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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA



Arranjo contribui com a participação de avaliadores, exposição de Museus e projetos de Ciência Cidadã

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência já aterrissou na XIII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências.  As atividades ocorrem até sexta-feira, dia 29, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A equipe é composta de avaliadores e expositores.

A FIciências é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo científico. A ideia é engajar estudantes de todas as idades promovendo a ciência e a inovação.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



A gerente de Educação do Itaipu Parquetec, área responsável pela execução de FIciências, Karina Zavilenski Custódio, organizou o evento junto com as instituições de ensino superior parceiras, que compõem um Comitê Gestor.

Segundo Karina, quanto maior o desafio, melhor. “A gente precisa oportunizar para que esses alunos possam se experimentar nesses momentos, porque são nossos futuros cientistas, nossos futuros médicos, engenheiros. É o nosso futuro como humanidade que a gente está fomentando aqui”, comenta.

A gerente explicou que a Feira, cada vez, atinge um público maior, com a criação de novas categorias de participantes, FIciências Kids (alunos do fundamental I), Júnior (alunos do fundamental II) e Jovem (alunos de nível médio e técnico), de instituições públicas ou particulares.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



Esse ano, quase 50% de escolas públicas estão participando com projetos na categoria Jovem. Foram 332 aprovados. Isso fomenta muito a qualidade do ensino público. Mas não estão de fora os colégios particulares. Conta com projetos de mais dez estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina.

Há, ainda, 36 projetos do Júnior, que serão apresentados na quarta, e 36 projetos do Kids, que o público vai conhecer na quinta-feira.

De acordo com Karina, essa integração é o momento em que os jovens compartilham, aumentam o networking e o conhecimento deles.

“Fazer aqui dentro do Itaipu Parquetec para nós é muito importante, porque as primeiras edições foram aqui. Na verdade, a FIciências, hoje, faz parte da programação do nosso Festival de Inovação, Festival Iguassu Inova. A primeira edição tomou uma proporção muito grande. Juntou-se com a LatinoWare, que é a maior feira de tecnologias abertas da América Latina, que já está em sua 21ª edição, e vai ocorrer ao mesmo tempo que a Feira. Com isso, nossos eventos atingem todas as faixas etárias. E mais, no próximo ano, se tudo der certo, vamos integrar os universitários. Os projetos de extensão que vêm sendo realizados em parceria com a Itaipu”, resumiu Karina Custódio.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



NAPI

O NAPI Paraná Faz Ciência está na Feira contribuindo com parte da equipe de 62 avaliadores, que pertencem a sete universidades públicas. Eles vão classificar os melhores trabalhos, que serão premiados na sexta-feira (30).

Do NAPI, há professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A partir de quinta-feira, a equipe ainda estará responsável por um estande com informações de projetos do Arranjo: do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM); do LabMóvel; do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); além do ZikaBus, os últimos três ligados à UFPR.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



A articuladora do Arranjo e membro do Comitê Gestor da FIciências, pela UEM, Débora Sant’Ana, ministrou uma oficina sobre Metodologia Científica, nesta terça-feira, à tarde.

A professora disse que, em 2024, o Comitê está comemorando a expansão do número de projetos finalistas, o que traz a oportunidade para muito mais estudantes exporem os seus trabalhos.

“A FIciências é uma oportunidade de ver a qualidade do trabalho feito em nível da educação básica pelas equipes de estudantes e professores. É uma satisfação a gente ver o que eles vêm fazendo, a dedicação dessas equipes nas escolas. Essa é uma ocasião que a gente tem a oportunidade de festejar a ciência”, conclui a Débora.



Evento recebeu mais de 10 mil estudantes e professores, no Parque Barigui, com o apoio do NAPI Paraná Faz Ciência

A Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba chegou ao fim, na manhã desta quinta-feira (14). A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de mobilizar estudantes de Ensino Básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos, e fortalecer a divulgação científica paranaense.

Estande PR Faz Ciência (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Foram mais de 300 inscrições de trabalhos. Os alunos e professores foram organizados em turnos para apresentar o resultado de suas experiências científicas. Os grupos se apresentaram em estandes, divididos em diferentes períodos: de manhã, à tarde e à noite.

E nem só de crianças foi feita a programação da Feira de Ciência e Tecnologia. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentaram trabalhos e viram as experiências dos colegas de outras escolas, na terça-feira (12), à noite.

Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) (Foto/ Ana Paula Machado Velho)



O articulador do Arranjo, o professor Rodrigo Reis, disse que a Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ressurgiu de uma parceria do NAPI Paraná Faz Ciência com a Secretaria Municipal de Educação, isto é, com a prefeitura de Curitiba.

Segundo Reis, a organização superou todas as expectativas. O evento recebeu mais de 10 mil crianças, cerca de 2 mil crianças por turno, que vieram, em sua maioria, das escolas municipais de educação básica. Além disso, a programação contou com um grande número de estandes parceiros: a Fiocruz-Paraná, o Planetário do Parque da Ciência, de Pinhais, e projetos de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Federal do Paraná (UFPR).

Articular do NAPI Paraná Faz Ciência Rodrigo Reis (Foto/ Ana Paula Machado Velho)



Houve ainda a participação da estrutura da Rede Paraná Faz Ciência, que compareceu com o Museu de Ciências Naturais da UFPR e com o futuro parceiro, o Museu Paranaense de Ciências Forenses, localizado em Curitiba.

