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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O enfrentamento aos crimes de bullying e cyberbullying vem se mostrando mais um grande desafio na rotina de educadores e profissionais que atuam com a promoção do bem-estar psicológico nos contextos escolar e universitário. O cenário se tornou ainda mais complicado desde que ferramentas de geração de imagens e vídeos falsos – deep fakes – se popularizaram. Para tentar inibir agressores, foi sancionada, no início desta semana, a lei que inclui os delitos no Código Penal e os transforma em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como sequestro e indução à automutilação, em crimes hediondos.

Em meio a um roteiro perverso e cujo desfecho pode ser trágico para as vítimas, a identificação dos papéis desempenhados por cada personagem da vida real nestes casos, assim como a criação de uma escala de avaliação psicométrica do fenômeno do cyberbullying, são estratégias que almejam reduzir os efeitos negativos, criando maior grau de consciência sobre o tema em toda a comunidade. É o que defende um estudo que vem sendo elaborado há dois anos pela docente do Departamento de Psicologia e Psicanálise da Universidade Estadual de Londrina (UEL – CCB), Katya Luciane de Oliveira. A pesquisa já ouviu cerca de 2,5 mil estudantes universitários de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e do Ensino Médio dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Os participantes são estudantes de cursos de graduação de todas as áreas do conhecimento que tinham entre 18 e 23 anos em 2021, quando da coleta dos dados. Eles foram ouvidos por meio de formulários online e também pessoalmente quanto a uma série de itens embasados na literatura científica internacional. O objetivo foi desenvolver uma escala de cyberbullying adaptada à língua portuguesa e à realidade brasileira. Por isso, o projeto contou com o trabalho de linguísticas para a validação sintática e semântica da estrutura das frases contidas.

“Construímos os itens baseados na literatura científica, que geralmente é norte-americana, inglesa e chinesa – os chineses têm produzido sobre isso também. Então criamos itens, perguntas na escala, e avaliamos com juízes e profissionais que têm expertise na área. O instrumento é capaz de aferir os perfis que encontramos neste fenômeno: a vítima, agressor e os observadores”, explica Katya, coordenadora do trabalho.

Intitulado “Propriedades Psicométricas de uma Escala de Cyberbullying”, o estudo identificou que cerca de 50% dos participantes já estiveram em algum momento no papel de vítimas de ataques virtuais. Por se tratar de um fenômeno que geralmente ocorre na esfera pública, presencial ou virtualmente, resta a quem não se identificou como agressor ou vítima apenas o papel de observador, destaca a professora.

Estudo vai além das questões envolvendo vítima e agressor/es: observadores e pessoas “passivas” também entram na conta (Freepik).

Quem é quem no bullying/cyberbullying?

Neste grupo de observadores, ou espectadores dos casos de violência cibernética, três comportamentos recorrentes foram apontados. Os espectadores que relataram apenas terem visualizado conteúdos ofensivos são os chamados observadores passivos. Há, também, os que perpetuam as mensagens ou imagens, “tirando sarro e fazendo comentários ruins”, exemplifica Katya. Estes são os chamados observadores ativos. “E há um observador ativo que age de forma positiva, aquele que tenta romper com o ciclo de violência avisando a vítima ou denunciando à comunidade”, completa. 

Outro perfil descrito pela professora é o perfil “retaliador”, papel desempenhado por pessoas que geralmente foram vítimas de bullying fora do contexto virtual e que, mais tarde, viram-se motivadas a cometer o ato, que, desde o início desta semana, foi tipificado como um crime ainda mais grave, após sanção do presidente Lula à Lei 14.811/2024.

Estudando o fenômeno há mais de cinco anos, a professora avalia que o endurecimento das penas representa avanços em direção à criminalização dos agressores. No entanto, a complexidade do fenômeno exige ações também em outras frentes. 

“A escala consegue fazer esse mapeamento. É importante podermos identificar quem é a vítima, mas, também, quem é o agressor. Não somente pelo sentido punitivo, mas pelo princípio restaurador, do que é a urbanidade e civilidade. Atacar o outro na sua existência, falando sobre seu corpo, sexualidade, habilidades, rebaixando, é inaceitável. É importante a identificação também para que as instituições de ensino possam fazer um trabalho de orientação”, ressalta a professora de psicologia.  

É buscando reforçar o papel da Universidade Estadual de Londrina como vetor do desenvolvimento social que diversas oficinas e atividades formativas já foram promovidas junto a escolas da rede estadual do Paraná, contando com a presença da professora Katya. Para ela, “é desmascarando esse cenário violento que conseguiremos capilarizar a saúde mental dos estudantes”, diz. 

Estudos 

No Departamento de Psicologia e Psicanálise da UEL, o olhar sobre o fenômeno é incentivado desde o início da pesquisa, na Iniciação Científica (IC) no curso de Psicologia. Somente em 2023, por exemplo, a professora orientou três graduandos interessados em produzir artigos sobre cyberbullying e sua relação com o uso e o abuso de substâncias psicoativas, além da relação com o desempenho acadêmico na universidade e no ensino médio. Os três temas foram objeto de pesquisa dos graduandos Maria Julia Boletti, Suellen Ferreira de Assis e João Victor Candido, respectivamente.  

Na pós-graduação, o cyberbullying é tema recorrente também no Programa de Pós-graduação em Educação (PPEdu). Um exemplo interessante, ressalta a docente, é a dissertação de mestrado defendida no ano passado “Cyberbullying direcionado ao Público Feminino em Jogos Competitivos”, de Carolina Tiemi Ytiyama. Contando com uma bolsa de mestrado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ytiyama se dedicou a analisar ataques sofridos por jogadoras que eram destaque em “palcos” digitais com o “Valorant“, jogo competitivo de tiro tático desenvolvido pela empresa Riot Games. 

