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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA



O dia da SNCT ainda contou com a divulgação de mais uma universidade paranaense no + Ciência na Escola

O Encontro Nacional de Popularização da Ciência foi encerrado, nesta quinta-feira, (7), à tarde. A atividade fez parte da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). As estrelas foram os Embaixadores Mirins de divulgação científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI. Pela manhã, foi anunciado que a Universidade Federal da Integração Latino-Americana foi beneficiada no programa + Ciência na Escola.

A coordenadora-geral de Educação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do MCTI, Cláudia Maya, mediou o painel Ações intersetoriais para educação e ciência A atividade ocorreu no Auditório I, do Museu Nacional, com a presença da articuladora do NAPI PRFC, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.

O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro Santos, discorreu sobre “a importância da política de Escola Integral para o fortalecimento da ciência na escola”.



A coordenadora geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), Ana Fabbro, falou da parceria do MCTI com o MEC na criação de clubes de ciências e com a informatização das escolas. “É preciso não só criar a estrutura, mas oferecer internet de qualidade para os trabalhos pedagógicos”, declarou.

A chefe de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF Brasil, Mônica Dias Pinto, reforçou o compromisso de apoio da Unicef as iniciativas de digitalização das escolas e promoção do conhecimento científico. “Nossas crianças contam conosco e estamos trabalhando para dar o apoio que elas necessitam”, disse Mônica, lembrando que o UNICEF está há 75 anos atuando no Brasil.

A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fez um resumo do programa + Ciência na Escola, que vai criar Clubes de Ciências em todos os estados brasileiros. No final da palestra, anunciou que o MCTI “dobrou os recursos a serem investidos no programa: em vez de R$ 100 serão investidos R$ 200 milhões na criação dos clubes”.



À tarde, foi a vez da juventude e da infância. Os jovens presentes bateram um papo com as pessoas presentes, também no Auditório 1, do Museu Nacional, e com a participação do NAPI Paraná Faz Ciência. O tema foi a “Comunicação Pública da Ciência: desafios e participação ativa de meninas e meninos”.

A Portaria MCTI nº 7.834, de 18 de janeiro de 2024, criou o Grupo de Trabalho Embaixadores Mirins da Popularização da Ciência. Eles são um grupo de jovens que participam de ações relevantes, de forma voluntária. As reuniões do grupo são trimestrais.

Participaram na SNCT parte dos embaixadores: as meninas da Duplinha Big Bang, Isabella e Beatriz Toassa, conhecidas como as cientistas mais jovens do país; os irmãos Luna e Theo Guedes; João Vitor Garcia Geiss; Maria Larissa Pereira, a Larittrix; e Mateus Macêdo da Silva Paiva.



Todos com perfis famosos nas redes sociais e são medalhistas em muitas olimpíadas científicas, às vezes, dezenas delas. São craques em astronomia, matemática, informática, entre outros temas.

A garotada falou sobre a experiência que tem já, desde cedo, com a ciência e como eles se envolveram com o universo científico. A mesa foi mediada pela professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do NAPI Paraná Faz Ciência, Regiane Regina Ribeiro.

A mensagem mais recorrente nas falas foi a de que a ciência muda vidas e é preciso não desistir das dificuldades que envolvem se tornar um ou uma ‘ativista’ na área da ciência.



“Não podemos desistir dos nossos sonhos”, disseram as irmãs Toassa. “Nem sempre a gente ganha nas olimpíadas que a gente participa, mas quando dá errado temos que encarar isso como uma força para estudarmos mais”, acrescentou João Vitor. Já Luna e Theo aconselharam a garotada a se integrar a “clubes de ciências”.

A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fechou a sessão prometendo que, brevemente, novos embaixadores serão escolhidos por edital. “Tudo para incentivar que as crianças entrem no universo científico”.



Em seguida, Luana encerrou oficialmente o Encontro de Popularização da Ciência, fazendo um balanço das atividades com os presentes. O consenso é de que a experiência precisa ser repetida e que haja edições regionais e locais.

A professora Débora Sant’ Ana foi uma das pessoas que defenderam a realização dos eventos regionais, mas disse que “se dependemos de recursos federais para investirmos nas nossas ações de popularização, precisamos estar aqui em Brasília, também para termos visibilidade. Quem sabe, conseguimos participar de futuramente de uma sessão no Congresso para mostrarmos o nosso país precisa, na nossa área”, concluiu a articuladora do PRFC.



Grupo vai contribuir com o delineamento e análise da política de divulgação científica do país

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, foi empossada, na manhã de quarta-feira (7), como representante do Paraná no Comitê POP Ciência, junto com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.



Sob a gestão do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), o comitê será um órgão consultivo que tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica a ser sistematizada pelo comitê com função específica de popularização da ciência.

A solenidade foi conduzida pela ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos como parte da agenda da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), empossando os membros de vários estados brasileiros que têm o grande desafio de integrar toda a produção de conhecimento científico no Brasil.

O NAPI Paraná Faz Ciência possui vários projetos de divulgação da ciência, como o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Conexão Ciência – C² da UEM, além dos Clubes de Ciências, que tem recursos do POP Ciência. Outras atividades ainda são desenvolvidas em parceria com 12 universidades paranaenses que compõem o Arranjo.

Premiação para Mulheres

Antes da posse, Luciana Santos, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, lançaram oficialmente a primeira edição do Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq.

Serão investidos cerca de R$ 500 mil para premiar instituições e pesquisadoras pelo valor de seu trabalho científico, promovendo a diversidade, a pluralidade e a participação de mulheres nas carreiras de ciência, tecnologia e inovação. Os prêmios serão de R$ 20 mil, para pesquisadoras com até 45 anos de idade; R$ 40 mil, para pesquisadoras com idade a partir de 46 anos; e R$ 50 mil, para instituições que se destaquem na implementação de ações de igualdade de gênero.



“Não se pode pensar no desenvolvimento de um país, sem incluir as mulheres. Não é ‘em prol’ das mulheres’, é ‘com as mulheres’”, disse a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.

Ricardo Galvão, enfatizou que “premiar mulheres vai além de promover justiça e equidade de gênero, significa também furar os telhados de vidro que impedem as mulheres de exercer a qualidade de seu trabalho em posições de destaque e liderança no meio científico”.

“A gente precisa dizer todos os dias e repetir: ciência, tecnologia e inovação é lugar de mulher, sim!”, disse a ministra Luciana Santos, lembrando ser ela mesma a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.

