimento de vivacidade, a universidade tá viva em um espaço mais bonito, moderno e acolhedor”, diz.
Para ela, as crianças são um dos públicos que devem se divertir com a exposição. “Tem coleções de animais, bicho-pau, tartarugas, o aquário está bonito. Venham, tem muita interação”, conta.
“Eu estou achando bem legal as atrações, tem muitos fósseis de animais que não existem mais”, opina Sara do Amaral, de 10 anos. Ezequiel do Amaral, de 13 anos, concorda. “Achei esse museu muito legal, tinha animais que nunca tinha visto. Eu acho sempre bom você ir nos lugares para conhecer mais um pouco”.
Local: Campus Politécnico UFPR (Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 – Jardim das Américas, Curitiba) – Setor de Ciências Biológicas
Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e de 13h30 às 17h30, exceto feriados.
O clube de União da Vitória recebeu destaque na categoria Comunicação Oral – Ensino Fundamental, na Mostra de Inovação, Pesquisa, Extensão, Ensino e Cultura do IFPR

Inovação, Pesquisa e Extensão, Ensino e Cultura (MIPEEC), promovido pelo Instituto Federal do Paraná, campus União da Vitória. O MIPEEC é um evento aberto, que tem como objetivo promover a troca entre estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidade externa. A mostra foi realizada em agosto e contou com trabalhos e atividades para estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Graduação.
Para a mostra, foram enviados e aprovados para apresentação quatro trabalhos do clube, o vencedor do prêmio foi o intitulado “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”, orientado pela professora Lindamir Svidzinski. Os outros autores, foram os alunos clubistas Emanoel Ribeiro, Gustavo Sznicer, Pedro Henrique Pavelski e Arthur Santin Sznicer. Outros dois trabalhos apresentados também envolveram a temática das pilhas e um outro foi sobre sobre abelhas.

O projeto desenvolvido pelo clube resultou na criação de um Robô Papa-Pilhas, construído a partir de materiais recicláveis. Ele funciona como um ecoponto para o descarte adequado de pilhas e baterias usadas, seu formato chamativo contribui para despertar a curiosidade das pessoas. Instalado no colégio no início do ano, o equipamento já alcançou um resultado expressivo: a coleta de mais de 360 pilhas e 8 baterias até agora.
Este foi o primeiro evento científico presencial do clube, que também participou da Mostra de Ciências dentro do Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo na UNESPAR e do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no final de setembro. A participação em diferentes eventos mostra a força do clube em promover a ciência não só dentro da escola, com práticas sustentáveis, mas também fora dela, aproximando os clubistas da pesquisa e da vida acadêmica.

A robótica na prática rural: estudantes aplicam projeto tecnológico em manejo de abelhas e promovem intercâmbio entre projetos de União da Vitória

O Apis Club, da Casa Familiar Rural de União da Vitória recebeu as visitantes do projeto de Robótica do Colégio Estadual Túlio de França, um clube de ciências da mesma cidade. No encontro, as alunas do clube visitante, acompanhadas por suas professoras, apresentaram ao Apis Club a “Colmeia Inteligente”, um dispositivo que monitora o ambiente das abelhas.
Construído pelas estudantes Ísis, Júlia, Letícia e Pâmela, o dispositivo inteligente mede a quantidade de luz, umidade, ruído e até de gases – como os agrotóxicos – para controlar esses parâmetros dentro da colmeia. A tecnologia foi criada a partir de um kit de robótica e da plataforma Arduino.

Para o professor Olaf, coordenador do Apis Club na Casa Familiar Rural, o encontro foi importante para que os clubistas pudessem pensar em outras possibilidades de estudos relacionados às abelhas, especialmente com o uso de recursos eletrônicos e de inteligência artificial.
A professora Vanessa, orientadora do projeto de robótica visitante, também falou sobre a visita: “Nós gostamos bastante. Percebemos que podemos, futuramente, fazer mais trocas de experiências. As alunas acharam muito bacana conhecer a realidade da escola e destacaram que foi muito bom apresentar um pouco do estudo delas para alunos que, assim como elas, estão na fase da pesquisa”, explicou.