Nestes casos, destaca a professora, deixa-se de lado pelos agressores os aspectos relacionados ao jogo ou às habilidades das competidoras, entrando em cena falas de cunho sexista e misógino. 

“Quer dizer, está tão naturalizado que muitas pessoas acham normal, que é algo banal. E não é. Você não pode atacar o outro e achar que está tudo bem. As relações não podem ser construídas desta forma”, decreta Katya.

Na Educação, o tema foi abordado anteriormente, em 2019, pela pedagoga Andrea Carvalho Belluce, autora da tese de doutorado “Estudantes e as Tecnologias digitais: relações entre estratégias de aprendizagem, motivação e cyberbullyng“. Já, em 2022, a psicóloga Gabrielly Manesco da Silva Felipe defendeu dissertação de mestrado intitulada “Relações entre o cyberbullying, suporte familiar e a depressão no ensino fundamental II”. Ambas contaram com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a orientação da professora Katya Luciane de Oliveira. 

Universidades estaduais estão com 1.342 vagas em cursos de mestrado e doutorado

As universidades estaduais do Paraná estão com inscrições abertas para 1.342 vagas gratuitas em 51 cursos de mestrados e 22 doutorados nos câmpus de seis instituições ligadas ao Governo do Estado. A maior parte dos programas oferece bolsa-auxílio para os pesquisadores com recursos dos tesouros estadual e federal. Os interessados devem seguir as orientações dos editais para participar dos processos seletivos.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem editais para programas de pós-graduação nos campos de administração; agroecologia; ciências de alimentos; ciências contábeis; ciências fisiológicas; ecologia de ambientes aquáticos continentais; engenharia de alimentos; engenharia mecânica; engenharia de produção; engenharia química; engenharia urbana; ensino de ciências ambientais; física; geografia; gestão, tecnologia e inovação em urgência e emergência; e em sustentabilidade.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) são cursos de mestrado e doutorado em áreas como agronomia; ciência e tecnologia de alimentos; ciências sociais aplicadas; computação aplicada; engenharia e ciência de materiais; ensino de ciências e educação matemática; e jornalismo.

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) oferece cursos de mestrados e doutorados nos câmpus de Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo. As opções são nas áreas de agronomia; biociências e saúde; bioenergia; ciência da computação; conservação e manejo de recursos naturais; contabilidade; desenvolvimento regional e agronegócio; economia; engenharia agrícola; engenharia de energia na agricultura; engenharia química; geografia; história; química; e zootecnia.

Na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) as vagas contemplam as seguintes áreas: administração; bioenergia; ciências florestais; geografia; letra; e química aplicada. A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) oferece 21 vagas no curso de Mestrado em Ciências do Movimento Humano. Já a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) tem vagas nos cursos de mestrado em filosofia; formação docente interdisciplinar; história pública; interdisciplinar sociedade e desenvolvimento; e matemática.

Além destas, a UEPG e a Unicentro oferecem vagas para o curso associado de mestrado e doutorado em ciências farmacêuticas.

AUXÍLIO FINANCEIRO – Os estudantes dos programas de pós-graduação das universidades estaduais têm possibilidade de receber bolsas-auxílio para dedicação total às pesquisas. Os valores variam entre R$ 2.100 (mestrados) e R$ 3.100 (doutorados).

As bolsas são concedidas pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no âmbito estadual; e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), instituições ligadas aos Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Para receber os benefícios, os estudantes devem acompanhar os editais dos programas para participar das seleções. Cada programa tem regulamento próprio e os bolsistas são orientados a cumprir atividades específicas como requisitos de manutenção dos auxílios.

Confira os programas de pós-graduação das universidades estaduais do Paraná:

UEM

Administração

Vagas: 5 para mestrado e 6 para doutorado

Inscrições: até 4 de março – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 180

Agroecologia

Vagas: 25 para mestrado profissional

Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 250

Ciência de Alimentos

Vagas: 19 para mestrado e 19 para doutorado

Inscrições até 12 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

Ciências Contábeis

Vagas: 25 para mestrado

Inscrições até 29 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 250

Ciências Fisiológicas

Vagas: 12 para mestrado

Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais

Vagas: 15 para o mestrado e 15 para doutorado

Inscrições até 1º de março – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

Engenharia de Alimentos

Vagas: 14

Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI

Não há custo para a inscrição

Engenharia Mecânica

Vagas: 36 para mestrado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Não há custo para a inscrição

Engenharia de Produção

Vagas: 20 para mestrado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 190

Engenharia Química

Vagas: 53 para o mestrado e 50 para doutorado

Inscrições até 14 de janeiro para Mestrado e 4 de fevereiro Doutorado – Editais AQUI

Não há custo para a inscrição

Engenharia Urbana

Vagas: 23 para mestrado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

Ensino das Ciências Ambientais

Vagas: 15 para mestrado

Inscrições até 1° de março – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

Física

Vagas: 10 para o mestrado e 10 para doutorado

Inscrições até 9 de fevereiro – Edital AQUI

Não há custo para a inscrição

Geografia

Vagas: 23 para o mestrado e 12 para o doutorado

Inscrições até 19 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200,00

Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência

Vagas: 20 para mestrado profissional

Inscrições até 13 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200,00

Sustentabilidade

Vagas: 34 para mestrado

Inscrições até 13 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200,00

UEPG

Agronomia

Vagas: 21 para mestrado

Inscrições até 1º de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Ciência e Tecnologia de Alimentos

