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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A Fundação Araucária (FA), por meio do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, lança, no próximo dia 16, sexta-feira, às 16 horas, na sede da Instituição, em Curitiba, um novo ambiente digital sobre os NAPIs. Neste espaço, um novo conjunto de informações sobre os Arranjos vai ser apresentado de maneira mais organizada e acessível. A ideia é melhorar a comunicação com a sociedade paranaense e brasileira.

Os NAPIs contavam com um local de armazenamento de informações na Plataforma iAraucária. O conteúdo, no entanto, não era homogêneo. Por isso, a Fundação propôs a reorganização destes espaços digitais. Nesta primeira fase do projeto, estarão acessíveis os conteúdos relacionados aos primeiros NAPIs criados pela FA. Os demais Arranjos serão contemplados até o final do ano.

Os NAPIs foram criados em 2019, propostos pela Fundação Araucária (FA) como uma solução para mobilização e integração dos ativos de ciência, tecnologia e inovação do Estado. O objetivo é unir aqueles que pesquisam e produzem nas mesmas áreas, facilitando a viabilização de recursos e incentivando o desenvolvimento do Paraná.

“Os NAPIs estão focados na criação de riqueza e bem-estar, levando à maior assertividade dos instrumentos de apoio da Araucária e, consequentemente, melhor retorno sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a sociedade paranaense”, ressalta o presidente da FA, Ramiro Wahrhaftig.

Atualmente, são cerca de 60 Arranjos em funcionamento ou em fase de implantação. Um em plena atividade é o NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), que tem como foco a divulgação e popularização do conhecimento científico.

Uma das tarefas ações do NAPI PRFC é dar visibilidade à produção dos outros NAPIs. Visando disponibilizar as informações de forma padronizada, a equipe do PRFC reuniu webdesigners e jornalistas para criar o layout e o conteúdo dos sites dos Arranjos. Nesta primeira fase, estão sendo entregues 31.

“Este material está organizado em uma página inicial, que disponibiliza links para as páginas dos NAPIs. O acesso é feito pela Plataforma iAraucária. Ali, agora, aparecem em ordem alfabética e com um design e conteúdo padronizados”, explica uma das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana.

Conteúdo

Os 31 NAPIs passam a contar com novo material para divulgar suas atividades e estrutura. “As páginas trazem um resumo da formação e atuação do NAPI, os objetivos, seus números interessantes, podcast, um vídeo institucional e algumas reportagens sobre o Arranjo”, resume a coordenadora do projeto, a jornalista Ana Paula Machado Velho.

Com o material disponibilizado on-line, os articuladores e todos os membros dos NAPIs têm informação à disposição para oferecer a diferentes públicos em qualquer lugar. “Este novo espaço cumpre o objetivo de aproximar, cada vez mais, o Sistema de CTI do Paraná da Sociedade. Ele busca traduzir de forma mais simples a excelente a pesquisa feita no Paraná. Também amplia nosso esforço de transparência quanto aos investimentos feitos”, explica o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa.

Outros quatro NAPIs já estão sendo procurados para enviarem as informações necessárias à criação de suas páginas. “Neste espaço, os assuntos abordados serão adaptados para a linguagem cotidiana e simples para melhor entendimento de toda a comunidade. Esperamos que, até outubro, no evento Paraná Faz Ciência, todos os NAPIs com atividades já implantadas tenham suas páginas”, prevê o chefe do Setor dos Arranjos”, Diego Iwankio.

De 7 a 11 de outubro, articuladores e pesquisadores se reúnem na Universidade Estadual de Maringá (UEM), para a III Semana Geral dos NAPIs.

Seleção das escolas será feita esta semana e o resultado preliminar será divulgado dia 20 de agosto, pelo Comitê Gestor

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência recebeu 470 inscrições. As propostas para criação de clubes de ciências foram enviadas por escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. O prazo terminou na sexta-feira (9). A coordenação da criação dos Clubes é do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) e da Secretaria de Estado da Educação (SEED). A iniciativa tem o financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a SEED.

O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência prevê a criação de 200 Clubes de Ciências, em 2024, com investimento de R$ 23,5 milhões da FA. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral, em que o clube se integra à matriz curricular. As demais 100 escolas vão ser selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno.

O edital aberto pela SEED e PRFC recebeu propostas de 188 municípios de todos os 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE). A próxima etapa da implementação do projeto é a seleção das escolas e dos docentes que vão executar os clubes de ciências. Trinta e três avaliadores vão participar desta tarefa, que é coordenada pelo Comitê Científico da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O resultado preliminar será divulgado no dia 20 de agosto, em edital a ser publicado no site do NAPI Paraná Faz Ciência e da Rede.  

A equipe da Rede de Clubes tem como meta implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. O objetivo é contribuir com a formação pessoal e social dos estudantes, incentivando o protagonismo dos alunos assim como o aprimoramento das práticas docentes.

Serviço

Resultado preliminar da seleção: 20 de agosto

Contato: clubes@paranafazciencia.org

NAPI PRFC: https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/

Site da Rede: clubes Paraná Faz Ciência

O maior desafio dos pesquisadores é encontrar uma estratégia para levar o seu trabalho ao maior número de pessoas. Mas como tornar a ciência atrativa para todos os públicos, inclusive para crianças, sem perder a sua essência? 

Para atender essa demanda, a equipe de profissionais e bolsistas do Conexão Ciência – C² produz, há três anos, conteúdo multimídia que traz longos textos explicando pesquisas em detalhes, apresentando os cientistas, vídeos, podcasts, imagens, infográficos e ilustrações autorais. É no C² que ciência e arte se encontram e se complementam.

O objetivo da exposição “Conexão Arte Ciência”, com as ilustrações do Projeto C² – Conexão Ciência é fomentar a integração entre ciência e arte ao longo de 2021, 2022, 2023 e 2024. Todas as ilustrações estão disponíveis na internet, redes sociais, plataformas de vídeo e áudio. É acessível a todos os públicos.