As crianças, por sua vez, apresentaram mais de 120 projetos de ciências, que foram desenvolvidos dentro das ações de valorização da ciência nas escolas. Enfim, esse desenho fez o sucesso da Feira no ano da sua retomada na região de Curitiba. E a expectativa para as próximas edições é enorme, a ideia é que a Feira cresça.

Planatário Itinerante (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“Queremos crescer em tamanho e em importância. Ter um maior protagonismo dentre as grandes feiras de ciência que a gente tem no Estado e nacionalmente. Para isso, o NAPI Paraná Faz Ciência está organizando uma Rede de Feiras de Ciência. E sabemos que essa aqui, de Curitiba, se coloca como um marco importante neste processo. Ela já se apresenta como uma iniciativa de impacto no cenário da popularização da ciência no Paraná e do nosso NAPI”, comemora o professor Rodrigo.

Reis, inclusive, conversou durante o evento com uma representante da Positivo Tecnologia, Rejane Radatz, para que, no ano que vem, a empresa possa apoiar a realização da feira em um espaço maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160 diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos, em 2025, será no Centro de Eventos do Parque Barigui, administrado pela Positivo.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou nesta quinta (14), pela manhã. As atividades tiveram o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.



Evento ocorre no Parque Barigui até quinta (14) e espera receber mais de 10 mil estudantes e professores

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba chegou ao segundo dia, nesta terça-feira (12), quando recebeu milhares de estudantes de Ensino básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos. O evento foi retomado em 2024, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de fortalecer a divulgação científica paranaense.

Professora Santina Bordini (Foto/Ana Paula Machado Velho)



A bióloga e professora do Departamento de Ensino Fundamental (DEF), que atua na Gerência de Educação Integral, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Santina Bordini, contou que toda equipe do DEF, em especial as que trabalham com a educação em ciências e Matemática, e com as práticas de ciência e tecnologia e educação ambiental, contribuíram para o desenvolvimento desse evento.

Entre as atribuições da área está a promoção de projetos científicos. O grupo de Santina levou os estudantes à Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); viabiliza a ida da SBPC à escola; realiza o projeto Cientistas na Escola, que leva professores e pesquisadores das universidades até os alunos. E, agora, preparou a volta da Feira de Tecnologia e Ciência e Tecnologia de Curitiba.

Santina e sua equipe convocaram as escolas e professores, e receberam 300 inscrições de trabalhos. Os grupos foram organizados para apresentar suas experiências nos três dias da feira.

(Foto/Ana Paula Machado Velho)



“São 40 trabalhos durante cada período, manhã, tarde e noite. A maior parte das escolas é de ensino integral. Ninguém está concorrendo a nada, é só exposição. Porque a gente quer que eles participem pelo prazer de estar divulgando o trabalho de ciências, aqui, na Feira”, destaca.

A gerente lembrou que tudo foi feito junto com o NAPI Paraná Faz Ciência. Foi promovido um curso de formação de professores, uma espécie de ação preparatória para a Feira. “O fruto disso está aqui, onde esperamos receber mais de 10 mil pessoas. Cerca de 4 mil por dia. Hoje [terça], à noite, vão estar aqui mostrando seus trabalhos os estudantes do EJA, da Educação para Jovens e Adultos”, comemora Santina.

A ideia é que, ano que vem, o espaço seja maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160, diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos do Parque Barigui, em 2025, será no Centro de Eventos, um lugar bem maior.

Articulador Rodrigo Reis (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“A proposta é que a Feira se comunique com outras atividades de divulgação científica. Isso faz parte do plano de trabalho dos Clubes de Ciências, a participação em feiras. 200 formam, hoje, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, gerida pelo nosso NAPI. Este Arranjo está crescendo nacionalmente e a proposta é dar ainda mais dimensão às nossas ações”, disse o articulador do NAPI, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Olimpíada

Nesta terça-feira, também, os participantes da Olimpíada Nacional de Robótica receberam um reconhecimento dos organizadores. A solenidade foi parte da programação da Feira que ocorre no Barigui.

Alessandra Hendi e Luciane Krul (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Segundo a professora Luciane Krul, a Olimpíada Brasileira de Robótica acontece na Rede Municipal de Ensino de Curitiba com as crianças dos anos iniciais, na sua modalidade teórica, desde 2017. Em 2018, a coisa cresceu; em 2019, tomou dimensão ainda maior. Mas o evento foi suspenso durante a pandemia de Covid-19 e retomado, apenas, em 2022, quando houve um incremento significativo do número de participantes das escolas. Em 2024, foram 1600 crianças.

Olimpíada (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“Este ano, com a parceria das universidades e do NAPI Paraná Faz Ciência, optamos em fazer essa homenagem junto com a realização da Feira. A gente faz um trabalho formativo com os professores que trabalham com as crianças, a garotada participa e nós, da Secretaria Municipal de Educação, fazemos certificados para todas”, explicou Luciane, que atua com Alessandra Hendi. A tarefa foi herdada pelas duas da atual gerente, Michelle Faria Feliciano.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba termina nesta quinta (14). Tem o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

O evento é fruto da parceria entre o NAPI, a Fundação Araucária e a Prefeitura

A abertura da I Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ocorreu nesta segunda-feira, dia (11). O evento acontece no complexo IMA do Parque Barigui. A ideia é receber mais de 10 mil pessoas.

A solenidade de abertura contou com a presença do atual vice-prefeito e prefeito eleito da capital, Eduardo Pimentel; da Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila; do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa; do coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis; do coordenador da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Paraná, Ivan Carlos Vicentin; e do pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Julio Gomes.

