O projeto foi desenvolvido com participação de estudantes da Rede Clubes Paraná Faz Ciência durante 30 dias em Portugal

O programa SLI (Sustainable Living Innovators) 2025 chegou ao fim nesta sexta-feira, 8 de agosto, em cerimônia realizada no Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA), onde os estudantes estiveram por 30 dias, na cidade de Matosinhos, em Portugal. O evento marcou o encerramento da 6ª edição do Programa SLI e de um ciclo de imersão em inovação, criatividade e aprendizados. A iniciativa reuniu jovens de Portugal e do Brasil com o objetivo de criar soluções sustentáveis para uma futura base lunar habitável.
Participaram dez alunos brasileiros – cinco integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Eles foram selecionados para o programa europeu com apoio da Fundação Araucária. Estiveram lá os clubistas: Davi Angelo Rezende (Maringá), Laura Mattos Stein (Cascavel), Rafaela Zerbielli (Guarapuava), Lucas Gabriel Vicari Koehler (Curitiba) e Renan Galdino (Matinhos), todos estudantes do 2º ou 3º ano do Ensino Médio.
No evento de encerramento, os estudantes apresentaram o projeto Terraluna desenvolvido pelas quatro equipes que trabalharam quatro grandes temas: mobilidade, construção (edificação), energia e bem-estar (sobrevivência humana). A apresentação considerou também aspectos financeiros para a manutenção de toda a estrutura na Lua e o investimento necessário para que o projeto entrasse em funcionamento.
Laura Mattos Stein, clubista no Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, descreveu a experiência como “inimaginável e até difícil de mensurar”. A aluna fez parte do grupo que trabalhou com o tema energia e teve contato com noções de reatores nucleares por fissão. “Foi algo muito interessante de estudar, para garantir a energia em condições extremas da Lua e aprender sobre isso, porque são coisas que muitas vezes você nem imagina que são possíveis e são”, completa a estudante.
Para além das teorias e técnicas aprendidas, Laura destaca ainda a vivência e contato com outras culturas. “Não teve só esse aprendizado técnico, a gente também teve muito aprendizado cultural, porque a gente convivia com pessoas não só de Portugal, mas de outros países. Os palestrantes, pessoas do próprio SLI, não eram só portugueses, então era uma troca muito legal que a gente tinha”, destaca.
Sobre os impactos dessa vivência para seu futuro, ela tem certeza da importância. “É uma experiência que eu vou guardar com muito carinho, e sem dúvidas, vai me ajudar muito para o futuro, porque acrescentou muito na minha vida, e eu não sei nem mensurar, é algo muito legal mesmo”, explica.
É o que também expressou a clubista Rafaela Zerbielli, de Guarapuava. “É uma experiência transformadora, que deixou marcas profundas na minha trajetória. Ampliou minha visão de mundo e acrescentou aprendizados que levarei para sempre”, comenta. Para ela, o mais marcante foi a possibilidade de “compartilhar ideias e trocar conhecimento com pessoas de culturas distintas, o que trouxe novas perspectivas”, defende. Foram palestras variadas, debates instigantes e noites de estudo intenso, segundo relata da clubista. “Guardo com muito carinho essa imensa bagagem cultural e intelectual que trouxe”.

A coordenadora Helena Silva destacou a importância de se pensar a inovação para além do planeta Terra. “A Lua terá habitação permanente daqui a 10 anos e essa é uma ótima oportunidade para já posicionar o Brasil e Portugal nessa corrida. Podemos pensar em desenvolvimento econômico e social na Lua e até em outros planetas. É uma corrida difícil e complexa, mas positiva para a humanidade, pensando em dar vida melhor para a sociedade futura. Essa é a perspectiva. A Lua é uma perspectiva nova para a humanidade”, defendeu.
A também coordenadora do programa SLI, Sonia Nunes, reforçou em sua fala o caráter desafiador da experiência. “As quatro semanas foram de intenso trabalho, algo muito ambicioso, exigente, com dias muito duros, mas cheios de reflexões filosóficas e de aprendizagens”, disse.
Para Débora Sant’Ana, uma das representantes da equipe que organizou o SLI pela Fundação Araucária, “a experiência de participação foi fantástica para todos os estudantes, por oportunizar amplo aprendizado temático teórico e prático. Mas, também, por permitir desenvolver resiliência, liderança e trabalho em equipe. Certamente, será um momento que marcará a trajetória pessoal e profissional destes estudantes pela vida toda”, comemorou a professora, que é articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.
Os estudantes tiveram a oportunidade de detalhar aspectos específicos do Terraluna. Houve a demonstração dos produtos e serviços criados por eles, com ênfase na sustentabilidade e no potencial de aplicação das inovações também na Terra, como softwares de acompanhamento da saúde dos astronautas, sensores de temperatura e placas solares dobráveis.

Ao final do evento, houve a entrega dos certificados aos estudantes do SLI 2025, que foi promovido pelo CEiiA, reunindo jovens talentos para desenvolver soluções inovadoras, e aproximando-os de empresas, instituições e especialistas.
A apresentação final do Projeto Terraluna pelo SLI 2025 foi transmitida via You Tube, no link https://www.youtube.com/live/KyZBJVWylpw .
No Paraná, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente será realizada em agosto