A troca de experiências entre os dois projetos permitiu que os estudantes percebessem como diferentes áreas do saber podem se complementar, ampliando a compreensão sobre o manejo com as abelhas. Além disso, mostrou que a pesquisa científica ganha força quando se alia à inovação, criando caminhos para projetos futuros que valorizam tanto o conhecimento do campo quanto o avanço tecnológico.
Os clubistas foram convidados para receber uma moção de congratulações pela pesquisa realizada no lago da cidade

A Câmara Municipal de Rolândia homenageou o clube Discovery Kennedy’s com uma Moção de Congratulações, no dia 1º de outubro, pelo trabalho realizado no Lago San Fernando. A equipe de estudantes faz parte do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy e tem se dedicado ao estudo da flora, fauna e qualidade da água no ambiente urbano. No NAPI Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A pesquisa já resultou em artigos científicos e, mais recentemente, em aprovações em eventos. Segundo a professora Eglaia Cheron, coordenadora do clube, a temática foi escolhida pensando no contexto regional. “Tinha que ter representatividade, importância socioeconômica e que fizesse diferença para o local”, explica. “Mas eu não imaginava tamanho envolvimento da comunidade. Essa menção honrosa foi, para nós, a ‘cereja do bolo’.”

De acordo com a docente, o trabalho da equipe tem se destacado de forma natural, mostrando ainda mais o quanto a investigação é relevante para a cidade. “Eu estou indo em reuniões com o prefeito e a Secretaria do Meio Ambiente para usarem os nossos dados em projetos de educação ambiental no lago, baseado nessa pesquisa que os alunos desenvolveram”, revela.
O professor Carlos Campaner, co-orientador do clube, compartilha do mesmo entusiasmo. Um momento gratificante, que faz valer todo o esforço dentro do Clube de Ciências. “Para os alunos, uma homenagem mais que merecida por […] muitos dias de experiências e vivências diferentes, e que mostram como é fazer ciência. Para nós, professores, o reconhecimento do nosso trabalho que, muitas vezes, é duramente criticado.”

Para a estudante Julia de Novais (16 anos), integrante do clube, a conquista despertou ainda mais motivação e determinação para continuar com os projetos. “Receber a menção honrosa na Câmara dos Vereadores foi uma experiência única e profundamente inspiradora”, declara. “Foi um momento de grande satisfação perceber que meu trabalho, assim como o de meus colegas, está sendo reconhecido e valorizado.”
Alguns familiares também compareceram à homenagem. Kellen Emmendorfer, mãe da aluna Isabelle Emmendorfer (16 anos), ficou muito orgulhosa com a menção honrosa. “Cada dia ela aprende mais, tem aquela vontade de buscar aprender coisas novas, e só o clube de ciências faz com que ela consiga ter o sonho de um dia ser uma cientista, uma analista laboratorial ou algo ligado à ciência”, conta.
Alunos do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, aprendem técnicas de edição de vídeo para documentário sobre sustentabilidade

No dia 26 de agosto, os alunos do Clube EcoCriativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, participaram de uma oficina de edição de vídeo ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para Internet, na UniCesumar. Durante a atividade, os clubistas aprenderam e tiraram dúvidas sobre técnicas de corte, ajustes e inclusão de elementos visuais e sonoros, como trilhas, textos e efeitos para colaborar com a produção do documentário que estão desenvolvendo sobre sustentabilidade.
O projeto de pesquisa, coordenado pelo professor Doacir Domingos Filho, tem o objetivo de unir arte e sustentabilidade. Para isso, os alunos estão organizados em quatro equipes: roteiristas, editores, cinegrafistas e responsáveis pela seleção de conteúdos que serão abordados no documentário. Como parte do processo, os estudantes têm realizado pesquisas sobre artistas e produções audiovisuais para se inspirar. O trabalho final será apresentado nas próximas feiras de ciência.
Segundo o professor Doacir, a oficina foi essencial para o avanço do projeto.“Por conta desse trabalho que está sendo desenvolvido, a palestra foi enriquecedora. Foi muito bom. Pelo que eu vi, o Lucas é uma pessoa que tem muita experiência e, com certeza, veio agregar tanto a mim, como professor, quanto aos nossos alunos clubistas, que estão com o objetivo de mostrar o resultado do trabalho deles”, afirmou o professor.

