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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Seis trabalhos de clubes de Curitiba, São José dos Pinhais e Bom Sucesso representam a instituição na Feira Internacional

A imagem mostra três logotipos de clubes de ciências no topo: um com desenho de átomo e o texto “Conexão e Sustentabilidade”, outro com uma árvore e o texto “Mentes em Ação”, e o terceiro com uma pessoa estilizada segurando uma borboleta e o texto “Arte, Cultura e Saúde Mental”. Abaixo, há fotos em preto e branco de grupos de estudantes sorrindo, falando ao microfone e participando de atividades. No rodapé, aparecem os logotipos da UTFPR, Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, Fundação Araucária e Governo do Paraná.
Clubes de Ciências da UTFPR levam diversos projetos ao FIciências 2025 (Arte/Cassia Naomi)

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) terá uma contribuição significativa na XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025). Ao todo, seis projetos desenvolvidos por três clubes de ciência de colégios estaduais ligados à instituição foram aprovados para o evento.

A feira, que reunirá jovens cientistas do Brasil, será realizada em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro. Os trabalhos aprovados destacam-se pela diversidade e pela relevância de seus temas — que vão da saúde mental à sustentabilidade e tecnologia —, refletindo a qualidade das pesquisas conduzidas pelos estudantes.

Confira a seguir a descrição dos projetos e dos clubes de ciência:

A foto mostra um grupo de nove jovens reunidos em uma sala com estantes cheias de livros coloridos ao fundo. Eles estão sentados em torno de mesas com cadeiras escolares brancas e verdes. Alguns usam notebooks, enquanto outros olham para a câmera. A atmosfera é descontraída, com expressões variadas de alegria e descontração.
Membros do clube ‘Mentes em Ação”, do Colégio Herbert de Souza. (Foto/Pauline Fernandes)

Projeto: BULLYING E SAÚDE MENTAL NA ESCOLA

Clube de Ciências: Mentes em Ação
O projeto investiga a relação entre bullying, sintomas depressivos e a percepção de apoio social entre adolescentes, com o objetivo de promover o protagonismo juvenil e um olhar investigativo sobre questões socioemocionais. Alinhado ao ODS 3 – Saúde e Bem-estar, o trabalho busca diagnosticar a realidade local, elaborar materiais educativos e propor estratégias de prevenção e cuidado, fortalecendo a escola como um espaço de acolhimento.

A foto mostra três jovens sentadas lado a lado atrás de uma mesa, participando de uma atividade em grupo. A jovem ao centro segura um microfone e fala com expressão atenta, enquanto faz um gesto com a mão. À esquerda, outra jovem sorri, e à direita, uma terceira olha para baixo, concentrada. Sobre a mesa há uma garrafa de água e um microfone fixo. Ao fundo, um painel escuro com desenhos de casas em linha branca decora o espaço.
Alunas do clube apresentam fala no II Encontro Antimanicomial (Foto/Fabiane Valmore)

Projeto: ESQUIZOFRENIA: ESTAMIRA E OS “INUMERÁVEIS ESTADOS DO SER”

Clube de Ciências: Arte, Cultura e Saúde Mental
Esta pesquisa apresenta uma abordagem inovadora para a esquizofrenia, indo além da psiquiatria tradicional. O trabalho destaca a visão da Doutora Nise Magalhães da Silveira, médica psiquiatra que revolucionou o tratamento de transtornos mentais ao valorizar a expressão artística dos pacientes. O estudo utiliza a história de vida de Estamira Gomes de Sousa, retratada no premiado documentário “Estamira”, para exemplificar a teoria de que os sintomas do adoecimento são apenas “os inumeráveis estados do ser”.

A foto mostra quatro pessoas em pé, em frente a um palco, apresentando-se para uma plateia. Três delas usam camiseta azul do Colégio Estadual João Paulo I; uma segura um microfone e fala, enquanto os outros dois escutam atentos. Ao lado, uma mulher de vestido rosa e jaqueta jeans também participa. No fundo, há um telão com o logotipo do Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade e a frase “Explorando conhecimento, inovando o futuro”. Algumas pessoas estão sentadas na plateia, de costas para a câmera.
Alunos do Colégio João Paulo I apresentam seu clube na UTFPR (Foto/Cassia Naomi)

Clube de Ciências Conexão Ciência – Colégio Estadual João Paulo I

O Clube de Ciências Conexão Ciência, orientado pela professora Elaine Correa Soares, teve quatro projetos aprovados para o FIciências 2025, todos com foco em inovação e sustentabilidade.

1. Projeto: HORTA ESCOLAR COMO CENÁRIO DE APRENDIZAGEM PARA O DESENVOLVIMENTO DE SOFT SKILLS E A FORMAÇÃO SOCIOEMOCIONAL NA EDUCAÇÃO 5.0

O trabalho verifica a influência de atividades em uma horta escolar no desenvolvimento de competências socioemocionais como cooperação, empatia e responsabilidade. Utilizando metodologias ativas, a pesquisa mostra como a horta pode ser um instrumento pedagógico eficiente para a formação integral dos estudantes.

2. Projeto: PRODUÇÃO DE TINTAS NATURAIS A PARTIR DE PIGMENTOS VEGETAIS E MINERAIS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL ÀS TINTAS SINTÉTICAS

Este projeto propõe o desenvolvimento de tintas naturais, extraindo pigmentos de materiais vegetais e minerais. A pesquisa busca uma alternativa sustentável às tintas sintéticas, reduzindo impactos ambientais e valorizando práticas ecológicas e saberes tradicionais.