As inscrições ao Prêmio estão abertas até 06 de janeiro de 2025. Lançado no dia 06/11, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília, o edital prevê, para cada uma das três faixas, prêmios em três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciência Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes – totalizando até 9 premiações.

Estande do PRFC

Nesta quarta, ainda, a articuladora do NAPI PRFC recebeu uma visita ilustre no estande do Arranjo, que reforça a força da mulher na área de Ciência e Tecnologia. A secretária de Ciência e Tecnologia do Ceará, conversou sobre os projetos do NAPI com a professora Débora Sant’Ana.



Sandra Monteiro estava acompanhada da equipe da pasta e ficou “sensibilizada com os projetos paraenses. Quero conhecer mais e, quem sabe, fechar parcerias”.

A professora Débora, ainda comemorando a posse no Comitê, disse que “o fortalecimento da área de popularização da ciência vai ser garantido com o trabalho conjunto seja no Comitê, seja nas parcerias entre os Estados da Federação e com a valorização das mulheres, que contribuem, ainda de certa forma, anônimas com o desenvolvimento da ciência e tecnologia do nosso país”.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorre de 5 a 10 de novembro e vai mostrar a produção científica de todo o país 



A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Fundação Araucária, por meio do Paraná Faz Ciência e em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), terão um estande na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), em Brasília. O estande integra a programação da Feira Nacional de Popularização da Ciência e estará disponível para visitas entre os dias 5 e 10 de novembro. 

Entre as principais ações desenvolvidas no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, estão as que desenvolvem o conceito de ciência cidadã, através do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), e da comunicação pública da ciência implantadas  pelo projeto Conexão Ciência – C2. Além destas iniciativas, serão apresentadas as ações dos Clubes de Ciências e outras atividades desenvolvidas com parceiros das 12 universidades paranaenses que compõem o NAPI Paraná Faz Ciência.

“O Arranjo Paraná Faz Ciência é voltado especificamente para a divulgação científica e a popularização da ciência. Na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vamos expor  as atividades exitosas que têm sido desenvolvidas no Paraná por meio da divulgação das ações dos diferentes projetos”, enfatiza Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma das articuladoras do NAPI Paraná Faz Ciência e responsável pela participação do nosso Estado, na Feira Nacional.

Comitê Pop Ciência

Durante o evento, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação oficializará a criação do Comitê do Programa Pop Ciência, órgão consultivo que tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica nacional. Segundo o decreto Nº 11.754, de 25 de outubro de 2023, o Pop Ciência tem o objetivo de desenvolver a cultura científica e estimular a prática da ciência, tecnologia e inovação para promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais. 

Entre os 26 membros, dois representantes do Paraná no Comitê serão o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e a professora da UEM, Débora de Mello Gonçalez Sant’Ana.

 

Estande do NAPI Paraná Faz Ciência 2024 realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM) (Foto/Conexão Ciência)



“O nosso estado está investindo pesado em divulgação da ciência, por meio do financiamento de projetos de comunicação, que dão visibilidade à produção científica das nossas universidades. Mas as iniciativas também atingem de forma significativa a comunidade, por meio da criação de Clubes de Ciências, por exemplo, entre outros projetos que levam os pesquisadores até escolas e bairros de inúmeras cidades do Paraná”, comemora a professora, que espera poder contribuir ao máximo para o fortalecimento da cultura científica do nosso país.

Programação

A 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será comemorada por meio de uma feira e um encontro, realizados em Brasília, no Distrito Federal, entre 5 e 10 de novembro, no Museu Nacional da República, Brasília, Distrito Federal. Ali estarão os principais agentes da área de popularização da ciência do país. 

Os estandes reunirão expositores do próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, de autarquias, de instituições governamentais e também de secretarias de Estado de Ciência e Tecnologia.

Confira a programação da 21ª SNTC no site do evento.



Com o tema “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, evento reúne projetos de diferentes níveis de ensino

A XIII Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense vai movimentar Matinhos, entre os dias 5 e 7 de novembro. As atividades serão realizadas no Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob a organização do Programa de Extensão LabMóvel. A idealização do evento é dos professores Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis, que fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência. O objetivo é aproximar a ciência da comunidade da região litorânea. 

O tema desta edição, “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, alinha-se ao definido para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), explorando a importância dos biomas brasileiros e o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental. 

“Esse tema tem uma relação muito interessante com o Litoral do Paraná, considerando que estamos na maior área contínua preservada de mata atlântica do país, em uma região que tem influência direta da cultura indígena, caiçara e quilombola. Estamos ansiosos para ver o impacto positivo que o evento terá na comunidade e ver a reflexão e a criticidade dos estudantes da Educação Básica através do desenvolvimento de projetos nas diferentes áreas da ciência, que buscam aproximar e de desmistificar a ciência na região litorânea” destaca uma das coordenadoras do evento, Thais Souza



A Feira conta com a exposição de trabalhos feitos por alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), e projetos de Pesquisa e Extensão da UFPR, em um ambiente dedicado à divulgação científica e integração entre os diferentes níveis de ensino. De acordo com Thais, o público também poderá participar de atividades culturais e interativas, como teatro, oficinas e minicursos.  

Veja mais detalhes sobre os projetos envolvidos e atividades programadas:

Programa Rebimar  Promove a educação ambiental e a conservação marinha, engajando comunidades pesqueiras para uma participação ativa na proteção dos oceanos.

Coalizão Paraná pela Década do Oceano  Rede de ciência oceânica que fortalece a conexão entre ciência, sociedade e gestão, valorizando o oceano para o desenvolvimento sustentável.

Zikabus – Mobiliza a sociedade no combate das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Exposição Deuses que Dançam – Apresenta o Candomblé e seus Orixás por meio de manequins vestidos com trajes rituais desenhados pela iyalorixá Milah D’Oxum.

Donas e Donos de Si – Projeto de educação sexual que busca conscientizar sobre o autoconhecimento.

Yoga na escola: promoção da saúde física e mental –  Projeto que traz temas como alongamentos, exercícios respiratórios e centramento. 

Ecossistemas costeiros: proteger para preservar – Atividade imersiva em que os visitantes poderão interagir com informações sobre os ecossistemas costeiros do Paraná por meio de um jogo de tabuleiro.

Minicurso Saúde Única – Vai explorar a relação entre saúde humana, animal e ambiental, destacando a importância de uma abordagem integrada para enfrentar desafios globais.

