O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e uma das articuladoras do
Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello
Gonçales Sant’Ana, são representantes paranaenses no Comitê do Programa Pop
Ciência, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), órgão que acaba de
ser criado e tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica
nacional.
Segundo o decreto Nº 11.754, de 25 de outubro de 2023, o Pop Ciência, tem o objetivo
de desenvolver a cultura científica e estimular a prática da ciência, tecnologia e
inovação para promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais. O
Comitê de Popularização da Ciência e Tecnologia – Comitê Pop, vinculado à Secretaria
de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, vai funcionar como
órgão consultivo do MCTI para auxiliar nas ações do Pop Ciência.
Segundo o decreto de criação, o Comitê vai contribuir com a elaboração e a revisão de
políticas públicas relacionadas à popularização da ciência e tecnologia, sugerindo
ações e projetos que garantam maior abrangência e eficácia das iniciativas, além de
auxiliar no acompanhamento e execução dessas ações, propondo melhorias e
ajustando estratégias conforme necessário.
O Comitê também é responsável por coletar informações e elaborar estudos técnicos
que subsidiem ações e estratégias para estimular e fomentar as políticas públicas de
popularização da ciência e tecnologia.

O Comitê PoP Ciência será composto por integrantes titulares e suplentes, com direito
a voz e voto. A presidente será a titular do MCTI, a ministra Luciana Barbosa de
Oliveira Santos. Outros integrantes do Ministério fazem parte do grupo: o secretário de
Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Francisco de Assis Nunes
Arruda; e diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica,
Juana Nunes Pereira.
Os outros 26 membros e seus suplentes são representantes de feiras de ciência, do
movimento estudantil, dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos ministérios da
Educação, da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas e da Saúde, de instituições
ligadas à ciência, aos museus, à imprensa, entre tantas outras organizações.
O presidente da FA, Ramiro Wahrhaftig, é membro representante das Fundações de
Amparo à Pesquisa do país, e a professora Debora Sant’ Ana é um dos três membros
escolhidos entre os candidatos que concorreram à categoria de notório conhecimento
e de reconhecida atuação na área de popularização da ciência.

Para a professora, estamos passando por momentos únicos no que diz respeito ao
apoio à divulgação científica no Brasil, por meio de Programas como o POP Ciência, e no Paraná. “O nosso estado está investido pesado nesta área, por meio do
financiamento de projetos de comunicação, que dão visibilidade à produção científica
das nossas universidades, mas também atingem de forma significativa à comunidade,
por meio da criação de Clubes de Ciências, por exemplo, entre outras iniciativas que
levam os pesquisadores até escolas e bairros de inúmeras cidades do Paraná”,
comemora. A professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), espera que a
atuação no Comitê permita que ela “contribua ao máximo ara o fortalecimento da
cultura científica do nosso país”.
Evento acontece dia 30 setembro e possui enfoque em inovação
A 14ª edição da Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) acontece no dia 30 setembro, na Universidade Federal do Paraná (UFPR) Setor Palotina. O evento tem enfoque em inovação e é realizado anualmente, desde 2011, por professores da UFPR.
A FECITEC busca incentivar a produção científica nas escolas, por meio da apresentação de projetos e experimentos. Os conteúdos da Feira incluem inovação, biologia, física, matemática, empreendedorismo, alimentos e segurança alimentar, sustentabilidade, ciências humanas e química.
A coordenadora da 14ª FECITEC, Roberta Paulert, conta que “a Feira incentiva a pesquisa e a realização de projetos nas escolas e colégios de Palotina. Esta ação é importante para que os alunos se tornem mais participativos, questionadores, passando a se informar mais sobre a influência da ciência e tecnologia no dia a dia. Assim, o evento é uma importante ferramenta de integração da escola com a comunidade e, também, com a Universidade. Com as ações de divulgação, outras cidades também se interessaram em participar da Feira com a apresentação de projetos. Por exemplo, esse ano, recebemos trabalhos de oito estados do país”, comemora a professora, que é uma das integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

O evento é um projeto de extensão proposto pela UFPR Setor Palotina, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os principais parceiros são: a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Palotina; a C.Vale – Cooperativa Agroindustrial; o Jornal Folha de Palotina; o Jornal Folha da Terra; a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC); a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE); e a Associação Comercial de Palotina (ACIPA).
Confira mais informações no site da Feira

A I Escola Paranaense de RMN reuniu cientistas, profissionais e alunos de ensino superior e médio
Com uma série de atividades que forneceram aos participantes uma imersão profunda nas técnicas de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), a I Primeira Escola Paranaense de RMN, ocorreu no Centro Integrar e Hall Tecnológico do Campus Uvaranas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), entre os dias 3 e 6 de setembro.
Alunos do ensino médio, estudantes do Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell du Vernay, estiveram presentes no evento para conhecer as ferramentas de Ressonância Magnética Nuclear.

