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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Vinculado ao NAPI Conectando Memória e Inovação, o estudo prevê a democratização do acesso a museus universitários e centros de documentação

Estiveram em Fortaleza Édson Armando Silva (UEPG), Claudia Rejane S. Almeida (Seti), Marcella Scoczynski (UTFPR), Renê Wagner Ramos (Seti) e Niltonci Chaves (UEPG) (Foto/NAPI Conectando Memória)

Integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação foram agraciados com o prêmio de melhor trabalho na categoria ‘Comunicação Oral em Pesquisa’, no 8º Fórum Permanente de Museus Universitários, realizado em Fortaleza, Ceará, no final de agosto. 

O projeto ‘Conectando Memória e Inovação: Inteligência Artificial, Humanidades Digitais e a Democratização de Acervos no contexto Museológico Paranaense’, desenvolvido por Niltonci Chaves, Renê Wagner Ramos, Robson Laverdi, Edson Armando Silva e Julia Graciela Machado, foi certificado pelo reconhecimento à excelência, originalidade e contribuições significativas para o avanço das práticas museológicas. No total, foram 18 trabalhos que concorreram na categoria, envolvendo museus universitários de todo o país.

O articulador do NAPI Conectando Memória e Inovação, Renê Wagner Ramos, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e, também, um dos participantes do projeto premiado, comemorou e enalteceu a importância da honraria e o seu significado.

“Este prêmio tem a função de nos estimular ainda mais em nossos objetivos, já que a cobrança passa a ser maior ainda, além de ser um reconhecimento para a Fundação Araucária, que fez o investimento no NAPI, e a parceria com a Seti”, exalta Ramos.

No Brasil, existem aproximadamente 500 museus universitários, todos com representação no Fórum Permanente que premiou o estudo paranaense (Reprodução

O estudo premiado busca digitalizar acervos de museus universitários e centros de documentação vinculados às instituições de ensino superior do Paraná. Usando Inteligência Artificial, o Arranjo vai contribuir para ampliar oportunidades para a divulgação científica, implementando espaços virtuais de memória para atrair cada vez mais visitantes para os museus.

“Lógico que é um prêmio mais simbólico, mas ele é importante para nós porque é um reconhecimento do meio acadêmico, científico, do trabalho que o NAPI realiza com as ferramentas da IA. Aliás, essa parte é cuidada pelo Museu Campo Gerais no Laboratório de Humanidades Digitais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa,  que foi concebido e criado pela universidade, mas com total investimento aqui da Seti”, explicou o articulador.

Renê Wagner Ramos, Claudia Rejane, Edson Armando Silva e Niltonci Chaves (Foto/NAPI Conectando Memória)

O NAPI Conectando Memória e Inovação foi lançado em outubro de 2024, durante o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, no evento Paraná Faz Ciência, realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). A proposta é digitalizar os acervos dos museus universitários e ampliar o acesso virtual e, ao mesmo tempo, promover uma articulação entre instituições de ensino, pesquisa e tecnologia, transformar a gestão do patrimônio cultural e popularizar a ciência.

Pyetra Heller, de 14 anos, clubista do Colégio Estadual Padre Chagas, apresentou o projeto “Jovens Cientistas: Diagnósticos e Soluções para Justiça Climática” na etapa estadual em Foz do Iguaçu

Duas pessoas estão em pé e sorrindo para a foto. À esquerda, um homem de cabelos e barba grisalhos, usa óculos, camisa cinza de manga comprida e calça jeans azul. À direita, uma jovem com cabelo curto e vermelho, veste jaqueta preta, calça preta e botas pretas. Ela tem um fone de ouvido roxo no pescoço e uma camiseta preta com estampa vermelha. Ambos usam crachás de identificação pendurados no pescoço. Ao fundo, há um banner da Secretaria da Educação do Paraná com frases e ilustrações coloridas.
Pyetra Heller acompanhada do professor responsável pelo clube EcoCientistas Visionários, Emerson de Souza, durante a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, em Foz do Iguaçu (Foto/Arquivo Pessoal)

Nos dias 11 e 12 de agosto ocorreu a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, em Foz do Iguaçu. Durante o evento, o projeto Jovens Cientistas: Diagnósticos e Soluções para Justiça Climática, do clube de ciências EcoCientistas Visionários, de Guarapuava, foi selecionado para representar o estado do Paraná na etapa nacional, em Brasília.

Pyetra Heller Pereira, de 14 anos, clubista do Colégio Estadual Padre Chagas, foi escolhida como delegada da escola e teve a missão de apresentar as ações do grupo envolvendo temas como saneamento básico, resíduos sólidos, drenagem, inundações e insegurança alimentar. Para ela, apresentar o projeto na etapa estadual  “trouxe muitas emoções, nervosismo, ansiedade, mas principalmente orgulho de trazer um projeto tão importante, pois queremos não só melhorar o meio ambiente, mas a qualidade de vida da população”, relatou a estudante.

O projeto Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para a Justiça Climática, tem a proposta de diminuir os impactos de desastres naturais, como as inundações, visando melhorar a qualidade de vida das comunidades, principalmente de moradores de áreas de risco. O objetivo apresentado por Pyetra é levar as propostas de ação ao poder público para que se tenha uma atuação mais eficaz na melhora do saneamento.

Como solução, Pyetra acredita ser de extrema importância ouvir a comunidade, levando conhecimento e informação sobre a prevenção. “Esses temas são de extrema importância, pois sem a conscientização da sociedade sobre o assunto, não há como trabalharmos por um futuro melhor.”

Pyetra Heller: “Espero aprender mais sobre as necessidades da população, sobre formas de trazer uma maior qualidade ao meio ambiente, e de experienciar alunos trabalhando e discutindo em busca de um Brasil melhor” (Foto/Arquivo Pessoal)

Na etapa municipal, que garantiu a vaga para o Colégio Estadual Padre Chagas na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), os alunos aplicaram uma dinâmica: A atividade começou com apresentações introdutórias dos clubistas. A partir dessas exposições, os alunos das turmas formaram grupos e criaram o ‘Muro das Lamentações’, onde registraram problemas ambientais que conhecem, vivenciam ou identificam nas falas dos colegas. Em seguida, a atividade evoluiu para a construção da Árvore dos Sonhos, onde os estudantes escreveram nas folhas suas propostas de solução para esses problemas, criando, assim, uma trilha simbólica que liga os desafios às ações necessárias para superá-los e alcançar um futuro mais sustentável.

Com o tema “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”, a Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é uma iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente voltada a estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Durante a etapa estadual, o evento contou com 60 alunos do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental que foram previamente selecionados por comissões formadas nos Núcleos Regionais de Educação (NREs), que avaliaram as conferências escolares. 

Em Guarapuava, o projeto contou com o apoio da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e dos projetos internacionais ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e ‘Pacto Global dos Jovens pelo Clima’, coordenados pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

De mãe para filha

Paloma Heller também teve a mesma missão que sua filha, Pyetra, durante seu tempo escolar. Em 2008, representou o Paraná na 3ª edição da CNIJMA, pelo Colégio Estadual Vinícius de Moraes, em Nova Tebas. Na época, o projeto focava  em melhorias na coleta de lixo, diante da precariedade do serviço e da prática comum de queimar resíduos.

Pyetra Heller ao lado da mãe, Paloma, que também representou o Paraná na terceira edição da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (Foto/Arquivo Pessoal)

Para Paloma, ver sua filha fazendo parte de algo que foi tão importante para o próprio crescimento pessoal é significativo. “Fiquei orgulhosa demais, minha filha sempre foi muito tímida e incentivei muito essas experiências para que ela pudesse desenvolver esse lado tão importante pro desenvolvimento dela. Entrar no clube de ciências foi muito bom, principalmente para o crescimento pessoal e profissional dela. Ser escolhida como representante do Paraná na etapa nacional foi e vai ser um grande passo para o crescimento dela”, contou a mãe de Pyetra.

Já para Pyetra, ter sua mãe como exemplo as deixa ainda mais conectadas. “Continuar algo que minha mãe já participou me deixa mais conectada às suas experiências, mas também me dá muita alegria”, comentou.

Agora, Pyetra e o professor responsável pelo clube de ciências da escola, Emerson de Souza, se preparam para a etapa nacional da Conferência, que está marcada para acontecer durante os dias 6 a 10 de outubro, em Brasília. “Minhas expectativas são de conseguir levar o nosso projeto e alcançar mais pessoas, além de obter mais conhecimento com os outros alunos”, respondeu Pyetra ao ser perguntada sobre as suas expectativas para a etapa nacional.Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

A Feira promete movimentar os clubes de ciência de Cascavel e região

Logotipo da 1ª UnioCiências, Feira de Ciências da Unioeste. Carrega o símbolo em forma de letra U de unioeste, com um Becker, instrumento usado na área de química, em laboratórios contido dentro do U, este está na cor vermelho-grená e o símbolo U em roxo, as mesmas cores da logo da Unioeste.
Logotipo da 1ª. Feira UNIOCiências (Imagem/ Divulgação/Unioeste)

A Feira de Ciências UNIOCiências será realizada no dia 11 de setembro, no campus de Cascavel, de modo articulado com a UNIOXP , a feira anual de profissões da UNIOESTE.

Nesta primeira edição da Feira de Ciências da Unioeste poderão participar os clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pertencentes aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) dos municípios de Assis Chateaubriand, Cascavel, Goioerê e Toledo.
Na dinâmica da feira, cada clube de ciências poderá apresentar duas propostas referentes aos projetos desenvolvidos pelos estudantes no âmbito do clube. Cada proposta deverá ser apresentada no evento por no máximo dois estudantes apresentadores. Já o resumo referente à proposta poderá contemplar a equipe completa de desenvolvimento da proposta, inclusive o/a(s) professor/a (es/s) orientador/a (es/as).

Campus UNIOESTE, em Cascavel (Foto/Divulgação/Unioeste)

“A UNIOCiências representa uma oportunidade diferenciada para os alunos dos clubes de ciências da região, pois não só promove a divulgação de seus projetos científicos, mas também estimula o desenvolvimento de habilidades essenciais, como planejamento, comunicação e trabalho em equipe”, cita o  professor Oscar Rodrigues dos Santos, um dos organizadores da feira. “Ao participar do evento, os estudantes têm a chance de apresentar suas pesquisas para um comitê científico qualificado, ampliando seu conhecimento e visão sobre fazer ciência. Além disso, a feira fortalece a cultura científica local, incentivando a participação em outros eventos e preparando os jovens para futuros desafios acadêmicos e profissionais”, prossegue. A UNIOCiências é, na opinião do professor organizador, “um marco importante para a formação dos clubistas e para o crescimento da ciência na região de Cascavel”.

A UNIOCiências vem com a proposta de contemplar os clubes de ciências da região, de forma que os clubistas criem o hábito de estar presentes em feiras de ciências, preparando os trabalhos para isso, pensando nas apresentações e nos outros detalhes de planejamento. Pretende também expandir ainda mais a cultura de ciências na região de Cascavel, que já conta com outras feiras como a FECET (Feira de Ciências, Engenharia e Tecnologia), organizada pela escola particular Eureka (Escola de Tecnologia e Pesquisa). A UNIOCiências é, portanto, um evento que veio para ficar!

Os trabalhos expostos na Feira UNIOCiências serão avaliados por um Comitê Científico formado por professores universitários, acadêmicos de graduação e pós-graduação da Unioeste e por outros pesquisadores-colaboradores. A exposição será aberta à comunidade, no dia 11 de setembro, das 8h às 12h pela manhã e das 13h às 17h no período da tarde. O local da exposição será no térreo do bloco do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Cascavel. 
Para saber mais, consulte o regulamento da 1ª UNICiências.

Ao todo, 9 trabalhos de clubes da região serão expostos na feira

Clubistas do ‘Clube Observatório do mundo contemporâneo’ e a professora Nichele Rodrigues Santos, Professora do clube, preparados para a FIciências.
Clubistas do ‘Clube Observatório do Mundo Contemporâneo’ e a professora Nichele Rodrigues Santos, coordenadora do clube, preparados para a Ficiencias. (Foto/ Arquivo pessoal)

Vem aí a FIciências 2025, a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, que acontece todos os anos na cidade de Foz do Iguaçu. 

O evento é uma feira de ciências de âmbito internacional, aberta para participação de alunos e professores do Brasil, Paraguai e Argentina, e tem como objetivo alavancar o conhecimento científico e tecnológico, bem como estimular sua divulgação e popularidade.

Neste ano, nove clubes de ciências vinculados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e à UNIOESTE estarão presentes apresentando seus trabalhos entre os dias 20 a 25 de outubro. Dentre os trabalhos selecionados, destacam-se alguns: ‘Análise do bem-estar dos estudantes nas escolas de tempo integral’, do clube Observatório do Mundo Contemporâneo, da Escola Jardim Porto Alegre, em Toledo, que busca  compreender as diferentes realidades das escolas de tempo integral no Brasil e as diferenças entre as regiões. Também tem como objetivo analisar a implantação do projeto de escolas em tempo integral no estado do Paraná, a fim de perceber como os profissionais e estudantes envolvidos sentem-se nesse espaço.

Outro projeto selecionado para a FIciências é o do clube da Escola Estadual Moreira Sales, chamado ‘ECORIO: Estudos ambientais para a restauração e equilíbrio dos recursos hídricos’, que analisa  aspectos físico-químicos e microbiológicos da qualidade do Córrego dos Caçadores, também localizado no município sede da escola (Moreira Sales). Os estudos permitem a identificação  dos principais contaminantes da água e permitem ainda a avaliação dos impactos ambientais decorrentes da poluição.

Clubistas do Clube de Ciências da Escola Estadual Moreira Sales, de Moreira Sales e a professora Fátima Aparecida de Almeida Vicente, reunidos para uma visita técnica. O clube teve o projeto ‘ECORIO: Estudos ambientais para a restauração e equilíbrio dos recursos hídricos’ selecionado para o FIciências. (Foto/ Arquivo pessoal)

Os outros trabalhos selecionados, de clubes vinculados à UNIOESTE foram:

Para saber mais, acompanhe as redes sociais do evento FIciências (@ficiencias_) e também por aqui, onde são publicadas todas as atividades dos clubes pertencentes à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. A torcida é que todos os trabalhos aprovados sejam também premiados na feira em Foz do Iguaçu!

A proposta do clube é a criação de uma horta utilizando o adubo desenvolvido na composteira e análise do solo com ajuda da robótica

A foto é do Clube de Ciências Jovens Cientistas Kennedy. A imagem mostra uma turma de estudantes posando para uma foto acompanhada por três adultos, sendo um professor coordenador e duas Bolsistas Técnicas de Nível Superior - Pedagógicas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência em um dia de visita ao clube. Eles estão reunidos em um pátio externo escolar. Ao fundo, há árvores de folhas vermelhas e uma parede branca que cerca o local. A maioria dos alunos veste uniforme escolar. O grupo está posicionado em frente às árvores, formando duas fileiras: a maior parte em pé e alguns agachados ou ajoelhados à frente. Todos parecem estar posando para a foto coletiva, muitos sorrindo e fazendo gestos com as mãos, transmitindo um clima de descontração e união.
Foto do Clube de Ciências Jovens Cientistas Kennedy em um dia de visita ao clube por parte da equipe da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (Foto/arquivo pessoal)

Já pensou em unir o estudo sobre hortas e robótica? É isso que propõe o Clube Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy, em Maringá. Desde que iniciaram os trabalhos no clube no ano passado, muitos projetos foram desenvolvidos: adubos naturais, defensivos agrícolas naturais e até lançaram um foguete. A proposta é trabalhar de forma interdisciplinar, integrando as matérias de biologia, química, física, robótica e geografia. 

O clube é interseriado, com alunos do sétimo, oitavo e nono anos do Ensino Fundamental II. Encontros acontecem todas terças–feiras, como uma disciplina eletiva. Os 32 estudantes juntamente com o professor coordenador, Ivanildo Fabricio de Oliveira, propuseram a criação de uma horta utilizando o adubo que eles mesmos estão criando a partir da decomposição, por meio da composteira. E também estão estudando robótica para analisar dados coletados no jardim da escola.

Entre as funções da robótica no ambiente da horta, estão a irrigação, a medição da umidade do solo e do ar, a temperatura da composteira e entre outras finalidades que contribuem para uma análise mais qualificada do ambiente. Próximo aos frutos, a composteira é um outro elemento que está sendo investigado pelos clubistas. Segundo o professor, ela é um adubo excelente, por ser natural e reaproveitar resíduos alimentares. A ideia é realizar uma análise comparativa para observar qual é a melhor: o adubo da composteira, o adubo orgânico comercial e um branco (terra sem adubo).

Outro ponto de investigação é a relação da horta com o sol. Há sementes germinadas em solo muito exposto ao sol, outras mais à sombra e outras ainda que recebem a incidência dos dois agentes de forma mais equilibrada. Assim, a pergunta que eles devem responder é: “Qual terra é melhor para o desenvolvimento de cada planta ?”. A robótica será aliada também deste processo para colaborar com a medição dos resultados. O projeto une a investigação científica com as diversas áreas de conhecimento presentes nas atividades realizadas.

A imagem mostra um grupo de cinco estudantes em um ambiente escolar. Eles estão reunidos ao redor de uma mesa branca que contém um notebook, um cilindro medidor com líquido marrom, um dado, uma garrafa roxa de água e alguns papéis. Os estudantes vestem uniformes escolares com camiseta branca de gola azul, exceto um deles, que usa um casaco preto. Eles parecem estar engajados em uma atividade prática ou experimento científico, e demonstram expressões de curiosidade e entusiasmo. Ao fundo, há uma parede de tijolos brancos, estantes com diversos materiais didáticos e uma maquete. Um dos estudantes segura uma pelúcia marrom e está usando um moletom com capuz. Também é possível ver um extintor de incêndio preso à parede e diversos objetos organizados nas prateleiras, indicando um ambiente de aprendizado.
Foto de um dos grupos do Clube de Ciências ‘Jovens Cientistas Kennedy’ analisando as partículas orgânicas e inorgânicas do solo (Foto/arquivo)

Resultados já alcançados

No primeiro ano, os clubistas colheram alfaces que chegaram ao prato dos estudantes e cultivaram tomates, pimentas e árvores frutíferas. Desenvolveram ainda um líquido natural para afastar formigas, usado junto à horta. Esses trabalhos também foram apresentados na Culminância, o evento semestral das escolas integrais, quando cada grupo mostrou experimentos com autonomia e domínio dos temas.

A ideia é continuar recolhendo da horta alimentos para inserir na alimentação dos estudantes e outros professores também estão propondo ideias para a composteira e buscando relacionar com as aulas. O líquido desenvolvido para espantar as formigas protege as plantações de quiabo, milho e outros cultivares presentes na horta. É um trabalho em conjunto: professores de Ciências fazem as pesquisas e os clubistas do ‘Jovens Cientistas Kennedy’ fazem a aplicação do defensivo agrícola natural na horta.

A dinâmica do clube é realizada em equipes. O professor demanda as atividades do dia e os grupos se reúnem para começar a realização da proposta. Em geral, Ivanildo, diz que sempre instiga os alunos com um desafio e traça algumas orientações, porém o desenvolvimento das ações fica a cargo dos clubistas. Ao final de algumas aulas os alunos até produzem um relatório. 

Um dos momentos marcantes foi o dia da Culminância do ano passado. Este é um evento que acontece semestralmente nas escolas integrais com a apresentação dos trabalhos desenvolvidos em disciplinas eletivas para toda comunidade. Segundo Ivanildo, cada grupo de alunos fez um experimento que haviam realizado durante o Clube e demonstraram ter se apropriado do assunto agindo de forma independente. 

O clube de ciências já era uma vontade do professor e dos estudantes, assim o projeto da Rede de Clubes veio para tirar do papel essa ideia. Os aunos são ativos e buscam a resolução de problemas, e as atividades também têm envolvido toda a comunidade escolar. Para o professor, está sendo um sonho se realizando. Uma prova disso é o empenho das  cozinheiras em separar o material orgânico para os alunos acrescentarem na composteira.

A imagem mostra um grupo grande de estudantes reunidos em um espaço coberto da escola, provavelmente participando de uma atividade prática. A maioria dos alunos está usando uniforme escolar, composto por camiseta branca com detalhes azuis e calça azul. Eles estão agachados ou sentados no chão, lado a lado, formando uma longa fileira. À frente de cada grupo de alunos, há carrinhos artesanais feitos com materiais simples e recicláveis (como palitos, tampinhas e bexigas), sugerindo uma atividade de construção de carrinhos movidos a ar (balões inflados). Alguns alunos seguram ou preparam balões para os carrinhos, demonstrando entusiasmo e concentração. Ao fundo, observa-se parte do pátio da escola com piso de cimento, árvores e muros azuis. Também há alguns estudantes em pé. A atmosfera é descontraída, colaborativa e educativa.
Foto do Clube de Ciências Jovens Cientistas Kennedy com a produção de carros autônomos (foto/arquivo pessoal)

Desafios e planos futuros 

A expectativa está na liberação da verba para a compra de itens, como as sementes e outros materiais necessários para dar andamento aos projetos do Clube. Nos planos também está a apresentação do robô semeador movido a energia solar na FIciencias 2025 – Feira de Inovação das Ciências e Engenharias. O projeto foi aprovado e será também enviado para concorrer ao prêmio Agrinho de 2025 (do sistema FAEP).

Os alunos e o professor pretendem testar outras formas de composteiras, além de elevar a altura da horta atual e ampliar as plantações no espaço da escola. Fazer uma jardinagem para embelezar a vista da quadra também é um projeto. E na robótica, o sonho é montar um irrigador automático que detecta a diminuição da umidade da terra e aciona a água quando necessário.

Para o professor Ivanildo, a beleza desse trabalho está em observar o desenvolvimento dos estudantes. “Precisamos fazer adaptações nas atividades em virtude da mentalidade por vezes acelerada dos alunos, mas a potência de plantar essa ideia de que a ciência é legal e que ela move a sociedade é muito interessante”, comenta.

Também representa para o educador uma oportunidade de realização pessoal, em poder transmitir parte dos seus conhecimentos para os estudantes. “É uma forma de oferecer novas oportunidades de como aprender ciência e relacioná-la com a vida”, conclui.

Os trabalhos possuem temáticas distintas e devem ser apresentados durante o evento, em Foz do Iguaçu

A imagem mostra um grupo de estudantes e professores posando para a foto. Atrás, há um painel escrito Universidade Estadual de Londrina. Os alunos estão uniformizados. Todos representam o clube Discovery Kennedy’s.
Integrantes do clube Discovery Kennedy’s (Foto/Sabrina Heck)

Está chegando a 14ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025), considerada a maior feira científica do Paraná. O evento será realizado de 20 a 25 de outubro, em Foz do Iguaçu, e os projetos aprovados para apresentação já foram anunciados. Entre os trabalhos escolhidos, dois são do clube de ciências Discovery Kennedy’s, da cidade de Rolândia.

O clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pertence ao Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy. No FIciências 2025, a equipe foi selecionada com dois materiais distintos: “Abelhas-sem-ferrão nas escolas: uma estratégia para conservação, educação ambiental e polinização” e “Automação sustentável: Sensores de movimento em escolas”.

Segundo a professora coordenadora do clube, Eglaia Cheron, os trabalhos surgiram a partir de demandas levadas pelos próprios estudantes. Os temas foram definidos com base na curiosidade deles e nas observações discutidas em sala de aula. “Eu não consigo compartilhar em palavras o quanto eu estou orgulhosa dos meus alunos”, destaca a docente.

Projeto das abelhas

O primeiro projeto, sobre abelhas-sem-ferrão, teve origem com a chegada de um enxame de Tetragonisca angustula (abelha Jataí) na residência de um clubista. Os estudantes debateram sobre a transferência da colmeia para a escola como estratégia de conservação e educação ambiental. Por isso, o estudo visa analisar como essa prática pode ajudar a preservar espécies ameaçadas.

A imagem mostra duas casinhas construídas pelos estudantes. Elas foram montadas com o objetivo de abrigar um enxame de abelha Jataí na escola. As casinhas são coloridas e estão em cima de uma mesa de laboratório. Ao fundo, é possível ver alguns alunos e outras mesas.
“Casinha” criada pelos estudantes para abrigar as abelhas (Foto/Arquivo pessoal)

Para o aluno José Fernando, que trouxe a ideia para a turma, as “casinhas” são uma forma eficaz de cuidar tanto das abelhas como de espécies nativas da flora. “Eu acabei pensando: se essas são espécimes que estão perto da extinção, por que não colocar uma colmeia delas nas escolas? Já que elas não oferecem tanto risco, já que não possuem ferrão”, explica.

Com o objetivo de garantir maior segurança para os integrantes do clube e auxiliar no trabalho de Meliponicultura (prática de criação de abelhas nativas sem ferrão), a equipe participou de uma oficina de manejo das abelhas com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEMMA). Trata-se de uma parceria com a Prefeitura de Rolândia.

Projeto de automação

O segundo projeto, sobre automação sustentável, analisa estratégias para otimizar o consumo energético em escolas públicas, por meio de sensores de movimento PIR (Passive Infrared). A ideia partiu de uma investigação sobre a eficiência energética do colégio, na qual foram identificadas 77 lâmpadas tubulares (30W) acesas por 12 horas diárias nos corredores.

A imagem mostra o sensor de movimento construído pelos estudantes. Há uma lâmpada acesa, ligada em uma tomada. Há fios que conectam o equipamento a outros materiais. Ele foi montado com kits de robótica.
Sensores construídos pelos alunos do clube (Foto/Arquivo pessoal)

De acordo com alunas que participaram da elaboração do estudo, as simulações indicaram que os sensores poderiam diminuir mais de 50% do gasto energético da escola. A construção do equipamento foi possível com kits de robótica disponibilizados pela Secretaria Estadual de Educação (SEED-PR). O clube desenvolveu um sistema automatizado, que aciona as luzes apenas quando detecta movimento.

O professor Carlos Marcelo, co-orientador do clube, também orientou os estudantes em todo o processo. Ele reforça o entusiasmo da turma pelos projetos aceitos no FIciências 2025: “Estou muito feliz, são coisas que eu gosto muito: trabalhar com projetos na escola e trabalhar com os alunos.”

Investigação no Parque Aníbal Khury motiva alunos a desenvolverem site e jogo sobre macroinvertebrados e qualidade da água

Dois estudantes estão sentados atrás de uma bancada de granito em um ambiente de laboratório escolar. Eles sorriem enquanto apresentam um notebook aberto com um site intitulado “Estudo de Macroinvertebrados”. O conteúdo na tela traz informações sobre o Parque Ambiental Anibal Khury e sua relação com estudos de campo. À direita do notebook, há um microscópio óptico, reforçando o caráter científico da atividade. Ambos os estudantes usam casacos. Ao fundo, é possível ver uma pia com materiais de laboratório e uma porta. A atividade faz parte de um projeto escolar de divulgação científica.
Programação é aliada na divulgação da pesquisa (Foto: Mari Martins)

Identificar os macroinvertebrados presentes no maior dos dois lagos do Parque Aníbal Khury marcou o início da pesquisa desenvolvida pelos alunos do Clube de Ciências Bona, do Centro Estadual de Educação Profissional Theodoro de Bona. A escola e o Parque estão localizados em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O parque é reconhecido como uma das áreas mais extensas de conservação ambiental urbana do país e conta com uma rica biodiversidade, distribuída em diferentes ecossistemas. Ao escolher esse espaço como campo de investigação, os estudantes voltaram sua atenção para a água e para os pequenos organismos que vivem nela, buscando compreender como a presença dessas espécies pode revelar informações sobre a qualidade do ambiente.

Conforme explica a professora coordenadora do Clube, Vânia Cerutti, o interesse em ampliar o alcance das descobertas surgiu por parte dos próprios estudantes. “Eles entenderam que poderiam conectar o que estávamos realizando com habilidades que eles já tinham.” 

Nesse contexto, clubistas que cursam o Ensino Médio Profissionalizante na área de Desenvolvimento de Sistemas viram na programação uma ferramenta para organizar e compartilhar os dados obtidos na pesquisa. “A gente pensou em usar o que já estuda em programação para desenvolver um site que além de ajudar a divulgar os dados da pesquisa, também terá informações sobre os animais encontrados”, explica Victor Gabriel Melo, de 16 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio.

O site, que está sendo finalizado, reunirá imagens e descrições dos macroinvertebrados identificados no lago, explicações que mostram como esses organismos se relacionam com a qualidade da água e a trajetória da pesquisa, desde a coleta até os resultados. A ideia é que a plataforma sirva como fonte de consulta tanto para outros estudantes quanto para pessoas interessadas em aprender mais sobre o tema.

Enquanto isso, outro grupo se dedica a transformar os aprendizados da pesquisa em um jogo de cartas. O material foi pensado para apresentar, de forma lúdica, os principais macroinvertebrados investigados, com destaque para suas características e o ambiente em que vivem.

Clubistas também criam jogo pedagógico (Foto: Mari Martins)

O interesse despertado pela pesquisa inicial se transformou em motivação para dar continuidade ao trabalho e apresentar os resultados obtidos. Além de finalizar os projetos em andamento, os alunos planejam agora inscrevê-los em eventos científicos. Nos próximos meses, a pesquisa e as propostas desenvolvidas também devem ser apresentadas na Feira do Conhecimento, evento em que o Colégio Theodoro de Bona recebe a visita de alunos das escolas da região.

Cinco clubes das regiões de Paranavaí e do Litoral representarão a Unespar na Feira de Inovação em Ciências e Engenharias em Foz do Iguaçu

A imagem mostra dois estudantes e com a professora Andreia Petruy em um palco durante um evento. Os dois jovens, usando camiseta branca com mangas azuis, estão sorrindo, cada um segurando uma sacola de premiação. Um deles exibe também uma medalha no peito. Ao lado deles, a professora, de vestido verde, sorri enquanto posa para a foto. Ao fundo, há um painel colorido com a logo da "Ciência do Litoral Paranaense" e um cenário decorativo que imita uma cozinha desenhada. O clima é de celebração e reconhecimento.
Professora Andreia Petruy celebra a conquista dos alunos na Feira de Ciências do Litoral Paranaense. (Foto: Arquivo pessoal)

A XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025) promete agitar o Paraná em outubro, reunindo jovens cientistas: Brasil, Paraguai e Argentina. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro e serão apresentados projetos em três categorias: Kids, Jovem e Júnior. Cinco clubes de ciência vão representar a Unespar. Entre eles, três são de escolas da região litoral e dois representam a cidade de Paranavaí (norte do estado) e região. Reunimos abaixo uma breve descrição dos projetos, quem são os professores orientadores dos trabalhos e as escolas que abrigam os clubes: 

Projeto: ENERGIA DAS MARÉS: POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES NO LITORAL PARANAENSE

Professor: Jean Carlo Alves Da Silva

Escola: Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos

Clube de Ciências: Clube de Ciências do Tereza

Em regiões costeiras, como as cidades do litoral paranaense, os movimentos constantes das marés podem oferecer uma falsa impressão aos leigos de que existe uma grande oportunidade para geração de energia. Foi assim que esta pesquisa se iniciou, em busca de bibliografias que tragam respostas à possibilidade de implantação de sistemas de maremotriz no litoral do Paraná. O intuito é buscar formas de diversificar a matriz energética sustentável. A região é conhecida por seu turismo e urbanização em expansão e poderia se beneficiar do uso de fontes de energia renováveis.

A imagem mostra um estande de feira científica ou educacional, com várias pessoas interagindo. No centro, um jovem de camiseta branca está falando e gesticulando, aparentemente explicando algo para o público. Sobre a mesa, há um projetor ligado e um notebook, com a projeção aparecendo na parede ao fundo. À direita, há um grande banner com o logotipo do “Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos”. Outras pessoas, incluindo visitantes e estudantes, observam e participam da atividade. O ambiente está movimentado, com materiais e cartazes afixados nas paredes do estande.
Estudantes do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos apresentam seus trabalhos durante a Feira de Ciências do Litoral Paranaense, compartilhando conhecimento e interagindo com o público visitante. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: Caatinga: Exclusividade do Brasil

Professora: Andreia Cristina Bittencourt Petruy

Escola: Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto

Clube de Ciências: Bagrinhos do Bento

O bioma Caatinga, o único exclusivamente brasileiro, ocupa 11% do território nacional, com 70% de sua área localizada na região Nordeste do país. Ele é relevante para a identidade e cultura brasileiras. Conhecer e se reconhecer pertencente a esse bioma faz parte da abordagem do jogo criado pelos alunos utilizando a metodologia aprendizagem por jogos.

Na foto, dois estudantes, usando camisetas brancas com mangas azuis, apresentam seu projeto sobre a Caatinga para uma visitante, que escuta atentamente com os braços cruzados e segura uma bolsa bege. Ao fundo, vê-se um painel expositivo com o título “Caatinga: Exclusividade do Brasil” e outros trabalhos da feira de ciências, todos sob uma grande tenda. Sobre a mesa, há uma maquete colorida e um notebook aberto, compondo a exposição do grupo.
Estudantes apresentam o projeto sobre a Caatinga durante a Feira de Ciências do Litoral Paranaense, destacando a importância desse bioma exclusivamente brasileiro. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: Por que o carangueijo-uçá está ameaçado de extinção?

Professora: Tatiana Kraiczei

Escola: Colégio Estadual Gabriel de Lara

Clube de Ciências: Clube Exploradores da Ciência

Nos últimos anos, a população do caranguejo-uçá tem sofrido um declínio preocupante, em virtude da degradação dos manguezais e captura fora dos padrões estabelecidos pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outra ameaça é a poluição por micro e mesoplásticos, que se fragmentam e se acumulam nas regiões de manguezais, onde habitam esses organismos. As partículas podem ser ingeridas direta ou indiretamente pelo crustáceo, causando problemas que ainda são pouco estudados. Este trabalho estuda a possível relação entre a presença de micro e mesoplásticos nos manguezais e a diminuição drástica do crustáceo no litoral paranaense, visando contribuir para desenvolver estratégias de conservação e manejo sustentável da espécie e de seu habitat.

A imagem mostra duas pessoas posando para a foto em um estande da feira de ciências. À esquerda está uma jovem de cabelos longos e soltos, usando camiseta branca com detalhes em azul-marinho e calça jeans. À direita, uma mulher de cabelos loiros e lisos, vestindo um vestido colorido estampado e segurando uma garrafa rosa na mão. Ao fundo, é possível ver painéis com pôsteres científicos expostos e a identificação do estande, indicando a participação em um evento educacional.
Professora Tatiana Kraiczei e aluna apresentam o projeto na XIII Feira de Ciências do Litoral Paranaense, destacando dedicação e entusiasmo pela pesquisa. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: FARINHEIRAS: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS CASAS DE FARINHA EM MATINHOS-PR E REGIÃO

Professora: Nahyr Carneiro da Silva

Escola:  Escola Estadual Cívico-Militar Profª Abigail dos Santos Corrêa

Clube de Ciências: Periplaneta Norminhasfesial

O projeto Farinheiras investiga se as Casas de Farinha da região do litoral paranaense são uma tecnologia social e assim contribuem para a conservação do patrimônio natural e da biodiversidade no litoral do Paraná. Entre os objetivos do projeto, os alunos buscam conhecer a tradicional forma de produção de farinha de mandioca, além de entender as etapas de fabricação e identificar mudanças ao longo do tempo.

Na foto, uma professora e três estudantes sorriem ao lado de uma maquete intitulada “Casa de Farinha”. O trabalho é feito em papelão e decorado com figuras de plantas, animais e elementos da natureza, representando o ambiente de produção artesanal de farinha. Ao fundo, há painéis expositivos com informações científicas, indicando que a imagem foi registrada em um evento ou feira de ciências. Todos demonstram orgulho e entusiasmo pela apresentação do projeto.
Estudantes e professora Nahyr apresentam o projeto “Farinheiras”, unindo tradição, ciência e criatividade. (Foto: Arquivo pessoal)

Projeto: O CASULO À SEDA: agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores de nova esperança

Professor: Gilvan Andrade dos Santos

Escola: Escola do Campo Barão de Lucena

Clube de Ciências: Conexão

O projeto de pesquisa ‘Do casulo à seda’ investiga os impactos do uso de agrotóxicos sobre a sericicultura em Nova Esperança, com foco nos efeitos sobre o bicho-da-seda, a cultura local e a economia. A pesquisa também busca identificar práticas sustentáveis e alternativas ao uso de defensivos químicos.

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um espaço ao ar livre, próximo a um lago e cercado por árvores. À esquerda, uma mulher de camiseta clara com estampa verde sorri para a câmera. Ao lado dela, vários estudantes em uniforme escolar branco com detalhes em azul e vermelho posam juntos. Dois homens adultos, um de camiseta azul e outro de camiseta branca com estampa, também participam da foto, assim como outro homem de boné e camiseta vinho que está agachado ao lado de um cachorro preto e branco.
Estudantes e professores realizam atividade ao ar livre, aprendendo e explorando juntos a sericicultura em Nova Esperança. (Foto/Arquivo pessoal)

Projeto: Herborização de plantas nativas da região noroeste do Paraná

Professora: Adriana Renata Fernandes

Escola: Colégio Estadual Cecília Meireles

Clube de Ciências: Eco Historiadores

O projeto Herborização tem como objetivo coletar, identificar, preservar e catalogar  espécies  vegetais nativas da região Noroeste do Paraná. A iniciativa visa fins científicos, educacionais e de conservação da biodiversidade local. A herborização, processo de preparação de exemplares vegetais para a composição de um herbário, possibilita a criação  de um acervo botânico que poderá servir como base para pesquisas futuras e ações de educação ambiental desenvolvidas pelo clube.

A imagem mostra dois estudantes sentados lado a lado em uma sala de aula. À esquerda, um rapaz de boné preto, camiseta branca e mochila preta sorri enquanto observa. À direita, uma jovem de cabelos longos e soltos, usando camiseta cinza, aponta animada para algumas folhas e galhos dispostos sobre uma folha de jornal em cima da carteira escolar. O material parece fazer parte de uma atividade prática relacionada ao estudo de plantas.
Estudantes explorando a biodiversidade em atividade prática de Estudantes explorando a biodiversidade em atividade prática de ciências, com entusiasmo e aprendizado em sala de aula (Foto/Arquivo pessoal)

Alunos têm analisado o uso e as propriedades terapêuticas de algumas espécies de plantas

A imagem mostra a horta feita pelo próprio “Estudo de Plantas Medicinais” (EPM), do Colégio Estadual Pioneiros. São plantas medicinais, plantadas para auxiliar as atividades do projeto. No canto direito, há uma aluna segurando uma mangueira, regando a horta da escola.
Os alunos realizaram o plantio de ervas medicinais na escola (Foto/Arquivo pessoal)

O difícil acesso a serviços médicos básicos e de qualidade é um problema comum em várias regiões do país. Foi pensando nisso que surgiu o clube “Estudo de Plantas Medicinais” (EPM), do Colégio Estadual Pioneiros, em Foz do Iguaçu. O objetivo principal é, como o próprio nome indica, resgatar e valorizar o conhecimento tradicional sobre o uso das ervas medicinais.

Os alunos têm investigado sobre a importância e propriedades terapêuticas dessas plantas, sobretudo como uma solução prática para tratar diversas condições de saúde. Além disso, aprenderam a organizar um mapa mental sobre algumas espécies, destacando suas indicações e contraindicações. Outra atividade foi o trabalho “O encanto das plantas medicinais”, um livro produzido pelos próprios estudantes.

De acordo com a professora Nair Dias, coordenadora do clube, o tema escolhido contribui para conhecimentos de botânica, ecologia e sustentabilidade. Os clubistas estão desenvolvendo técnicas de pesquisa e são constantemente incentivados a adotarem hábitos mais saudáveis. “Essa temática é uma forma interessante e interativa de ensinar conceitos científicos, desenvolver habilidades e promover a consciência ambiental e saúde”, destaca.

Recentemente, os alunos também precisaram elaborar materiais para a exposição da Culminância das Eletivas do colégio. O evento mostra aos visitantes e à comunidade escolar o que os estudantes desenvolveram ao longo do semestre. No NAPI – Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e o coordenador institucional, professor Ronaldo A. Ribeiro da Silva, esteve presente na apresentação.

A imagem mostra um grupo de pessoas, entre estudantes e professores, posando sorridentes em uma sala decorada para uma apresentação escolar. Ao fundo, há um grande cartaz marrom com o título "PLANTAS MEDICINAIS" escrito com letras verdes e amarelas. No canto direito do cartaz, há uma árvore feita com bexigas verdes e flores coloridas. A mesa ao centro está coberta com um tecido verde vivo e há algumas plantas e materiais de apresentação sobre ela.
Equipe do clube EPM ao lado do professor Ronaldo A. Ribeiro da Silva (Foto/Arquivo pessoal)

Refúgio Biológico de Itaipu

Para reforçar as ações do clube, os alunos fizeram uma visita técnica ao Refúgio Biológico Bela Vista, pertencente à Itaipu Binacional de Foz do Iguaçu. O objetivo foi aprender mais sobre a importância da conservação do meio ambiente e preservação da Mata Atlântica. A imersão pedagógica foi realizada no dia 14 de maio.

A imagem mostra um grupo de alunos caminhando por uma trilha dentro de uma floresta densa. Eles seguem por um caminho de terra batida, cercado por árvores altas e finas, com copas que filtram a luz do sol, criando uma iluminação suave e sombreada no ambiente. À esquerda da imagem, os estudantes estão andando em fila, muitos com mochilas nas costas.
Estudantes do clube durante visita ao Refúgio Biológico Bela Vista (Foto/Arquivo pessoal)

O clube já havia ido ao local no final do ano passado. Na ocasião, o intuito era conhecer o Horto e a variedade de plantas produzidas na área de Cultivo e Pesquisa de Plantas Medicinais. Os alunos aprenderam como fazer as mudas, como plantar e como funciona a estufa. Ao final na visita, também levaram mudas de plantas medicinais para distribuir entre a comunidade escolar e suas famílias.

Clube ‘Mentes Curiosas’ é fonte de inspiração para a 1ª Conferência Municipal Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente com Educação e Justiça Climática, em Vera Cruz do Oeste

A imagem com fundo em um salão contendo a bandeira do Brasil no fundo, é possível ver em destaque as pessoas envolvidas no projeto, entre alunos bolsistas e professores na capa.
Clubistas, professores e bolsistas reunidos durante a Conferência (Foto/Arquivo pessoal)

O Município de Vera Cruz do Oeste realizou a 1ª Conferência Municipal Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente com Educação e Justiça Climática, um evento focado em engajar crianças e jovens em discussões sobre questões ambientais. O objetivo é promover a conscientização e a participação ativa na construção de um futuro saudável.

O evento contou com a presença de alunos e professores das escolas da cidade, além de palestrantes da área da agricultura e da saúde. No evento, o clube Mentes Curiosas (@cienciavitalbrasil ), do Colégio Vital Brasil, coordenado pela professora Rosinéia Saragoza Costa Silva recebeu homenagens pelos serviços prestados ao município.

O Clube foi citado por cooperar e engajar a comunidade em ações relacionadas à educação ambiental e análise de água de rio, tendo realizado eventos internos e também externos, como em praças da cidade. Ainda no evento, o clubista Leomar Lindolfo foi à frente do púlpito para explicar as ações do clube ao público presente.

A imagem de um menino segurando o microfone, mostra seu diálogo com o público ao apresentar seu projeto, na frente dos demais envolvidos, alunos e professores.
Clubista Leomar Lindolfo à frente do púlpito, discursando (Foto/Arquivo pessoal)

A professora Rosinéia explica que o clube realiza trabalhos no Horto da cidade, como trilhas ecológicas, análise  da qualidade da água na nascente, além da avaliação das espécies de plantas e de animais que habitam o local. Segundo ela, o objetivo  do clube é transformar o local em uma sala de aprendizagem ao ar livre.

Rosinéia também cita que o clube, para realizar seus projetos, faz parcerias com Secretarias da cidade, como a de Saúde, de Meio Ambiente e de Agricultura, além da própria universidade Unioeste.

O clube tornou-se fonte de inspiração para a cidade e segue seus trabalhos a todo vapor! Para saber mais, acompanhe pelas redes sociais da Rede de Clubes @rededeclubesparanafazciencia e do clube: @cienciavitalbrasil.

A FECCI é uma vitrine para os trabalhos desenvolvidos por clubes de ciências e estudantes de escolas de ensino básico do Paraná

A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência – a FECCI vai dar visibilidade a trabalhos científicos desenvolvidos na educação básica do Paraná. Os alunos e professores da rede pública e privada podem inscrever projetos que, se aprovados, serão apresentados de forma oral, presencialmente, na Feira. Quer concorrer, então, agilize-se: as inscrições terminam nesta sexta-feira, 29 de agosto, à meia noite!

Promovida pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência, a Feira reúne iniciativas dos clubes de ciência que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que incluiu os ‘Clubes Makers’ e a Rede de Clubes ‘Meninas na Ciência’.

A FECCI está marcada para ocorrer entre os dias 4 e 6 de novembro, no campus Sede Neoville, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. São 400 vagas disponíveis para equipes que devem ser formadas por até três estudantes, um professor orientador e, se houver, um coorientador. Não são aceitas submissões individuais.

“A ideia é que os alunos já comecem a aprender cedo, por meio da apresentação dos trabalhos, que devem ser escritos em forma de projeto, respeitando as normas do evento e de redação científica”, explica a articuladora do NAPI, Débora Sant’ Ana. 

Rodrigo Reis, também articulador do Arranjo, lembra que, “na FECCI, ainda há espaço para trabalhos de estudantes da rede privada e pública em geral, da região de Curitiba”.

A Feira é aberta a participantes em três categorias. A FECCI Kids, para estudantes do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos; FECCI Junior, destinada aos estudantes do Ensino Fundamental II; e a FECCI Jovem, para estudantes do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos. 

Equipe Kids na Feira de Ciências de Curitiba, em 2024

As inscrições e a submissão, que são etapas diferentes, vão até sexta-feira, dia 29 de agosto, não deixe para a última hora! Para não ter erro, cumpra os seguintes passos:

👉 Leia o edital com atenção
👉 Inscreva-se na Feira
👉 Edite o projeto no template da categoria em que seu time se encaixa
👉 Submeta o projeto também escolhendo a categoria da sua equipe
👉 Aguarde a avaliação
👉 Torça para receber a aprovação de participação


A FECCI é realizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência, com apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). A meta é torná-la um evento anual, recorrente e itinerante, envolvendo alunos e professores com foco no fortalecimento da cultura científica e no incentivo ao uso de tecnologias desde o âmbito escolar, no Paraná. Venha fazer história com a gente!

Serviço

Prazo de inscrição: 29 de agosto, meia-noite

Edital:
https://fecci.net.br/wp-content/uploads/2025/07/FECCI_EDITAL-01_OFICIAL.pdf

Endereço de inscrição e submissão:
https://www.even3.com.br/feira-de-cultura-cientifica-parana-faz-ciencia-607274

Endereço do site:
fecci.net.br

Dúvidas:
fecci@paranafazciencia.org

Acesse o Instragram
@fecci_prfc

A formação terá como foco temáticas relacionadas à rotina dos clubes de ciências em escolas da Educação Básica

A mostra uma cena de estudo em uma mesa de madeira clara. No centro, vemos uma pessoa escrevendo em um caderno de anotações com espiral, usando uma caneta preta. Apenas os braços e as mãos da pessoa estão visíveis. À direita do caderno, há um notebook aberto, sugerindo que a pessoa está usando-o como apoio para suas anotações. No fundo, em cima da mesa, há uma xícara branca apoiada em um pires, provavelmente de café ou chá.
A ideia é fortalecer a vivência com os clubes de ciências nas escolas (Arte/Canva)

Para dar sequência ao curso realizado em 2024, a Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência vai oferecer mais um momento de formação para os professores. Desta vez, os encontros irão se aprofundar nas temáticas sobre os clubes de ciências em escolas da Educação Básica. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 15 de setembro, no site da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” será no formato remoto assíncrono. A plataforma Moodle será ser utilizada, em parceria com a Universidade Virtual do Paraná (UVPR). A primeira etapa deve ocorrer entre os dias 15/9/2025 e 23/11/2025, enquanto a segunda está prevista para ser entre 23/2/2026 e 13/07/2026. 

No total, serão 15 módulos de 4 horas. Cada módulo vai durar duas semanas não prorrogáveis, ou seja, devem ser concluídos dentro desse período. As reuniões garantem aos professores um certificado pela UEL, com 60 horas completas. O documento será disponibilizado ao final de todas as atividades propostas, valendo como progressão de carreira.

A participação é obrigatória para docentes da Rede de Clubes geral e da Rede de Clubes Maker, conforme os projetos da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), respectivamente. Solicita-se, também, a convocação dos BTNS (bolsistas técnicos de nível superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior. Professores da Rede de Clubes Meninas estão convidados, mas a participação é opcional.

SERVIÇO

Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”

Inscrições: até 15/9, neste link

Formato: remoto assíncrono (Google Meet)

Realização: 15/9/2025 a 13/7/2026