Três escolas com clubes de ciências articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) tiveram projetos selecionados para a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento será realizado em Foz do Iguaçu, entre os dias 11 e 13 de agosto, com a temática “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”.
Organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a VI CNIJMA tem mobilizado escolas brasileiras com turmas do 6º ao 9º ano do nsino Fundamental. A ideia é incentivar jornadas pedagógicas e ações formativas no campo da educação ambiental. O movimento faz parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), em Belém (PA). Ao todo, são quatro etapas: Conferência na Escola, Conferência Municipal/Regional (opcional), Conferência Estadual/Distrital e Conferência Nacional.
Das escolas aprovadas para a fase estadual e com clubes ligados à UNILA, duas representam o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e uma o NRE de Francisco Beltrão. Trata-se, respectivamente, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Clube Lumière), de Foz do Iguaçu; Colégio Estadual Cívico Militar Nestor Victor dos Santos (Clube CCM Bee), de São Miguel do Iguaçu; e Colégio Estadual Campo Castelo Branco (Clube Exploradores da Ciência), de Pérola D’Oeste.
O professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, articulador institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela Universidade, tem acompanhado as atividades dos Clubes de Ciências e se mostrou satisfeito com a participação das escolas na Conferência. “Demonstra engajamento, o compromisso de nossos professores e alunos com o mundo científico. Essa ação objetiva a formação e o posicionamento dos clubistas na busca de soluções para a crise ambiental”, reflete.
O projeto inscrito pelo clube Lumière aborda o impacto ambiental e social causado pelas obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas, atualmente a maior ocupação urbana irregular do Paraná. Com os dados coletados e a pesquisa de campo feita pelos alunos, há também subsídios para a produção de um futuro minidocumentário sobre a realidade local, como explica a professora Elis Claudia Padilha, co-orientadora do clube.
Para a docente, ter a aprovação na VI CNIJMA mostra como os clubes de ciências preenchem uma lacuna no ensino, trazendo maior impacto na vida dos estudantes e da comunidade. “A seleção do projeto elaborado e desenvolvido pelos nossos alunos confirmou a premissa de que, com tempo e recursos, é possível trabalhar o método científico alinhado às 14 ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] da ONU, de forma a integrar a realidade local aos conteúdos trabalhados no clube”, exalta Padilha.

O clube CCM Bee, por sua vez, foi aprovado para a próxima fase da Conferência com o projeto “Abelhas sem Ferrão: Guardiãs da Biodiversidade”. De acordo com a professora coordenadora, Jocimara Monsani, os alunos trabalharam a relação direta dessas abelhas com a justiça climática. A pesquisa focou em como as abelhas ajudam na manutenção das florestas, produção de alimentos e equilíbrio ecológico, além de como são ameaçadas por práticas humanas negativas.
Entre os motivos para comemorar, a docente destaca a importância dessa conquista para a visibilidade da escola e engajamento dos alunos nessa discussão. “Ser selecionado entre tantos projetos mostra que a temática das abelhas sem ferrão e da justiça climática é relevante, urgente e impactante”, reforça. “Para o clube, essa conquista é a confirmação de que a ciência feita na escola pode transformar realidades, dar voz aos jovens e influenciar políticas públicas.”

Por fim, o clube Exploradores da Ciência focou no gerenciamento dos resíduos sólidos na comunidade escolar. A equipe percebeu que na cidade não há uma separação adequada dos resíduos, o que leva à contaminação do meio ambiente e de materiais com potencial de reciclagem, bem como ao desperdício de recursos. Conforme a professora Silvana Nodari Gindri, coordenadora do clube, trata-se de um problema crítico, que deve ser abordado com urgência.
O projeto aprovado buscou promover a gestão eficiente de resíduos, a educação da comunidade e a implementação de práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental. “O clube funciona uma vez na semana, mas existem ações que acontecem em outros momentos na escola também. Então, é um projeto que se estende, que vai além do clube de ciências, que ganha visibilidade e o reconhecimento da comunidade escolar”, comenta a docente.

A etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente pretende criar um comitê, que representará o Paraná na Conferência Nacional, entre os dias 6 e 10 de outubro, em Brasília. O processo de seleção dos projetos para a nova fase será realizado após a apresentação em Foz do Iguaçu.
A iniciativa envolveu alunos, professores e membros da comunidade de São Pedro do Paraná em uma pesquisa interdisciplinar para reconstruir o passado e compreender sua relação com o presente

O Clube Eco Historiadores do Colégio Estadual Cecília Meireles, em parceria com o Nupélia (Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura) da Universidade Estadual de Maringá, realizou uma Mostra Científica para divulgar a importância do Rio Paraná para o bioma Mata Atlântica. A mostra foi realizada por alunos de São Pedro do Paraná e região entre os dias 14 a 17 de abril.
A iniciativa envolveu alunos, professores e membros da comunidade em uma abordagem interdisciplinar que conecta conhecimentos de arqueologia, história, geografia e ciências ambientais para reconstruir o passado de povos originários e compreender sua relação com o presente.

De acordo com a descrição geral das atividades do clube, a metodologia utilizada no trabalho combinou a pesquisa documental, trabalho de campo e simulações educativas. Os participantes passaram por treinamentos sobre arqueologia, técnicas de levantamento de dados e interpretação de fontes históricas.
Em seguida, os alunos realizaram pesquisas em arquivos públicos e privados, analisaram documentos, mapas e registros históricos, além de desenvolverem atividades de campo como a identificação de sítios arqueológicos, coleta de amostras, estudo da biodiversidade e entrevistas com moradores.
Um mapeamento participativo contribuiu para a criação de um banco de dados colaborativo, com informações fornecidas pela própria comunidade sobre locais de interesse histórico e cultural.