No primeiro dia, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadores do NAPI RMN, Andersson Barison e Kahlil Salome, conduziram o mini curso focado no preparo de amostras para análises de RMN em solução. Durante a sessão, os participantes puderam compreender os métodos e cuidados necessários para a obtenção de amostras adequadas, crucial para a precisão dos resultados.
Enquanto isso, o professor da UEPG, Ruben Estrada, foi responsável pelo minicurso “RMN de sólidos: a última chance de resolver seu problema”. Ele discutiu os desafios que as amostras sólidas apresentam e como a RMN pode ser utilizada para superar esses obstáculos.
Com a presença de autoridades da UEPG e da Fundação Araucária, a abertura oficial da I Escola aconteceu no segundo dia, seguida por uma palestra que explorou a aplicação da RMN na indústria. O professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Antônio Gilberto Ferreira, destacou as inovações no campo, demonstrando como a RMN tem sido aplicada no desenvolvimento de novos produtos e processos.
Na sequência, Fernando César de Macedo Júnior, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou uma palestra sobre o monitoramento de interações moleculares, ampliando as perspectivas de como a RMN pode ser aplicada no estudo de biomoléculas.
Ricardo de Oliveira Mascarenhas, químico e agente da Polícia Federal, também entrou em cena com uma palestra sobre a aplicação da RMN na investigação forense. Ele apresentou exemplos de como essa tecnologia tem sido crucial em casos que requerem análise precisa de materiais.
O dia foi encerrado com uma palestra de Andersson Barison e Kahlil Salome, intitulada “RMN: A ferramenta do futuro no diagnóstico de doenças”, em que foram discutidos os avanços na utilização da RMN no campo médico.
Na quinta-feira, 5 de setembro, os minicursos voltaram a ser destaque. Pela manhã, Alan Diego Santos, da UFSM, conduziu uma sessão sobre a aplicação da RMN na investigação forense, um tema que havia sido introduzido no dia anterior, mas que ganhou maior profundidade. À tarde, Antônio Gilberto Ferreira (UFSCar) liderou o encontro que discutiu a aquisição e processamento de espectros de RMN.

A programação foi finalizada na sexta-feira (6), com mais minicursos. Os professores da UFPR, Andersson Barison, Kahlil Salome e Vinicius Melara lideraram uma sessão sobre RMN quantitativa, teoria e prática no ERETIC2. O evento foi finalizado com a participação do pesquisador do Fine Instrument Technology, Daniel Consalter, que ministrou o minicurso “RMN de baixo campo aplicada a alimentos”.
O professor Andersson Barison, coordenador do NAPI RMN, destacou que a RMN é uma ferramenta científica de grande relevância, porém ainda subutilizada na ciência brasileira. “Este evento foi apenas o primeiro de muitos que virão para disseminar o potencial dessa ferramenta e ampliarmos seu uso em pesquisas e no setor industrial”, declarou.
O evento será uma oportunidade para refletir sobre divulgação científica com foco em pesquisa e extensão

O NAPI Paraná Faz Ciência e o Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), promovem o “Seminário: Pesquisa, Extensão e Divulgação Científica: Reflexões sobre mudanças, continuidades e novas perspectivas”. O evento acontece dia 18 de setembro, das 9h às 12h, no Auditório de Farmacologia, localizado no Departamento de Farmacologia da UFPR – Setor Politécnico.
O Seminário será ministrado pela professora doutora em Ciências da Comunicação, Maria Ataíde Malcher, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Primeira mulher da região Norte a integrar o Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como representante da área de Ciências Humanas e Sociais. Ela também atua como docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e é Integrante do Comitê Gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT).
O NAPI PRFC e o LabMóvel avisam que esta será uma oportunidade para refletir sobre a importância da divulgação científica com foco em pesquisa e extensão!
Haverá certificação. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/yXg6bzwG2CMQAudL9.

O portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² propõe novos ícones para representar os objetivos da ONU
Projeto Conexão Ciência – C², vinculado ao NAPI Paraná Paz Ciência, inova mais uma vez, propondo novo design para os ícones do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A equipe de arte do C² vem publicando essa nova proposta na Plataforma Multimídia do projeto e nos sites dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), financiados pela Fundação Araucária (FA).
Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs um plano de ação em nível global, contando com o apoio dos 193 Estados-membros, com objetivos e metas sustentáveis até 2030. Esse plano de ação engloba 17 objetivos, chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecidos como ODS.
Os ODS estão ligados a questões das áreas de educação, saúde, erradicação da pobreza, igualdade, sustentabilidade e desenvolvimento das cidades e são focados em proteger o planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.
O layout dos ODS da ONU segue um padrão proposto pela Organização, representando cada um dos objetivos.
Pensando em como traduzir os ODS de maneira mais agradável visualmente ao público leitor, o portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² desenvolveu novas ilustrações para utilizar nas matérias veiculadas no site.

De acordo com a artista visual e ilustradora Hellen Vieira, responsável pelo desenvolvimento das imagens, foi importante propor algo que gerasse maior identificação com o público e que estivesse alinhado com a visão do C².
“Partindo do pressuposto de trabalho autoral e exclusividade, nós sentimos que era fundamental ter uma reformulação nossa, mostrando esse grande ponto criativo e minucioso que o Conexão Ciência tem.”
A artista Hellen Vieira ainda reforça a missão do Portal em conectar a ciência com a sociedade de uma forma mais envolvente e impactante, “usando uma comunicação clara e de fácil compreensão, por isso a importância de traduzir isso também nos ODS. O sucesso da iniciativa foi tão grande que os novos ícones estão sendo utilizados, também, nas páginas dos sites dos NAPIs, na Plataforma iAraucária”.

A primeira live de trabalho da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência reuniu quase 300 pessoas, na segunda (2), dando início definitivo ao projeto
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência realizou, nesta segunda-feira (2), a primeira atividade oficial da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Cerca de 280 professores acompanharam uma live pelo Canal do YouTube do NAPI. A conversa permitiu a todos conhecerem detalhes do início dos trabalhos pelas escolas estaduais selecionadas.
A live foi coordenada pela articuladora do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana, e pela diretora do Departamento de Programas para a Educação Básica, da Secretaria Estadual de Educação (SEED), Cristiane Jakymiu.
A live inaugural teve início com a apresentação das equipes de gestão do NAPI, da SEED e das Universidades. Foi dito que todos esses atores fazem parte, agora, do NAPI PRFC.
Nas boas-vindas da represente da SEED, Cristiane Jakymiu lembrou que a criação dos Clubes “era um sonho da SEED, do secretário Roni Miranda Vieira, que, agora, se torna realidade nesta parceria com o NAPI e com o financiamento da Fundação [Araucária]. Estamos muito felizes e ansiosos. Agradecemos a todos os parceiros e aos diretores, professores e técnicos da SEED que nos ajudaram a tornar isso tudo realidade”.
Passos
A Rede Clubes Paraná Faz Ciência reúne 200 Clubes. São 88 escolas de tempo integral em que o Clube vai se integrar à matriz curricular, em um total de 2h semanais; e 112 escolas que vão adotar os Clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação é de 3h semanais.

Os alunos serão selecionados até dia 13. Cada grupo deve ter, em média, 20 a 30 estudantes, que começam as atividades dos projetos no dia 16 de setembro. Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelo coordenador e pelos professores colaboradores e clubistas.
“Cabe às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. Esses locais devem ser definidos antes do início das atividades”, explicou a professora Débora.
Um grupo de gestão vai dar sustentação às ações da Rede, também, de outras formas. Entre as etapas de implementação dos Clubes há a previsão de diversos módulos de formação pedagógica para os professores e diretores envolvidos, por meio dos ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

Professores orientadores que fazem parte das nove Universidades envolvidas na implementação dos Clubes (veja abaixo) também terão um papel muito importante durante os 30 meses de duração do projeto, que conta com um investimento de R$ 23,5 mi.
“A ideia é que os professores da rede estadual contem com o apoio dos docentes das IES. As equipes das Universidade vão ajudar em todas as etapas. Inclusive na gestão dos recursos financeiros, além de desenvolver pesquisas e avaliações com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões”, conclui a professora Débora.
Serviço
Seleção dos alunos clubistas: até 13 de setembro
Início das atividades dos Clubes: 16 de setembro
Informações: clubes@paranafazciencia.org
Site: Clubes Paraná Faz Ciência
Universidades parceiras
Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.