O professor e coordenador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, abriu as falas da mesa, fazendo questão de cumprimentar as crianças e professores, que lotaram o auditório e responderam a todos os “boa tarde” em uníssono. Só então Reis cumprimentou as autoridades presentes. 

O professor agradeceu a presença de todos e se mostrou grato pela parceria com a Fundação Araucária e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), que possibilitaram a realização da Feira. 

Rodrigo Reis, coordenador no NAPI Paraná Faz Ciência, fala na abertura da Primeira Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba 2024 



“A gente está muito feliz de poder organizar, depois de tanto tempo, uma nova feira de ciências em Curitiba que vai mostrar que a escola é lugar de produzir ciência. Os trabalhos que a gente vai ver mostram a capacidade dos estudantes e dos professores de produzir ciência para resolver problemas da nossa realidade e achar soluções para a nossa cidade”, disse o coordenador do NAPI. 

O professor também reforçou o objetivo do NAPI Paraná Faz Ciência de fortalecer a cultura científica do Paraná e afirmou que, para atingir este objetivo, as ações como promoção de museus, clubes de ciência e feiras de ciência são extremamente necessárias. “Que a nossa primeira feira chegue, se estabeleça e se consolide. E que seja uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do Paraná e do Brasil”. 

O evento conta com estandes do NAPI Paraná Faz Ciência, da Fiocruz Paraná e de projetos das universidades paranaenses. Mas as protagonistas são as próprias crianças e estudantes com projetos inscritos das Escolas Públicas de Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) do Município de Curitiba, e de Ensino Fundamental (anos finais) e Médio de escolas estaduais, além de Institutos Federais de Curitiba e Região Metropolitana. 

Eduardo Pimentel, Maria Silvia Bacila e Rodrigo Reis no estande do NAPI Paraná Faz Ciência



A professora e Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, ressaltou a importância da Feira, a primeira em vinte anos, e o protagonismo das crianças, afirmando que elas também fazem ciência. “Eu digo isso porque há sempre uma ideia de que esse tipo de conhecimento e produção científica acontece somente nas universidades, mas a gente tem tido um trabalho muito grande para que as nossas crianças, desde a Educação Infantil, estejam produzindo ciência”. 

O representante da UFPR, professor Júlio Gomes, brincou com a plateia e pediu um grande “Viva à Ciência”, que foi proferido pelas crianças. 

A solenidade de abertura foi encerrada com a fala do prefeito em exercício e prefeito eleito, Eduardo Pimentel, que parabenizou a todos os professores, diretores e servidores pelo trabalho realizado com as crianças. Eduardo pediu à garotada que estude muito, respeite os professores e os pais e garantiu apoio nos próximos quatro anos de seu primeiro mandato como prefeito. 



Estande do Centro de Educação Infantil David Carneiro sobre Magnetismo Terrestre e as suas Aplicações Científico-Tecnológicas, apresentado pelos estudantes 

“É uma alegria participar da Primeira Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba, com grandes apoiadores, e já deixo o meu compromisso de fazermos a feira nos próximos quatro anos do meu mandato”. Ele ainda acrescentou que “a integração das instituições de Educação, em todas as suas esferas, é a melhor coisa que pode acontecer para a cidade e eu vou dar todo o apoio político e financeiro, dentro do nosso orçamento municipal, para que as ações de educação sempre aconteçam”.



A XIII Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense promoveu intercâmbio científico e premiou pesquisas sobre os biomas do Brasil

O Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi palco da 13ª edição da Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de novembro, em Matinhos. Reunindo cerca de mil visitantes, o evento buscou aproximar a ciência da comunidade litorânea e foi idealizado pelos professores Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis, do LabMóvel, e que fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência.

A Feira teve como tema “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, que se alinha ao definido para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), explorando a importância dos biomas brasileiros e o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental.

Apresentação dos trabalhos dos estudantes (Foto/Maria Eduarda de Souza Oliveira)



A apresentação de pesquisas feitas por alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio de escolas públicas da região foi o grande destaque da Feira. Os trabalhos, que foram criados com base no tema principal, demonstraram a dedicação e o potencial criativo dos estudantes. “É uma experiência muito interessante, pois é aqui onde os alunos conseguem desenvolver suas autonomias e aplicar as metodologias científicas”, relata a professora do Colégio Estadual Gabriel de Lara, Tatiana Kraiczei. 

Para a coordenadora do evento, Thais Souza, “é gratificante ver como a Feira proporcionou uma oportunidade única para que estudantes de diversas realidades pudessem divulgar e se envolver com a ciência dentro da universidade. A participação de alunos das ilhas e de comunidades indígenas, trazendo suas próprias experiências e saberes, foi um momento de grande valor, porque mostrou como a ciência pode ser diversa e inclusiva, refletindo a riqueza cultural e ambiental da nossa região.”

Ao longo dos três dias, a programação da Feira também incluiu a participação de projetos de Pesquisa e Extensão da UFPR, como o Rebimar, a Coalizão Paraná pela Década do Oceano e o ZikaBus, a exposição “Deuses que Dançam”, além da oferta de oficinas, minicursos e atividades culturais, que enriqueceram a Feira. Esse conjunto de ações transformou o ambiente em um espaço dinâmico de divulgação científica e integração entre diferentes níveis de ensino.

