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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Organizados em redes, participantes dos NAPIs conversam com o público durante o Paraná Faz Ciência em Guarapuava

Os NAPIs se revezaram nos estandes do Espaço Arena Paraná no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

A 5ª Edição do Paraná Faz Ciência 2025 está sendo uma oportunidade valiosa para pesquisadores das universidades paranaenses que integram o ecossistema Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apresentarem os resultados de suas pesquisas ao público. O evento é organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência e tem o objetivo de divulgar à sociedade a produção científica feita em universidades, estaduais e federais, e institutos de pesquisa.

Os Novos Arranjos promovem redes colaborativas entre alunos, professores, em todas as áreas do conhecimento, favorecendo uma conexão entre a academia e setores produtivos e da indústria. Atualmente, 46 NAPIs estão em execução, desenvolvendo 57 projetos estratégicos em áreas como saúde, educação, emergências climáticas, sustentabilidade, agricultura, inteligência artificial, energias renováveis e transformação digital. Eles representam uma política pública inovadora, que articula dezenas de grupos de pesquisa de todas as universidades e institutos do Estado.

O programa tem apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com fomento da Fundação Araucária. O projeto de criação e implementação dos Arranjos começou em 2019 e tem como objetivo promover a pesquisa científica e a inovação tecnológica do Paraná. Num contexto de emergência climática, os pesquisadores buscam soluções sustentáveis para mitigar os impactos das mudanças climáticas nas mais variadas áreas. 

Soluções sustentáveis

Uma importante frente de combate às mudanças climáticas no Paraná para o desenvolvimento de soluções sustentáveis vem do NAPI Energia Carbono Zero (EZC), que está participando da feira, em Guarapuava, para divulgar o trabalho do Arranjo. O grupo trouxe um livro impresso com o conhecimento acumulado de toda a produção científica do NAPI EZC, mas que tem a versão digital, e um kit de robótica para entregar aos professores do ensino médio para trabalhar de forma prática e lúdica com os alunos nesta temática.

“O Paraná Faz Ciência é uma oportunidade para mostrar o nosso trabalho, já que a gente opera com a ciência dura, ou ciências naturais como Física, Química, Biologia, e nem sempre temos condições de atingir diretamente todos os públicos como neste evento”, enfatiza o professor de Física, Valdirlei Fernandes Freitas, coordenador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Valdirlei Fernandes Freitas, no estande com bolsistas do NAPI EZC (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

Outro exemplo nesta área da sustentabilidade é o NAPI Hidrocarbonetos Renováveis (HCR), que organiza pesquisas em torno da produção de combustíveis sustentáveis para aviação, diesel verde e produtos que possam substituir os derivados de petróleo nos setores de transporte e energético.

“Como um NAPI tecnológico, trouxemos um relato dos resultados ao longo de três anos de trabalho, contabilizando 45 artigos publicados, seis patentes depositadas e quatro concedidas, além de vários projetos de pesquisa aprovadas pelas agências de fomento e setor produtivo que estão dando condições e desenvolvimento das tecnologias que estamos propondo”, explica Luiz Pereira Ramos, articulador do Hidrocarbonetos Renováveis e vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Carmem Guedes, da UEL; Luiz Pereira Ramos, UFPR), Marilei Oliveira, UTFPR, Matheus Giacomiti (unicentro; Michael Yunes, UFPR, Andersson Barisson, (UFPR) (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

Com o objetivo de promover o desenvolvimento da vitivinicultura paranaense, o NAPI Inova Vitis é composto por pesquisadores do  Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Alessandra Maria Detoni e o professor e engenheiro agrônomo, Luiz Antonio Biasi, da UFPR (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

A coordenadora do Arranjo, Alessandra Maria Detoni, pesquisadora do IDR-PR, informa que o NAPI trabalha tanto com uvas finas de mesa para consumo in natura, uva para o processamento de sucos e vinhais, além de um trabalho com cobertura plástica visando o controle de pragas e a melhora da qualidade.

“A nossa participação neste evento é de extrema importância para levar ao mundo acadêmico e todas as pessoas da comunidade que estão nos visitando, ainda mais na região de Guarapuava que tem grande importância na produção de uvas”, completa Detoni.

Instituído em setembro, o NAPI Biogás é o mais novo Arranjo da rede, prevê o desenvolvimento de soluções inovadoras e modelagem de negócios para gestão inteligente de resíduos orgânicos como fonte de energia renovável, podendo ser térmica, elétrica ou biocombustível.

O coordenador do NAPI Biogás, Breno Pinheiro, destaca que o Paraná tem um potencial de produção de biogás por meio da gestão de biogás, especialmente na região de Guarapuava, onde acontece o Paraná Faz Ciência. Ele está vinculado ao Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), e à Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), que já firmaram parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Unila e UFPR.

Breno Pinheiro, coordenador do NAPI Biogás (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)“

A proposta do NAPI é tirar as pesquisas que já estão em andamento para atender os interesses do mercado, construindo pontes para uma gestão mais sustentável”, diz.

Para o coordenador do setor dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (SENAPI), Diego Iwankio, a ideia é otimizar a gestão dos NAPIs. Ele lembra que tudo começou em 2019 como metodologia e, desde então, a rede está sendo diversificada constantemente em todo o território paranaense.

“O SENAPI é responsável em receber as demandas da sociedade, transformar em projetos para que se tornem NAPIs, sejam implantados e dêem as soluções que a população precisa”, explica Iwankio.

Estiveram em Guarapuava Diego Iwankio (à direita); Michele Meruvia, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC); Gabriel Abner, mestrando em Física na UTFPR/Curitiba; Marcus Vinícius Gomes Damasceno, graduando Física da UTFPR/Curitiba, Ivan Seratiuk, mestrando da UTFPR/Curitiba; e Felipe Zahrebelnei, professor e doutorando na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

O coordenador dá o exemplo do NAPI Eletrônica Orgânica, que está na feira apresentando novos componentes como uma fita leve e flexível para geração de energia solar, podendo ser instalada em qualquer tipo de telhado.

Durante manhã, tarde e noite os clubistas vão apresentar seus trabalhos no centro de eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava

Nesta quinta-feira (2), ocorre a I Mostra dos Clubes integrantes da Rede de Clubes de ciências, ligados ao NAPI Paraná Faz Ciência. O encontro de mais de 130 clubes do Paraná, com um total de 660 estudantes, está sendo realizado na 5ª edição do evento anual Paraná Faz Ciência.

Clubistas apresentam pesquisa que já deu origem a uma startup, pelo potencial de mercado que as propostas apresentam. (Foto/Ana Elisa Frings)

Na cerimônia de abertura, o comitê organizador da Mostra foi representado pela professora Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), que mencionou a importância do trabalho de muitas mãos para que um encontro dessa magnitude tivesse êxito. 