A convite dos bolsistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Lucas Fedumenti, de 31 anos, compartilhou sua experiência na área de edição de vídeo. Ele já ministrou palestras em diversos colégios de Guarapuava, como o Colégio Estadual Professor Francisco Carneiro Martins e o Colégio Estadual Ana Vanda Bassara.
Durante a oficina, a plataforma utilizada foi o CapCut, um aplicativo de edição de vídeo. Com ele, os alunos puderam aprender na prática o que havia sido explicado na parte teórica.“Eu acredito que a tecnologia está inserida mais do que nunca no universo dos jovens, e quando começamos a juntar assuntos como sustentabilidade, biologia, ecologia e ciência com tecnologia, faz mais sentido ainda, principalmente para essa nova geração, que vem preocupada com o mundo que a gente vive”, respondeu Lucas, ao ser perguntado sobre a importância dessa atividade para a formação dos jovens.
Lucas também comentou que ficou surpreso com o interesse dos alunos durante a oficina. “Sempre é muito legal trabalhar com eles, muito descontraídos, o tempo todo prestando atenção, interagindo, fazendo a atividade. Eu acho que é importante, e eu, particularmente, gosto bastante de estar com eles”, comenta.

Rafael Pereira, de 13 anos, é integrante do Clube EcoCriativos e participou da oficina ministrada por Lucas Fedumenti. Para ele, a experiência foi diferente e proveitosa.“Eu achei incrível e que também é muito útil, principalmente nos dias de hoje. A minha parte favorita foi quando ele explicou um pouco mais sobre como tudo funcionava, como é o mercado dos influenciadores. Tudo em si foi uma experiência ótima”, conta o clubista.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Para entender a percepção pública C&TI no Estado, 2.684 pessoas foram entrevistadas em todas as regiões do Paraná
O Paraná acaba de concluir a mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção da população em relação à ciência, tecnologia e inovação. Mais de 2.600 paranaenses foram consultados sobre temas como o interesse na ciência, quais fontes de informação são as mais confiáveis e sobre o recebimento e compartilhamento de notícias falsas. Essa iniciativa do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência ajuda na construção de políticas públicas relacionadas à Ciência, Tecnologia e Inovação (C&TI) no Estado.
Um dos dados revelados foi que os cientistas de universidades ou institutos públicos de pesquisa são a fonte de maior confiança para os paranaenses, com um índice de 0,93. Eles superam até mesmo os médicos (0,89), que lideraram o levantamento nacional de 2023.
A Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI) realizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência ouviu 2.684 pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios, distribuídos pelas dez mesorregiões paranaenses. O objetivo foi traçar um retrato socioeconômico, cultural e comportamental da sociedade e avaliar como os cidadãos consomem, compreendem e se relacionam com temas ligados à ciência e tecnologia.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, destaca que é a primeira vez que se tem dados da percepção pública da ciência do Paraná e ainda representativos das dez mesorregiões do estado.
“A pesquisa possibilita compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência, entre outras”, disse a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O levantamento da percepção pública da ciência no Paraná traz dados estratégicos para a comunicação científica. Entre eles, o registro de que 58,8% dos entrevistados têm interesse em Ciência e Tecnologia, valor próximo à média nacional, que registra 60,3% de pessoas “muito interessadas” ou “interessadas” em Ciência e Tecnologia. O percentual brasileiro vem do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que publicou os resultados de uma pesquisa realizada em 2023.
O material também indica que a Educação aparece como o tema de maior interesse entre os respondentes. Nenhuma das edições anteriores de pesquisas nacionais incluiu uma pergunta específica sobre o interesse da população pela área da Educação. Essa informação surge na proposta do Paraná e 83,4% da amostra marcou o tema. Não muito distante, o interesse em Medicina e Saúde é apontado por 80,6% da população, seguido de 70,1% que se mostraram interessados em Meio Ambiente e 69,7% em Religião.
Por outro lado, 52,6% dos paranaenses afirmam não possuir interesse em Política, seguido de Arte e Cultura, com 47,2%, e Esportes, área que soma 43,4% de desinteresse. Isso demonstra um potencial para ampliação do engajamento da população com temas científicos, especialmente, se forem aprimoradas estratégias de comunicação pública da ciência.
“A abrangência e o desenho metodológico tornam a pesquisa uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas de popularização da ciência, além de subsidiar universidades, institutos de pesquisa e gestores na formulação de ações voltadas à alfabetização científica e tecnológica no Paraná”, diz o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.
Além de Rodrigo Reis, da professora Débora e de Tamara Domiciano, o estudo tem como autores o professor doutor Emerson Joucoski, e os graduandos Vitor Yuji Kiemo e Taissa Carolina Silva dos Santos, os três da UFPR. A empresa contratada para a realização das entrevistas foi a QCP- Quanta Consultoria, Projetos e Editora Ltda.
A PPC&TI se concretizou com recursos da Fundação Araucária, por meio do Fundo Paraná, gerenciado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O evento científico que será em Foz do Iguaçu vai ter a participação de projetos de quatro clubes de ciências ligados à UENP

