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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Alunos da Rede de Clubes de Ciências Paraná Faz Ciência também mostraram suas pesquisas no palco 4

Participantes da Semana Araucária conheceram os projetos do NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/NAPI PRFC)

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência pode ser definido como ‘a rede das redes’, ou seja, é responsável pela gestão de uma variedade de projetos e iniciativas envolvendo 14 instituições de ensino superior do Paraná na construção de uma cultura científica de forma que as pessoas entendam e valorizem a ciência feita no estado. Modelo de organização em rede no país para a popularização da ciência, o NAPI apresentou os resultados das ações no último dia da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). 

“Ao divulgar a ciência de forma criativa e interativa, o objetivo é despertar o interesse e identificar jovens talentos para o universo do conhecimento e possam seguir a carreira acadêmica e se tornar cientistas, como eu”, afirmou a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e articuladora do NAPI PRFC, Débora de Mello Sant’Ana, durante a apresentação, no Palco 4 do evento.

Em ação desde 2021, atualmente o Arranjo de Pesquisa é composto por 110 pesquisadores de 14 distribuídos em quatro grandes projetos em rede que trabalham para criar ambientes que envolvam os paranaenses com a ciência e a tecnologia: site Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Quintas de CiênciaRede de Clubes Paraná Faz Ciência, Rede de Museus de Ciências e eventos de ciência como o Paraná Faz Ciência e as Feiras de Ciência e Cultura, de Curitiba, e litoral.

Articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora de Mello Sant’Ana e Rodrigo Arantes Reis (Foto/NAPI PRFC)

Tudo é feito de forma a proporcionar às crianças, adolescentes e adultos uma nova perspectiva sobre o mundo. Com fomento da Fundação Araucária (FA) e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o NAPI PRFC já soma mais de R$ 40 milhões em recursos, a grande parte da FA, para gestão de projetos, de pessoal, infraestrutura, materiais e publicações.  

De acordo com outro articulador do NAPI PRFC, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rodrigo Arantes Reis, “estamos vencendo o grande desafio que é gerenciar todas as demandas das redes, com desempenho espetacular no engajamento dos paranaenses nas ações e eventos.   

Todas as apresentações estão disponíveis no canal do YouTube da Fundação Araucária

Rede de Clubes Paraná Faz Ciência

Dez clubes da Rede Paraná Faz Ciência levaram ao público do evento não apenas as pesquisas desenvolvidas em suas escolas durante esta quinta-feira (12), mas também um pouco da vivência que faz parte do cotidiano de um clube de ciência. Participaram da atividade estudantes e professores dos clubes do Colégio Estadual Professor Máximo Atílio Asinelli, Colégio Estadual Lúcia Bastos, Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior, Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva, Colégio Estadual Herbert de Souza e Colégio Theodoro de Bona. Também estiveram presentes dois clubes da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência, do Colégio Estadual Euzébio da Mota e do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto.

Clubes da Rede Paraná Faz Ciência encerram a Semana Araucária (Foto/NAPI PRFC)

As pesquisas apresentadas abordam temas diversos, que vão desde o uso de plantas medicinais até soluções tecnológicas e ambientais. Entre os trabalhos apresentados estavam estudos sobre foguetes capazes de lançar sementes para reflorestamento de áreas degradadas, investigações sobre bullying no ambiente escolar e propostas para evitar a infestação de pombos em determinados espaços urbanos.

Para muitos estudantes, a participação na Semana Araucária foi a primeira experiência em um evento científico. É o caso dos integrantes do clube Cross Tech Science Portinari, da Escola Municipal CAIC Cândido Portinari, em Curitiba. O professor Roni Zanatta explica que a presença no evento representa uma oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido pelos estudantes e também de inseri-los no ambiente da ciência. “O nosso clube se chama Cross Tech Science Portinari, é um nome novo. Atualmente, a gente tem dez integrantes, que começaram agora há pouco tempo, porque houve uma troca de participantes.”

Segundo o professor, apresentar o projeto em um evento científico também ajuda a dar visibilidade ao potencial de produção científica existente nas escolas públicas. “É um evento científico, então é onde a gente pode mostrar o que a gente faz, como estamos trabalhando. E mostrar que, mesmo nas regiões mais periféricas da cidade, existem condições de produzir ciência de alto nível, mesmo em uma escola de ensino fundamental.”

Além de divulgar os projetos, a experiência também contribui para que os estudantes compreendam melhor como funciona o processo científico, incluindo a comunicação dos resultados. “É a primeira vez que meus alunos participam de um evento científico. Então eles conhecem não só a produção da ciência, mas também a divulgação dos dados. E ainda conseguem fazer contatos, construir redes, o que é muito importante na ciência.”

Entre os clubistas que se apresentaram estava Maíra de André Ribeiro, do Clube Bona, de Almirante Tamandaré. Para ela, o evento é uma oportunidade de compartilhar o conhecimento produzido no clube e ampliar a conscientização sobre questões relacionadas ao território onde vivem. “Acho que é importante estar aqui porque, além da divulgação do nosso clube, também é uma forma de conscientizar as pessoas por meio da nossa pesquisa.” 

O trabalho desenvolvido pelo grupo parte da observação de um espaço próximo à comunidade escolar. “A nossa pesquisa foi sobre o parque da nossa região. Acho que é muito bom entender o ambiente com o qual a gente convive e saber o que estamos fazendo”, acrescentou Maíra.

O NAPI PRFC divulgou o e-book ‘Ciência é Para Meninas’, uma produção da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker. Este volume é um convite para você mergulhar no universo das “clubistas”, meninas que transformam curiosidade em projetos reais e mostram que o Paraná é um celeiro de mentes brilhantes e inovadoras.

Percepção da Ciência

Os resultados da primeira ‘Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação 2025’ pelos paranaenses foi apresentada na Semana Araucária pela bolsista pós-doc da Rede Paraná Faz Ciência, Tamara Domiciano, objeto de sua tese de doutorado. De acordo com a pesquisadora, os dados revelam que os paranaenses confiam na ciência e nos cientistas, e têm interesse em conhecer mais sobre CT&I. 

“Um indicador importante para a definição de políticas públicas que a pesquisa revela é que as pessoas querem mais investimentos em ciência e tecnologia, inclusive com a construção de novos espaços museais, já que mais de 25% dos paranaenses não tem um museu próximo”, salienta Tamara.

Tamara Domiciano bolsista BTN do NAPI PRFC, na Semana Araucária CT&I de 2026 na Semana Araucária CT&I 2026 (Foto/NAPI PRFC)

Em sua apresentação, a pesquisadora também enfatizou a vivência das pessoas em relação às fake news,  no que se refere à ciência. “Apesar da maioria acreditar nas mudanças climáticas, nas vacinas e na evolução da nossa espécie, em torno de 60% assume que disseminam notícias falsas, mesmo sabendo que não são verdadeiras, ou sem chegar em fontes confiáveis”, alerta. 

