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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Além de aprenderem sobre sustentabilidade, os alunos realizam na prática a reforma de espaços dentro da escola

A foto é do Clube de Ciências Paisagismo Sustentável. A imagem mostra um grupo de estudantes posando em frente a um jardim vertical instalado numa parede preta, no que parece ser o pátio da escola. A maioria dos alunos estão usando camisetas vermelhas com o logotipo do colégio. O jardim vertical está bem organizado, com diversas plantas ornamentais, dando um aspecto verde e ecológico ao espaço. À esquerda, vê-se uma árvore com comedouros para beija-flores pendurados, e, à direita, uma estrutura com cobertura translúcida. O chão está revestido com blocos de pedra formando um caminho decorativo. O ambiente transmite uma sensação de envolvimento com a natureza, sendo resultado de um projeto ligado ao Clube Paisagismo Sustentável.
Foto dos alunos do Clube de Ciências em frente ao primeiro ambiente modificado por eles.
(Arquivo pessoal)


Para aqueles que estudam em uma escola integral, um lugar confortável e aconchegante faz toda a diferença. Por isso, o Clube de Ciências Paisagismo Sustentável, da Escola Estadual Manuel Bandeira, em Alto Piquiri, surgiu com o objetivo de trazer o sentimento de pertencimento ao aluno em relação à escola, de modo que eles aprendam a preservar e cuidar deste ambiente. 

A professora coordenadora do clube, Katia Regina Cosmo, também explica que é uma forma dos estudantes compreenderem a ideia de sustentabilidade e o quanto ela é importante nos dias atuais. Somando-se a isso, o aluno desenvolve o protagonismo e a autonomia ao pensar em problemas e soluções. Ela espera que os alunos extrapolem os muros da escola e atinjam a comunidade deixando a cidade mais bonita e acolhedora.

A ideia da temática partiu da professora, pois já eram sugestões que ela comentava com o diretor do colégio para melhorias no ambiente. Quando o clube iniciou em setembro do ano passado, eles revitalizaram o primeiro espaço, que é o pátio da escola. Um ambiente que antes não era cuidado e sempre estava sujo, mas mudou de cenário. 

“Isso acontece porque foram eles que fizeram, logo ajudam a cuidar”, explica Katia. Inclusive, segundo ela, no processo de revitalização deste espaço alguns estudantes que nem eram do clube também queriam ajudar e ser úteis. Assim, eles tiveram a colaboração de toda a comunidade escolar.

Neste ano, retomaram a parte teórica sobre sustentabilidade e paisagismo iniciada no ano passado, visto que agora são duas turmas neste mesmo clube. A primeira acontece todas as quintas-feiras e tem como membros alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. A segunda é realizada às segundas-feiras e abarca estudantes do 8º e 9º anos. Conforme Kátia, em 2024 o clube era fornecido somente ao 6º e 7º anos porque as eletivas eram concentradas todas no mesmo dia.

Primeira reforma

Esta imagem mostra um grupo de alunos envolvidos numa atividade prática com foco em reciclagem. Os estudantes estão a segurar vasos feitos a partir de garrafas plásticas reutilizadas, preenchidas com terra e várias plantas, como suculentas e pequenas folhagens. Os alunos estão organizados em duas filas, alguns agachados e outros de pé, e vestem uniformes escolares. O ambiente é ao ar livre, com uma parede de cimento ao fundo e uma rede de proteção no topo. A expressão dos alunos reflete orgulho e empenho no projeto.
Foto dos alunos do Clube de Ciências segurando vasos feitos a partir de garrafas plásticas
(Arquivo pessoal)


Neste primeiro espaço central da escola revitalizado por eles muitas questões se alteraram. A primeira foi uma parede verde com uso de garrafa de politereftalato de etileno (PET). Para isso, foi fixada uma espécie de grade de janela e os alunos a pintaram de preto, para que aparecesse depois somente as plantas suculentas nas garrafas. Essa planta foi escolhida por ser mais resistente. Em parceria com a disciplina eletiva de robótica, os estudantes colocaram um sistema de irrigação inteligente que é controlado pelo smartphone

Outras características desse espaço revitalizado é a criação de um gazebo com uma antena parabólica e um calçamento onde os alunos ficam à vontade para ler ou conversar. Somando-se a isso, também fizeram uma cascata e reaproveitaram cadeiras que estavam abandonadas em um terreno próximo à escola, apenas pintando-as e trocando os forros.

Até então, sem o investimento financeiro da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, a escola deu suporte e custeou parte do espaço reformado. Além disso, o clube contou com a colaboração dos alunos e seus familiares. A professora explica que eles traziam mudas de casa ou pediam para vizinhos. Assim, até mesmo a comunidade externa participou com doações para a construção deste primeiro ambiente.

Este ano: manutenção e novos locais revitalizados

Esta imagem retrata um grupo de alunos a participar numa atividade de jardinagem. A ação decorre ao longo de um corredor externo com uma área de terra e relva junto a um muro azul, provavelmente lateral a uma quadra esportiva coberta (identificável pela rede e estrutura ao fundo). Os estudantes estão usando camisetas vermelhas do uniforme escolar. Alguns estão ajoelhados no chão, atentos ao trabalho manual, enquanto outros manuseiam ferramentas ou mangueiras para irrigação.
Foto do Clube Paisagismo Sustentável começando a revitalização em um novo local
(Arquivo pessoal)


O Clube Paisagismo Sustentável, tem em cada uma das duas turmas entre 20 a 25 alunos. Durante duas aulas de cinquenta minutos, eles estudam a sustentabilidade e o paisagismo refletindo sobre a reciclagem.

Após a revitalização do pátio, o objetivo agora é continuar realizando a manutenção deste espaço e iniciar as mudanças em novos dois ambientes: um em frente à quadra e posteriormente um próximo à sala das pedagogas e do refeitório. No ambiente perto da quadra uma das ideias é trabalhar com as artes plásticas. Fazer esculturas relacionadas ao esporte e para isso usar da sustentabilidade reciclando canos de policloreto de vinila (PVC).

Conforme a professora, o clube é bastante voltado à prática, mas a partir de agora vão começar a refletir sobre as metas alcançadas até o momento, compararem o antes e o depois e fazer o levantamento dos dados estatísticos. Em algumas aulas, ela também conta que eles assistem filmes buscando trazer discussões sobre a temática.

Para ir além do ambiente escolar, uma das ideias da professora Katia é buscar parceria com a prefeitura ou com lojas da cidade para que os alunos cuidem dos canteiros ou calçadas e possam colocar uma placa avisando que a escola está responsável pelo zelo daquele ambiente.

Além disso, durante o restante dos trinta meses que eles têm, muitas ideias podem surgir. Entre elas, está uma reforma de um ambiente próximo à antiga casa do caseiro da escola e também nos banquinhos que ficam em volta das árvores. A intenção também é realizar uma moldura com plantas nos muros pintados por um ex-aluno, Tony Morgado. 

Entre momentos importantes e desafios

Esta imagem mostra um grande grupo de alunos e professores reunidos em frente à entrada do Parque Internacional de Exposições Dario Pimenta Nóbrega, localizado na Sociedade Rural de Umuarama. A maioria dos alunos está usando uniformes escolares com camisetas vermelhas e pretas, indicando que pertencem à mesma instituição. O grupo posa sorridente e animado.
Foto dos alunos da escola Estadual Manuel Bandeira na Expo Umuarama neste ano.
(Arquivo pessoal)


A professora ressalta que um momento importante para o clube foi a Culminância, no ano passado. A Culminância é um evento que encerra o semestre, onde os alunos apresentam os resultados de projetos desenvolvidos nas disciplinas eletivas para a comunidade. Neste caso, esta experiência fez com que ela percebesse que os estudantes tinham se apropriado do assunto e gostado do que aprenderam.

O interessante deste dia, conforme Kátia, foi assistir à apresentação deles e ouvir as perguntas das pessoas que visitavam: os pais e a comunidade. Segundo ela, os visitantes ficaram curiosos e queriam fazer em suas casas algumas das ideias de reciclagem e sustentabilidade que haviam visto no pátio.

Entre os desafios apontados pela professora, está a dificuldade em motivar alguns alunos a participarem das atividades. Em relação ao fornecimento de material para o clube, isso logo será resolvido com a verba encaminhada pelo projeto Rede de Clubes. Kátia ressalta o apoio do diretor da escola e a união dentro da escola como fatores que colaboram muito para a superação destas questões.

A ideia foi fazer um balanço das ações do Arranjo e discutir estratégias futuras

Foi uma sexta-feira de muita interação entre os integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. Dia 13 de junho, 150 pessoas se conectaram on-line para contar as experiências que tiveram nos últimos anos na execução das ações do Arranjo. As atividades se estenderam durante todo o dia e chamaram atenção até de pessoas de fora do NAPI.

A abertura do evento ocorreu às 8h30, com as boas-vindas de uma das articuladoras do Arranjo, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana. Ela agradeceu aos 280 inscritos no workshop e resumiu a programação do dia, destacando que o objetivo era “que a equipe conhece mais detalhes de todos que atuam no NAPI, além de avaliarmos juntos os resultados e desafios que temos pela frente”.

a professora da UEM e articuladora do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana


O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e articulador do PRFC, Rodrigo Reis, agradeceu aos representantes de todas as Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES), que compõem as quase 400 pessoas envolvidas no NAPI. “Nossa ideia é reunir o máximo de pessoas aqui para promovermos uma discussão sobre nossos indicadores e pensarmos em estratégias de continuidade dos nossos trabalhos”, explicou Reis.

Reconhecimento

A perspectiva de continuidade levantada por Rodrigo parece ser consistente. O diretor de Ciência e Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, esteve presente à abertura do workshop, trazendo boas notícias. A Fundação é a idealizadora dos NAPIs e vem trabalhando para que eles tenham mais longevidade, garantindo recursos aos Arranjos.

o professor da UFPR e articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis


Segundo Spinosa, o NAPI Paraná Faz Ciência vem garantindo uma das metas principais da Fundação que a o aumento da literacia científica no Paraná, fazendo um trabalho transversal de divulgação das ações de todos os NAPIs, traduzindo pesquisa em conhecimento para os paranaenses. Por isso, a Araucária vem estudando uma maneira de transformar o Arranjo e outros 6 em Institutos Lattes.

“O trabalho de vocês é elogiado por todos no Paraná e no país. Por isso, estão na corrida para se transformarem em Instituto. Essa ação de avaliação também mostra que têm a responsabilidade de prestar contas do que fazem, cumprir de forma efetiva uma das exigências da Fundação junto aos NAPIs. Esse zelo pelo que fazem no dia a dia e pela preocupação que têm em organizar os dados e explicitar o esforço empregado na área de Ciência e Tecnologia do estado, os coloca entre aquelas iniciativas que devem continuar, como Instituto Lattes, nos próximos 10 anos”, anunciou o gestor da Araucária.

o diretor da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa


A fala da professora da Universidade Federal do Paraná (UFPA), Maria Ataide Malcher, nome de destaque na área de divulgação da ciência no Brasil, reforçou o impacto nacional das ações do NAPI.

“A experiência de vocês é excepcional. Estão de parabéns. Estão mostrando que a gente pode fazer. Por outro lado, a responsabilidade do grupo é enorme. O país está de olho no que vocês executam e servem como exemplo. Seria um salto para nossa região um arranjo como o de vocês. Estamos tentando organizar aqui algo similar ao Paraná. Mas torcemos pelo sucesso cada vez maior. Vida longa à Fundação Araucária, aos NAPIs e ao NAPI Paraná Faz Ciência, que, em breve, com certeza, vai se tornar um Instituto Lattes”, apostou Maria Ataíde.

a professora da UFPA, convidada a participar do workshop, Ataíde Malcher


A professora ganhou uma réplica de Márcio Spinosa, dizendo que a Fundação Araucária “tem muito interesse em um trabalho conjunto com a Universidade da região amazônica. Seria a parceria Pará-Paraná”, brincou o diretor. Inclusive, ele solicitou uma minuta à Maria Ataíde para levar uma proposta para a reunião da Confederação da Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), marcada para a primeira semana de julho.

Programação

Em seguida, os coordenadores das IES envolvidas na gestão da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência falaram sobre as experiências vividas até o momento, na atuação dentro do projeto mais ambicioso do NAPI, que é implementação de 287 clubes de ciências em todas as regiões do Paraná.

À tarde, foi a vez dos outros projetos do Arranjo se manifestarem. Houve espaço para discussões sobre a Rede de Feiras; a Rede de Museus e de Quintas da Ciência; a itinerância do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI e do Laboratório Móvel de Educação Científica da UFPR; o projeto de divulgação científica Conexão Ciência – C²; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

a distribuição geográfica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência


O evento foi encerrado com os agradecimentos dos articuladores e o anúncio de que, até o final do mês, o Arranjo vai cumprir outra de suas metas fundamentais: a coleta de informações para a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência especificamente com a população do Paraná.

“Fora tudo que vimos ainda temos que lembrar que contribuímos para a formação de profissionais para atuarem na divulgação científica, que não é uma atividade fácil, exige técnica e compromisso ético, entre outras habilidades. Além disso, é importante vermos que a perspectiva de rede é a melhor forma de conquistarmos nossos objetivos. Cada nó desta nossa rede foi e é importante para os resultados que nós pudemos ver aqui”, declarou a professora Débora.

O professor Rodrigo fechou o evento, agradecendo a presença de todos e reforçando que “a atuação em rede é nossa melhor saída. Como lembrou Márcio Spinosa, somos um grupo que produz muito e precisamos mostrar essa eficiência para justificar os recursos investidos nas nossas ações. Hoje, nós mostramos quem somos e foi muito esclarecedor para comprovamos nossa importância”.

OBS: Essa é a primeira matéria sobre o workshop. Semanalmente, faremos um texto sobre os resultados e discussões dos diferentes projetos do NAPI.

A partir dos projetos Rede de Clubes de Ciências e Pacto Global de Jovens Pelo Clima, 27 escolas de Guarapuava e região participarão do projeto, que une arte-educação com enfoque em sustentabilidade, direitos humanos e cidadania.

Na captura de tela da live de lançamento do Projeto Árvore, uma mulher de pele clara, cabelos lisos e escuros, usando óculos de armação preta, blazer preto e camisa branca, está sentada em uma cadeira cinza. Ao fundo, há um mural colorido com desenhos infantis e a palavra “FUNDAÇÃO” pintada em letras grandes e vibrantes. No canto inferior da imagem, uma faixa verde com o texto: “Cassia Longo | Fundação Abrinq”.
Cassia Longo, da Fundação Abrinq, durante o evento de lançamento do Projeto Árvore, realizado no YouTube. (Foto/Reprodução/Fundação Abrinq)


No dia 25 de abril, foi lançado o projeto “A Árvore 2025: Biomas Pampas e Mata Atlântica Sudeste”, promovido pelo Acervo Otávio Roth em parceria com a Fundação Abrinq. Após quatro edições itinerantes, o projeto chegou a Guarapuava por meio da Unicentro, a partir da Rede de Clubes de Ciência, e do Pacto Global de Jovens Pelo Clima, com o objetivo de envolver crianças e adolescentes no cuidado com o planeta, unindo arte, sustentabilidade e direitos humanos.

A ação prevê atividades em 27 escolas de Guarapuava e região, promovendo reflexões sobre o futuro do meio ambiente a partir da produção artística dos estudantes. Cada criança é convidada a desenhar seus sonhos para o mundo em três folhas de papel: uma delas será incorporada à instalação internacional “A Árvore”; a segunda comporá uma árvore física montada na escola; e a terceira será utilizada para uma árvore coletiva que será exposta na quinta edição do Paraná Faz Ciência, no dia 2 de outubro, também em Guarapuava.

A professora Adriana Massae Kataoka, do Departamento de Biologia da Unicentro e responsável por trazer o projeto à cidade, explica que antes da atividade com os estudantes, os professores passam por uma formação introdutória. “Eles recebem vídeos com conteúdos sobre arte, direitos humanos e sustentabilidade, além de um kit com materiais e propostas de atividades para dialogar com as crianças”, relata.

As oficinas realizadas nas escolas buscam sensibilizar os alunos por meio da liberdade artística. “Diferente de atividades com respostas certas, a arte permite a expressão de sentimentos e emoções. Essa experiência culmina na produção das folhas que irão para as três árvores — a da escola, a do evento e a internacional”, afirma Adriana.

Inspirado no trabalho do artista Otávio Roth, o projeto surgiu em 1990 com foco nos direitos humanos e, hoje, é coordenado pelo Acervo Otávio Roth em parceria com a Fundação Abrinq. Seu objetivo é integrar ciência, arte e participação juvenil, promovendo a cidadania ambiental com base nos biomas brasileiros.

“É uma iniciativa de abrangência nacional que promove formações sobre direitos humanos, sustentabilidade e arte-educação”, destaca Ana Beatriz Roth, integrante do Acervo Otávio Roth.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência: @clubesparanafazciencia e aqui no site do NAPI Paraná Faz Ciência.

A iniciativa forma professores, estudantes e agentes locais para atuarem no monitoramento da dengue com base em práticas educativas, ciência cidadã e tecnologia acessível.


A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) está com inscrições abertas para o curso gratuito “Práticas de Ciência Cidadã para Monitoramento da Dengue – T3”, voltado a educadores, estudantes, agentes de saúde e demais interessados em combater arboviroses por meio da ciência cidadã. O curso é oferecido pelo projeto de extensão “Ecologia & Saúde”, da UNILA, coordenado pela professora Dra. Ana Alice Eleuterio, e conta com uma equipe composta também pela pós-doutoranda María Martha Torres Martínez e pela mestre Diana Letícia Molinas Bogado. Juntas, elas conduzem as atividades formativas, combinando pesquisa, extensão e tecnologia social para serem aplicadas na região da Tríplice Fronteira. As atividades vão começar segunda-feira, dia 16 de junho, e terminam no dia 04 de julho.

Segundo a coordenadora do projeto, María Martha Torres Martínez, o curso promove a integração e o engajamento da comunidade local ao capacitar participantes para atuarem na investigação e no monitoramento da dengue. “Com vídeos, leituras, fóruns interativos, quizzes e materiais práticos baseados no protocolo GLOBE, os alunos aprendem a identificar criadouros do mosquito e registrar dados sobre o Aedes aegypti usando ferramentas científicas acessíveis”, explica.

A estrutura do curso permite que os conhecimentos sejam aplicados diretamente nas comunidades da região da Tríplice Fronteira, com foco em observação, registro e ação prática. Os dados coletados pelos participantes subsidiam reflexões locais e podem fortalecer ações de saúde pública, contribuindo para o letramento científico da população.

Desafios e soluções para a diversidade regional

A equipe coordenadora do curso reconhece os desafios impostos pela diversidade cultural e socioeconômica da região. “Garantir a participação ativa de pessoas com diferentes níveis de formação e acesso digital exige uma abordagem pedagógica acessível e sensível às realidades locais”, afirma Diana Leiticia.

Para enfrentar essas barreiras, o curso é ofertado em formato virtual com atividades práticas simples, materiais complementares didáticos e fóruns de apoio, criando um ambiente de diálogo e troca de experiências. “O uso de uma linguagem acessível e a valorização do conhecimento local também são prioridades”, complementa.

Proposta educacional

Os conteúdos são alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e voltados ao ensino fundamental II e à educação não formal, com temas como descarte de resíduos, construção de ovitrampas e uso do aplicativo GLOBE Observer. 

O curso é realizado no âmbito do projeto de extensão da Ecologia & Saúde (UNILA) em parceria com Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) em Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

Como participar

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 11 de junho de 2025. O curso será realizado entre os dias 16 de junho e 4 de julho no formato virtual.Mais informações sobre as inscrições estão disponíveis no site oficial do projeto: www.ecologiaesaude.com/curso.

Com o tema “Responsabilidade Ambiental, um Compromisso de Todos!”, o evento contou com diversas atividades educativas e de conscientização, apoiadas por secretarias municipais e empresas locais

Entre os dias 2 e 6 de junho, a cidade de Paranaguá realizou a 18ª edição da Semana do Meio Ambiente, na Arena Albertina Salmon. Com o tema voltado à Responsabilidade Ambiental, o evento contou com uma programação repleta de atividades gratuitas voltadas a estudantes, famílias e ao público, com exposições, jogos e premiações. 

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em parceria com a Unespar (Universidade Estadual do Paraná), esteve presente com um estande desenvolvido por professoras ligadas ao projeto, responsáveis por trazer atividades realizadas pelos alunos e também para divulgar os projetos nas escolas. Na região litoral, sete Clubes de Ciência estão em escolas nas cidades de Paranaguá, Matinhos, Pontal do Paraná e Antonina.

Professoras e alunos participam da 18ª edição da Semana do Meio Ambiente em Paranaguá. (Foto: Karoline Bonardo)


Estudantes da Escola Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto chamaram a atenção do público com projeto científico que avalia a qualidade da água e analisa o pH e a alcalinidade de diferentes líquidos. O trabalho é orientado pela professora Andréia Petruy e visa mostrar como a ciência é acessível e aplicável à vida real. Os projetos possuem uma duração de aproximadamente trinta meses. 

O trabalho teve início em setembro de 2024 e é apelidado de “Bagrinhos do Bento”. O tema central é a conscientização em relação à água imprópria para consumo, chamando a atenção do público sobre os riscos, doenças e a necessidade de conscientização ambiental. 

Durante a apresentação no evento, os alunos demonstraram, por meio de testes práticos, como a observação em um microscópio, as diferenças de pH entre amostras de água do mar, da torneira, vinagre e água sanitária.

Alunos apresentam resultados de pesquisas feitas diferentes amostras de água(Foto: Karoline Bonardo)


O diretor da Escola Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, Everton Vieira Borges, contou que dois projetos estão sendo realizados no momento, um no período da manhã e outro no período da tarde. Sobre a parceria, ele enfatizou como a Rede de Clubes Paraná vem sendo fundamental para a iniciação científica dos jovens. Assim como ele, a aluna Lara do 7º ano revelou estar muito contente em fazer parte do Clube e pelas experiências realizadas.

“Estamos aqui para garantir que os nossos clubistas, nos trinta meses dos projetos, possam desenvolver suas pesquisas, garantir que eles tenham uma imersão no mundo acadêmico das universidades e possam participar de uma alfabetização científica, do mundo da pesquisa. E assim, ter outras perspectivas em relação ao seu futuro, procurar cursos que eles gostem, na área da ciência que estamos precisando bastante!” contou a professora e bolsista Karoline Bonardo.

A programação da Semana do Meio Ambiente contou também com oficinas de compostagem, apicultura, manejo de resíduos nos manguezais, separação de lixo e com a entrega da premiação às três escolas vencedoras do programa “Todos Contra a Dengue”.

A professora Andréia Petruy é a responsável pelo projeto e colabora com a iniciação científica dos alunos. (Foto: Karoline Bonardo)


O Clube de Ciências procura estimular a investigação científica entre os alunos, assim como promover a experimentação, a pesquisa e a divulgação. As atividades realizadas por professores e alunos têm se destacado pela qualidade e pelo interesse da população na região litoral do Estado. 

A transmissão ao vivo teve como convidada a pesquisadora Dra. Maria Luisa Tunes Buschini que respondeu às dúvidas dos professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Captura de tela de uma videoconferência no Google Meet. À direita da imagem, aparece a professora Maria Luisa Tunes Buschini, de cabelos curtos e grisalhos, usando um casaco escuro e um cachecol colorido, sentada em um ambiente interno com iluminação amarela e móveis de madeira. À esquerda, está sendo compartilhado um slide com o título "Laboratório de Biologia e Ecologia de Vespas e Abelhas". O slide contém ilustrações de diferentes espécies de abelhas e vespas, o logotipo da Unicentro, o logotipo do laboratório EducartGEO e um QR Code que direciona ao perfil do laboratório no Instagram. No canto inferior esquerdo do slide, estão o nome da professora, a instituição (Unicentro – Guarapuava/PR) e seu e-mail institucional.
Professora Dra. Maria Luisa Tunes Buschini durante o primeiro bloco da live de estreia da Quarta com Clubes (Foto/Reprodução YouTube)


No dia 28 de maio ocorreu a primeira edição da ‘Quarta com Clubes’, iniciativa promovida pela Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O projeto é organizado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão EducartGEO – Educação Geográfica e Cartografia para Escolares, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

A convidada da estreia foi a professora e pesquisadora Dra. Maria Luisa Tunes Buschini, docente da Unicentro e especialista nas áreas de Zoologia e Ecologia. A transmissão colocou em discussão a pesquisa com abelhas e o ecossistema. “Projetos como esse atingem um alvo bem importante, por fazer uma conexão entre a ciência, educação pública e a educação de maneira geral”, destacou a pesquisadora.

Durante a live, a professora Maria Luisa compartilhou  um caso em que uma pessoa estava matando abelhas sem saber da importância delas. “Essa pessoa tinha maracujá em sua fazenda e, por não entender o papel das abelhas, acreditou que elas estavam destruindo a plantação. Por isso, ela jogou álcool nas abelhas, matando-as, sem perceber que elas são as principais polinizadores do maracujá, por exemplo.”

A pesquisadora também destacou a importância de atividades como a Quarta com Clubes para a propagação da informação científica. “Por isso, é fundamental atividades como essa para passar essas informações para os professores da educação básica, que podem repassá-las aos alunos, e esses, por sua vez, compartilharem com suas famílias, ampliando o conhecimento e a consciência sobre a importância das abelhas.”

A mediação da transmissão foi conduzida pelo jornalista Thiago de Oliveira e pelo orientador pedagógico da Unicentro e mestrando em Geografia, João Pedro Wendler Bahls.  Dividida em dois blocos, a live começou com uma apresentação da professora Maria Luisa, que contextualizou a pesquisa com abelhas, abordando aspectos metodológicos, conceituais e a relevância do tema. No segundo bloco, a pesquisadora respondeu perguntas enviadas previamente por professores que atuam nos Clubes de Ciências, e  desenvolvem, com seus clubistas, projetos com foco em abelhas. Além disso, perguntas enviadas em tempo real pelo chat da transmissão também foram respondidas ao vivo, no final da atividade.

Uma das professoras que assistiu à live e enviou perguntas foi Katiane dos Santos,  coordenadora do clube Climatize-se, do Colégio Estadual Professor Pedro Carli, em  Guarapuava. Para ela, a live foi uma forma leve e acessível de trazer formação para quem está diariamente na escola. “A primeira live foi bem interessante, gostei da forma como o tema foi abordado e como a conversa fluiu. Me senti motivada a continuar acompanhando as próximas. Contribuiu muito para os conteúdos que serão abordados pelos alunos no clube de ciências do colégio”, contou.

A professora pretende aplicar o que foi discutido pela pesquisadora Maria Luisa durante a live no dia a dia do Clube. “Quero aplicar algumas das ideias que a professora trouxe na forma como conduzimos as observações das abelhas na colmeia. A fala dela me deu várias ideias de como trabalhar de maneira mais investigativa com os alunos, por exemplo, propondo que eles façam registros sistemáticos dos comportamentos das operárias ou explorem a comunicação por meio das danças”, disse Katiane.

Professora Maria Luisa durante oficina sobre abelhas com os alunos do Clube Climatize-se, no ano passado, coordenado pela professora Katiane dos Santos (Foto/ Arquivo Pessoal)


Além disso, Katiane reforçou a importância da interação entre a escola e a universidade. “Essa troca com a universidade nos ajuda a refletir sobre o que fazemos na escola e traz novas ideias e inspirações. Além disso, é um reconhecimento do nosso trabalho com os alunos, mostra que a pesquisa científica também pode nascer dentro da escola e que estamos todos no mesmo caminho, tentando formar cidadãos mais críticos e conscientes.”

O projeto Quarta com Clubes ocorre quinzenalmente, das 19h às 20h, e tem como objetivo oferecer formação científica aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa nos Clubes de Ciências das escolas do Paraná. As transmissões ao vivo, realizadas pelo canal do EducartGEO no YouTube continuam salvas para quem quiser assistir posteriormente.

A próxima live está marcada para o dia 11 de junho. O tema será água e a convidada é a professora Dra. Ana Lúcia Suriani Affonso, da Unicentro, com trajetória acadêmica nas áreas de Ecologia, Biologia da Conservação, Educação Ambiental e Ensino.Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência!

Três novos integrantes são bolsistas de iniciação científica e uma de extensão

A foto mostra a equipe da UEPG reunida ao redor de uma mesa em uma sala. Uma apresentação do projeto "Paraná Faz Ciência" é projetada na parede ao fundo. Uma pessoa, posicionada à esquerda da imagem, utiliza um notebook enquanto conversa com o grupo. Outras pessoas acompanham a fala, com anotações e materiais sobre a mesa. O espaço conta com iluminação natural e artificial.
Reunião de integração e apresentação da Rede de Clubes (Foto/Arquivo pessoal)


Na penúltima semana de abril, a equipe da Rede de Clubes responsável pelos clubes vinculados a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recepcionou os mais novos membros do grupo. A reunião ocorreu no campus da Universidade, no bairro de Uvaranas.

O encontro propiciou a integração entre os novos participantes e demais membros da equipe, e também objetivou que os recém chegados conhecessem mais sobre o funcionamento da Rede de Clubes.  Os bolsistas tiveram a oportunidade de conhecer o que é o NAPI Paraná Faz Ciência, compreender quais as secretarias estaduais vinculadas ao projeto e aprofundar o entendimento sobre as funções que irão desempenhar.

Tatiane Cristina Xavier, que cursa licenciatura em Ciências Biológicas, Jeferson Osni De Souza Junior, bacharelando em história, e Amanda De Oliveira Barcóte, que cursa farmácia, são bolsistas de iniciação científica. Entre suas funções, destaca-se o desenvolvimento de pesquisas relacionadas às atividades dos clubes. Já Leticia Maria Lima dos Anjos, licenciada em letras português/inglês, é bolsista de extensão, e será responsável, entre outras atribuições, por desenvolver materiais de divulgação relacionados aos clubes.

Durante a reunião, os novos integrantes foram orientados quanto às primeiras atividades a serem realizadas. Nos dias seguintes, iniciaram com algumas visitas à clubes, acompanhados dos Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BTNS), marcando o início de suas atividades na Rede de Clubes.

A foto mostra o grupo organizado para uma foto coletiva em uma sala, com cortinas azuis ao fundo. Algumas pessoas estão em pé e outras estão agachadas ou ajoelhadas à frente. Todos olham para a câmera.
Registro da equipe da UEPG com seus mais novos integrantes (Foto/João Guilherme)

Evento na UTFPR Campus Apucarana mobilizou mais de 60 pessoas, entre alunos, professores e representante do NRE, para um dia de aprendizado e troca de experiências.

Foto de um grande grupo de cerca de 60 pessoas, entre jovens e adultos, reunidos ao ar livre em um espaço pavimentado, em frente a um prédio de paredes amarelas e azuis. Muitos usam camisetas azuis claras ou brancas, indicando participação em um evento conjunto. As pessoas estão sorrindo e posando para a foto, transmitindo um clima de alegria e união. Ao fundo, há árvores verdes e um céu azul com algumas nuvens.
Estudantes e professores participam de atividade especial na UTFPR, Campus de Apucarana. O encontro reuniu dezenas de jovens em uma tarde de integração, aprendizado e convivência.(Foto/Cassia Naomi)


Apucarana, PR – A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Apucarana, se tornou palco de um importante encontro científico no dia 22 de abril de 2025. O evento reuniu mais de 60 pessoas, incluindo alunos e professores de diversos colégios da região, além de representantes da UTFPR e do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, para uma tarde dedicada à ciência e à promoção da alimentação saudável.

A professora Dyana Braga, representando o NRE de Apucarana, prestigiou o encontro, que também contou com a presença dos coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela UTFPR campus Apucarana, os professores Enio Stanzani e Sabrina Klein, da Licenciatura em Química, e da professora e nutricionista Tatiana Marin, da Faculdade de Apucarana (FAP).

O evento marcou um momento de integração e aprendizado para quatro clubes de ciências da região: o Clube Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico Militar Prefeito Carlos Massaretto, coordenado pelo professor Leandro Vicente Gonçalves; o Clube Ciência na Mesa, do Colégio Estadual Padre José Canale, liderado pela professora Márcia Oliveira de Britto; o Clube Jovens Alquimistas, do Colégio Estadual Cívico Militar Marquês de Caravelas, de Arapongas, sob a coordenação da professora Marilane de Jesus Ferreira; e o Clube Conexão Ciências Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, de Bom Sucesso, orientado pela professora Elaine Correa Soares.


O ponto alto da tarde foi a palestra da professora e nutricionista Tatiana Marin, que abordou temas cruciais para a saúde dos jovens, como a escolha de alimentos nutritivos e a importância de evitar as perigosas dietas da moda. Os alunos tiveram a oportunidade de interagir com a palestrante, tirando dúvidas e aprofundando seus conhecimentos sobre a temática.