A participação em eventos científicos é uma parte muito importante da divulgação da ciência. No Paraná, há vários eventos com esse intuito, e a FIciências chamou a atenção dos clubes de ciência de todo o estado, incluindo os vinculados à UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná, que conseguiram emplacar oito projetos em quatro clubes diferentes.
Promovida pela Itaipu Parque Tecnológico, a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, visando contribuir para o avanço das ciências. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro de 2025. Confira em mais detalhes os temas dos projetos:

Com o título “CEAD Recicla – Ação Sustentável: Pilhas e Lixo Eletrônico”, o trabalho teve como objetivo investigar e promover a reciclagem de pilhas e materiais eletrônicos no ambiente escolar e na comunidade local. Para isso, as atividades do projeto buscaram investigar os hábitos de consumo e o descarte desses resíduos, a fim de propor soluções de conscientização.
Duas frentes receberam destaque para a concretização da proposta: ações de educação ambiental e instalação de pontos de coleta na escola. Como resultados, os autores identificaram o aumento do descarte correto de resíduos eletrônicos e uma maior conscientização na comunidade escolar.
Os autores do projeto foram Guilherme Cardoso Aranda (9º ano) e Yasmin Daniel Ribeiro (8º ano), sob a coordenação dos professores Matheus Vigiliato de Morais e Erika de Oliveira Serial Gelinsk. O Clube de Ciências CEAD Recicla faz parte do Colégio Estadual Aldo Dallago, localizado em Ibaiti e ligado ao Núcleo Regional de Educação – NRE – da cidade (Ibaiti).

Foram submetidos dois trabalhos pelo clube, com os seguintes títulos: “Produção de Papel a Partir de Fezes Bovinas” e “Produção de Cosméticos Fitoterápicos a Partir de uma Horta Escolar”. O Marie Curie Club tem como coordenadora a professora Camila de Paiva e faz parte do Colégio Estadual Rui Barbosa, localizado em Arapoti, ligado ao NRE de Wenceslau Braz.
No trabalho “Produção de Papel a Partir de Fezes Bovinas”, o famoso esterco é entendido como matéria-prima para a produção de um papel sustentável, que minimiza o desmatamento e reaproveita resíduos orgânicos com pouco uso. Ao longo da pesquisa, as autoras descrevem os processos necessários para a produção. As autoras foram Giovana Maria Gonçalves, Pietra Pietroski Correia e Vitória Caroline Santos Moura, todas do 2º ano do Ensino Médio, além da professora coordenadora.
Já o trabalho “Produção de Cosméticos Fitoterápicos a partir de uma Horta Escolar” aborda o desenvolvimento de sabonetes fitoterápicos naturais. As autoras produziram extratos vegetais glicerinados a partir de plantas cultivadas na horta da escola, como capim-limão e alecrim, e deles, elaboraram os sabonetes. Realizaram também testes de qualidade nesses produtos. As autoras foram a professora coordenadora, Gabriele Dacal Almeida, Melissa Santos Faria e Nathalia Souto Andrade, todas alunas do 2º ano do Ensino Médio.