Oficina de coleções biológicas: práticas de manutenção para acervos didáticos e científicos – Vai ensinar práticas de manutenção de acervos biológicos, incluindo o manuseio e conservação de espécies.

Oficina de agroecologia – A ideia é discutir agroecologia e meio ambiente, utilizando práticas artísticas e musicais.

Oficina de produção e distribuição de repelentes de base natural  Vai possibilitar a produção e a distribuição de repelentes naturais, abordando a extração de óleos essenciais, técnicas de produção de repelentes naturais, benefícios dos repelentes ecológicos e conscientização sobre a dengue.

Oficina biomas do Paraná: iniciativas e metodologias para o ensino – Vai oferecer metodologias para que professores abordem biodiversidade e sustentabilidade no currículo escolar.

Oficina Câmara Mirim de Matinhos  Tem o objetivo de apresentar a estrutura e o funcionamento do Legislativo Municipal, com exposição e simulação da Câmara Mirim de Matinhos e dados de 2024.

A programação geral pode ser conferida na imagem abaixo:



Serviço:

Data: 5 a 7 de novembro de 2024, das 8h às 17h

Local: UFPR Setor Litoral, Rua Jaguariaíva, 512, Caiobá, Matinhos – Paraná

Todas as escolas estaduais de ensino fundamental, médio, educação para jovens e adultos, do campo, quilombola ou indígena podem enviar propostas

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é uma iniciativa que vai apoiar a implantação de Clubes de Ciências em escolas estaduais por todo o Paraná. A ideia é integrar essas unidades escolares com as universidades para que se possa construir o conhecimento científico coletivamente e contribuir para a melhora da cultura científica em nosso Estado.

“A proposta é oferecer aos estudantes da educação básica a oportunidade de um treinamento científico, especialmente para o pensamento crítico. Ajudá-los a entender como encontrar soluções para problemas a partir de método científico. O desenvolvimento do aluno por meio da participação dele no processo é o nosso objetivo principal”, explica a professora Débora de Mello Gonçalves Santana, uma das coordenadoras da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Duzentos 200 clubes de ciências, um por escola, serão criados em todas as mesorregiões, ligadas a todos os Núcleos Regionais de Ensino do Paraná. Será uma distribuição proporcional que garantirá que quase 10% das escolas do Estado sejam beneficiadas. 100 deles serão implantados em escolas em tempo integral e outros 100 em escolas de tempo parcial, pensando em cobrir a representatividade das duas modalidades de ensino da educação básica.

O governo do Estado está investindo R$ 23,5 milhões, em 30 meses. Isto é, será um projeto de dois anos e meio. Os recursos são da Fundação Araucária e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Secretaria Estadual da Educação (SEED).

Benefícios e contrapartidas – Como apoio para a realização dos Clubes de Ciências, os professores receberão uma bolsa mensal de apoio técnico à extensão, no valor de R$ 770 mensais.

Os estudantes terão apoio no custeio de atividades de pesquisa, seja na compra de material de consumo ou de serviço de terceiros. O valor total, por Clube, é de R$ 20 mil, durante 30 meses. Além disso, cada escola terá disponível recursos de até R$ 10 mil para deslocamentos e participação em feiras de ciências.

O apoio pedagógico, do planejamento até a execução, será feito junto com as universidades. Doze instituições atuarão junto aos Clubes mais próximos delas, geograficamente. As equipes incluem professores, estudantes e bolsistas técnicos para apoiar a ação das escolas. Os grupos começaram a atuar já na estruturação do processo de seleção dos estudantes, no curso de formação para os professores sobre pesquisa na escola e em um curso de formação para os próprios estudantes das escolas, todos oferecidos pela Rede.

“Depois, haverá um acompanhamento em uma espécie de mentoria, no dia a dia dos Clubes, auxiliando no desenvolvimento de práticas, na orientação e, depois, na redação de resultados. A relação com o ensino superior ainda envolve a visitação a ambientes universitários, museus de ciências, laboratórios e, em algumas situações, será viabilizado o compartilhamento do uso de equipamentos universitários, equipamentos de pesquisa que temos na universidade e que possam ser usados de forma coletiva”, explica o outro coordenador da Rede, o professor Rodrigo Reis.

O professor lembra, também, que existe a previsão da realização de eventos em conjunto. Cada universidade vai acompanhar não só um Clube, mas, na verdade, entre seis e dez unidades.

“Teremos um grupo que estará caminhando em conjunto. Vai ter uma interação quase que natural pela distribuição. Com isso, prevemos que de quatro a seis mil estudantes estarão vinculados diretamente aos projetos. A ideia é que cada Clube de Ciências tenha entre 20 e 30 estudantes, com um número médio de 25. Pensamos assim, respeitando o fato de que, às vezes, escolas mais distantes não consigam um número tão significativo, diferente das que estão em grandes centros e possam ter um pouco mais de integrantes”, detalha Reis.

A Rede de Clube Paraná Faz Ciência está com inscrições abertas. O Edital foi lançado em 4 de julho, as inscrições iniciaram dia 22 e os projetos serão recebidos até 9 de agosto. As informações estão no site do Paraná Faz Ciência, na aba Clubes de Ciências. É possível ficar a par de todos os detalhes também pelas mídias sociais da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Há ainda acesso a todo o processo no site da Secretaria Estadual de Educação (SEED), na área dos Clínicos de Educação.

“Estamos também tirando dúvidas por e-mail, clubes@paranafazciencia.org. Importante resgatar aqui que quem quiser participar precisa se agilizar para não perder o prazo de inscrição. Todas as escolas estaduais podem enviar propostas. As de ensino fundamental, de ensino médio, as que têm as duas formas, as de educação para jovens e adultos, educação do campo, quilombola, indígena”, reforça Débora Sant’ Ana.

Essa meta se concretiza por meio do NAPI Paraná Faz Ciência com financiamento da Fundação Araucária em parceria com a Seti e a SEED.

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência tem como um de seus objetivos organizar uma Rede de Clubes de Ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta agora se concretiza por meio do financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O NAPI e a SEED lançaram o EDITAL. Agora, é hora das escolas se inscreverem para a criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede de Clubes vai implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. A meta é contribuir com a formação pessoal e social dos participantes, ajudando-os a fazerem escolhas e intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum. Nessa dinâmica, o protagonismo do estudante é incentivado, assim como há o aprimoramento das práticas docentes.

“A ideia é a construção de ambientes onde os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana. A proposta quer proporcionar a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo o pertencimento ao mundo da ciência”, explica uma das articuladoras do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e assessora da FA, Débora Sant’ Ana. 