Débora Sant’ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, citou, em seguida, que o cansaço da preparação toda cessou quando encontrou os clubistas entusiasmados. “Acordamos cedo e vamos até à noite tratando de Clubes e NAPI, mas, ao chegar aqui hoje, o cansaço passou, porque vemos o brilho nos olhos das crianças”, destaca.

a articuladora do NAPI Paraná faz Ciência, Débora Sant´Ana, na abertura da I Mostra de Clubes de Ciências (Foto/Ana Elisa Frings)

A coordenadora geral do evento na Unicentro, Marquiana Villas Boas Gomes aponta a importante coincidência do primeiro encontro dos Clubes da Rede Paraná Faz Ciência ser no momento em que esse projeto completa um ano de atividades. “É uma feliz coincidência essa Mostra acontecer agora que os Clubes estão completando um ano de funcionamento!  É uma honra poder realizar essa primeira mostra de clubes durante o Paraná Faz Ciência, aqui na Unicentro”, comemora.

a coordenadora do evento na Unicentro, Marquiana Gomes, junto de representantes do Comitê organizador da I Mostra de Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Ana Elisa Frings)

Em nome da SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) , o secretário Aldo Bona defendeu que o trabalho de valorização da ciência e da tecnologia siga fortalecido. “Temos o desafio pela frente de fazer com que o movimento que fortalece a ciência continue, já que o investimento mais importante está nos Clubes de Ciências e eles são a semente para um futuro de maior engajamento com a ciência”, disse o secretário.

Finalizando a cerimônia oficial, o reitor da Universidade anfitriã – a Unicentro – Fábio Hernandes renovou os agradecimentos já feitos à equipe organizadora da Mostra e a todas as demais pessoas envolvidas para que o encontro de Clubes acontecesse. E fez o repasse oficial do símbolo do Paraná Faz Ciência para a próxima Universidade a sediar o encontro anual: a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), na figura do reitor Jefferson Simomura.

Visitantes do Paraná Faz Ciência poderão conhecer parte do acervo 14 museus universitários em mostra interativa e com muita ciência

A mesa de abertura do II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários 2025 contou com a participação de Rodrigo Oliveira Bastos (à direita), Renê Wagner Ramos, coordenador da Remup, Roseli de Oliveira Machado, diretor do campus Santa Cruz da Unicentro, Fábio Hernandes, reitor da Unicentro, Édson Armando Silva (UEPG), Fabiane Bergmann, diretora do Arquivo Público do estado do Paraná, e Ricardo Miyahara, diretor do campus CEDETEG/Unicentro (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

Pelo segundo ano consecutivo, gestores e pesquisadores da Rede de Museus de Ciências e da Rede de Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná estão reunidos em evento científico para debater os desafios e estratégias para melhorar a gestão e a inserção junto à comunidade em geral. São museus das mais diversas tipologias, como os museus de ciência e tecnologia, os históricos ou de ciências naturais, entre outras áreas.

O II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários acontece durante um dos maiores eventos de ciência do Brasil, a 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento tem previsão para apresentação de 40 trabalhos de museus que compõem as redes de Museus de Ciência Universitários com mais de 150 inscrições para palestras, mesas redondas, oficinas e, ainda, a realização II Mostra de Museus Universitários do Paraná com 14 estandes. Nesta segunda edição, o tema do encontro será ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’. 

Durante a abertura do evento, realizada nesta terça-feira, 30, o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e coordenador da Rede Estadual de Museus e Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários (Remup), professor Renê Wagner Ramos, enfatizou a oportunidade rara para quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação. 

“Temos 14 instituições representadas com seus museus e centros de documentação, que têm a missão de contribuir para o processo educacional dos estudantes, e de crianças especialmente, acolhendo com alegria e encantamento, pois são o nosso futuro”, justificou.

Como articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, Ramos acredita que somente com cultura se faz a Educação: “ Não existe educação que a gente não possa olhar para os olhos de uma criança e transformá-la pelos todos os objetos científicos e toda a transformação que a ciência proporciona nas mínimas coisas. É isso que a gente quer mostrar nos nossos museus e centros de documentação”.

A conferência de abertura foi com Maurício Cândido da Silva, coordenador da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários, convidado para falar dos desafios dos espaços museais, mesmo numa rede de colaboração que existe no Paraná. 

“Este processo de cooperação é extremamente importante para o fortalecimento dos pequenos, médios e grandes museus. Somente com essa noção, essa articulação em rede cooperativa é que a gente vai conseguir dar um passo adiante na preservação, na salvaguarda, na divulgação, nos processos de educação que envolve todas as nossas coleções e museus”, alertou.

A abertura do II Encontro de Museus Universitários pode ser acessada na íntegra, assim como a conferência de abertura, no canal da Unicentro TV no Youtube (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

O II Encontro Paranaense de Museus Universitários acontece no Bloco Didático do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O reitor Fábio Hernandes prestigiou a solenidade e destacou a importância dos museus universitários que integram o Paraná Faz Ciência.

“Os nossos museus universitários têm a cultura e a história, mas também são, fundamentalmente, ambientes de ensino, pesquisa e extensão, sempre atualizados e trazem muita inovação”, afirmou. Para Hernandes, eles fazem parte do desenvolvimento de uma região, uma sociedade, mostrando como os museus transformam a comunidade.

O professor da Unicentro, Rodrigo Oliveira Bastos, coordenador do Museu de Ciências, esteve na organização do evento, junto com o professor Jo Klanovicz, coordenador do Centro de Documentação da instituição (Cedoc), professora Terezinha Saldanha e João Carlos Corso, do Centro de Documentação de Irati.

“A expectativa é que seja um evento representativo do que acontece no estado na área, com a publicação dos anais, superando os números do primeiro encontro realizado na UEM em outubro do ano passado”, acredita.

Participantes da abertura: Rodrigo Oliveira Bastos (à esquerda), coordenador do Museu de Ciências da Unicentro; Maurício Cândido da Silva, coordenador da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários; Fabiane Bergmann, diretora do Arquivo Público do estado do Paraná; Renê Wagner Ramos; Edméia Ribeiro, diretora do Museu Histórico de Londrina; Antônio Liccardo, coordenador do Museu de Ciências Naturais da UEPG; reitor da Unicentro Fábio Hernandes; Ricardo Miyahara, diretor do campus CEDETEG/Unicentro; Jo Klanovicz, coordenador do Cedoc/Unicentro; e Ricardo Campos, vice-reitor da UENP (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

Para Bastos, o fato do Encontro de Museus Universitários de Centros de Documentação acontecer num evento maior, que é o Paraná Faz Ciência, tem mobilizado o segmento e ampliado o debate sobre os desafios para popularizar e democratizar a ciência: “E podemos contribuir neste processo, pois temos o que expor e interagir com o público, que faz parte da nossa essência”.