Vagas: 10 para mestrado e 10 para doutorado

Inscrições até 31 de janeiro Editais AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Ciências Sociais Aplicadas

Vagas: 35 para mestrado e 31 para doutorado

Inscrições até 5 de fevereiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150 para o mestrado e R$ 200 para o doutorado

Ciências e Educação Matemática 2023

Vagas: 20

Inscrições até 31 de janeiro –  Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Computação Aplicada

Vagas: 13 para mestrado

Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Engenharia e Ciência de Materiais

Vagas: 13 para mestrado e 16 para doutorado

Inscrições até 5 de fevereiro para o mestrado e fluxo contínuo para o doutorado – Editais AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Jornalismo

Vagas: 15

Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

UNIOESTE

Agronomia

Vagas: 30 para mestrado e 16 para doutorado

Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

Biociências e Saúde

Vagas: 18 para mestrado e 20 para doutorado

Inscrições até 31 de janeiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 250

Bioenergia

Vagas: 8 para mestrado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Ciência da Computação

Vagas: 28 para mestrado

Inscrições até 15 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

Conservação e Manejo de Recursos Naturais

Vagas: 32 para mestrado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$180

Contabilidade

Vagas: 15 para mestrado

Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 350

Desenvolvimento Regional e Agronegócio

Vagas: 11 para mestrado e 5 para doutorado

Inscrições até 4 de fevereiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 190

Economia

Vagas: 12 para mestrado

Inscrições até 23 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 50

Engenharia Agrícola

Vagas: 35 para mestrado e 35 para doutorado

Inscrições até 18 de fevereiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

Engenharia de Energia na Agricultura

Vagas: 30 para mestrado e 20 para doutorado

Inscrições até 6 de fevereiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

Engenharia Química

Vagas: 21 para mestrado e 24 para doutorado

Inscrições até 25 de fevereiro – para mestrado Edital AQUI para doutorado Edital AQUI 

Taxa de inscrição: R$ 190

Geografia

Vagas: 12 para mestrado e 3 para doutorado

Inscrições até 8 de fevereiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100 e R$ 200

História

Vagas: 18 para mestrado e 12 para doutorado

Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Química

Vagas: 20 para mestrado

Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100

Zootecnia

Vagas: 28 para mestrado e 22 para doutorado

Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

UNICENTRO

Administração

Vagas: 5 para mestrado profissional

Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 320

Bioenergia

Vagas: 8 para mestrado

Inscrições até 16 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Ciências Florestais

Vagas: 18 para mestrado

Inscrições até 29 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 50

Geografia

Vagas: 24 para mestrado e 12 para doutorado

Inscrições até 19 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

Letras

Vagas: 22 para mestrado e 14 para doutorado

Inscrições até 1º de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

Química Aplicada

Vagas: 10 para mestrado e 10 para doutorado

Inscrições até 2 de fevereiro para o mestrado e fluxo contínuo para o doutorado – Editais AQUI

Taxa de inscrição: gratuita

UENP

Ciências do Movimento Humano

Vagas: 21 para mestrado

Inscrições até 18 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 200

UNESPAR

Filosofia

Vagas 18 para Mestrado Profissional

Inscrições até 4 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 60

Formação Docente Interdisciplinar

Vagas 20 para mestrado

Inscrições até 18 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100

História Pública

Vagas 11 para mestrado

Inscrições até 8 de março – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100

Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento

Vagas 30 para mestrado

Inscrições até 28 de janeiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100

Matemática

Vagas 20 para mestrado

Inscrições até 20 de fevereiro – Edital AQUI

Taxa de inscrição: R$ 100

UEPG e UNICENTRO

Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas

Vagas: 28 para mestrado e 27 para doutorado

Inscrições até 31 de janeiro – Editais AQUI

Taxa de inscrição: R$ 150

As universidades estaduais estão promovendo atividades de educação, cultura, esporte, saúde, empreendedorismo e meio ambiente no Verão Maior Paraná, iniciativa do Governo do Estado que reúne uma série de ações recreativas e de lazer para veranistas e moradores dos municípios do Litoral. A programação segue até 4 de fevereiro nas praias e balneários paranaenses, incluindo as prainhas de água doce do Rio Paraná em Porto Rico e em São Pedro do Paraná, na região Noroeste.

Com o apoio da Secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), professores e estudantes universitários de diferentes áreas do conhecimento ocupam um espaço denominado Projeto Com Ciência na arena esportiva instalada na Praia Brava de Caiobá, no município de Matinhos. Esta edição do Verão Maior Paraná tem, ao todo, seis arenas ao longo da faixa litorânea.

Entre as atrações organizadas pelas instituições de ensino superior está um projeto de reaproveitamento da casca de coco verde para manter as praias limpas, desenvolvido pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Outro projeto na área de tecnologia, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ensina crianças e adolescentes a pilotar drones e possibilita que o público participe de um jogo de futebol entre robôs.

O Projeto Com Ciência também oferece um espaço para a prática de jogos de tabuleiro, onde os visitantes podem passar o tempo estimulando o raciocínio, longe de telas de dispositivos eletrônicos. Para os dias 20 e 21 de janeiro, inclusive, está previsto um campeonato de xadrez com a entrega de medalhas e troféus para os competidores mais bem colocados. No local, são realizados, ainda, testes rápidos para sífilis e hepatite, exames de pele e aferimento de pressão e orientações de prevenção na área da saúde.

A estudante Gabriela da Silva Souza, de 13 anos, que veio de Anápolis, no interior de Goiás, para aproveitar as férias no Litoral do Paraná, destaca os benefícios das ações que combinam jogos e tecnologia. “Achei muito bom esse projeto com jogos que estimulam o raciocínio, pois tanto o xadrez quanto o jogo eletrônico fazem a gente querer aprender mais”, afirma.

