Confira os clubes de ciências da UEM que estiveram presentes na Expoingá 2026, apresentando seus projetos para o público!

A 52º Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá), evento que também comemora o 79º aniversário da cidade de Maringá, foi realizada no início de maio, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, da Sociedade Rural de Maringá.
Na programação, além de shows, oficinas e palestras técnicas, esse ano a Feira recebeu mais estandes ligados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com destaque para o Hospital Universitário (HUM), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), e, pela primeira vez, Clubes de Ciências ligados à UEM.
Os clubistas se apresentaram durante os dias da exposição tendo um espaço especial para falar sobre os seus projetos. Entre os clubes participantes estão o Clube Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo; o Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy e o Cienteens, do Instituto Estadual de Educação de Maringá. Acompanhando os alunos estavam presentes os professores orientadores.
O Clube Maker CEUP, do Unidade Polo, apresentou seus dois projetos: “Piezoelétrico” e “Material Didático”, feito em impressora 3D. Os clubistas mostraram ao público um meio de produção de energia sustentável, a partir da pressão de uma placa própria de quartzos ou metais preciosos. Eles estiveram no dia 8, sexta-feira, no período da tarde.
O projeto, que ainda está em desenvolvimento, propõe a construção de um tapete que gera energia a partir do contato com a pressão exercida ao caminhar. A aluna Pâmela relata como tem sido sua experiência expondo o projeto do qual ela faz parte na Expoingá 2026. “A nossa experiência está sendo muito boa até o momento, está bem legal”.

Outro clube que se apresentou foi o Jovens Cientistas Kennedy (JCK), do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que apresentou o projeto “Robô Semeador na Horta”. Eles estiveram no dia 14, quinta-feira, no período da tarde. O clube trabalha com a robótica na horta escolar, a partir de robôs que eles mesmos confeccionam e são utilizados para irrigar, semear, testar a temperatura, a umidade do ar e do solo.
O objetivo do clube de ciências é investigar o papel da robótica na horta escolar, o projeto está em andamento desde o ano passado. Eles também estudam em quais ambientes a horta se desenvolve melhor, como explica o professor coordenador do projeto, Evanildo de Oliveira. “Nós testamos onde a horta se desenvolve melhor, no sol 100% ou sombra total. Nós percebemos que no sol e meia sombra também funciona bem, na sombra total não funciona”, relata o docente.
Depois de apresentarem seus trabalhos ao público na Expoingá 2026, os alunos ainda falaram sobre como foi essa experiência. Para Danilo, clubista do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, a participação em eventos como esse é importante. “Eu achei uma experiência muito boa, isso já dá uma coragem para a gente participar em outras competições. E é uma experiência muito boa a gente estar mostrando nosso projeto para mais pessoas”, completa.

O terceiro clube a se apresentar foi o clube de ciências Cienteens, do Instituto de Educação Estadual de Maringá, no dia 15, sexta-feira, no período da tarde. Eles apresentaram dois projetos: “Jardim das Cores: O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinares de Arte e Ciência” e “Ciência do Visível: Luz e Cor”. O primeiro projeto abordou a revitalização do horto escolar, onde os clubistas identificaram as plantas em torno do colégio e realizaram o processo de extração dos pigmentos delas. A partir disso, foram realizadas oficinas de artes, para os alunos do Ensino Fundamental I e II, para que eles criassem desenhos com os pigmentos extraídos.
Os clubistas que apresentaram o segundo projeto do Cienteens realizaram uma pesquisa com os alunos da escola sobre a situação do colégio, analisando questões como a poluição visual e a influência das cores no cotidiano da escola. Após a análise das respostas, será ministrada uma oficina com os próprios alunos, mostrando o grafite e o desenho artístico como uma forma de transformar o ambiente e deixá-lo mais agradável visualmente, transpondo os trabalhos artísticos para o mural da escola.
Alunos do Cienteens também falaram sobre a importância de apresentarem seus trabalhos na Expoingá. De acordo com o clubista Heitor Fort, “é muito bom ver o seu trabalho ser reconhecido, poder mostrar o que a gente fez no ano passado, porque foi bastante pesquisa, foi bastante trabalho, que trouxe a gente para cá”, defende.
A aluna Alicia Fletcher contou como foi sua primeira experiência apresentando o projeto do qual ela faz parte em uma feira como a Expoingá. “Está bem animado, porque é a minha primeira feira, então está sendo uma experiência nova para mim, estar aqui apresentando. Eu estou achando bem legal”, conta.