As iniciativas envolvem professores, técnicos e alunos vinculados a ações da UEM e da UFPR
Dois projetos ligados ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência foram selecionados pelo “Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial”, financiado pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec. Estas duas organizações se juntaram com 16 Instituições de Ensino Superior (IES) e vão executar ações extensionistas voltadas para a sustentabilidade.
Os organizadores do Programa de Extensão Universitária Para Sustentabilidade Territorial receberam 573 propostas, “superando todas as expectativas”, segundo a Itaipu Binacional.
A iniciativa tem como objetivo fomentar projetos alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, abrangendo áreas como biodiversidade, bioeconomia, conservação ambiental, uso responsável dos recursos naturais, energias renováveis, gestão de resíduos, agricultura sustentável, saúde e meio ambiente, políticas públicas, cultura, entre outros.
Foram aprovados 210 projetos, de 16 EIS do Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul. As propostas vão beneficiar as comunidades do entorno dos proponentes, contribuindo para a resolução de problemas reais e urgentes. Estão sendo investidos R$ 24 milhões, parte deste recurso vai viabilizar 1.000 bolsas a serem distribuídas entre alunos e professores.
NAPI
O NAPI Paraná Faz Ciência submeteu duas propostas ao edital do Programa. Um dos projetos contemplados é o Saúde nas Mídias. A iniciativa reúne o Laboratório de Popularização das Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que vai trabalhar com o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) e o projeto Conexão Ciência – C², ambos da UEM, para ampliação da divulgação de ações de popularização da ciência e ciência cidadã no Paraná.

Para a equipe executora, esse financiamento é superimportante, porque possibilita a visibilidade desses projetos e é fundamental para fortalecer a comunicação entre a comunidade científica e a sociedade. O grupo chama atenção para o fato de que a ciência ainda é vista por muitas pessoas como algo distante, o que cria uma barreira para a compreensão e o engajamento para as questões de saúde.
Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Schleder, o edital trouxe uma abordagem chamada de Saúde Única, que propõe enxergar o mundo globalizado e altamente interdependente, tanto em relação a nações como os próprios seres vivos. A divulgação científica nessa área contribui, por exemplo, para a conscientização da população sobre a complexidade das doenças que estão emergindo.
“Acredito que esse projeto foi aprovado, porque populariza essa visão integrada, que é cada vez mais importante para preparar a sociedade para os desafios de saúde. Ele vêm surgindo de forma complexa, interconectada em relação a mudanças climáticas, doenças reemergentes, saúde mental, modelos econômicos”, explica Luciana, que é a professora da UFPR.

A coordenadora-geral da plataforma de divulgação científica C² e uma das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, disse que “o projeto aprovado pela Itaipu fortalece uma parceria entre duas importantes iniciativas de comunicação pública da ciência, o Conexão Ciência e o Saúde nas Mídias, do Laboratório de Popularização das Ciências da Saúde. Certamente, essa parceria vai contribuir muito para que informações fidedignas, em linguagem acessível cheguem até a comunidade em geral”.
Museus
O projeto “O Museu de Ciências Naturais (MCN) do Setor de Ciências Biológicas da UFPR como espaço de fortalecimento da extensão universitária” também foi contemplado com recursos de Itaipu. A ideia da equipe proponente é articular as ações de divulgação científica no MCN para o desenvolvimento da extensão universitária no curso de Ciências Biológicas, da UFPR.

Segundo a proposta, “essas ações são necessárias para promoção da curricularização da extensão, articulando exposições com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e foram pensadas para ter um elevado impacto na formação do estudante com possibilidades de transformação social”.
São previstas quatro exposições temporárias: Mata Atlântica, Cérebro Humano, Água e Saúde Única; a publicação de um e-book com o mapeamento das ações de divulgação científica do Paraná; um curso de formação de professores; e a reestruturação das redes sociais e do site do Museu de Ciência Natural, da UFPR.