Após a enriquecedora palestra, os holofotes se voltaram para os protagonistas do evento: os clubes de ciências. Cada grupo teve a chance de apresentar brevemente as pesquisas que têm desenvolvido na área da alimentação saudável. As apresentações se transformaram em um valioso espaço de troca de experiências entre os estudantes, que puderam conhecer os projetos uns dos outros e compartilhar seus aprendizados.

Um dos momentos mais marcantes foi a coragem de alguns clubistas em assumir a frente das apresentações. A iniciativa demonstrou o engajamento e a dedicação dos jovens com a ciência, além de proporcionar um importante treinamento para suas habilidades de oratória e comunicação, preparando-os para futuras apresentações e desafios acadêmicos.

O encontro na UTFPR Campus Apucarana reforça a importância da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência como um catalisador para o desenvolvimento do interesse científico nos jovens, promovendo a interação entre diferentes instituições de ensino e estimulando a pesquisa e a troca de conhecimentos em áreas relevantes para a sociedade, como a alimentação saudável. A energia e o entusiasmo dos participantes evidenciaram o potencial promissor da nova geração de cientistas do Paraná.

Com apenas quatro anos, o NAPI já possui nove bolsistas no programa que visa reconhecer e valorizar a produção científica e tecnológica em todas as áreas do conhecimento


Novos pesquisadores do NAPI Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) foram contemplados recentemente com a bolsa Produtividade em Pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Conselho é um órgão público, financiado pelo governo, que tem como missão promover e estimular o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica no país. Foram aprovados, nesta etapa, Emerson Joucoski (Física), Luciana Schleder Gonçalves (Enfermagem) e Alessandra Sant’Anna Bianchi (Psicologia), todos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Agora, já são nove bolsistas PQ do NAPI, que somam esforços para registrar e publicizar o trabalho desenvolvido por cientistas nos centros de pesquisas e nas universidades públicas estaduais e federais do Paraná, em termos de ciência básica, tecnologia e inovação.

O professor e pesquisador Emerson Joucoski foi aprovado com o projeto ‘Estudo das Ações de Popularização da Ciência na Rede Paraná Faz Ciência’. Atualmente finalizando um pós-doc na Inglaterra, ele coordena projetos de ensino voltados à educação pública, popularização da ciência (do tipo citizen science) e à área de Exatas no litoral do Paraná. Também desenvolve ações de divulgação científica e de pesquisa no programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), da UFPR Litoral. 

“Eu estou interessado em pesquisar as ações da Rede Paraná Faz Ciência, tais como a percepção pública da ciência através da aplicação de um grande questionário em todas as regiões do estado”, explica Joucoski. O objetivo é apurar  qual o entendimento dos paranaenses sobre ciência e tecnologia, tanto do ponto de vista da educação, da governança e, também, qual é o nível de informação que as pessoas têm em relação à ciência no Paraná.

O professor Emerson Joucoski pesquisa as ações da Rede Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo pessoal)

Ciência Cidadã

Criado em 2021, em plena pandemia, o NAPI Paraná Faz Ciência nasce da junção de dois projetos, antes independentes: o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã – PICCE e o Conexão Ciência – C². O NAPI se preocupa com a formação de novos divulgadores científicos, que contribuam para criação de um ambiente em que a educação para ciência promova a cidadania, definida como Ciência Cidadã.

“Outro foco da minha pesquisa é o PICCE, que tem uma série de protocolos, pelo menos 16 nesse momento, com meta para chegarmos a 23, 24 até 2026, que estão sendo utilizados por professores em escolas no estado do Paraná para a coleta de dados cientificamente válidos, para que os pesquisadores que montaram os protocolos possam usar em seus estudos”, afirma o professor Emerson.

Agora com os recursos da bolsa, o pesquisador também pretende analisar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que conta com mais de 200 clubes em escolas de Educação Básica no estado, já em amplo funcionamento. “A proposta é apurar como é que se dá a investigação de ciências e a interação desses clubes com o entorno da escola, com as comunidades e a construção que essas crianças estão tendo em relação ao entorno social da ciência”, justifica. 

Por fim, o professor enfatiza que está sempre em busca de realizações profissionais que também tragam a felicidade. “Estou muito feliz porque acho que isso vai me trazer, tanto do ponto de vista pessoal e profissional, novos fôlego para pesquisa, incentivando a geração de conhecimento e a formação de novos pesquisadores”, conclui.

‘Saúde nas Mídias’

Outra pesquisadora focada na divulgação científica foi contemplada com a bolsa PQ do CNPq. É a professora Luciana Schleder Gonçalves, do Departamento de Enfermagem da UFPR,  idealizadora e coordenadora do Projeto ‘Saúde nas Mídias’. Para ela a conquista representa  um marco na em sua trajetória acadêmica, iniciada em 2013, com a defesa do doutorado em Enfermagem. 

“Desde então, venho consolidando uma linha de pesquisa voltada à inovação em saúde, com ênfase na formação de profissionais e no fortalecimento da prática baseada em evidências. Mais recentemente, desde 2019, venho ampliando minha atuação para a divulgação científica, reconhecendo seu papel estratégico na democratização do conhecimento e no diálogo com a sociedade”, destaca Luciana.

Professora Luciana Gonçalves conquista bolsa prestigiada pela academia e fundamental para avanço da pesquisa (Foto/Reprodução)


O projeto Saúde nas Mídias é uma iniciativa que reúne o Laboratório de Popularização das Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) e o projeto Conexão Ciência – C², ambos da UEM. A ideia é ampliar a divulgação de ações de popularização da ciência e ciência cidadã, no Paraná.

A concessão desta bolsa, altamente prestigiada na Ciência brasileira, reforça o reconhecimento da minha atuação de Luciana como pesquisadora e extensionista comprometida com o avanço científico e tecnológico. “O financiamento aumenta minha responsabilidade na formação de recursos humanos qualificados, de ampliação de redes de pesquisa na área da saúde e da divulgação científica, impulsionando novas parcerias e o desenvolvimento de soluções inovadoras para os superar os desafios contemporâneos”, completa a pesquisadora.

Financiamento para pesquisa

A bolsa PQ oferece um apoio financeiro que auxilia na realização das atividades de pesquisa, como a compra de materiais, a participação em eventos científicos e a publicação de artigos. 

Desta forma, há um aumento da produção científica no país, por meio de pesquisas de qualidade, contribuindo para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento da ciência brasileira. Outro fator a ser considerado é a formação de novos pesquisadores e, ao mesmo tempo, a atração e retenção de talentos para a área.

A viagem teve como objetivo participar do dia de visitação aberto ao público no centro de tecnologia mais moderno do país.

