Após quatro semanas no SLI, em Portugal, Lucas Koehler retorna com o desejo de estudar fora, pesquisar e retribuir ao Brasil o que aprendeu

Após quatro semanas em Portugal, o estudante curitibano Lucas Gabriel Vicari Koehler, 17 anos, do Colégio Elias Abrahão e integrante do Clube de Ciências MBaetaca, retornou com a experiência de participar da 6ª edição do Sustainable Living Innovators (SLI). O programa internacional, realizado pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos (Portugal), reuniu jovens de diferentes países em palestras, mentorias e em um desafio coletivo que simulava uma missão lunar. Nessa atividade, as equipes precisaram desenvolver estratégias de sobrevivência com aplicação prática também na Terra.
Durante as atividades, os participantes foram organizados em grupos para desenvolver soluções conjuntas aos desafios propostos. A orientação de mentores foi parte essencial nesse processo, somada ao incentivo constante à troca de conhecimentos entre jovens de diferentes áreas. Sintetizando esse aprendizado, Lucas lembra de uma frase que, repetida tantas vezes, acabou se tornando um lema entre os colegas: “Se um ganha, todos ganham. Se um perde, todos perdem.”

O interesse de Lucas pela aproximação entre tecnologia e saúde está presente desde a inscrição no programa – quando propôs o uso de tecnologias espaciais para auxiliar na detecção precoce de câncer – e foi reforçado no programa em Portugal. Entre os momentos mais marcantes, ele destaca a oportunidade de acompanhar pesquisadores que atuam com nanotecnologia, por exemplo, aplicada à saúde. O contato direto com especialistas da área tornou mais palpável a percepção de como a inovação pode impactar a medicina e contribuir para salvar vidas.
Fora da programação formal, a vivência cultural também foi determinante. Lucas lembra das idas ao Jardim do Morro, onde conversava com colegas, turistas e moradores locais, e fez amizades com pessoas de diferentes países. Para ele, circular pela cidade e se deparar com múltiplos idiomas foi transformador: “Gostei muito de poder ter essa liberdade, de passar na rua e escutar inglês, escutar alemão, escutar línguas diferentes e também poder falar línguas diferentes, poder ter essa troca cultural”, contou.


Para a mãe, Tayana Vicari, a vivência no exterior ampliou os caminhos do filho. “As portas do mundo se abriram para ele. Ele sempre quis trazer benefícios às pessoas, e agora terá condições de contribuir de alguma forma para a sociedade”, afirmou.
Lucas, por sua vez, considera a viagem um divisor de águas em sua formação. Mais do que o aprendizado técnico e as conexões internacionais, voltou decidido a compartilhar o que aprendeu. “Eu tenho muito para oferecer. Minha jornada, quem eu sou, conta muito. Quero estudar no exterior, pesquisar e depois voltar ao Brasil para retribuir o que aprendi, incentivando outros estudantes a acreditar que estudar vale a pena e que é possível conquistar oportunidades”, concluiu o estudante.
Dois projetos foram aprovados na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em Foz do Iguaçu

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está movimentando jornadas pedagógicas em escolas de todo o país. Dois dos colégios com clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA), que estiveram na etapa estadual do evento, foram selecionados para representar o Paraná na fase nacional. Os projetos serão apresentados em Brasília, entre os dias 06 e 10 de outubro.
A temática central da VI CNIJMA é “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. Os trabalhos aprovados para fazer parte da delegação do estado foram produzidos pelos clubes “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual Campo Castelo Branco, em Pérola D’Oeste; e Lumière”, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu.
Para a aluna Ana Grasieli Stoll, integrante do clube Exploradores da Ciência, a experiência trouxe muito aprendizado. A estudante esteve em Foz para a etapa estadual do evento, na companhia da professora coordenadora, Silvana Nodari Gindri. O projeto teve como foco o gerenciamento de resíduos sólidos na comunidade escolar. “A principal coisa, o que mais gostei, foi ser escolhida para representar o Paraná, em Brasília”, relata Stoll.

Sophia Sinigalha, aluna do clube Lumière, compartilha o mesmo sentimento. Ela esteve no evento com a professora coordenadora, Silvia Polla, e a co-orientadora, Elis Padilha, que também representou o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz. O trabalho abordou os impactos das obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas. “Conheci pessoas de vários lugares, aprendi coisas novas e vi de perto como pequenas ideias podem virar grandes projetos”, conta. “Quando anunciaram meu nome na Conferência fiquei muito emocionada.”

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O movimento também é parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), que será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro.
Além de estudantes e professores, a abertura da etapa estadual contou com a presença do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri; do representante dos ministérios da Educação (MEC), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Angelo Miranda; do diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania, Marcos Sorrentino; do secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca; da chefe do Departamento de Educação Básica, Cristiane Jakymiu; e da coordenadora da Educação Ambiental da SEED/PR, Maria Cristina Bittencourt.
Após um mês em Portugal, Davi compartilha aprendizados no SLI com o projeto da Missão Terraluna

No início de agosto, a 6ª edição do Programa SLI (Sustainable Living Innovators) foi encerrada em uma cerimônia realizada no Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA) – em Matosinhos (Portugal) –, parceiro da Fundação Araucária. Os 10 estudantes brasileiros, sendo cinco de Ensino Médio e participantes de clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, e os demais cinco, universitários, bolsistas em iniciação científica, estiveram durante um mês no país europeu. O intuito do Programa é desenvolver nos jovens conhecimentos técnicos e comportamentais para realizarem uma proposta de base lunar habitável.
O aluno Davi Angelo Rezende, de 17 anos, do Colégio Instituto de Educação Estadual de Maringá e membro do clube Cienteens foi um dos selecionados para participar do programa e voltou para a casa muito feliz com todos os aprendizados recebidos. “Gostaria que todos os jovens tivessem essa oportunidade: experimentar a independência que o programa proporciona, mas também o apoio de profissionais e o trabalho em equipe constante. O diálogo era permanente, seja nas atividades, em casa ou na rua. Foi uma das vivências mais intensas e enriquecedoras da minha vida, com impacto pessoal e acadêmico profundo”, conta.
Segundo o estudante, seu cotidiano era organizado em palestras, workshops, desenvolvimento de projetos em equipe e apresentações. “As palestras aconteciam em salas específicas ou no próprio espaço de trabalho, e envolviam participação ativa. No desenvolvimento de projetos, dividimos tarefas usando um Kanban Board – uma ferramenta visual utilizada para gerenciar projetos e fluxos de trabalho. Também tínhamos pitches [apresentações] rápidos e reuniões de alinhamento com os comitês”, explica.
Para além das atividades nos edifícios, os jovens brasileiros e portugueses visitaram a Universidade do Minho, exploraram laboratórios e tiveram experiências na BEN4US – um projeto desenvolvido pelo CEiiA junto de outros parceiros, focado em mobilidade sustentável -, onde os estudantes testaram veículos elétricos de mobilidade compartilhada. Davi relata que além do programa durante a semana, após as atividades, costumava sair com amigos ou sozinho para conhecer o Porto, os shoppings, as praias e pontos turísticos. Mas, sempre voltava para casa à noite, revisava as tarefas e se organizava para o próximo dia.
Entre os pontos que mais chamou a atenção do estudante está a confiança e independência concedida aos participantes. “Havia liberdade para pensar por conta própria, mas também incentivo para compartilhar ideias e discuti-las. O nível dos profissionais, sempre acessíveis e dispostos a ajudar, foi impressionante!”, relembra o aluno. Além disso, o investimento no programa, a diversidade de pessoas e a intensidade dos aprendizados são outras questões que surpreenderam o jovem.
Para o tema central do SLI: a Missão Terraluna, os participantes foram divididos em quatro equipes com a repartição das temáticas fundamentais para a exploração lunar: construção, energia, mobilidade e saúde/qualidade de vida. Segundo o estudante, o projeto foi pensado para se estabelecer na cratera Faustini, no Polo Sul da Lua, região estratégica por abrigar gelo de água. “O objetivo era criar um habitat sustentável capaz de manter quatro astronautas por dez dias, assegurando a sobrevivência e as condições adequadas de pesquisa científica”, explica.

A equipe de Davi, a ObserBase, ficou responsável pela construção. Para isso, eles pesquisaram técnicas atuais de impressão 3D com regolito lunar (que é uma camada de material que cobre a superfície da Lua). O estudante também explica que eles estudaram métodos de soterramento para isolamento contra radiação, sistemas insufláveis habitáveis e organização de túneis para mobilidade.
O jovem explica que eles contaram com o apoio de empresas, como Grupo Casais e da Universidade do Minho, para fundamentar a viabilidade técnica do projeto. Ele explica que “as ideias foram estruturadas em etapas: idealização, prototipagem conceitual e desenvolvimento de relatórios técnicos, com apresentações e feedbacks constantes dos mentores”.
A base que eles estavam estruturando abrigava laboratórios de geologia, física, química e biologia, além de áreas para telecomunicações, estufa, dormitórios, enfermaria, sala de convivência, ginásio e sistemas de suporte de vida (ECLSS). O aluno conta que incluíram soluções para extração de gelo lunar com o objetivo de terem água. E também, sistemas de ventilação, de iluminação, estufa para cultivo de alimentos e reciclagem integrada.
De volta a casa, o clubista conta o misto de emoções que viveu, entre saudade e gratidão. “Saudades das pessoas, da rotina intensa e do projeto que parecia muito maior do que nós mesmos. E a gratidão por ter vivido algo tão transformador em tão pouco tempo. Hoje tenho a certeza de que a vida é feita desses momentos que mudam silenciosamente o rumo da gente”. Entre as melhores aprendizagens, o estudante expõe o impacto dos laços que nasceram no programa e, para além das ideias que surgiram em relação ao futuro, a coleção de memórias está em destaque. “Essas nunca mais se repetirão e eu carregarei comigo para sempre”, conclui.
Dez colégios com clubes de ciências realizaram as conferências na região

Durante os meses de junho e julho, colégios da região Centro-Sul do Paraná promoveram a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), uma iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente voltada a estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Com o tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”, a Conferência busca engajar os alunos em debates e propostas sobre educação ambiental e justiça climática por meio de pesquisas e ações concretas voltadas às questões socioambientais.
Dez colégios com clubes de ciências da região estão participando da etapa regional da conferência. As escolas são de Guarapuava, Candói, Turvo, Prudentópolis, Boa Ventura de São Roque e Cantagalo. Cada uma delas está adotando metodologias próprias para trabalhar os temas com os alunos.
A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente ocorre em quatro etapas: a primeira é a escolar, na qual cada escola desenvolve projetos com seus alunos. Em seguida vem a etapa regional, que seleciona as melhores propostas de cada região. As escolas finalistas participam da etapa estadual, e, por fim, os projetos vencedores de cada estado avançam para a fase nacional, que será em Brasília.
Na região Centro-Sul do Paraná, os colégios contam com o apoio da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), que atua diretamente no desenvolvimento de ações por meio de projetos voltados ao protagonismo juvenil e à popularização da ciência. Entre essas iniciativas estão o Pacto Global de Jovens pelo Clima, projeto de abrangência internacional que envolve 11 estados brasileiros; a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que envolve 30 escolas em 17 municípios da região; e o projeto Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade, também de alcance internacional, presente em 16 estados do país, coordenado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão Educação Geográfica e Cartografia para Escolares, o EducartGeo.
Em Guarapuava, no Colégio Estadual Cristo Rei, a professora Crissiane Loyse Luiz, responsável pelo Clube de Ciências “Velozes e Curiosos”, organizou uma feira de apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos. A atividade teve como objetivo mobilizar os estudantes quanto ao debate sobre as formas de mitigação da mudança climática através do cuidado com as abelhas nativas do Brasil e a manutenção da biodiversidade. Para a professora Crissiane, a apresentação é fundamental no desenvolvimento dos trabalhos. “Os alunos acabaram trazendo muitas ideias e materiais que eles mesmos confeccionaram, e as pesquisas já estavam em andamento, já estavam organizados”, destacou.
A estudante Luiza Mazur, de 11 anos, faz parte do clube e apresentou seu trabalho na feira. Para ela a conferência foi uma experiência muito enriquecedora. “Foi a minha primeira apresentação sobre as abelhas e o meio ambiente. Foi bem legal, um sentimento novo. Eu gostei bastante de participar da Conferência, porque abre novas portas e é uma oportunidade de conscientizar outras crianças sobre as abelhas”, comenta.

Já no Colégio Estadual Padre Chagas, também em Guarapuava, o professor Emerson de Souza Gomes, responsável pelo clube “EcoCientistas Visionários”, coordenou uma atividade que envolveu seis grupos de alunos, cada um abordando uma temática ligada à justiça climática, como saneamento básico, resíduos sólidos, drenagem, inundação e insegurança alimentar.
A dinâmica proposta pelos estudantes foi aplicada às turmas dos sétimos e oitavos anos e começou com apresentações introdutórias dos clubistas. A partir dessas exposições, os alunos das turmas formaram grupos e criaram um “Muro das Lamentações”, onde registraram problemas ambientais que conhecem, vivenciam ou identificam nas falas dos colegas. Em seguida, a atividade evoluiu para a construção da “Árvore dos Sonhos”, onde os estudantes escreveram em folhas suas propostas de solução para esses problemas, criando, assim, uma trilha simbólica que liga os desafios às ações necessárias para superá-los e alcançar um futuro mais sustentável.
Para a estudante do clube, Laura Maria Polli, de 14 anos, essa troca de experiências com os alunos de outras turmas é essencial para a sua formação. “A gente está aprendendo com eles, porque eles trouxeram ideias que talvez não tivéssemos pensado. Para mim, me ajuda muito para agregar conhecimento”, contou.

No Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer, em Guarapuava, a professora Daniele Kosmos coordena o Clube de Ciências “EcoTransformadores”. Os clubistas decidiram fazer uma apresentação para os alunos dos oitavos e nonos anos do colégio explicando sobre as mudanças climáticas, aquecimento global e justiça climática. Em seguida, os alunos apresentaram o projeto do Clube, “Rua Sustentável”, que propõe ações para melhorar a qualidade das ruas do bairro Colibri, próximo ao colégio. A proposta foi tornar uma rua-modelo no bairro, um exemplo de sustentabilidade, refletindo o que foi discutido em sala. Para a professora Daniele, a conferência tem papel central para a formação dos estudantes. “É uma oportunidade de ir além do conteúdo da sala de aula e mergulhar diretamente na vivência cidadã e crítica”.
Já os alunos do Colégio Estadual Professor Amarílio, também em Guarapuava, fizeram uma análise dos problemas do cotidiano escolar em conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), utilizando textos de apoio e dinâmicas em grupo. Em seguida, os alunos do Clube de Ciências “EcoCriativos”, com a supervisão do professor responsável, Doacir Domingos Filho, se organizaram em torno de temas como descarte incorreto de resíduos, desperdício de água, uso excessivo de energia elétrica e falta de aproveitamento de materiais recicláveis. E então elaboraram propostas de ações para resolver esses problemas.
Com foco na importância das abelhas para o equilíbrio ambiental e sua relação com o combate às mudanças climáticas, os alunos do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, apresentaram os trabalhos desenvolvidos no Clube de Ciências “Climatize-se”, organizado pela professora Katiane dos Santos, para turmas do Ensino Fundamental II da escola.
Após as apresentações internas, os projetos foram integrados e exibidos para a comunidade no evento de Culminância das Eletivas, uma feira realizada no colégio no dia 8 de julho, que reuniu toda a comunidade escolar para conhecer os trabalhos desenvolvidos nas disciplinas eletivas e nos clubes de aprendizagem.

Em Candói, os estudantes do Colégio Estadual do Campo da Paz participaram das atividades sob a orientação do professor de Biologia, Daniel Mazurek, e da professora Leonara Forquim de Mattos, responsável pelo clube “Identidades em Construção”. Os clubistas fizeram uma apresentação sobre educação ambiental, crise climática e racismo ambiental para todos os estudantes do Ensino Fundamental II. Ao final, os alunos propuseram ações para resolver os problemas discutidos.
No Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, localizado na Terra Indígena Marrecas, em Turvo, as atividades da Conferência foram organizadas em três momentos. Durante uma manhã, professores de diferentes disciplinas e alunos apresentaram os projetos e ações já desenvolvidos no Clube de Ciências “Pỹnfīfī”, com foco em temas como desmatamento e a relação dos povos originários com o meio ambiente. As apresentações envolveram turmas desde as séries iniciais até o Ensino Médio. Em seguida, foi realizado um diagnóstico socioambiental da escola, refletindo sobre os principais desafios enfrentados e as possibilidades de transformação do espaço escolar. Por fim, os estudantes participaram de rodas de conversa, onde puderam trocar ideias e propor ações voltadas à melhoria da realidade local.
Segundo o professor responsável pelo clube no colégio, Luan Felipe de Lima, o envolvimento dos estudantes tem sido essencial. “Eles são muito engajados, então as propostas saem. Acredito que vai sair bastante coisa. Espero que os alunos, principalmente os do Ensino Médio que estão adentrando em uma faculdade, consigam espalhar essas vivências que eles têm para o pessoal da cidade”, afirmou.
No Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura de São Roque, os alunos do Clube de Ciências “Adonis com Ciência” foram organizados em grupos temáticos, como desmatamento, energias renováveis, racismo ambiental e resíduos sólidos, e realizaram pesquisas orientadas pela professora Juliana Aparecida Ghiotto. A partir disso, a proposta foi criar conteúdos digitais, como vídeos e podcasts. Segundo a professora Juliana, os alunos demonstraram um grande interesse pela atividade. “A proposta de utilizar as redes sociais como ferramenta educativa despertou entusiasmo, pois dialoga com a realidade deles”, completa.

Em Prudentópolis, os alunos do Colégio Estadual Alberto de Carvalho foram organizados em cinco grupos pela professora Mariel Guil Chociai, responsável pelo Clube de Ciências Quatro Elementos, com diferentes eixos temáticos. Cada grupo trabalhou com um eixo diferente relacionado à justiça climática. Após essa divisão, foram realizados debates e identificados os problemas ambientais do município. Entre as ações discutidas, destacou-se o reflorestamento de nascentes urbanas, iniciativa que saiu do papel e foi concretizada em uma atividade prática de campo, envolvendo os próprios estudantes.
No Colégio Estadual Professora Elenir Linke, em Cantagalo, a Conferência foi dividida em dois momentos. Pela manhã, os alunos participaram de palestras com a professora e doutora Sílvia Romão e com a própria professora responsável Luana Almeida Pereira, que abordaram os temas “Meio Ambiente e Qualidade de Vida” e “justiça climática”. No período da tarde, os estudantes, do sexto ao nono ano, se organizaram em grupos mistos para desenvolver projetos, que foram apresentados ao final do dia. O projeto mais votado foi escolhido para representar a escola na etapa regional. Os alunos do Ensino Médio, integrantes do Clube de Ciências “Discípulos de Pasteur”, atuaram como monitores na organização do evento.
A VI Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é uma iniciativa que promove e desenvolve o pensamento crítico e científico dos estudantes, por meio das atividades práticas propostas pelos professores. Além de fortalecer a cidadania ativa e ambiental, consolidando o papel da escola de Ensino Básico na formação de lideranças conscientes e engajadas frente à crise climática.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
No relato, a clubista ligada à UNIOESTE conta sobre sua participação no evento na Europa que durou 30 dias

Chegou ao fim a 6ª edição do Sustainable Living Innovators (SLI), programa realizado em Portugal que busca promover jovens do Ensino Médio e universitários em agentes de transformação a partir da tecnologia. Com isso, chega ao fim também a aventura de Laura Matos Stein, de 16 anos, aluna do Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, como integrante do grupo de alunos brasileiros que embarcou rumo a outro continente para esta grande aventura científica.
Laura Stein, uma das representantes do Paraná dentre os alunos clubistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, pela rede pública do estado, destaca a experiência e um pouco do que viveu. “A viagem para Portugal foi simplesmente incrível, uma experiência única e profundamente enriquecedora! Vou levar para minha vida toda, com muito carinho e aprendizado. A recepção foi excelente! Desde o primeiro momento, senti-me extremamente bem-vinda e acolhida”, diz.
A clubista conta que durante a participação no Programa, os integrantes foram divididos em quatro grandes áreas de atuação, sendo elas: Mobilidade, Saúde e Bem-Estar, Construção e Energia. Ela fez parte da equipe Energia. “Nossa missão era desenvolver soluções para a construção de uma base lunar capaz de sustentar uma missão inicial de sete dias. O foco principal foi estudar soluções para geração de energia solar com painéis retráteis, aproveitando ao máximo as condições desse período”, explica a clubista.
Houve também uma solução complementar: o uso de reatores nucleares de fissão. “Essa opção visava garantir fornecimento contínuo de energia, mesmo durante a noite lunar, ou em caso de falhas nos painéis solares. Essa combinação trouxe mais segurança, resiliência e flexibilidade para a operação da base”, descreve Laura.

De volta à casa, Laura destaca que a ida a Portugal foi uma experiência agregadora, que permitiu contato com novas ideias e culturas. A vivência serviu para ampliar os conhecimentos sobre a lua e fortalecer habilidades de trabalho em equipe, como a colaboração e a adaptação, agregando à estudante tanto no aspecto profissional, quanto no pessoal, deixando um grande impacto positivo na sua trajetória.
“Hoje, volto com a certeza de que todo esse aprendizado está pronto para ser colocado em prática em projetos futuros, sempre com foco em inovação e sustentabilidade”, finaliza a estudante Laura.
A apresentação final dos trabalhos em Portugal foi transmitida e segue gravada no link Projeto Terraluna – SLI 2025 . As atividades dos Clubes de Ciências podem ser acompanhadas também pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e aqui no site do Notícias – Paraná Faz Ciência.
Clubista do Colégio Estadual Padre Chagas foi uma das cinco paranaenses selecionadas para o intercâmbio científico, onde desenvolveu soluções para uma base lunar

No dia 8 de agosto, chegou ao fim a sexta edição do Programa Sustainable Living Innovators (SLI), em Portugal. Entre os cinco estudantes paranaenses selecionados para o programa internacional, esteve Rafaela Zerbielli, de 16 anos, estudante do Colégio Estadual Padre Chagas, de Guarapuava, e integrante do clube de ciências “EcoCientistas Visionários’’, vinculado à Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Com o tema “Da Lua para a Terra – Como é que as tecnologias de exploração lunar podem melhorar a vida na Terra”, Rafaela e seus colegas brasileiros e portugueses desenvolveram o conceito de uma base lunar. A proposta final do projeto era apresentar soluções para viabilizar futuras colônias humanas na Lua.
A estudante embarcou para Portugal no dia 10 de julho, e as atividades do intercâmbio começaram no dia 14. Segundo Rafaela, ao chegar ao país, ela ficou impressionada com a receptividade e o preparo dos portugueses e dos demais participantes. “Todos pareciam extremamente aptos para o programa, trazendo ideias inovadoras e um entusiasmo contagiante. Foi bem legal perceber que apesar das diferenças culturais, todos compartilhavam o mesmo objetivo de criar algo grandioso juntos”, relatou.
Durante o programa, os 29 participantes foram divididos em quatro grupos temáticos: saúde e bem estar, construção, mobilidade e energia. Rafaela integrou a equipe de saúde e bem-estar, responsável por desenvolver soluções voltadas ao cuidado dos astronautas na missão lunar. Cada grupo trabalhou em soluções específicas dentro de sua área, e a entrega final do programa foi a criação de uma base lunar funcional que, futuramente, pudesse viabilizar colônias humanas na Lua, um resultado final que uniu as ideias elaboradas por todos os participantes.
Para Rafaela, a visita aos centros de pesquisa ligados à exploração espacial foi uma das atividades mais marcantes do programa, por proporcionar contato direto com protótipos e simulações. “Estar diante de tecnologias reais, que hoje estão em fase de estudo, mas amanhã poderão estar no espaço, foi como ver o futuro diante dos meus olhos.”

A estudante também destacou o aprendizado em áreas como engenharia e arquitetura espacial, métodos de geração de energia em ambientes extremos, mobilidade em terrenos lunares e cuidados com a saúde humana em condições adversas. Mais do que o conhecimento técnico, Rafaela valoriza as competências desenvolvidas ao longo do intercâmbio. “Destaco principalmente as habilidades de trabalho colaborativo internacional e em gestão de projetos científicos complexos, como as que eu desenvolvi lá, pois a organização do programa inteiro se baseava nisso. Então posso dizer que essas habilidades, por conta da estrutura do programa, foram muito bem aprimoradas”, contou.
O Programa Sustainable Living Innovators (SLI), foi oferecido por meio de uma parceria entre a Fundação Araucária e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), de Portugal. A iniciativa foi oferecida a estudantes dos segundos e terceiros anos do ensino médio que fazem parte dos Clubes de Ciência da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, além de outros cinco universitários cursando os dois anos iniciais da graduação e matriculados em projetos de iniciação científica.
De volta a Guarapuava, Rafaela já planeja aplicar uma das maiores lições que ela adquiriu durante o programa no dia a dia do clube de ciências: a importância do trabalho colaborativo e multidisciplinar. “No clube de ciências, pretendo incentivar ainda mais essa dinâmica, mostrando que ideias diferentes se complementam e podem gerar soluções muito mais criativas e eficazes”, defende a clubista.
Além do trabalho colaborativo, a clubista pretende compartilhar os conceitos de sustentabilidade e inovação que aprendeu. “Aprendemos que tecnologias pensadas para um ambiente extremo, como a Lua, podem ser adaptadas para melhorar o cotidiano aqui na Terra. Acredito que levar essa visão para meus colegas e para a comunidade pode inspirar projetos voltados para questões nossas, aqui mesmo de Guarapuava, como, por exemplo, o uso mais consciente da água, a geração de energia limpa e a construção de soluções simples, mas inovadoras, voltadas aos problemas do dia a dia”, comentou Rafaela.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Os clubistas do Distrito de Congonhas puderam conhecer diversos projetos no Campus Cornélio Procópio da UENP

A temática central é a preservação da água. Está localizado no distrito de Congonhas, ligado ao município de Cornélio Procópio, e é parte do Colégio Estadual Dulce de Souza Carvalho: esse é o clube de ciências “Água Limpa”.
As atividades de pesquisa do clube colocam os clubistas em contato com conhecimentos de conservação ambiental e com o reconhecimento de direitos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável formulado pelas comissões da Organização das Nações Unidas (ONU). Especificamente os ODS número 6 – água potável e saneamento – e o de número 14 – Vida na água. Ambos visam garantir água limpa para as próximas gerações.
O coordenador do clube, professor Sérgio Augusto Pereira, docente de Geografia e doutorando em pesquisas sociogeográficas, busca ampliar os horizontes dos alunos e as possibilidades da preservação da água no Norte Pioneiro do Paraná. Uma dessas atividades foi a visita para conhecer projetos educacionais e científicos da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), campus Cornélio Procópio. Estiveram no planetário, no meliponário, na horta e nos laboratórios de ensino do curso superior de Ciências Biológicas. A visita aconteceu no dia 27 de junho de 2025, no período vespertino. A equipe UENP ligada à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência recebeu os clubistas, sendo o grupo formado pelo professor Dr. Rodrigo Poletto, os bolsistas pedagógicos Maria Eduarda Diniz e Thiago Ezídio, além da bolsista de comunicação, Ana Caroline Amaral.

A sessão no planetário mostrou a composição do Sistema Solar e suas características, proporcionando aos clubistas uma imersão que auxilia no desenvolvimento de ideias concretas dentro do campo da astronomia.

Já no ambiente externo, o meliponário construído no campus conta com várias espécies de abelhas nativas, cultivadas com intuito pedagógico, para demonstrar a importância ecológica das abelhas. Neste momento os clubistas puderam também expor seus conhecimentos prévios, já que vindos de áreas rurais, têm contato direto com diversos tipos de animais. Já na horta, o enfoque foi sobre as plantas alimentícias não convencionais, as famosas PANCs, que ilustram a importância das diversas heranças culturais sobre alimentação no país.

No laboratório de Zoologia foi possível observar diversas espécies de animais, desde pequenos vermes achatados até as vértebras da coluna de uma baleia. O professor Rodrigo Poletto ainda contou aos estudantes sobre a rotina de estudos nos laboratórios de Zoologia e de Botânica do curso de ciências biológicas.

Com as ampliações de programas e políticas educacionais, alinhados aos incentivos voltados à ciência como o da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, está sendo possível mudar a realidade de quem mora no interior, ao oferecer a oportunidade de continuidade os estudos em uma universidade de qualidade, sem que seja necessário ir para uma grande capital.
Clubista conta sobre sua trajetória, desafios e aprendizados ao participar do projeto internacional com apoio da Fundação Araucária

A experiência de desenvolver um projeto inovador que une ciência, criatividade e sustentabilidade para levar energia limpa tanto à Terra quanto à Lua levou Renan Ulisses Galdino para um programa de mobilidade internacional, em Portugal. Aluno do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos em Matinhos, ele faz parte do Clube de Ciências do Tereza, orientado pelo professor Jean Carlo.
O trabalho desenvolvido por Renan leva o nome de “Lux” e foi criado com a proposta de aproveitar movimentos naturais do ambiente — como as ondas do mar ou vibrações no solo — para gerar energia elétrica através da indução magnética. O projeto ficou em primeiro lugar na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná na categoria “Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa” e foi um dos cinco escolhidos para a 6ª edição do Programa Sustainable Living Innovators (SLI), em Matosinhos, na região metropolitana do Porto. Entre os dias 14 de julho a 08 de agosto, os alunos tiveram palestras, atividades e desafios complexos voltados para o desenvolvimento das gerações mais jovens como propulsoras da construção de um futuro mais próspero e sustentável.
Após retornar de sua primeira experiência internacional, Renan contou um pouco sobre sua trajetória ao receber a confirmação de que tinha sido aprovado, a reação da família e seus próximos passos.“Primeiro, fui olhar meu e-mail para ver se havia alguma novidade. Eu já tinha passado para a segunda fase da entrevista e, ao abrir, vi a aprovação no programa SLI. No início, não caiu a ficha — foi aquele momento em que você não acredita de primeira. Depois, veio a euforia: arrumar passaporte, preparar a mala e correr com todos os detalhes da viagem”, comenta.
Para Renan, a confirmação real de que tudo estava acontecendo veio apenas quando ele esperava o ônibus para ir até Curitiba e, então, embarcar para Portugal. Ao chegar lá, ele relata que a convivência com o grupo foi divertida, com muitas piadas e momentos engraçados desde o primeiro contato. “Ao chegar, fiquei impressionado com a beleza da cidade. Para uma primeira viagem, foi uma experiência incrível. Participamos de uma cerimônia de abertura e já no dia seguinte pudemos explorar o local. Visitamos muitos lugares, incluindo o Gaia, um mirante famoso pelo pôr do sol. No outro dia, conhecemos shoppings e outros pontos turísticos. Alguns colegas chegaram a visitar cidades mais distantes, enquanto eu explorei bastante a região do Porto”, conta Renan.

Durante a semana, Renan relata que as atividades seguiam uma rotina: palestras pela manhã, almoço e atividades pela tarde. “Fomos divididos em equipes para desenvolver um único projeto dentro da missão ‘Terra Luna’, que tinha como objetivo criar um ecossistema sustentável para que astronautas pudessem explorar a Lua com segurança e conforto”, explica o clubista.
As equipes foram separadas em quatro áreas: energia, construção, mobilidade e saúde. Renan ficou no time de energia, que desenvolveu um sistema de painéis solares retráteis. “Eles eram instalados na superfície lunar, elevavam-se até certa altura e se abriam para captar o máximo possível de luz solar. Possuíam limpeza por eletrostática, painel de gestão com inteligência artificial e outros recursos. Como plano B, projetamos também um reator nuclear de fissão baseado no Kilopower, da NASA”, relata.
Os grupos também criaram contas no Instagram, nas quais compartilharam um pouco sobre o trabalho feito e vídeos com momentos descontraídos. A equipe de Renan foi nomeada “Zenith Energy Inovations” (@zenith_energy_ no Instagram).
Além dos brasileiros, o projeto também contou com estudantes portugueses, tanto do ensino secundário quanto universitários. Perguntado sobre como foi a convivência, Renan responde que todos aprenderam a trabalhar juntos, mesmo sendo de contextos diferentes, e conseguiram desenvolver um projeto em conjunto.

“O que levo de positivo dessa experiência é a capacidade de ser eficiente trabalhando com pessoas que acabei de conhecer e de colaborar para alcançar um objetivo comum”, defende o jovem. “Minha inscrição no programa começou com incentivo de outras pessoas que acreditavam que eu tinha potencial. Desenvolvi o projeto com apoio e sugestões até chegar à versão final enviada para a inscrição.”
Sobre a reação da família, Renan diz que nunca tinha vivido nada parecido, então todos ficaram muito felizes e orgulhosos, especialmente sua mãe. Quanto ao futuro, ele pensa em criar algo parecido na área de tecnologia para apresentar em outra feira de ciências, como a do Litoral, marcada para os dias 2 a 4 de dezembro, em Matinhos. O estudante do 2º ano do Ensino Médio ainda não sabe o que pretende cursar, mas com certeza sabe que quer continuar na área de tecnologia e desenvolver mais projetos inovadores.

No Colégio Branca da Mota Fernandes, os estudantes pretendem realizar um foguete de garrafa PET

O Clube Paulo Sérgio Bretones, do Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes, em Maringá, está animado com os planos de construir um foguete com garrafa pet. Composto por 29 estudantes do sexto ao nono ano, o clube se reúne todas as quartas-feiras, das 10h15 às 12h45, com o objetivo de estudar astronomia e iniciação científica.
A maioria dos participantes são meninas, mas o clube é composto por meninos também. Os estudantes decidiram homenagear o astrônomo Paulo Sérgio Bretones ao nomear o clube. Ele foi um nome importante na astronomia brasileira ajudando a difundir o ensino. “Ele faleceu ano retrasado (2023) e nós fizemos essa homenagem”, conta a professora coordenadora do clube, Telma Augusta Diniz.
A dinâmica do clube varia conforme a temática estudada. Existem momentos em que a prática é realizada primeiro, com propostas de desafios para os estudantes pensarem em casa e trazerem na próxima aula. A professora Telma chama de ‘sala de aula invertida’. “Quando a gente trabalhou sobre o primeiro homem a orbitar a Terra, por exemplo, eles tiveram que pesquisar em casa para entenderem melhor o que a gente ia trabalhar em sala”, explica. Ela busca também diversificar os meios de aprendizagem. “Eu trabalho muitos vídeos, animações e simulações”, complementa.
O clube desenvolve uma proposta em parceria com o clube das EstrELAS – um projeto de extensão do Polo Astronômico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no câmpus de Campo Mourão. Essa iniciativa visa incentivar mais meninas e mulheres no campo das ciências exatas. “O foco principal das EstrELAS é a mulher na ciência e o nosso [Clube Paulo Sérgio Bretones] é a alfabetização científica”, define a professora Telma. A coordenação do clube EstrELAS fica a cargo da professora Dra. Camila Maria Sitko, da UTFPR.

No ano passado, em razão da licença especial, a professora Telma esteve afastada por três meses do clube. Os alunos então estudaram de forma mais teórica o sistema solar e o ângulo necessário para a construção de foguetes de canudo, com as aulas do professor de matemática, Julio Marcos Correia, responsável pelo clube neste período.
Com o retorno da professora às atividades, um dos exercícios realizados envolveu a importância da data comemorativa dos 64 anos do primeiro humano a orbitar a Terra, o astronauta russo Yuri Gagarin. Foram confeccionados os foguetes de canudos, uma atividade prática que envolveu, inclusive, uma competição entre os estudantes.
A professora Telma também retomou o tema do sistema solar nas aulas, refletindo sobre as características dos corpos celestes. Como atividade prática, eles criaram um jogo da memória: os estudantes pintavam e recortavam os papéis com os desenhos dos planetas e depois cada carta foi plastificada. “Os alunos criaram dicas para a dinâmica do jogo, por exemplo, ‘é o maior planeta do sistema solar’, e quem joga tem que achar entre os desenhos ali dispostos. Em caso de erro, são estimulados a explicar porque estava incorreto”, diz Telma.
O professor Julio colaborou também em um trabalho interdisciplinar envolvendo astronomia, matemática e física. Ele explicou escala e eles tiveram que resolver a seguinte situação: representar o Sol em escala usando uma bola de Pilates de 85 cm de diâmetro. O objetivo era entender como as escalas ajudam a visualizar dimensões astronômicas em objetos do nosso cotidiano.
A partir dessa escala, eles fizeram os tamanhos proporcionais de cada planeta do sistema solar, criando um modelo 3D. “Os estudantes utilizaram material reciclável, massinha de modelar, papel de revista e fita crepe para construir os planetas. Depois, forraram as peças com papel alumínio” explica a educadora responsável pelo clube.
Ao final, ainda surgiu uma questão: “como criar os anéis de Saturno?”. Os estudantes ficaram com esta tarefa de casa. A provocação nessa atividade é que os anéis de Saturno flutuam em torno do planeta, logo eles deveriam pensar em como construir uma réplica em que esses anéis ficassem também flutuantes ao redor de Saturno, sem tocá-lo.

Para a professora, a importância dessa iniciação científica está, principalmente, em retirar algumas concepções de senso comum, nem sempre corretas. “Alguns alunos não tinham nem noção do tamanho do Sol nem da Terra. Não sabiam que a estrela é redonda e que o Sol é uma estrela redonda”. Como professora de ciências, a educadora se diz feliz em ensinar o saber científico e ver que eles estão levando isso à frente e contando para os pais.
Além de gostar muito de astronomia, Telma explica como consegue trabalhar com interdisciplinaridade. A atividade da escala, unindo matemática e astronomia, foi um exemplo de como a relação entre as disciplinas colabora para o conhecimento dos estudantes. “De repente eles não teriam absorvido o conhecimento que tiveram de escala se fosse estudado somente na matemática. Com a atividade proposta, de montar um sistema solar, foi facilitado para eles, chamou a atenção e despertou a curiosidade dos alunos”, diz a professora.
Até o final do ano, os estudantes vão estudar a física que envolve o lançamento dos foguetes, entrando em leis de Newton e as leis de Kepler. Segundo Telma, não será apenas uma atividade lúdica. “Até chegar este momento, eles vão ter passado pelo caminho científico. O objetivo é utilizar esses aprendizados para que eles entendam qual ciência está por trás de cada evento, no momento em que forem realizar os lançamentos dos foguetes de garrafa pet”, defende a professora.
Outra ideia para o futuro é a viagem até a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ao câmpus de Campo Mourão. Os alunos vão visitar o planetário e participar de um ‘show da física’, com observação noturna voltada para o projeto da construção de foguete. Conforme Telma, “será uma observação guiada com dois telescópios e os professores da UTFPR, que são do polo astronômico, e vão acompanhar os alunos”, finaliza.
O clube preparou a peça ao longo do semestre e fez sua estreia ao encenar para estudantes de uma escola municipal