Exposição Conexão Arte Ciência está na BCE/UEM até 9 de agosto (Foto/Conexão Ciência)

Mais que ilustrar, designers colaboram para produzir obras que não só representam conceitos científicos, mas também provocam reflexões sobre o impacto da ciência na sociedade e no cotidiano. Parte desse material fará parte da exposição que integra a Semana de Artes da UEM (SAU).

A oitava edição da SAU será realizada de 5 a 9 de agosto e acontecerá paralelamente à I Conferência de Cultura da UEM, que discutirá as políticas culturais na Universidade e aprovará o Plano de Cultura da UEM. A ação integra o selo OCUPA UEM – Arte e Cultura.

Abstrato até certo ponto

“A ciência está totalmente conectada com a arte, é totalmente envolvente pensar de maneira interdisciplinar, traduzindo conceitos que muitas vezes são tidos como abstratos para algo mais palpável que faça com que o leitor se sinta motivado a compreender”, explica Hellen Vieira, coordenadora de arte do Conexão Ciência e organizadora da mostra.

A principal tarefa do grupo, que já teve 14 pessoas e hoje é composto por oito bolsistas e três voluntários, é traduzir matérias de cunho científico em formato de ilustração, que sejam acessíveis e atrativas. Para Hellen, coordenar a arte de um projeto que combina ciência e arte me permitiu desenvolver habilidades em ambas as áreas. 

Hellen Vieira, coordenadora da exposição, é formada em Artes Visuais (Foto/Luana Colosio)

“Nosso trabalho é comunicar conceitos científicos de maneira criativa, bem como habilidades práticas em várias formas de expressão artística. Além de enriquecer meu portfólio com diversas ilustrações”, completa.

Ao envolver os jovens em projetos que combinam ciência e arte, o C² os empodera para verem o conhecimento científico como algo acessível e relevante para suas vidas, possibilitando que cada artista encontre sua própria linguagem. 

Popularização da Ciência

O C² é o portal de comunicação científica do NAPI Paraná Faz Ciência e é responsável pela divulgação das pesquisas das setes universidades estaduais e instituições federais de ensino superior do Paraná. Como projeto de extensão e uma proposta multimidiática, o C² tem como sede de produção o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da UEM, e publicou, desde 2021 até julho de 2024, 337 matérias de popularização da ciência e 225 mil visualizações e 365 mil eventos.

No mesmo período, foram disponibilizados 94 vídeos novos e o canal do YouTube, o C² Play, recebeu 114 mil visualizações e acomoda 4,3 mil horas de exibição. Foram 105 temporadas de podcasts com 443 episódios e mais de 29 mil plays. Todos os episódios de podcasts estão gratuitamente disponíveis em todas as plataformas de streaming de áudio. 

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Artes exclusivas do C² em exposição na BCE (Foto/Conexão Ciência)

Entusiasta da divulgação científica com uma linguagem mais flexível, beirando à literatura, a coordenadora acredita que misturar ciência e arte é o caminho para a popularização da ciência. “Os números de acessos e eventos no site e outras plataformas nos mostram que estamos no caminho certo para ampliar o alcance da ciência de ponta que produzimos no Paraná, comunicando a ciência de forma profissional, inteligível e com o mesmo rigor que o método científico requer”, pondera Ana Paula. 

Além de coordenar o projeto, a jornalista Ana Paula Machado Velho também escreve para o C² (Foto/Conexão Ciência)

Resgate da arte

A Semana de Artes da UEM (SAU) surgiu em 1995 com o objetivo de acessar a comunidade interna e externa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) por meio do compartilhamento das atividades artísticas desenvolvidas dentro da Universidade. 

Ao longo das edições, o evento integrou apresentações de vários grupos artísticos de Maringá e ocupou inúmeros espaços culturais da cidade, como o teatro Calil Haddad, o Museu da Bacia do Paraná e o SESC Maringá. Reconhecendo a importância do evento, sua influência na cidade e sua potência histórica, a Diretoria de Cultura da UEM (DCU) propõe o resgate e a atualização do evento em 2024, 20 anos após sua última edição.

Serviço: 

Evento: ‘Exposição Conexão Arte e Ciência’ – Criações do Projeto C² Conexão Ciência

Data: 5 a 9 de agosto de 2024

Local: Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Campus Sede.

Endereço: Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR

Entrada gratuita

Evento terminou na quinta-feira (1) com o anúncio do plano estratégico da área para os próximos 10 anos

A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que ocorreu esta semana, em Brasília, termina com saldo positivo. Essa é a impressão da comitiva paranaense que participou do evento. Entre o grupo, estão representantes do NAPI Paraná Faz Ciência e da Fundação Araucária (FA).

Com mais de 5 mil inscritos presenciais e 4 mil de forma on-line, a Conferência proporcionou um debate amplo, que engajou pesquisadores, estudantes, professores e sociedade em geral. O evento começou terça-feira (30) e terminou quinta (1), com uma programação repleta de palestras, eixos de debate, O tema central foi “Para um Brasil justo, sustentável e desenvolvido”

 O presidente Luiz Inácio da Silva abriu a 5ª CNCTI, na terça-feira (30), depois da apresentação da Orquestra Alada Trovão da Mata, do Distrito Federal. Em seguida, um grupo de cientistas fez a entrega do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (IA) 2024-2028, que regulamenta o uso de IA no país.

O documento chegou às mãos do presidente Lula, que disse que a inteligência brasileira “precisa ser inteligente para gerar empregos para nossa população e nossos jovens. Esse documento sobre IA feito por cientistas e pesquisadores é revolucionário. O Brasil precisa aprender a voar”.

Programação A programação oficial de debates começou com uma plenária que reuniu o secretário-geral do 5ª CNCTI, Sérgio Machado Rezende, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Ela destacou que “a maioria dos inscritos são mulheres e meninas. Nós estamos aqui [na CNCTI] para fortalecer a ciência”.

Esteve presente também a Embaixadora da Ciência, Jaqueline Góes. A cientista disse que, com a organização da Conferência, “temos a oportunidade de debater sobre as desigualdades no Brasil e sobre as estratégias para a maioria minorizada da população.”