A empolgação dos clubistas reflete a importância de eventos como exposições, onde eles podem apresentar seus projetos. A Expoingá 2026 foi uma ótima oportunidade para que os alunos dos clubes de ciências ligados à UEM pudessem aprimorar suas habilidades de comunicação e apresentar ao público as pesquisas realizadas ao longo do ano pelos clubes.
Na segunda edição, a Feira amplia o número de vagas, as categorias especiais e reforça o incentivo a projetos de comunicação, cultura oceânica, empreendedorismo e meninas e mulheres na ciência

Mais uma etapa da FECCI 2026 começa nesta semana. A partir de terça-feira, 19 de maio, estudantes e professores dos clubes de ciência e de equipes de pesquisa do país todo poderão inscrever seus projetos para a segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência. Neste ano, o evento traz mais vagas, novas categorias especiais e uma programação ainda mais voltada à troca de experiências, inovação e divulgação científica. No mesmo local da edição anterior, o campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 a 6 de novembro.
O sistema de submissão de projetos ficará aberto de 19 de maio até 19 de junho. O processo de inscrição será todo online, via plataforma Even3, neste link. Um espaço será dedicado ao cadastro de professores e outro para os estudantes. As categorias continuam as mesmas da primeira edição: FECCI Kids, FECCI Junior e FECCI Jovem, incluindo toda a gama de estudantes do Ensino Básico: do Ensino Fundamental I e II, passando pelo Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As inscrições são gratuitas e cada projeto submetido à Feira poderá incluir até três estudantes e um professor orientador. Esta etapa inicial, de avaliação dos trabalhos para seleção, será também virtual. Os modelos específicos para descrição dos trabalhos serão cedidos pela organização e serão disponibilizados de acordo com cada categoria de inscrição. Estarão acessíveis na mesma plataforma de inscrição.
O caminho para a garantir a participação na FECCI é, primeiramente, fazer o download do modelo (ou template) de acordo com a categoria que se pretende participar. Após preenchê-lo corretamente com os dados solicitados, o arquivo deverá ser anexado novamente, devidamente preenchido, no ato da submissão online. Os formatos de arquivo aceitos são Word (.doc ou .docx) ou LibreOffice (.odt).
Serão então dois arquivos a serem enviados no ato de submissão do projeto: um com identificação dos autores, e o outro, sem a identificação. A organização ressalta que é de responsabilidade dos autores a correta inserção desses arquivos na plataforma de inscrição.
Para quem já leu o editar e tem dúvidas, pode ser que algumas delas sejam as mesmas respondidas na live do programa Quarta com Clubes, que vai ar em 27 de maio, no canal de You Tube do EducartGeo .Todas as informações e atualizações relativas à FECCI 2026 podem ser acompanhadas pelo site do evento fecci.net.br ou pelo perfil de Instagram @fecci_prfc.
Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.
Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.
Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.
Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.
As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.
Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”
Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.
O evento irá reunir educadores e estudantes para debater cultura científica e os resultados dos laboratórios makers

Quatro clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência Maker estarão presentes no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026. A equipe, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, irá representar o estado, evidenciando a importância do investimento em ações que aproximam os alunos da Educação Básica de práticas investigativas e da cultura maker. O evento será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, as atividades desenvolvidas pelos clubes de ciência já são referência no país. “Em especial, a Rede de Clubes Maker desempenha um papel fundamental na consolidação de clubes em diferentes contextos, incluindo escolas indígenas, do campo, quilombolas e urbanas situadas em regiões de maior vulnerabilidade social”, destaca.
Pensando nessa representatividade, os clubes convidados para o evento pertencem ao Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; C.E. do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; C.E. do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), em Apucarana; e C.E. do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Participarão os quatro professores coordenadores e oito dos estudantes clubistas. Segundo Mariana, também foi produzido um vídeo de cinco minutos, que reúne pesquisas e criações dos demais clubes makers da Rede. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho, promover a troca de experiência com pessoas de outros estados e, claro, ter um momento de imersão cultural.
O projeto do Paraná Faz Ciência Maker é parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária. A iniciativa foi selecionada na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Encontro Nacional estava previsto e busca estabelecer diálogo com representantes governamentais, além de aprofundar o conhecimento sobre o papel de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.
As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes, contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.
O momento foi marcado por orientações da equipe do NAPI PRFC e esclarecimento de dúvidas dos participantes