Exposição do Rebimar (Foto/Maria Eduarda  de Souza Oliveira)



A professora Liliani Tiepolo, da UFPR, ministrou a oficina de coleções biológicas, ensinando práticas de manutenção e de conservação de espécies para acervos didáticos e científicos. De acordo com ela, a Feira de Ciências é um grande evento onde as crianças, os jovens e os professores podem ter formações continuadas e exporem as ideias que desenvolvem nas suas próprias escolas. “Um momento de troca e, para nós, é sempre uma satisfação receber os estudantes da rede pública aqui na Universidade”, complementa. 

No último dia, a peça de teatro “O dia em que o brócolis salvou a terra” arrancou risadas do público, ao mesmo tempo em que promovia reflexões sobre os hábitos alimentares saudáveis e a importância da preservação do planeta Terra. E, na cerimônia de encerramento, os projetos dos alunos mais votados pelo público e melhor avaliados pela comissão avaliadora foram premiados. 

Peça de teatro “O dia em que o brócolis salvou a terra” (Foto/Luiza da Costa)

Thais reforçou o papel essencial dos professores que orientaram os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. “Eles não apenas guiaram seus alunos em processos de pesquisa, mas também incentivaram o pensamento crítico e a curiosidade científica. Sem o empenho e dedicação deles, a Feira não teria o impacto que alcançou”, finaliza.



O dia da SNCT ainda contou com a divulgação de mais uma universidade paranaense no + Ciência na Escola

O Encontro Nacional de Popularização da Ciência foi encerrado, nesta quinta-feira, (7), à tarde. A atividade fez parte da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). As estrelas foram os Embaixadores Mirins de divulgação científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI. Pela manhã, foi anunciado que a Universidade Federal da Integração Latino-Americana foi beneficiada no programa + Ciência na Escola.

A coordenadora-geral de Educação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do MCTI, Cláudia Maya, mediou o painel Ações intersetoriais para educação e ciência A atividade ocorreu no Auditório I, do Museu Nacional, com a presença da articuladora do NAPI PRFC, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.

O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro Santos, discorreu sobre “a importância da política de Escola Integral para o fortalecimento da ciência na escola”.



A coordenadora geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), Ana Fabbro, falou da parceria do MCTI com o MEC na criação de clubes de ciências e com a informatização das escolas. “É preciso não só criar a estrutura, mas oferecer internet de qualidade para os trabalhos pedagógicos”, declarou.

A chefe de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF Brasil, Mônica Dias Pinto, reforçou o compromisso de apoio da Unicef as iniciativas de digitalização das escolas e promoção do conhecimento científico. “Nossas crianças contam conosco e estamos trabalhando para dar o apoio que elas necessitam”, disse Mônica, lembrando que o UNICEF está há 75 anos atuando no Brasil.

A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fez um resumo do programa + Ciência na Escola, que vai criar Clubes de Ciências em todos os estados brasileiros. No final da palestra, anunciou que o MCTI “dobrou os recursos a serem investidos no programa: em vez de R$ 100 serão investidos R$ 200 milhões na criação dos clubes”.



À tarde, foi a vez da juventude e da infância. Os jovens presentes bateram um papo com as pessoas presentes, também no Auditório 1, do Museu Nacional, e com a participação do NAPI Paraná Faz Ciência. O tema foi a “Comunicação Pública da Ciência: desafios e participação ativa de meninas e meninos”.

A Portaria MCTI nº 7.834, de 18 de janeiro de 2024, criou o Grupo de Trabalho Embaixadores Mirins da Popularização da Ciência. Eles são um grupo de jovens que participam de ações relevantes, de forma voluntária. As reuniões do grupo são trimestrais.

Participaram na SNCT parte dos embaixadores: as meninas da Duplinha Big Bang, Isabella e Beatriz Toassa, conhecidas como as cientistas mais jovens do país; os irmãos Luna e Theo Guedes; João Vitor Garcia Geiss; Maria Larissa Pereira, a Larittrix; e Mateus Macêdo da Silva Paiva.



Todos com perfis famosos nas redes sociais e são medalhistas em muitas olimpíadas científicas, às vezes, dezenas delas. São craques em astronomia, matemática, informática, entre outros temas.

A garotada falou sobre a experiência que tem já, desde cedo, com a ciência e como eles se envolveram com o universo científico. A mesa foi mediada pela professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do NAPI Paraná Faz Ciência, Regiane Regina Ribeiro.

A mensagem mais recorrente nas falas foi a de que a ciência muda vidas e é preciso não desistir das dificuldades que envolvem se tornar um ou uma ‘ativista’ na área da ciência.



“Não podemos desistir dos nossos sonhos”, disseram as irmãs Toassa. “Nem sempre a gente ganha nas olimpíadas que a gente participa, mas quando dá errado temos que encarar isso como uma força para estudarmos mais”, acrescentou João Vitor. Já Luna e Theo aconselharam a garotada a se integrar a “clubes de ciências”.

A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fechou a sessão prometendo que, brevemente, novos embaixadores serão escolhidos por edital. “Tudo para incentivar que as crianças entrem no universo científico”.



Em seguida, Luana encerrou oficialmente o Encontro de Popularização da Ciência, fazendo um balanço das atividades com os presentes. O consenso é de que a experiência precisa ser repetida e que haja edições regionais e locais.

A professora Débora Sant’ Ana foi uma das pessoas que defenderam a realização dos eventos regionais, mas disse que “se dependemos de recursos federais para investirmos nas nossas ações de popularização, precisamos estar aqui em Brasília, também para termos visibilidade. Quem sabe, conseguimos participar de futuramente de uma sessão no Congresso para mostrarmos o nosso país precisa, na nossa área”, concluiu a articuladora do PRFC.