Os discentes foram orientados pela professora e coordenadora do Clube Eco Historiadores, Adriane Fernandes, e elaboraram relatórios, materiais didáticos com fotos históricas e artigos utilizados pelos povos originários, além de apresentações para compartilhar os resultados com a comunidade escolar e o público.
O Clube Eco Historiadores visa resgatar, preservar e difundir o patrimônio cultural local, promovendo a valorização da história da região e dos povos originários. Como parte da rede de Clubes de Ciência do Paraná, o projeto colabora com o desenvolvimento das pesquisas voltadas para a preservação e conservação da Mata Atlântica.
Evento acontece de 12 a 14 de agosto em Maringá, no Paraná, a primeira vez numa cidade do interior

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), vinculado à Universidade Estadual de Maringá (UEM), será o anfitrião dos mais de 170 inscritos para participar do V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), entre os dias 12 e 14 de agosto. Durante o evento, representantes de espaços museais de todas as regiões do Brasil estarão reunidos para aprimorar a gestão, trocar experiências e vivências, além de aprimorar sua formação e atuação na popularização e divulgação científica a partir dos centros e museus de ciências.
O V Encontro Nacional da ABCMC conta com a parceira do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência para a realização, primeira vez numa cidade do interior do Brasil, após edições remotas na pandemia e na cidade do Rio de Janeiro. As atividades vão ocorrer no MUDI e em outros espaços da UEM, que contam com palestras, mesas redondas e sessões temáticas, cerca de 150 apresentações de trabalhos e visitas técnicas, além de atividades culturais.
O tema central será “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica”. A ideia é fomentar reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências, além de reunir profissionais e pesquisadores de diversos centros e museus de ciência.
“Tenho grandes expectativas para o V Encontro Nacional de Centros e Museus de Ciências! Acredito que será uma oportunidade valiosa para fortalecer o diálogo entre centros e museus de ciências de todo o país, especialmente aqueles que vêm atuando de forma inovadora para a ampliação do alcance social de seu trabalho”, afirma a presidente da ABCMC, Andrea Fernandes Costa.

De acordo com a presidente da entidade, o tema desta edição, ao destacar a interiorização das ações e a valorização das iniciativas locais, ajuda a reforçar a importância de tornar a ciência mais próxima e acessível a diferentes públicos. “Vejo esse encontro como um espaço potente para compartilharmos experiências, construirmos coletivamente estratégias de enfrentamento à desinformação e ampliarmos o reconhecimento dos museus e centros de ciências como agentes fundamentais na promoção de uma ciência cidadã, crítica e comprometida com a pluralidade da sociedade brasileira”, avalia Andrea.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da UEM, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, conta que as expectativas para o evento são de intensa movimentação e troca de conhecimento entre pessoas de todo o país.
“Além de conhecer as experiências de outros centros e museus de ciências, esta será uma grande oportunidade para mostrarmos a integração em rede que construímos no Paraná, nossa força, organização e os belos espaços que temos por aqui”, afirma.
Para Rodrigo Arantes Reis, coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) e do Laboratório Móvel de Divulgação Científica (LabMóvel), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é preciso destacar a importância e o protagonismo da divulgação científica no Paraná, com reconhecida atuação no cenário nacional.
“Trazer ao nosso estado esse público para conhecer o desenho da rede que está sendo construída aqui e os movimentos que o Paraná Faz Ciência vem consolidando nos deixa orgulhosos e com grandes expectativas para o sucesso deste evento nacional”, reforça.
Para Reis, o NAPI Paraná Faz Ciência, que tem forte atuação na UFPR por meio de iniciativas como o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), o projeto de extensão ZikaBus e o Museu de Ciências Naturais (MCN), a participação no evento da ABCMC reforça a vocação paranaense para a popularização da ciência.

Também envolvida diretamente com os preparativos desde o início do ano integrando a comissão organizadora, a diretora do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEM e coordenadora do Teatro Anatômico, Ana Paula Vidotti, está positivamente otimista. “É a primeira vez que uma cidade do interior sedia um evento desta magnitude da ABCMC e acredito que será uma oportunidade fantástica para o MUDI/UEM se consolidar ainda mais como um importante centro de divulgação científica em nível nacional”, ressalta.
Vidotti está na coordenação do projeto Muditinerante, iniciativa que leva o universo da ciência para grandes eventos como a Expoingá, a Expo Ivaiporã, a Expo Umuarama, além de feiras de ciências, tudo para compartilhar partes do acervo com pessoas que não podem ir à sede, localizada na UEM.
Confira a programação completa do V Encontro Nacional da ABCMC no site do evento. O prazo para inscrição de trabalhos já se encerrou, mas é possível se inscrever para assistir palestras e mesa-redondas e as apresentações de trabalhos e pôsteres.
Evento – V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências
Data – 12 a 14 de agosto de 2025
Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Realização – Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI)
Apoio – NAPI Paraná Faz Ciência
Os estudantes conquistaram o 1º lugar na competição com projeto sobre combate ao desperdício de água

O Clube 14, do Colégio Estadual 14 de Dezembro, em Alvorada do Sul, tem motivos de sobra para se orgulhar. No dia 5 de julho, alguns membros venceram o 1º lugar do ThackathOn 2025, uma jornada pedagógica idealizada pelo grupo Tata Consultancy Services (TCS), empresa de Londrina. O prêmio foi conquistado com o projeto “Olho na Gota”, voltado para o combate ao desperdício de água.
Segundo a professora Flávia Tavares, coordenadora do clube, o tema central se conecta com o que os alunos têm aprendido em sala de aula. A água é um assunto amplamente discutido nas atividades da escola e está de acordo com a meta 6 “Água Potável e Saneamento” dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Tem tudo a ver com o que eles apresentaram lá e com o que o Clube de Ciências está pesquisando”, reforça.
O grupo, que chegou à final com o nome “Inovação em Ação”, é formado pela docente e quatro estudantes: Ana Paula Murgi, João Victor Moraes, Julia Lourenço e Larissa Tanajura. Eles desenvolveram um aplicativo bastante inteligente, que monitora o consumo de água, alerta sobre vazamentos e fornece relatórios com gráficos, dicas educativas e localização do problema detectado.