Intitulado “Ciência em Chamas: O Biogás a Partir de Resíduos Avícolas como Ferramenta de Transformação Social e Ambiental”, o projeto é de autoria de Maria Eloiza Malta Muchagata, Ketlen Thais da Silva e Lorrainy Leandra da Silva Oliveira, todas do 1º ano do Ensino Médio e participantes do Clube Agrociência. A professora coordenadora Vagna Aparecida da Silva Munhão foi responsável pela orientação do trabalho.
A proposta do projeto submetido consiste na construção de um biodigestor utilizando materiais recicláveis para a produção de biogás a partir de resíduos orgânicos da criação de aves, como esterco de galinha, penas e materiais usados na manutenção da higiene da granja, como a serragem. O clube está localizado em Barra do Jacaré, no Colégio Estadual Maria Francisca de Souza e pertence ao NRE de Jacarezinho.

Orientado pela professora coordenadora Karoline de Azevedo Ferreira Rodrigues, o Clube de Ciências Inovar submeteu quatro trabalhos para a FIciências:
O clube faz parte do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, localizado em Andirá, pertencente ao NRE Jacarezinho.
Os eventos científicos, independentemente do nível acadêmico, tem o poder de unir ótimas ideias. Sobretudo, possibilita unir as mãos de quem irá executá-las. A participação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é peça fundamental para o fortalecimento da cultura científica, atraindo cada vez mais jovens para esse mundo. Apoie a ciência você também!
Conheça os projetos do Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan

Em Umuarama, o Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, teve três projetos finalistas na Feira Científica do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), da SEED (Secretaria de Estado de Educação) do Paraná. O evento ocorre entre os dias 11 e 13 de novembro, em Foz do Iguaçu.
A feira tem por objetivo proporcionar trocas de vivências entre professores e entre os estudantes dos programas de Altas Habilidades/Superdotação do Paraná. Também é uma maneira de incentivar e dar maior visibilidade a projetos elaborados por eles, por meio de apresentações dos trabalhos de Iniciação Científica.
O professor coordenador do clube, Maikon Douglas Schmidt, conta estar muito feliz com o resultado. “Foi uma alegria imensa quando recebemos a notícia de que os alunos foram selecionados como finalistas da FENAAHS. Eles ficaram radiantes! Muitos comemoraram, sorriram, vibraram — foi realmente um momento muito especial para todos nós”, afirma.
Conforme o professor Maikon, isso foi possível graças à dedicação dos estudantes. “É o reconhecimento de todo o esforço e o comprometimento que eles colocaram no projeto desde o início. Como professor e orientador do clube, me sinto extremamente orgulhoso. Acompanho de perto cada etapa, cada desafio superado, e ver esse resultado é muito gratificante. Ser finalista em uma feira tão importante como a FENAAHS mostra que nossos alunos têm talento, criatividade e capacidade de transformar ideias em soluções reais. Essa conquista fortalece a confiança deles e inspira toda a comunidade escolar”.
Os três projetos aprovados são:

O primeiro projeto realizado pelos estudantes do oitavo ano Antônio Carlos Vigarin Scantamburlo, Luiz Otávio Cabral Tis e Victor Emanuel dos Santos da Silva, é uma maquete de um dos blocos da escola com a intenção de simular um sistema de captação e reutilização da água da chuva. Na maquete, conforme escala proposta, cada um centímetro equivale a um metro (real). Segundo o professor Maikon, “os clubistas demonstram na prática como a água da chuva que cai sobre o telhado pode ser coletada, armazenada e reaproveitada de forma inteligente”.
A maquete tem sensores conectados ao Arduino Uno e ao ESP32, que monitoram, por exemplo, o nível da água no reservatório, a umidade do solo para uma possível irrigação, além de sensor de chuva para abrir e fechar o reservatório. Neste projeto também é demonstrado uma simulação do uso da água, como para reuso, irrigação de jardins, descarga e lavagem do pátio da escola.
Os clubistas pretendem realizar cálculos estimando a quantidade de volume de água que pode ser captado, com base nos dados da chuva da região e nas dimensões do telhado. Com o resultado, eles irão avaliar o potencial de redução na conta de água, ou seja, o impacto que esse sistema realizaria ao colégio.
Além disso, o professor conclui que “o projeto envolve conceitos como sustentabilidade, a partir da utilização de materiais recicláveis, robótica, programação e incentiva os alunos a pensarem em soluções reais para os desafios ambientais”.