O coordenador do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Celso Ivam Conegero, destaca o fortalecimento da rede de museus universitários. “Ano passado, nós do Mudi, realizamos o primeiro encontro em Maringá e agora, neste segundo momento, vemos que a iniciativa gerou frutos pelo volume de participação desta edição, gerando mais trocas e interação entre gestores, professores e alunos”, enfatizou.

Celso Ivam Conegero e Ana Paula Vidotti participam do evento como representantes do Mudi/UEM (Foto/Silvia Calciolari/NAPI PRFC)

Em maio deste ano, o Mudi passou a vigorar entre os dez museus mais visitados do Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, Maringá recebeu o 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), demonstrando que o Paraná está fazendo a lição de casa quando o assunto é popularização da ciência e construção de uma cultura científica na sociedade.

Conegero esteve acompanhado da professora da UEM, Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, responsável pelo estande do museu na mostra. “Trouxemos nossa exposição Raio X, que permite verificar as características ósseas do corpo humano e de outras espécies da fauna brasileira”, conta. Segundo ela, a agenda de visitas de escolas públicas e particulares está lotada, com uma alta expectativa para atingir um grande número de visitantes na mostra de museus montada no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.

Até sexta-feira, 3, maior evento científico do Estado apresenta à comunidade ciência de ponta produzida pelas universidades paranaense; abertura lotou auditório da Unicentro, em Guarapuava 

Mais de 500 pessoas participaram da abertura da 5ª Edição do Paraná Faz Ciência, na Unicentro (Foto/Ana Paula Machado Velho/NAPI PRFC)

A 5ª Edição do Paraná Faz Ciência 2025 começou com a apresentação cultural da Filarmônica Logo Guará Unicentro, sob aplausos de mais de 500 pessoas que lotaram o auditório Francisco Coutinho em Guarapuava. Além de alunos, professores, pesquisadores, gestores públicos e comunidade em geral, diversas autoridades prestigiaram a solenidade, que abriu oficialmente um dos maiores eventos científicos do Brasil e, com certeza, o maior do Paraná.

Durante cinco dias, será possível conhecer a ciência de ponta produzida pelas instituições de ensino superior, estaduais e federais, que tem o poder de transformar e melhorar a vida das pessoas.O público que for ao Centro de Convenções na Cidade dos Lagos poderá encontrar e interagir com alunos e pesquisadores que apresentam suas pesquisas em inúmeras áreas, dentro da proposta de popularização da ciência.

Com uma seleção de sucessos, a Filarmônica Lobo Guará Unicentro tem em sua composição alunos e professores da instituição, todos atuando de forma voluntária (Foto/Ana Paulo Machado Velho/NAPI PRFC)

O Paraná Faz Ciência é uma realização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) do mesmo nome, que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), fomento da Fundação Araucária (FA), por meio do programa que articula em rede os pesquisadores do Paraná, engajados em transformar o mundo a partir da ciência.

Remotamente, mandaram mensagens de apoio e exaltando a relevância do evento,  o secretário Aldo Nelson Bona, que está em viagem à Alemanha, e Juana Nunes Pereira , diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério de Ciência, Tecnologia e inovação (MCTI).

Na abertura, o titular da Seti, Aldo Nelson Bona, foi representado pelo professor Jamil Abdanur Júnior, que enfatizou o melhor momento que o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná vive.

“O Paraná Faz Ciência é mais do que um encontro acadêmico. É a celebração do que temos de mais transformador: uma ciência viva, feita nas universidades, nos laboratórios, nas salas de aula, mas que também dialoga com a sociedade e encontra soluções para os grandes desafios do nosso tempo”, destacou.

Jamil Abdanur Junior, interino da Seti, anunciou a Unioeste como anfitriã da 6ª Edição do Paraná Faz Ciência, em 2026 (Foto/Ana Paulo Machado Velho/NAPI PRFC)

De acordo com Abdanur Junior, o evento consolida uma rede de cooperação que envolve a Seti e as nossas universidades estaduais, universidades federais,  instituições de pesquisa, instituições privadas, a Fundação Araucária, o TECPAR, Secretaria de Inovação e Inteligente Artificial, simbolizando o esforço coletivo de professores, de pesquisadores, estudantes,  agentes universitários e gestores públicos, que acreditam na força do conhecimentos para construir um futuro melhor.

 “Entre 2019 e 2024, o Estado multiplicou significativamente os investimentos do Fundo Paraná, passando de aproximadamente 80 milhões para os 572 milhões executados em 2024”, informou o gestor. Ao final de sua participação, o interino na Seti anunciou que a 6ª Edição do Paraná Faz Ciência 2026 terá como anfitriã a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel.

Representado o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, que estava em viagem ao exterior, o diretor de Administração e Finanças da entidade, Gerson Kock, exaltou os esforços da entidade para consolidar o Paraná Faz Ciência.

“Para a Fundação Araucária, este programa é uma das mais importantes iniciativas científicas do nosso estado e dentro do Brasil, representando de forma clara e acessível a missão que temos de apoiar, promovendo e democratizando o conhecimento. É um espaço que mostra à população paranaense o resultado dos investimentos públicos feitos em ciência, tecnologia e inovação, revelando como esses recursos retornam em benefícios concretos para a sociedade”, destacou.

O reitor da Unicentro, professor Fábio Hernandes, agradeceu o engajamento e empenho de toda a comunidade universitária e parceiros, nas pessoas da coordenadora do NAPI PRFC na Unicentro, professora Marquiana de Freitas Villas-Boas Gomes, e do diretor Jefferson Carraro, coordenador administrativo da instituição.

O reitor da unicentro, Fábio Hernandes, à direita, homenageou Marquiana de Freitas Villas-Boas Gomes, e o diretor Jefferson Carraro, que estão há meses na organização do evento (Foto/Ana Paulo Machado Velho/NAPI PRFC)

“Hoje celebramos não apenas o conhecimento e o progresso, mas também a força e a comunhão da coletividade e do compromisso com a cultura. É por meio da ciência que entendemos a natureza de seus fenômenos. É com a tecnologia que traduzimos esse conhecimento em soluções práticas. E é pela inovação que, quando nos roubam os limites, criamos um novo e respondemos aos desafios”, exaltou Hernandes.

Além de diversos vereadores locais, o prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala, também se fez presente e ressaltou a importância para cidade receber o Paraná Faz Ciência. “Para nós, é uma honra abrir as portas da nossa cidade para professores, pesquisadores, estudantes e toda comunidade que acredita no momento da transformação da ciência e da educação. Como um polo regional de ensino superior, esperamos que cada palestra, cada oficina, cada experimento apresentado aqui seja uma semente plantada para o futuro.  Por isso, convido a todos vocês a aproveitar ao máximo essa oportunidade”.