Para o universitário Luiz Felipe Nogueira de Souza, de 20 anos, de Londrina, no Norte do Paraná, as ações promovidas pelas universidades melhoraram ainda mais a estadia no Litoral. “Foi a primeira vez que vim para Matinhos e o projeto Verão Maior Paraná deu um toque a mais no passeio”, afirma. “Quero voltar outras vezes, principalmente porque gosto de jogar xadrez e passei todas as tardes fazendo isso aqui”, diz, em referência ao espaço organizado pelo projeto Com Ciência.

A médica aposentada Setsuko Fukuda Gomes, de 67 anos, levou os netos, que moram em Curitiba e estão de férias no Litoral, para participar das atividades do Projeto Com Ciência. “Eles descobriram esse espaço de robótica e estão adorando, tanto que queriam vir bem cedo hoje para pilotar os drones”, destaca. Ela ressalta os benefícios em aproximar as crianças das tecnologias, como a pilotagem de drones. “Essa ação é excelente, pois é um treino intelectual e de capacidade motora”, ressalta, sinalizando que “os netos irão aproveitar todos os dias”.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, reforça o papel social das universidades. “O verão é uma oportunidade para apresentar para a sociedade e população paranaense que vêm para o Litoral o conhecimento que é produzido nas universidades, que se produz ciência capaz de transformar vidas”, afirma. “Pela extensão universitária, tudo o que é produzido na universidade chega à comunidade para a formação de cidadão e atrair pessoas para a carreira científica que é, sem dúvida, um dos grandes objetivos desse trabalho”.


ARTE E CULTURA – Os veranistas podem participar de uma mostra cinematográfica itinerante com 12 filmes produzidos por professores e profissionais formados pelo curso de Cinema da Unespar. As sessões acontecem de terça-feira a domingo em Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

Para os dias 26, 27 e 28 de janeiro, em Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, estão programados shows com a Big Belas Band, grupo de jazz composto por alunos e professores da Unespar. As apresentações serão nos chamados palcos Sunset, que integram a estrutura desta edição do Verão Maior Paraná.

Nos mesmos locais, entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro, a UEM irá exibir o filme Alice no País das Maravilhas, de 1915, obra cinematográfica da época do cinema mudo, adaptada do conto clássico homônimo. As sessões serão no formato de cine concerto, modalidade de exibição caracterizada pela trilha e efeitos sonoros tocados ao vivo por uma orquestra ou banda musical. Confira AQUI a programação completa com as atividades das universidades estaduais no Verão Maior Paraná.

Serviço:

10 a 13 de janeiro

Jogos de tabuleiro e atrações interativas do projeto Manna

Das 9h às 12h e das 15h às 19h

Exposição de artesanato dos projetos Couro de Peixe e Nossa Praia Mais Limpa e Sustentável

Das 15h às 19h

20 e 21 de janeiro

Campeonato de xadrez

Inscrições até dia 19 no espaço Com Ciência, na Praia Brava de Caiobá.

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Chamada pública lançada pela Fundação Araucária prevê bolsas de R$ 1.875 mensais a pesquisadores do Paraná

O governo estadual, por meio da Fundação Araucária (FA), lançou, em dezembro, chamada pública para o Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico.

Serão ofertadas 180 bolsas de R$ 1.875 mensais, com duração de 24 meses, para pesquisadores vinculados a instituições paranaenses. O investimento total é de R$ 8,1 milhões. Interessados devem submeter suas propostas até 23h59 do dia 18 de março, por meio da Plataforma de Operação de Projetos Públicos (Sparkx).

Serão aceitos projetos individuais de pesquisadores que não foram contemplados com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Segundo o cronograma, o resultado final será divulgado a partir de 15 de julho.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) da UEM, Mauro Ravagnani, destacou o alto potencial produtivo da pesquisa da Universidade. “Para a UEM, o edital é válido e acreditamos que temos muitas chances de ter um grande número de pesquisadores contemplados”, afirmou. “Infelizmente, o número de bolsas não é grande para atender a toda a comunidade científica do estado do Paraná. Mas é uma iniciativa interessante que merece ser elogiada”, completou.

O programa é dividido em duas modalidades: pesquisa e desenvolvimento tecnológico. As áreas prioritárias são Agricultura e Agronegócio; Biotecnologia e Saúde; Energias Inteligentes; Educação, Sociedade e Economia; e Cidades Inteligentes. As áreas transversais envolvem Desenvolvimento Sustentável e Transformação Digital.

Segundo a FA, o intuito da iniciativa é financiar bolsas de produtividade a profissionais de reconhecida liderança junto a redes ou projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de alta relevância para a política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

Além disso, a chamada pública objetiva apoiar profissionais com relevante produção científica, tecnológica ou de inovação que apresente sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação da FA (Napis) ou com algum dos ecossistemas de inovação das áreas transversais e prioritárias do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT/PR).

O edital completo e seus anexos, com mais informações sobre inscrições, prazos, regulamentos e critérios de avaliação, podem ser consultados aqui.

As universidades estaduais do Paraná iniciam o recesso das aulas nesta quarta-feira (20), com previsão de retorno das atividades acadêmicas em janeiro de 2024. Desde 2021, as instituições estaduais de ensino superior atuam para alinhar os calendários acadêmicos, afetados em razão da pandemia do novo coronavírus.

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) adequou o dela ao longo deste ano e as demais instituições planejam regularizar os períodos acadêmicos no decorrer 2024. A expectativa é que todas estejam com os calendários das atividades de ensino regulares a partir de 2025.

