Evento tem como objetivo sintetizar o impacto do Arranjo na promoção da cultura científica e na aproximação das universidades com a sociedade paranaense

Nos dias 7 e 8 de julho, os integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência vão se conectar on-line para contar as experiências que tiveram no último ano na execução das ações do Arranjo.
A abertura está marcada para às 13h30, da terça-feira, dia 7, com as boas-vindas dos articuladores do Arranjo, os professores Débora Sant’ Ana, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e Rodrigo Reis, da Universidade Federal do Paraná.
O NAPI Paraná Faz Ciência emerge de uma rede de pesquisadores que articula informações entre todas as Instituições de Ensino Superior (IES) do Paraná, propondo projetos voltados à promoção da cultura científica. Para que essa rede possa atingir seus objetivos e metas, as ações envolvem a participação de mais de mil pesquisadores, da sociedade, do setor produtivo e de órgãos governamentais diretamente envolvidos nesse processo.
“Basicamente, o NAPI atua na construção de uma rede de divulgação científica no Paraná. Para isso, organiza ações para a formação de recursos humanos, para fortalecer a produção acadêmica, desenvolvendo um referencial teórico que balize as pesquisas oriundas do Arranjo”, explica Débora Sant’ Ana.
O Workshop quer contribuir para sintetizar e registrar o impacto das ações desenvolvidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência, que têm como foco a promoção da cultura científica e a aproximação do conhecimento produzido nas universidades da sociedade paranaense. O Arranjo conta com a colaboração de todas as Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) do Paraná, e financiamento da Fundação Araucária, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
“Queremos registrar e debater sobre os resultados para que possamos mensurar o impacto que ocasionamos na divulgação científica, que se concretiza na implantação de redes, destacando os Clubes de Ciências e a Rede de Feiras de Ciências, que desenvolvemos em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná”, comemora o professor Rodrigo Reis.sa articulação de ações itinerantes; da consolidação de projetos de comunicação, como a plataforma de jornalismo multimídia Conexão Ciência – C²; mostrar os destaques da pesquisa inédita sobre a Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná,, além de outras ações que reforçam o compromisso do NAPI em qualificar o diálogo com a sociedade e subsidiar políticas públicas. ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado.
Haverá também espaço para falas sobre a Rede de Feiras; a Rede de Museus e de Quintas da Ciência; a itinerância do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) e do Laboratório Móvel de Educação Científica da UFPR; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).
A programação final do evento pode ser acessada aqui.
Quando: 7 de julho, das 13h30 às 18 horas
8 de julho, das 8h30 às 18 horas
Estudantes exploraram o potencial científico de hortas, laboratórios de ponta e a imersão tecnológica do Planetário no campus Cornélio Procópio

O clube Jardim da Ciência Pacheco, do Colégio Anita Aldete Pacheco, participou, no dia 10 de abril, de uma visita técnica à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). A atividade no campus de Cornélio Procópio foi organizada e conduzida pela professora responsável Michele Plantes, com o objetivo de proporcionar aos estudantes o contato direto com a infraestrutura universitária e de pesquisa.
De acordo com a docente, as saídas de campo são oportunidades essenciais para que os alunos vivenciem os conteúdos aprendidos em sala de aula. Durante a visita, o grupo conheceu a horta de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), onde puderam analisar o potencial científico, as texturas e os aromas das espécies cultivadas.
A modernidade dos laboratórios também chamou a atenção dos jovens. “Achei interessante porque lá eles têm equipamentos muito modernos”, relatou o aluno Luis Otávio Camargo Prado. A experiência foi finalizada no Planetário da UENP, que conta com projeção 4K UHD e simuladores de Astronomia de última geração.
A professora Michele Plantes destacou o perfil crítico e dedicado dos membros do clube, que já demonstram interesse em áreas como veterinária, biologia e ciências do mar. “São alunos que lutam para conquistar suas metas. O conselho que dou para eles é nunca pararem de estudar e sempre se dedicarem para chegarem onde desejam. A ciência tem um leque enorme de opções e precisa de pesquisadores para ajudar no tratamento e prevenção de doenças ou fabricação de medicamentos. O estudo dos seres vivos, compreender a vida e suas formas, garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do planeta”, explica.

Assim como o clube Jardim da Ciência Pacheco, todos os clubes de ciências e estudantes apaixonados por descobertas, estão mais que convidados para viver essa experiência. A UENP mantém as portas abertas para visitas técnicas e sessões no Planetário. Professores e diretores interessados podem agendar a atividade entrando em contato através do link https://tr.ee/9cebTFdiVI. Demais dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail planetario.ccp@uenp.edu.br ou pelo telefone (43) 3520-1757.
Evento será durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, esse ano na Unioeste, em Cascavel

Os Clubes de Ciências vinculados à Rede Paraná Faz Ciência já podem manifestar interesse em participar da II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O evento deste ano será realizado no dia 12 de novembro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Cascavel, no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O prazo de envio do formulário que confirma o interesse em participar se encerra em 17/06/2026.
A manifestação de interesse por parte do Clube de Ciência tem um caráter consultivo e vai auxiliar a organização do Paraná Faz Ciência no planejamento da infraestrutura da II Mostra da Rede de Clubes, incluindo número de participantes, transporte, alimentação e demais aspectos logísticos do evento. No dia da Mostra, também serão oferecidos lanche e almoço aos participantes. Em breve, mais detalhes sobre a solicitação de transporte para o evento serão disponibilizados pela organização. Não está previsto auxílio para hospedagem, uma vez que os clubes terão a participação limitada a um único dia, devendo retornar aos seus municípios no mesmo dia, ao final da Mostra.
A Comissão Organizadora reforça o convite a todos os clubes vinculados à Rede Paraná Faz Ciência, considerando que sua participação é fundamental para o fortalecimento da troca de experiências, convivência e desenvolvimento da própria Rede de Clubes. O evento tem como objetivo fortalecer a cultura científica no Paraná, estimular os estudantes e dar visibilidade aos projetos desenvolvidos nos clubes de diferentes regiões do estado.
A Mostra de Clubes será um espaço para que clubistas e professores compartilhem as pesquisas, experiências e ações que vêm sendo realizadas em seus clubes. A expectativa é reunir clubes de diferentes municípios do Paraná, fortalecendo a rede de colaboração entre estudantes, professores e instituições comprometidas com a popularização da ciência.
O link direto para o formulário de interesse na II Mostra é
https://forms.gle/JD9REqVWNqEQ9ugbA .
Feira de Cursos da UFPR contou com a presença de diferentes projetos do Arranjo

O Parque Barigui, em Curitiba, ficou movimentado, do dia 11 a 14 de junho, com a realização da Feira de Cursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O ‘Universo UFPR’ levou milhares de estudantes ao pavilhão do Centro de Eventos Positivo.
O evento contou com a participação de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) como a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e, ainda, projetos parceiros, dentre eles, o NAPI Paraná Faz Ciência.
O Arranjo esteve presente com diferentes iniciativas: a Rede de Museus de Ciência, representada pelo Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM (Mudi) e o Museu de Ciências Naturais da UFPR (MCN); o LabMóvel ZikaBus; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, comentou que “a gente veio em peso… O NAPI Paraná Faz Ciência tem iniciativas da UFPR, da UEL, da UEM, de todas as universidades do estado. Aqui, nós temos, hoje, o Museu de Ciências Naturais, da UFPR, o Mudi, da UEM, o LabMóvel ZikaBus, temos o material do PICCE, as pesquisas e a pesquisa de percepção pública da ciência…”.
O MCN é um dos museus que integra a Rede de Museus de Ciência do Paraná, projeto do NAPI que já conta com mais de quinze museus de ciência do estado. O estande do MCN contou, ainda, com um espaço reservado ao PICCE, que levou os materiais e pesquisas produzidas pelo projeto.
“Esse é um grande espaço, a UFPR, um grande espaço de diálogo, da universidade se mostrar, dos projetos se mostrarem pra sociedade, pra poder fazer a atração desses jovens que estão definindo a sua carreira para poderem ingressar na universidade”, completa Reis.

O Mudi também integra a Rede Museus do NAPI e está categorizado como um dos dez museus mais visitados no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). No evento, esteve presente com o Mudi Itinerante, iniciativa que leva um pouco do acervo para diferentes espaços e regiões.
A coordenadora da itinerância do Mudi, Ana Paula Vidotti, explica que “enquanto espaço de divulgação científica e popularização do conhecimento, o Mudi já tem 40 anos de estrada, com esse objetivo, mas a partir do momento que a gente integrou uma Rede de Museus, tivemos a possibilidade de ter mais engajamento com eventos relacionados a outras regiões, não só do Paraná, como do Brasil”.
Segundo Ana, o Universo UFPR é um evento, majoritariamente, destinado à divulgação dos cursos da Universidade Federal do Paraná, “mas aqui também tem a demonstração das atividades, a popularização da ciência, feita pelo MCN, que faz parte da Rede também, pelo Mudi Itinerante… Então, a gente consegue estar nesse local, nesse espaço, trazendo o que a gente faz, não só na divulgação científica presencial, lá nos espaços do Museu, como com as outras atividades relacionadas”, completa a coordenadora.

O LabMóvel ZikaBus também levou a itinerância para perto do público. “Tem sido uma experiência bem bacana, porque os estudantes vem conhecer um pouco sobre divulgação científica e compreender como funciona uma universidade, porque além dos cursos tradicionais, também tem as atividades de extensão, como é o caso do nosso projeto, o ZikaBus”, explica Adamo Antonioni, um dos supervisores do projeto.
Adamo lembrou que a equipe realiza várias atividades, não só em eventos como o Universo UFPR, mas, esse é “um evento gigantesco e que tem um público bastante heterogêneo. E é muito importante para a gente poder fazer essa divulgação científica e falar dessa problemática, do Aedes aegypti, que é um vetor, um transmissor de várias doenças, não só da dengue…”, completa Adamo.

O evento foi um sucesso e levou milhares de estudantes para o parque Barigui ao longo de quatro dias de trocas, conhecimento e muita ciência.
Ex-integrante do Clube Inovar transforma bioplástico escolar em projeto de empreendedorismo na universidade

Quando pensamos em ciência, logo nos vêm à mente grandes cientistas e descobertas famosas. No entanto, raramente paramos para notar que as maiores inovações costumam nascer de pequenos problemas do dia a dia. Para Laritiely Ribeiro da Silva (18 anos), tudo começou com um desafio solidário: criar capas de chuva para distribuir aos colegas de escola que, por falta de transporte municipal, enfrentavam dificuldades para chegar às aulas em dias de chuva.
Na época, Laritiely já integrava o Clube de Ciências Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para a jovem, o clube era muito mais do que uma atividade extracurricular; era um espaço para aprender a enxergar o mundo sob uma nova ótica.
Decidida a encontrar uma alternativa barata e sustentável para o problema que os estudantes enfrentavam nos dias de chuva, Laritiely desenvolveu um bioplástico feito de amido de milho. “Percebemos que isso era um material descartado em grande quantidade por uma cooperativa aqui da cidade, então pensamos em como dar uma destinação melhor para esse resíduo”, conta a aluna. De refugo da indústria, o amido ganhou um novo significado nas mãos da jovem cientista.
O caminho até o produto pronto, porém, não foi encontrado rapidamente. Laritiely relata que foram necessárias 86 tentativas e testes até chegar ao produto ideal. Com o material em mãos e o apoio fundamental de sua orientadora, Karoline Azevedo, Laritiely percebeu que aquela descoberta era grande demais para ficar restrita às capas de chuva. A tecnologia do bioplástico evoluiu, então, para algo com impacto ainda maior: o projeto BioProtect. São sacolas biodegradáveis que contêm sementes em sua composição. Assim, ao invés de poluir, o descarte da embalagem torna-se o início de uma nova árvore.
A dedicação rendeu frutos grandiosos. O BioProtect conquistou o segundo lugar na FECCI, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, em Curitiba, competindo com os melhores projetos de iniciação científica do Paraná. O reconhecimento foi o combustível que faltava: Laritiely decidiu seguir carreira na área e foi aprovada em Ciências Biológicas no vestibular da própria UENP.
O que começou como um projeto escolar acabou subindo para um novo degrau. No dia 27 de março de 2026 Laritiely foi aprovada na Pré-Incubadora da UENP, que é um ambiente de apoio para transformar ideias inovadoras em negócio viáveis, como startups e outros projetos com potencial empreendedor. Agora, o que nasceu no Clube de Ciências se transforma em um modelo de negócio promissor.

Para os que estão começando agora nos clubes de ciências, Laritiely deixa um testemunho. “Muitos vão te chamar de louco por sonhar alto demais, e vai haver dias em que o choro é inevitável. Eu vivi isso: testes que falharam e a vontade de parar. Mas o diferencial foi olhar para o lado e ver que o Clube acreditava no meu potencial. Quando venci, entendi que o choro faz parte da limpeza da alma de quem persiste. Não desista dos seus sonhos por ninguém. Vá lá, prove sua força e deixe o clube transformar sua vida também. Se eu consegui, você também consegue!”.
Para além da técnica aprendida, o que fica dessa jornada é também o apoio recebido. Laritiely faz questão de dedicar suas conquistas à sua orientadora, Karoline Azevedo. “Eu não teria chegado onde cheguei sem uma peça fundamental nesse caminho, a minha orientadora, a Karol. Se hoje eu curso Ciências Biológicas, é por causa dela. A Karol sempre foi minha maior inspiração. A forma como ela conduz o clube e nos incentiva me deu a certeza do que eu queria fazer da vida. Eu falo de coração: espero ser, no futuro, pelo menos metade da profissional e da pessoa que ela é”, finaliza a ex-clubista.Acompanhe mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Alunos do Colégio Estadual Alberto de Carvalho aprenderam a superar desafios técnicos e utilizar softwares de modelagem para o desenvolver projetos científicos

No dia 7 de abril, os alunos do Clube dos Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, participaram de uma palestra sobre o funcionamento da impressora 3D. A atividade foi ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para a Internet, na Unicesumar. Durante o encontro, os clubistas puderam tirar dúvidas e aprender na prática como operar o novo equipamento que o clube recebeu.
Durante a palestra, Lucas compartilhou com os alunos suas experiências com a impressora 3D, explicando o que é possível realizar com o auxílio da tecnologia. Para demonstrar isso na prática, ele levou uma impressão do personagem Vecna, da série Stranger Things, o que chamou a atenção dos estudantes e ajudou a ilustrar o potencial do equipamento. “Gostei muito da turma, já comprei a briga, falei pra professora que a gente vai estar à disposição, seja online ou presencial, para voltar aqui na escola. A ideia é que eles consigam utilizar a impressão 3D não só para desenvolver os trabalhos na escola, mas também para trazer um dinheirinho e levar esse clube cada vez mais longe”, afirmou Lucas.

Antes da palestra, os estudantes e a professora responsável, Mariel Guil Chociai, recepcionaram a nova orientadora do clube, a professora Cecília Hauresko. Ela atuará no clube, articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Ex-aluna do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, Cecília demonstrou entusiasmo em retornar à instituição para contribuir com os projetos científicos. “Sou nova na Rede de Clubes, mas no ano passado participei de feiras científicas e fiquei muito feliz ao observar as oportunidades que as escolas públicas têm recebido. Na idade de vocês, a gente nem sabia o que significava ciência. Que bom que as coisas mudam para melhor”, afirmou.
O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Mariel Guil Chociai, utiliza a impressora 3D como uma ferramenta importante para o desenvolvimento das atividades. Os clubistas estudam a morfometria de abelhas nativas e o reflorestamento, e a ideia é aplicar a tecnologia nesses estudos. “Claro que nós queremos começar fazendo as réplicas das nossas espécies de abelhas que nós estudamos, as nativas, como as jataís, mirim e a mandaçaia, para a gente usar quando formos nas feiras e nas mostras de ciência, para as pessoas olharem as estruturas físicas das abelhas em formato 3D”, explicou Mariel.

Além disso, o clube também desenvolve outros projetos, como a fabricação de vasinhos estilizados para suculentas, que ajudam a arrecadar verba para as viagens do grupo. A professora contou que, por ser um material novo, ela e os estudantes estavam enfrentando dificuldades no uso do equipamento, o que motivou o convite ao palestrante. “A maior dificuldade estava sendo na quebra do filamento, principalmente. Também o fato de que nenhum de nós tinha conhecimento nenhum sobre a impressora, nós nunca tivemos contato com ela”, relatou.
Para Lucas, o envolvimento dos jovens é o ponto central do projeto. “Os alunos aqui, apesar de jovens, estão muito para frente, são ideias muito avançadas. O pessoal aparentemente gosta de estar no clube, a gente viu alunos aqui que nem estão mais na escola e continuam vindo, e isso é muito importante para a juventude de hoje, que é o nosso futuro. Lá na frente a gente vai ter reflexo dessas crianças aqui”, comentou.
Mariel também reforça que a escolha da impressora partiu dos próprios estudantes, que participaram ativamente da pesquisa do modelo. “Fizemos uma pesquisa bem grande para sabermos qual era a melhor compra do modelo. Isso parte muito dos alunos, isso é bem importante para o protagonismo juvenil deles. Escolhemos um modelo que agora estamos sabendo que é muito bom. Então, a gente só precisa aprender a usar esses detalhes para se adaptar e saber usar ela corretamente”, explicou.
Ao fim da palestra, Lucas se ofereceu para continuar acompanhando o clube e auxiliando os alunos no desenvolvimento dos projetos. Para a professora Mariel, a disponibilidade do palestrante de forma espontânea é algo que faz diferença no processo de aprendizagem. “Eu acho que sempre quando a gente tem contato com uma pessoa que tem tanto conhecimento quanto o Lucas mostrou para a gente, e que fala de uma forma humilde para criança e para adolescente, vendo que isso vai ter um futuro e um benefício para a comunidade escolar, isso é muito gratificante”, compartilhou.
O clubista Vitor Alexandre Konitski (15) também destacou as dificuldades enfrentadas antes da atividade e o quanto a palestra contribuiu para o grupo. “A gente não tinha uma base do conhecimento dos softwares para baixar os modelos, criar, fatiar e exportar, e também sobre a configuração da máquina. A gente estava no seco, só na raça, não tinha experiência nenhuma com isso”, contou. Após a ajuda de Lucas, ele aponta avanços. “Conseguimos aprender um pouco mais sobre os softwares, como decidir o tamanho e a configuração da impressora em si. Ele deu umas dicas e também vai fazer o suporte para ajudar a gente nesse projeto”.
Acompanhe a evolução dos trabalhos com a impressora 3D, no perfil do clube no Instagram: @@clubedosquatroelementos e sobre a Rede de Clubes, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
O podcast do Clube Cabeceira do Rio Iapó é transmitido toda terça para os estudantes da escola

Desde o início de março, o Colégio Estadual Antônio e Marcos Cavanis, em Castro, passou a contar com uma nova iniciativa que vem movimentando a rotina escolar: um podcast criado pelos clubistas do Cabeceira do Rio Iapó. Transmitido todas as terças-feiras, a programação é voltada exclusivamente à comunidade interna, envolvendo estudantes, professores e demais funcionários.
O clube tem como tema a divulgação científica de questões relacionadas ao Rio Iapó. Ao longo do último ano, os estudantes desenvolveram uma peça de teatro voltada a aspectos do solo e à proteção ambiental da região, além de realizarem análises de características físico-químicas do rio que atravessa a cidade. Com o início deste ano, marcado pela saída de alguns integrantes e a entrada de novos clubistas, o grupo passou a direcionar suas atividades para a divulgação científica, por meio do podcast.

Os próprios clubistas são responsáveis por todas as etapas da produção do podcast: escrevem os roteiros dos episódios, escolhem os temas que serão apresentados, selecionam as músicas e realizam as gravações, semana após semana. Para dar conta de tudo isso, eles se organizam em pequenos núcleos de trabalho, em que cada grupo assume uma função específica dentro do processo.
A iniciativa não mobilizou apenas os integrantes do clube, mas também passou a repercutir entre os ouvintes. De acordo com os próprios clubistas, muitos estudantes têm comentado sobre a programação e apontam o intervalo das terças-feiras como o mais animado — e esperado — da semana.
O clube também pretende realizar uma visita à Associação de Catadores de Material Reciclável de Castro, com o objetivo de compreender melhor os processos de reciclagem. A questão do lixo é apontada como um dos problemas que afetam o Rio Iapó e, diante disso, a professora Inêz Brandão, junto aos estudantes, planeja iniciar, por meio do podcast, uma campanha de conscientização e coleta de resíduos.

Siga o perfil no Instagram do clube, o @clubedeciencias_cavanis para saber mais sobre suas atividades. E sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Paraná Faz Ciência.
O documento traz diretrizes para publicações, cuidados éticos e legais e canais permanentes de apoio aos pesquisadores

A segunda reunião oficial do Comitê Científico do NAPI Paraná Faz Ciência ocorreu na sexta-feira, 29 de maio, remotamente, e contou com a presença de 39 integrantes do Arranjo, dentre eles articuladores que compõem o Comitê, docentes e pesquisadores.
O encontro foi realizado para apresentação do ‘Guia de orientação para o desenvolvimento de pesquisas’, produzido pelo Comitê. O documento foi detalhado ao grupo pelo coordenador Lucken Bueno Lucas, docente da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).
O material reúne orientações sobre registro e publicação de projetos de pesquisa, diretrizes sobre os cuidados éticos e legais na produção dos materiais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o uso de Inteligência Artificial (IA), e procedimentos para ampliar a visibilidade das pesquisas do Arranjo.
Além do Guia, a reunião contou ainda com a apresentação de um canal permanente de acompanhamento e suporte aos pesquisadores. A proposta é oferecer orientação sobre questões relacionadas às pesquisas e fortalecer a articulação entre os participantes da rede.
“Nós entendemos que seria importante elaborar e compartilhar esse material com vocês […] nós queremos estabelecer alguns padrões e apresentar orientações para que nossas pesquisas tenham mais visibilidade, e também para que nós tenhamos um maior ciência sobre os cuidados éticos e legais que nós precisamos seguir”, explicou o coordenador Lucken.
Durante o encontro, o articulador ainda reforçou a importância do registro das produções acadêmicas vinculadas ao NAPI, uma vez que as informações servirão de base para um levantamento sistemático da produção científica realizada pelo Arranjo.
A iniciativa do Comitê tem como objetivo, também, consolidar o NAPI Paraná Faz Ciência como uma rede de produção de conhecimento e pesquisa articulada entre as instituições que integram o NAPI.
Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, articuladora do NAPI e integrante do Comitê, agradeceu “a participação de todo mundo, especialmente, o professor Lucken, que está à frente dessa nova etapa do Comitê científico, pelo trabalho e pela qualidade do que ele está nos entregando hoje. Eu acho que, para nós, isso é muito importante e, claro, para além do Comitê Científico.”
Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI e integrante do Comitê, concluiu: “eu acho que a gente tem um perfil de atuação e de intervenção muito direta, na área de divulgação e educação científica. Mas é importante a gente mostrar e reforçar essa organização do Comitê Científico, mostrar que nós somos um projeto de pesquisa também, que tem muita produção de conhecimento sendo desenvolvida dentro do Paraná Faz Ciência”.
Inspirados em Nise da Silveira, alunos de Curitiba articulam criatividade e ciência para falar de saúde mental e cidadania

Em Curitiba, um grupo de estudantes está provando que o laboratório de um cientista pode ser, também, um ateliê de arte ou um palco de teatro. O Clube de Ciências Arte, Cultura e Saúde Mental, do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, sob a coordenação da professora Fabiane Helene Valmore, tem se destacado por investigar a saúde mental pelas lentes das Ciências Sociais e Humanas.
O projeto nasceu da necessidade de fortalecer a iniciação científica e a formação cidadã, olhando para as demandas reais da comunidade escolar. Mais do que estudar teorias, os alunos buscam compreender como a arte e a cultura podem ressignificar o sofrimento psíquico, valorizando as experiências subjetivas de cada integrante.
Uma das bases de trabalho do clube é o estudo sobre tratamento humanizado em questões de saúde mental, inspirado no legado da médica Nise da Silveira. Seguindo os passos da psiquiatra que revolucionou a saúde mental no Brasil – usando a arte como instrumento –, os clubistas usam desenhos, pinturas e artes cênicas como ferramentas de investigação e de solução para problemas locais.
Para aprofundar essa jornada, o clube recebeu, em março, a visita da professora Claudia Gruber. Em uma roda de conversa sobre pesquisa e processo criativo, ela apresentou os temas das agendas físicas da APP-Sindicato, utilizadas como instrumento de registro e reflexão. Elaboradas a partir de investigações no campo das ciências humanas, esses exemplares resultam de um processo de construção que articula literatura, arte e história. Para os clubistas, um exemplo de diálogo interdisciplinar que pode se materializar em produções autorais ou educativas, por exemplo.
Foram apresentadas aos alunos quatro exemplares, cada um com uma personalidade e sua obra retratada, entre os anos 2023 e 2026. Em 2023, o exemplar foi sobre Carolina Maria de Jesus (1914-1977), escritora que trouxe a voz da periferia para o debate público e é reconhecida como uma das vozes mais contundentes da literatura brasileira. Em 2024, a publicação foi sobre o legado de Dona Ivone Lara (2024), que além de sambista pioneira na escola Império Serrano, foi também enfermeira e assistente social, trabalhando com saúde mental ao lado de Nise da Silveira, no bairro de o Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, local do antigo hospital psiquiátrico onde atuou a médica.
Já em 2025, a agenda institucional apresentou o filme Bicho de Sete Cabeças (2001), estrelado por Rodrigo Santoro e é considerado um marco da crítica ao sistema manicomial brasileiro. Foi inspirado no relato autobiográfico do escritor curitibano Austregésilo Carrano Bueno (1957- 2008). O filme retrata o tratamento brutal dado a um jovem internado à força por uso de drogas e os maus tratos sofridos enquanto paciente. E em 2026, a agenda atual apresenta o teatro e identidade brasileira a partir da obra O Auto da Compadecida (1955), do escritor e poeta paraibano Ariano Suassuna (1927–2014). A obra une comédia, crítica social, elementos da religiosidade e é ambientada no sertão nordestino.
A análise das agendas e seus temas permitiu aos alunos navegarem por temas da realidade brasileira e os conectarem à pesquisa do próprio grupo: arte, cultura e saúde mental, além das práticas ligadas à médica Nise da Silveira.
O encontro teve a participação de Neusa Nogas Tocha, representante da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que acompanha o clube desde sua fundação em 2024. Segundo Neusa, essas trocas são fundamentais para enriquecer o repertório dos alunos e elevar a qualidade das produções científicas e artísticas do grupo.
Para a coordenadora do clube, Fabiane Valmore, o projeto do clube busca romper com o estereótipo do cientista isolado. “A ciência não está apenas nos laboratórios, no uso de jalecos brancos, mas também nas ciências sociais e humanas. Quando trazemos os conteúdos das agendas para o clube em diálogo com a história e a realidade brasileira, oferecemos aos clubistas o entendimento de que o trabalho de pesquisa, os recortes socioculturais e políticos são imprescindíveis no processo de pesquisa. Como também para o entendimento crítico do mundo, envolvendo arte e cultura como expressões e potência de vida”, defende.
Acompanhe o perfil no Instagram do clube, o @clubedecienciasnise_cerz para saber mais sobre suas atividades. E sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência
Projetos curitibanos articulam ciência, tecnologia e experiências do cotidiano escolar

Projetos que surgem de questões do cotidiano escolar e do território dos estudantes da rede municipal de ensino de Curitiba ganharam espaço na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desenvolvidas em clubes de ciência da Rede Paraná Faz Ciência, as pesquisas apresentadas articulam investigação, tecnologia e vivências dentro e fora da escola.
A participação, no entanto, ainda é pontual: entre os 290 clubes que integram a Rede Paraná Faz Ciência, apenas dois estão vinculados à rede municipal de ensino, em Curitiba. A inserção ocorre por meio dos clubes ‘Cross Tech Science Portinari’ e ‘Incríveis Pesquisadores Maker’.

No clube ‘Cross Tech Science Portinari’, da Escola Municipal CAIC Cândido Portinari, localizada na região da Cidade Industrial (CIC), os projetos desenvolvidos envolvem educação ambiental articulada ao uso de tecnologias. Com dez estudantes, o grupo passou recentemente por uma renovação, e a participação na Semana Araucária marcou o primeiro contato com um evento em que foi possível apresentar o trabalho desenvolvido pelo clube. Para o professor coordenador, Roni Zanatta, o momento também representa a possibilidade de ampliar o contato dos estudantes com outras iniciativas.
Para o professor, a participação evidencia a capacidade de produção científica em diferentes contextos educacionais. “A gente tem, mesmo nas regiões mais periféricas da cidade, condições de produzir ciência de alto nível, inclusive em uma escola de ensino fundamental”, afirma.
Além de apresentar os projetos, o evento marca o primeiro contato dos estudantes com um espaço de divulgação científica. “É a primeira vez que eles participam de um espaço como esse. Eles passam a conhecer não só a produção, mas também a divulgação dos dados”, explica Roni.

Já no clube ‘Incríveis Pesquisadores Maker’, da Escola Municipal CAIC Doutor Guilherme Braga Sobrinho, localizada na região do Sítio Cercado, a participação no evento também é compreendida como um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola. A professora e coordenadora do clube, Doralice Lima, destaca o envolvimento dos estudantes na definição dos temas investigados.
“Os estudantes pesquisam temas que eles mesmos consideram importantes e, ao apresentar aqui, mostram o quanto são capazes e que podem ser protagonistas das próprias trajetórias”, afirma. Segundo a professora, a experiência reforça a relevância das práticas investigativas no contexto escolar. “É uma confirmação de que esse trabalho pode ser feito e que ele é imprescindível nas escolas”, completa.
A participação dos clubes da rede municipal em eventos como a Semana Araucária também se relaciona com a forma como a experiência do Clube de Ciência da Rede Paraná Faz Ciência vem sendo desenvolvida no contexto escolar.
Para Santina Bordini, professora que acompanha os clubes na Rede Municipal de Curitiba, a participação ativa dos estudantes amplia seu papel no processo de aprendizagem. “Eles deixam de ocupar apenas o lugar de quem recebe informações e passam a investigar, criar, testar, errar, revisar e apresentar soluções”, afirma. Nos clubes, esse processo inclui o erro como parte da construção do conhecimento. “Nem sempre a primeira ideia funciona, e isso é muito bom e contribui para sua formação como pessoa”, defende.
A professora ressalta que os projetos desenvolvidos tendem a partir de questões do cotidiano e das realidades dos estudantes. “Muitas vezes, as propostas nascem da escola, da comunidade, do território onde esses alunos vivem. Isso aproxima ciência e realidade e torna a aprendizagem mais significativa”.
Nesse contexto, a participação em eventos como a Semana Araucária amplia o alcance dessas produções e reforça seu reconhecimento social. “Quando os estudantes apresentam seus projetos em um evento dessa natureza, eles percebem que aquilo que produziram na escola tem valor social, merece ser visto, discutido e reconhecido”. A inserção em espaços como a Semana Araucária e a Feira de Ciência e Inovação (FECCI) também contribui para que esses trabalhos circulem em diferentes contextos de produção e socialização do conhecimento.
Ainda que em número reduzido dentro da rede, a presença dos clubes dentro de Escolas Municipais evidencia possibilidades de fortalecimento das práticas investigativas na educação básica e indica caminhos para a ampliação de experiências desse tipo no contexto escolar.Siga o perfil da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, no Instagram, @clubesparanafazciencia para saber o que acontece nos clubes da rede. E no site Paraná Faz Ciência estão mais matérias e registros das ações do NAPI Paraná Faz Ciência.
O clube de ciências Gaia, em Cascavel, transforma bosque da escola em laboratório vivo

Quem passa pelo pequeno bosque do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel, talvez imagine que ali exista apenas um cantinho de sombra e tranquilidade. Mas os estudantes do Clube de Ciências Gaia sabem que o lugar guarda algo bem mais interessante: um verdadeiro laboratório natural cheio de mistérios científicos, e algumas araucárias que parecem estar precisando de uma investigação digna de detetive.
Armados com tecnologia, curiosidade e muita disposição, os clubistas começaram a utilizar o protocolo Araucária Hunters, dedicado a mapear, observar e medir exemplares da icônica Araucaria angustifolia, árvore símbolo do sul do Brasil. A primeira missão já foi cumprida: mapear as araucárias que vivem ao redor da escola. No total, cinco árvores entraram no radar dos clubistas. “Da Araucária Hunters, a gente fez a medição só das plantas do entorno escolar, que foram cinco no total”, explicou a professora orientadora do projeto Raissa Gallego.
E como todo bom projeto científico, com o decorrer do ano de 2025 e os avanços que foram tendo, a curiosidade só aumentou! Para este ano, a equipe pretende expandir o perímetro da investigação e sair pelo bairro em busca de novas araucárias para catalogar. “Agora queremos aumentar o perímetro e ver aqui no bairro as araucárias que temos”, contou a professora.

Há quem pense que um pequeno bosque escolar não esconde muitas coisas interessantes, porém foi justamente lá que surgiu o grande enigma da pesquisa. Entre as árvores analisadas, duas chamaram atenção por um motivo bem específico: elas parecem crescer muito mais devagar que as outras. Enquanto algumas araucárias se desenvolvem robustas e imponentes, essas duas apresentam caule fino e folhas mais fracas, como se estivessem enfrentando alguma dificuldade para se desenvolver.
“Temos duas araucárias no bosque que estão com o caule muito fino e as folhas muito fracas. O crescimento delas é bem diferente das outras”, relatou a docente. A hipótese inicial dos estudantes é que a diferença possa estar relacionada ao ambiente ao redor das árvores. Como elas estão cercadas por outras plantas e árvores do bosque, pode haver competição por luz, água ou nutrientes, um detalhe que, para a investigação científica, faz toda a diferença. Agora, no decorrer de 2026, com a continuidade das atividades dentro do clube, a equipe pretende investigar mais a fundo o que está acontecendo com as duas araucárias “misteriosas”. A ideia é comparar condições de solo, incidência de luz e proximidade com outras árvores. As investigações continuam!