A equipe paranaense contou com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação, Luiz Márcio Spinosa; o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marco Aurélio Pelegrina; além dos articuladores do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana e Rodrigo Reis.

A comitiva do Governo do Estado na CNCTI 2024 teve ainda os reitores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marta Regina Favaro; da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto; e da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Fábio Hernandes. Também integraram o grupo diretores, coordenadores e assessores da Seti e da Fundação Araucária e professores das instituições estaduais de ensino superior. além de pesquisadores de outros NAPIs.

Segundo Bona, a conferência reforçou a confiança no caminho adotado pelo Paraná e proporcionou a oportunidade de conhecer as estratégias elaboradas em outras regiões do país. “Esse evento nos permite ampliar a rede de contatos, fortalecendo a perspectiva de cooperação com outros estados e o governo federal”, salientou.

Temas

Os paranaenses participaram de debates sobre mudanças climáticas, informatização, agronegócios, entre outas questões. O NAPI Paraná Faz Ciência integrou, especialmente, os debates acerca de divulgação e popularização da ciência.

Na tarde de quarta-feira (31), teve esse tema foi destaque. Uma das mesas contou com a fala da diretora da área do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Juana Nunes, e muitos representantes do NAPI Paraná Faz Ciência estavam na plateia como o articulador do Arranjo Rodrigo Reis.

O professor destacou a necessidade de investimentos públicos significativos em divulgação da ciência. “Precisamos que esse grupo se articule para que esses recursos sejam previstos, porque acredito que o presidente Lula e a ministra Luciana Santos concordam com a importância de fortalecer a popularização do conhecimento científico”.

A outra articuladora do NAPI, professora Débora Sant’ Ana reforçou a discussão, dizendo que “formar os cientistas do amanhã e enfrentar os desafios do desenvolvimento depende do que fizermos para popularizar a ciência e fortalecer a cultura científica do nosso país”.

O professor Reis ainda levou essas discussões para a mesa de Educação para a Ciência, da qual ele participou, na tarde de quinta-feira (1). Reis apresentou o NAPI e os projetos do Arranjo como o Conexão Ciência- C², o PICCE e a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, todos focados na popularização da ciência. Ainda destacou que o NAPI “é o primeiro grande projeto aprovado pelo PopCiência, financiado pelo MCTI”.

Contatos

O NAPI Paraná Faz Ciência e a equipe da Fundação Araucária tiveram a oportunidade de trocar muitas experiências com os participantes da 5ª CNCT&I. O grupo dialogou com entidades ligadas às universidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE).  A presidente Manuela Mirella comemorou a oportunidade de participar da organização da 5ª CNCTI. Para ela, “esse é um grande avanço para que possamos contribuir para a criação de políticas que garantam o desenvolvimento do país”.

O presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Josué Guimarães, ampliou a perspectiva de Mirella, dizendo que “ocupar esses espaços de discussão e decisão garantem a valorização da ciência no Brasil”. A grande comitiva do Paraná pode, ainda, interagir com representantes da Associação Brasileira de Museus e Centros de Ciências (ABCMC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), duas entidades que apoiam da democratização do conhecimento científico.

Todas as escolas estaduais de ensino fundamental, médio, educação para jovens e adultos, do campo, quilombola ou indígena podem enviar propostas

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é uma iniciativa que vai apoiar a implantação de Clubes de Ciências em escolas estaduais por todo o Paraná. A ideia é integrar essas unidades escolares com as universidades para que se possa construir o conhecimento científico coletivamente e contribuir para a melhora da cultura científica em nosso Estado.

“A proposta é oferecer aos estudantes da educação básica a oportunidade de um treinamento científico, especialmente para o pensamento crítico. Ajudá-los a entender como encontrar soluções para problemas a partir de método científico. O desenvolvimento do aluno por meio da participação dele no processo é o nosso objetivo principal”, explica a professora Débora de Mello Gonçalves Santana, uma das coordenadoras da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Duzentos 200 clubes de ciências, um por escola, serão criados em todas as mesorregiões, ligadas a todos os Núcleos Regionais de Ensino do Paraná. Será uma distribuição proporcional que garantirá que quase 10% das escolas do Estado sejam beneficiadas. 100 deles serão implantados em escolas em tempo integral e outros 100 em escolas de tempo parcial, pensando em cobrir a representatividade das duas modalidades de ensino da educação básica.

O governo do Estado está investindo R$ 23,5 milhões, em 30 meses. Isto é, será um projeto de dois anos e meio. Os recursos são da Fundação Araucária e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (SEED).

Benefícios e contrapartidas – Como apoio para a realização dos Clubes de Ciências, os professores receberão uma bolsa mensal de apoio técnico à extensão, no valor de R$ 770 mensais.

Os estudantes terão apoio no custeio de atividades de pesquisa, seja na compra de material de consumo ou de serviço de terceiros. O valor total, por Clube, é de R$ 20 mil, durante 30 meses. Além disso, cada escola terá disponível recursos de até R$ 10 mil para deslocamentos e participação em feiras de ciências.

O apoio pedagógico, do planejamento até a execução, será feito junto com as universidades. Doze instituições atuarão junto aos Clubes mais próximos delas, geograficamente. As equipes incluem professores, estudantes e bolsistas técnicos para apoiar a ação das escolas. Os grupos começaram a atuar já na estruturação do processo de seleção dos estudantes, no curso de formação para os professores sobre pesquisa na escola e em um curso de formação para os próprios estudantes das escolas, todos oferecidos pela Rede.

“Depois, haverá um acompanhamento em uma espécie de mentoria, no dia a dia dos Clubes, auxiliando no desenvolvimento de práticas, na orientação e, depois, na redação de resultados. A relação com o ensino superior ainda envolve a visitação a ambientes universitários, museus de ciências, laboratórios e, em algumas situações, será viabilizado o compartilhamento do uso de equipamentos universitários, equipamentos de pesquisa que temos na universidade e que possam ser usados de forma coletiva”, explica o outro coordenador da Rede, o professor Rodrigo Reis.

O professor lembra, também, que existe a previsão da realização de eventos em conjunto. Cada universidade vai acompanhar não só um Clube, mas, na verdade, entre seis e dez unidades.