Equipe do Paraná Faz Ciência também participou da abertura do evento: Emerson Joucoski, pesquisador da UFPR, Débora de Melo Sant’Ana (UEM) e Rodrigo Reis UFPR), articuladores do NAPI PRFC, Tamara Domiciano, pós-doutoranda em Divulgação Científica, com a filha Luna, e Bettina Heerdt, pesquisadora da UEPG (Foto/Ana Paula Machado Velho/NAPI PRFC)

Também estiveram presentes à solenidade de abertura do PRFC 2025 os reitores Leandro Vanalli (UEM), Marta Regina Gimenez Fávaro (UEL), Fábio Antonio Néia Martini (UENP), Salete Machado Sirino (Unespar), Alexandre almeida Weber (Unioeste), interino Ivo Mottin Demiate (UEPG), Everton Lozano (UTFPR), além de vice-reitores, diretores e coordenadores. 
O Paraná Faz Ciência 2025 vai até o dia 3 de outubro, das 9 às 21 horas, em Guarapuava, com extensa e variada programação, que pode ser conferida no site do evento. Vários eventos estão sendo transmitidos ao vivo no canal da Unicentro no Youtube.

Essa ‘descoberta’ é parte dos dados da mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção dos paranaenses em relação à ciência, tecnologia

O primeiro dia do Paraná Faz Ciência 2025, que ocorre em Guarapuava, contou com uma atividade de extrema importância para os paranaenses: a divulgação da Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI). Os dados foram comemorados pelos cientistas presentes, que souberam que aqueles que trabalham em centros de pesquisa e universidades paranaenses têm o maior índice de credibilidade junto à população.

Essa ‘descoberta’ é parte dos dados da mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção dos paranaenses em relação à ciência, tecnologia e inovação. Parte dela, foi editada em livro e apresentada em uma das salas de conferência do PRFC 2025.

A PPC&TI é uma iniciativa do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. Mais de 2.600 paranaenses foram consultados sobre temas como o interesse na ciência.

Resultados

Os resultados foram apresentados pela pós-doutoranda Tamara Domiciano. Para ela, entre todos os dados disponíveis, o que fica de mais concreto é a necessidade de ações de comunicação cada vez mais ousadas, que possam aumentar a alfabetização científica dos cidadãos paranaenses.

Pesquisadores responderam perguntas sobre os dados encontrados na pesquisa

“Apesar de sabermos que grande parte acredita na responsabilidade do homem em relação às mudanças climáticas [59%], sabe que a terra é redonda [91,5%], por outro lado, quase a metade não acredita na teoria da evolução [48%]. Cremos que é uma questão de valores, que vai além de fatores como renda e crença, por exemplo”, explica Tamara.

A percepção da cientista é reforçada em números. 63% dos respondentes apontaram que podiam ser mais bem informados sobre CT&I se os cientistas explicassem com mais detalhes os conteúdos desta área.

“58,8% dos entrevistados mostraram interesse em Ciência e Tecnologia, valor próximo à média nacional, que registra 60,3% de pessoas “muito interessadas” ou “interessadas”. Porém, ainda são afetados por fake news [55%] e se dizem pouco informados [45%] sobre informações destes setores”, alerta a Tamara.

O material também indica que a Educação aparece como o tema de maior interesse entre os respondentes (83,4%). Nenhuma das edições anteriores de pesquisas nacionais incluiu uma pergunta específica sobre o interesse da população pela área da Educação. Não muito distante, o interesse em Medicina e Saúde é apontado por 80,6% da população, seguido de 70,1% que se mostraram interessados em Meio Ambiente e 69,7% em Religião.

Por outro lado, 52,6% dos paranaenses afirmam não possuir interesse em Política, seguido de Arte e Cultura, com 47,2%, e Esportes, área que soma 43,4% de desinteresse.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, destaca que “a pesquisa possibilita compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência, entre outras”, disse a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Impactos

O secretário em exercício da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Jamil Abdanur Jr., informou que vai já levar os dados da pesquisa para as próximas reuniões de trabalho da Secretaria. “Esse levantamento é de uma riqueza enorme e vai permitir que a gente aplique recursos não só para estimular esses jovens que estão aqui no evento a se interessarem por ciência, mas garantir outros investimentos como na divulgação de projetos que possam mostrar à população o que fazemos de ciência e tecnologia no nosso Estado”.

O secretário em exercício da Seti, Jamil Abdanur Jr., recebeu uma cópia do relátorio da pesquisa das mãos dos professores Tamara e Rodrigo

O articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis, adiantou que já há várias propostas de pesquisa para trabalhar os inúmeros cruzamentos dos dados registrados na survey. “Essas informações precisam dar sustentação às ações do nosso NAPI, porém, queremos muito que elas sejam utilizadas pelo governo do Estado para subsidiar o planejamento e o investimento em ciência e tecnologia, e em divulgação científica, que é a grande missão do NAPI Paraná Faz Ciência”.

O professor doutor Emerson Joucoski, outro autor da Pesquisa comemorou a realização do trabalho em tempo recorde e reforçou a informação de que “muitas inferências estão por vir destes dados a partir da utilização de tecnologias de cruzamentos de todas as informações que reunimos”. Ele também agradeceu a dois graduandos, Vitor Yuji Kiemo e Taissa Carolina Silva dos Santos, da UFPR, que o ajudaram na aplicação de programas de organização e tratamento de dados.

Taíssa estava também na mesa de apresentação da Pesquisa e disse que sonha participar de um levantamento semelhante para o público jovem, “aquele que está aqui, participando do evento e que não respondeu a essa pesquisa”, propôs.

A empresa contratada para a realização das entrevistas foi a QCP- Quanta Consultoria, Projetos e Editora Ltda.

Três clubes de ciências de escolas parceiras da universidade em Francisco Beltrão, Bom Jesus do Sul e Nova Prata do Iguaçu vão apresentar suas pesquisas em Guarapuava

A foto mostra a fachada de um prédio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), no campus de Realeza. O edifício é de dois andares, pintado em tons de verde e branco, com janelas retangulares alinhadas. Em frente, há um gramado bem cuidado com canteiros de flores. No lado direito, destaca-se um letreiro grande em branco escrito “EU ♥ UFFS”, onde o coração é representado por uma forma verde. Ao fundo, aparecem árvores, carros estacionados e um céu azul claro, sem nuvens.
UFFS campus Realeza apoia clubes de ciências em pesquisas (Foto/Cláudia Fioresi)

Três clubes de ciências ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vão levar o resultado de meses de pesquisa e dedicação para a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que será realizada em 2 de outubro, em Guarapuava. O evento é uma oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos por jovens pesquisadores de todo o estado, que integram o evento maior, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência.

Esse ano o encontro científico é organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a instituição anfitriã do evento, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O encontro durante os dias de exposição em Guarapuava tem como objetivo principal incentivar a popularização da ciência entre crianças, jovens e ainda abrir espaço para a comunidade do entorno tomar parte dessa experiência.

Conheça os projetos selecionados

Os projetos aprovados para a Mostra refletem o engajamento dos estudantes e seus coordenadores com a ciência e demonstram uma diversidade de temas possíveis de serem explorados ao longo de um ano letivo. 