O projeto executivo da Primeira Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná 2025 está acessível no e-book para pesquisadores, gestores e sociedade civil. 

Aparato expositor

Outra novidade apresentada na Semana Araucária como mais um produto do NAPI Paraná Faz Ciência é o protótipo de um expositor portátil de divulgação científica desenvolvido para circular por diferentes espaços e eventos. O modelo foi concebido pelo professor de Design da UFPR, Vinícius Miranda de Morais, em parceria com o bolsista técnico que auxiliou a criação, Giuliano Perreto.

Vinicius Miranda de Morais (à esquerda), professor de Design da UFPR, e Giuliano Perreto, bolsita técnico do projeto do NAPI PRFC (Foto/NAPI PRFC)

“Foram quase dois anos desde a concepção e o protótipo. Agora, estamos na fase de feedbacks para os ajustes antes de começar a produção das unidades iniciais”, informa Morais. Serão entregues 25 exemplares do produto para a apoiar a comunicação das pesquisas realizadas por diferentes Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) do Paraná. O aparato foi pensado para ser adaptável à natureza de cada pesquisa, podendo ser montado em diferentes configurações.

Conexão Ciência – C²

Para finalizar a participação na Semana Araucária, a bolsista Milena Massako Ito, da equipe de comunicação do projeto Conexão Ciência – C², fez uma apresentação da plataforma de divulgação científica, que reúne mais de 400  matérias desde julho de 2021, mostrando a ciência de forma colorida, criativa e atraente por diferentes conteúdos, como textos explicativos, imagens, ilustrações autorais e exclusivas, podcasts e outros conteúdos educativos e jornalísticos. 

Já o bolsista Guilherme de Souza explicou como foi a produção do conteúdo dos 51 NAPIs para a plataforma IAraucaria e como são produzidas as matérias a partir do contato com os pesquisadores, o tratamento das informações e produção do conteúdo multimídia, sob a coordenação editorial da jornalista Ana Paula Machado Velho. 

Na sequência, Luca Higashi apresentou os novos volumes dos e-books com o conteúdo do site do C² de 2023, organizados ano passado e lançados na Semana Araucária 2026. No site do Paraná Faz Ciência, é possível acessar os cinco volumes do e-book da produção de 2021 e 2023.

Equipe do Conexão Ciência – C² que participou da Semana Araucária de CT&I 2026: Silvia Calciolari (à esquerda), Débora de Mello Sant’Ana, Ana Paula Machado Velho, Guilherme de Souza, Lucas Higashi, Milena Massako Ito, Gustavo Batman e Luiza da Costa (Foto/NAPI PRFC)

O NAPI PRFC também divulgou o e-book ‘Ciência é Para Meninas’, uma produção da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker. Este volume é um convite para você mergulhar no universo das “clubistas”, meninas que transformam curiosidade em projetos reais e mostram que o Paraná é um celeiro de mentes brilhantes e inovadoras.

Clube de Ciências CCT une saberes ancestrais e pesquisa acadêmica para promover a agroecologia e o resgate de sementes crioulas

A imagem mostra sete mulheres, entre jovens e uma adulta, posam lado a lado em um gramado ensolarado com árvores ao fundo. Elas sorriem levemente, vestindo roupas casuais e uniformes escolares. A foto captura o grupo da cintura para cima em um ambiente natural e acolhedor.
Integrantes do Clube de Ciências CCT (Foto/Silvia Zamboni)

Com pouco mais de um ano de trajetória consolidada, o Clube de Ciências CCT (Conhecimento Científico Tradicional), do Colégio Estadual Bom Jesus, em Bom Jesus do Sul (PR), tornou-se um modelo com sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Silvia Zamboni Maria, o projeto utiliza a horta como um laboratório vivo para investigar formas sustentáveis de agricultura, resgatando conhecimentos tradicionais em contraponto à artificialização das relações com o ambiente herdadas da Revolução Verde e da industrialização dos alimentos. 

O trabalho, que conta com a parceria estratégica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, propõe uma imersão prática onde a ciência acadêmica valida o saber popular em prol de uma vida mais saudável para toda a comunidade.

A essência do Clube de Ciências CCT reside no resgate de sementes crioulas e práticas de cultivo que aproximam diferentes gerações. Ao trazer para o cenário atual técnicas que eram utilizadas por pais e avós, os alunos aplicam teorias em investigações que resultam em benefícios reais. Exemplo disso é a produção de velas repelentes e o fornecimento de alimentos para a cantina do colégio, como alface, rabanete e cenoura, além de plantas medicinais essenciais à pesquisa do grupo, como a artemísia, a catinga-de-mulata, a pulmonária e a mil-em-folhas. Todo esse processo de observação e pesquisa permite que os alunos desenvolvam pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas através de uma vivência direta com a natureza.

A imagem mostra o close das mãos de um estudante despejando um líquido verde-escuro de um recipiente de vidro em pequenos copos brancos. Os copos possuem pavios sustentados por palitos de madeira. A cena ocorre sobre uma bancada de laboratório clara, mostrando o processo de fabricação das velas repelentes.
Produção de velas no laboratório da UFFS (Foto/Silvia Zamboni)

Com uma bagagem rica de aprendizado e colaboração, o clube ultrapassou os muros da escola: reforçou as conexões familiares e compartilhou seus projetos na 1ª Mostra Feira de Clubes de Ciências, em Guarapuava, onde os clubistas apresentaram resultados e trocaram experiências com outros grupos. Para os membros do CCT, o clube proporciona um ambiente valioso para aprender, pesquisar e se aperfeiçoar nas práticas científicas, enquanto fortalecem laços de amizade e cooperação. Ao aliar preservação do patrimônio cultural e defesa do meio ambiente, o CCT demonstra ser mais que um espaço de cultivo; é um espaço que estimula a cultura científica nos alunos, preparando-os para proporem soluções reais para o mundo atual.

Projetos e produtos serão apresentados na Semana de CT&I, realizada em Curitiba no campus da Fiep

Estandes do NAPI Paraná Faz Ciência na Semana Araucária CT&I 2026 (Foto/NAPI PRFC)

A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) está apresentando o que vem sendo desenvolvido nas Instituições de Ensino Superior (IES) em termos de pesquisas que possam impactar a sociedade. Neste contexto, o Novo Arranjo de Pesquisa a Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) se tornou referência para o país quando a estratégia é popularização da ciência.

“O mais importante dos Arranjos de Pesquisa e as ações que desenvolvemos é o Paraná Faz Ciência, no sentido de consolidar a posição do Estado do Paraná, cada vez mais, em termos de uma ciência e tecnologia consistente. A promoção e divulgação da ciência é fundamental para atrair novos valores e estimular crianças e jovens a seguirem a carreira de cientista”, enfatizou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig. 