O clube Cabeceira do Rio Iapó, do Colégio Antônio e Marcos Cavannis, da cidade de Castro, estreou sua peça de teatro científico, intitulada “Conservação do Solo e da Água”. Inserida no projeto do clube, a atividade teve como público-alvo os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado e buscou sensibilizá-los para questões ambientais relacionadas ao Rio Iapó.
A peça, encenada três vezes ao longo do dia 17 de junho, para que todos os estudantes da escola pudessem assistir, contou a história de duas crianças que se encontram e embarcam em uma aventura com descobertas sobre a preservação do solo e da água. Durante a encenação, um dos destaques foi o latossolo — tipo de solo característico da região, com alta permeabilidade de água —, abordado de forma lúdica pelos personagens.
Interpretados por fantoches confeccionados pelos próprios clubistas, os personagens chamaram a atenção do público infantil, e ao final das sessões, as crianças interagiram, comentaram sobre os personagens e demonstraram interesse e envolvimento com o tema da peça.

Após as apresentações, os estudantes do clube participaram de uma roda de conversa com parte da equipe de bolsistas e articuladoras dos clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). No encontro, os alunos puderam compartilhar suas experiências no processo de criação e discutir os aprendizados envolvidos na produção teatral. A troca com a equipe da universidade também possibilitou que os estudantes reconhecessem o valor educativo do trabalho que realizaram.
O momento serviu ainda como incentivo à continuidade do projeto. Os estudantes foram convidados a pensar nos próximos passos do clube, refletindo sobre o que já foi realizado e como seguir participando ativamente das atividades. A conversa reforçou o compromisso com o trabalho em grupo e a importância do envolvimento dos estudantes nas ações e no planejamento das novas atividades. O clube segue ativo, e em breve novas etapas do projeto serão compartilhadas.
Evento nacional discute os desafios para a popularização do conhecimento científico e a interiorização dos centros e museus de ciências

Como atrair mais visitantes para os centros e museus de ciências em todas as regiões do Brasil, estejam na capital, litoral ou interior, sem uma política pública que invista e valorize estes espaços como agentes de transformação social? Como tornar os museus protagonistas e estratégicos para o fortalecimento da educação científica, da cultura museal e da articulação entre instituições de todo o país?
Estes são alguns dos desafios que os participantes do V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), que começou hoje, 12, em Maringá, noroeste do Paraná, e reúne gestores e coordenadores de centros e museus de ciências, trabalhadores, pesquisadores, professores e alunos que vivem o dia a dia da luta que é divulgar e popularizar a ciência no país.
O evento vai até dia 14 e tem como anfitrião o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e a parceira do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, contando com a participação de mais de 200 inscritos vindos de 13 estados e representando 45 instituições, centros e museus de ciências. Serão apresentados 135 trabalhos nas modalidades oral e bando, abordando temas como itinerância, acervo, curadoria, práticas inclusivas, comunicação digital, formação docente, ações comunitárias, entre outros.
O V Encontro terá 20 horas de programação científica, mais 14 sessões de trabalhos orais e duas sessões de apresentação de banners, somando mais de 52 horas de atividades. Toda a programação está sendo transmitida, ao vivo, no canal do Youtube da ABCMC.

O tema central desta edição é ‘O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica’. A ideia é fomentar reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências, além de reunir profissionais e pesquisadores de diversos centros e museus de ciência.

A presidenta da ABCMC, Andréa Fernandes Costa, na palestra de abertura, disse que é fundamental diminuir as desigualdades em relação à presença de museus pelo país, melhorar a acessibilidade e mecanismos de inclusão, bem como pensar na itinerância como estratégias para alcançar novos públicos.
“É preciso pensar em levar para o interior o que tem nas capitais, levar para o interior e que encontro no litoral. Mas é preciso olhar também pra realidade das capitais e pensar uma distribuição menos desigual, que faz com que grande parte da população se concentra em cidades de grande porte, em capitais. Mas essa população, que a princípio com números absolutos tem uma boa oferta de museus, tem dificuldade de acessar esses equipamentos porque eles tendem a se concentrar nas regiões mais ricas das cidades, nos bairros menos habitados”, alerta.
Outro gargalo a ser enfrentado pelo segmento é a escassez de recursos humanos e financeiros para atividades cotidianas dos espaços museais, o que impede a abertura de novos espaços e a implantação de projetos de itinerâncias, que levam partes do acervo a localidades onde não há museus.
“A gente precisa construir museus, fomentar a sua itinerância dos museus já existentes, me referindo o que o George Wagensberg dizia: a principal missão dos museus é promover o estímulo. O museu é insubstituível no estado mais importante do processo cognitivo, que é justamente o início, saindo em diferença para a vontade de aprender. Então, o museu faz com que vocês saiam da indiferença para a vontade de aprender, abrindo portas e janelas para o conhecimento”, citou.

De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 4 mil museus registrados no Brasil, mas 31,4 % da população brasileira mora em municípios sem ou ao menos uma instituição museal, onde apenas 1.649 municípios contam com museus.
“Temos muito caminho pela frente e, pensar o papel dos centros e museus de ciência na consolidação da interiorização e da divulgação e popularização científica no nosso país, passa também por pensar como esses museus e centros de ciência se fazem ou não se fazem presentes nesse interior do nosso país”, afirma Andréa.
A professora da UEM, Débora de Melo Sant’Ana, coordenadora do V Encontro e, que também representa a Fundação Araucária, enfatizou aos participantes o esforço da ABCMC e dos profissionais da área com a popularização da ciência para a realização do evento. “Nosso compromisso é a valorização da memória científica e a construção de políticas públicas que reconheçam os museus e centros de ciência como espaços vivos de aprendizagem, inclusão e cidadania”, afirmou.
Para Débora, é uma satisfação realizar o encontro na cidade de Maringá, no coração do Paraná. “Nossa cidade é reconhecida por sua qualidade de vida, planejamento urbano e compromisso com a educação e com a cultura. É uma cidade que respira inovação e que acolhe com generosidade iniciativas voltadas à ciência, à inclusão e à formação cidadã”.
O reitor Leandro Vanalli lembrou que a UEM está comemorando 55 anos em 2025 e como o evento é de suma importância para a memória da ciência produzida na instituição. “A UEM como protagonista regional de desenvolvimento e tantos Arranjos de Inovação, os NAPIs, tem mostrado à sociedade regional a importância da memória, a valorização da pesquisa e a transmissão conhecimento”, ressaltou.