Na UEPG, os estudantes retornarão às atividades em 19 de fevereiro, com início do ano letivo de 2024.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) retoma as atividades em 8 janeiro, dando continuidade ao segundo semestre letivo de 2023. Assim também será nas demais. As universidades estaduais de Londrina (UEL) e do Centro-Oeste (Unicentro) voltam no dia 22 de janeiro (concluindo calendário 2023). Na sequência, em 1º de fevereiro, começam as aulas das universidades estaduais do Oeste do Paraná (Unioeste), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar).

Atualmente, a UEM, a Unicentro e a UENP estão tramitando nos conselhos superiores as propostas para os respectivos calendários acadêmicos referentes ao ano letivo de 2024.

Confira as datas de retorno das atividades nas universidades estaduais:

UEL – 22 de janeiro

UEM – 8 de janeiro

UEPG – 19 de janeiro

Unioeste – 1º de fevereiro

Unicentro – 22 de janeiro

UENP – 1º de fevereiro

Unespar – 1º de fevereiro

Entre os dias 12 e 13 de dezembro  foi realizado o  Encontro Nacional de Popularização da Ciência, em Brasília (DF). O evento contou com a participação de representantes das Unidades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), cientistas, divulgadores da ciência, professores, alunos, gestores, membros das equipes de comunicação dos institutos e unidades vinculadas, universidades e institutos federais de educação. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes entre elas as integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência Débora Sant´Ana, Regiane Ribeiro e Camila Silveira.

A programação debateu o Pop Ciência – Programa Nacional de Popularização da Ciência – DECRETO No 11.754, DE 25 DE OUTUBRO DE 2023, que foi lançado no mês de outubro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a finalidade de “desenvolver a cultura científica no país e estimular a utilização da ciência, tecnologia e inovação como ferramentas para inclusão e redução das desigualdades”.

“Foi muito importante conhecer de forma detalhada o planejamento desta área do MCTI, fortalecer as redes de contatos e contribuir com sugestões para os próximos editais. Também importante relatar o avanço desta área no estado do Paraná e reforçar a parceria já estabelecida entre a Fundação Araucária e o MCTI”, comenta a professora Débora Sant´Ana.

Foram realizadas ações em grupos de trabalhos, rodas de conversas, mesas e reuniões sobre: A importância da popularização da ciência e seus impactos no desenvolvimento social brasileiro e apresentação do Decreto 11.754/2023; Panorama nacional: as atividades de popularização da ciência nas 27 Unidades da Federação; Chamadas públicas de popularização da ciência 2022 e 2023: dados consolidados do CNPq; Rodas de conversa sobre as ações estruturantes do Pop Ciência (GTs); Rodas de conversa sobre Olimpíadas Científicas; Feiras e Mostras e Centros e Museus de Ciências (GTs); Participação social e articulações nos território; Painel Interministerial: a intersetorialidade das Políticas Públicas de Popularização da Ciência; Rodas de conversa sobre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia; 5ª CNCTI: Diretrizes, estratégias e mobilização; 5ª CNCTI: Reunião preparatória para a construção da Conferência Livre de Popularização da Ciência (plenária) e apresentação dos Relatórios dos GTs e plenária final.

O MCTI promoverá diversos encontros e reuniões para debater a organização da 21ª. SNCT e a 5ª. CNCTI.

Com o objetivo de apoiar as editoras mantidas pelas instituições científicas, tecnológicas e de inovação do Paraná, o Governo do Estado por meio da Fundação Araucária, vai investir R$ 2 milhões no Programa de Apoio às Publicações Científicas – Fortalecimento de Editoras.

As propostas podem ser submetidas até o dia 29 de janeiro de 2024. Poderão ser submetidos projetos, no limite de até R$ 150 mil. Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio e capital para produção de material didático-instrucional e publicação de artigos científicos.

O resultado das propostas aprovadas deve ser divulgado a partir do dia 15 de março. O edital com todas as informações está disponível no site www.fappr.pr.gov.br em Programas/Programas Abertos.  

O ensino superior do Paraná foi reconhecido nesta semana entre os mais sustentáveis do mundo em dois rankings internacionais. Os resultados do UI GreenMetric World University Ranking 2023 e do QS Sustainability University Ranking 2024 destacam a Universidade Estadual de Maringá (UEM) em primeiro lugar no Estado no desenvolvimento de ações para a sustentabilidade ambiental e pesquisas relacionadas ao tema. Os rankings também destacam as universidades estaduais do Norte do Paraná (UENP) e de Londrina (UEL), respectivamente.

Promovido pela Universidade da Indonésia (UI), o GreenMetric 2023 foi divulgado na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), que acontece até esta terça-feira (12), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Essa avaliação universitária considera 39 indicadores e seis critérios: ambiente e infraestrutura, energia e mudanças climáticas, resíduos, água, transporte e educação.

A UEM e a UENP figuram em 16º e 30º lugar nacional do ranking entre 43 universidades do Brasil avaliadas. No mundo, as duas estaduais paranaenses estão nas posições 399 e 762, entre 1.183 instituições de 85 países.

A Quacquarelli Symonds (QS), consultoria britânica especializada em análises universitárias mundiais, é a responsável pelo QS Sustainability 2024. Esse levantamento avalia o desempenho institucional em três grupos de indicadores: impacto ambiental, impacto social e governança. Os critérios consideram empregabilidade de estudantes, igualdade social e de gênero, transferência de conhecimento, inserção de temas sobre sustentabilidade no ensino, comprometimento ambiental da instituição e pesquisas no campo da sustentabilidade.