Confira os clubes e seus respectivos trabalhos:

A participação desses clubes na Mostra destaca a importância da Iniciação Científica na formação dos estudantes e crianças. As descobertas, as premiações e o entusiasmo são os principais resultados desse trabalho contínuo dos Clubes de Ciências, que, com o apoio de instituições como a UFFS, fomentam a curiosidade e o pensamento crítico em jovens pesquisadores.

Marcada para amanhã, dia 2 de outubro, a Mostra quer dar visibilidade à produção científica que nasce dentro das escolas de ensino fundamental do estado e é um dos destaques da programação

Encontro Paraná Faz Ciência de 2024 (Foto/NAPI-PRFC)

Guarapuava sedia até 3 de outubro a 5ª edição do Paraná Faz Ciência e, pela primeira vez durante o evento, haverá um dia dedicado à Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência a partir de amanhã, 2. A novidade reúne cerca de 340 trabalhos de estudantes e professores de 61 municípios. É o primeiro grande encontro de Clubes de Ciências articulados pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com presença de mais de 900 estudantes clubistas, vindos de todas as regiões do Paraná.

A proposta de criar a Mostra partiu da equipe da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), instituição anfitriã desta edição do PRFC. Segundo a professora Marquiana Gomes, articuladora da Rede de Clubes pela universidade, a ideia nasceu de forma colaborativa e logo mobilizou as demais instituições participantes por todo o estado. 

“Quando fomos convidados para coordenar o evento, pensamos inicialmente em apresentar apenas os trabalhos dos clubes vinculados à Unicentro, 30 no total. Mas logo percebemos que seria mais representativo convidar também clubes das demais regiões. Então, coletivamente, com articuladores da Rede Clubes, professores e acadêmicos, conseguimos essa mobilização inédita. Mais de 60 municípios e de 35 Núcleos Regionais de Educação (NRE´s) participando, com crianças e adolescentes compartilhando suas pesquisas e descobertas”, explica a articuladora.

Marquiana ressalta que a Rede Clube de Ciências, criada há apenas um ano, já apresenta resultados expressivos, com impacto direto na Educação Básica. “É uma proposta que valoriza a ciência feita nas escolas, com engajamento de professores, estudantes e comunidades. Para nós, é uma satisfação enorme ver esse movimento crescer e ocupar o espaço que merece. Na Mostra, vamos poder apresentar essas realizações dos clubistas  com seus professores à comunidade visitante”, completa.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da UEM, Débora Sant’ Ana reforça a relevância do evento Paraná Faz Ciência para além do estado. “Esse é o maior evento de popularização da ciência do Paraná e, certamente, um dos maiores do Brasil. São muitas atividades acontecendo ao mesmo tempo e uma delas será a primeira edição da Mostra de Clubes da Rede Paraná Faz Ciência”, afirma. 

A oportunidade, prossegue Débora, vai funcionar também como um preparo para estudantes e professores que desejam estar em eventos maiores, em competições de alto nível, além da troca de experiência entre os próprios clubes. “Essa Mostra oportuniza que os clubes se conheçam, troquem ideias, resultados e métodos, além de funcionar como uma vitrine para toda a comunidade que estará circulando no Paraná Faz Ciência nesse dia. Serão pessoas das universidades, das instituições de ciência e tecnologia, que poderão, durante o evento, conhecer um pouco mais desse grande projeto e de toda a ciência que a Rede de Clubes vem desenvolvendo no Paraná”, defende Débora.

Escolas visitam o Paraná Faz Ciência de 2024 (Foto/NAPI-PRFC)

O também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, declara que esse primeiro encontro dos clubes de todo o estado é muito representativo. “Já tivemos encontros menores, locais, entre os clubes ligados à uma mesma Universidade articuladora, mas assim, de forma geral para todo o estado, será o primeiro movimento. É muito simbólico e para nós é de uma expectativa muito grande poder criar esse espaço de troca entre professores e clubistas da Rede do Paraná Faz Ciência”.

Desafios na organização 

Integrante da comissão organizadora da Mostra, a professora da Unicentro Elisa Aguayo Rosa, que orienta sete Clubes de Ciências na região, destacou os desafios para estruturar um evento de grande porte. “Foi preciso organizar a logística dos estandes e apresentações em três turnos, garantindo acolhimento para estudantes de diferentes contextos, como escolas de campo, comunidades indígenas e os que vêm de cidades mais distantes”, explica. A comissão responsável pela Mostra é composta por Adriano Machado, Julia Zanin Alves, Helena Araújo, Josiane Santos e Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), além de Sabrina Silva Sestak e Leilane Schwind (UEM).

Pesquisa inédita e encontros paralelos durante a Semana 

Durante o Paraná Faz Ciência 2025 também foi lançado o resultado da 1ª Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná (PPC&TI), que oferece subsídios para a formulação de políticas públicas no estado. A programação do evento científico contempla ainda encontros especializados, como o Encontro de Comitês de Ética do Estado do Paraná, o II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários em conjunto com a II Mostra de Museus e Centros de Documentação Universitários do Paraná.

Ao todo, serão mais de 250 atividades gratuitas, entre palestras, oficinas, minicursos, exposições, apresentações culturais e rodas de conversa. A programação se organiza em seis eixos temáticos, que abordam temas como mudanças climáticas, tecnologia, inovação e o papel da ciência na sociedade, com a construção de redes colaborativas e a integração de território, ciência e compromisso social.

Espaço aberto à comunidade

O Paraná Faz Ciência é um encontro anual promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência unindo os parceiros: universidades estaduais e federais presentes no Paraná, a Fundação Araucária (de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná – FA) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Em sua quinta edição, o evento se consolida como um destaque entre os encontros de divulgação científica do estado, aproximando a ciência do cotidiano da população. O espaço é aberto à comunidade e gratuito aos visitantes. 