“A iniciação científica na educação é fundamental para estimular a curiosidade e a inovação entre nossos estudantes, ao mesmo tempo em que valoriza e capacita nossos professores, proporcionando-lhes suporte e reconhecimento essenciais para o desenvolvimento de uma educação de excelência”, reforça o secretário Estadual de Educação, Roni Miranda.

Interação – Um fator de destaque no caminho da execução das ações da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é a articulação das escolas de Educação Básica com centros de desenvolvimento de pesquisa, conceito inspirado na Rede Ciência Viva de Portugal (https://clubes.cienciaviva.pt/), que atualmente envolve cerca de 900 clubes e mais de 700 mil estudantes organizados em uma rede nacional. 

Inspirada no modelo português, mas com características e identidade próprias, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tem como atores, além da Fundação Araucária e a SETI, as escolas públicas vinculadas à SEED-PR, as Instituições de Ensino Superior (IES) e as demais instituições integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o cientista precisa ter método, porque fazer ciência é um processo. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, porque leva tempo para que eles amadureçam. Por isso, não podemos perder de vida a educação básica. Aumentando a literacia científica das nossas crianças poderemos chegar, em 2035, a contar com 40 mil doutores no Paraná, que é a nossa meta. Desta forma, estaremos contribuindo para fortalecer a nosso sistema de ciência e tecnologia, que nos permite resolver problemas atuais e, principalmente, futuros. Essas crianças são o futuro”, apostou o gestor da FA, que está investindo R$ 23,5 milhões na criação da Rede. 

Cidadania – Os Clubes de Ciências, enfim, vão se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a alfabetização científica e tecnológica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania. Assim, outro ponto importante do projeto é a possibilidade de ajuda para ampliar as atividades consolidadas de Ciência Cidadã, propostas e executadas pelo Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), também vinculado ao NAPI PRFC. 

“Nesse caminho, os clubes de ciências partem de uma proposta de ciência mais participativa, inclusiva e com projetos validados por pesquisadores da Rede Paraná Faz Ciência para a sua execução frente à realidade escolar. Esta expertise permite que novos projetos possam ser pensados e validados em diferentes realidades locais”, acrescenta o outro articulador do PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Inscrições – O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência, lançado quinta-feira (4), prevê a criação de 200 Clubes, em 2024. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral (Escola Integral) em que o clube se integra à matriz curricular, em um total de 2h semanais. As demais 100 escolas serão selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação esperada é de 3h semanais. As instituições precisam se inscrever, apresentando um projeto de Clube.

As etapas de implementação incluem: a seleção das escolas/docentes por meio de edital próprio lançado pela SEED; cadastro na plataforma da Rede Paraná Faz Ciência; formação pedagógica dos envolvidos utilizando os ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). 

Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelos seus atores: coordenador, professores colaboradores e clubistas. Na dinâmica das atividades, deverá haver periodicidade nos encontros, com a carga horária de acordo com o tipo de escola associada. Caberá às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. 

“Neste sentido, a proposta é desenvolver aspectos da prática científica, como a importância do trabalho em grupo, o senso crítico, a resolução de problemas e o processo contínuo do fazer ciência, tornando a educação científica mais significativa”, descreve o professor Reis. 

Um grupo de gestão ainda vai dar sustentação às ações da Rede, apoiando o desenvolvimento de pesquisas locais, com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões, e a participação em feiras de ciências com a apresentação de resultados obtidos em cada clube.

 Serviço

EDITAL

Prazo de inscrição: 22 de julho a 9 de agosto 

Inscrição: Formulário

Contato: clubes@paranafazciencia.org

Site: Clubes Paraná Faz Ciência

Instituições parceiras

Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.

O MUDI vai representar a Universidade junto com a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência

Dia 7 de julho, um domingo, começa a programação oficial da 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Paraná estará presente neste evento, que é considerado o maior na programação científica da América Latina. Centenas de cientistas, estudantes, professores e pessoas da comunidade em geral vão se reunir na Universidade Federal do Pará (UFPA) para a grande festa da ciência. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar com diferentes projetos.

Para se ter ideia do que o evento significa é importante saber quem organiza. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. 

A escolha da UFPA para sediar a SBPC, em 2024, ocorreu em um encontro do Conselho da SBPC e teve aprovação unânime. A festa nacional da ciência já foi realizada por lá em outras duas ocasiões. A primeira em 1983 e, a última delas, há 16 anos, em 2007, quando as atividades foram concentradas no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. 

Em 2024, as atividades vão ocorrer no campus-sede da UFPA, em Belém, às margens do Rio Guamá. A programação do evento é de conferências, mesas-redondas, painéis, sessões especiais e mini cursos presenciais e web minicursos. Essa parte é organizada pela SBPC a partir de propostas apresentadas à Comissão Executiva Local e Sociedades e às Associações Científicas afiliadas à SBPC. 

Programação Pará – A SBPC Jovem é um evento associado à Reunião Anual da SBPC e acontece desde 1993. As atividades buscam incentivar o contato de estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e técnico com o conhecimento científico, despertando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.

“Esse é um dos espaços mais eficientes de popularização, divulgação e comunicação pública da ciência, atuando ativamente para o Ensino das Ciências. É reconhecidamente uma das mais destacadas agendas nessa área”, diz a coordenadora de projetos do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), Débora Sant’ Ana.

Toda essa “agenda” ocorre em duas principais ambiências: a Tenda da SBPC Jovem e a Avenida das Ciências: Ciência Móvel.

Os projetos de Ciência Móvel (carretas, ônibus, trailers) vão formar um grande espetáculo na SBPC Jovem. É a Avenida das Ciências. As exposições totalmente interativas encantam crianças, jovens e adultos. E é aqui que entra a mobilização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, do qual o Conexão Ciência – C² é parte. 

O C² vai mostrar os seus resultados. A coordenadora-executiva do projeto, a jornalista e pesquisadora Ana Paula Machado Velho, preparou um vídeo sobre o Conexão Ciência e vai conversar com o público sobre a importância da divulgação da científica. 

O C² e todo o pessoal do Paraná Faz Ciência ainda vai fazer uma homenagem a dois cientistas que estariam completando 100 anos, se estivessem, ainda, entre nós. Um deles é César Lattes (1924/2005), o mais famoso e brilhante físico brasileiro. O centenário será comemorado na SBPC, no dia 11 de julho. 