Nessa classificação, que está na segunda edição, o Paraná é segundo estado com o ensino superior mais sustentável do Brasil, atrás somente de São Paulo e empatado com Minas Gerais. A UEM e a UEL aparecem em 13º e 17º lugar nacional das 34 universidades brasileiras avaliadas. Na América Latina, as instituições figuram como 36ª e 43ª mais bem avaliadas entre 101 universidades. No mundo, as duas instituições ligadas ao Governo do Paraná estão nas faixas 801-820 e 961-980 num grupo de 1.403 universidades.

Entre 2020 e 2023, pesquisadores da UEM publicaram 2.520 artigos científicos relacionados à sustentabilidade, resultado que contribui diretamente para elevar a vantagem da estadual paranaense perante outras universidades públicas e privadas de todo o Brasil.

O reitor da UEM, professor Leandro Vanalli, destaca o papel das universidades na promoção da sustentabilidade. “A conscientização sobre a importância da sustentabilidade no meio acadêmico é essencial, pois quando as pessoas compreendem a importância de proteger o meio ambiente se tornam mais propensas às mudanças de comportamento”, afirma. “Esse reconhecimento nos rankings internacionais reflete o compromisso institucional da UEM com medidas e práticas de sustentabilidade que contribuem para a preservação ambiental e para um futuro mais sustentável para todos”.

AÇÕES – As universidades estaduais do Paraná desenvolvem uma série de iniciativas no campo da sustentabilidade que contribuem para os resultados alcançados nos rankings internacionais. As instituições contam com programas para a redução da emissão dos gases de efeito estufa, a partir da produção de energia renovável, do tratamento de resíduos orgânicos, da coleta seletiva e do incentivo à utilização de meios de transporte não poluentes.

Na UEM, os 70 cursos de graduação incluem sustentabilidade nos conteúdos de ensino, sendo Engenharia Ambiental e Tecnologia em Meio Ambiente específicos da área, além de um curso de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade. A instituição também incentiva a gestão de resíduos, separação de materiais recicláveis, descarte correto de pilhas e baterias, tratamento de materiais orgânicos e destinação correta de produtos químicos.

O programa UEM Recicla promove orientação para cidadãos e comunidade universitária sobre responsabilidade ambiental, como separação de resíduos, substituição de copos descartáveis e economia de papel em atividades administrativas. Atualmente, 95% das instalações do câmpus-sede são equipadas com lâmpadas eficientes e as máquinas de ar-condicionado estão sendo substituídas pelo tipo inverter, uma tecnologia que reduz o consumo energético.

A UENP conta com um assessoria de gestão de políticas de sustentabilidade vinculada à Pró-Reitoria de Planejamento e Avaliação. Um dos projetos, denominado UENP Sustentável, atua para reduzir o impacto ambiental e preservar os recursos naturais. Entre as ações propostas, estão o fim do uso de copos descartáveis e coleta seletiva solidária, que destina material coletado nos campus para cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis.

ENERGIA SOLAR – Entre 2019 e 2020, a UEL e a UEM foram as primeiras universidades da rede estadual a implantar usinas fotovoltaicas nos câmpus universitários. Juntas, as duas instituições somam uma estrutura de 2.460 módulos de placas solares instalados em uma área de 4,8 mil metros quadrados.

Na UEL, o sistema de captação de incidência solar assegura uma produção de 489,6 megawatt-hora, com capacidade para gerar energia suficiente para manter aproximadamente 250 residências médias pelo período de um ano.

Na UEM, o sistema representa até 10% do consumo anual do câmpus-sede, o que equivale a uma economia de R$ 200 mil. Essa produção poderia abastecer cerca de 300 residências com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês, ao longo de 12 meses. Essa energia gerada pelos painéis solares é distribuída e consumida entre nove blocos acadêmicos.

Confira o desempenho das universidades estaduais no UI GreenMetric 2023 e no QS Sustainability 2024:

Rankings destacam universidades do Paraná entre as mais sustentáveis do mundo
Rankings destacam universidades do Paraná entre as mais sustentáveis do mundo

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, assinou nesta quinta-feira (28) o decreto governamental nº 3530, que autoriza a criação da 53ª graduação da UEL, o curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial. A Universidade anuncia, agora, a abertura de inscrições para interessados em concorrer a uma das 50 vagas que serão oferecidas no Vestibular 2024, no período noturno. As inscrições para o novo curso serão realizadas entre 2 e 6 de outubro, no portal da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), e custam R$ 176,00. As novas inscrições serão acrescidas aos 16.049 estudantes que se já se inscreveram para o Vestibular 2024, que será realizado em 29 de outubro (1ª fase) e nos dias 26, 27 e 28 de novembro (2ª fase).

A reitora da UEL, Marta Favaro, lembra que será necessário realizar ajustes para inserir o novo curso no processo do Vestibular 2024, que já está em andamento. Ela explica, por outro lado, que a nova graduação atende a uma demanda da sociedade civil organizada. No Paraná, o curso é oferecido somente em instituições privadas.

Marta destacou que o curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial é bastante atual e vai ao encontro da necessidade de Londrina e região, que busca a transformação econômica e do mercado de trabalho por meio do fomento do setor de Tecnologia da Informação. O curso contou, desde o início da estruturação interna, com grande apoio das entidades da sociedade civil, vereadores, deputados e de toda força política local. “Temos um excelente corpo docente e vamos oferecer aulas no período noturno, de modo que possamos abrigar, também, todos aqueles que já estão no mercado e desejam buscar sua qualificação na UEL”, resumiu a reitora.

Mudança

Interessados poderão fazer a inscrição candidatando-se ao novo curso no Vestibular 2024, a partir da próxima segunda-feira (2). Candidatos que já realizaram a inscrição no Vestibular 2024 e que desejarem transferir a inscrição para o novo curso poderão aproveitar a taxa pública que já foi paga. Nesse caso específico, os candidatos deverão realizar nova inscrição, atentando-se em preencher o requerimento de mudança de opção de curso no ato da inscrição. Todas as normas poderão ser acessadas no portal da Cops.

A responsável pela Cops, professora Sandra Garcia, salienta que o novo curso será vinculado ao Centro de Ciências Exatas (CCE). Ela lembra que a proposta da graduação foi debatida no ano passado, com grande participação de representantes da sociedade e que o foco será a formação de recursos humanos com capacidade para extrair informação relevante de grandes volumes de dados, fazendo uso intensivo de técnicas avançadas de computação para coleta, integração, preparação e análise de dados, concepção e modelagem de soluções, descoberta de conhecimento e aprendizado automatizado na resolução de problemas e desenvolvimento de aplicações para as mais diversas áreas. A nova graduação também colabora para melhorar o ambiente de transformação digital e do Ecossistema de Inovação de Londrina.

O Governo do Estado lançou uma chamada pública para empresas paranaenses interessadas em licenciar e comercializar soluções inovadoras com potencial de mercado. Ao todo, são 30 projetos de diferentes áreas do conhecimento desenvolvidos em universidades públicas e privadas, a partir de pesquisas científicas e tecnológicas. As inscrições dos empresários são online e podem ser feitas até 6 de outubro e os resultados serão divulgados dia 11.

A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), que tem como objetivo transformar os resultados de pesquisas em produtos, serviços e novos negócios. O intuito é incentivar a cultura empreendedora entre pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica, incluindo professores, estudantes e profissionais da educação.

Todos os 30 projetos já têm Patente de Inovação (PI) depositada, concedida ou protocolada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Os pesquisadores são das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste); da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPR); e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o desenvolvimento de novos produtos gera benefícios para as empresas já consolidadas no mercado. “O licenciamento de tecnologias possibilita que o conhecimento gerado nas universidades seja convertido em produtos e serviços que beneficiam a sociedade”, diz o gestor. Ao fazer o licenciamento os pesquisadores cedem o direito de comercialização do conhecimento. Com isso, o conhecimento, que até então estava restrito a ambiente acadêmico passa a ter acesso ao mercado, posicionando-se como produto inovador e competitivo e ao alcance da população.

EMPREENDEDORISMO – Criado em 2021, o Prime integra o conjunto de ações do Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, denominado Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni). O programa se baseia na capacitação e qualificação de pesquisadores, por meio de workshops, consultorias individuais e mentorias coletivas, em temas relacionados a gestão, finanças, sustentabilidade e marketing, entre outros. As atividades são realizadas em formato remoto.

Em 2023, a Seti implantou a premiação de incentivo no valor de R$ 1 milhão, com recursos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, sendo R$ 200 mil para cada um dos cinco finalistas, para o desenvolvimento dos projetos. Além disso, como são pesquisadores acadêmicos e muitas vezes não têm conhecimento de mercado e negócios, o programa Prime oferece capacitação e qualificação através de iniciativas como pré-aceleração ou pacote de consultorias do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR) e um programa de mentoria do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Assim, os pesquisadores já desenvolvem o projeto visando a transformação em novos produtos e serviços.

SERVIÇO:

Seleção de empresas para produzir e comercializar projetos inovadores do Prime 2023:

Inscrições: até 6 de outubro – Edital e formulário online  AQUI

Divulgação do resultado: 11 de outubro.

Mais de 200 professores e pesquisadores participaram da mesa redonda sobre “Experiências e Divulgação científica no Brasil e em Portugal”, nesta segunda-feira (18), no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba. O evento, promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência da Fundação Araucária (FA), contou com a participação da presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica de Portugal, Rosalia Vargas, e da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.

Durante sua apresentação, Rosalia Vargas, citou os principais programas desenvolvidos na Ciência Viva e destacou dados estatísticos que mostram o avanço do interesse da ciência em Portugal a partir das ações desenvolvidas pela Ciência Viva. “Em 2005 apenas 14% da população tinha interesse por ciência e tecnologia, o que aumentou para 60% em 2021. Com a criação dos centros de Ciência Viva, o percentual de pessoas que visitavam estes locais cresceu neste período de 6% para 59%”, relata.

Sobre os projetos paranaenses, a presidente da agência portuguesa elogiou a iniciativa dos novos arranjos de pesquisa e inovação que promove a criação de redes de pesquisa em diversas áreas, principalmente o Paraná Faz Ciência, no trabalho de educação científica e popularização da ciência. “O que vimos aqui na apresentação destes programas, tão variados e intensos, é extraordinário. O que conseguem fazer com o envolvimento de equipes muito motivadas e que acreditam que é preciso agir na sociedade para obter bons resultados. Portanto estão reunidas excelentes condições para a realização de projetos muito práticos e de integração com sucesso garantido dentro do Paraná Faz Ciência”, disse.

A assessora técnica da Fundação Araucária Débora Santana (UEM) e o professor da Universidade Federal do Paraná Rodrigo Reis, articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, apresentaram as principais ações desenvolvidas no Paraná para a disseminação e popularização da ciência e as iniciativas da Ciência Viva que podem ser referência de ações a serem desenvolvidas.