Todas essas ações estão conectadas com os NAPIs Paraná Faz Ciência e TaxiOnline, e outros projetos da equipe do PRFC, financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como o PopCiênica.
“O Museu de Ciências Naturais da UFPR é um dos espaços da Rede de Museus do Paraná Faz Ciência. Esse investimento em um equipamento científico e cultural é superimportante para o Estado. Vamos ter ganhos para uma das instituições pioneiras na área de ciências naturais e de História Natural, que é o Museu de Ciências Naturais da UFPR”, conclui o coordenador da proposta da Universidade Federal e articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis.

Dois Arranjos foram até a Fundação Araucária encontrar formas de trabalhar em conjunto para mensurar a cultura científica do Paraná
Um evento marcou as discussões da criação de indicadores que possam medir a força da valorização da ciência e da cultura científica do nosso Estado. O I Encontro de Grupos de Estudo e Pesquisa em Políticas Públicas e Indicadores de CT&I no Paraná ocorreu na sede da Fundação Araucária (FA), na quinta-feira (22), e contou com a participação de membros do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) e do NAPI Gestão e Difusão de Ciência e Tecnologia.
O encontro foi sugerido pelo PRFC, há alguns meses. Segundo um dos articuladores do Arranjo, Rodrigo Reis, o Paraná precisa construir indicadores para avaliar as políticas de divulgação científica e popularização da ciência. Como essa é uma tarefa complexa, “a nossa equipe pensou em convidar outros NAPIs que lidam com o mesmo desafio para dialogar e pensar estratégias juntos”.

As discussões foram mediadas pela doutora em Design e pesquisadora da Fundação Araucária, Marília de Souza. Pela manhã, foram realizadas três apresentações. Primeiramente, Marília expôs o projeto Research Design sobre Políticas Regionais e Nacionais de C,T&I associadas a Estudos de Futuro e Planejamentos Prospectivos, coordenado por ela, que vem sendo colocado em prática em parceria com o Canadá.
Em seguida, Caroline Coradassi, do NAPI Gestão e Difusão de C&T discorreu sobre a ação da equipe para determinar o Índice Geral de CT&I do Paraná. O grupo levantou e cruzou diferentes indicadores. “Esses dados foram sistematizados e são o resultado da primeira fase do Projeto. Estão sendo organizados em uma plataforma e serão disponibilizados até o final do ano para toda a população”, anunciou a articuladora do Arranjo, Déborah Bernett, também presente no evento.
A pós-doutora da equipe do NAPI Paraná Faz Ciência, Cibele De Biasi, mostrou a pesquisa que vem fazendo para encontrar métodos eficientes que possam contribuir para mensurar o capital científico dos paranaenses. “O NAPI atua em diferentes áreas da popularização da ciência e precisa destas informações para contribuir com a formulação de políticas públicas de valorização do conhecimento científico. Desta forma, podemos ajudar a apontar, por exemplo, onde os recursos devem ser investidos para fortalecer a cultura científica da nossa população”, explicou a pesquisadora do Paraná Faz Ciência. Ela estava acompanhada de outras integrantes do NAPI PRFC: Tamara Dias Domiciano, Edinalva Oliveira e Giselle Corrêa.

No período da tarde, o encontro trouxe uma dinâmica de roda de conversa por meio da plataforma Miro. O objetivo era fomentar uma reflexão coletiva acerca de quatro temas importantes para os NAPIs participantes: suas convergências; complementaridades; oportunidades de alavancagem; lacunas e sobreposições.
A necessidade de uma aproximação entre os Arranjos foi um dos tópicos mais comentados, até para maior eficácia das ações e resultados apresentados, incluindo sugestões como: compartilhamento de dados, experiências e indicadores, proposição de soluções em conjunto, possível utilização de uma mesma metodologia, bem como conceitos norteadores e, ainda, possibilidade de trabalhos em conjunto.
A professora Débora de Mello, outra articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, acrescentou “que é necessária a construção coletiva dos indicadores e as trocas de dados primários e secundários, mas, também, é importante uma parceria na divulgação dos resultados”.
Marília de Souza encerrou o debate dizendo que “ficou claro que temos muito mais em comum do que eventuais divergências e podemos nos ajudar. Existe um mundo de oportunidades a serem exploradas e esse encontro é só o início.”
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Ressonância Magnética Nuclear (NAPI – RMN) vai promover a I Escola Paranaense de RMN. O evento acontece entre os dias 3 e 6 de setembro, no campus Uvaranas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em Ponta Grossa. O objetivo é tornar a RMN mais acessível a toda comunidade científica, bem como disseminar seu uso na indústria e na investigação forense.
“A RMN é uma das principais ferramentas de investigação científica da atualidade, amplamente utilizada em diversos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. Mas seu potencial pode ser ainda mais explorado na ciência brasileira”, aponta o professor e coordenador do NAPI RMN, Andersson Barison.
Com a presença de especialistas da área, o encontro contará com palestras e diversos mini cursos, que vão abordar assuntos como: o correto preparo de amostras para análises de RMN; investigação de amostras sólidas por RMN no estado sólido; RMN no domínio do tempo para investigação e processamento de alimentos. Ainda serão discutidos cursos voltados à interpretação e processamento de dados de RMN e seu uso na investigação forense, dedicado aos peritos criminais das polícias civil, militar e federal.