O bosque da escola, lar das gigantes Araucárias, que antes servia apenas como espaço de convivência, ganhou o status de campo de investigação científica. Afinal, no Clube de Ciências Gaia, uma coisa é certa: se existe uma araucária por perto, existe possibilidade de análise e informações sobre ela a serem descobertas.
Acompanhe também o perfil do clube no Instagram: @clube_gaia.vic para saber mais sobre suas atividades.
Professores e pesquisadores são autores de quatro artigos, na publicação da pós-graduação da UFPR
‘Sujeitos, Saberes e Práticas: contribuições do PPGECM/UFPR para a Educação em Ciências e em Matemática’. Este é o título da obra que reúne 32 estudos sobre o uso das tecnologias digitais na educação em Ciências, discutindo seus impactos na formação docente e nas práticas pedagógicas. Quatro dos capítulos cotam com a colaboração de integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, incluindo um dos articuladores, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis.
O Programa de Pós-Graduação em Educação e em Ciências e Matemática (PPGECM) foi criado pelo Conselho Universitário da UFPR e aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em 2009. Atualmente, conta com 36 docentes cadastrados, pelo menos 17 grupos de pesquisa e 15 projetos de extensão ativos. Além disso, formou pelo menos 40 doutores e aproximadamente 300 mestres, até o ano de 2025.
A missão é formar professores e pesquisadores qualificados para promover avanços na área de Educação em Ciências e Educação em Matemática, impactando a comunidade, por meio da pesquisa e da extensão, em esfera local, regional e nacional. Mediante a uma abordagem interdisciplinar, o programa se compromete em preparar professores e pesquisadores para uma educação mais inclusiva, reflexiva e socialmente comprometida.
Parte do conhecimento produzido pelo Programa está representada no e-book, lançado pela Editora Schreiben. São 32 capítulos, divididos em três Eixos Temáticos que correspondem às Linhas de Pesquisa do PPGECM: (1) Formação e Desenvolvimento Docente em Ciências e Matemática; (2) Ensino e Aprendizagem em Ciências e em Matemática; e (3) Transversalidade na Educação em Ciências e em Matemática.
Os capítulos que levam a assinatura de integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência estão no espaço do Eixo 3:
CIÊNCIA CIDADÃ E NEUROCIÊNCIAS: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO ENSINO DE CIÊNCIAS é assinado pela doutoranda Fernanda Cleto dos Santos e pelos professores da UFPR, Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis
REDE DE CLUBES PARANÁ FAZ CIÊNCIA EM CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA: UM OLHAR SOBRE INDICADORES DE EFICÁCIA NETWORK OF CLUBS PARANÁ FAZ CIÊNCIA tem autoria da doutoranda Bruna Heloiza Kacharowski Pereira Castanho, de Emerson Joucoski e a pós-doutoranda Giselle Christina Corrêa.
A FORMAÇÃO DA AGENDA DA REDE DE CLUBES PARANÁ FAZ CIÊNCIA: UMA ANÁLISE SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DOS FLUXOS MÚLTIPLOS conta também com Emerson Joucoski, Giselle Christina Correa, mas agora com a parceria da doutoranda Karoline Bonardo Farias.
TRANSVERSALIDADE NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E EM MATEMÁTICA A CIÊNCIA CIDADÃ EM CLUBES DE CIÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES PARA A APRENDIZAGEM SOBRE BIODIVERSIDADE, produzido pela doutoranda Joana Letícia Alves, Rodrigo Arantes Reis e Giselle Christina Corrêa.
O professor Reis disse que a produção “é um trabalho importante que traz os resultados das pesquisas dos estudantes de pós-graduação do PPGECM. Aqui, com especial destaque para pesquisas diretamente relacionadas ao trabalho do NAPI Paraná Faz Ciência”.

Cientistas do futuro: o Clube de Ciências Máximo, do Colégio Estadual Máximo Atílio Asinelli, de Curitiba, tem uma pesquisa dedicada à horta escolar e foi premiado na Feira de Cultura Científica – FECCI 2025, evento organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência
Segundo o professor Joucoski, os textos publicados por ele são registros muito importantes do ponto de vista da extensão universitária e de reconhecimento das ações do governo na divulgação da ciência. “Os Clubes de Ciência, por exemplo, são uma nova fonte de pesquisa para o Programa PGECM e os estudos são importantes para percebermos como eles influenciam a formação dos pesquisadores paranaenses do futuro”, destaca.
A pós-doutoranda Giselle Corrêa explicou que as parcerias que geraram os artigos são fruto de um grupo de pesquisa, que tem se destacado por desenvolver investigações sobretudo da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, no Programa de Pós-Graduação de Educação em Ciências e em Matemática. “As doutorandas Karoline e Joana acabaram de defender o mestrado, e Bruna está no doutorado, todas sob minha coorientação. Esperamos que esses frutos colaborem e sejam precursores de novas pesquisas sobre as ações do NAPI Paraná Faz Ciência”.