Em sua fala na abertura do evento, Wahrhaftig afirmou que a promoção da ciência é fundamental para a nova sociedade do conhecimento. “A ciência e tecnologia têm valor intrínseco, como os quase 300 Clubes de Ciências, as Quintas da Ciência, a Rede de Museus de Ciências, e muito mais que está à disposição dos paranaenses”, completou o presidente.

Presidente da Fundação Araucária, professor Ramiro Wahrhaftig (Foto/NAPI PRFC)

Percepção da ciência

No estande do NAPI Paraná Faz Ciência, os visitantes da Semana Araucária podem conhecer os projetos e produtos desenvolvidos no programa, como o site Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o projeto Quintas de CiênciaRede de Clubes Paraná Faz Ciência e Rede de Museus de Ciências, além de promover o lançamento de novos e-books do C². Durante três dias, o visitante poderá ter acesso a dados com a performance de cada projeto, por meio de tablets, vídeos institucionais e interação com gestores e bolsistas. 

De acordo com Tamara Domiciano, bolsista pós-doc da Rede PRFC, “estamos divulgando os inúmeros materiais de Ciência Cidadã como forma de estimular as pessoas a participarem da coleta de dados de ciência no seu espaço, cidade, na sua casa”. 

Tamara Domiciano (à direita) e Marcely Vallasky, bolsista BTN do NAPI PRFC, na Semana Araucária CT&I de 2026 (Foto/NAPI PRFC)

A pesquisadora também enfatizou o acesso das pessoas ao relatório executivo da Pesquisa de Percepção da Ciência. “A ideia, nesta Semana Araucária, é mostrar um pouco de tudo o que a gente está produzindo em termos de divulgação da ciência, uma grande oportunidade para trocar informações, desenvolver network e manter contato com a população”, assegura Tamara.

Valorização da ciência

Além de destacar o apoio e investimento nos Novos Arranjos, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, também referenciou o NAPI PRFC como uma efetiva ação de comunicação do conhecimento científico. “O próprio Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação já coloca o Paraná como o estado do país que tem a mais robusta estratégia de popularização da ciência”, disse o secretário.

Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona (Foto/NAPI PRFC)

Bona lembrou que entre as diversas ações estão a realização de vários eventos para divulgar a ciência.  “O nosso Paraná Faz Ciência, que está indo para a quinta edição esse ano, já é o maior evento de divulgação científica do país pelo número de pessoas que ele movimenta. Em 2025, foram mais de 42 mil, efetivamente, participantes do evento”, salientou Bona.

Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, a popularização da ciência é uma estratégia para transformar o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Paraná num bem comum para a sociedade paranaense, como criação de riqueza e qualidade de vida.

Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa (Foto/NAPI PRFC)

“O NAPI Paraná Faz Ciência nos ajuda, permitindo que pesquisas que estão sendo feitas nos nossos laboratórios e universidades sejam comunicadas com uma roupagem e linguagem de forma que todos possam entender”, avaliou Spinosa. 

Projetos que envolvem inteligência artificial no campo, robótica educacional, análise de alimentos, tecnologia aeroespacial e estudos sobre o universo estão entre as iniciativas apresentadas no primeiro dia de estandes da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, que está sendo realizada em Curitiba, entre os dias 10 e 12 de março. Promovido pela Fundação Araucária, o evento reúne pesquisadores, universidades, empresas e gestores públicos para demonstrar como os investimentos em ciência no Paraná estão se transformando em inovação e soluções para a sociedade paranaense. 

Na primeira tarde do evento, os estandes dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apresentaram resultados de projetos que integram universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo em diferentes regiões do estado. Um dos destaques foi o NAPI Aeronaves, que exibiu um protótipo de integração entre um simulador de voo e um sistema físico de controle de aeronave. Segundo o pesquisador da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Marco Wehrmeister, a tecnologia permite reproduzir em bancada os comandos de um avião em tempo real.

Na área agrícola, o NAPI Enfezamento do Milho mostrou uma solução baseada em inteligência artificial para monitorar a cigarrinha-do-milho, inseto responsável por grandes prejuízos na produção. O pesquisador do IDR-Paraná, Ivan Bordin, demonstrou um aplicativo que automatiza um processo que hoje ainda é manual. “A inteligência artificial permite fotografar a armadilha e contar automaticamente os insetos, registrando e enviando os dados pela internet”, afirmou. 

Também voltado ao setor agroindustrial, o NAPI Erva-Mate expôs mudas selecionadas e novos produtos derivados da planta, com maior valor agregado, como biscoitos e bebidas. De acordo com o presidente da Sustentec, Euclides Junior, o objetivo é ampliar as possibilidades de mercado.

O NAPI Educação para o Futuro trouxe para a Semana Araucária uma série de painéis e indicadores específicos da Educação Básica do Paraná, trazendo a primeira camada de dados e a concepção do portal do Observatório da Educação, além da estrutura do repositório institucional.

Outro estande presente no primeiro dia de evento, o NAPI Robótica, exibiu um protótipo de robô. Entre as iniciativas do Arranjo está um programa em escolas públicas em que estudantes aprendem a programar robôs e participar de desafios tecnológicos. Já o NAPI RMN, apresentou aplicações da ressonância magnética nuclear para análise de alimentos e bebidas. Um dos exemplos mostrados foi o trabalho realizado durante a crise do metanol em bebidas alcoólicas. “Analisamos quase mil amostras de bebidas do Paraná e não encontramos nenhuma contaminada”, relatou o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Andersson Barison.

Além das aplicações tecnológicas e industriais, a programação também traz pesquisas em áreas como a astronomia. O NAPI Fenômenos Extremos do Universo participa de projetos internacionais e apresentou o site do Arranjo. “Nosso principal projeto é um telescópio de raios gama que vai integrar um grande consórcio  internacional para estudar fenômenos de altíssima energia no universo”, explicou o professor da UTFPR, Alexandre Mello.

O NAPI Corpo em Movimento apresentou vestimentas e acessórios do projeto que leva a prática de lutas marciais para escolas públicas do Paraná. Outro exemplo de cooperação científica é o NAPI Trinacional, que reúne pesquisadores do Brasil, Paraguai e Argentina para estudar questões urbanas, sociais e ambientais na região de fronteira. Para o evento, o grupo levou o primeiro livro publicado pelo Arranjo, com reflexões iniciais sobre a metrópole trinacional.

O NAPI Sudoeste apresentou pesquisas voltadas às demandas regionais, como estudos sobre a qualidade da água e do solo por meio de bioindicadores, além do desenvolvimento de novas membranas com reaproveitamento de resíduos industriais para aplicações em saúde e nutrição.