3. Projeto: ESTUFA AUTOMATIZADA COM SISTEMA DE MONITORAMENTO E CONTROLE EDAFOCLIMÁTICO BASEADO EM IoT

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um protótipo de estufa automatizada com sensores ambientais e controle via Internet das Coisas (IoT). O objetivo é otimizar o cultivo agrícola, promovendo eficiência produtiva e sustentabilidade no uso de recursos naturais, tornando a tecnologia acessível a pequenos e médios produtores.

4. Projeto: DESENVOLVIMENTO DE VELAS AROMÁTICAS COM PROPRIEDADES REPELENTES A PARTIR DE ÓLEOS ESSENCIAIS PARA PREVENÇÃO DA DENGUE

O projeto visa desenvolver velas aromáticas a partir de óleos essenciais (citronela, cravo-da-índia, canela) como uma alternativa natural na prevenção da dengue. A pesquisa busca um produto eficaz, de baixo custo e ecologicamente correto, que contribua para a saúde pública e fomente o empreendedorismo sustentável.

Os clubistas atuaram em diferentes funções para construir o robô que entrou em ação na arena

Um grupo de nove integrantes da equipe de robótica Nautilus Robotics #31442 está reunido em um espaço coberto de competição. Eles vestem uniformes azuis estampados com o logotipo da equipe e o número de identificação, posando lado a lado atrás de uma mesa de apoio. Sobre a mesa, há uma caixa de ferramentas preta com travas amarelas, uma placa de madeira gravada com o nome da equipe e uma grande faixa branca com o número 31442 em destaque. Ao fundo, banners coloridos de outros times e a estrutura metálica do ginásio completam o cenário, reforçando o ambiente de torneio de robótica.
Equipe reunida com a bandeira do clube no evento (Foto/ Emilly Oliveira)

Para os integrantes do ‘Nautilus Robotics’, Clube de Ciência do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Pinhais, a estreia na Off Season das Araucárias representou a primeira experiência em um evento de robótica educacional. O torneio, voltado ao fortalecimento das equipes de FTC (FIRST Tech Challenge) do Paraná e do Brasil, foi realizado na primeira semana de setembro, em Curitiba, e reuniu grupos de diferentes regiões do estado e de outros locais do país em uma programação que envolveu troca de conhecimento, competição e momentos de descontração.

Os clubistas de Pinhais viveram o evento com expectativa, diversão e descobertas que já vinham sendo cultivadas no laboratório durante a preparação. Na competição, esses elementos se intensificaram e ganharam novas dimensões. O clima, por exemplo, surpreendeu os integrantes. Ruan descreveu o momento como único. “Eu achei magnífico, foi sensacional. Eu nunca imaginaria participar de algo assim, mas gostei demais.” Para ele, a estreia superou suas projeções. “Minha expectativa era pilotar o robô e ficar em 9º, mas acabamos em 4º lugar! Para mim foi um feito muito massa, ainda mais na primeira vez.”

Se, para Ruan, a surpresa esteve no resultado, para Samuel o destaque foi a vivência completa que a competição proporcionou. “Foi uma sensação única. Trabalhar com um robô, tanto na parte de construção quanto na programação e ainda ser jogador, é extremamente legal. Eu diria que é uma emoção que não tem como descrever”, afirmou. Ele acrescentou que suas expectativas se confirmaram: “Para um primeiro campeonato, o 4º lugar só deu mais vontade de participar de muitos outros.”

O resultado alcançado reflete a rotina de aprendizado e preparação dos clubistas, que, divididos em equipes, construíram juntos o projeto, superando obstáculos individuais e coletivos. Na montagem, por exemplo, a paciência se mostrou essencial. “Às vezes é preciso desmontar tudo e montar de novo por causa de uma única peça”, conta João, integrante dessa equipe. Para Diuliano, um dos maiores desafios foi lidar com o coletivo. “Uma das coisas que eu tive que aprimorar foi a questão do trabalho em grupo.” Já Sarah, acrescentou outra dimensão do aprendizado: Aprender a ouvir mais. “Eu quis fazer do meu jeito e não deu muito certo”, disse entre risos. Essa experiência dentro do clube também se somou a apoios externos, fundamentais para a preparação da equipe.

Após o coordenador do clube, professor Guido Valmor Buss, inscrever o projeto dos participantes em um edital de incentivo à robótica educacional, promovido pela empresa StemOS, o grupo recebeu um kit completo de peças. O material deu fôlego extra aos trabalhos já em andamento no laboratório. Além disso, a equipe contou com a mentoria do Clube Acrux Robocep, do Colégio Estadual do Paraná, cuja experiência ajudou a orientar a montagem e fortalecer a preparação. Esses apoios reforçam que a robótica educacional se desenvolve em rede, com clubes, escolas e instituições compartilhando conhecimentos.

Para os estudantes, foi no percurso, entre peças, fios, códigos e apresentações que a ciência se revelou como prática coletiva, feita de cooperação, desafios superados e conquistas compartilhadas. Mais do que um resultado na arena, a participação na Off Season das Araucárias consolidou-se como um marco para o Nautilus Robotics e mostrou que o conhecimento desenvolvido no cotidiano do clube pode ganhar novas dimensões.