O segundo projeto finalista, elaborado pelos alunos do sétimo ano: Gabriel Mateus Dalbosco de Almeida, Breno Gabriel Tavares Martins e Kauan Ribeiro, foi um jogo inspirado no universo do anime Naruto, com o objetivo de desenvolver a operação de divisão.
Segundo o professor, “entre as quatro operações da matemática (adição, subtração, multiplicação e divisão), talvez essa seja a que os alunos apresentam maior dificuldade”. Conforme Maikon, esse projeto também visa atender os alunos da sala de recursos.
O jogo foi desenvolvido no Scratch – uma linguagem de programação visual elaborada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), projetada para crianças e jovens aprenderem os conceitos básicos de programação de maneira participativa. Por isso eles utilizaram a linguagem dos animes e da programação. Os clubistas elaboraram fases, dicas e desafios que envolveram a conta de dividir de forma lúdica e interativa.
“Essa proposta estimula tanto o raciocínio lógico quanto a criatividade promovendo o protagonismo desses alunos clubistas, ao passo que estimula a aprendizagem dos estudantes que apresentam dificuldade”, diz o professor.

Desenvolvido por alunos clubistas do nono ano: Gustavo Lima de Araújo, Gustavo Dosso Francischini Da Silva e Ana Júlia dos Santos França, o terceiro projeto produziu um robô autônomo para auxiliar no combate à dengue no ambiente escolar.
Esse robô possui sensores de obstáculos que permitem sua movimentação independente pelos espaços da escola – como corredores, salas de aulas e pátios. Além disso, ele dispersa uma solução de citronela enquanto se movimenta. Essa substância natural ajuda a repelir o mosquito Aedes aegypti. Conforme o professor, o protótipo está sendo testado no ambiente escolar e a ideia é unir tecnologia e educação para promover a prevenção da dengue de forma prática e inovadora.
Aliado ao teste do robô, Maikon explica que os alunos estão desenvolvendo armadilhas de mosquitos seguindo a metodologia da Fiocruz. As armadilhas se chamam ovitrampas. “Essa armadilha será um pote e uma paleta de Eucatex, nós iremos colocar no pote uma solução de levedura de cerveja que irá atrair a fêmea do mosquito que estiver por perto. Essa fêmea vai depositar ovos nessa paleta. E a partir da contagem de ovos a gente vai ter um indicativo da quantidade de mosquitos na região”, explica.
Além disso, o professor expõe que para os próximos passos, serão montados dois grupos de experimento, sendo um experimental e outro de controle, em uma sala de aula que terá influência do robô e a outra que não terá. A partir dessa estratégia, o clube conseguirá levantar dados sobre a eficiência do robô no combate à dengue no ambiente escolar.
Foram 20 projetos selecionados para serem apresentados no evento em Curitiba

Um dos principais objetivos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é a popularização da cultura científica no estado. Por isso, pensando em dar maior visibilidade para os trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, será realizada a Feira de Cultura Científica (FECCI). Clubes de ciências articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) se inscreveram no evento e 20 projetos foram aprovados.
A FECCI irá ocorrer entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. O evento técnico-científico dividiu os participantes em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).
Os alunos e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência que tiveram pesquisas selecionadas irão apresentar os materiais durante a Feira. A UEL acompanha clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e do NRE de Telêmaco Borba. Do primeiro Núcleo, foram três trabalhos de clubes aprovados na FECCI Junior e 14 na FECCI Jovem. Já do segundo, três trabalhos de clubes irão para a FECCI Jovem.
Para a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL, a participação e engajamento dos clubes é de extrema importância. Assim como em outros eventos que também estão sendo organizados pela Rede, trata-se de uma oportunidade significativa para que os alunos e professores clubistas tenham contato com outros projetos do Paraná.
Além do NAPI – Paraná Faz Ciência, o evento conta ainda com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).
Veja quais foram os projetos dos clubes da UEL selecionados para o evento:



