O evento este ano sediado na Unicentro, em Guarapuava, promete unir clubes de ciências todas as regiões do Paraná

A cidade de Guarapuava receberá, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, evento organizado esse ano pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Considerado o maior encontro científico do Estado, o Paraná Faz Ciência reuniu no ano passado cerca de 38 mil participantes e, nesta edição, contará também com a presença de outras dez universidades públicas estaduais e federais presentes no estado. Um dos pontos altos da programação será a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, representantes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Entre os clubes participantes, oito têm articulação do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Palmas.
Dois clubes da cidade de Pato Branco foram selecionados para o evento, um deles é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque. Eles apresentarão a hidroponia como alternativa sustentável para o cultivo de hortaliças em áreas rurais e com dificuldade de acesso a alimentos frescos. O sistema desenvolvido pelos estudantes possibilita a produção de alface com crescimento acelerado e colheita antecipada, além de testes com rúcula, salsa e cebolinha. O protótipo conta com monitoramento diário do pH e da condutividade, e o uso de casca de ovo como substrato também foi avaliado para ser um solução ambientalmente responsável.

Também de Pato Branco é o Colégio Estadual São João, com os clubistas do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação, ou simplesmente ODS em Ação. O trabalho desenvolvido pelos clubistas envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. Entre os produtos visados para serem produzidos pelo óleo estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

De Chopinzinho, três clubes irão a Guarapuava, um deles é o Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual Arcelina de Almeida. Seu projeto descreve as inúmeras ações em torno do cultivo de plantas e criação de abelhas sem ferrão, o que inclui ainda atividades em pomar e horta, mas também a organização da 1ª Festa das Sementes. A iniciativa integrou toda a comunidade escolar e contou com parcerias institucionais e apoio de entidades como a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) e a empresa ENGIE, grupo francês fornecedor de energia por fonte renovável. Com isso, consolidou-se como um Clube de Ciências voltado à sustentabilidade, inovação e envolvimento comunitário.
Já o clube Raízes do Conhecimento, do Colégio Estadual José Armim Matte, tem um projeto que explora o potencial das plantas medicinais em uma abordagem holística, ao considerar não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e espirituais do ser humano. As atividades incluem desde o cultivo e processamento de espécies até a preparação de chás, banhos e massagens, além da produção de materiais educativos e eventos de divulgação. A proposta alia tradição e ciência, promovendo bem-estar, consciência ambiental e aproximação entre tecnologia, saúde e práticas culturais.
E o terceiro clube chopinzinhense é o Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, que apresentará três projetos distintos no Paraná Faz Ciência. O primeiro, Acerte Seu Relógio, cria um espaço educativo que integra escola, comunidade e instituições por meio da construção de um “relógio do corpo humano” em horto medicinal, unindo saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. O segundo projeto, Polinizando Saberes para a Vida, envolve a criação de um meliponário e de uma colmeia didática, permitindo aos estudantes observar de perto a biologia das abelhas e compreender sua importância para a produção de alimentos, além de promover oficinas educativas e ações de preservação ambiental. Já o terceiro projeto, O Curso da Vida, apresenta uma grande maquete do Rio Iguaçu e seus afluentes, com usinas hidrelétricas, biodiversidade local, elementos culturais e econômicos da região. A iniciativa recebe visitas escolares e da comunidade, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social.

O clube Inspirar, do Colégio Estadual do Campo Núcleo de Santa Lúcia, em Coronel Vivida, apresenta o projeto “Caminhos Sustentáveis”. Entre as atividades, os estudantes realizaram o teste da pegada ecológica, oficinas para produção de vasos sustentáveis e o plantio de mudas em pequenos espaços. Também produziram bolas de sementes, sabão ecológico e investigaram o relógio biológico de plantas medicinais. O trabalho aproxima os alunos de práticas ambientais acessíveis e criativas, incentivando a reflexão sobre sustentabilidade no cotidiano escolar e comunitário.
No Colégio Estadual João XXIII, de Clevelândia, o Clube de Ciências Área XXIII apresentará um projeto voltado à valorização dos parques naturais do município. A iniciativa envolveu saídas de campo para observação da biodiversidade e coleta de informações, que serviram de base para a produção de cartilhas ilustradas e vídeos educativos. As cartilhas, com linguagem acessível e atividades interativas, foram destinadas à escola e à comunidade, enquanto os vídeos ganharam espaço nas redes sociais e em eventos locais.
Por fim, do Colégio Estadual Dom Carlos, de Palmas, o Clube Arquitetos da Natureza estará no Paraná Faz Ciência com o projeto Produção de Vinagre Artesanal a partir da Polpa e Casca de Frutas. A iniciativa utiliza frutos da agricultura familiar, incluindo polpas e cascas, com o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis. Embora alguns resultados não tenham atingido os padrões de acidez esperados, os testes forneceram dados relevantes para estudos futuros e destacaram o potencial da produção artesanal como alternativa sustentável e educativa.
Clubistas saíram de Mariluz para aprender um pouco mais sobre ervas fitoterápicas no projeto da Unipar, de Umuarama

O Clube de Ciências CEJAA, do Colégio Estadual José Alfredo de Almeida, da cidade de Mariluz, conheceu o Horto Medicinal da Universidade Paranaense (UNIPAR), na cidade de Umuarama. A viagem teve como objetivo ampliar o conhecimento dos estudantes sobre as ervas medicinais, opções de cultivo e as possibilidades de pesquisa na área da fitoterapia.
Hortos medicinais são espaços destinados ao estudo, cultivo e preservação de plantas com propriedades fitoterápicas. Além de contribuir para a conservação da biodiversidade, ele tem um papel fundamental na difusão de saberes tradicionais e científicos, resultando no fortalecimento da relação entre natureza, saúde e ciência.
Durante toda a visita, os clubistas tiveram contato direto com diversas espécies e puderam compreender melhor os benefícios que várias dessas plantas oferecem enquanto produtos fitoterápicos. O entusiasmo ficou evidente entre os clubistas, que puderam reconhecer no aprendizado uma oportunidade de aproximar teoria e prática.

A professora do Clube de Ciências, Renata Bazanela Lins de Oliveira, e o orientador pedagógico da Rede de Clubes, Josimar Ribeiro dos Santos, acompanharam a atividade. Para o orientador, estar em contato com a prática fortalece a educação científica e desperta o interesse dos estudantes para além da sala de aula: “Em passeios como esse, nós conseguimos fazer com que os clubistas vejam e sintam na prática o que estão estudando, o horto é uma sala de aula”, destacou Josimar.
A atividade foi uma experiência única que reforça a importância da educação científica e ambiental, mostrando que a pesquisa em hortos medicinais pode abrir portas para inovações no campo da saúde, além de incentivar nos estudantes o uso responsável dos recursos naturais.
o todo 18 projetos de Clubes foram selecionados de diferentes regiões do Paraná, locais onde a UTFPR tem campus nas proximidades e atua como a articuladora da Rede de Clubes

Doze clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) vão participar da 1ª Mostra de Clubes de Ciências, que acontece no dia 2 de outubro, em Guarapuava. Os trabalhos foram selecionados para integrar essa primeira edição de encontro de clubes de todas as regiões do Paraná e agora serão apresentados a um público mais amplo, durante o Paraná Faz Ciência, esse ano organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro). A realização tem parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O objetivo é popularizar a ciência e criar um espaço de troca de experiências e inspiração para clubistas de todo o estado.
Os clubes e seus projetos demonstram o trabalho de pesquisa e a diversidade de temas abordados com questões relevantes para a sociedade. Confira os trabalhos que serão apresentados:
O evento Paraná Faz Ciência proporciona uma grande oportunidade para que os projetos dos Clubes de Ciências ganhem ainda mais visibilidade e ainda inspirem outros estudantes a se aprofundarem no mundo da ciência.
Mais informações sobre o evento: https://paranafazciencia.unicentro.br/. A Mostra será realizada no dia 2 de outubro, em um dia dedicado aos clubistas, coordenadores e demais envolvidos.
Conheça como foi este dia de evento nas escolas

Ligados aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Ivaiporã, Maringá, Cianorte e Umuarama, há dezesseis clubes que participaram da Culminância, um evento semestral em escolas integrais para apresentação dos trabalhos realizados em disciplinas eletivas. Como os clubes de ciências da Rede de Clube Paraná Faz Ciência em escolas integrais também são considerados atividades eletivas, os clubistas têm a oportunidade de participar dessas trocas entre alunos, professores e a comunidade.
Dentre os clubes do NRE Ivaiporã, cinco expuseram os projetos na Culminância. Em São João do Ivaí, o clube “Horta e Compostagem Escolar” do Colégio Estadual Arthur de Azevedo apresentou composteiras e exibiu a horta para a comunidade. O objetivo do projeto foi transmitir consciência para aqueles que vieram acompanhar a apresentação, explicando as possibilidades de fazer o reuso dos resíduos orgânicos em suas casas. O clubista Heidy Nicolas Ohashi conta que a experiência da Culminância foi excelente. “Foi a primeira vez que a gente apresentou alguma coisa aqui. Antes a gente só ficava assistindo”, afirma.
Além deles, em Jardim Alegre, no Colégio Estadual Cristóvão Colombo, o “Clube Show da Química” apresentou um teatro nomeado “A Família Periódica”. Nesta peça teatral, fenômenos químicos acontecem e os personagens têm nomes de elementos químicos. O professor coordenador, Fernando José Rodrigues, explica o sucesso. “O pátio estava cheio. A escola organizou a entrega de boletins no período noturno para que os pais viessem e assistissem as apresentações. Nós abrimos a Culminância com o teatro. Os alunos deram um show! Fizemos um formulário para os responsáveis e professores avaliarem a peça e a Casa da Cultura de Jardim Alegre filmou a apresentação”.
Na cidade de Lidianópolis, no Colégio Estadual do Campo Dom Pedro I, os estudantes do Clube “Entre o passado e o presente, o que fica é a memória da gente” também marcaram presença na Culminância. Conforme a professora coordenadora Vânia Inácio, “foi uma noite de festa da família na escola, com festa junina e exibição de danças pelos alunos.
A Culminância aconteceu em formato de exposição de fotos e materiais produzidos por eles”. O que vai ao encontro da proposta do clube, que trabalha com preservação de memória e de patrimônio. Segundo Inácio, “eles expuseram objetos antigos, representando uma parte da cultura de Lidianópolis. Havia muitas fotos antigas das famílias. Então foi um espaço bem visitado”, comentou.
Já no Colégio Estadual Bento Mossurunga, em Ivaiporã, os clubistas do “Reciclagem Ativa” estudam sobre reciclagem a partir do método de pesquisa centrado na separação de resíduos reaproveitáveis. O grupo tem uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e com a cooperativa de coletores de materiais recicláveis do município. Na Culminância, os alunos demonstraram a forma correta de se realizar a separação dos materiais e na sequência os visitantes também participaram. “Temos alguns itens disponíveis para reciclagem, então os convidados puderam interagir com a exposição”, explicou o professor coordenador, Lister Ricardo dos Santos.
O clube maker “Planeta Consciente”, do distrito de Ribeirão Bonito, em Grandes Rios, apresentou sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os alunos gravaram vídeos apresentando-os. Entre eles: nº.3 , Saúde e bem estar; nº.4, Educação de qualidade; nº.8, Trabalho decente e crescimento econômico; nº.10, Redução das desigualdades; nº.11, Cidades e comunidades sustentáveis; nº.12, Consumo e produção responsáveis e, por fim, nº.13, Ação contra a mudança global do clima.
O grupo do Colégio Estadual do Campo Marechal Floriano Peixoto também mostrou sementes e explicou a respeito das árvores nativas, como Jacarandá Mimoso, Ipê Amarelo e Ipê Rosa, Flamboyant Vermelho, Angico Vermelho e Mogno. No evento foi exposto o trabalho realizado durante o semestre nomeado “Da Terra à Tela”, que foi uma sessão de exibição do filme Wall-E para toda a comunidade escolar com uma posterior discussão a respeito dos ODS de número 11, 12 e 13, temas estudados pelos alunos.
Seis clubes do NRE-Maringá também apresentaram trabalhos no dia da Culminância. O “Capivara ‘s Tech”, do Colégio Estadual Brasílio Itibere, expôs materiais fabricados por eles mesmos para manter a escola mais acolhedora. Entre os itens estavam: pufes, mesinhas e um sofá de pallets.
O clube “Makers CEUP”, do Colégio Estadual Unidade Polo, apresentou para a comunidade o objetivo do grupo, que é produzir uma célula de piezo para produzir energia por piezoeletricidade na escola. A piezoeletricidade é a capacidade que certos materiais têm em gerar uma carga elétrica quando submetidos à pressão ou à deformação. Por meio de cartazes e o auxílio do computador, foram demonstrados os processos necessários para a obtenção dessa energia.
Ainda em Maringá, os clubistas do “Jovens Cientistas Kennedy” criaram uma horta utilizando o adubo que eles mesmos estão cultivando por meio de uma composteira. Além disso, estão estudando robótica para analisar dados advindos desse jardim e montar a irrigação automática do ambiente. Inclusive na Culminância, os alunos demonstraram no laboratório de ciências do Colégio Estadual Presidente Kennedy como é o processo de irrigação automática e também outras atividades experimentais, a exemplo da produção de gás carbônico, o relatório em V (de Gowin) e o abajur de lava.
Na cidade de Presidente Castelo Branco, o clube “Ciências no nosso dia a dia”, do Colégio Estadual Maria Carmella Neves de Souza, apresentou na Culminância, por meio de cartazes, as pesquisas desenvolvidas nos últimos meses, relacionadas às plantas medicinais, aromáticas e condimentares que são temas de estudo do grupo. Para se prepararem para o evento, os clubistas responderam um questionário quantitativo e qualitativo sobre o conhecimento dessas plantas. Também realizaram pesquisas, atividades e uma visita técnica em uma chácara no município para observarem as características desses vegetais.
Seguindo para Itambé, na Escola Estadual Professor Giampero Monacci, os clubistas do “Robótica e sustentabilidade, solidariedade em ação” exibiram a transformação das garrafas pet em cachecóis e toucas. Na Culminância, foi demonstrado como é o processo, que envolve desde a separação dos materiais até a entrega do gorro e cachecol prontos para instituições assistenciais, como as mulheres do Lar das Mães Solteiras do município. Houve também a entrega de lembrancinhas aos visitantes.
A cultura hip-hop é o tema do clube “No Ritmo do Conhecimento”, do Colégio Estadual Doutor Camargo, na cidade de mesmo nome. Conforme a professora coordenadora do clube, Simone Gonzales Sagrilo, os alunos se revezaram na explicação aos visitantes sobre a natureza do clube, os objetivos e objeto de estudo que estão baseados na importância de estudar a cultura hip-hop. “Eles se sentiram importantes e animados para as próximas atividades do clube, quando foram elogiados pelos visitantes”, afirmou Simone.

Os resultados de uma pesquisa inédita no estado vão ser divulgados, no final do mês, em Guarapuava, durante do PRFC 2025
O Paraná acaba de concluir a mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção da população em relação à ciência, tecnologia e inovação. A divulgação de parte dos resultados encontrados na survey vai ocorrer no dia 30 de setembro, às 9 horas, durante o evento Paraná Faz Ciência 2025, que ocorre em Guarapuava. O interesse em Educação e a confiança em cientistas são informações que surgem nesta consulta à população paranaense e que podem redirecionar as políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C&TI), no Estado.
A Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI) é uma iniciativa do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. A consulta popular ouviu 2.684 pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios, distribuídos pelas dez mesorregiões paranaenses. O objetivo foi traçar um retrato socioeconômico, cultural e comportamental da sociedade e avaliar como os cidadãos consomem, compreendem e se relacionam com temas ligados à ciência e tecnologia.
O primeiro levantamento de percepção pública da ciência no Paraná traz um dado estratégico para a comunicação científica: 58,8% dos entrevistados mostraram interesse em Ciência e Tecnologia, valor próximo à média nacional, que registra 60,3% de pessoas “muito interessadas” ou “interessadas” em Ciência e Tecnologia. Esse dado vem do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que publicou resultados de uma pesquisa realizada em 2023.

O levantamento também mostrou que a Educação aparece como o tema de maior interesse entre os respondentes. Nenhuma das edições anteriores de pesquisas nacionais incluiu uma pergunta específica sobre o interesse da população pela área da Educação. Essa informação surge na proposta do Paraná e 83,4% da amostra marcou o tema. Não muito distante, o interesse em Medicina e Saúde é apontado por 80,6% da população, seguido de 70,1% que se mostraram interessados em Meio Ambiente e 69,7% em Religião.
Por outro lado, 52,6% dos paranaenses afirmam não possuir interesse em Política, seguido de Arte e Cultura, com 47,2%, e Esportes, área que soma 43,4% de desinteresse. Isso demonstra um potencial para ampliação do engajamento da população com temas científicos, especialmente, se forem aprimoradas estratégias de comunicação pública da ciência.
Em contraste com a pesquisa nacional, os Cientistas de universidades ou institutos públicos de pesquisa são a fonte de maior confiança para os paranaenses, com um índice de 0,93. Eles superam até mesmo os Médicos (0,89), que lideraram o levantamento nacional de 2023

“A abrangência e o desenho metodológico tornam a pesquisa uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas de popularização da ciência, além de subsidiar universidades, institutos de pesquisa e gestores na formulação de ações voltadas à alfabetização científica e tecnológica no Paraná”, diz o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.
O banco de dados gerado pela PPC&TI Paraná é robusto: as 45 questões originais deram origem a 177 variáveis, resultando em quase meio milhão de registros. Esse material permitirá cruzamentos entre regiões, perfis sociais e indicadores, abrindo espaço para análises profundas sobre a relação da população com a ciência.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, destaca que é a primeira vez que se tem dados da percepção pública da ciência do Paraná e ainda representativos das dez mesorregiões do estado. “A pesquisa possibilita compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência entre outras”, disse a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A survey utilizou um questionário construído de forma colaborativa pela equipe técnica e validado por pré-teste. Além disso, foram aplicadas variáveis de controle — gênero, idade, escolaridade e renda familiar — calibradas com dados censitários do IBGE. “O resultado é uma amostra considerada altamente representativa da população paranaense, com nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 2%”, esclarece a pós-doutoranda da UFPR e uma das responsáveis pela pesquisa, Tamara Dias Domiciano.
A PPC&TI se concretizou com recursos da Fundação Araucária, por meio do Fundo Paraná, gerenciado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O gestor da Seti, Aldo Bona, afirmou que os dados da pesquisa “são estratégicos para a formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, permitindo alinhar ações às reais necessidades da população. Ao mesmo tempo, reforçam a importância de fortalecer a cultura científica como eixo de desenvolvimento econômico, social e regional”.
O diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, lembrou que a FA “acredita que a ciência deve estar a serviço da sociedade. Para isso, é essencial compreender como a população percebe, consome e valida o conhecimento científico. Este estudo é um passo decisivo nessa direção”.
Além de Rodrigo Reis, da professora Débora e de Tamara Domiciano, o estudo tem como autores o professor doutor Emerson Joucoski, e os graduandos Vitor Yuji Kiemo e Taissa Carolina Silva dos Santos, os três da UFPR. A empresa contratada para a realização das entrevistas foi a QCP- Quanta Consultoria, Projetos e Editora Ltda.
Data: 30 de setembro de 2025
Horário: 9h às 12h
Local: Centro de Eventos Cidade dos Lagos – Sala de Conferências 1
Guarapuava – PR
Assessoria de comunicação: Ana Paula Machado Velho – (44) 99102-2807
Doze clubes de cinco cidades participarão da 5ª edição do Paraná Faz Ciência

Dos dias 29 de setembro a 3 de outubro, acontece em Guarapuava a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Este é o maior evento científico do Paraná, tendo contado, no ano passado, com a participação de 38 mil pessoas. Neste ano, além da Unicentro, outras dez universidades públicas estaduais e federais do Estado estarão presentes. Entre a vasta programação do Paraná Faz Ciência, destaca-se a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, clubes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Onze desses clubes são articulados pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), do NRE de Ponta Grossa e de União da Vitória.
O Clube AtivaMente é um dos selecionados. Do Colégio Estadual Cívico Militar José Elias da Rocha, o clube pesquisa sobre corpo, saúde e transformação social no ambiente escolar, com foco na participação dos alunos em Educação Física e nas barreiras que limitam essa prática. Além das investigações, promoveu ações como jogos, gincanas, eventos temáticos e visitas técnicas, e também apresentou seus trabalhos em simpósio, favorecendo uma Educação Física mais inclusiva e envolvendo os alunos em atividades científicas.

Para o professor do Clube, Edilson de Oliveira, compartilhar o trabalho e aprender com os colegas é uma das partes mais importantes das feiras. “Esse formato de feira ajuda eles a interagirem com o cotidiano. Grande parte do trabalho é teorizado, se transforma em produções científicas, mas muitas experiências deles são práticas e poder compartilhar isso com os colegas têm sido muito interessante”.
Já os clubistas do Ciência Divertida investigaram a presença do mosquito da dengue dentro do espaço da própria escola, o Colégio Estadual Cívico Militar Frei Doroteu de Pádua. Além de desenvolverem armadilhas a partir de garrafas PET para a captura dos insetos, os estudantes ainda realizaram ações de limpeza de focos da dengue e plantio de espécies repelentes na escola. Seu trabalho prevê continuidade a partir da produção de repelentes naturais com velas aromáticas e sprays corporais com óleos essenciais.
Da Escola Estadual Espírito Santo, o clube Nutrindo Mentes apresentará o projeto “Combatendo a Obesidade Através do Conhecimento”, voltado à prevenção e conscientização sobre o sobrepeso e a obesidade entre crianças e adolescentes. A pesquisa, realizada com estudantes do 6º ao 9º ano, investiga a relação entre má alimentação, sedentarismo e excesso de peso na comunidade escolar. Além da aplicação de questionários e análises de dados, o clube desenvolve intervenções e atividades educativas para estimular hábitos mais saudáveis e discutir os riscos da obesidade, promovendo mudanças práticas no cotidiano dos alunos.

Ainda do Núcleo de Ponta Grossa, outro clube que estará presente no 5º Paraná Faz Ciência é o Cultura Local, da Escola Estadual Halia Terezinha Gruba, que faz parte do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente. Seu projeto busca valorizar as histórias de vida da comunidade escolar. A proposta envolve os estudantes na coleta e produção de relatos que abordam temas como identidade, pertencimento, diversidade, gênero e raça-etnia. Para isso, o grupo utiliza o formato de podcast, unindo memória e tecnologia, e criando um espaço de diálogo onde os alunos podem refletir sobre suas próprias experiências e fortalecer vínculos com a comunidade.
O Clube Ciência em Ação, do Colégio Estadual Professor Amálio Pinheiro, apresentará suas ações de promoção ao protagonismo estudantil. Entre suas ações estão experimentos, criação de jogos, pesquisas e visitas pedagógicas que ampliam o conhecimento para além da sala de aula. A proposta busca tornar o aprendizado mais dinâmico e reduzir a evasão escolar, ao mesmo tempo em que incentiva o trabalho em equipe, a liderança e o engajamento dos estudantes na ciência
O Exploradores da Ciência, o clube de ciências de Regente Feijó, levará dois projetos a Guarapuava. O primeiro aborda os esteróides anabolizantes, investigando seus impactos científicos, sociais e culturais, bem como os riscos à saúde associados ao uso dessas substâncias. O segundo trabalho analisa cigarros tradicionais e eletrônicos, explorando a história, os fatores científicos e sociais do ato de fumar e os efeitos da mídia na percepção dos usuários. Ambos os projetos reúnem revisão bibliográfica, entrevistas e pesquisa de campo, com foco no público adolescente, jovem e adulto.
Os clubes ligados ao Núcleo de Ponta Grossa estão todos na cidade, com exceção do Ecoindoor, do Centro Estadual de Educação Olegário de Macedo, que é sediado em Castro. Sua pesquisa envolve cultivo indoor (interno), propondo a produção sustentável de alimentos e forragem em ambientes fechados, com controle de luz, temperatura e irrigação. A iniciativa busca oferecer alternativas rentáveis e ambientalmente responsáveis para pequenos produtores, reduzindo o uso de agrotóxicos e otimizando recursos naturais. O projeto também incentiva os estudantes a pesquisar técnicas inovadoras, promovendo a conscientização sobre agricultura sustentável e segurança alimentar
Outros quatro clubes de ciências estão ligados ao Núcleo de União da Vitória. Em São Mateus do Sul, os clubistas do Ouro Verde, no Colégio Estadual do Campo Professor Eugênio de Almeida, vão mostrar o projeto Bio Mate Ph, um biofertilizante natural à base de mate criado para recuperar solos que têm o pH muito alto e acabam ficando pobres em nutrientes. Produzido a partir da fermentação de matéria orgânica, o produto ajuda a equilibrar o solo, melhorar sua capacidade de reter água e favorecer o crescimento saudável das plantas. De baixo custo e fácil de fazer, o biofertilizante representa uma alternativa sustentável para agricultores e comunidades que buscam cuidar do solo de forma natural e acessível.
De União da Vitória, o Clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti vai participar com o projeto Sistema de Irrigação por Gotejamento: Sustentabilidade na Agricultura, que apresenta uma alternativa eficiente e de baixo custo para o uso racional da água na produção agrícola. O equipamento, composto por reservatório, mangueiras com pequenos orifícios e controladores de fluxo, libera a água de forma controlada diretamente na raiz das plantas, reduzindo perdas por evaporação ou escorrimento. De fácil montagem e manutenção, o sistema pode ser aplicado em hortas domésticas e pequenas plantações, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos e para o aumento da produtividade, especialmente em regiões com escassez de água.
Também de União da Vitória, a Casa Familiar Rural estará representada pelo Apis Club Inova, que vai destacar, no 5º Paraná Faz Ciência, a importância ecológica e socioeconômica das abelhas sem ferrão. O clube apresentará ainda práticas adequadas para sua criação e manejo. A pesquisa realizada pelos estudantes é baseada em revisão bibliográfica de artigos, manuais técnicos e materiais institucionais, abordando questões como as espécies da região, alimentação, importância ecológica, problemas ambientais que afetam a meliponicultura e a relevância das abelhas como fonte de renda.

Por fim, no município de Paulo Frontin, no Colégio Monsenhor Pedro Busko, o clube Pilha nas Abelhas investiga os impactos do descarte inadequado de pilhas e baterias, especialmente na contaminação ambiental e nos riscos para as abelhas, tão fundamentais para a biodiversidade e a segurança alimentar. A pesquisa combinou revisão bibliográfica e levantamento de dados sobre os hábitos da comunidade, revelando a falta de informação da população sobre como descartar corretamente esses resíduos. Para sensibilizar e engajar a comunidade, os estudantes criaram o robô “Papa Pilha e Bateria”, feito com sucata e programado para agradecer quem depositasse os materiais, além de um robô seguidor de linha que simula o caminho das pilhas até um ecoponto. O trabalho envolve programação, robótica, divulgação científica e atividades educativas, integrando tecnologia, sustentabilidade e cidadania.
Os estudantes do Instituto Londrinense de Educação de Surdos produzem sabão e sabonete a partir do óleo de cozinha

Os alunos do clube ‘Ciências em Mãos’, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (Iles), na cidade de Londrina, estão desenvolvendo um projeto para produzir sabão e sabonete. A partir do descarte do óleo de cozinha da escola e de suas próprias residências, eles transformam esses resíduos em novos recursos que podem ser reutilizados. Durante as aulas, os estudantes usam a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).
O Clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no NAPI Paraná Faz Ciência. Na escola, os alunos contam com reuniões semanais sob a coordenação da professora de Ciências e Biologia do Iles, Alessandra Francisco, e o apoio técnico e prático de estagiários do curso de Ciências Biológicas da UEL.

O Clube Ciência em Mãos tem o objetivo de reduzir a poluição ambiental e promover a conscientização e a educação ambiental entre os alunos. Também propõe combinar diversos componentes curriculares no projeto, como química, biologia e física. A aprendizagem é facilitada “com as mãos”, prática que ajuda os estudantes a entenderem melhor os conteúdos. “Aprender no clube é divertido e diferente da sala de aula comum”, contou a aluna Isabela.
O projeto surge como resposta às necessidades da comunidade surda, criando um ambiente mais inclusivo e estimulante. Além disso, ajuda a promover o pensamento crítico e aguçar a curiosidade científica. Com o uso das Libras, aprendem fora da sala de aula e adquirem protagonismo, como explica a professora Alessandra: “a gente quer mostrar para a sociedade que o surdo tem capacidade de pesquisar, de descobrir o universo.”
No final do primeiro semestre, os estudantes apresentaram os resultados para a comunidade escolar. Na Culminância das Eletivas, trouxeram vasos, cartazes sobre as técnicas utilizadas e um pouco sobre como foi feito o projeto. O clima de orgulho marcou as férias do meio do ano.

Para os próximos meses, a ideia é continuar com os experimentos científicos e começar a parte de publicações. Pensando nisso, os alunos pretendem criar uma campanha de mídia social, com engajamento, conscientização e participação. A divulgação ocorrerá por meio de posts, imagens, vídeos e infográficos sobre os projetos, em suas redes sociais preferidas, como Tik Tok e Instagram. Desejamos boa sorte!
Na 5ª edição do Paraná Faz Ciência, serão 16 projetos oriundos de clubes de ciências das regiões de Maringá, Cianorte, Umuarama e Ivaiporã

Em Guarapuava, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, acontece a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, este ano organizada pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro) e com envolvimento das outras onze instituições de ensino superior do Paraná. O evento integra ainda a programação paranaense da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com o tema: “Planeta água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.
O objetivo é popularizar o conhecimento científico, trazendo mostras interativas, oficinas científicas, fóruns com especialistas e ainda espaços culturais. Tudo pensado para oportunizar a troca de experiências entre escolas, comunidade, jovens e gestores públicos. Está prevista, também, a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que vai reunir e divulgar os trabalhos realizados pelos clubistas ligados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, no dia 2 de outubro.
Os Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Ivaiporã, Maringá, Cianorte e Umuarama estarão presentes com dezesseis clubes, com trabalhos que permeiam temáticas como questões ambientais, sustentabilidade, robótica, química e artes.
Do NRE-Umuarama, seis clubes se apresentarão na mostra. Entre eles, o Green Lab com o projeto ‘Green Lab: Ensino de Ciências e Sustentabilidade por Meio da Reutilização de Óleo de Cozinha no Ensino Médio’, coordenado pelo professor Rafael Fernando de Melo. O grupo de Cruzeiro do Oeste e do Colégio Estadual Almirante Tamandaré tem como principal objetivo a promoção da educação científica por meio de práticas sustentáveis, especialmente a reutilização do óleo de cozinha usado.
Outro clube que estará em Guarapuava é de Alto Piquiri. O Clube de Ciências Paisagismo Sustentável surgiu como uma iniciativa na Escola Estadual Manuel Bandeira para integrar conhecimentos científicos, consciência ambiental e protagonismo juvenil. O projeto ‘Paisagismo Sustentável’, coordenado pela professora Katia Regina Cosmo, envolve a revitalização dos espaços escolares por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis, o uso de materiais alternativos e a aplicação de tecnologias sustentáveis.
O Clube BentoBee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, também de Umuarama, vai apresentar o projeto ‘Criação de abelhas nativas sem ferrão como instrumento pedagógico de Ensino’. A intenção, segundo o professor coordenador, Fernando Rodrigo Bertusso, é discutir a conservação das abelhas nativas, cruciais para a polinização e o equilíbrio ecossistêmico, pois suas populações estão em declínio devido às ações humanas.
A equipe da Escola Estadual do Jardim Canadá, que tem o Clube Experimentando a Ciência: Descobrindo cores e novos sabores irá expor o trabalho ‘Educação Alimentar e Reaproveitamento de Alimentos: Estratégias Sustentáveis na Merenda Escolar com Produtos de Panificação e Bebidas Lácteas’, coordenado pela professora Juliana Bueno Ruiz Rebecca. A ideia é discutir os impactos que a falta de nutrientes pode causar na saúde dos estudantes. Os alunos vão desenvolver simuladores virtuais, jogos analógicos e virtuais, com foco na educação alimentar e boa nutrição.
O Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, desenvolveu o projeto ‘Robô autônomo para auxílio no combate à dengue em ambiente escolar’. A iniciativa partiu da ideia de evitar faltas e risco à saúde das pessoas ligadas à comunidade escolar. Conforme o professor Maikon Douglas Schmidt, a meta é combater o Aedes Aegypti no ambiente escolar e apresentar uma redução significativa da presença do mosquito na região de aplicação do protótipo.
A pesquisa histórica sobre a expressão cultural dos povos Africanos e Indígenas, por sua vez, é o tema pesquisado pelo Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal. De acordo com a professora coordenadora Oslaine Barrim Batista, o objetivo do projeto ‘Tenda Cultura Viva’ é desenvolver e aprofundar conhecimentos sobre esses povos, a partir da análise de adornos e objetos ligados a essas culturas para que os alunos reflitam sobre a presença desses elementos na construção da cultura brasileira.
De Cianorte, o Clube Maker Academia de Jovens Inventores, do Colégio Estadual Itacelina Bittencourt, vai levar para Guarapuava o trabalho ‘Laboratório Maker: Robótica e Sustentabilidade na Educação’, que desenvolve o protagonismo estudantil por meio da criação de protótipos funcionais com materiais recicláveis e tecnologia acessível. oordenado pelo professor Oséias Pereira, o grupo já desenvolveu um braço robótico articulado, uma bengala eletrônica com sensor de distância voltada para pessoas com deficiência visual e entre outros projetos.

Da região de Ivaiporã, seis projetos foram aprovados para a feira em Guarapuava. O Clube de Lidianópolis, do Colégio Estadual do Campo Dom Pedro I, Entre o passado e o presente, o que fica é a memória da gente teve dois projetos aprovados na mostra da Rede de Clubes. ‘O uso de fontes históricas como preservação da memória’ com o objetivo de estudar as fontes históricas no município para compreender a vida na cidade entre os anos 1950 a 2000. E o segundo projeto do grupo, conforme a professora Vânia Inácio, é intitulado ‘Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental no município de Lidianópolis’ e propõe um estudo sobre o conceito de patrimônio e as diferenças entre patrimônio histórico, patrimônio cultural e patrimônio ambiental.
Em São João do Ivaí, o Clube Horta e Compostagem Escolar, do Colégio Estadual Arthur Azevedo, tem como foco principal transformar os resíduos orgânicos das refeições em adubo natural por meio da compostagem, aliando práticas sustentáveis à promoção da educação ambiental. Conforme o coordenador Ederson dos Santos Moretti, o projeto ‘Horta e Compostagem Escolar’ propõe a comparação entre compostos produzidos com minhocas nativas e minhocas comerciais, a fim de identificar qual delas proporciona melhor qualidade do adubo resultante.
O Clube Show da Química, de Jardim Alegre, coordenado pelo professor Fernando José Rodrigues, tem como proposta promover a química por meio de peças de teatro e vai apresentar na Feira a experiência da montagem da primeira peça pelos estudantes: ‘A Família Periódica’, inspirada do livro Histórias e Diálogos – Sugestões de Teatro para o Ensino Médio, organizado pela professora da Unicentro, Elisa Aguayo da Rosa.
No município de Ivaiporã, o Clube Reciclagem Ativa, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, também teve dois projetos aprovados para a Mostra dos Clubes. O primeiro, ‘Reciclagem Ativa: Um Estudo sobre a Separação de Materiais Recicláveis na Escola e na Comunidade Escolar’ investiga e promove práticas mais eficazes de separação de materiais recicláveis. Busca ampliar a conscientização e o conhecimento técnico sobre a coleta seletiva. Já o segundo trabalho aprovado, ‘Reciclagem Ativa: valorizando os coletores e a COPEMARI em Ivaiporã’, é uma pesquisa investigativa sobre a profissão de coletor de materiais recicláveis no município, com um enfoque na organização e no funcionamento da Cooperativa de Coletores de Materiais Recicláveis de Ivaiporã (COPEMARI). Conforme o coordenador, Lister Ricardo dos Santos, a proposta visa desmistificar a figura do coletor.
Ligados ao NRE-Maringá, cinco clubes foram selecionados para ir a Guarapuava. O Clube Paulo Sérgio Bretones, do Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes, apresentará o trabalho ‘Dos Papéis aos Céus – Investigando Fatores Aerodinâmicos e Condições de Lançamento no Design de Foguetes Experimentais de Cartolina com Ogiva de Massa’. O projeto, segundo a professora Telma Augusta Diniz, investiga o desempenho de foguetes experimentais, construídos com cartolina e equipados com uma ogiva de massa fixa (bolinha de gude), impulsionados por uma base de lançamento pressurizada.
Capivara´s Tech, do Colégio Estadual Brasilio Itibere, irá levar o projeto ‘Clube de Ciências Capivara’s Tech e sua primeira mudança com sustentabilidade’. Conforme a coordenadora, a professora Maisa de Carvalho Iwazaki, o trabalho surgiu com a falta de locais para os estudantes descansarem nos intervalos ou mesmo para os professores ministrarem suas aulas fora da tradicional sala. Com isso, os clubistas se envolveram e construíram móveis, que agora estão em um espaço na escola.
O Clube Makers CEUP, ligado ao Colégio Estadual Unidade Polo, irá expor o trabalho ‘Desenvolvimento de Protótipo de célula voltaica Piezoelétrica com impressão 3D no contexto Maker’, com o objetivo de explorar o uso da piezoeletricidade (por deformação ou pressão mecânica) e como alternativa limpa e renovável. O trabalho, conforme o professor Mateus Zorzenon de Piza, une conceitos de física, matemática, artes, engenharia e a impressão 3D à “Cultura Maker”.
Já no Instituto de Educação Estadual de Maringá, o Clube Cieentens está desenvolvendo o ‘Espectro do Saber: A transformação dos Espaços Escolares com Ciência e Arte’. Coordenado pela professora Ivanir Diniz Batistela Santa Bárbara, o projeto busca criar uma estratégia interdisciplinar, principalmente de desenvolver fenômenos físicos, biológicos e químicos por meio da luz e da arte, minimizando a poluição visual e otimizando o ambiente de aprendizado no colégio.
Por fim, o Clube CAPCiência, do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), mostrará o trabalho ‘Produção de Plástico Biodegradável a partir de Resíduos de Batata: uma alternativa sustentável para o ambiente escolar’. Conforme o professor Antonio de Oliveira, os clubistas propõem o desenvolvimento de um plástico biodegradável utilizando o amido extraído de sobras de batata na escola, pensando em reduzir os descartes e promover práticas sustentáveis no ambiente educacional.
No clube do Colégio Estadual Doutor Camargo, as atividades colaboram até para melhorar o relacionamento entre os alunos

No Ritmo do Conhecimento é o nome do clube de ciências do Colégio Estadual Doutor Camargo, no município de mesmo nome. Com 20 integrantes do 7º ano, os clubistas estudam a cultura hip-hop, inclusive o nome escolhido pelos estudantes em conjunto com a professora coordenadora, Simone Gonzales Sagrilo, faz referência à temática: aprender com ritmo.
O objetivo do projeto é usar elementos da cultura hip-hop, entre eles o rap (poesia), a dança e o grafite, para trabalhar diferentes conhecimentos na escola. Ou seja, procura colaborar para a dinâmica de estudos das disciplinas e para superação das dificuldades em relação a alguns conteúdos apontados pela maioria dos alunos.
Os clubistas começaram os estudos a respeito do surgimento do hip-hop que será aprofundado nas próximas aulas. Mas, primeiramente, refletiram sobre outras questões como a montagem da sala de aula e do painel do clube. Este último foi realizado de forma manual e coletiva. É um tecido-não-tecido (TNT) amarelo que ocupa todo o espaço da parede ao fundo da sala de aula. Nele há escrito em material EVA (Etileno Acetato de Vinila) o nome do clube.
“Foi um processo lento, em que pude avaliá-los, ver as noções de espaço e de organização. E percebi que têm alunos com dificuldades até mesmo em recortar e colar os EVAs com glitter para formar as palavras do painel. Então, por isso, nós estamos entrando nos estudos a respeito do rap (poesia) e do hip-hop agora”, explica Simone.
A proposta científica do projeto, segundo a professora, é trazer os principais elementos do hip-hop para a realidade dos estudantes com a intenção deles trabalharem algum problema de aprendizagem. “Por exemplo, a dificuldade com tabuada. Se eles conseguirem fazer uma música sobre o tema, ir trabalhando rimas e imagens sobre o assunto, vai ajudar na fixação e será ótimo! Porque essa é uma das grandes reclamações do professor de matemática”, aponta a educadora.
Conforme Simone, uma escola moderna, além de ter equipamentos eletrônicos de alta tecnologia, precisa saber trabalhar o conteúdo de forma diferente, a exemplo da atividade com música. Os alunos podem, assim, aprender de uma maneira mais leve. Com o andamento das atividades, a ideia é observar os resultados e entender os benefícios dessa proposta para a educação de uma pequena amostra de alunos – uma turma, por exemplo.

A dinâmica do clube é diversa e, por ser um colégio integral, acontece semanalmente nos horários das aulas eletivas de segunda-feira. A professora explica que é preciso dividir as aulas entre teóricas e práticas, “a gente tem que dar um passinho de cada vez, assim, tentando aprofundar”. Seguindo as regras do edital da Rede de Clubes, existe uma quantidade equilibrada de estudantes meninos e meninas.
A professora destaca um momento interessante que o clube vivenciou. “O mais significativo, pode não parecer nada, mas foi a montagem do painel. Foi interessante porque eles dividiram as tarefas entre eles. Retirando um pouco do egocentrismo, aprendendo a compartilhar os materiais, trabalhando em equipe, até fazer despontar lideranças e escutar o outro. Acho que isso é uma das maiores conquistas que a gente conseguiu ali”, afirma Simone.
O fato de surgir um líder natural do grupo é justamente por assumirem responsabilidades. “No caso é o Pedro. Quando eu chego na sala, ele já vem com o teclado, ligando a televisão e os outros vão se sentando. Teve um dia que algumas meninas do clube viram que caiu um pedacinho do painel, correram para colar de novo e pegaram cola quente para terminar de fixar”, descreve a coordenadora do clube .
Para ela, é gratificante observar essa movimentação dos clubistas trabalhando em grupo. “É sobre eles se respeitarem entre si, que é o mais importante. Essa é uma das grandes dificuldades na escola hoje. Os alunos estão precisando de um apoio nessa questão de respeito. Mas essa dinâmica, deles aprenderem a viver num grupo, é muito positiva para melhorar isso!”.
Entre as dificuldades, Simone pontua a falta de tempo para preparar as aulas do clube. “O fato do clube estar aliado ao horário das eletivas e ter pouca hora atividade para poder desenvolver as atividades do clube, deixa a gente um pouco atrasado com as datas que são solicitadas. Uma aula só é pouco tempo para você se dedicar como precisava”, defende a docente. Mesmo assim, a escola é muito boa e oferece bastante suporte, informa Simone. “Quando eu pedi uma sala só para o clube de ciências, eles a providenciaram, até porque a minha intenção é começar a produzir material e guardar lá. Então a infraestrutura é boa”.