Em sua intervenção na abertura, Rodrigo Arantes Reis, coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência e do Laboratório Móvel de Divulgação Científica (LabMóvel), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), enalteceu o momento único que o Paraná vive com a valorização da ciência, especialmente a que conta com a participação cidadã. “Temos a Rede de Clubes de Ciências, Rede de Museus e Redes de Feiras graças a investimentos em divulgação e popularização da ciência”.
Para Rodrigo, o crescimento exponencial da Rede de Museus, que já conta com 15 e tem potencial para mais adesões, é motivo de felicidade. “Temos uma parceria com o NAPI Conectando Memória e Inovação, que tem feito um trabalho de digitalização de diversos espaços e acervos museológicos”, completa.
Em 2025, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM completa 40 anos e está entre os museus mais visitados do país, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Para o diretor do museu, Celso Ivam Conegero, a realização do evento é um momento especial, de festa, agradecendo a todos os apoiadores e parceiros para tornar o encontro possível.
“Cada um de nós que está aqui para discutir os desafios que temos acredita na popularização da ciência para levar o conhecimento à população em geral e transformar a sociedade”, salientou.
A presidenta da ABCMC, Andrea Fernandes Costa, em sua palestra de abertura, disse que é fundamental diminuir as desigualdades em relação à presença de museus pelo país, melhorar a acessibilidade e mecanismos de inclusão, bem como pensar na itinerância como estratégias para alcançar novos públicos.
“É preciso pensar em levar pro interior o que tem nas capitais, levar pro interior e que encontro no litoral. Mas é preciso olhar também pra realidade das capitais e pensar uma distribuição menos desigual, que faz com que grande parte da população se concentra em cidades de grande porte, em capitais, mas essa população, que a princípio com números absolutos tem uma boa oferta de museus, tem dificuldade de acessar esses equipamentos porque eles tendem a se concentrar nas regiões mais ricas das cidades, nos bairros menos habitados”, alerta.

Outro gargalo a ser enfrentado pelo segmento é a escassez de recursos humanos e financeiros para atividades cotidianas dos espaços museais, o que impede a abertura de novos espaços e a implantação de projetos de itinerâncias, que levam partes do acervo a localidades onde não há museus.
“A gente precisa construir museus, fomentar a sua itinerância dos museus já existentes, me referindo o que o George Wagensberg dizia: a principal missão dos museus é promover o estímulo. O museu é insubstituível no estado mais importante do processo cognitivo, que é justamente o início, saindo em diferença para a vontade de aprender. Então, o museu faz com que vocês saiam da indiferença para a vontade de aprender, abrindo portas e janelas para o conhecimento”, citou.
No período da tarde do primeiro dia do evento, aconteceu uma sessão paralela de apresentação oral de trabalho e de banners, seguido da palestra ‘Museus de Ciências em espaços virtuais: democratização e desafios’, com Frieda Maria Marti e Renê Wagner Ramos, da Remup. O dia acabou com a palestra ‘Ciência e Teatro — Teatro Científico’. com o Grupo de Teatro Científico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Confira a programação completa do V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências e acompanhe no canal do Youtube da ABCMC as atividades ao vivo.
Em evento de formação, a professora Elaine Correa Soares busca capacitação em robótica como ferramenta de ensino e também de preparação para desafios socioemocionais

A educação paranaense ganha um impulso valioso com o conhecimento que professores dos Clubes de Ciências têm levado às escolas. Um exemplo disso é a professora Elaine Correa Soares, do Colégio Estadual João Paulo I, em Bom Sucesso, que representou a região em um importante evento de tecnologia, o 1º Evento Presencial de Robótica 2025, promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED/PR), em Curitiba. A intenção é buscar mais capacitação e assim fortalecer o aprendizado prático e criativo no clube de ciências ‘Conexão Ciência’.
Realizado de 1º a 3 de julho, o evento teve como principal objetivo equipar professores com conhecimento e técnicas voltadas para desenvolvimento de projetos de robótica e preparação de equipes para competições. Com oficinas práticas, palestras de especialistas e dinâmicas colaborativas, o encontro reforçou a importância da robótica como ferramenta para o ensino, incentivando os educadores a transformarem o que é visto em sala de aula em projetos desafiadores.
Os conhecimentos adquiridos têm impacto direto nos alunos do ‘Conexão Ciência’. A professora Elaine destaca como a robótica já é uma aliada na escola. “No contexto do nosso clube de ciências, a robótica educacional tem sido uma poderosa aliada no processo de aprendizagem. Na construção de robôs, na produção de maquetes e na participação em torneios, temos tentado proporcionar aos estudantes vivências práticas que conectam teoria e realidade”, explica a docente.
A iniciativa do evento formativo fortalece a base pedagógica da robótica nas escolas, amplia o alcance das atividades dos clubes e incentiva que os projetos sejam cada vez mais criativos e desafiadores. Além das habilidades técnicas, essas experiências têm favorecido o desenvolvimento das chamadas soft skills — habilidades socioemocionais e comportamentais –, como liderança, empatia, trabalho em equipe, comunicação e resolução de problemas. “Esse preparo colabora com o desenvolvimento pessoal dos alunos, não apenas para o mundo acadêmico e profissional, mas para a vida em sociedade”, defende Elaine.
A aplicação da robótica já é uma realidade no Colégio João Paulo I. Recentemente, os alunos do clube criaram uma maquete detalhada de uma fazenda sustentável. O projeto integra energia solar com diferentes sensores de umidade para irrigação, além de sensores de chuva, servindo como uma aplicação em pequena escala para ensinar conceitos complexos de forma acessível e divertida.
A dedicação dos alunos, no entanto, vai além da sala de aula, tocando em questões de empatia e de inclusão. Inspirados por uma roda de conversa sobre soft skills, os estudantes do clube ‘Conexão Ciência’ se mobilizaram para construir o protótipo de uma bengala de apoio para um aluno cego, da própria escola. O protótipo vai utilizar sensores ultrassônicos, de movimento e de som para detectar desníveis, fazendo a bengala vibrar e emitir sinais sonoros, facilitando assim a locomoção do colega que perdeu a visão. O clube também trabalha na construção de uma esteira seletora de frutas e em uma estufa automatizada, reforçando o caráter prático e diversificado de seus projetos.
Usar tecnologia para solucionar questões do dia a dia é um dos impactos diretos gerados por essa integração de conhecimentos. Para a professora Elaine, essa união de saberes permite ainda que, ao usar da robótica, a nova geração de estudantes esteja preparada para lidar com as habilidades técnicas junto das habilidades socioemocionais também.