SERVIÇO

Paraná Faz Ciência – 5ª edição da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação

📅 29 de setembro a 3 de outubro de 2025
📍 Centro de Eventos Cidade dos Lagos (Av. dos Lagos, 2750 – Cidade dos Lagos, Guarapuava – PR) + campi da Unicentro e espaços parceiros
🔗 Programação completa e inscrições: https://paranafazciencia.unicentro.br/programacao/

Mais informações:
🌐 paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br
📸 Instagram: @clubesparanafazciencia | @paranafazciencia

Assessoria de comunicação: Ana Paula Machado Velho – (44) 99102-2807 

ou Ana Elisa F. (43) 99102 7278

Com materiais de baixo custo, alunas transformam ciência em ação para recuperar áreas degradadas

Um grupo formado por três estudantes e uma professora posa para a foto dentro de um laboratório escolar. À esquerda, uma das alunas segura um minifoguete branco, enquanto a colega ao lado também exibe um modelo semelhante. Ao centro, a professora veste jaleco verde e sorri. À direita, outra estudante, de camiseta branca com detalhes em azul e o brasão do clube de ciência, está próxima a um tripé que serve de suporte para o lançamento dos minifoguetes. Sobre a mesa à frente do grupo há uma caixa aberta com materiais coloridos, e ao fundo aparecem prateleiras com caixas organizadoras, ferramentas e objetos de laboratório.
Em campo, integrantes do ‘Little Science’ realizam testes. (Foto/ Marilaine Martins)

Quando você pensa em foguetes, o que vem à sua mente é o espaço? Para as integrantes do ‘Little Science’, clube integrante do projeto Meninas e Mulheres na Ciência, o destino é outro: a Terra. Com materiais simples e biodegradáveis, elas criam minifoguetes que transportam sementes nativas para áreas de difícil acesso, unindo ciência e sustentabilidade. A iniciativa esteve presente no Paraná Faz Ciência 2025, que aconteceu entre 29 de setembro e 3 de outubro, em Guarapuava.

Para a coordenadora do clube, professora Marlene Lins, o impacto do projeto dos minifoguetes vai além da questão ambiental. “Percebo que as estudantes envolvidas na pesquisa passaram a se destacar na sala de aula, em várias disciplinas. O interesse pelo conhecimento extrapolou a área da Biologia e da Física, se manifesta também em outras áreas.” Outro aspecto a destacar é o interesse em mostrar os resultados. “As estudantes gostam de expor seus conhecimentos para a comunidade escolar e para seus colegas. A oportunidade de participar do Paraná Faz Ciência é um momento de troca importante. Conhecer outros clubes e outros projetos vai enriquecer muito o repertório de conhecimento das meninas. Inclusive para trazer sugestões para os colegas de clube que não poderão participar diretamente”, completa a professora.

Atuais e ex-integrantes do ‘Little Science’ com a coordenadora Marlene Lins e os minifoguetes produzidos no clube (Foto/ Marilaine Martins)

Criado em 2023, dentro do clube de ciência da escola, o projeto já passou pelas mãos de diferentes gerações de estudantes. Hoje, quem conduz a proposta são as clubistas Giovana (16), Elisa (16) e Isabela (14), que seguem aperfeiçoando a ideia de usar tecnologia acessível em favor do reflorestamento. “Desde que o projeto foi criado, já tivemos umas três gerações de alunas que entraram e se formaram”, relata Giovana. Ela recorda que a transição para o trio atual aconteceu no momento da despedida de uma geração anterior e o envolvimento foi imediato: “Nós pegamos aquele projeto com todo o amor que a gente tinha e começamos a trabalhar nele.”

Para a estudante, participar significa unir aprendizado e compromisso. “É uma honra poder fazer parte desse projeto. É algo muito importante, principalmente nos dias atuais, com as queimadas e toda essa mudança climática. Não é só crescimento pessoal de conhecimento e de habilidades, mas também sinto como se eu estivesse ajudando o meu próprio planeta.”

O relato de Giovana mostra a dimensão simbólica do envolvimento, mas o cotidiano do grupo também é marcado por experimentação e prática científica. Ao contar sobre os testes, Elisa explica que eles são feitos para observar diferentes aspectos do projeto. “A gente já fez testes, indo em parques para ver quantos metros o foguete pode ir, quantas sementes ele consegue derrubar.” Segundo ela, o processo se repete continuamente em busca de aperfeiçoamentos. “Desde o início do ano, estamos mexendo no projeto, testando materiais, vendo a decomposição das sementes, escolhendo quais usar. É um projeto em constante movimento.”

Além dos avanços técnicos, Elisa destaca que o clube também transformou sua vida. “Eu não sei o que eu seria sem o clube, sem os projetos, porque basicamente mudou a minha vida! Estar em um projeto que envolve meio ambiente, física e astronomia ao mesmo tempo e de uma maneira tão fácil, é incrível! Eu estou trabalhando com algo que eu gosto e ajudando o planeta ao mesmo tempo.”

Isabela, que integra o grupo desde o início deste ano, reforça a preocupação em manter a iniciativa sustentável. “Os foguetes são feitos com materiais biodegradáveis, porque o intuito é reflorestar, não agredir a natureza. Nosso objetivo sempre é não degradar ainda mais o meio ambiente.” Além do compromisso ambiental, ela descreve o sentimento de pertencimento que o projeto proporciona. “Fazer parte desse projeto é muito bom, porque eu sinto que estou ajudando a melhorar o nosso mundo. Por mais que o projeto seja pequeno, eu sinto que estou fazendo algo diferente. É muito agradável participar dele.”

Paraquedas com sementes: parte do sistema de lançamento desenvolvido pelo clube (Foto/ Marilaine Martins)

A estudante também comenta a expectativa para o evento. “Eu espero ver muitos projetos legais também. Estou muito feliz pela experiência de participar da Feira de Ciências do Paraná Faz Ciência e ver os outros clubes mostrando o quanto evoluíram.”

O projeto deixou marcas também em quem já passou pelo grupo. O depoimento de Allana (18) mostra como a experiência vivida em espaços como os clubes de ciência pode orientar futuros caminhos. “Esse projeto modificou a minha vida de uma forma que eu não posso explicar. Mudou muito as minhas relações, como eu me formei como pessoa e ajudou na minha vida acadêmica. Porque, a partir desse projeto, eu consegui achar um caminho, que é a biotecnologia e foi graças a ele.”
Assim como as sementes lançadas pelos minifoguetes, as trajetórias das estudantes também alcançam novos espaços para se desenvolver. Entre as atuais integrantes, Giovana não estará em Guarapuava, recentemente a clubista embarcou para o Reino Unido pelo programa Ganhando o Mundo. Antes da viagem, inclusive, foi sondada para colaborar em uma oficina de minifoguete no continente europeu, um convite que reforça o reconhecimento de sua experiência.  Os percursos das jovens mostram que o projeto, mais do que reflorestar áreas de difícil acesso, contribui para formar futuros: jovens que ampliam horizontes, constroem conhecimento e levam a ciência para além das salas de aula.

O portal funciona como um guia, apresentando mapas interativos e dados relevantes sobre os Clubes de Ciências; o lançamento oficial acontece durante a 5a edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava

Reprodução de tela do novo site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

A Rede de Clubes do Paraná Faz Ciência ganha um novo espaço de integração e visibilidade. Amanhã, 1º de outubro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, será lançado oficialmente o site que reúne e apresenta toda a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O portal funciona como um guia interativo, com mapas, dados atualizados e informações sobre os clubes, facilitando o acesso da comunidade e fazendo jus ao caráter de Rede que caracteriza todo o projeto, vinculado ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. 

A coordenadora de Comunicação do NAPI, Ana Paula Machado Velho, explica que a ideia surgiu da necessidade de organizar e divulgar, em um só espaço, a diversidade de clubes espalhados pelo estado. 