Andersson, que é um dos organizadores do evento, defende que o principal objetivo da Escola é “tornar a RMN mais acessível a toda a comunidade científica e ampliar seu uso em seu estado da arte, tanto nas instituições de pesquisa quanto nas indústrias e agências de governo. Essa é apenas a primeira Escola vinculada ao NAPI RMN, de muitas que serão realizadas, visando disseminar o potencial da ferramenta”, diz o coordenador.
As inscrições, que são limitadas, podem ser realizadas, gratuitamente, neste link. O público-alvo são estudantes de graduação e pós-graduação de qualquer área, profissionais da indústria, professores e pesquisadores de universidades e peritos criminais. Visando atrair novos cientistas, a organização do evento ainda levará estudantes do ensino médio para conhecer a RMN.
O resultado da seleção está publicado no site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência
A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA) e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, publicaram, nesta terça-feira (20), o edital que apresenta a lista dos 200 Projetos de Clubes de Ciências aprovados para integrar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Deste total 88 escolas contempladas são de tempo integral, nas quais os clubes devem integrar a matriz curricular, em uma disciplina eletiva, e 112 escolas que vão realizar atividades em contraturno.
A lista de instituições que tiveram os Projetos de Clube de Ciências aprovados contempla 114 municípios do Paraná, distribuídos por 31 Núcleos Regionais de Educação (NREs). Elas estão apresentadas em ordem alfabética, no Anexo I, do Edital 003/2024.

As escolas que tiveram os Projetos de Clube de Ciências não contemplados, mas que foram classificados por mérito, estão em ordem decrescente na lista de espera, no Anexo II.
Vinculada ao NAPI Paraná Faz Ciência, a Rede de Clubes é o resultado de uma cooperação entre a Secretaria de Estado da Educação – SEED/PR, a Fundação Araucária e as universidades públicas do Paraná.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenadora do projeto de Clubes, Débora Sant’ Ana, disse que a equipe está comemorando a publicação do edital de resultados do primeiro processo seletivo da Rede de Clubs Paraná Faz Ciência.
“Certamente esse é um marco histórico para o nosso Estado e para o presente e o futuro da ciência do Paraná. Nós implantaremos, juntamente com a SEED, ainda este ano, estes 200 clubes em diferentes regiões geográficas, envolvendo estudantes do ensino fundamental, segundo ciclo, e do ensino médio. Certamente, estes estudantes terão oportunidades diferenciadas para compreender os fenômenos naturais, sociais e o mundo ao seu redor. Estamos ansiosos por conhecer os alunos e os professores e ver os clubes de ciências funcionando”, torce a professora Débora, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O outro articulador do NAPI e coordenador dos Clubes, o professor Rodrigo Reis, destacou o nível dos projetos que foram encaminhados. “Estamos muito felizes com a resposta que as escolas e os professores da rede estadual de educação básica do Paraná deram a esse chamado do projeto dos Clubes de Ciências. A gente teve projetos com um nível muito bom da pesquisa que vai ser desenvolvida, mostrando que se tem ciência, sim, na educação básica, no Brasil. Agora, a gente vai trabalhar para concretizar esses Clubes. Precisamos comemorar e ter consciência da importância desse investimento na área de desenvolvimento de projetos de pesquisa, de iniciação à ciência, de iniciação científica, já na educação básica”, alertou o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A chefe do Departamento de Programas para a Educação Básica da SEED, Cristiane Jakymiu, destacou que a Rede “é uma iniciativa inovadora que contribui para avançarmos ainda mais na melhoria da educação do Paraná, que é destaque nacional por sua excelência. Nos Clubes, os professores terão todo o apoio necessário para desenvolver projetos incríveis com os estudantes, integrando teoria e prática de forma criativa”.
O Edital de resultado da seleção, publicado nesta terça (20), pode ser acessado no endereço eletrônico https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes-de-ciencia/.
NAPI PRFC é protagonista em dois eventos da Fundação Araucária
Os articuladores do NAPI, Rodrigo Reis e Débora Sant’ Ana, foram responsáveis por apresentar entregas importantes para a população do Paraná