Grupo vai contribuir com o delineamento e análise da política de divulgação científica do país

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, foi empossada, na manhã de quarta-feira (7), como representante do Paraná no Comitê POP Ciência, junto com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.



Sob a gestão do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), o comitê será um órgão consultivo que tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica a ser sistematizada pelo comitê com função específica de popularização da ciência.

A solenidade foi conduzida pela ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos como parte da agenda da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), empossando os membros de vários estados brasileiros que têm o grande desafio de integrar toda a produção de conhecimento científico no Brasil.

O NAPI Paraná Faz Ciência possui vários projetos de divulgação da ciência, como o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Conexão Ciência – C² da UEM, além dos Clubes de Ciências, que tem recursos do POP Ciência. Outras atividades ainda são desenvolvidas em parceria com 12 universidades paranaenses que compõem o Arranjo.

Premiação para Mulheres

Antes da posse, Luciana Santos, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, lançaram oficialmente a primeira edição do Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq.

Serão investidos cerca de R$ 500 mil para premiar instituições e pesquisadoras pelo valor de seu trabalho científico, promovendo a diversidade, a pluralidade e a participação de mulheres nas carreiras de ciência, tecnologia e inovação. Os prêmios serão de R$ 20 mil, para pesquisadoras com até 45 anos de idade; R$ 40 mil, para pesquisadoras com idade a partir de 46 anos; e R$ 50 mil, para instituições que se destaquem na implementação de ações de igualdade de gênero.



“Não se pode pensar no desenvolvimento de um país, sem incluir as mulheres. Não é ‘em prol’ das mulheres’, é ‘com as mulheres’”, disse a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Ricardo Galvão, enfatizou que “premiar mulheres vai além de promover justiça e equidade de gênero, significa também furar os telhados de vidro que impedem as mulheres de exercer a qualidade de seu trabalho em posições de destaque e liderança no meio científico”.

“A gente precisa dizer todos os dias e repetir: ciência, tecnologia e inovação é lugar de mulher, sim!”, disse a ministra Luciana Santos, lembrando ser ela mesma a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.

As inscrições ao Prêmio estão abertas até 06 de janeiro de 2025. Lançado no dia 06/11, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília, o edital prevê, para cada uma das três faixas, prêmios em três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciência Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes – totalizando até 9 premiações.

Estande do PRFC

Nesta quarta, ainda, a articuladora do NAPI PRFC recebeu uma visita ilustre no estande do Arranjo, que reforça a força da mulher na área de Ciência e Tecnologia. A secretária de Ciência e Tecnologia do Ceará, conversou sobre os projetos do NAPI com a professora Débora Sant’Ana.



Sandra Monteiro estava acompanhada da equipe da pasta e ficou “sensibilizada com os projetos paraenses. Quero conhecer mais e, quem sabe, fechar parcerias”.

A professora Débora, ainda comemorando a posse no Comitê, disse que “o fortalecimento da área de popularização da ciência vai ser garantido com o trabalho conjunto seja no Comitê, seja nas parcerias entre os Estados da Federação e com a valorização das mulheres, que contribuem, ainda de certa forma, anônimas com o desenvolvimento da ciência e tecnologia do nosso país”.

Presidente cumprimentou equipe de popularização da ciência do Paraná em visita aos estandes da Semana

O NAPI Paraná Faz começou, nesta terça-feira (5), as atividades no estande da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que ocorre em Brasília, até domingo (10). O espaço integra a programação da Feira Nacional de Popularização da Ciência e é uma parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Fundação Araucária e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI).

Nesta terça, a equipe do Arranjo recebeu dezenas de crianças no estande, pela manhã. À tarde, o evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio da Silva, que cumprimentou a equipe do NAPI. No início da noite, Lula abriu oficialmente a Semana, em uma cerimônia no Museu Nacional de Brasília.


Além do presidente, também participaram o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o secretário de Ciência Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Arruda, e muitas outras autoridades.

O Ministro da Educação, Camilo Santana, assinou termo de cooperação entre o Ministério da Educação (MEC) e MCTI para aumento de investimentos no projeto + Ciência na Escola, vinculado ao programa de popularização, o POP Ciência.

O ministro destacou que o presidente Lula “criou o maior programa deste país de Escola Integral. Esses novos investimentos serão muito importantes para o futuro da ciência no Brasil”.


A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que a SNCT realizada na Esplanada dos Ministérios tem o objetivo de demonstrar o compromisso com a biodiversidade. O tema deste ano é “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”. Uma das ações de destaque é um Hakathon da Combate à desinformação em relação às mudanças climáticas.


A informação de maior impacto, porém, foi o investimento de 740 milhões para apoiar Museus de Ciências, olimpíadas, clubes e iniciativas de transformação digital e inteligência artificial.

Com recursos conjuntos dos Ministérios, da Capes e do CNPq, serão R$ 30 milhões para Feiras de Ciências, mais R$ 20 milhões para Olimpíadas como as de Matemática e Astronomia e o aporte no + Ciência nas Escolas, “menina dos olhos” do MCTI e do presidente Lula, vai chegar a R$ 200 milhões.

A ministra ainda disse que as parcerias do MCTI vão ajudar o governo a chegar a R$ 1 bilhão em recursos para a popularização da ciência. Uma das metas é garantir que “o segundo turno das escolas integrais tenha laboratórios ‘Mão na Massa’ para que as crianças convivam com a ciência desde cedo e de perto.”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Lula disse que as ações do MCTI podem ajudar a resolver um problema crônico da educação brasileira, que é a falta de oportunidade de muitas crianças de acessarem a formação adequada, dependendo da condição social.