“Temos três tipos de clubes: os da Rede Paraná Faz Ciência, os clubes Maker e os Clubes de Meninas. Organizamos assim para caracterizar as diferentes frentes, financiadas por diferentes fontes de recursos. Agora, com o site, teremos todas as iniciativas reunidas, com nomes, localização, temas de pesquisa e outros dados relevantes, acessíveis para qualquer pessoa”, afirma.

Segundo Ana Paula, a experiência bem-sucedida com o guia impresso Espaços de Divulgação Científica no Paraná inspirou o modelo adotado para a plataforma. “O guia se consolidou como fonte de informação sobre a divulgação científica no estado. Reproduzir essa ideia no ambiente virtual, de forma interativa, deu muito certo! Hoje, temos quase 200 clubes ativos, 192 para ser exata, e o site se torna a forma mais viável e interessante de apresentar esse conjunto tão amplo de iniciativas que se conectam”, acrescenta.No site, ao clicar no nome do Clube, será possível visualizar dados como a escola, o/a professor(a) responsável, qual universidade é a parceira e quantos estudantes fazem parte.

Exemplo de visualização de dados de um Clube de Ciências da Rede De Clubes Paraná Faz Ciência. Localização e um resumo dos projetos também são mostrados (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

Alcance da Rede e Transparência

Para Débora Sant´ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, o novo site garante visibilidade e transparência ao trabalho desenvolvido nos Clubes de Ciências. “A ferramenta permite visualizar a abrangência territorial da Rede, identificar cada clube pelo mapa ou por cidade, conhecer seus responsáveis e os projetos em andamento. É também uma prestação de contas à população, que pode acessar facilmente dados, contatos e até as redes sociais dos clubes”, reforça. 

A professora lembra ainda que, ao integrar as três frentes da Rede de Clubes, a plataforma consolida o Paraná como referência nacional pela qualidade e organização de seus projetos de ciências. “O site traz essa visibilidade para o trabalho tão bonito que está sendo realizado nas escolas”, destaca.

Rodrigo Reis, também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, se diz muito feliz com mais essa conquista para o projeto Rede de Clubes. “A ideia de ter os clubes georreferenciados no mapa do Paraná facilita que os clubes se encontrem, que nós identifiquemos as escolas, os nomes dos clubes, se têm um endereço no Instagram. Estamos muito felizes de poder ter essa articulação e ter esse site com os nossos clubes todos representados”, conta. 
O mapeamento, segundo Rodrigo, também contribui para fortalecer a identidade dos projetos. “Ajuda a dar um caráter de identidade ao clube, em conseguir se enxergar e se identificar como um participante da Rede. É a demonstração da amplitude da rede estadual de clubes Paraná Faz Ciência”, descreve o articulador.

Reprodução de tela da aba eletrônica que reúne os clubes de ciências de meninas (Reprodução/NAPI Paraná Faz Ciência)

Lançamento em Guarapuava

Em setembro, o projeto Rede De Clubes Paraná Faz Ciência completou um ano. Durante o Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, os gestores da Rede em cada uma das universidades parceiras do projeto vão se encontrar para uma avaliação das ações e conversar sobre o site. A ideia é que, com todos reunidos presencialmente, no dia 1º de outubro, possam dividir as alegrias e as dores enfrentadas para concretizar as propostas desse ambicioso projeto.
Para conhecer o novo site, acesse https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes/ .

A segunda edição acontece no Paraná Faz Ciência, que será realizado na Unicentro, em Guarapuava

Confira a programação no site do evento (Reprodução)

De 30 de setembro a 2 de outubro, acontece o II Encontro P aranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários, que será realizado durante um dos maiores eventos de ciência do Brasil, a 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento tem previsão para apresentação de 40 trabalhos de museus universitários que compõem as redes de Museus de Ciência e Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná.

Nesta segunda edição, o tema do encontro será ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’. Também está prevista a realização da II Mostra de Museus Universitários do Paraná, a partir do dia 29 quando começa o PRFC 2025, que irá expor fragmentos dos acervos em 14 estandes para o público que for ao campus sede da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, região central do estado.

Para o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), professor Renê Wagner Ramos, o II Encontro já se mostra uma oportunidade ímpar quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação. 

“Teremos várias temáticas diferentes vinculadas tanto a acervos museológicos como a acervos de centros de documentação. Será uma experiência rica para troca de experiências entre colegas que militam na área, principalmente e, essencialmente, na conservação do patrimônio histórico, cultural e científico do Paraná”, enfatiza Ramos. 

A conferência de abertura ficará a cargo de Maurício Cândido da Silva, professor do curso de Pós-Graduação Museologia, Colecionismo e Curadoria, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, e representante da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários.

Foram muitas as presenças que estiveram lançamento do NAPI Conectando Memória e Inovação na UEM, como o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos (à esquerda); o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; e o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa.

Entres as novidades deste II Encontro Paranaense de Museus e Centros de documentação Universitários destacam-se o E-Museu, que se dedica à história da tecnologia vinculada à internet, e a possibilidade dos visitantes do Paraná Faz Ciência conhecerem o principal produto do NAPI Conectando Memória e Inovação: “No estande do nosso NAPI, haverá a apresentação dos acervos em 3D para que o pessoal possa visualizar e ter uma experiência única e inovadora”.

Na primeira edição, realizada em outubro do ano passado, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), com realização do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), houve o lançamento do NAPI Conectando Memória e a Rede de Museus de Ciência ainda estava em formação. “Com a ampliação da rede estadual, reconhecida nacionalmente como a única instituição de caráter estadual no país, foi possível realizar esse encontro”, reforça Renê.

A experiência paranaense fez com que os integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação fossem agraciados com o prêmio de melhor trabalho na categoria ‘Comunicação Oral em Pesquisa’, no 8º Fórum Permanente de Museus Universitários, realizado em Fortaleza, Ceará, no final de agosto.

Renê Wagner Ramos, Claudia Rejane, Edson Armando Silva e Niltonci Chaves (Foto/NAPI Conectando Memória e Inovação)

O evento conta com o apoio do Museu de Ciências Naturais da Unicentro, do Centro Documentação e Memória (CEDOC-Irati/PR), e do Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além da Seti, da Fundação Araucária e dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência. 
Confira a programação neste link.

Os projetos contribuem para a popularização da ciência e serão apresentados em Guarapuava

A imagem mostra alunas sentadas lado a lado em frente a notebooks prateados, digitando e trabalhando juntas. Estão em uma biblioteca, pois há prateleiras com livros ao fundo. Uma das alunas aparece em primeiro plano, com os cabelos longos e presos com uma presilha. Elas estão finalizando os projetos que apresentarão no evento.
Os clubes estão finalizando os trabalhos para apresentar ao público (Foto/Clube Litterae Ludus)

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) teve nove clubes com projetos selecionados para a 5ª edição do Paraná Faz Ciência. Neste ano, o encontro será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Trata-se do maior evento de popularização da ciência no estado.