A outra homenagem é para Carolina Martuscelli Bori. “Ela trabalhou pelo reconhecimento da Psicologia como ciência nas universidades e teve um papel muito importante para a consolidação da ciência brasileira. Bori, inclusive, foi presidenta, vice-presidenta e secretária da SBPC. Um exemplo para as cientistas mulheres brasileiras”, destaca Ana Paula. 

A jornalista produziu um vídeo falando um pouco da história de Bori e de César Lattes que será exibido no estande do PRFC. O audiovisual ainda conta a história da confecção de um busto de Lattes encomendado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Anatomia – No Circo da Ciência estará o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), onde o Conexão Ciência – C² tem sede. Na SBPC, o MUDI vai responder à pergunta: você sabe quais as funções desempenhadas pelos ossos? Esse conteúdo foi escolhido para valorizar a tradição da equipe do MUDI que é expert em anatomia humana. Uma delas é a professora Ana Paula Vidotti. 

“Vamos falar de sustentação do organismo, proteção dos órgãos vitais, garantia da movimentação, produção de células sanguíneas e linfáticas e armazenamento de alguns sais minerais, tais como cálcio e fósforo. Tudo isso tem a ver com nossos ossos”, adianta Vidotti, que é coordenadora de projetos do Museu.

Segundo um dos articuladores do NAPI PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, toda essa programação vai fazer parte do estande integrado do Paraná Faz Ciência e tem o objetivo de mostrar a grande Rede de Divulgação Científica paranaense, que o NAPI representa. 

Reis destaca que essa articulação de iniciativas de popularização da ciência em Rede que o Paraná está promovendo é inédita. Na SBPC, essa interação fica clara com a participação conjunta do MUDI, do LabMóvel da UFPR, do C², entre outros projetos, em um grande espaço  compartilhado.

“A SBPC é um evento-chave. A SBPC Jovem, principalmente, é um evento enorme de divulgação científica, que atrai os principais atores da área, e da ciência e tecnologia no Brasil. Então, é uma grande vitrine poder apresentar as estratégias que provam que o Paraná faz ciência, apoia quem faz e leva o conhecimento produzido por ela para as pessoas, de diferentes formas”, resume Reis.

Serviço

76⁠ª SBPC 

Quando: 7 e 12 de julho. No dia 13 de julho será o Dia da Família na Ciência, com livre acesso ao público em geral.

Para quem: escolas de ensino fundamental, médio e técnico, públicas e privadas. 

Onde: no campus do Centro Guamá da UFPA, em Belém; e virtuais, com transmissão pelo canal da SBPC no YouTube

O 2º Summit Iguassu Valley Latinoamerica (SIV 2024) marcou a oficialização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O reconhecimento ocorreu na abertura do evento, na quinta-feira (13), em Foz do Iguaçu. A equipe do PRFC ainda apresentou suas ações nos estandes da Fundação Araucária (FA) e detalhou para os participantes a mais nova ação, que beneficia o processo de comunicação de todos os NAPIs.

O lançamento do NAPI Paraná Faz Ciência foi realizado no estande Paraná Mais Ciência. Ali foram assinados, também, uma parceria com o Aqua-Foz e o financiamento do Programa Ambientes Promotores de Inovação para o Oeste, totalizando um investimento de R$ 9 milhões do governo do Estado. 

As ações são iniciativas da Seti e da Fundação Araucária. A assinatura das parcerias contaram com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, entre outras autoridades do Paraná.  

Autoridades presentes no 2º Summit Iguassu Valley Latinoamerica

Para o NAPI Paraná Faz Ciência, foram destinados R$ 3 milhões. O NAPI reúne participantes de universidades estaduais e federais. A coordenação é da Universidade Federal do Paraná, por meio do professor Rodrigo Reis, e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde atua a outra articuladora do Arranjo, a professora Débora Sant’ Ana. 

Os recursos repassados no evento em Foz vão viabilizar a criação da rede de divulgação científica do Paraná que o Arranjo está implantando e tem dimensões significativas. Entre os projetos que fazem parte da grande iniciativa estão: a plataforma de divulgação científica do Paraná, chamada de Conexão Ciência – C²; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), que busca implementar um processo formativo pautado em metodologias de ensino e de aprendizagem das Ciências. Em breve, ainda será dado o primeiro passo para a criação de Clubes de Ciência em escolas de todo o Estado.

“Dentre essas ações está, também, a realização de uma pesquisa de percepção pública da ciência no Paraná, que oferecerá dados para criação de indicadores e melhoria de qualidade das ações de educação científica e divulgação da ciência. Outra importante iniciativa envolve a ampliação das atividades de Ciência cidadã em parceria com escolas da Educação Básica”, explicou a articuladora do PRFC e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’Ana.

NAPI – Outros Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), iniciativa da Fundação Araucária, também fizeram parte da programação do Summit. Dos cerca de 62 implantados ou elaboração, 23 apresentaram suas principais ações.

O Paraná Faz Ciência mostrou a estrutura do NAPI para quem passou pelo estande da FA, no Summit. Além disso, a professora Débora Sant’ Ana mostrou a recente tarefa que está sendo realizada pelo Arranjo.

“Estamos ‘construindo’ páginas de todos os NAPI. Esse conteúdo vai compor o ambiente destinado aos Arranjos, na Plataforma iAraucária, da Fundação, que reúne informações sobre esses grupos e sobre os pesquisadores do Paraná. A ideia é uniformizar a apresentação dos NAPI e oferecer a eles um mínimo de instrumentos de comunicação como vídeos, podcasts, resumo da atuação de cada um, entre outras coisas”, detalhou a articuladora do PRFC.

O evento – O Summit Iguassu Valley aconteceu no Grand Carimã Resort & Convention Center e contou com cerca de 30 expositores. São atores de diversos setores que desenvolvem ações conjuntas para promover um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento da Região Trinacional e Latino América. 

Estandes do Summit Iguassu Valley

A programação é organizada pelo ecossistema de inovação da região, o Iguassu Valley, e tem o apoio e ativa participação do Governo do Estado, por meio das secretarias de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) Planejamento (SEPL), Fundação Araucária, Fomento Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR – Paraná), Celepar e Copel.

A Rede Paraná Faz Ciência divulga, nesta quarta-feira (24), a homologação final das inscrições para o II Curso Ciência Cidadã na escola: formação de professores para a Educação em Ciências, vinculado ao Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE). estão sendo oferecidas 300 vagas.