“Não importa de onde ela [a criança] nasça, se tiverem oportunidade, independente do salário da família. A oportunidade torna as pessoas iguais. Ninguém é mais inteligente que ninguém. A gente trabalha para dar essa oportunidade, permitir que crianças não fiquem para trás, que consigam subir um degrau a cada ano”, declarou o presidente.

NAPI na SNCT

A equipe do NAPI Paraná Faz Ciência comemorou o anúncio da assinatura dos termos de cooperação em ações de popularização da ciência. A articuladora do Arranjo, Débora Sant’Ana, lembrou que a equipe está envolvida com todos os projetos e áreas beneficiadas pelos novos recursos anunciados na abertura da Semana.


“Temos Redes de Museus, organizamos e apoiamos Feiras de Ciências, e temos, hoje, já funcionando, 200 unidades da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência em escolas de ensino básico e médio, financiadas pelo governo do Paraná, e 40 novos clubes de ciência estão sendo selecionados com recursos do + Ciência na Escola, do MCTI. Sabemos da importância deste investimento e estamos muito satisfeitos com o reconhecimento do governo com a popularização da ciência”, comemorou a professora.

Estão presentes no estande da SNCT outros projetos de divulgação científica do Arranjo além dos Clubes de Ciências: o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) e o de comunicação pública Conexão Ciência – C². Além deles, estão sendo apresentadas as ações desenvolvidas com parceiros das 12 universidades paranaenses, que compõem o NAPI Paraná Faz Ciência.


Durante o evento, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ainda oficializou a criação do Comitê do Programa Pop Ciência, órgão consultivo que tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica nacional. Segundo o decreto Nº 11.754, de 25 de outubro de 2023, o Pop Ciência tem o objetivo de desenvolver a cultura científica e estimular a prática da ciência, tecnologia e inovação para promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais.

Entre os 26 membros, dois representantes do Paraná no Comitê serão o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e a professora Débora de Sant’Ana.



A atuação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Segurança Pública & Ciências Forenses foi formalizada, em uma cerimônia que contou com a presença de autoridades estaduais e internacionais. O cerimonial aconteceu na sede da Polícia Científica do Paraná, em Curitiba. A realização foi do Governo do Paraná por meio da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa, enfatizou o papel da Fundação Araucária no desenvolvimento científico paranaense, além da relevância dos NAPIs para o Estado e para toda a população. “Com 19 instituições nacionais e internacionais, o NAPI Forense surge para atender às necessidades na área de segurança pública. É incrível sabermos que a ciência que parte das universidades chega para todos, melhorando a vida de cada um”, completou Spinosa.

A coordenadora do Arranjo e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Caroline Montes D’Oca, lembrou que o primeiro grande passo do NAPI foi integrar centros de pesquisa e profissionais peritos que já atuavam de forma colaborativa. “Ao ampliar essa integração a outras instituições estaduais, plantamos a semente para essa robusta rede estadual de Ciências Forenses. De lá para cá, nós temos exercitado nossas habilidades de trabalharmos em conjunto, nossa resiliência e esperança no que viria no futuro. E esse futuro chega hoje, com a concretização do NAPI”, disse a coordenadora.



O chefe do Setor Técnico-Científico (SETEC) da Polícia Federal no Paraná, Osmar Junior Klock, representou o delegado geral da Polícia Federal do Brasil, na cerimônia. Klock ressaltou a importância da parceria entre a PF e o NAPI Forense. Para ele, “mobilização e integração são as palavras-chave, já que a característica multidisciplinar desse projeto é muito importante para a Polícia Federal em diversos aspectos”.

Representando as instituições parceiras, o diretor-geral da Polícia Científica do Estado Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, disse que a rede criada pelo Arranjo é essencial e serve de referência nacional. Ele enfatizou, ainda, gratidão em ver o Arranjo se concretizar. “A Polícia Científica está aqui neste momento para expressar sua gratidão e a felicidade em fazer parte dessa história, lembrando que a Fundação Araucária e o NAPI Forense nos ajudaram em um dos momentos mais críticos que tivemos, durante a pandemia”, diz Grochocki. 



O diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Marcos Aurélio Pelegrina, lembrou que os NAPIs potencializam e qualificam ainda mais a pesquisa científica, conectando pesquisadores e estruturas. “Quando falamos no desenvolvimento de Ciência, Tecnologia e Inovação, devemos levar em consideração a estratégia e a mobilização em ações assertivas, a interação e o compartilhamento de ideias. Todos esses aspectos estão incorporados nos NAPIs”, finaliza Pelegrina. 



A criação do NAPI Segurança Pública & Ciências Forenses é um grande passo para as Ciências Forenses no Brasil, reunindo pesquisadores de vários níveis e infraestrutura tecnológica de ponta. Ao promover o desenvolvimento de soluções inovadoras na investigação forense por meio de um ambiente multidisciplinar integrado, o Arranjo contribui para sedimentar o Paraná como referência global no apoio às políticas públicas de pesquisa e inovação em Ciências Forenses.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorre de 5 a 10 de novembro e vai mostrar a produção científica de todo o país 



A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Fundação Araucária, por meio do Paraná Faz Ciência e em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), terão um estande na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), em Brasília. O estande integra a programação da Feira Nacional de Popularização da Ciência e estará disponível para visitas entre os dias 5 e 10 de novembro. 