A equipe debateu sobre o combate à violência contra a mulher e a importância da conscientização

Um grupo de pessoas está posando para a foto do lado de fora, em frente a um prédio com a placa “Núcleo Regional de Educação Londrina – Paraná”. As estudantes continuam com seus uniformes e as três mulheres adultas estão juntas, sorrindo. O grupo está atrás de um portão de grade preta, em calçada de rua. O sol ilumina bem a cena.
Visita do clube Marie Curie ao Núcleo Regional de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

A violência contra a mulher é um tópico urgente que precisa ser debatido. Pensando nisso, foi criada a campanha Agosto Lilás, um movimento nacional para conscientizar a população. Neste contexto, uma das ações do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina foi convidar o clube de ciências de meninas Marie Curie, do Colégio Estadual Cívico-Militar Attílio Codato, de Cambé, para falar sobre o assunto.

A proposta surgiu justamente por conta do protagonismo feminino no projeto, característica que destaca a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Meninas. Articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o clube é composto apenas por alunas e propõe atividades como mesas-redondas e informativos sobre mulheres cientistas, os quais são distribuídos na própria escola.

Para visitar o NRE de Londrina, as estudantes também elaboraram um documento informativo. O material teve como foco a campanha do Agosto Lilás, trazendo explicações sobre os diferentes tipos de violência, os dados estatísticos e as formas de denunciar. A equipe foi recebida pela chefe do Núcleo, Jéssica Pieri, e gravou um vídeo a ser divulgado nas redes sociais do departamento.

Algumas estudantes estão sentadas ao redor de uma mesa redonda branca. Elas usam o mesmo uniforme de Marie Curie e seguram papéis coloridos. Na mesa, há folhetos impressos em tons de roxo e branco, com textos sobre ciência e empoderamento feminino.
Integrantes do clube ao lado de Jéssica Pieri, chefe do NRE de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Milene Baratta, coordenadora do clube, receber o convite para falar de um assunto tão importante foi uma honra não só para ela, mas para as alunas também. “Fiquei extremamente orgulhosa com o empenho delas, pela dedicação, pelo interesse”, conta. “O resultado de um trabalho de anos do colégio está se refletindo na postura das alunas enquanto clube de ciências.”

Agosto Lilás

Além de reforçar o combate à violência contra a mulher, o Agosto Lilás busca informar, proteger e conscientizar a sociedade com foco em ampliar o conhecimento sobre direitos garantidos pela legislação. O mês foi escolhido como referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei 11.240), em 7 de agosto de 2006. 

Infelizmente, ainda existem muitas vítimas, como mostram os dados levantados pelas estudantes do clube Marie Curie. O “cronômetro de violência” elaborado por elas mostra que há 1 estupro a cada 11 minutos, 5 espancamentos a cada dois minutos, 503 vítimas de agressão a cada hora e 1 mulher assassinada a cada 2 horas.

Algumas estudantes estão sentadas ao redor de uma mesa redonda branca. Elas usam o mesmo uniforme de Marie Curie e seguram papéis coloridos. Na mesa, há folhetos impressos em tons de roxo e branco, com textos sobre ciência e empoderamento feminino.
As alunas levaram os informes para apresentar no NRE de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

O Ligue 180 é o canal oficial do Governo Federal para denúncias de violência contra a mulher no país. É gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia. Também é possível acioná-lo pelo Whatsapp, no número (61) 9610-0180.

Robótica, sustentabilidade e ciência são os temas que unem os quatro projetos

Foto dos clubistas e do professor coordenador do Clube ‘Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação’ no dia da apresentação da culminância do primeiro semestre de 2025. A imagem mostra um grupo de estudantes posando juntos em uma sala de aula decorada. No teto, há tiras de papel verde penduradas, simulando folhas ou plantas, criando um clima de natureza. Ao fundo, um projetor exibe a frase “Clube de Ciências”, acompanhada de ilustrações de pessoas. Na frente, três mesas estão cobertas com toalhas brancas e têm cartazes escritos “1ª Etapa”, “2ª Etapa” e “3ª Etapa”, decorados com desenhos de folhas verdes. Sobre as mesas há materiais usados em experimentos, como garrafas plásticas - PET, uma bacia com flakes, um pote com corante, fios de lã, touca e cachecol e outros objetos. Os estudantes sorriem e posam para a foto, transmitindo um clima de trabalho em grupo e entusiasmo pelas atividades do clube de ciências.
Alunos do clube ‘Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação’, um dos selecionados para expor na FIciências, durante o dia da apresentação da Culminância do primeiro semestre de 2025 (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

Entre os dias 21 e 25 de outubro, em Foz do Iguaçu, será realizada a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – Ficiências 2025. O evento busca incentivar a cultura científica, estimular os estudantes a desenvolverem trabalhos, além de premiar os melhores projetos. A inscrição é gratuita e a ideia é que o local seja um ambiente de trocas entre alunos e professores. 

Na submissão dos trabalhos para a feira, foram estabelecidas modalidades. A Ficiências Jovem, para exposição de trabalhos produzidos por estudantes do Ensino Médio e/ou da educação profissional técnica de nível médio; a Ficiências Júnior, com exposição de projetos de alunos do Ensino Fundamental II; e por fim, a Ficiências Kids, que é uma mostra pedagógica de trabalhos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. 

Além dessas categorias, o Hackateens também terá lugar no evento para incentivar ideias de resolução de problemas reais por meio de conhecimento científico partilhado e empreendedor. Espera-se que a elaboração de soluções contemple os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Aos professores, é reservada uma titulação, nomeada de Professor Embaixador.

Os clubistas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Maringá e Umuarama estarão presentes com quatro projetos, os quais permeiam temáticas de sustentabilidade, robótica e alimentação saudável. Dos trabalhos, três são da categoria júnior e um da categoria jovem.

No NRE-Umuarama, dois projetos foram aprovados. Dentre eles, o trabalho ‘Educação alimentar e sustentabilidade: desenvolvimento de produtos de panificação com alimentos de baixa aceitação na merenda escolar’ realizado no Clube Experimentando a Ciência: Descobrindo Cores e Novos Sabores, da Escola Estadual Jardim Canadá. Conforme a professora coordenadora Juliana Bueno Ruiz, o projeto tem como objetivo trazer uma reflexão sobre a alimentação escolar e a saúde dos estudantes. 

A intenção desse projeto da categoria júnior é discutir os impactos que a falta de nutrientes pode causar na saúde dos estudantes e a importância da merenda escolar trazer receitas e alimentos com diferentes nutrientes e sabores. Os clubistas também irão utilizar tecnologias para desenvolver simuladores virtuais e jogos analógicos e virtuais com foco na educação alimentar. Entre as temáticas que unem a proposta estão a sustentabilidade, tecnologia e protagonismo juvenil.

Em Altônia, o projeto aprovado na categoria jovem ‘Clube Ilha da Ciência: Plantar para preservar’ foi desenvolvido pelo Clube Ilha da Ciência e busca construir um viveiro de mudas nativas, em formato piramidal, utilizando materiais recicláveis, como garrafas PET. O grupo do Colégio Estadual Lúcia Alves de Oliveira Schoffen, tem como objetivo colaborar com a arborização urbana e com o reflorestamento do Parque Nacional de Ilha Grande, localizado na Bacia do Rio Paraná.

A professora coordenadora, Camila de Medeiros, está contente com a participação dos estudantes na feira, “é um grande impulso para os clubistas. Demonstra que fazer ciência, apesar de não ser simples, é fundamental. Precisamos nos entender como parte do meio ambiente. Assim teremos o entendimento de que preservar é sobreviver”, afirma.

Ligados ao NRE-Maringá, foram dois projetos aprovados para a feira. O primeiro é o ‘Robô Semeador na Horta Escolar’, do Clube Jovens Cientistas Kennedy. A semeadora robótica é movida a energia solar e equipada com sensores ultrassônicos e de chuva. Sob a coordenação do professor Ivanildo Fabricio de Oliveira, o projeto busca aliar inovação com o uso de placas solares, além de promover metodologias ativas e trabalho colaborativo, possibilitando aos alunos uma melhor compreensão das aplicações da robótica educacional livre.

O grupo do Colégio Estadual Presidente Kennedy inicialmente utilizou materiais recicláveis e, após testes bem-sucedidos, evoluiu para a montagem com o Kit Arduino, da Robótica Livre. Durante a execução do projeto foram construídos quatro protótipos funcionais de semeadoras solares. Todos os modelos foram capazes de se locomover de forma autônoma – com detectores de obstáculos – e os sensores de chuva, que quando identificado condições de umidade, simulam a interrupção do trabalho em situações de chuva.

Em Itambé, os clubistas realizaram o projeto que foi aprovado na categoria júnior ‘Robótica e Sustentabilidade: Ciência, Tecnologia e Solidariedade em Ação’, do Clube Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação. O objetivo principal é transformar garrafas PET em cachecóis, toucas e fios de lã. O processo envolve desde a separação dos materiais até a doação do gorro e cachecol para instituições assistenciais ou grupos menores que realizam esse serviço, a exemplo do Lar das Mães Solteiras do município.

Esse trabalho da Escola Estadual Professor Giampero Monacci une conceitos de robótica, sustentabilidade, ciência, tecnologia e solidariedade. Em princípio, o trabalho buscou entender como as pessoas separavam seus materiais recicláveis – principalmente a comunidade próxima à escola. Conforme o professor coordenador, Jonathan José de Oliveira Pereira, “foi a partir dessa pesquisa que o grupo descobriu uma forma de retirar os materiais pets da região e transformar isso em algo novo”. O clube também realizou uma parceria com uma empresa que realiza a coleta de material reciclável no município e doa os flakes – que são os PET triturados.

Eventos reuniram palestrantes nacionais e internacionais

O III Encontro Brasileiro de Alimentos Funcionais (ENBRAF) e o II Encontro NAPI – Proteínas Alternativas ocorreram entre os dias 27 e 29 de agosto, no bloco B33, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os eventos foram organizados pelo Grupo de Pesquisa em Alimentos Funcionais (GPAF), da UEM, e pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Proteínas Alternativas.

Os eventos reuniram pesquisadores, profissionais da indústria e estudantes de graduação e pós-graduação, para intensas discussões, aprendizado e integração, sobre “O futuro dos alimentos funcionais e proteínas alternativas: caminho para inovação sustentável e ética”, tema do evento.

Ao longo dos três dias, foram recebidos mais de 80 congressistas, representados por 11 estados brasileiros. Os encontros também tiveram a apresentação de 64 trabalhos científicos, contemplando as três áreas temáticas do evento: alimentos funcionais na alimentação humana e animal; compostos naturais e tecnologia; e proteínas alternativas.

A programação dos eventos contou com palestrantes nacionais e internacionais, que compartilharam experiências sobre fermentação de precisão, probióticos, biodisponibilidade, alimentos do Cerrado e da Amazônia, sustentabilidade, inovação e perspectivas globais para proteínas alternativas, além da participarem de mesas redondas respondendo perguntas enviadas pelos participantes.

A professora da UEM, coordenadora do GPAF e uma das coordenadoras do NAPI Proteínas Alternativas, Paula Toshimi Matumoto Pintro, conta que “mais do que números, este evento deixa um legado de conhecimento compartilhado, redes de colaboração estabelecidas e novas oportunidades de inovação científica e tecnológica. O ENBRAF e o Encontro NAPI – Proteínas Alternativas reforçou o compromisso da comunidade acadêmica e do setor produtivo com soluções que unem ciência, saúde, sustentabilidade e ética.”

Uma das coordenadoras do NAPI Proteínas Alternativas e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carla Forte Maiolino Molento, contou que, em geral, é difícil medir os resultados de encontros científicos, devido aos múltiplos desdobramentos que se podem materializar a partir da oportunidade de estreitar o contato entre pesquisadores estabelecidos, aqueles em formação e outros atores relevantes, como os representantes da indústria e do poder executivo. 

“No caso desta edição do ENBRAF e do Encontro NAPI Proteínas Alternativas, tais oportunidades foram numerosas, como também o aprendizado oferecido por palestrantes destacados em suas áreas de atuação. Assim, mais uma vez, se ampliam os horizontes da pesquisa e da inovação para o desenvolvimento de uma indústria de proteínas alternativas capaz de garantir a continuidade da liderança paranaense e brasileira na produção de alimentos”, acrescentou a professora Carla Molento.

Segundo a professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Renata Ernlund Freitas de Macedo, que também coordena o NAPI Proteínas Alternativas, o evento superou as expectativas. “A abrangência das temáticas abordadas, o alto nível dos palestrantes nacionais e internacionais, e a interação entre a academia e o setor produtivo são reflexos diretos da relevância e dinamismo das proteínas alternativas para o crescimento do Paraná e do Brasil”, enfatizou ela.

No discurso de encerramento, a professora Paula Pintro acrescentou que os eventos “marcam não apenas um momento de debate, mas um passo adiante rumo ao futuro da produção de alimentos funcionais e proteínas alternativas no Brasil”.

Os encontros contaram com o apoio da UEM, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Araucária e do Governo do Paraná, além de empresas como: Buchi, KCEN, Kãnfa, Cozinha Pet Santé, Nós Móveis Artesanais, Lumière, Duas Rodas, SL – Indústria de Alimentos, Hotel Golden Ingá, Suco Prat’s e Matrix LCMS.

Iniciativa do clube de ciências ‘Ciência na Mesa’ visa conscientizar sobre alimentação saudável e oferece opção refrescante à comunidade escolar

A imagem mostra um grupo de nove estudantes reunidos ao redor de uma mesa branca em uma biblioteca escolar, acompanhados por uma professora em pé ao fundo. Todos parecem felizes, sorrindo e fazendo gestos descontraídos com as mãos. A mesa está repleta de itens como um balde de pipoca, jarra com água, celular, pote de mel, sacola com laranjas e cadernos. Ao fundo, há prateleiras cheias de livros, reforçando o ambiente educativo. A cena transmite um clima de amizade, aprendizado e acolhimento.
Clubistas reunidos para produção de bebida energética. (Foto/Márcia Britto)

Unindo ciência, saúde e criatividade, os estudantes do clube Ciência na Mesa, do Colégio Estadual Padre José Canale, em Apucarana, desenvolveram um energético natural. O projeto coordenado pela professora Márcia Oliveira de Britto vai além da simples receita, buscando promover a conscientização sobre alimentação saudável e oferecer uma alternativa benéfica aos produtos ultraprocessados disponíveis no mercado.

O Ciência na Mesa tem como base o estudo da saúde e do bem-estar físico dos alunos e da comunidade escolar. Guiados pelos princípios da alimentação saudável e pelo conhecimento da fisiologia e do metabolismo corporal, os integrantes do clube dedicam-se à promoção de hábitos que melhoram significativamente a qualidade de vida, impactando positivamente tanto a saúde física quanto a emocional dos jovens.

Foi nesse contexto que surgiu a ideia do energético natural. Com uma composição pensada para ser saudável e eficaz, a bebida é feita unindo água com gás, taurina, limão, guaraná em pó, cafeína e mel. A escolha dos ingredientes foi fruto de pesquisa teórica e trabalho prático, que inclui até mesmo o cultivo de uma horta e a criação de outras receitas saudáveis.

Os alunos do clube não se limitaram à produção. Eles realizaram também um estudo aprofundado sobre os malefícios e benefícios dos energéticos industrializados, abordando temas como frequência cardíaca e circulação sanguínea em uma apresentação detalhada para os demais estudantes da escola e, assim, munir os colegas de informação para fazerem escolhas mais conscientes. Apresentado à comunidade escolar e com direito à degustação, o energético natural do Ciência na Mesa foi um sucesso, provando que é possível unir sabor, saúde e ciência em uma única bebida.

Os jovens cientistas de Apucarana já planejam novos passos. O objetivo é continuar pesquisando e produzindo mais opções saudáveis que possam substituir os alimentos ultraprocessados, consolidando o clube ‘Ciência na Mesa’ como um laboratório de aprendizado e bem-estar dentro do Colégio Estadual Padre José Canale.

O Arranjo vai receber R$ 310 mil para realizar ações de divulgação científica durante o maior evento de C&T do país

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência vai receber recursos da Chamada Pop Ciência CNPq/MCTI Nº 11/2025, para financiar ações de divulgação e popularização científica, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), programada para a semana de 20 a 26 de outubro, em todo o país, com o tema “Planeta Água: Cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.

Três projetos diretamente vinculados ao Arranjo vão receber um total de R$ 310 mil. A primeira proposta selecionada é da Linha A, do Edital, coordenada pelo articulador do NAPI e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis. A Linha prevê recursos para Eventos de Abrangência Estadual. O projeto teve nota 9,67 e vai receber R$ 230 mil.

Duas propostas da Linha B, que prevê financiamento de Eventos de Abrangência Intermunicipal, são coordenadas pelo professor da UFPR, Emerson Joucoski, e pela professora Leila Inês Follmann Freire, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto da Federal teve nota 9,67 e vai receber R$ 50 mil; o da Estadual, com 9,26 de pontuação, terá R$ 30 mil para suas ações.

Segundo Reis, o número de projetos selecionados no edital Semana Nacional de Ciência Tecnologia pode aumentar. Os citados acima foram classificados para receber verba do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Porém outras propostas do NAPI, da rede do Paraná Faz Ciência, aparecem na lista de classificação muito bem colocados e podem entrar na lista de recursos advindos da Fundação Araucária, que tem compromisso de entrar com contrapartida financeira na Chamada da SNCT.

Parte da equipe do NAPI, que fortalece a rede de divulgação científica, no Paraná

“Esse é o principal edital de popularização da ciência do Brasil, o edital da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que tem ampla concorrência. Então, a gente fica feliz, mas acho que é um reflexo, uma consequência muito forte, muito interessante da organização que o NAPI está implementando no Paraná. Isso mostra muito da potência de trabalho, de trabalho em rede”, comemora Reis.

Estudantes conheceram diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão e aprenderam sobre sua importância para a biodiversidade

Fotografia tirada ao ar livre, durante o dia, com cerca de 30 pessoas posando para a câmera. A maioria é de adolescentes usando uniforme escolar preto com detalhes em verde, vermelho e branco nas mangas e o brasão da escola no peito. Eles estão agrupados em um gramado, cercados por árvores e vegetação ao fundo. Algumas pessoas estão sorrindo, outras fazendo gestos com as mãos, como sinais de paz e vitória. Duas pessoas adultas, ao centro da imagem, estão vestidas com roupas casuais e seguram pastas azuis. Ao fundo, vê-se uma cobertura com carros estacionados e um muro coberto por vegetação. A luz do sol ilumina suavemente o ambiente.
Estudantes do clube de ciências Climaize-se do Colégio Educação Integral Professor Pedro Carli, durante visita técnica ao meliponário. (Foto/Mathias Trindade)

No dia 16 de junho, os alunos do clube de ciências ‘Climatize-se’, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, participaram de uma visita técnica a um meliponário da região. Durante a visita, os clubistas puderam  acompanhar de perto diversas colmeias de abelhas-sem-ferrão e aprender sobre o manejo e a preservação dessas espécies.  

As abelhas-sem-ferrão pertencem ao grupo dos Meliponíneos e fazem parte da biodiversidade brasileira há milhões de anos. São responsáveis por cerca de 80% da polinização da mata nativa, desempenhando um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Os alunos puderam conhecer espécies como a Abelha Jataí (Tetragonisca sp), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a Bugia (Melipona mondury), além de entenderem como essas abelhas constroem seus ninhos, que podem estar em ocos de árvores, no solo, em muros, em telhados ou em caixas racionais desenvolvidas por meliponicultores.

O meliponicultor Valde Foss mostrando aos clubistas um dos ninhos construídos por abelhas-sem-ferrão em caixas racionais. (Foto/Mathias Trindade)

A atividade foi realizada na propriedade do meliponicultor Valde Foss, de 33 anos. O interesse de Valde pelas abelhas surgiu ainda na infância, inspirado pelo avô. Desde então, passou a criar abelhas, e já adulto, se especializou no manejo de espécies sem ferrão. Hoje, ele atua como instrutor no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ministrando cursos de apicultura (abelhas com ferrão) e meliponicultura (abelhas-sem-ferrão) em diferentes municípios do Paraná. 

Segundo o meliponicultor, atividades como as do clube de ciências ‘Climatize-se’ são necessárias para ampliar a conscientização sobre a importância desses insetos. “Quando falamos de abelhas, o pessoal só pensa em mel e ferrão. Porém, se a gente for ver, é o serviço de polinização que elas fazem que sustenta a vida no planeta. Por isso temos que valorizar as nossas abelhas-sem-ferrão”, defende.

O meliponicultor Valde Foss explicando sobre as diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão aos estudantes. (Foto/Mathias Trindade)

A atividade foi organizada e acompanhada pela professora Katiane dos Santos, responsável pelo clube de ciências no Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli. Ela encontrou o meliponicultor Valde Foss por meio de um grupo de criadores de abelhas-sem-ferrão da região de Guarapuava e também com a indicação do professor Rafael Augusto Gregati, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Para a professora, as experiências práticas são fundamentais para que os alunos visualizem melhor o que estão estudando. “No clube, usamos a metodologia científica, mas quando eles vivenciam e observam de perto o objeto de pesquisa, conseguem absorver melhor o que eles estão pesquisando no clube.”

Tiago Vaz Machado, de 14 anos, faz parte do clube de ciências ‘Climatize-se’ e se impressionou com a espécie Plebeia lucii, considerada a segunda menor abelha do mundo. O que mais chamou a atenção do clubista foi a forma como essa espécie constrói o ninho e o trabalho coletivo das abelhas. No meliponário de Valde Foss, atualmente há mais de 80 espécies diferentes de abelhas-sem-ferrão.

Para o clubista Tiago, o contato direto com as abelhas foi fundamental para o aprendizado. “A gente já tem aulas práticas na escola, mas esse convívio com as abelhas e o conhecimento sobre outras espécies nos ajuda bastante. Muitos colegas querem seguir nessa área, então ajuda bastante no desenvolvimento e no nosso aprendizado”, comenta.

Em agosto, a professora Katiane também pretende realizar oficinas no colégio com apoio do Senar, para dar continuidade ao trabalho sobre as abelhas-sem-ferrão com os estudantes.

Alunos conhecendo de perto mais espécies de abelhas-sem-ferrão no meliponário cuidado por Valde Foss, em Guarapuava. (Foto/Mathias Trindade)

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência

 A edição de 2024 da Feira do Litoral movimentou a UFPR, em Matinhos

Neste ano, o tema do evento, que acontece desde 2011, será Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território

Realizada desde 2011, a Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense reúne estudantes e professores da educação básica para apresentar pesquisas, investigações e criações científicas desenvolvidas em diferentes áreas do conhecimento. Em 2025, o tema da feira é Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território.

O coordenador do evento, Emerson Joucoski, defende que “os alunos experimentam, vivenciam atividades diferenciadas, diferentes daquelas só do quadro negro em giz e sentados. Eles podem se comunicar, aprender mais sobre o método científico e a natureza da ciência. Os estudantes também podem trazer para as feiras temas que eles querem investigar em torno da sua escola, das suas comunidades, da região do litoral até de fora”. 

Como participar? 

A Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense é divida em três etapas. Os estudantes que forem selecionados em uma fase avançam para a próxima. A última etapa é a apresentação do trabalho presencialmente, na feira de ciências, na UFPR Litoral, em Matinhos. Confira o cronograma. 

Podem se inscrever alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA), dos municípios da região do litoral do Paraná. As inscrições e submissões são gratuitas, sendo permitido até 3 inscritos por trabalho. 

Acesse o edital do evento para mais informações. 

A feira ao longo dos anos 

Inaugurada em 2011, a Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense já teve outras 13 edições. “A ideia era trazer para o evento espaços, atividades e conhecimentos das comunidades para serem apresentados a outras comunidades”, explica Emerson sobre a criação da feira. Já na primeira edição, participaram 146 expositores de trabalhos e 25 professores mediadores, totalizando 51 apresentações. 

“A feira só tem crescido ao longo dos anos,  está bem consolidada. Todo ano a gente tenta incluir mais e mais trabalhos. Já chegamos a ter quase 80 trabalhos”, comemora Joucoski . 

Diversos temas nortearam o evento ao longo das edições. O último  foi Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais, em 2024; e Ciência e Oceano: rumo ao desenvolvimento sustentável, em 2023.

Clubistas da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco distribuem produção orgânica de alface, unindo pesquisa, sustentabilidade e ação social

A imagem mostra quatro mulheres sorrindo, em um ambiente externo com árvores ao fundo e parte de um prédio escolar visível à direita. Elas estão posicionadas atrás de uma mesa coberta por diversas sacolas plásticas brancas. Cada uma segura sacolas semelhantes ou pacotes contendo uniformes escolares. À esquerda, uma das mulheres segura um maço de roupas dobradas com etiquetas, enquanto outra segura uma sacola plástica com as duas mãos. Ao fundo, outras pessoas e bicicletas podem ser vistas, reforçando o clima comunitário e escolar da cena. A iluminação é natural e o clima parece estar ameno.
Alfaces da horta do clube de ciência são entregues aos pais junto com os uniformes (Foto/Eliana Aparecida da Silva)

Em uma iniciativa que integra aprendizado prático e ação social, os jovens cientistas do Clube ‘Jovens pelo Clima’, da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Borrazópolis, realizaram a primeira distribuição da produção de alface cultivada em sua horta orgânica. Coordenado pela professora Eliana Aparecida da Silva, o clube demonstra um engajamento comunitário que vai além dos muros da escola.

Desde março de 2025, os clubistas vêm dedicando tempo e esforço ao cultivo orgânico de uma horta. No mês de julho, colheram os primeiros frutos desse trabalho, que foram distribuídos à comunidade escolar.

Uma das ações de distribuição de hortaliças foi cuidadosamente planejada pelos clubistas em conjunto com a diretora da escola, Lisandra Câmara. A estratégia visou coincidir a entrega das hortaliças com a distribuição dos uniformes escolares, aproveitando a presença de pais e alunos na escola. Dessa forma, as famílias puderam levar as alfaces frescas para casa, conhecendo de perto o trabalho e o impacto do clube na comunidade.

A ação de distribuir a produção da horta tem um propósito social fundamental. Parte dos alimentos cultivados será destinada ao “Sopão” da escola, uma refeição oferecida a alunos em situação de vulnerabilidade durante as semanas de inverno. Outra porção da colheita abastecerá a “sacola solidária” de verduras, que é distribuída quinzenalmente às famílias de alunos em necessidade. Essa estratégia permite que o trabalho do clube alcance diretamente quem mais precisa.