O NAPI Space exibiu uma plataforma própria de coleta e processamento de dados espaciais, reduzindo a dependência de equipamentos importados e ampliando aplicações em áreas como agricultura de precisão, planejamento urbano e monitoramento ambiental.

No estande do NAPI Paraná Faz Ciência, os visitantes puderam conhecer os projetos e produtos desenvolvidos no programa, como o site Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o projeto Quintas de Ciência,  Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e Rede de Museus de Ciências, além de promover o lançamento de novos e-books do C². “Durante três dias, o visitante poderá ter acesso a dados com a performance de cada projeto, por meio de tablets, vídeos institucionais e interação com articuladores e bolsistas”, adiantou Tama Domiciano, bolsista pós-doc do NAPI PRFC.

O recém criado NAPI Governança e Bioinovação também esteve presente na primeira tarde do evento. O professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Douglas André Roesler falou da transição do NAPI Oeste para este Arranjo voltado à governança e bioinovação, com pesquisas em gestão de dados, conectividade, energia e sanidade agropecuária, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Oeste do Paraná.

Com cerca de 800 participantes esperados ao longo da programação, a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação segue até o dia 12 de março no Campus da Indústria, em Curitiba. A proposta é aproximar a produção científica da sociedade e mostrar como os recursos públicos destinados à pesquisa se traduzem em conhecimento, inovação e desenvolvimento para o Paraná.

Com 290 clubes e cerca de 6 mil estudantes, iniciativa incentiva a investigação científica nas escolas do estado

Duas mulheres estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, atrás de uma bancada de exposição em um evento de ciência. A mulher à esquerda tem cabelos curtos e grisalhos, usa óculos e camiseta azul com logotipo institucional, além de um crachá pendurado no pescoço. A mulher à direita tem cabelos pretos e cacheados, usa óculos, blusa bege e também um crachá com cordão.
Débora Sant’Ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, e a pesquisadora Edinalva Oliveira, no estande do NAPI Paraná Faz Ciência na Semana Araucária de CT&I, em Curitiba, junto de pesquisas desenvolvidas por clubes da rede (Foto/Marilaine Martins)

O primeiro dia da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), que começou nesta terça-feira, dia 10, no Campus da Indústria, em Curitiba, destacou o papel da Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciência na promoção da cultura científica nas escolas do estado. Durante a apresentação d abertura, foi evidenciado o investimento de R$ 23,5 mi, realizado pela Fundação Araucária na Rede. Recurso que, hoje, se traduz em 290 clubes ativos em escolas de diferentes regiões do Paraná.

Atualmente, o NAPI Paraná Faz Ciência reúne cerca de 6 mil estudantes participantes, conhecidos como clubistas. Nos encontros semanais, crianças, adolescentes e jovens desenvolvem projetos de investigação orientados por coordenadores e articuladores vinculados a universidades e instituições de pesquisa.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, observa que o recurso financeiro é um elemento necessário para viabilizar a política pública, mas o principal resultado aparece nas oportunidades que se abrem para os estudantes e para as comunidades onde os clubes estão inseridos. “A implantação dos clubes amplia horizontes para os estudantes e fortalece o sentimento de pertencimento ao mundo da ciência”, afirma.

Segundo Débora, quando o investimento chega às escolas por meio dos clubes, seus efeitos ultrapassam os participantes diretos da iniciativa. “Quando pensamos em um clube de ciência, não impactamos apenas o clubista. Impactamos também a escola, a família e o entorno. Recurso público bem aplicado significa multiplicação de ações. Esse movimento se espalha como uma onda, alcançando áreas cada vez mais distantes e beneficiando também quem não participa diretamente do clube”, explica.

Essa transformação se torna visível no modo como os estudantes passam a se relacionar com o conhecimento científico dentro dos clubes, das escolas e também em seu cotidiano. Na avaliação de Josiane Figueiredo, coordenadora dos clubes vinculados à Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a experiência permite que os jovens compreendam a pesquisa como algo próximo da realidade deles. “Mais importante que o recurso em si é o capital científico que vai sendo construído. Os estudantes começam a entender o que significa fazer pesquisa e percebem que podem transformar perguntas do cotidiano em investigação”.

Josiane Figueiredo e Rodrigo Reis, articuladores da Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciência, durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), em Curitiba (Foto/Marilaine Martins)

Josiane acrescenta que os clubes também contribuem para aproximar a escola do ambiente acadêmico e ampliar o acesso dos estudantes à produção científica. “Antes, a pesquisa ficava muito concentrada dentro da universidade. Quando ela chega à escola, o estudante percebe que também pode produzir conhecimento e que a universidade pode fazer parte do caminho dele”, explica a professora.

A presença dos clubes em escolas distribuídas por diferentes regiões do Paraná também amplia o acesso à ciência em territórios diversos. Edinalva Oliveira, pesquisadora do NAPI Paraná Faz Ciência, destaca que essa capilaridade é um dos elementos centrais da iniciativa. “O Paraná tem um território amplo e quando essas ações chegam às escolas, inclusive às que estão em regiões periféricas, elas abrem horizontes muito significativos para os estudantes”, afirma.

Edinalva observa que o projeto também inclui formação continuada para professores, fortalecendo o desenvolvimento de atividades investigativas nas escolas. “O professor se apropria de novos saberes e, junto com os estudantes, consegue olhar para o território onde a escola está inserida e identificar questões que podem ser investigadas pela ciência”, destaca.

Segundo a pesquisadora, esse processo contribui para fortalecer a produção de conhecimento nas próprias comunidades. “Quem ganha não é apenas o grande centro. O território também passa a articular saberes, compartilhar experiências e construir conhecimento”, comemora.

Clubes apresentam pesquisas durante o evento

Atividade interativa no estande do NAPI Paraná Faz Ciência destaca reflexões propostas em projetos desenvolvidos por clubistas da rede (Foto/Marilaine Martins)

Ao longo da programação da Semana Araucária, o público poderá conhecer alguns projetos desenvolvidos em clubes de ciência expostos nos estandes do NAPI Paraná Faz Ciência. Além disso, na quinta, dia 12, clubistas e coordenadores de clubes vão compartilhar suas experiências com participantes do evento.

Para Edinalva Oliveira, esse momento funciona como uma espécie de culminância das atividades desenvolvidas ao longo do ano. “Os clubes mostram o que fizeram, como fizeram e dialogam com outras escolas. Esse compartilhamento de experiências torna a caminhada ainda mais produtiva”, afirma. Segundo ela, a troca entre estudantes e professores é parte fundamental do processo de produção científica. “Conhecimento não é para ficar guardado. Conhecimento é para ser compartilhado.”

A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação segue até quinta-feira, dia 12, no Campus da Indústria, reunindo pesquisadores, professores, estudantes e instituições para apresentar projetos e discutir iniciativas voltadas ao fortalecimento da ciência no Paraná.