A foto é do Clube de Ciências Paisagismo Sustentável. A imagem mostra um grupo de estudantes posando em frente a um jardim vertical instalado numa parede preta, no que parece ser o pátio da escola. A maioria dos alunos estão usando camisetas vermelhas com o logotipo do colégio. O jardim vertical está bem organizado, com diversas plantas ornamentais, dando um aspecto verde e ecológico ao espaço. À esquerda, vê-se uma árvore com comedouros para beija-flores pendurados, e, à direita, uma estrutura com cobertura translúcida. O chão está revestido com blocos de pedra formando um caminho decorativo. O ambiente transmite uma sensação de envolvimento com a natureza, sendo resultado de um projeto ligado ao Clube Paisagismo Sustentável.
Grupo de alunos e professores de Maringá no prédio onde está o acelerador de partículas brasileiros, no CNPEM em Campinas (Foto/Yudi Godoy)


Os clubistas do CAPCiência e mais 17 alunos do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), fizeram uma viagem ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, São Paulo. O grupo participou do dia de visitas anualmente realizado pelo CNPEM, o Ciência Aberta. Viajaram ao todo 40 alunos e cinco professores. 

“Foram 23 alunos do Clube de Ciências e mais 17 alunos selecionados entre os de melhor desempenho em relação às notas e com menor número de faltas”, explica o professor e coordenador do Clube, Antônio de Oliveira. “Recebemos o apoio da UEM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Pesquisa, para que a viagem pudesse ser concretizada e foi uma experiência muito interessante, tanto para os alunos quanto para os professores”, reforça o professor.

O evento em Campinas faz parte da sétima edição do Ciência Aberta, promovida pelo CNPEM – órgão supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – que oferece à comunidade dois dias de visitação para conhecer a estrutura do campus, este ano realizado nos dias 30 e 31 de maio. O primeiro dia é dedicado a grupo de estudantes e excursões previamente cadastrados, e o segundo é aberto à comunidade em geral, sempre gratuitamente.

A atração mais conhecida do campus é o Sirius, o acelerador de partículas brasileiro, uma estrutura grandiosa e de última geração que está possibilitando avanço de pesquisas em áreas multidisciplinares e totalmente novas. Seu princípio de operação é produzir um tipo especial de luz, a luz síncrotron, que está sendo utilizada para investigar a composição e a estrutura da matéria em suas diversas formas, e ainda permite acompanhar esses processos físicos, químicos e biológicos nas frações de segundo em que se dão.

A imagem mostra o prédio visto de fora e de longe, em formato arredondado onde está o acelerador de partículas. A fachada é envidraçada, lembrando uma estrutura de estádio esportivo grandioso e ao lado esquerdo há uma placa estilo outdoor escrito: “CNPEM um centro de pesquisa e inovação único no país”. No entorno, a área é gramada e sem nenhuma construção em volta
Foto externa da estrutura do CNPEM, onde está o Sírius – acelerador de partículas – e outros laboratórios que pesquisam sobre energia renovável, biociências e nanotecnologia (Foto/Antonio de Oliveira)


“É uma tecnologia única que possibilita a solução de grandes questões da ciência. Entre eles, possibilitou conhecer melhor a estrutura do vírus da Covid-19 e sua proteína que faz a ligação com as células humanas e causam a infecção”, explicou o bolsista administrativo da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, Yudi Godoy, biotecnologista e mestre em Ciências Farmacêuticas que acompanhou o grupo na viagem a Campinas.

Os laboratórios em si estavam fechados, por se tratar de um evento de alto volume de circulação de pessoas, mas à frente de cada um deles havia um monitor explicando qual a importância daquela pesquisa, o que aquele laboratório estuda, as aplicações práticas de cada trabalho. “Os alunos puderam interagir com os mais diversos profissionais ali e penso que foi algo muito incentivador para os alunos seguirem carreira na pesquisa, nas engenharias, na ciência como um todo”, defende Yudi.

A imagem mostra um grupo de alunos em pé, em frente a um equipamento, e ao lado deles está um monitor que veste colete amarelo e segura um microfone para explicar o funcionamento do acelerador de partículas em miniatura. Estão numa área externa, porém embaixo de uma barraca ou estande montado pelo evento.
Alunos ouvem explicação de um dos monitores sobre o acelerador de partículas em miniatura, em área externa do campus do CNPEM Foto/Antonio de Oliveira)


Esses laboratórios ao longo do prédio têm microscópios de varredura, um equipamento muito específico, comenta Yudi. “Normalmente nas universidades vemos apenas um exemplar desses e uma fila de pesquisadores para usá-lo; é outra realidade. Esse equipamento faz imagens que outros não conseguem”, informa o pesquisador. 

Além de contar com mais microscópios de fluorescência, fluxos laminares para fazer cultura de células, sequenciamento de DNA, entre outros usos. São equipamentos mais básicos de laboratório, mas lá vistos em maior quantidade: centrífugas, pipetas. “Permite que cada pesquisador tenha seu conjunto de pipetas, algo que custa em torno de 10 mil reais. Realmente uma estrutura muito organizada e atual”, define Yudi.


Durante a visita, os estudantes puderam caminhar pelas rotas internas do prédio onde está o acelerador e visualizar esses laboratórios de pesquisa e seus equipamentos, seguindo um roteiro preparado pela organização previamente. Em sua edição anterior, foram registradas mais de 21 mil pessoas nos dois dias de visitação do Ciência Aberta.

A estrutura do CNPEM contempla ainda laboratórios voltados para os temas de energias renováveis, biociências e nanotecnologia. Áreas também relacionadas com o tema de pesquisa do Clube de Ciências do CAP, esse ano dedicado a pesquisar sobre energia. Esses laboratórios e seus pesquisadores atuam, por exemplo, para buscar soluções em saúde no âmbito nacional, com pesquisas em biologia molecular e imunologia.

UNICAMP

A imagem mostra um grupo de alunos e de professores alguns em pé, outros ajoelhados segurando a bandeira do Clube de Ciência CAPciência e posam ao lado da placa do Instituto de Química da UNICAMP (Universidade Estadual De Campinas). Ao fundo estão prédios do centro de estudos de química, no campus da UNICAMP.
Alunos e professores em frente ao centro de estudos de Química, no campus da UNICAMP, última parada da visitação durante a viagem a Campinas (Foto/Yudi Godoy)


Após a visita ao acelerador de partículas no CPNEM, a excursão se estendeu até o campus da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), para que os alunos pudessem caminhar e conhecer como são os centros de estudos e a estrutura de um campus universitário. Ao final do dia, retornaram para Maringá.
O Colégio de Aplicação da UEM tem um perfil no Instagram, o @capuemoficial para acompanhar as demais atividades do clube e do colégio.