A ideia do “Olho na Gota” surgiu após um vazamento na pia do banheiro feminino do próprio colégio. A situação fez os alunos entenderem que, muitas vezes, o desperdício pode ocorrer sem que ninguém perceba. Assim, a equipe buscou criar uma ferramenta simples e acessível, aliando tecnologia com a economia de água.
O ThackathOn 2025 impactou o ensino médio em escolas públicas de diversas cidades da região. Através do programa educacional GoIT, da TCS, a competição teve como intuito incentivar a exposição e o desenvolvimento de habilidades necessárias para o futuro profissional, com base nos ODS.
Os alunos e professores inscritos participaram de várias etapas de formação, terminando com 20 equipes finalistas. Além do grupo vencedor, o 2º lugar ficou com a equipe “Solum”, do Colégio Estadual Souza Naves (Rolândia), e o 3º lugar com a “FANTEM”, do Colégio Estadual Cívico Militar Professora Helena Kolody (Cambé).
O evento, formulado no modelo de desafio Hackathon de Inovação Social, foi realizado em parceria com o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e o Campus Londrina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A premiação ocorreu no Parque de Exposições Ney Braga.

A equipe de Alvorada do Sul, que conquistou a primeira posição, voltou para casa com mais do que o troféu. Os vencedores receberam um notebook por aluno, uma viagem para conhecer a TCS em São Paulo e um dia de imersão na Insper, instituição de ensino superior e de pesquisa sem fins lucrativos.
O programa convidou a professora Adriana Massaê Kataoka, da Unicentro, que abordou temas como justiça climática, protagonismo juvenil e o sentimento de impotência diante da crise climática

Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, ocorreu a quarta edição da “Quarta com Clubes”, uma iniciativa do grupo de Pesquisa e Extensão EducartGeo (Educação Geográfica e Cartografia para Escolares), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e promovida pela Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Com o tema “Educação Ambiental e Emergência Climática”, a transmissão ao vivo recebeu a professora doutora Adriana Massaê Kataoka, da Unicentro. Ela é líder do grupo de pesquisa Núcleo de Educação Ambiental e coordenadora nacional do projeto Pacto Global dos Jovens pelo Clima (Global Youth Climate Pact – GYCP). Além disso, a docente também é uma das orientadoras do projeto Rede de Clubes Paraná faz Ciência na universidade.
Durante a live, a professora Adriana discutiu a importância da educação ambiental, destacando que a escola é um espaço fundamental para o desenvolvimento de práticas sustentáveis. Ela reforçou que a educação ambiental deve ser constante e integrada, não apenas pontual. “A educação ambiental precisa ser contínua e crítica, não se limitando às datas comemorativas, como o Dia da Árvore ou o Dia do Meio Ambiente. Deve fazer parte da rotina escolar, das disciplinas e das práticas cotidianas”, explicou.
A pesquisadora também respondeu a perguntas enviadas previamente, por meio de um formulário preenchido pelos professores dos clubes de ciência. Entre os temas questionados, comentou sobre o sentimento de impotência dos alunos diante da emergência climática. “Não podemos cair na paralisia. A crise climática exige ação coletiva. Cada pequena ação conta e o acúmulo delas pode gerar grandes mudanças. O importante é não desanimar, porque sempre há espaço para transformar realidades locais”, reforçou.
Para a professora Adriana, discutir emergências climáticas com os professores e alunos da educação básica é necessário para construirmos um futuro melhor para todos. “É um tema urgente, grave e que necessita de mudanças urgentes. O espaço da escola é importante para esse tipo de discussão reflexiva, ainda com possibilidade de ação imediata, pois o clube oferece essa possibilidade, é fundamental diante desse quadro de gravidade em que vivemos.”
A mediação da transmissão foi conduzida pelo jornalista Thiago de Oliveira e pela bióloga Samara Santos, orientadora pedagógica dos clubes na Unicentro. Dividida em dois blocos, a transmissão ao vivo começou com uma apresentação de 30 minutos da professora Adriana Massaê Kataoka, contextualizando a pesquisa sobre educação ambiental e emergências climáticas. Já no segundo bloco, a docente respondeu às questões dos professores que atuam nos clubes de ciências.
A transmissão marcou o fim do primeiro ciclo de lives do projeto, que abordou temas como pesquisa sobre abelhas, água, óleos, sabões e sabonetes. A série reuniu diversos pesquisadores para falar sobre esses assuntos, com o objetivo de contribuir ativamente para o desenvolvimento das pesquisas dos clubistas nas escolas. Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, professora da Unicentro e a coordenadora da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, afirma que essas primeiras edições da “Quarta com Clubes” foram fundamentais para a formação científica dos estudantes. “O projeto tem sido importante para a formação dos futuros cientistas, no que se refere aos compromissos que a ciência tem com a sociedade, a natureza e a justiça social. Isso mostra que a ciência tem compromissos que vão além de entender somente os objetos de estudo, mas também estar contextualizada com a sociedade em que vivemos”, defende.
A “Quarta com Clubes” ocorre quinzenalmente, das 19h às 20h, e tem como objetivo oferecer formação científica aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa nos Clubes de Ciências das escolas do Paraná. As transmissões ao vivo, realizadas pelo canal do EducartGEO no YouTube, continuam salvas para quem quiser assistir posteriormente. Os temas e datas das próximas lives serão divulgadas em breve.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Alunos e clubistas do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha apresentaram suas pesquisas sobre a qualidade da água em Paranaguá

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está mobilizando escolas de todo o Brasil com o tema: “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”. A iniciativa é promovida pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e contou com a participação da rede de clubes de ciências do Paraná.
A primeira etapa é realizada nas escolas, visando fortalecer a educação ambiental e promover debates sobre justiça climática, soluções sustentáveis e resiliência nas comunidades escolares. Entre os participantes, estão os alunos do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha, de Paranaguá.
Os clubistas do ‘Bagrinhos do Bento’, orientados pela professora Andreia Petruy, apresentaram suas pesquisas falando sobre a qualidade da água presente no entorno da cidade. Entre as amostras de águas analisadas estão: água da torneira, água da Baía de Paranaguá e a água do manguezal. Como parte das atividades, os alunos também convidaram a empresa responsável pelo saneamento ao redor da escola, a Paraná Saneamentos, para conversar sobre como é feita a distribuição e o tratamento de água no município.

A professora Andreia Petruy contou que as atividades foram organizadas pelos próprios alunos dos clubes de ciência. Os “Bagrinhos do Bento” realizaram pesquisas para verificar o pH da água consumida na escola e no seu entorno. Em entrevistas feitas com outros alunos, os clubistas descobriram que muitos ainda consomem águas de poços artesanais, por isso a pesquisa se fez tão importante para descobrir se a água era ou não imprópria para consumo.

Após as apresentações, os alunos discutiram como os clubes de ciência podem auxiliar a manter a qualidade da água. Os Bagrinhos do Bento seguirão fazendo verificações semanais e, caso o pH esteja abaixo ou acima da meta estipulada, a empresa responsável pelo saneamento de água será comunicada.
Como parte das atividades da Conferência Nacional, as escolas ainda podem concorrer às próximas etapas, inclusive na fase nacional, agendada para 6 a 10 de outubro de 2025, em Brasília.
Os materiais devem suprir necessidades básicas dos Clubes de Ciências, ajudando na elaboração das atividades

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tem andado bem ativa. No entanto, para que os projetos possam continuar sendo desenvolvidos com excelência, os clubes precisam de recursos. A Universidade Estadual de Londrina (UEL), por exemplo, é responsável pela compra dos materiais de consumo para 100 escolas. Porém, o prazo para enviar o formulário de solicitação desses materiais encerra no dia 29 de agosto deste ano.
Neste caso, a aquisição é realizada por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL (UEL/FAUEL). Os materiais de consumo serão custeados pela Fundação Araucária, que faz parte do Governo do Paraná. Entre os itens disponíveis para compra, estão produtos químicos, esportivos, de papelaria e microeletrônicos.
As escolas receberam uma lista com referências para ajudar na escolha dos materiais. Além disso, as orientações para o preenchimento do formulário de solicitação foram encaminhadas para as Instituições de Ensino Superior (IES), articuladoras dos Clubes de Ciências. Inclusive, os dados fornecidos pelas escolas devem ser encaminhados à UEL/FAUEL pelas IES, via e-mail, como indicado no tutorial compartilhado.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também é responsável pela compra dos materiais de consumo de outras 100 escolas, por meio da Fundação da UFPR (FUNPAR). Contudo, as instituições possuem processos diferentes. É necessário estar atento para a data final do envio dos formulários, que devem ser detalhados e precisos, especialmente com relação aos dados de entrega dos itens pedidos.
Com 28 estudantes do Ensino Médio, o clube pretende automatizar a horta, utilizar minhocas na compostagem e aprender sobre análise do solo

O Clube ‘Compostagem e Horta Escolar’, do Colégio Estadual Arthur de Azevedo, em São João do Ivaí, está empenhado em resolver a situação-problema da destinação de resíduos orgânicos gerados pela alimentação dos alunos. A ideia partiu do mau cheiro em razão da quantidade de sobras de um colégio em turno integral, podendo atrair mosquitos e roedores. Assim, decidiram fazer a compostagem desses materiais que consequentemente se tornam fertilizantes para a horta da escola.
O primeiro trabalho desenvolvido pelos estudantes em conjunto com o professor coordenador, Ederson dos Santos Moretti, foram as dez composteiras nos baldes. Cada uma é formada por três baldes. Dois na parte superior, contém os resíduos orgânicos em conjunto com o pó de serra, onde acontece a decomposição. E, no terceiro balde, abaixo dos demais, há a coleta do chorume utilizado para a fertilização. Em junho, eles fizeram mais cinco composteiras, quantidade maior do que inicialmente acreditaram precisar, “está gerando em torno de cinco a dez quilos por dia de resíduos orgânicos” explica o professor.
No ano passado, o clube iniciou as atividades em setembro, com a explicação do funcionamento das composteiras e a iniciação do processo para construção delas. Este ano, o clube está com 28 alunos do Ensino Médio e acontece todas as quintas-feiras, nas duas últimas aulas do dia. O professor também tem uma eletiva de Compostagem e Horta com os alunos do 8º e 9º ano. Essa foi a forma que Ederson encontrou para mobilizar a maior parte da escola para a temática.
Em junho, durante o afastamento do professor por licença médica em razão de uma cirurgia, a professora Marilza Mariano assumiu a coordenação do Clube. Segundo Ederson, mesmo sem a presença do educador, uma parte dos alunos estavam trabalhando todo dia e fazendo sua parte na composteira, demonstrando muito interesse no sucesso do projeto. Inclusive, ele conta que recebia fotos diárias do que eles estavam realizando.

O professor ressalta a autonomia que os estudantes desenvolveram, principalmente, no período que estavam sem educador, “é isso que eu achei legal, porque o projeto está andando até melhor do que quando eu estava junto. Eles fazem questão da compostagem, todos os dias vão até a cozinha, 11h/11h30, ver quanto de resíduo foi formado para pesar. Depois que os alunos pesam o resíduo, eles mandam no nosso grupo do WhatsApp essa quantidade, porque depois vamos fazer um tratamento estatístico do que foi gerado” explica Ederson.
O clube tem maior quantidade de meninos do que meninas, mas ambos estão envolvidos. Também há estudantes da sala de recursos multifuncionais, que é um espaço nas escolas de educação básica onde acontece atendimento educacional especializado (AEE). Eles conseguem dialogar com outras eletivas, além daquela que o professor tem com os alunos do ensino fundamental. Por exemplo, existe uma disciplina eletiva de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) que acontece no mesmo dia e horário do clube e por isso em alguns momentos eles trabalham juntos.
A dinâmica do grupo nas primeiras aulas era mais teórica. Eles foram então separados em equipes para irem pesquisando sobre cada assunto relacionado ao clube. No momento, estão sendo mais práticos, para depois retornarem com a parte de pesquisa e teoria. Entre os momentos marcantes pelo grupo, um que se destaca foi a primeira vez que os alunos desceram para a horta. O professor explica que se admirou ao ver os estudantes com a “mão na massa”. Além disso, houve uma mobilização de ambas turmas, a do clube e os alunos da outra eletiva do professor.
Uma das dificuldades do clube apontada por Ederson, são os alunos não muito engajados. A solução foi a distribuição dos trabalhos de acordo com as aptidões dos estudantes. Existem aqueles que se interessam pela prática da horta e aqueles que preferem a teoria. Mas, como explica o professor, isso acontece porque, “uma parte dos alunos ainda não entraram na essência do trabalho. A ideia é eles serem pró ativos e protagonistas. Entendendo que um depende do outro”.
O professor ficou muito animado para a Culminância do colégio que aconteceu na primeira semana de julho. Nesse evento, as disciplinas eletivas apresentaram os trabalhos desenvolvidos semestralmente. O Clube Compostagem e Horta Escolar apresentou composteiras e expôs a horta para a comunidade. O objetivo do projeto em si, é transmitir essa consciência para quem vier assistir, explicando as possibilidades de fazer o uso dos resíduos orgânicos em suas casas.
A novidade desta Culminância no Colégio Estadual Arthur de Azevedo foi a presença da Itinerância do Mudi (Museu Dinâmico Interdisciplinar), da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Essa foi uma maneira de aproximar a comunidade da escola, principalmente, os pais dos alunos. Na noite do dia dois e no dia três de julho, o Mudi apresentou suas exposições e a escola estava de portas abertas para atender todos que foram.

A horta do colégio está crescendo com o clube. Conforme o professor, isso está caminhando junto de outro objetivo do grupo, que é a destinação dos resíduos orgânicos para produzir adubo e conseguir plantar os alimentos para as refeições dos alunos na escola. A intenção é que os estudantes, primeiro, se ambientem com a plantação para depois adicionar o adubo oriundo da compostagem. Eles já cultivam alface, almeirão, cebolinha, salsinha e couve. A cebolinha é um dos produtos atualmente servidos na alimentação deles.
Em caráter de pesquisa, Ederson conta que irão fazer a compostagem com minhocas de espécies diferentes: a minhoca-californiana, a violeta-do-himalaia e a gigante africana. O objetivo é comparar essas minhocas que são comerciais com as minhocas existentes na região: minhoca puladeira (Amynthas gracilis) e minhoca rosa-mansa (Pontoscolex corethrurus). Assim, observar qual dos cinco modelos melhor se desenvolveu nas hortas do colégio.
Outro plano futuro é ocupar mais um espaço disponível na escola para fazer uma horta. Eles esperam realizar uma comparação entre a horta que estão fazendo no momento com uma automatizada, neste novo ambiente. O professor explica que serão feitos canteiros em linha para o sol incidir ao mesmo tempo em todos os espaços. Também será colocado um sistema de irrigação automático, com a placa Arduino (plataforma de prototipagem eletrônica de código aberto) possibilitando o acesso remoto, além de sensores de temperatura e umidade.
A análise de solo é uma outra pesquisa que o professor deseja realizar com os estudantes. Conforme Ederson, é importante que eles entendam sobre pH do solo e os nutrientes necessários. Além disso, a criação de um site é uma das ideias que está se estruturando. O intuito é que ele seja alimentado com a pesquisa que os alunos realizaram a respeito da compostagem, e irão executar com as espécies de minhocas e as características do solo da escola.
O clube pretende gravar entrevistas com moradores de Castro sobre o Rio Iapó e a visita ajudou na preparação e inspiração dos clubistas para a atividade.

Em abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu a visita do cineasta Rudolf Mestdagh. Diretor e produtor de filmes, Mestdagh nasceu na Bélgica e é conhecido por suas obras Ellektra (2004) e Robokip (1993). O diretor compartilhou com os clubistas suas experiências e orientou os alunos sobre técnicas de produção de imagens, também ofereceu dicas práticas para realizações de entrevistas e expôs alguns aspectos importantes da pré e da pós-produção no audiovisual.
Os clubistas assistiram ao curta Robokip (1993), um dos trabalhos de Rudolf, o qual apresenta de forma inusitada um casal em crise de normalidade e um ovo determinado em não ser café da manhã deles. A partir dessa experiência, além dos conhecimentos técnicos, os estudantes também puderam pensar em formas de expressão artísticas, que também podem ser aplicadas enquanto ferramentas narrativas no teatro de divulgação científica.

A temática que permeia as ações do clube é o Rio Iapó, que atravessa a região dos Campos Gerais, no Paraná. Conhecido por suas corredeiras e paisagens naturais, o rio é cenário para esportes como canoagem e rafting, além de atrair visitantes ao balneário Prainha, em Castro, e ao impressionante cânion Guartelá. Ele nasce no município de Piraí do Sul e segue seu percurso até desaguar no Rio Tibagi, na cidade de mesmo nome. Com base nesse tema, os estudantes são convidados a criar uma peça de teatro de fantoches.
A pesquisa envolvendo o Rio Iapó busca explorar, de forma integrada, tanto os aspectos físico-químicos do rio quanto as questões sociais e econômicas relacionadas ao seu uso e ocupação. Assim, uma das atividades pretendidas pelo clube envolve entrevistar moradores de Castro, para compreender como se dá o seu contato com o rio Iapó, a importância dele em seu dia a dia e se esses moradores percebem mudanças tanto na qualidade da água ao longo do tempo e da relação dos moradores com o rio.
Representantes de diferentes espaços conversaram on-line, nesta terça

A II Reunião Rede de Museus Paraná Faz Ciência ocorreu na tarde da última terça-feira (22), on-line. A condução foi dos articuladores do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana.
A Rede de Museus Paraná Faz Ciência tem como objetivo apoiar ações e estratégias de divulgação científica de museus e centros de ciências. “A ideia é apoiar melhorias em todas as áreas, desde as características físicas dos museus e centros de ciências até experiências educativas e extensionistas conjuntas”, explicou o professor Reis.

“Enquanto Rede, fica mais fácil pensarmos em iniciativas futuras, que possam transformar os nossos museus em centros de inovação e colaboração, contribuindo para o avanço científico e tecnológico do Paraná”, acrescentou a professora Débora Sant’ Ana.
O encontro marcou a inclusão de novos museus na Rede: o Fibra, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Museu Móvel da Polícia Científica do Paraná, de Curitiba; o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava, da Unicentro; e o Museu de Paleontologia, de Cruzeiro do Oeste.
O professor Rodrigo comemorou. “Pulamos de nove para quinze espaços vinculados, o que representa um fortalecimento significativo da força de atuação das nossas instituições”.
O grupo de 15 pessoas presente à reunião ainda conversou sobre formas de aproximação cada vez maior entre as instituições; sobre dados para pesquisa e planejamento dos museus; itinerância; a participação na Carreta da Inovação e na Primavera de Museus; e a integração das ações com os Clubes e as Feiras de Ciência.

A professora Débora também lembrou que, em breve, a Rede poderá contar com “os resultados da pesquisa de Percepção da Ciência que está em fase de organização de dados, sob a organização do NAPI”.
Por fim, o professor Rodrigo Oliveira, da Unicentro, convidou a todos para participarem do II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários e da II Mostra Paranaense de Museu e Centros de Documentação Universitários, que vai ocorrer de 30 de setembro a 2 de outubro, em Guarapuava, durante o evento Paraná Faz Ciência.
Já a professora Ana Paula Vidotti convocou a todos para comparecerem ao V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, marcado para os dias 12, 13 e 14 de agosto, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Sibelle Disaró e Dhiego Cunha – Museu de Ciências Naturais da UFPR (MCN – UFPR)
Marcos Piratello – Museu de Zoologia da UEL
Eliana Bueno – Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina – MCTL
Ana Paula Vidotti – Museu Dinâmico Interdisciplinar – Mudi/UEM
Anísio Lasievicz – Parque da Ciência Newton Freire
Neurides Martins – Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste
Rodrigo Oliveira – Museu de Ciências Naturais de Guarapuava – Unicentro
Fabíola Machado – Museu Paranaense de Ciências Forenses da Polícia Científica do Paraná
Igor Konieczniak – Fibra UFPR
Jailson Pacheco – UFPR
Também fazem parte da Rede:
Museu Móvel da Polícia Científica do Paraná
Museu de Ciências Naturais da UEPG
Museu de Geologia da UEL
Museu de Anatomia da UEL
Museu de Anatomia Comparada de Mamíferos – MAC-UFPR
Laboratório Móvel de Divulgação Científica da UFPR – LabMóvel

A 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada de 13 a 19 de julho, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife, foi um sucesso para o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação — NAPI Paraná Faz Ciência. Foram centenas de novos seguidores nas redes sociais e muitos contatos com jovens e crianças que puderam aprender mais sobre ciência por meio dos projetos do Arranjo apresentados no evento.

Segundo estimativas, cerca de 40 mil pessoas compareceram ao campus Dois Irmãos da URFPE para conferir uma programação repleta de atividades científicas dedicadas a toda família. A abertura do evento aconteceu no Teatro do Parque, em Recife, e contou com muita música, dança e falas inspiradoras das autoridades nacionais e regionais.
Entre os destaques, a programação contou com conferências de três ministros: Luciana Santos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Camilo Santana, do Ministério da Educação (Mec); e Wolney Queiroz, do Ministério da Previdência Social.
Na noite de domingo, 13, durante a abertura do evento, a ministra Luciana disse que, “em um mundo 4.0, ciência, tecnologia e inovação são sinônimos de desenvolvimento e de autonomia. Não haverá desenvolvimento sem domínio tecnológico, nem justiça social sem democratização do saber”.