O objetivo do curso, segundo o Edital publicado pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, é “fomentar caminhos para a Educação Científica”, estimulando os estudantes a participar da coleta de dados científicos para interpretação e busca de soluções. 

Conforme o Edital, o curso conta com carga horária de 60 horas, das quais oito serão síncronas e 52 assíncronas. No entanto, há a possibilidade da realização totalmente de forma remota. Os estudantes devem receber uma certificação de participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), após a conclusão do curso.

Os inscritos precisam estar regularmente matriculados em instituições de ensino superior federais ou estaduais públicas, além de atuarem como professor na rede pública municipal ou em cargos de coordenação técnica (CCT), no ano de 2024. Serão convocados os primeiros classificados, de acordo com a ordem de inscrição.

O evento será nos dias 3 e 4 de abril, em Curitiba, com a participação de estudantes, professores, pesquisadores, segmento produtivo empresarial e terceiro setor. O relatório da conferência será utilizado como base preparatória para a conferência regional Sul, prevista para acontecer nos dias 25 e 26 de abril, também em Curitiba.

Engajar a sociedade na definição de prioridades para a ciência, tecnologia e inovação. Esse é o objetivo da 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, mobilizada pelo Governo do Estado para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável com base no conhecimento. O evento será nos dias 3 e 4 de abril, em Curitiba, com a participação de estudantes, professores, pesquisadores, segmento produtivo empresarial e terceiro setor. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis AQUI

A Secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) está articulando uma programação colaborativa com várias instituições públicas e privadas das áreas de educação e pesquisa, além de ambientes promotores de inovação e organizações da sociedade civil. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o intuito é promover a participação cidadã, a fim de subsidiar a formulação de políticas públicas para o fortalecimento e a ampliação do fomento científico, tecnológico e dos ecossistemas de inovação paranaenses.

A ação conta com a parceria da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). No âmbito nacional, o evento tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A expectativa é reunir 400 participantes de todas as regiões do território paranaense, em torno de sete eixos temáticos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; desenvolvimento social e inclusão; e juventude.

Para conduzir as deliberações, foram indicadas 150 lideranças da comunidade científica, que durante os dois dias de programação, juntamente com os demais participantes, irão enriquecer os debates com foco nos avanços e desafios da área da ciência, tecnologia e inovação do Paraná. Os grupos de trabalho reúnem, ainda, mais de 20 relatores e moderadores, que irão atuar na articulação das sugestões de propostas.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destaca a importância da conferência para a democratização científica. “As conferências representam uma ação multissetorial e um espaço de diálogo aberto e plural para que as políticas públicas nessa área estejam alinhadas com as demandas e prioridades da sociedade, respondendo aos desafios e oportunidades do estado, da região e do país, de forma eficiente e eficaz na promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e inovador”, afirma.

No primeiro dia do evento, além dos grupos de trabalho, está previsto um painel com representantes do governo sobre a área de ciência, tecnologia e inovação do Paraná. No segundo dia, o destaque será uma palestra sobre oportunidades de cooperação internacional, ministrada pelo jurista Dhallys Mota Nunes, que atua como oficial de políticas de ciência, tecnologia e inovação da União Europeia para o Brasil.

PROPOSTAS – O relatório da conferência estadual será utilizado como base preparatória para a conferência regional Sul, prevista para acontecer nos dias 25 e 26 de abril, também em Curitiba, com participantes e propostas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Em todo o Brasil, os eventos estaduais e regionais precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada pelo MCTI, no período de 4 a 6 de junho, em Brasília (DF). Os documentos compilados nos eventos regionais devem contribuir para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.

PARCERIA – Além da UTFPR, anfitriã da conferência estadual deste ano, o evento envolve um grande conjunto de instituições de ensino superior: Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila); Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR); Universidade Estadual de Londrina (UEL); Universidade Estadual de Maringá (UEM); Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); Universidade Estadual do Paraná (Unespar); e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Serviço:

5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná

Data: 3 e 4 de abril

Local: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Curitiba (PR)

Inscrições AQUI

A Fundação Araucária conquistou o primeiro lugar no Prêmio CONFAP de Boas Práticas em Fomento à CT&I, na categoria Desenvolvimento de Ecossistema de CT&I com o Programa Escola Doutoral da Cátedra Araucária: Desenvolvimento Territorial Sustentável – Eixo Capricórnio. A cerimônia de premiação aconteceu na noite desta quarta-feira (13), no SESI Lab em Brasília. Também conquistou o primeiro lugar no Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia & Inovação – Johanna Döbereiner, na categoria Pesquisador(a) Inovador(a) – Inovação Para o Setor Empresarial, o pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Gerson Nakazato.

Esta foi a 3ª edição a premiação criada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP). A solenidade aconteceu na abertura do 63º Fórum Nacional CONSECTI & CONFAP. O Prêmio CONFAP de Boas Práticas em Fomento à CT&I foi outorgado a seis iniciativas das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) nas categorias Desenvolvimento do Ecossistema de CT&I e Gestão e Desenvolvimento Organizacional, e a novidade foi a outorga do Prêmio a um gestor inovador e um técnico inovador com atuação em agências de fomento à CT&I no Brasil.

A iniciativa da Fundação Araucária Escola Doutoral constitui-se de um dispositivo ativo para a criação de redes de internacionalização. Ela é uma das ações efetivas da Cátedra Araucária, criada em março de 2022 com o objetivo de estimular e integrar a investigação científica conjunta e internacional tendo, como tema principal, a fronteira do conhecimento do Desenvolvimento Territorial Sustentável (DTS). A partir desse tema prioritário considera, também, a referência geopolítica do Eixo de Capricórnio, compreendendo os países da América do Sul, África, Austrália e Polinésia e seus contextos desafiadores emergenciais, como: mudanças climáticas, novas organizações sócio técnicas, pós-pandemia e novos contextos geopolíticos, além da transformação digital.

O presidente da Fundação Araucária Ramiro Wahrhaftig ressaltou a importância do apoio do Governo do Paraná para o desenvolvimento das ações realizadas pela Instituição e para o avanço da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do estado.

“Nos últimos anos o governador Ratinho Junior nos ofereceu muitas condições para evoluirmos em relação ao desenvolvimento científico e tecnológico do estado do Paraná. As condições institucionais e financeiras foram dadas, a nossa parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é de muita sinergia e estes são os resultados”, afirma o presidente da FA.