Entre as principais ações desenvolvidas no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, estão as que desenvolvem o conceito de ciência cidadã, através do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), e da comunicação pública da ciência implantadas  pelo projeto Conexão Ciência – C2. Além destas iniciativas, serão apresentadas as ações dos Clubes de Ciências e outras atividades desenvolvidas com parceiros das 12 universidades paranaenses que compõem o NAPI Paraná Faz Ciência.

“O Arranjo Paraná Faz Ciência é voltado especificamente para a divulgação científica e a popularização da ciência. Na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vamos expor  as atividades exitosas que têm sido desenvolvidas no Paraná por meio da divulgação das ações dos diferentes projetos”, enfatiza Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma das articuladoras do NAPI Paraná Faz Ciência e responsável pela participação do nosso Estado, na Feira Nacional.

Comitê Pop Ciência

Durante o evento, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação oficializará a criação do Comitê do Programa Pop Ciência, órgão consultivo que tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica nacional. Segundo o decreto Nº 11.754, de 25 de outubro de 2023, o Pop Ciência tem o objetivo de desenvolver a cultura científica e estimular a prática da ciência, tecnologia e inovação para promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais. 

Entre os 26 membros, dois representantes do Paraná no Comitê serão o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e a professora da UEM, Débora de Mello Gonçalez Sant’Ana.

 

Estande do NAPI Paraná Faz Ciência 2024 realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM) (Foto/Conexão Ciência)



“O nosso estado está investindo pesado em divulgação da ciência, por meio do financiamento de projetos de comunicação, que dão visibilidade à produção científica das nossas universidades. Mas as iniciativas também atingem de forma significativa a comunidade, por meio da criação de Clubes de Ciências, por exemplo, entre outros projetos que levam os pesquisadores até escolas e bairros de inúmeras cidades do Paraná”, comemora a professora, que espera poder contribuir ao máximo para o fortalecimento da cultura científica do nosso país.

Programação

A 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será comemorada por meio de uma feira e um encontro, realizados em Brasília, no Distrito Federal, entre 5 e 10 de novembro, no Museu Nacional da República, Brasília, Distrito Federal. Ali estarão os principais agentes da área de popularização da ciência do país. 

Os estandes reunirão expositores do próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, de autarquias, de instituições governamentais e também de secretarias de Estado de Ciência e Tecnologia.

Confira a programação da 21ª SNTC no site do evento.



Com o tema “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, evento reúne projetos de diferentes níveis de ensino

A XIII Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense vai movimentar Matinhos, entre os dias 5 e 7 de novembro. As atividades serão realizadas no Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob a organização do Programa de Extensão LabMóvel. A idealização do evento é dos professores Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis, que fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência. O objetivo é aproximar a ciência da comunidade da região litorânea. 

O tema desta edição, “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, alinha-se ao definido para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), explorando a importância dos biomas brasileiros e o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental. 

“Esse tema tem uma relação muito interessante com o Litoral do Paraná, considerando que estamos na maior área contínua preservada de mata atlântica do país, em uma região que tem influência direta da cultura indígena, caiçara e quilombola. Estamos ansiosos para ver o impacto positivo que o evento terá na comunidade e ver a reflexão e a criticidade dos estudantes da Educação Básica através do desenvolvimento de projetos nas diferentes áreas da ciência, que buscam aproximar e de desmistificar a ciência na região litorânea” destaca uma das coordenadoras do evento, Thais Souza



A Feira conta com a exposição de trabalhos feitos por alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), e projetos de Pesquisa e Extensão da UFPR, em um ambiente dedicado à divulgação científica e integração entre os diferentes níveis de ensino. De acordo com Thais, o público também poderá participar de atividades culturais e interativas, como teatro, oficinas e minicursos.  

Veja mais detalhes sobre os projetos envolvidos e atividades programadas:

Programa Rebimar  Promove a educação ambiental e a conservação marinha, engajando comunidades pesqueiras para uma participação ativa na proteção dos oceanos.

Coalizão Paraná pela Década do Oceano  Rede de ciência oceânica que fortalece a conexão entre ciência, sociedade e gestão, valorizando o oceano para o desenvolvimento sustentável.

Zikabus – Mobiliza a sociedade no combate das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Exposição Deuses que Dançam – Apresenta o Candomblé e seus Orixás por meio de manequins vestidos com trajes rituais desenhados pela iyalorixá Milah D’Oxum.

Donas e Donos de Si – Projeto de educação sexual que busca conscientizar sobre o autoconhecimento.

Yoga na escola: promoção da saúde física e mental –  Projeto que traz temas como alongamentos, exercícios respiratórios e centramento. 

Ecossistemas costeiros: proteger para preservar – Atividade imersiva em que os visitantes poderão interagir com informações sobre os ecossistemas costeiros do Paraná por meio de um jogo de tabuleiro.

Minicurso Saúde Única – Vai explorar a relação entre saúde humana, animal e ambiental, destacando a importância de uma abordagem integrada para enfrentar desafios globais.

Oficina de coleções biológicas: práticas de manutenção para acervos didáticos e científicos – Vai ensinar práticas de manutenção de acervos biológicos, incluindo o manuseio e conservação de espécies.

Oficina de agroecologia – A ideia é discutir agroecologia e meio ambiente, utilizando práticas artísticas e musicais.