A SBPC ainda ganhou uma nova presidente nesta edição. Francilene Garcia foi eleita dia 17 de julho. Ela manifestou “gratidão pelo acolhimento da UFRPE, que trouxe nosso evento novamente a Pernambuco e ao nordeste. Gratidão pela dedicação de todos que fizeram a nossa Reunião Anual acontecer.”
“Eu não sei nem descrever o sentimento após uma Reunião Anual. A gente começa a trabalhar no evento um ano antes e faz um ano que a gente não descansa. Não é um trabalho só de uma pessoa, a universidade toda, do litoral ao sertão de Pernambuco, trabalhou. E certamente, sem um trabalho de equipe, esse evento não tinha acontecido”, disse a reitora da UFRPE, Maria José de Sena, emocionada.
Além do calendário de atividades científicas, a 77ª Reunião Anual da SBPC ofereceu 58 minicursos e webminicursos, que totalizaram 2.066 matrículas. A Sessão de Pôsteres contou com a apresentação de 463 trabalhos e a visitação de mais de 800 pessoas. Já a ExpoT&C, a maior feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do País, ocupou uma tenda de 4 mil m² de tenda, que reuniu 50 estandes de 26 instituições da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foram mais de 500 expositores, 75 atividades apresentadas no auditório e um público aproximado de 5 mil visitantes por dia.
O articulador do NAPI, Rodrigo Reis, representou o Arranjo no evento. Ele participou do painel “Museus de ciência brasileiros e seus visitantes: educação, gênero, acessibilidade e inclusão”. Apresentou o NAPI e seus projetos, como a Rede de Clubes e a Rede de Museus Paraná Faz Ciência e trouxe um panorama dos museus paranaenses, com dados, desafios e oportunidades.

“É uma honra receber o convite para fazer parte da SBPC Jovem e do Circo da Ciência, que destaca nossos museus. Especialmente no maior evento de popularização da ciência da América Latina. Mostramos como estamos nos organizando para dar conta da divulgação científica no Paraná com o apoio da Fundação Araucária, da Seti [Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior] e de uma equipe enorme de bolsistas, pesquisadores e professores”, destacou o Reis.
O efeito do trabalho na SBPC foi grande. No que diz respeito ao NAPI Paraná Faz Ciência e os projetos vinculados ao Arranjo, a partir dos dados coletados nos 12 dias de publicação com foco na 77ª Reunião Anual da SBPC, no Instagram do Paraná Faz Ciência (@paranafazciencia) foram mais de 46.600 mil visualizações, 9.352 de alcance da rede, e o crescimento de 111 novos seguidores.

Já, no perfil do Conexão Ciência – C² (@c2conexaociencia), plataforma de jornalismo científico, foram mais de 10 mil visualizações, 278 interações com os conteúdos e o aumento de 216 novos seguidores. No perfil do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) (@mudi_uem), foram 36,549 mil visualizações, 823 interações com os conteúdos e o aumento de 215 novos seguidores.
Parte da equipe do NAPI citada pelo articulador Rodrigo mostrou as ações de diferentes projetos e interagiu com milhares de pessoas, levando a ciência paranaense para mais longe. “Foram apresentados projetos por meio de jogos interativos, kits educativos e muita troca com o público. O Conexão Ciência – C², o LabMóvel e o PICCE levaram o conhecimento de forma criativa, acessível e cidadã! É o NAPI cumprindo com sua missão, divulgar ciência”, reforçou a coordenadora de comunicação do Arranjo, Ana Paula Machado Velho.

Ana Paula representou a plataforma de jornalismo científico Conexão Ciência – C², que levou o jogo “Fato ou Fake” para interagir com os visitantes, além de carimbos para rechear o passaporte da ciência de quem passou pelo estande do NAPI.

Nesta edição, estavam também presentes nos espaços do Arranjo o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (MCN – UFPR), o LabMóvel e o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (Mudi).
A professora e coordenadora do Muditinerate, Ana Paula Vidotti, disse que “a popularização só acontece onde o povo está e o povo está aqui na SBPC. Por isso, é muito importante a gente estar presente e representar os projetos do Mudi e da Física da UEM, o trUEM, levando conhecimento para a comunidade”.

Luciana Gonçalves, professora da UFPR e coordenadora do Saúde nas Mídias, projeto parceiro do NAPI Paraná Faz Ciência, levou alunos extensionistas para a Reunião. Eles gravaram vários vídeos sobre saúde e “fizeram com que as pessoas que passaram pelo evento tivessem contato com a ciência produzida no Paraná”.
Giovanna Kirilauskas e Dhiego Cunha da Silva exibiram o banner do trabalho científico “Museu de Ciências Naturais da UFPR e Seus Visitantes: um olhar sobre percepções e experiências do público”, realizado na UFPR. Já as mestrandas da Universidade Federal do Paraná, Joana Alves e Bruna Castanho, apresentaram um trabalho com o tema: “Cenários da realidade dos clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”. Segundo a Joana, “essa é uma ótima oportunidade para trazer visibilidade aos clubes”, organizados pelo NAPI.

Outros paranaenses estiveram presentes no espaço de Feiras de Ciências da SBPC. Nicolas, Pedro e João apresentaram o projeto que promove a sustentabilidade no Cerrado. Eles utilizam folhas de palmeiras do Buriti para produção de utensílios. Já as gêmeas Lorena e Larissa mostraram o projeto de Fitorremediação com Taboa, alternativa para a purificação de água.Os dois trabalhos foram selecionados para participar da Reunião da SBPC, durante a Feira do Litoral, evento promovido pelo LabMóvel, projeto que faz parte do NAPI Paraná Faz Ciência.
O Arranjo ainda teve representantes na reunião da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), que ocorreu na quarta-feira à noite (16). Os professores Rodrigo Reis e Ana Paula Vidotti, e o Dhiego Cunha da Silva, pós-doutorando e parte da equipe do Museu de Ciências Naturais da UFPR, estiveram presentes.

O grupo discutiu várias questões importantes para os museus de ciências do país, e a professora Ana Paula Vidotti lembrou da realização do V Encontro de Museus de Ciências, que ocorre na Universidade Estadual de Maringá, em agosto.
A próxima parada da SBPC é em Niterói. Em 2026, a Reunião Anual sairá do calor do nordeste, mas não fugirá do sol: a 78ª edição será na Universidade Federal Fluminense (UFF).