Produzido pelo Paraná Faz Ciência Maker, o material reúne depoimentos das integrantes da Rede de Clubes Maker

Alunas do Clube Maker ‘Planeta Consciente: Paraná Faz Cultura Maker’ do Colégio Estadual do Campo Marechal Floriano Peixoto, de Grandes Rios

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Paraná Faz Ciência Maker publica “A Ciência é para as meninas”, e-book que reúne depoimentos de 67 meninas dos Clubes Makers da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker organiza os clubes de ciência com a abordagem maker em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná, ou seja, clubes que possuem foco na área da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

O projeto é uma iniciativa financiada pelo programa “Mais Ciência na Escola”, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), e foi selecionada como representante do estado na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta Capacita 13/2024 e prioriza instituições com diferentes perfis organizacionais e sociais. Estes clubes fazem parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, financiada pela Fundação Araucária e que agrega 290 Clubes de Ciências pelo Paraná.  A Secretaria Estadual de Educação também é uma das parceiras na gestão e manutenção destes clubes de ciências maker. “Integrar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência oferece apoio ampliado na gestão pedagógica e administrativa”, explica Débora de Mello Gonçales Sant’ Ana, uma das organizadoras do material e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, que criou e gere a Rede de Clubes.

O material reúne dezenas de depoimentos das meninas integrantes dos clubes e foi inspirado no e-book “Raparigas na Ciência”, do projeto Ciência Viva, de Portugal.

Capa do e-book “A Ciência é para as meninas” produzida pela ilustradora
Any Veronezi, do NAPI Paraná Faz Ciência

“Quem disse que lugar de menina não é no laboratório, entre engrenagens ou programando o próximo grande software? Este e-book nasce para provar justamente o contrário! Aqui, nas páginas da nossa Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, a gente não só faz ciência, mas constrói o futuro com as próprias mãos”, acrescenta a professora Débora.

“Ser uma menina na ciência é ter o superpoder de olhar para um problema e dizer: “eu consigo resolver isso”. Nos nossos clubes espalhados por todo o Paraná, as meninas não são apenas espectadoras; são protagonistas, inventoras e líderes”, completa a articuladora.

A coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, Mariana Aparecida Bologna Soares de Andrade, explica que, “além do impacto individual, entendemos que investir na participação de meninas, a longo prazo, poderá ter retorno social e econômico possibilitando o aumento da representatividade feminina em setores de alta demanda, reduzir a desigualdade salarial e ampliar o capital humano disponível para inovação.”

“Para o Paraná Faz Ciência Maker, a diversidade de pessoas sempre foi o eixo do projeto, atualmente 52% dos clubistas são meninas, essa representatividade só reflete todo o interesse que existe em participar de espaços de construção do conhecimento científico e tecnológico”, completa a coordenadora.

O projeto gráfico do e-book é da artista visual e bolsista técnica do NAPI Paraná Faz Ciência, Any Venonesi; a captação e edição dos depoimentos da outra bolsista e comunicadora multimídia, Carlisle Ferrari, em conjunto com a coordenadora de Comunicação do NAPI, Ana Paula Machado Velho.

“Mas esse trabalho é fruto de uma imensa vontade de divulgar a força feminina na ciência, neste Dia Internacional da Mulher. O sucesso é esforço dos bolsistas de comunicação e pedagógicos da Rede, que nos ajudaram a reunir os depoimentos e fotos das nossas cientistas makers”, finaliza Ana Paula. 

Clubistas da Rede Paraná Faz Ciência ensaiam apresentações e organizam projetos que serão apresentados durante o evento de ciência e inovação em Curitiba

Foto feita dentro de uma sala de aula. Ao centro está uma professora sorrindo, em pé, atrás de uma mesa. À frente dela estão duas estudantes sentadas, uma usando aparelho nos dentes e outra com o cabelo preso em duas tranças, trabalhando em um notebook aberto. Ao redor delas aparecem três estudantes em pé, todos usando camisetas azuis com o símbolo do Colégio Estadual Lúcia Bastos. Ao fundo há um quadro verde com anotações e um cartaz do BioClube. O grupo olha para a câmera enquanto participa das atividades do clube de ciência.
Integrantes do BioClube, do Colégio Estadual Lúcia Bastos, em Curitiba, preparam projetos que serão apresentados na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Foto/Marilaine Martins)

Integrantes de clubes da Rede Paraná Faz Ciência estão nos últimos dias de preparação para apresentar projetos desenvolvidos ao longo do último ano, durante a 1ª Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O evento será realizado nos dias 10, 11 e 12 de março, no Campus da Indústria, em Curitiba.

A rede reúne atualmente 290 clubes no Paraná, entre Clubes de Ciências, Clubes Maker e Clubes de Meninas na Ciência, formados por estudantes e professores que desenvolvem atividades de investigação científica e divulgação do conhecimento em escolas do estado. Durante a programação da Semana Araucária, dez clubes da rede apresentarão seus projetos: sendo seis clubes de ciência, dois clubes maker e dois clubes de meninas na ciência.

Promovida pela Fundação Araucária, a Semana Araucária foi criada para fomentar o debate sobre políticas públicas em ciência, tecnologia e inovação e educação, além de ampliar o acesso da população aos avanços científicos em diferentes áreas do conhecimento.

A programação inclui palestras, conferências, mesas-redondas, painéis, webminicursos e espaços de articulação entre representantes do governo, da academia, do terceiro setor e da iniciativa privada. Também integram o evento a 4ª Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) e a 1ª Rodada de Negócios de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Na reta final, clubes revisitam pesquisas e projetos para apresentar na Semana Araucária

Nos clubes que participarão do evento, os encontros mais recentes têm sido dedicados à organização dos projetos e à preparação do que será levado para o evento. No BioClube, do Colégio Estadual Lúcia Bastos, em Curitiba, enquanto alguns clubistas revisam os trabalhos desenvolvidos e discutem a melhor forma de apresentá-los ao público, outros se dedicam à produção do sabão sustentável, resultado de uma das pesquisas do grupo e que também estará presente na Semana Araucária.

Clubistas do BioClube preparam nova remessa de sabão ecológico para apresentar na Semana Araucária (Foto/Marilaine Martins)

Além do projeto relacionado ao reaproveitamento do óleo, o clube também desenvolveu um trabalho sobre o Rio Iguaçu, que resultou na produção de uma cartilha com informações sobre a importância do rio e os impactos da poluição. “Na última feira de ciências que teve, eu não consegui ir apresentar. Então fiquei feliz que dessa vez vou poder ir”, conta Helena Borges, de 12 anos, uma das integrantes do clube. “O projeto do Rio Iguaçu é para as pessoas conhecerem mais sobre o rio e sobre as coisas erradas que fazem com ele. E o do sabão mostra que, em vez de jogar o óleo fora e poluir, a gente pode reutilizar para fazer sabão”, explica.