“Teremos um grupo que estará caminhando em conjunto. Vai ter uma interação quase que natural pela distribuição. Com isso, prevemos que de quatro a seis mil estudantes estarão vinculados diretamente aos projetos. A ideia é que cada Clube de Ciências tenha entre 20 e 30 estudantes, com um número médio de 25. Pensamos assim, respeitando o fato de que, às vezes, escolas mais distantes não consigam um número tão significativo, diferente das que estão em grandes centros e possam ter um pouco mais de integrantes”, detalha Reis.

A Rede de Clube Paraná Faz Ciência está com inscrições abertas. O Edital foi lançado em 4 de julho, as inscrições iniciaram dia 22 e os projetos serão recebidos até 9 de agosto. As informações estão no site do Paraná Faz Ciência, na aba Clubes de Ciências. É possível ficar a par de todos os detalhes também pelas mídias sociais da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Há ainda acesso a todo o processo no site da Secretaria Estadual de Educação (SEED), na área dos Clínicos de Educação.

“Estamos também tirando dúvidas por e-mail, clubes@paranafazciencia.org. Importante resgatar aqui que quem quiser participar precisa se agilizar para não perder o prazo de inscrição. Todas as escolas estaduais podem enviar propostas. As de ensino fundamental, de ensino médio, as que têm as duas formas, as de educação para jovens e adultos, educação do campo, quilombola, indígena”, reforça Débora Sant’ Ana.

Essa meta se concretiza por meio do NAPI Paraná Faz Ciência com financiamento da Fundação Araucária em parceria com a Seti e a SEED.

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência tem como um de seus objetivos organizar uma Rede de Clubes de Ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta agora se concretiza por meio do financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O NAPI e a SEED lançaram o EDITAL. Agora, é hora das escolas se inscreverem para a criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede de Clubes vai implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. A meta é contribuir com a formação pessoal e social dos participantes, ajudando-os a fazerem escolhas e intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum. Nessa dinâmica, o protagonismo do estudante é incentivado, assim como há o aprimoramento das práticas docentes.

“A ideia é a construção de ambientes onde os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana. A proposta quer proporcionar a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo o pertencimento ao mundo da ciência”, explica uma das articuladoras do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e assessora da FA, Débora Sant’ Ana. 

“A iniciação científica na educação é fundamental para estimular a curiosidade e a inovação entre nossos estudantes, ao mesmo tempo em que valoriza e capacita nossos professores, proporcionando-lhes suporte e reconhecimento essenciais para o desenvolvimento de uma educação de excelência”, reforça o secretário Estadual de Educação, Roni Miranda.

Interação – Um fator de destaque no caminho da execução das ações da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é a articulação das escolas de Educação Básica com centros de desenvolvimento de pesquisa, conceito inspirado na Rede Ciência Viva de Portugal (https://clubes.cienciaviva.pt/), que atualmente envolve cerca de 900 clubes e mais de 700 mil estudantes organizados em uma rede nacional. 

Inspirada no modelo português, mas com características e identidade próprias, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tem como atores, além da Fundação Araucária e a SETI, as escolas públicas vinculadas à SEED-PR, as Instituições de Ensino Superior (IES) e as demais instituições integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o cientista precisa ter método, porque fazer ciência é um processo. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, porque leva tempo para que eles amadureçam. Por isso, não podemos perder de vida a educação básica. Aumentando a literacia científica das nossas crianças poderemos chegar, em 2035, a contar com 40 mil doutores no Paraná, que é a nossa meta. Desta forma, estaremos contribuindo para fortalecer a nosso sistema de ciência e tecnologia, que nos permite resolver problemas atuais e, principalmente, futuros. Essas crianças são o futuro”, apostou o gestor da FA, que está investindo R$ 23,5 milhões na criação da Rede. 

Cidadania – Os Clubes de Ciências, enfim, vão se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a alfabetização científica e tecnológica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania. Assim, outro ponto importante do projeto é a possibilidade de ajuda para ampliar as atividades consolidadas de Ciência Cidadã, propostas e executadas pelo Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), também vinculado ao NAPI PRFC. 

“Nesse caminho, os clubes de ciências partem de uma proposta de ciência mais participativa, inclusiva e com projetos validados por pesquisadores da Rede Paraná Faz Ciência para a sua execução frente à realidade escolar. Esta expertise permite que novos projetos possam ser pensados e validados em diferentes realidades locais”, acrescenta o outro articulador do PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Inscrições – O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência, lançado quinta-feira (4), prevê a criação de 200 Clubes, em 2024. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral (Escola Integral) em que o clube se integra à matriz curricular, em um total de 2h semanais. As demais 100 escolas serão selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação esperada é de 3h semanais. As instituições precisam se inscrever, apresentando um projeto de Clube.

As etapas de implementação incluem: a seleção das escolas/docentes por meio de edital próprio lançado pela SEED; cadastro na plataforma da Rede Paraná Faz Ciência; formação pedagógica dos envolvidos utilizando os ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). 

Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelos seus atores: coordenador, professores colaboradores e clubistas. Na dinâmica das atividades, deverá haver periodicidade nos encontros, com a carga horária de acordo com o tipo de escola associada. Caberá às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. 

“Neste sentido, a proposta é desenvolver aspectos da prática científica, como a importância do trabalho em grupo, o senso crítico, a resolução de problemas e o processo contínuo do fazer ciência, tornando a educação científica mais significativa”, descreve o professor Reis. 

Um grupo de gestão ainda vai dar sustentação às ações da Rede, apoiando o desenvolvimento de pesquisas locais, com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões, e a participação em feiras de ciências com a apresentação de resultados obtidos em cada clube.

 Serviço

EDITAL

Prazo de inscrição: 22 de julho a 9 de agosto 

Inscrição: Formulário

Contato: clubes@paranafazciencia.org

Site: Clubes Paraná Faz Ciência

Instituições parceiras

Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.