A evolução dos estudantes já chamou a atenção de Simone. “Os alunos amadureceram muito, aprendendo com coisas simples que são diferentes da metodologia comum da sala de aula, e os professores crescem junto, porque cada grupo é um grupo, cada aluno é um e cada realidade é única. E eles trazem para a gente a vivência deles. Como é um um projeto com certo tempo, neste caso, de 30 meses, é uma oportunidade única para conseguir trabalhar com esse grupo de uma forma bem diferente “, diz.
A possibilidade de amadurecer os alunos e prepará-los com algo a mais do que a escola pode oferecer no currículo comum é muito interessante. “Talvez a gente não saiba exatamente o que vai sair do clube, mas sei que vai ser algo bom. Um projeto como esse transforma vidas — mesmo que só um pouco, já é muito”, afirma a professora.
A expectativa é que os alunos apresentem seus trabalhos na Culminância do final do ano — um evento semestral em que as disciplinas eletivas apresentam para toda a escola os trabalhos desenvolvidos nesses seis meses, e é o caso do clube. O grupo também deve concluir o estudo sobre o rap, criar composições autorais e, com a chegada de novos materiais, incluir oficinas de dança e grafite com a possível contratação do Instituto Matéria Rima, uma organização sem fins lucrativos que busca por meio do hip-hop promover a educação e a cultura. “Assim eles podem nos ajudar com a parte da dança e depois o grafite”, finaliza a docente.
O momento foi marcado por orientações da equipe do NAPI PRFC e esclarecimento de dúvidas dos participantes

Com o avanço da Rede de Clubes Maker do NAPI – Paraná Faz Ciência, os integrantes dos projetos estão cada vez mais entusiasmados e, consequentemente, ansiosos para os próximos passos. Para dar continuidade às atividades do novo semestre, professores e diretores de escolas com características ‘maker’ foram convocados para uma reunião, na segunda quinzena de agosto, dia 21.
O encontro foi realizado no formato remoto, via Google Meet. Foi reforçada a importância da preparação para os eventos que ocorrerão nos próximos meses, do diálogo constante com a equipe do NAPI PRFC e do registro dos materiais e equipamentos recebidos. Os participantes também aproveitaram o momento para tirar dúvidas e dar atualizações sobre os Clubes de Ciências Maker.
A questão dos equipamentos foi especialmente debatida. Como explicou a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do PRFC Maker e articuladora institucional do NAPI PRFC pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), eles serão doados para as escolas. Antes, porém, é necessário que seja feito o cadastramento como patrimônio na UEL. “Precisamos que todo equipamento tenha uma foto e informações, como o número de série e marca do equipamento.”
Além de orientar, a reunião foi utilizada para anunciar o evento Maker 2025, que segue o cronograma do projeto aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O encontro está sendo organizado para ocorrer no final do ano, com apresentações de trabalhos. A ideia é mostrar os resultados das ações desenvolvidas pelos estudantes e professores bolsistas. Mais informações serão disponibilizadas em breve.
Clubistas de Itambaracá conhecem projetos que unem astronomia, natureza e educação ambiental

Em uma manhã ensolarada, no dia 21 de agosto, o clube Exploradores da Ciência realizou uma visita para conhecer mais sobre o universo, as abelhas e o solo na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná. O clube faz parte do Colégio Estadual Marcílio Dias, localizado no Norte Pioneiro do Paraná, no município de Itambaracá, pertencente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cornélio Procópio.

Acompanhados pela professora coordenadora do clube, Ana Paula Vieira, os 28 estudantes percorreram 50 km até o Planetário da UENP. Além da sessão sobre o sistema solar, o grupo também conheceu outros projetos da Universidade, como o meliponário, a horta e o projeto Solo na Escola, que fizeram parte do roteiro educativo.
Alinhada ao tema central do projeto, voltado à aprendizagem das habilidades científicas e proteção do meio ambiente, a visita proporcionou aos alunos um contato mais próximo com a ciência desenvolvida nessa perspectiva. Em um ano tão importante para a preservação ambiental, especialmente com a realização da COP30 – 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém (PA), durante o mês de novembro. A oportunidade de discutir o assunto com os clubistas se torna fundamental para fortalecer o engajamento contra as mudanças climáticas.

Em conversa com a professora coordenadora, Ana Paula, ela destacou a relevância da experiência: “Estar na Universidade vai ajudar muito os alunos nas atividades dentro e fora do clube, já que eles conheceram pessoas que fazem ciência todos os dias. Agradecemos toda a equipe por contribuir para a formação científica deles!”, finalizou.
Reunindo escolas da região de Paranavaí, a iniciativa promoveu a alfabetização científica e incentivou o diálogo entre ciência e sociedade

A Unespar promoveu no último dia 4 de setembro, a 1ª Feira de Ciências, em Paranavaí. O evento, aberto ao público, teve como objetivo estimular a alfabetização científica da comunidade e aprofundar a compreensão sobre as relações entre ciência, tecnologia e sociedade.
Durante a feira, os visitantes puderam conhecer projetos e apresentações que abordam temas como alfabetização científica, impactos da ciência e tecnologia na vida cotidiana, interações entre ciência e sociedade, todos realizados por alunos e clubistas de Paranavaí e região.
A iniciativa buscou incentivar a curiosidade científica, promovendo o contato direto entre pesquisadores, estudantes e a comunidade. Cerca de 25 trabalhos foram apresentados e envolveram clubes de ciências da Unespar e projetos de pesquisa e extensão do IFPR (Instituto Federal do Paraná) campus Paranavaí.

Os temas dos trabalhos envolviam as mais diferentes temáticas. Entre os relativos aos clubes de ciências, as pesquisas dos alunos e dos professores contemplavam agrofloresta na escola, agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores, caracterização física do córrego Heliodoro, arqueologia, plantas medicinais e conhecimento tradicional. Outros trabalhos falavam ainda sobre a extração de óleos essenciais com aromaterapia e robótica aplicada ao desenvolvimento do campo.
A feira contou com a divulgação de pesquisas de PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), como a importância das serpentes, curiosidades sobre sistema digestivo, gravidade e campo magnético e por fim, o terrário, como criação de ecossistema. Trabalhos realizados nos campi do IFPR também foram apresentados e colaboraram com a divulgação científica da região.

A 1ª Feira de Ciências da Unespar no campus de Paranavaí consolidou-se como um espaço de integração entre instituições, professores, estudantes e a comunidade, reforçando o compromisso da Universidade com a popularização da ciência. A expectativa é que a iniciativa se torne parte do calendário acadêmico e regional, fortalecendo o diálogo entre ciência e a sociedade, incentivando novas gerações a se envolverem com a pesquisa científica e a inovação.