As iniciativas dos clubistas estão intrinsecamente ligadas a importantes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas. A ação da horta e a distribuição de alimentos orgânicos contribuem para o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promoverem práticas sustentáveis de cultivo. A colaboração entre o clube, a escola e a comunidade nas ações sociais reforça o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Finalmente, todo o processo de aprendizado prático e engajamento cívico vivido pelos alunos fortalece o ODS 4 (Educação de Qualidade), preparando-os para serem agentes de mudança na sociedade.

Com a liderança da professora Eliana e a dedicação de seus clubistas, o ‘Jovens pelo Clima’ não apenas cultiva alimentos, mas também semeia valores, solidariedade e um futuro mais sustentável em Borrazópolis.

Com oficinas na UTFPR e UEPG, estudantes do Colégio Frei Doroteu aprofundam pesquisa sobre repelentes naturais e fortalecem a relação entre ensino básico e superior

Foto dos estudantes com jalecos brancos observando uma bancada de laboratório com equipamento de extração de óleos essenciais montado. Um frasco com folhas está sendo aquecido em manta térmica; há tubos de vidro conectados e mangueiras conduzindo o vapor até um condensador. Ao fundo, mais alunos acompanham a atividade.
Integrantes do Clube Ciência Divertida observam e registram as etapas do preparo para a extração de óleos essenciais, durante atividade prática no laboratório da UEPG (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

O Clube Ciência Divertida, do Colégio Estadual Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua, de Ponta Grossa, participou de um minicurso sobre extração de óleos essenciais, promovido pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A atividade marcou o início da segunda etapa do projeto “Proteja-se da Dengue”, que visa desenvolver soluções naturais para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Durante o minicurso, foram apresentadas técnicas de extração de óleos naturais, que servirão de base para a produção de repelentes naturais, pretendida pelo clube. O conteúdo está relacionado com a pesquisa desenvolvida pelos estudantes, focado em alternativas sustentáveis para o enfrentamento à dengue. A parceria com a universidade reforça o caráter investigativo do projeto e aproxima os estudantes da realidade acadêmica, contribuindo para que percebam a universidade como um caminho viável para seu futuro.

Estudantes do Clube ‘Ciência Divertida’ em visita à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

Além do minicurso, os alunos já haviam participado, em abril, de uma oficina na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), também em Ponta Grossa. Na ocasião, conheceram o campus e os cursos da instituição, e cada participante teve a oportunidade de produzir sua própria vela com essências repelentes.

Os estudantes também já realizaram uma das etapas práticas da pesquisa, com a produção de vasos autoirrigáveis feitos com garrafas PET e o cultivo de plantas repelentes como alecrim, lavanda, hortelã e manjericão. Os vasos foram distribuídos em diferentes espaços do colégio. Para o cultivo das plantas, foi implantada uma horta escolar, que irá abastecer o projeto, com foco na produção futura de óleos essenciais.

No laboratório da UEPG, estudantes acompanham a extração de óleos essenciais durante atividade prática no laboratório da universidade (Foto/Clube Ciência Divertida)

Agora, 100 avaliadores trabalham na seleção dos 400 projetos que vão estar presentes no na Fecci, em Curitiba, em novembro

A imagem mostra um estande de divulgação científica. Uma expositora conversa com um grupo de crianças, explicando réplicas de fósseis e crânios,dispostos sobre uma mesa com placas informativas. Ao fundo, há um banner com os dizeres “NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA”, indicando que o evento é uma iniciativa de promoção científica no estado do Paraná, Brasil. Outras pessoas, incluindo organizadores e visitantes, também estão presentes ao fundo, interagindo com diferentes materiais.
Feira de Curitiba, no ano passado (Imagem/ Arquivo pessoal)

No dia 1o de setembro, segunda-feira, a Feira de Cultura Científica (FECCI) encerrou o período de inscrições e submissão de trabalhos. Ao todo, 1.155 estudantes e professores se inscreveram e 484 projetos foram submetidos. Agora, os trabalhos passam pela etapa de avaliação, conduzida por uma equipe formada por mais de 100 pessoas ligadas à Academia, em diferentes áreas.

As submissões foram feitas em três categorias: Kids, que teve 34 trabalhos enviados; Junior, com 180; e Jovem, que recebeu 270 projetos. Até dia 8 de setembro, os avaliadores serão responsáveis por analisar cada proposta, garantindo que o processo seja justo e valorizando o esforço dos estudantes e professores.

Segundo a integrante da comissão organizadora da Fecci, Leilane Schwind, o processo de inscrição foi tranquilo e com número de envio de trabalhos que superou as expectativas da equipe. Ela destaca que os projetos abrangem temáticas diversas, como Ciências Exatas, Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas e Inovação Tecnológica & Robótica.

Leilane Schwind, integrante da comissão organizadora da FECCI (Foto/Arquivo pessoal)

Para Leilane, a expectativa é de que a Fecci se torne um marco na educação básica do Paraná, funcionando como uma verdadeira vitrine para a produção científica de escolas públicas e privadas do estado. Além disso, “o evento fortalece a pesquisa científica desenvolvida pelos alunos clubistas da Rede de Clubes de Ciência, do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência”, esclarece. 

Preparativos

A organização também vem concentrando esforços na logística e nos preparativos científicos para receber estudantes e professores, no mês de novembro. A Feira de Cultura Científica – FECCI ocorre entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Sede Neoville, em Curitiba. 400 projetos serão apresentados durante o evento.A Feira é organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência com apoio da Secretaria de Educação do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Programa POP Ciência e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).