O 2º Summit Iguassu Valley Latinoamerica (SIV 2024) marcou a oficialização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O reconhecimento ocorreu na abertura do evento, na quinta-feira (13), em Foz do Iguaçu. A equipe do PRFC ainda apresentou suas ações nos estandes da Fundação Araucária (FA) e detalhou para os participantes a mais nova ação, que beneficia o processo de comunicação de todos os NAPIs.

O lançamento do NAPI Paraná Faz Ciência foi realizado no estande Paraná Mais Ciência. Ali foram assinados, também, uma parceria com o Aqua-Foz e o financiamento do Programa Ambientes Promotores de Inovação para o Oeste, totalizando um investimento de R$ 9 milhões do governo do Estado. 

As ações são iniciativas da Seti e da Fundação Araucária. A assinatura das parcerias contaram com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, entre outras autoridades do Paraná.  

Autoridades presentes no 2º Summit Iguassu Valley Latinoamerica

Para o NAPI Paraná Faz Ciência, foram destinados R$ 3 milhões. O NAPI reúne participantes de universidades estaduais e federais. A coordenação é da Universidade Federal do Paraná, por meio do professor Rodrigo Reis, e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde atua a outra articuladora do Arranjo, a professora Débora Sant’ Ana. 

Os recursos repassados no evento em Foz vão viabilizar a criação da rede de divulgação científica do Paraná que o Arranjo está implantando e tem dimensões significativas. Entre os projetos que fazem parte da grande iniciativa estão: a plataforma de divulgação científica do Paraná, chamada de Conexão Ciência – C²; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), que busca implementar um processo formativo pautado em metodologias de ensino e de aprendizagem das Ciências. Em breve, ainda será dado o primeiro passo para a criação de Clubes de Ciência em escolas de todo o Estado.

“Dentre essas ações está, também, a realização de uma pesquisa de percepção pública da ciência no Paraná, que oferecerá dados para criação de indicadores e melhoria de qualidade das ações de educação científica e divulgação da ciência. Outra importante iniciativa envolve a ampliação das atividades de Ciência cidadã em parceria com escolas da Educação Básica”, explicou a articuladora do PRFC e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’Ana.

NAPI – Outros Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), iniciativa da Fundação Araucária, também fizeram parte da programação do Summit. Dos cerca de 62 implantados ou elaboração, 23 apresentaram suas principais ações.

O Paraná Faz Ciência mostrou a estrutura do NAPI para quem passou pelo estande da FA, no Summit. Além disso, a professora Débora Sant’ Ana mostrou a recente tarefa que está sendo realizada pelo Arranjo.

“Estamos ‘construindo’ páginas de todos os NAPI. Esse conteúdo vai compor o ambiente destinado aos Arranjos, na Plataforma iAraucária, da Fundação, que reúne informações sobre esses grupos e sobre os pesquisadores do Paraná. A ideia é uniformizar a apresentação dos NAPI e oferecer a eles um mínimo de instrumentos de comunicação como vídeos, podcasts, resumo da atuação de cada um, entre outras coisas”, detalhou a articuladora do PRFC.

O evento – O Summit Iguassu Valley aconteceu no Grand Carimã Resort & Convention Center e contou com cerca de 30 expositores. São atores de diversos setores que desenvolvem ações conjuntas para promover um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento da Região Trinacional e Latino América. 

Estandes do Summit Iguassu Valley

A programação é organizada pelo ecossistema de inovação da região, o Iguassu Valley, e tem o apoio e ativa participação do Governo do Estado, por meio das secretarias de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) Planejamento (SEPL), Fundação Araucária, Fomento Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR – Paraná), Celepar e Copel.

A assinatura do termo de cooperação ocorreu na abertura da 5ª Conferência Regional Sul C,T&I, em Curitiba

O lançamento da 4ª Edição o Paraná Faz Ciência foi um dos pontos altos da abertura da 5ª Conferência Regional Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento teve início nesta quinta-feira (25). A cerimônia contou com a presença do secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda; do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona; e do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig. Os representantes do Paraná assinaram o termo de cooperação com o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli. A Instituição maringaense vai sediar o evento, entre os dias 7 e 11 de outubro.

A Conferência Regional Sul acontece até esta sexta-feira (26), em Curitiba, com a participação da comunidade científica e outros segmentos da sociedade do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Os participantes discutem propostas em curto, médio e longo prazos para a ciência brasileira, sistematizadas nas conferências estaduais realizadas entre março e abril deste ano, pelos governos dos três estados do Sul.

Em todo o Brasil, as conferências regionais de C,T&I são parte integrante da conferência nacional, que será promovida pelo MCTI entre 4 e 6 de junho, em Brasília. Esse evento maior envolve a articulação de mais de 40 instituições e oito ministérios.

PRFC – Assim como a Conferência tem importância para a C,T&I em nível nacional, o Paraná Faz Ciência é um evento anual, com peso para o cenário científico e de inovação paranaense. A programação é organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária com o apoio das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES). A iniciativa faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A versão paranaense ganhou este nome específico porque quer mostrar à sociedade que o Paraná faz ciência, sim, e de qualidade.

Em 2024, a UEM vai sediar a programação. Segundo o reitor, “é um privilégio ter a oportunidade de lançar o evento na Conferência que reúne os maiores expoentes da ciência da região Sul. “O Paraná Faz Ciência vai fazer da UEM o centro da ciência e tecnologia do Paraná, integrando a Semana Nacional da área. Faço convite a toda a comunidade científica e de estudantes para conhecer a ciência, a tecnologia e o ensino superior oferecidos pelas nossas Universidades”, convidou Vanalli.

A programação do evento na UEM ainda está em construção. Mas o responsável pelo planejamento e execução, o pró-reitor de Extensão e Cultura da UEM, Rafael da Silva, disse que há, pelo menos, quatro meses os preparativos começaram e que esse momento da Conferência marca a liberação dos recursos que vão permitir pensar a dimensão do que a Universidade de Maringá vai oferecer em outubro.