A coordenadora do clube, professora Lucimary Pesaroglo, destaca que o chamado para participar do evento foi recebido com entusiasmo pelos estudantes. “Para a gente foi uma surpresa bem legal, porque é sempre bom ser lembrado. Isso quer dizer que o nosso clube está realizando atividades que fazem efeito na comunidade escolar e na comunidade científica”, afirma. Segundo ela, a preparação agora envolve principalmente a organização da apresentação oral. “Ao mesmo tempo que eles ficaram bastante animados, também estão um pouco nervosos em falar em público. Por isso estamos organizando as falas e ensaiando.”

No Clube Bona, do Colégio Estadual Theodoro de Bona, em Almirante Tamandaré, os estudantes também dedicam os encontros recentes à preparação para a apresentação no evento. Um dos projetos desenvolvidos pelo grupo investiga a qualidade da água a partir da identificação de macroinvertebrados, organismos que ajudam a indicar as condições ambientais de rios e lagos.

Jogo de cartas educativo desenvolvido pelo Clube Bona também será apresentado no evento (Foto/Marilaine Martins)

A pesquisa deu origem a diferentes desdobramentos. Entre eles estão a criação de um site, onde os estudantes apresentam a trajetória do projeto e os resultados obtidos, e o desenvolvimento de um jogo de cartas educativo, que será levado ao evento.

Rhyana Cardoso, de 15 anos, conta que tem revisado os conteúdos das pesquisas para preparar a apresentação. “Estou relendo os conteúdos para falar direitinho. Estou um pouco nervosa porque vamos subir no palco para falar sobre o nosso clube”, afirma. “A preparação do clube está indo bem também. Está tudo organizado.”

A experiência no clube, segundo Rhyana, também tem estimulado a curiosidade científica. “A gente gosta de descobrir as coisas, entender como os animais funcionam, como são as células. Isso promove curiosidade e vontade de estudar.” Ela acredita que a experiência também pode influenciar escolhas futuras. “Quando a gente entra no clube, se abre bastante essa área da ciência, da biologia. Isso incentiva.”

Da escola para o mundo

Apresentar os projetos desenvolvidos nos clubes de ciência em eventos e outros espaços de circulação do conhecimento permite que os clubistas levem para além da escola as experiências construídas ao longo das pesquisas. Mas o resultado vai além da comunicação científica.

No Colégio Estadual Lúcia Bastos, em Curitiba, a diretora Rozangela Barbosa de Sales observa que momentos como esses ajudam os alunos a perceber que o universo de possibilidades não se limita ao ambiente escolar. “Eles percebem que o espaço deles não é só esse espaço da escola. É um espaço muito amplo. A ciência leva eles para conhecer o mundo”, afirma.

Segundo ela, o contato com a ciência também contribui para que os estudantes passem a visualizar caminhos acadêmicos e profissionais que muitas vezes não pareciam próximos de sua realidade. “Eles entendem que podem mudar a própria realidade enquanto estudantes e que, no futuro, podem estar dentro de uma universidade ou participando de pesquisas”.

Dentro da Rede Paraná Faz Ciência essas experiências já cruzaram fronteiras. Estudantes que participam de clubes de ciência da rede integram programas de intercâmbio, como o Ganhando o Mundo, do Governo do Estado do Paraná e também já participaram de iniciativas internacionais como o programa Sustainable Living Innovators (SLI), realizado em Portugal, a partir de iniciativas do Paraná Faz Ciência e da Fundação Araucária. Nesses contextos, os alunos levam para outros países conhecimentos construídos dentro dos clubes e têm a oportunidade de compartilhar suas pesquisas e aprendizados em diferentes ambientes.

Aluna do Clube de Ciências Cientistas do Jardim, em Toledo, aposta em alternativa natural para reduzir a proliferação do mosquito da dengue em recipientes com água parada

A estudante Izabela Maria Belotto usando o uniforme para representar a escola de jaleco, clubista do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, desenvolveu um sachê à base de extratos vegetais capaz de controlar o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor da dengue, como é visto nos tubos em que ela está manuseando com as mãos. Justifica a proposta da clubista que foi utilizar compostos naturais de plantas como alternativa mais sustentável no controle do vetor.
As etudante Izabela Belotto trabalha com um sachê sustentável que combate as larvas do mosquito da Dengue (Foto/Arquivo pessoal)

Uma pesquisa desenvolvida em um clube de ciências da cidade de Toledo chamou atenção pelo potencial de impacto na saúde pública. A estudante Izabela Maria Belotto, clubista do Clube Cientistas do Jardim, no Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, desenvolveu um sachê à base de extratos vegetais capaz de controlar o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor da dengue.

Clubista realizando análises químicas (Foto/Arquivo pessoal)

O projeto, que foi orientado pela professora Dioneia Schauren, partiu de um problema recorrente: a presença de água parada em recipientes domésticos, que favorece a proliferação do mosquito. A proposta da clubista foi utilizar compostos naturais de plantas como alternativa mais sustentável no controle do vetor.

A pesquisa foi desenvolvida ao longo de 2025, período em que foram testados diversos extratos vegetais em diferentes fases do desenvolvimento das larvas do mosquito. Os resultados mostraram-se promissores, com alguns extratos alcançando 100% de mortalidade das larvas nos testes realizados. A partir desses dados, a estudante avançou para a etapa de desenvolvimento de um sachê funcional.

A estudante processa o material da pesquisa em laboratório (foto/Arquivo pessoal)

A ideia do produto foi possibilitar o uso prático pela população, permitindo  aplicação em cisternas, vasos de plantas e outros recipientes que eventualmente acumulem água parada. Além de contribuir para o controle do mosquito, a solução buscou reduzir a dependência de agroquímicos, alinhando saúde pública e sustentabilidade ambiental.

A pesquisa, uma das várias que foram desenvolvidas ao longo de 2025 pelo clube, demonstra o potencial em  gerar soluções concretas para problemas reais da sociedade. O trabalho encerrou seu ciclo inicial com resultados promissores e pode avançar para novas etapas de aprimoramento e validação em estudos futuros.Para acompanhar mais sobre este e muitos outros projetos desenvolvidos no clube de ciências Cientistas do Jardim, visite e siga o perfil no Instagram @cdc_cienciasjpa.

Serão três dias com uma programação que reúne, em Curitiba, mostra de projetos de divulgação científica,  clubes de ciência, lançamento de e-books e muito mais

Equipe do NAPI Paraná Faz Ciência participa da III Semana dos NAPIs 2025, em Curitiba (Foto/NAPI PRFC)

A divulgação científica estará em foco no estande do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) 2026. O evento ocorre de 10 a 12 de março, no Campus da Indústria (FIEP), em Curitiba, com objetivo de integrar pesquisa, governo e setor produtivo do Paraná.