Foram aprovados sete trabalhos de clubes de escolas do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e dois do NRE de Telêmaco Borba. Para a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela UEL, o evento destaca “a consolidação do projeto que apresenta resultados”. Além disso, a docente considera a participação significativa principalmente para os estudantes, que terão contato com pesquisadores de todo o Paraná.

Em Londrina, os projetos selecionados são do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), do Colégio Estadual Professora Maria José B. Aguilera, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, do Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes e do Colégio Estadual Cívico-Militar Hugo Simas. O Colégio Estadual do Jardim San Rafael e o Colégio Estadual Unidade Polo, de Ibiporã; o Colégio Estadual São Francisco de Assis, de Telêmaco Borba; e o Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira, também apresentarão trabalhos.

O PRFC 2025 é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária, além de reunir diversas instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado do Paraná. O evento integra a programação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cuja temática é “Planeta água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. 

Os clubes selecionados irão expor seus projetos no dia 02 de outubro. A ideia é mostrar as atividades que os alunos e professores clubistas têm realizado em sala de aula nos últimos meses. As ações desenvolvidas possuem propostas distintas, tornando o momento ainda mais enriquecedor e de maior integração entre as equipes. Confira os trabalhos de clubes articulados pela UEL que foram aprovados:

A imagem traz uma tabela com o nome do clube, cidade, escola e temática do trabalho que as equipes irão apresentar durante o evento.
Clubes da UEL com trabalhos aprovados no Paraná Faz Ciência 2025 (Arte/Isabella Abrão)

Para entender a percepção pública C&TI no Estado, 2.684 pessoas foram entrevistadas em todas as regiões do Paraná

O Paraná acaba de concluir a mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção da população em relação à ciência, tecnologia e inovação. Mais de 2.600 paranaenses foram consultados sobre temas como o interesse na ciência, quais fontes de informação são as mais confiáveis e sobre o recebimento e compartilhamento de notícias falsas. Essa iniciativa ajuda na construção de políticas públicas relacionadas à Ciência, Tecnologia e Inovação (C&TI) no Estado.

Um dos dados revelados foi que os cientistas de universidades ou institutos públicos de pesquisa são a fonte de maior confiança para os paranaenses, com um índice de 0,93. Eles superam até mesmo os médicos (0,89), que lideraram o levantamento nacional de 2023. 

A Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI) é uma iniciativa do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. A consulta popular ouviu 2.684 pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios, distribuídos pelas dez mesorregiões paranaenses. O objetivo foi traçar um retrato socioeconômico, cultural e comportamental da sociedade e avaliar como os cidadãos consomem, compreendem e se relacionam com temas ligados à ciência e tecnologia. 

A divulgação de parte dos resultados encontrados na survey vai ocorrer no próximo dia 30 de setembro, às 9 horas, durante o evento Paraná Faz Ciência 2025, que ocorre em Guarapuava. 

Resultados

A educação é o tema de maior interesse dos paranaenses

Outro levantamento da percepção pública da ciência no Paraná traz um dado estratégico para a comunicação científica: 58,8% dos entrevistados mostraram interesse em Ciência e Tecnologia, valor próximo à média nacional, que registra 60,3% de pessoas “muito interessadas” ou “interessadas” em Ciência e Tecnologia. Esse dado vem do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que publicou os resultados de uma pesquisa realizada em 2023.

O material também indica que a Educação aparece como o tema de maior interesse entre os respondentes. Nenhuma das edições anteriores de pesquisas nacionais incluiu uma pergunta específica sobre o interesse da população pela área da Educação. Essa informação surge na proposta do Paraná e 83,4% da amostra marcou o tema. Não muito distante, o interesse em Medicina e Saúde é apontado por 80,6% da população, seguido de 70,1% que se mostraram interessados em Meio Ambiente e 69,7% em Religião.

Por outro lado, 52,6% dos paranaenses afirmam não possuir interesse em Política, seguido de Arte e Cultura, com 47,2%, e Esportes, área que soma 43,4% de desinteresse. Isso demonstra um potencial para ampliação do engajamento da população com temas científicos, especialmente, se forem aprimoradas estratégias de comunicação pública da ciência.

Metodologia

“A abrangência e o desenho metodológico tornam a pesquisa uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas de popularização da ciência, além de subsidiar universidades, institutos de pesquisa e gestores na formulação de ações voltadas à alfabetização científica e tecnológica no Paraná”, diz o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

A pesquisa será lançada impressa em livro, no PRFC 2025

A survey utilizou um questionário construído de forma colaborativa pela equipe técnica e validado por pré-teste. Além disso, foram aplicadas variáveis de controle — gênero, idade, escolaridade e renda familiar — calibradas com dados censitários do IBGE. “O resultado é uma amostra considerada altamente representativa da população paranaense, com nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 2%”, esclarece uma das responsáveis pela pesquisa, Tamara Dias Domiciano. A pesquisa é foco do pós-doutorado de Tamara, que aparece na capa desta reportagem, em ação de itinerância na Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de 2024.

O banco de dados gerado pela PPC&TI Paraná é robusto: as 45 questões originais deram origem a 177 variáveis, resultando em quase meio milhão de registros. Esse material permitirá cruzamentos entre regiões, perfis sociais e indicadores, abrindo espaço para análises profundas sobre a relação da população com a ciência.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, destaca que é a primeira vez que se tem dados da percepção pública da ciência do Paraná e ainda representativos das dez mesorregiões do estado. “A pesquisa possibilita compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência, entre outras”, disse a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Impactos

A PPC&TI se concretizou com recursos da Fundação Araucária, por meio do Fundo Paraná, gerenciado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O gestor da Seti, Aldo Bona, afirmou que os dados da pesquisa “são estratégicos para a formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, permitindo alinhar ações às reais necessidades da população. Ao mesmo tempo, reforçam a importância de fortalecer a cultura científica como eixo de desenvolvimento econômico, social e regional”.

O diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, lembrou que a fundação “acredita que a ciência deve estar a serviço da sociedade. Para isso, é essencial compreender como a população percebe, consome e valida o conhecimento científico. Este estudo é um passo decisivo nessa direção”.

Além de Rodrigo Reis, da professora Débora e de Tamara Domiciano, o estudo tem como autores o professor doutor Emerson Joucoski, e os graduandos Vitor Yuji Kiemo e Taissa Carolina Silva dos Santos, os três da UFPR. A empresa contratada para a realização das entrevistas foi a QCP- Quanta Consultoria, Projetos e Editora Ltda.

Serviço – Lançamento PPC&TI

Data: 30 de setembro de 2025

Horário:  9h às 12h

Local: Centro de Eventos Cidade dos Lagos – Sala de Conferências 1

Guarapuava – PR

Contato – (44) 99102-2807