“A Ciência Viva é o principal exemplo global de uma rede de divulgação cientifica para o fortalecimento da cultura científica de um país e ela nos inspirou a trabalhar junto com a Fundação Araucária na implementação de uma rede de divulgação científica que é o Paraná Faz Ciência. Eles organizaram redes como dos Centros Ciência Viva onde todos os museus têm uma articulação em suas exposições, trabalham com processos formação integrados mesmo com governanças específicas. Além dos Clubes de Ciência que estão na escola em parceria com a rede de ciências e museus”, comenta o articulador do NAPI.

“Uma das ações que mais chamam a atenção são as redes de Quintas de Ciência que são como pequenas chácaras e fazendas onde eles trabalham a divulgação da ciência a partir dos ecossistemas regionais de inovação. Então a ideia é entender um pouquinho mais desse processo que é totalmente aplicável para a realidade paranaense”, explicou.

Entre as principais ações desenvolvidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência destacadas no evento estão o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Conexão Ciência de comunicação pública da ciência e a plataforma digital Paraná Faz Ciência para divulgar informações sobre a ciência e seus atores no Estado do Paraná.

“Este formato dos NAPIS é muito inteligente porque a gente precisa somar esforços. Quando reunimos projetos, ideias e recursos humanos para a construção de um programa de popularização da ciência nós temos resultados mais eficazes”, observou a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.

Ela comentou ainda que o MCTI está organizando uma política de popularização da ciência para o Brasil e um dos eixos é articular as redes estaduais e que o Paraná sai na frente pois já tem uma rede sendo desenvolvida. “Queremos garantir que o cidadão paranaense e brasileiro tenha acesso ao que há de melhor na produção científica e para isso também é preciso que as crianças tenham uma escola que viva a experiência da educação científica desde a base para que tenhamos o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil”, disse a diretora.

Segundo a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Santana, o novo arranjo tem como objetivo envolver a comunidade em geral, iniciando pelos estudantes da educação básica, em todas as etapas da pesquisa científica por meio da ciência cidadã.

“Outra forma de aproximar a população paranaense da ciência é por meio do acesso às informações científicas em uma linguagem acessível a todas as pessoas e de modo diversificado e atraente. A difusão da ciência também é uma forma de controle social das atividades científicas desenvolvidas no estado já que a maioria é realizada com recurso público”, ressalta Débora Santana.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, apresentou as principais ações desenvolvidas pela instituição e o cenário em que ela está inserida no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). “No Paraná nós temos um Sistema de CT&I muito robusto e consistente e que pode avançar muito com parcerias como esta com Portugal que tem um dos sistemas mais inovadores de ciência”, destacou o presidente.

Durante a manhã desta segunda-feira (18) as equipes da Ciência Viva e do MCTI estiveram reunidas com representantes da Fundação Araucária e de instituições do Sistema de CT&I do Paraná na sede da FA.

Outra edição da mesa redonda sobre “Experiências e Divulgação Científica no Brasil e em Portugal” acontece na quinta-feira (21), às 14h30, no auditório da Unioeste em Foz do Iguaçu.

O Governo do Estado está com inscrições abertas para o XXIII Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná, com 52 vagas para cursos de graduação nas sete universidades estaduais e na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ao todo, são ofertados mais de 500 cursos, em nível de bacharelado, licenciatura e tecnologia. Os estudantes podem escolher entre as duas formas de inscrição, com envio da documentação física até 27 de outubro ou online até 6 de novembro.

Para a primeira opção, os documentos podem ser entregues pessoalmente em 15 unidades acadêmicas, em diferentes regiões do estado, ou enviados pelos Correios. As equipes das instituições de ensino superior também irão visitar as 25 comunidades indígenas localizadas em Curitiba e em 23 cidades do interior paranaense, de acordo com o edital, para efetuar as inscrições de estudantes com dificuldade de enviar a documentação de forma eletrônica.

Para concorrer às vagas é necessário comprovar a conclusão do Ensino Médio e não ter concluído curso de nível superior. Entre os documentos, os interessados devem apresentar declaração e carta de recomendação assinada pela liderança da comunidade, que ateste a origem indígena.

As provas serão aplicadas nos dias 24 e 25 de março de 2024 em oito municípios: Curitiba, na Região Metropolitana; Cornélio Procópio e Tamarana, no Norte, Mangueirinha, no Sudoeste; Manoel Ribas, na região Central; Nova Laranjeiras, no Centro-Sul; Santa Helena, no Oeste; e Ortigueira, na região dos Campos Gerais. Em Tamarana e Ortigueira as provas serão aplicadas nas terras indígenas de Apucaraninha e Queimadas, respectivamente.

No primeiro dia de avaliação o candidato fará uma prova oral de Língua Portuguesa, em que terá 15 minutos para comentar, opinar e argumentar sobre temas propostos pela banca avaliadora. O segundo dia, será destinado para uma prova objetiva de conhecimentos gerais e redação, com duração máxima de cinco horas.

POLÍTICA PÚBLICA – O Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná é uma iniciativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), reconhecida como política pública de Estado, amparada pela Lei 13.134/2001. Nesta edição, a seleção é organizada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os alunos que ingressam no ensino superior nessa modalidade contam com apoio da Comissão Interinstitucional para Acompanhamento dos Estudantes Indígenas (Cuia).

Serviço:

XXIII Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná

Inscrições: envio físico da documentação até 27 de outubro ou online até 6 de novembro – Edital AQUI
Ensalamento: até 18 de março de 2024
Provas: 24 e 25 de março de 2024
Divulgação de gabarito: 12 de abril de 2024
Resultado: até 18 de abril de 2024
Matrícula: conforme cronograma de cada universidade