O NAPI Paraná Faz Ciência é formado por um grupo de pessoas que trabalha para criar ambientes que envolvam os paranaenses com a ciência e a tecnologia. A ideia é proporcionar às crianças, aos adolescentes e aos adultos uma nova perspectiva sobre o mundo. O Arranjo busca fomentar a extensão, a ciência cidadã e a divulgação do conhecimento científico, ampliando o interesse dos jovens por carreiras científicas e promovendo a inclusão e a diversidade. 

A articuladora do NAPI PRFC, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana, explica que o Arranjo “é uma rede de diferentes ações e atores na área de popularização da ciência, que busca contribuir para o aumento da cultura científica no estado do Paraná e aproximar jovens e crianças no mundo da ciência”. 

Segundo Débora, estas ações são muito importantes para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico de nosso estado e de todo o país. “Expor o que NAPI Paraná Faz Ciência produz na Semana Araucária é algo muito especial, porque é o momento de fazer um balanço das metas cumpridas e de realizar entregas para o povo paranaense”.

Participantes poderão conhecer os dados finais sobre a Feira de Cultura Científica (FECCI 2025), realizada em Curitiba em novembro, que teve mais de 15 mil visitantes (Foto/NAPI PRFC)

Durante o evento, integrantes do NAPI PRFC apresentarão aos participantes da Semana Araucária os projetos de divulgação científica, como o site Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Quintas de CiênciaRede de Clubes Paraná Faz Ciência e Rede de Museus de Ciências, além de promover o lançamento de novos e-books do C². No estande, o visitante poderá ter acesso a dados com a performance de cada projeto, por meio de tablets, vídeos institucionais e interação com gestores e bolsistas. 

Na oportunidade, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, o NAPI PRFC vai divulgar, também, o e-book Ciência é Para Meninas, uma produção da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker. Este volume é um convite para você mergulhar no universo das “clubistas”, meninas que transformam curiosidade em projetos reais e mostram que o Paraná é um celeiro de mentes brilhantes e inovadoras.

“Este ano será especial porque, além de apresentarmos as ações de Comunicação Pública da Ciência, Ciência Cidadã, Museus e Feiras de Ciências, apresentaremos os Clubes de Ciências, que serão representados por dez grupos de estudantes da região metropolitana de Curitiba. Também entregaremos um aparato expositivo para contribuir com a divulgação científica dos de vários NAPIs”, adianta Débora.

Percepção da Ciência

Durante a Semana Araucária, o NAPI PRFC vai disponibilizar os resultados da primeira Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI), conduzida pelo Arranjo. A consulta popular ouviu 2.684 pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios, distribuídos pelas dez mesorregiões paranaenses. O objetivo foi traçar um retrato socioeconômico, cultural e comportamental da sociedade e avaliar como os cidadãos consomem, compreendem e se relacionam com temas ligados à ciência e tecnologia.

“A abrangência e o desenho metodológico tornam a pesquisa uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas de popularização da ciência, além de subsidiar universidades, institutos de pesquisa e gestores na formulação de ações voltadas à alfabetização científica e tecnológica no Paraná”, diz o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

acessível à população, o banco de dados gerado pela PPC&TI Paraná é robusto: as 45 questões originais deram origem a 177 variáveis, resultando em quase meio milhão de registros. Esse material permitirá cruzamentos entre regiões, perfis sociais e indicadores, abrindo espaço para análises profundas sobre a relação da população com a ciência.

Outro produto do NAPI PRFC é um guia com os ‘Espaços de Divulgação Científica no Estado do Paraná’. A publicação mostra que tem sempre um lugar que promove o conhecimento científico perto de cada paranaense para conhecer a ciência produzida aqui.

Serviço:

Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) 2026

Data: 10 a 12 de Março de 2026):

Local: Campus da Indústria – FIEP, Curitiba.

Lançamentos: Comemoração dos 25 anos da Fundação Araucária e dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs)

Programação: 4ª Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), a 3ª Mostra Interativa de Projetos da Araucária e Clubes de Ciência de todo o estado e a 1ª Rodada de Negócios de Ciência, Tecnologia e Inovação

Inscrições: Disponíveis através do link na bio do Instagram oficial

Oficina realizada em Foz do Iguaçu integrou teoria e prática para promover ciência cidadã e engajamento público na pesquisa sobre biodiversidade

O professor Rodrigo Arantes Reis apresentou uma atividade para participantes durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Ele está em pé, segurando um microfone e falando ao público sentado em cadeiras voltadas para o palco. Ao fundo, duas telas exibem a identidade visual do NAPI Paraná Faz Ciência, enquanto um painel central mostra a marca do congresso. O ambiente é uma sala de conferências com iluminação clara e estrutura para apresentações científicas.
O professor Rodrigo Arantes Reis conduziu uma oficina durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria, em Foz do Iguaçu. (Foto: Arquivo pessoal)

Durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO), em Foz do Iguaçu entre os dias 2 e 5 de março,  o professor e articulador do Napi, Rodrigo Arantes Reis, coordenou a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégia de Engajamento Público para a Ciência”.

A oficina reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em ampliar a participação da sociedade na produção do conhecimento científico. A proposta foi integrar teoria e prática, apresentando conceitos fundamentais de Ciência Cidadã, além de metodologias de coleta de dados e estratégias de engajamento público em projetos de biodiversidade.

Durante o encontro, os participantes conheceram iniciativas e ferramentas que permitem a colaboração entre cientistas e cidadãos. Entre os conteúdos abordados estavam o Programa Institucional de Ciência Cidadã para a Educação (PICCE), protocolos de campo e o uso de aplicativos voltados ao registro de espécies e monitoramento ambiental.

O professor Rodrigo Arantes Reis apresenta a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégias de Engajamento Público para a Ciência” durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Na sala de conferências, participantes estão sentados acompanhando a apresentação enquanto dois telões exibem o título da atividade e logos institucionais, incluindo o Paraná Faz Ciência e a Universidade Federal do Paraná. O ambiente é estruturado para atividades acadêmicas e troca de conhecimentos entre pesquisadores e estudantes.
Participantes acompanham a oficina conduzida por Rodrigo Arantes Reis sobre ciência cidadã durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

A programação também incluiu atividades práticas realizadas nos jardins e bosques do local do evento, onde os participantes puderam aplicar os protocolos apresentados e experimentar, na prática, como a ciência cidadã pode contribuir para a produção de dados científicos e para a conservação da biodiversidade.

Durante o evento, o NAPI também esteve presente no estande do Paraná Faz Ciência, espaço dedicado à divulgação de iniciativas científicas e de inovação desenvolvidas no estado, reforçando a integração entre pesquisa, educação e sociedade, ampliando a visibilidade das ações voltadas à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento da ciência no Paraná.