Silva, no entanto, adiantou que, ainda neste mês, vai ser traçado o croqui da estrutura dos estandes do evento e que estão previstas algumas novidades. “Teremos encontros de museus, trazidos por meio de uma proposta do Mudi [Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM]; um evento junto com o CREA-PR, que fechamos hoje, aqui, em Curitiba; e vamos criar uma oportunidade de diálogo com pessoas das comunidades indígena e quilombola para valorizar os saberes tradicionais”, detalhou o pró-reitor.

Conferência Regional Sul – A programação dos dois dias de Conferência, em Curitiba, conta com painéis temáticos, grupos de trabalhos e sessões plenárias deliberativas para votação de proposições para a ciência brasileira.

Neste ano, o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento foi adotado para todas as conferências estaduais e regionais de C,T&I. Os documentos compilados em cada região serão usados para elaborar a nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), para o período de 2024 a 2030. A iniciativa também contribui para a definição de políticas públicas em nível estadual. No Paraná, o debate articula ações de parceria e cooperação alinhadas ao Plano Plurianual, voltadas para uma economia com base no conhecimento.

Na Regional Sul, os participantes discutem as propostas para a ciência em cinco grupos de trabalho: reindustrialização e apoio à inovação empresarial; programas e projetos estratégicos; desenvolvimento social; popularização da ciência; e expansão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O presidente da Fundação Araucária sugeriu que a Região Sul do país estabeleça estratégias de financiamento da C,T&I permanentes. “No Paraná, nossa meta é formar pessoas e atingir o patamar de Portugal, que possui 40 doutores por 100 mil habitantes. Com metas conjuntas, podemos alcançar essa marca e, mais importante, inserir essas pessoas no setor público e privado”.

Durante a abertura, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, destacou a importância da estratégia nacional de C,T&I no contexto de desenvolvimento do Brasil e do Paraná.

“Estamos em um momento bem favorável da C,T&I no Paraná. Temos investimentos recordes, 2% do orçamento estadual para Programas e Projeto na área, o que representa R$ 718 milhões. Importante lembrar que os debates deste evento podem nos ajudar a definir onde aplicar esses recursos. Desejo a melhor interação dos grupos de trabalho, nesta sexta-feira, para que possamos ter a posição clara da Região Sul em um documento completo para ser levado à Conferência Nacional, em junho”, convocou o secretário.

Representando a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, do MCTI, Inácio Arruda, também fez um chamamento a estudantes, pesquisadores e todo o povo brasileiro para fazer “um reboliço” e garantir a retomada da C,T&I como a principal estratégia para resolver os problemas brasileiros.

“Como vamos combater a violência, encontrar formas de habitação decentes para os menos favorecidos, pensar o uso do solo, os problemas ambientais? Com ciência. As conferências que estamos fazendo devem se tornar um marco para o futuro. Quem vai dizer como a comunicação vai funcionar no nosso país? Somos nós e não Elon Musk. Temos que responder a esses desafios com conhecimento científico. Contamos com todos para colocar a ciência e a tecnologia no topo do projeto de desenvolvimento da nação brasileira”, declarou o Arruda.

PARCERIAS – A 5ª Conferência Regional Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação é coordenada pelo Governo do Paraná, por meio da Seti. O evento conta com a parceria dos governos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, por meio das respectivas pastas de C,T&I. No Paraná, a organização reúne outras instituições, como a Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), a Fundação Araucária e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), escolhida para sediar o evento.

Os painéis e palestras estão sendo transmitidos pelo canal no YouTube, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e ficarão hospedados lá, à disposição de quem tiver interesse em conhecer ou rever as discussões do evento.

Com informações da Seti

A Rede Paraná Faz Ciência divulga, nesta quarta-feira (24), a homologação final das inscrições para o II Curso Ciência Cidadã na escola: formação de professores para a Educação em Ciências, vinculado ao Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE). estão sendo oferecidas 300 vagas.

O objetivo do curso, segundo o Edital publicado pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, é “fomentar caminhos para a Educação Científica”, estimulando os estudantes a participar da coleta de dados científicos para interpretação e busca de soluções. 

Conforme o Edital, o curso conta com carga horária de 60 horas, das quais oito serão síncronas e 52 assíncronas. No entanto, há a possibilidade da realização totalmente de forma remota. Os estudantes devem receber uma certificação de participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), após a conclusão do curso.

Os inscritos precisam estar regularmente matriculados em instituições de ensino superior federais ou estaduais públicas, além de atuarem como professor na rede pública municipal ou em cargos de coordenação técnica (CCT), no ano de 2024. Serão convocados os primeiros classificados, de acordo com a ordem de inscrição.

O fim da tarde desta última quinta-feira (4) selou as discussões propostas pela 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (CECTI).  600 pessoas se inscreveram para participar do evento, que ocorreu no auditório do câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba.

A programação foi realizada na quarta e quinta-feira (3 e 4) e contou com palestras e Grupos de Trabalho, que apontaram contribuições para a criação de políticas públicas e outras ações que possam fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação, no Estado. O NAPI Paraná Faz Ciência e o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) estavam por lá.

As atividades do último dia começaram com a palestra sobre ‘Oportunidades de Cooperação com a União Europeia nos Temas da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação’. A apresentação foi feita pelo Oficial de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação da União Europeia para o Brasil, Dhallys Mota Nunes.

Em seguida, estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada deram continuidade a reflexões sobre a área de C,T & I paranaense, inspirados no tema da Conferência: Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento.

GTS – Divididos em sete Grupos de Trabalho (GTs), formados na tarde de terça-feira, dia 3, os participantes apontaram e sistematizaram a apresentação de dezenas de soluções. Representantes do Mudi e do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência participaram efetivamente de três GTs. O GT 5, intitulado ‘Defesa, Valorização e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação’, foi moderado pelos professores Rodrigo Reis e Regiane Regina Ribeiro (à mesa, na foto acima), ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membros do NAPI PRFC. As ações e estratégias apontadas pelos participantes do GT giraram em torno, principalmente, da importância da atuação diretamente na Educação Básica, a alfabetização científica e midiática, aproximação da comunidade científica com a população e a organização em rede dos projetos de divulgação científica.