É o primeiro encontro realizado pelos clubes de ciências vinculados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que partilharam diversos experimentos científicos.

A imagem mostra um grupo de estudantes reunidos ao redor de uma mesa em um ambiente escolar. No centro da mesa há uma impressora 3D com filamento carregado, além de outros objetos como uma pequena estrutura amarela, um vaso com flores e uma caixa azul com LEDs. O ambiente é um espaço aberto, coberto, com piso liso e colunas amarelas. A iluminação é natural, sugerindo que a atividade acontece durante o dia. Há um clima de curiosidade e colaboração entre os participantes.
Estudantes se reúnem no pátio do Colégio Alfredo Parodi para conhecerem a impressora 3D (Foto/Valentina Kobus)


Quatro colégios estaduais de Curitiba (PR) decidiram se unir para que seus Clubes de Ciências promovam a integração entre os estudantes, na tarde de sexta-feira, 30 de maio. O Colégio Estadual Alfredo Parodi foi o anfitrião do evento, que contou com a participação das pós-doutorandas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Bolsistas Técnicos Nível Superior ( chamados de bolsistas BTNs) e bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), também da UFPR. 

A idealizadora foi a professora de Biologia Corine Costa, coordenadora do Clube Geração Científica, que convidou os clubes de ciências dos Colégios Estaduais Isolda Schmid e Teotonio Vilela e do Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior. Dentre as atividades realizadas, os destaques foram o experimento científico com fogo colorido para explicar as cores das estrelas, a construção de uma luneta caseira e o lançamento de um foguete com a base de pressão de água. O tema principal do encontro foi astronomia. 

“Eu gosto bastante de participar do Clube de Ciências. Porque quando você aprende, automaticamente, fica mais interessado nas atividades científicas”, relata a clubista Raquel Gabrielly Sampaio, do Clube Geração Científica. Outro clubista, Matheus Felipe Lopes Pereira, do Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior,  achou interessante o evento. “A gente pode ver o conteúdo dos clubes, conhecer as ideias, as atividades de cada um, o que desperta nossa curiosidade”, sinalizou Matheus com tradução do intérprete de libras Evonir Vieira da Silva. Matheus participa do Clube Verde Mel o Clube, que trabalha com abelhas.

Bianca Muchiuti está no nono ano de licenciatura em Ensino de Ciências Biológicas na UFPR, e afirmou que a atividade na escola contribui para sua prática em docência, “porque podemos observar esta interdisciplinaridade, os alunos interagindo entre eles, e o quanto estão sendo participativos nas oficinas”, explica Bianca.

“Hoje é um dia muito especial”, celebrou a diretora do Colégio Alfredo Parodi, Cristiana Ducci Göhr, “conseguimos compartilhar o projeto do nosso clube de ciências, apresentar a proposta dos professores, as atividades que os alunos estão desenvolvendo, dando cada vez mais protagonismo para os estudantes”, completa. 

Esta foi a primeira atividade de integração promovida pelos clubes, encerrada com um café da tarde. E, dado o sucesso, os professores já se mobilizam para uma nova atividade semelhante, ainda sem data definida.

A imagem mostra um grupo grande de pessoas reunidas em uma sala de uma escola, participando de confraternização. O ambiente é fechado, com luzes fluorescentes no teto, armários ao fundo e várias janelas com cortinas azul-escuras do lado direito. O grupo, composto por crianças, adolescentes e alguns adultos, está reunido ao redor de duas mesas cobertas com toalhas brancas rendadas. As mesas estão repletas de alimentos e bebidas, como bolos, salgados, refrigerantes e sucos. Todos estão sorrindo ou posando para a foto, criando um clima alegre e descontraído.
Café da tarde encerrou as atividades de integração no Colégio Alfredo Parodi (Foto/ Valentina Kobus)

Rodrigo Reis destacou a democratização do conhecimento e o fortalecimento da educação científica de base no Brasil

Rodrigo Reis no simpósio “School-Based Citizen Science”, no Óregon, EUA


O professor Rodrigo Arantes Reis, articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador geral do Grupo de Pesquisa Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), da UFPR Litoral, está nos Estados Unidos. Ele foi convidado para participar da Conferência para o Avanço da Ciência Participativa (CAPS) 2025. A programação ocorre até esta sexta-feira, dia 30 de maio, na cidade de Portland, no Estado do Óregon.

O evento é organizado pela Associação para o Avanço da Ciência Participativa (Association for Advancing Participatory Sciences – AAPS) e tem como sede a Oregon State University, em colaboração com a Portland State University.

A CAPS 2025 é um dos principais encontros acadêmicos do ano e reúne profissionais da educação, pesquisadores e facilitadores da área das ciências participativas. Na programação, simpósios, palestras, discussões colaborativas, eventos de networking, workshops e visitas de campo para pessoas de várias partes do mundo. 

PICCE

O articulador Rodrigo Reis apresentou, mais especificamente, o Programa de Iniciação à Ciência Cidadã nas Escolas (PICCE). Reis participou do simpósio “School-Based Citizen Science”, voltado à apresentação de programas estruturados de ciência cidadã em ambientes escolares.

Durante o painel, Rodrigo falou sobre “as ações do PICCE e suas articulações com escolas públicas, destacando a proposta inovadora do Paraná Faz Ciência em integrar alunos, professores e comunidade escolar no desenvolvimento de projetos científicos”. 

Rodrigo Reis com a mediadora do simpósio Rebecca Boger e Russanne Low


O professor Rodrigo palestrou com nomes de peso na área da ciência participativa. A mediação do Simpósio foi feita por Rebecca Boger, da GLOBE Implementation Office. Entre os palestrantes estavam Emma Giles, diretora de Programa e Operações da SciStarter; Tori Brannan, especialista em educação científica e coordenadora Internacional Artic Research Center (IARC); e Russanne Low, cientista sênior sobre a Terra, do Institute for Global Environmental Strategies e líder do projeto Observer Mosquito Habitat Mapper, da NASA GLOBE.

Além da mesa temática, Reis participou, no período noturno, de um “flash talk”, ou seja, uma apresentação de cinco minutos voltada ao público geral, para resumir o PICCE. “O objetivo foi divulgar o Programa como uma proposta de ampliação do engajamento científico nas escolas. Temos abordado as potencialidades da ciência participativa como ferramenta educacional, com destaque para temas como: formação de professores, produção de materiais didáticos, desenvolvimento de plataformas e aplicativos amigáveis que dialoguem com a realidade das escolas e estejam alinhados aos currículos educacionais”, explicou Reis. 

Para o professor, a presença do Paraná Faz Ciência neste evento internacional reforça o compromisso do NAPI com a inovação, a democratização do conhecimento e o fortalecimento da educação científica de base no Brasil.