Integrantes da equipe do Paraná Faz Ciência posam para foto no estande do projeto durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Entre eles está o professor Rodrigo Arantes Reis. O grupo está atrás de um balcão expositivo com livros e materiais de divulgação científica. No painel do estande aparecem também informações e QR codes para acesso a conteúdos e projetos vinculados ao programa, que promove a integração entre pesquisa, educação e sociedade.
Equipe do Paraná Faz Ciência recebe visitantes e apresenta materiais de divulgação científica no estande do evento durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com o professor Rodrigo Arantes Reis, a atuação do NAPI tem sido fundamental para fortalecer redes de pesquisa e ampliar a presença de iniciativas colaborativas em grandes eventos científicos. “Estamos muito felizes de poder estar aqui. Gostaria de agradecer demais à Associação Brasileira de Zoologia pelo convite e ao NAPI Paraná Faz Ciência pelo orgulho de estar apresentando esse resultado em mais um evento”, destacou.

A presença do NAPI em eventos de grande porte reforça o compromisso da rede com a excelência acadêmica e com a ampliação da divulgação científica no país. Ao promover ações que aproximam pesquisadores e sociedade, a iniciativa contribui para fortalecer a ciência colaborativa e ampliar o impacto do conhecimento científico na conservação da biodiversidade brasileira.

A imagem mostra um grande painel decorativo montado em um espaço interno, utilizado como fundo para fotos em um evento. No centro do painel está escrito “36º CBZ e 3ª CIZOO”, com as datas 02 a 05 de março de 2026, em Foz do Iguaçu. A arte do painel apresenta uma ilustração colorida inspirada na natureza e nos pontos turísticos da região.
Foz do Iguaçu recebe o 36º CBZ e o 3º CIZOO, reunindo ciência, conservação e a riqueza da biodiversidade em um dos cenários naturais mais impressionantes do Brasil. (Foto: Arquivo pessoal)

Experiência do Arranjo foi apresentada no lançamento de evento de popularização da ciência

Na segunda-feira, 2 de março, a articuladora do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, representou o Paraná no I Encontro de Popularização da Ciência do Ceará. O evento, realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no Instituto Federal do Ceará, campus de Maranguape, teve como objetivo lançar a Rede Pop Ciência no estado nordestino.

O Pop Ciência é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que visa organizar as ações de popularização da ciência em rede e promover ações de diferentes naturezas neste âmbito.

No Ceará, o evento contou com representantes do MCTI, como o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inacio Arruda; e a coordenadora de Popularização da Ciência, Luana Bononi. Participaram, ainda, integrantes da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, representantes de diversos campi do Instituto Federal do Ceará, da Universidade Estadual do Ceará, além de diretores de escolas da educação básica, secretários de educação e municípios, professores e estudantes em geral.

A professora Débora Sant’ Ana mostrou a experiência do NAPI PRFCS

A professora Débora Sant’ Ana contribuiu com o evento, mostrando a experiência de sucesso do NAPI Paraná Faz Ciência, que é referência para todo o Brasil na organização de redes de popularização da ciência.

“Tivemos o imenso prazer de contribuir com as discussões para a criação da rede Pop Ciência no Ceará. Temos certeza de que já é um sucesso, já que, como foi mostrado em apresentações, na solenidade, existem inúmeras ações desenvolvidas nos projetos Mais Ciência da Escola do estado, que merecem nosso aplauso”, concluiu a professora da UEM.

As férias acabaram e os clubistas voltaram com ânimos renovados para dar continuidade aos seus projetos

A foto mostra uma clubista do Raízes D’Água em um espaço de cultivo fechado com uma tela de sombreamento para plantas ao fundo. A clubista está limpando com uma esponja uma estrutura de hidroponia, formada por tubos, ela veste camiseta vermelha e calça escura, e tem cabelos longos e presos.
Clubista do Raízes D’Água na horta hidropônica do clube, a primeira tarefa do ano foi renovar o local dos trabalhos após as férias (Foto/Sueli Maia)

O dia 5 de fevereiro marcou o retorno das aulas em todos os colégios do Estado do Paraná e, com isso, a retomada das atividades dos Clubes de Ciência. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas, os encontros foram reiniciados com foco no planejamento das próximas etapas dos projetos e na organização das atividades previstas para o semestre. Conversamos com professores de três desses clubes para entender como está sendo esse início de semestre.

O projeto doClube ODS em Ação envolve a construção de uma miniusina de laboratório voltada à reciclagem de óleo de cozinha usado. O professor clubista e engenheiro Vinícius Bordim explicou que este período tem sido marcado pela reestruturação dos espaços de pesquisa. Segundo ele, o clube está organizando um setor específico de análises no laboratório, com a instalação de equipamentos em uma sala destinada exclusivamente a essa finalidade. O espaço contará com acesso restrito, garantindo maior segurança e controle no uso dos materiais, além de melhores condições para o desenvolvimento das atividades científicas realizadas pelos clubistas.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, os alunos e sua professora se posicionam lado a lado para a foto, olham diretamente para a câmera. Todos estão usando uniforme da escola, com exceção da profª que está usando calça e jaqueta jeans. Ao fundo, os banners dos trabalhos apresentados.
A organização do novo espaço laboratorial é um dos primeiros compromissos dos clubistas do ODS em Ação para 2026 (Foto/Vinícius Bordim)

No Clube Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, em Chopinzinho, o semestre começa com a continuidade de projetos já consolidados. Um deles é “O Curso da Vida”, que envolve uma maquete de cerca de cinco metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. Atualmente, o modelo integra a rota turística oficial do município e está aberto à visitação, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social, com a participação dos estudantes como mediadores no Barracão Pedagógico.

Segundo a professora Lidiane Scariot, o projeto seguirá em expansão, com a ampliação da maquete para abordar as camadas da crosta terrestre. Também terão continuidade o projeto com abelhas e as ações de pesquisa e visitação já em andamento. Além disso, há a previsão de iniciar o projeto Acerte seu Relógio, voltado à construção de um espaço para a comunidade, com foco na divulgação do conhecimento científico sobre plantas medicinais.

No Clube de CiênciasRaízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, em Pato Branco, o início do semestre marca a retomada das atividades práticas e dos cuidados com os espaços de cultivo. O clube desenvolve pesquisas voltadas a formas sustentáveis de produção de alimentos, com destaque para sistemas que dispensam o uso do solo e assim otimizam recursos naturais.

Neste período, as ações estão concentradas na preparação da estufa e dos recipientes de cultivo, etapa essencial para garantir a saúde das plantas e a continuidade das pesquisas. Também está previsto o início do manejo de morangos em sistema de semi-hidroponia, ampliando as investigações do grupo sobre técnicas alternativas de produção agrícola em ambientes controlados.