O GT6 focou a ‘Intersecção entre Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social e Inclusão’. Com mediação dos  Silvia Márcia Ferreira Meletti, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o grupo apontou a necessidade de ações para a redução da desigualdade, garantia da segurança alimentar, combate à violência, acesso à saúde e educação de qualidade, além da elaboração e implementação de políticas públicas sustentáveis para promover a inclusão social e o desenvolvimento coletivo.

O Grupo de Trabalho (GT) 7 se propôs a discutir ações para atrair, formar e fixar os jovens no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Moderada por Guilherme Rosso, diretor de inovação do Hospital Pequeno Príncipe, a equipe teve como relatora Mayara Elita Braz Carneiro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Participaram da elaboração das propostas diversos estudantes, inclusive membros da União Paranaense dos Estudantes, e professores do Ensino Superior e da Educação Básica pública. Entre as sugestões do GT estavam: a valorização e apoio a populações historicamente sub-representadas no Sistema Nacional de Ciência e Inovação; além da garantia de Acesso, permanência e conclusão no ensino superior para população LGBTQIA+ e PCD.

Plenária – As propostas de todos os GTs foram encaminhadas para serem sistematizadas em uma plenária final. Os relatores dos Grupos de Trabalho enumeraram as sugestões. Outros quatro temas foram foco de quatro diferentes GTs: ‘Financiamento e a gestão da pesquisa e inovação’; ‘Juventude e formação de recursos humanos qualificados’; ‘Reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas’; ‘Programas e projetos estratégicos’.

Houve, inda a possibilidade de inclusão e exclusão total de partes dos textos, que foram votados e farão parte da proposta paranaense a ser apresentada na Conferência Regional Sul, que ocorre nos dias 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. Nesta ocasião, um documento com as discussões do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul será redigido. O objetivo é que ele seja encaminhado à 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorre, em junho, proposta pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em
Brasília (DF).

Sucesso – No Paraná, a Conferência foi organizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O
evento contou, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.

Entre as pessoas de destaque na organização estava a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UTFPR, Claudia Xavier (foto acima com o diretor da FA Marcio Spinosa), responsável institucional pelo evento. Ela encerrou as atividades lembrando que “foi um presente e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme organizar as propostas que vão compor a política de C,T & I do Paraná, da região Sul e do Brasil. Tivemos quase 600 inscrições e a participação de 430 pessoas nos Grupos de Trabalho”.

Débora Sant’ Ana com a equipe do NAPI, o professor Ramiro Wahrafitig, de branco, e à direita, o diretor da FA, Marcio Spinosa

A professora Débora Sant’ Ana, assessora da Fundação Araucária e professora da UEM, além de uma das coordenadoras do NAPI Paraná Faz Ciência, foi o segundo nome citado entre os responsáveis pelo sucesso do evento, Segundo o diretor da Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, as “mulheres têm se destacado na resolução dos desafios da Fundação e do Paraná para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado”, e foi aplaudido pelos presentes.

Débora Sant’ Ana considera que a iniciativa foi uma oportunidade importante para os setores acadêmico, produtivo e para a comunidade em geral. Afinal, foi possível discutir a atual situação e o que se espera para os próximos 10 anos, quando se fala em C, T & I. “Foi também um momento democrático para garantir propostas representativas sobre o que nosso Estado pensa e sugere para a Estratégia Nacional de ciência e Tecnologia, que vai ser desenhada para a próxima década, durante a Conferência Nacional, que vai ocorrer em Brasília, em junho”.

O presidente da FA, Ramiro Wahrhaftig, lembrou que a participação democrática na CECTI contou com um grupo importante, que são os jovens. “Temos que incentivar a presença dos estudantes nestas discussões porque eles são o futuro da C, T & I. Fazemos isso nestes encontros e por meio de bolsas e outros incentivos de iniciação científica e tecnológica”.

SETI – Fechando a cerimônia, o coordenador de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, da Seti, Marcos Pelegrina, voltou a agradecer à equipe de organização do evento, citando diferentes setores, como o de comunicação, lembrando que “ainda há a etapa regional a ser cumprida, no final deste mês”.

A equipe do NAPI PR Faz Ciência fez um pequeno balanço do evento. Oito alunos bolsistas presentes – Milena Ito, Luiza Costa, Camila Lozeckyi, Hellen Vieira, Maysa Ribeiro, Lucas Higashi, Guilherme de Souza -, e a coordenadora do Conexão Ciência – C² e assessora de comunicação do Mudi, Ana Paula Machado Velho, selecionaram alguns destaques.

O primeiro foi a inovação trazida por Gabi Emmerich e Cris Ramos (foto acima), da Ilustraria Desenho Criativo. A dupla realizou o processo de facilitação gráfica, criando esquemas visuais de resumo do que estava sendo dito pelos oradores do evento. “É sempre bacana porque oferecemos o serviço, mas também aprendemos muito. Neste caso, sobre o que o Estado vem fazendo para desenvolver a ciência no Paraná”, disse Gabi.

Desafiamos a ilustradora do C², Hellen Vieira, a resumir o evento com uma imagem e ela produziu essa abaixo. A ideia foi mostrar que os fatores principais que não podem ser esquecidos quando se fala em desenvolvimento científico e tecnológico são: a atenção aos recursos humanos e direcionamento adequado e eficientes dos recursos financeiros. Para a equipe do NAPI, esses são os pontos focais que, se valorizados, podem ser a base para o desenvolvimento científico e tecnológico sustentável.

Autoridades do Governo do Estado, das Instituições de Ensino Superior e a comunidade científica participaram, nesta quarta-feira, dia 3 de abril, da abertura da 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná. Representantes do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) e do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência estavam entre as 600 pessoas que lotaram o auditório do câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba.

Estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade
civil organizada foram convocados para discutir as prioridades para a ciência, tecnologia e inovação, a fim de impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável com base no conhecimento. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o objetivo da Conferência é apontar sugestões em âmbito estadual para subsidiar a
Conferência Regional Sul, que ocorre em 25 e 26 de abril, também na capital
paranaense, e a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será
realizada em junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em
Brasília (DF).

Estadual – No Paraná, a iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação,
Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O
evento conta, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior
públicas e privadas paranaenses, como a UEM.