Uma homenagem a César Lattes e a entrega de sites para os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). Estes foram os compromissos cumpridos pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), na última sexta-feira (16), na sede da Fundação Araucária, em Curitiba.
A solenidade em homenagem ao centenário do físico nascido no Paraná, César Lattes, contou com o lançamento de baixo-relevo do cientista, feito pelo artista paranaense João Turin. Agora, a imagem de Lattes vai fazer parte da sala Vinicius Nagem, na sede da Fundação Araucária.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, foram os anfitriões da celebração. Além disso, estavam presentes o secretário estadual de Planejamento, Guto Silva, e os articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, os professores Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana. A produção do baixo-relevo é fruto de uma movimentação do NAPI PRFC.

O professor Rodrigo falou que é uma honra poder participar dessa homenagem em nome do NAPI. Guto Silva registrou a “necessidade de registrar os fatos que são marcantes para o Paraná, e César Lattes precisa estar entre estes registros, para que meu filho saiba quem ele foi, no futuro”.
Nesta mesma perspectiva, o professor Aldo Bona, destacou que é preciso deixar marcada a trajetória da ciência produzida pelo pesquisador nascido no nosso Estado. “Essa é uma maneira de escrever a história do Paraná”, afirmou ele.
Duas das filhas de César Lattes, Maria Teresa e Maria Lúcia, foram as convidadas especiais do lançamento do baixo-relevo. Maria Lúcia contou que o pai era “extremamente irreverente, generoso, curioso e amoroso com a família”. Enquanto Maria Tereza lembrou que César Lattes “instigava muito a curiosidade das quatro filhas”. Maria Cristina e Maria Carolina completam a prole de Lattes.

A professora Iramaia Jorge Cabral de Paulo, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, teve a oportunidade de ser aluna do físico por uma semana. Ela conta que César Lattes era um professor que fomentava a aprendizagem significativa no aluno.
A homenagem a Lattes emocionou os presentes, especialmente na hora em que o baixo-relevo foi apresentado. “Momento que vai ficar para a história da ciência do Paraná. Por meio desta homenagem, as novas gerações poderão cultuar a ciência”, concluiu o professor Ramiro Wahrhaftig.
NAPIs
Na sexta-feira, à tarde, entraram no ar o novo ambiente digital dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação. Uma solenidade marcou a entrega das páginas, que foram produzidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência.
O objetivo desta iniciativa foi melhorar a comunicação dos Arranjos com a sociedade paranaense e brasileira. Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Márcio Spinosa, as ações dos NAPIS são importantes para o desenvolvimento do Estado e precisam ser divulgadas”.

O acesso ao novo espaço é feito pela Plataforma da Fundação Araucária. Há uma página inicial que disponibiliza links para os sites específicos dos NAPIs. Cada página traz um resumo da formação e atuação de um NAPI, os objetivos, os números interessantes, podcast, um vídeo institucional e algumas reportagens sobre o Arranjo.
Umas das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, disse que “é importante valorizar o conhecimento produzido pelos Arranjos. Essa é uma forma de fortalecer a nossa cultura científica”.
Ao lado da jornalista do NAPI PRFC, Ana Paula Machado Velho, a professora Débora apresentou os 31 Arranjos que fizeram parte da primeira etapa de produção e estão disponíveis no ambiente digital.

O diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Warhaftig, declarou que “o investimento em divulgação contribui com o aumento da literacia científica dos paranaenses e incentiva jovens a se tornarem pesquisadores do futuro”
A solenidade foi transmitida on-line e pode ser assistida pelo canal da Fundação, no YouTube.
De 7 a 11 de outubro, articuladores e pesquisadores se reunirão na Universidade Estadual de Maringá (UEM), para a III Semana Geral dos NAPIs, que será realizada como parte da programação do evento Paraná Faz Ciência. Até lá, todos os NAPIs com atividades já implantadas devem ter suas páginas na plataforma iAraucária.
Um baixo-relevo do físico paranaense será instalado na FA; obra é fruto de pesquisas realizados pela equipe do NAPI Paraná Faz Ciência
A Fundação Araucária (FA) vai homenagear, nesta sexta-feira (16), o paranaense Cesare Mansueto Giulio Lattes. Entre as atividades que comemoram os 100 anos do mais famoso físico brasileiro, está a entrega de um baixo-relevo de Lattes à sociedade. A obra, produzida a pedido do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, vai ganhar lugar de destaque na sala Vinicius Nagem, da sede da Fundação.
O cientista conhecido como César Lattes é curitibano, filho de imigrantes italianos. Seu feito foi descobrir a existência da partícula méson pi, em 1946. Esta é uma partícula subatômica que permite a interação nuclear e a movimentação de prótons e nêutrons no núcleo das células. Este experimento ganhou o Nobel de Física, em 1950. Porém, quem ficou com o prêmio não foi Lattes, mas o chefe dele, o estadunidense Cecil Powell.
No Brasil, Lattes foi fundador de duas instituições voltadas à pesquisa científica: o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o nosso CNPq. O sistema utilizado para cadastrar os currículos de cientistas, pesquisadores e estudantes brasileiros se chama “Plataforma Lattes”. Uma homenagem do CNPq ao físico.
Centenário – A história da confecção do baixo-relevo (forma escultórica em superfície plana) para marcar o centenário de Lattes começou com uma provocação do professor Ildeu Moreira, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele entrou em contato com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), dizendo que seria interessante fazer uma homenagem ao paranaense.
Moreira pesquisou e encontrou jornais antigos que mostravam que César Lattes esteve em Curitiba – cidade em que nasceu – no ano de 1948, quando ele já era um cientista mundialmente consagrado. Uma matéria dizia que o cientista havia posado para João Turin, um importante escultor paranaense.
A partir dessa possibilidade, o grupo da UFPR, liderado pelo professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, entrou em contato com o escritório responsável pelo acervo de Turin. A equipe questionou se havia por lá alguma obra que parecesse com Lattes. E a resposta foi sim.
“O baixo-relevo estava no acervo de originais em gesso e, por isso, não era do conhecimento do público”, afirma Samuel Ferrari Lago, gestor do acervo artístico de João Turin. “Para nós, a justa homenagem ao centenário do renomado cientista com uma obra assinada por Turin é motivo de alegria. É também a comprovação de que um acervo artístico consolidado há décadas continua vivo e atual”, completa.
O professor Rodrigo Reis diz que a possibilidade de homenagear o cientista curitibano, Cesar Lattes, nas comemorações do seu centenário, é um movimento de valorização da ciência e dos cientistas brasileiros.
“O NAPI Paraná Faz Ciência tem o papel de divulgar a ciência paranaense e faz isso, também, a partir do reconhecimento de seus cientistas. O Lattes talvez seja o mais importante da história do Brasil. Seu reconhecimento mundial é notável e seu papel como ator, inclusive político, no cenário da ciência brasileira é uma inspiração para cientistas atuais e futuros. Tudo isso se torna ainda mais relevante pelo fato de a homenagem vir a partir de uma obra do João Turin, artista do movimento paranista. A equipe do NAPI Paraná Faz Ciência se sente honrada de possibilitar, junto à Fundação Araucária, essa homenagem”, declara Reis.
A cerimônia de instalação da obra na Fundação Araucária vai contar com integrantes dos projetos do NAPI Paraná Faz Ciência; e do Sistema de Ciência e Tecnologia do Paraná. A solenidade ocorre na sexta-feira, dia 16, às 10 horas, na sala Vinicius Nagem.
Porém, a programação em homenagem ao centenário do físico paranaense continua, à tarde. Representantes do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia, amigos, ex-alunos e familiares de César Lattes vão ao Parque das Ciências, onde será realizada outra cerimônia, organizada pelo Parque e pela Secretaria Estadual de Educação (SEED).