Ele lembrou que nas três edições do Prêmio CONFAP a Fundação Araucária já recebeu quatro prêmios. “Tivemos a iniciativa das Rotas Estratégicas de CT&I – 2040, também a plataforma digital iAraucária que possibilita avançarmos com os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), iniciativa que também foi premiada. E agora, esta iniciativa da Escola Doutoral que nos possibilita uma sinergia muito grande com os nossos vizinhos e com as outras nações do Eixo de Capricórnio no mundo. Realmente estamos em um bom caminho e o Paraná, também graças ao desenvolvimento da CT&I vai se desenvolver muito, cada vez mais, nos próximos anos”, destacou o presidente da Fundação Araucária Ramiro Wahrhaftig,

O Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação – Johanna Döbereiner foi outorgado a 15 pesquisadores e 3 profissionais de comunicação em seis categorias: Pesquisador(a) Destaque, nas subcategorias Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas; Pesquisador(a) Inovador(a), nas subcategorias Inovação para o Setor Empresarial e Inovação para o Setor Público e Profissional de Comunicação.

“A conquista do primeiro lugar no Prêmio CONFAP como pesquisador inovador no setor empresarial representa para mim e para a UEL o reconhecimento dos nossos trabalhos e o fortalecimento da inovação no Paraná e em todo o País. É de grande relevância a interação que ocorre entre a academia e a iniciativa privada e isso demonstrado em todos os projetos que envolvem a pesquisa aplicada como também junto com a ciência básica”, afirmou o pesquisador Gerson Nakazato.

Agraciados

Em sua 3ª edição, a premiação nacional do CONFAP foi concedida a Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), e a Gestores(as) e Técnicos(as) inovadores de agências de fomento à CT&I, que desenvolveram ações e procedimentos criativos, diferenciados, inovadores, eficientes e eficazes no fomento ao desenvolvimento e execução da Política Nacional de CT&I e, que por consequência, tenham potencializado a interação entre academia, setor produtivo, governo e sociedade.

Confira as iniciativas das FAPs e o gestor inovador e técnico inovador agraciados na 3ª edição do Prêmio CONFAP de Boas Práticas em Fomento à CT&I

•        Categoria Desenvolvimento do Ecossistema de CT&I:

– 1º lugar: “Escola Doutoral da Cátedra Araucária: Desenvolvimento Territorial Sustentável – Eixo Capricórnio”, da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná.

– 2º lugar: “CICLO ILP-FAPESP, parceria de sucesso com o Legislativo e a Comunidade Científica”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

– 3º lugar: “Observatório da Inovação”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS)

•        Categoria Gestão e Desenvolvimento Organizacional:

– 1º lugar: “Comissão Interna de Diversidade FAPES”, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES)

– 2º lugar:  “PATRONAGE – Sistema de Gerenciamento de Bolsas e Auxílios da FAPEMA”, da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA)

– 3º lugar: “Pagamento automatizado das bolsas dos programas de incentivo à formação da FAPEMIG”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)

•        Categoria Gestor(a) Inovador(a) e Técnico(a) Inovador(a):

– Gestor(a) Inovador(a): Paulo Sérgio Lacerda Beirão

– Técnico(a) Inovador(a): Marcelo Nicolas Camargo

Em sua 3ª edição, a premiação nacional promovida pelo CONFAP teve patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/ MCTI) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A premiação foi concedida a pesquisadores(as) que se destacaram em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados tenham contribuído para a produção de conhecimento e beneficiado direta ou indiretamente o desenvolvimento e o bem-estar das populações brasileiras. O prêmio também reconheceu a atuação de profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação da sociedade.

Os agraciados receberam no palco do SESI Lab certificado de premiação e troféu, além disso, os classificados em cada categoria/ subcategoria no primeiro lugar receberão R$ 10.000,00, em segundo lugar R$ 6.000,00 e em terceiro lugar R$ 3.000,00. Nesta terceira edição, a premiação financeira total foi de R$114.000,00.

Homenagem

Em cada edição, o Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia & Inovação recebe o nome em homenagem a um pesquisador ou pesquisadora com relevantes contribuições à CT&I nacional. Nesta terceira edição, o prêmio recebeu o nome da professora e pesquisadora Johanna Döbereiner, em memória (1924 – 2000).

O agrônomo e pesquisador da Embrapa, Avílio Antônio Franco, que foi orientado pela professora Johanna Döbereiner subiu ao palco do SESI Lab para proferir uma palestra em homenagem a história da pesquisadora.

Em 2024, é celebrado o centenário de nascimento de Johanna Döbereiner, que teve grande importância para o cenário científico nacional e para a agricultura brasileira.

Confira os(as) agraciados(as) da 3ª edição do Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação – Johanna Döbereiner

•        Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências da Vida:

– 1º lugar: Maria Fernanda Lima e Costa (FIOCRUZ MINAS) – Indicada pela FAPEMIG.

– 2º lugar: José Roberto Postali Parra (ESALQ/USP) – Indicado pela FAPESP.

– 3º lugar: Diogo Onofre Gomes de Souza (UFRGS) – Indicado pela FAPERGS.

•        Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências Exatas:

– 1º lugar: Cid Bartolomeu de Araújo (UFPE) – Indicado pela FACEPE.

– 2º lugar: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (UFSC) – Indicada pela FAPESC.

– 3º lugar: José Alexander Araújo (UNB) – Indicado pela FAPDF.

•        Categoria Pesquisador(a) Destaque – Ciências Humanas:

– 1º lugar: Lilia Katri Moritz Schwarcz (FFLCH/USP) – Indicada pela FAPESP.

– 2º lugar: Carlos Roberto Jamil Cury (UFMG e PUC MINAS) – Indicado pela FAPEMIG.

– 3º lugar: Ivoni Richter Reimer (PUC GOIÁS) – Indicada pela FAPEG.

•        Categoria Pesquisador(a) Inovador(a) – Inovação Para o Setor Empresarial:

– 1º lugar: Gerson Nakazato (UEL) – Indicado pela Fundação Araucária.

– 2º lugar: Gabriela Rodrigues Mendes Duarte (UFG) – Indicada pela FAPEG.

– 3º lugar: Wesley Nunes Gonçalves (UFMS) – Indicado pela FUNDECT.

•        Categoria Pesquisador(a) Inovador(a) – Inovação Para o Setor Público:

– 1º lugar: Maria Lígia Rodrigues Macedo (UFMS) – Indicada pela FUNDECT.

– 2º lugar: Vanderlei Salvador Bagnato (IFSC/USP) – Indicado pela FAPESP.