Oficina de produção e distribuição de repelentes de base natural  Vai possibilitar a produção e a distribuição de repelentes naturais, abordando a extração de óleos essenciais, técnicas de produção de repelentes naturais, benefícios dos repelentes ecológicos e conscientização sobre a dengue.

Oficina biomas do Paraná: iniciativas e metodologias para o ensino – Vai oferecer metodologias para que professores abordem biodiversidade e sustentabilidade no currículo escolar.

Oficina Câmara Mirim de Matinhos  Tem o objetivo de apresentar a estrutura e o funcionamento do Legislativo Municipal, com exposição e simulação da Câmara Mirim de Matinhos e dados de 2024.

A programação geral pode ser conferida na imagem abaixo:



Serviço:

Data: 5 a 7 de novembro de 2024, das 8h às 17h

Local: UFPR Setor Litoral, Rua Jaguariaíva, 512, Caiobá, Matinhos – Paraná

Parte de acervos dos museus de diversas universidades estaduais foi exposta durante a I Mostra de Museus Universitários, durante o Paraná Faz Ciência 2024, que recebeu milhares de visitantes

Não há uma pessoa, criança, jovem ou adulto, que visite um museu de ciências e não fique encantado com a diversidade de temas, o colorido das coleções e as inúmeras novidades sobre a biodiversidade e seus pormenores. E não é para menos. Os museus universitários são espaços criados e mantidos exatamente para atrair a atenção para as ciências da natureza, além de atrair os corações e mentes para o mundo da ciência.

E assim foi durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, realizado no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 7 e 11 de outubro. Foi uma semana movimentada no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), que, durante meses, preparou uma programação especial para apresentar seu acervo permanente, recepcionar outros museus universitários e, em especial, organizar e coordenar o I Encontro Paranaense Museus Paranaenses e a I Mostra de Museus Universitários.

Visitação ao MUDI



A cada dia, milhares de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, universitários, além de visitantes espontâneos e os próprios participantes do evento, estiveram na sede do MUDI e foram guiados pelos monitores capacitados para atender o público e apresentar os cada detalhe das coleções.

No total, o Paraná Faz Ciência 2024 contou com a presença de 12 museus universitários de todo o Estado e ainda os acervos e coleções da UEM. Entre os expositores, estiveram presentes, juntamente com o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e a Tecidoteca.

Museus externos


Na tenda principal, localizada bem próxima ao Mudi, espaços museais paranaenses marcaram presença como o Museu Histórico da Universidade Estadual de Londrina (UEL); o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro); o Museu Histórico Mário Pereira da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); e o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar recebeu mais de mil pessoas por dia, segundo estimativa do coordenador da I Mostra de Museus Universitários, Celso Ivam Conegero. 

Celso Conegero e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos


O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento: “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”. 

Paralelamente à Mostra, aconteceu o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, que reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração. 

Lançamento do NAPI Memória e Inovação no Encontro de Museus 



Foram cinco painéis e uma oficina com palestrantes que vivenciam, no dia a dia, os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve, ainda, a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).

Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão. Afinal, museus também produzem ciência e podem contribuir para atrair e divulgar a ciência para novos públicos.

“Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero. 

O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná.

Ainda durante o PRFC, foi formalizado o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória. Houve ainda o lançamento de duas publicações repletas de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. O Guia está disponível no site do PRFC.

Guia de Divulgação científica



As duas atividades contaram com as presenças do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; do reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e do coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos; e demais autoridades e convidados. 

Principal atração , os museus universitários se consolidam como espaço de preservação e produção de ciência no maior evento do gênero no país, que é conectado com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) organizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI).

A 4ª Edição do PRFC 2024 recebeu mais de 38 mil visitantes nos 52 estandes com 1.400 expositores e 190 projetos das universidades paranaenses que impactam à sociedade. Segundo os organizadores, a diversidade de atividades e a participação massiva de escolas fizeram a diferença. 

Escolas no Paraná Faz Ciência



Mais de 130 escolas de Maringá e região levaram 13.100 alunos do ensino fundamental e médio para explorar os 52 estandes da mostra interativa de ciência, tecnologia e inovação, formada por 24 instituições parceiras e organismos da UEM. Ao todo, pessoas de 48 municípios prestigiaram o Paraná Faz Ciência, tornando a feira uma verdadeira vitrine do conhecimento. 

A programação foi desenhada para atrair o público, como o ônibus interativo da Expedição do Conhecimento, equipado com uma série de recursos didáticos, como maquetes e paineis interativos, uma iniciativa da Itaipu Parquetec e Itaipu Binacional. Outra atração que encantou as crianças é o ZikaBus, uma exposição itinerante com material interativo sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas. O ônibus faz parte do programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel) da UFPR, que atua na divulgação e popularização da ciência desde 2008. 

Planetário Professor Carlos Alfredo Argüello



Além disso, 53 ações de cursos de graduação da UEM participaram da Mostra de Profissões, sem contar a inauguração do novo Planetário Digital Professor Carlos Alfredo Argüello. A arte ganhou um espaço inédito e exclusivo. A Tenda Cultural reuniu cerca de 30 apresentações artísticas e culturais trazidas por instituições paranaenses. Foi também o local escolhido para o Show de Encerramento Brazuca Sound, comandado pelo ex-aluno da UEM, Paulinho Schoffen e banda. 

Todas as atividades fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência, que leva o nome do evento criado em 2021, em plena pandemia, e visa divulgar a ciência produzida no estado. A realização do PRFC é responsabilidade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), da Fundação Araucária (FA) e da Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em colaboração com várias Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Estado.