A cerimônia de abertura contou com as boas-vindas da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UTFPR, Claudia Xavier, organizadora institucional do evento. A professora falou que “é um presente e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme organizar as propostas que vão compor a política de C,T & I do Paraná, da região Sul e do Brasil”.

Claudia falou logo após o anfitrião do evento, o reitor da UTFPR, Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho. Ele saudou os presentes e agradeceu a todos que colaboraram para a realização da Conferência.

Schiefler foi saudado, em seguida, pelo presidente da União Paranaense dos Estudantes, João Scandolara, que lembrou que a reconstrução do país, após um período de descrença em relação à ciência, passa pela mão dos professores, alunos e técnicos, apoiados pelos recursos investidos em educação. “Só desta forma vamos avançar em uma produção tecnológica com características brasileiras”.

A secretária geral da SEI, Jéssica Ieger, representando o secretário da pasta, Marcos Rangel, lembrou que a equipe da Secretaria trabalha para aproximar a C,T & Inovação da população paranaense e, por isso, torce pelo sucesso do evento.

A reitora da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Salete Cirino, representou a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior (Apiesp), em nome do presidente, o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Miguel Sanches Neto, e pediu que os participantes da Conferência façam “as transformações que a sociedade necessita para uma vida melhor”.

Agência – O presidente da Fundação Araucária (FA), Ramiro Wahrhaftig, foto abaixo, disse que as ações do Estado em relação à área estão cada vez mais sendo apoiadas pela classe política e isso precisa ser reforçado por todos os atores que atuam para o fortalecimento da ciência.

“A Assembleia Legislativa vem apoiando a política de ciência e tecnologia, aprovando o aumento da quantidade de recursos a serem investidos na área e aprovando leis de incentivo como a possibilidade de redirecionamento da carga tributária das empresas para a C&T”, destacou Wahrhaftig. O deputado Fábio Oliveira, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Alep, disse que essa é uma forma do Legislativo valorizar a importância da ciência para as pessoas.

O procurador Diogo Luiz Rodrigues representou o procurador-geral do Estado, Luciano Borges. Rodrigues está entre os principais articuladores da PGE nas ações a favor da C,T & I no Paraná. “Não basta mudar a cultura, é preciso instrumentalizar essa transformação por meio dos órgãos de controle como a PGE”, disse.

O governo federal foi representado pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Guila Calheiros. Ele lembrou que, depois 14 anos, o Ministério retoma as Conferências da área com a participação dos 27 estados. “Essa é uma forma de garantir a criação de estratégias que possam construir um sistema efetivo de C, T & I compartilhado e sustentável no nosso país”, disse o secretário. Ele ainda anunciou a vinda da ministra do MCTI, Luciana Santos, na Conferência Regional sul.

SETI – Fechando a cerimônia, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, foto abaixo, disse que foram investidos R $ 1,2 milhão para a realização das duas conferências no Paraná, que cresceu 7,85% em 2023, registrou um aumento do PIB de 5,95%, de acordo com o Ipardes; é o terceiro estado em competitividade do Brasil; e o primeiro em sustentabilidade.

“Estamos investindo cada vez mais em C&T. Esse ano, temos um orçamento de R$ 708 milhões. A manutenção desses investimentos está nas nossas mãos. Se forem investidos de forma correta, ninguém poderá dizer que devem ser dirigidos a outra área. Por isso, realizamos as Conferências. Vamos cumprir nosso papel de contribuir para o debate em nível local, regional e nacional”, concluiu Bona.

Painel – O primeiro painel do evento deu sequência à programação: Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná. A assessora da Secretaria de Estado da Seti, Erika Juliana Dmitruk; o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Marcio Spinosa, foto abaixo;  o diretor de Ecossistema de Inovação da SEI, Giles César Balbinotti; o coordenador de Ecossistemas de Inovação da SEI, Marcus Friedrich Von Borstel; e o procurador do Estado do Paraná, Diogo Luiz Cordeiro Rodrigues apresentaram o que suas instituições vêm fazendo pela C&T no Estado. A mediação foi do diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), Marcos Aurelio Pelegrina.

À tarde, sete grupos de trabalho realizaram discussões de temas específicos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; juventude, formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; e desenvolvimento social e inclusão.

A programação continua nesta quinta, dia 4, com a palestra Oportunidades de Cooperação com a União Europeia nos Temas da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, e a continuação dos GTs.

Evento é uma prévia para as discussões da Conferência Regional de C&T, que ocorre no final do mês com participantes de SC e RS

O Governo do Estado promove a 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, neste mês de abril.  As inscrições estão abertas até esta quarta-feira, dia 3, quando tem início a programação, no câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar das atividades com representantes de diferentes projetos.

A Conferência prevê a participação cidadã. A expectativa é de 400 pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o objetivo do evento é debater as prioridades para a ciência, tecnologia e inovação, a fim de impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável com base no conhecimento. Do NAPI Paraná Faz Ciência, participam representantes do Conexão Ciência – C² e do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

O resultado das discussões em âmbito estadual será utilizado para subsidiar a Conferência Regional Sul, que ocorre em 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. A programação regional envolve participantes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Estadual – No Paraná, a iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O evento conta, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.

No ato da inscrição, os inscritos devem escolher um dos sete grupos de trabalho para participarem da discussão de temas específicos. Os conteúdos abrangem diferentes eixos temáticos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; juventude, formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; e desenvolvimento social e inclusão.

O diretor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Luiz Marcio Spinosa, destaca a importância do debate participativo para o fortalecimento de políticas públicas na área de ciência, tecnologia e inovação. “Os dois encontros vão permitir que a sociedade defina as demandas para o futuro da ciência, tecnologia e inovação, contribuindo com a comunidade cientifica para coletar o máximo de ideias e sugestões”, afirma.

Preparação – Em todo o território brasileiro, os eventos estaduais e regionais precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada em junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF). Os documentos compilados nos eventos regionais vão contribuir para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.

Serviço

5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná

Data: 3 e 4 de abril

Local: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Curitiba

Inscrições AQUI