– 3º lugar: Ângelo de Fátima (UFMG) – Indicado pela FAPEMIG.

•        Categoria Profissional de Comunicação:

– 1º lugar: Fabiana Moraes da Silva (UFPE) – Indicada pela FACEPE.

– 2º lugar: Luiz Felipe Fernandes Neves (UFG) – Indicado pela FAPEG.

– 3º lugar: Catarina de Oliveira Buriti (Instituto Letras Ambientais) – Indicada pela FAPESQ.

A cerimônia de entrega do Prêmio CONFAP foi transmitida pelo canal do CONFAP no YouTube

Fonte: Assessorias de Comunicação da Fundação Araucária e CONFAP

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (11) um pacote de investimentos de R$ 212,1 milhões para a área da ciência e tecnologia, que abrange desde obras de infraestrutura até bolsas de estudos. Os recursos serão concedidos para sete programas, sendo o maior deles, no valor de R$ 150 milhões, para melhoria da infraestrutura das sete universidades estaduais do Paraná. Outros R$ 56,1 milhões serão destinada para o custeio de bolsas da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.

“É um dia de comemoração para o ensino superior paranaense, em que nossas universidades públicas têm se colocado como as melhores do Brasil. O Paraná é o estado que mais investe proporcionalmente na universidade pública e isso é fruto da parceria do governo com as nossas universidades, com os professores, servidores e também os estudantes, que acreditam nas nossas instituições”, ressaltou o governador.

Ele destacou que pelo segundo ano consecutivo o Estado terá orçamento recorde para financiamento de projetos e programas estratégicos na área. Serão destinados em 2024 via Lei Orçamentária Anual (LOA) R$ 708,9 milhões para as universidades estaduais. A dotação orçamentária é operacionalizada pelo Fundo Paraná, administrado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), responsável pela gestão, distribuição e repasse dos recursos.

INFRAESTRUTURA – A iniciativa de R$ 150 milhões contempla construção, ampliação e reforma de prédios acadêmicos, laboratórios, bibliotecas e outras instalações universitárias, incluindo a conclusão de obras paralisadas.

O objetivo é modernizar os espaços acadêmicos com foco na qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. O orçamento também prevê adequação no sistema de combate a incêndio, segurança, aquisição de equipamentos e mobiliários e implantação de sistemas de tecnologia da informação e comunicação. As propostas devem ser apresentadas pelas instituições de ensino superior no decorrer do primeiro semestre de 2024.

“Essa é uma encomenda do governo cuja distribuição dos recursos já está previamente estabelecida por critérios técnicos. Escolhemos um conjunto de indicadores para construirmos esse edital”, explicou o secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

O secretário afirma que o recurso permitirá que os prédios das sete universidades estaduais tenham acessibilidade. “Nossas universidades mais antigas são da década de 1970, então todas têm suas demandas de infraestrutura, tanto de adequação, quanto de reformas e também de construção de novos espaços. Por isso o governador autorizou a fazer esse grande programa de infraestrutura nas universidades”, complementou.

O aporte financeiro é do Fundo Paraná. A iniciativa está relacionada com as metas previstas no Plano Plurianual do Paraná (PPA) para o período de 2024 a 2027, no âmbito do programa Paraná Mais Ciência.

O reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Alexandre Weber, afirmou que os recursos permitem uma gestão mais eficiente. “Com esse edital, as universidades vão ter oportunidade de resolver grandes desafios relacionados à acessibilidade, prevenção de incêndios e mais que isso, o volume de recursos é suficiente para a realização da reforma de estruturas de salas de aula e laboratórios”, disse o reitor.

De acordo com as condições de financiamento previstas no edital, o Estado vai aplicar o mínimo de 10% dos recursos em reformas e manutenção e o máximo de até 80% em obras de construção civil, sendo obrigatório o investimento em conclusão de obras paralisadas. A ação também prevê o mínimo de 10% do montante para atendimento às normas de combate a incêndio e o máximo de até 10% para aquisições de equipamentos e mobiliários.

A seleção dos projetos e obras nas universidades estaduais será baseada em diferentes critérios, como relevância para desenvolvimento científico e tecnológico; melhoria da qualidade do ensino, pesquisa e extensão; sustentabilidade ambiental e eficiência energética; e viabilidade técnica e financeira das instituições.

SERVIÇOS TECNOLÓGICOS – Outros R$ 6 milhões serão aplicados na Rede de Laboratórios Multiusuários das Universidades Estaduais (RIMPP) das universidades estaduais e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O intuito é financiar equipamentos e insumos, a fim de ampliar a prestação de serviços tecnológicos e facilitar as atividades de pesquisa, especialmente nos 324 cursos de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação stricto-sensu das sete universidades ligadas ao Governo do Estado. As propostas podem ser enviadas até 12 de abril.

“O Paraná tem força no campo da tecnologia, temos laboratórios com equipamentos de ponta, assim como os maiores centros de pesquisa do mundo. Então, esse arranjo de organizar em laboratórios multiusuários, com acesso da sociedade, de empresas e institutos de pesquisa, é um grande avanço, porque a sociedade ganha, a pesquisa ganha, a tecnologia ganha, o povo do Paraná ganha”, apontou o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanali.

BOLSAS – Outra parte dos recursos, no valor de R$ 56,1 milhões, será destinada para o custeio de bolsas concedidas pela Fundação Araucária. São R$ 15,7 milhões para iniciação científica e iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação; R$ 13,4 milhões para pesquisa e extensão universitária; e R$ 16 milhões para pesquisa aplicada. O recurso é para todo o sistema de ciência e tecnologia, que envolve as instituições estaduais, federais e as instituições privadas.

Além desses programas de bolsas já consolidados, o governador Ratinho anunciou R$ 11 milhões para uma nova ação de internacionalização, denominada Ganhando o Mundo da Ciência. O programa vai custear a mobilidade de universitários das instituições estaduais de ensino superior, que estão ou estiveram em estágio de iniciação científica para nações da América do Norte, Europa e Ásia. Os estudantes de graduação poderão permanecer por até oito meses no Exterior, de acordo com as condições de acolhimento das universidades parceiras.

Essa iniciativa também prevê estágio de pesquisa pós-doutoral, como forma de contribuir para qualificar o Sistema de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, em áreas consideradas estratégicas para o Estado. Inicialmente o programa prevê intercâmbio em universidades localizadas nos seguintes países: Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão e Reino Unido.