Com o avanço da Rede de Clubes Maker do NAPI – Paraná Faz Ciência, os integrantes dos projetos estão cada vez mais entusiasmados e, consequentemente, ansiosos para os próximos passos. Para dar continuidade às atividades do novo semestre, professores e diretores de escolas com características ‘maker’ foram convocados para uma reunião, na segunda quinzena de agosto, dia 21.
O encontro foi realizado no formato remoto, via Google Meet. Foi reforçada a importância da preparação para os eventos que ocorrerão nos próximos meses, do diálogo constante com a equipe do NAPI PRFC e do registro dos materiais e equipamentos recebidos. Os participantes também aproveitaram o momento para tirar dúvidas e dar atualizações sobre os Clubes de Ciências Maker.
A questão dos equipamentos foi especialmente debatida. Como explicou a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do PRFC Maker e articuladora institucional do NAPI PRFC pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), eles serão doados para as escolas. Antes, porém, é necessário que seja feito o cadastramento como patrimônio na UEL. “Precisamos que todo equipamento tenha uma foto e informações, como o número de série e marca do equipamento.”
Além de orientar, a reunião foi utilizada para anunciar o evento Maker 2025, que segue o cronograma do projeto aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O encontro está sendo organizado para ocorrer no final do ano, com apresentações de trabalhos. A ideia é mostrar os resultados das ações desenvolvidas pelos estudantes e professores bolsistas. Mais informações serão disponibilizadas em breve.
A formação terá como foco temáticas relacionadas à rotina dos clubes de ciências em escolas da Educação Básica

Para dar sequência ao curso realizado em 2024, a Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência vai oferecer mais um momento de formação para os professores. Desta vez, os encontros irão se aprofundar nas temáticas sobre os clubes de ciências em escolas da Educação Básica. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 15 de setembro, no site da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” será no formato remoto assíncrono. A plataforma Moodle será ser utilizada, em parceria com a Universidade Virtual do Paraná (UVPR). A primeira etapa deve ocorrer entre os dias 15/9/2025 e 23/11/2025, enquanto a segunda está prevista para ser entre 23/2/2026 e 13/07/2026.
No total, serão 15 módulos de 4 horas. Cada módulo vai durar duas semanas não prorrogáveis, ou seja, devem ser concluídos dentro desse período. As reuniões garantem aos professores um certificado pela UEL, com 60 horas completas. O documento será disponibilizado ao final de todas as atividades propostas, valendo como progressão de carreira.
A participação é obrigatória para docentes da Rede de Clubes geral e da Rede de Clubes Maker, conforme os projetos da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), respectivamente. Solicita-se, também, a convocação dos BTNS (bolsistas técnicos de nível superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior. Professores da Rede de Clubes Meninas estão convidados, mas a participação é opcional.
Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”
Inscrições: até 15/9, neste link
Formato: remoto assíncrono (Google Meet)
Realização: 15/9/2025 a 13/7/2026
A Universidade é uma das instituições parceiras do NAPI Paraná Faz Ciência

Ninguém faz ciência sozinho. É preciso investigar, debater e, claro, trabalhar em equipe. Por isso, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é tão importante para o desenvolvimento de jovens cientistas no país — e as Instituições de Ensino Superior (IES) fazem parte desse processo. A Universidade Estadual de Londrina (UEL), por exemplo, articula 20 Clubes de Ciências no estado.
A coordenadora institucional do NAPI PRFC na UEL é a professora Mariana Andrade, docente no Departamento de Biologia Geral da instituição. Para ela, que acumula a função de coordenadora estadual do PRFC Maker, o objetivo da Rede de Clubes é justamente a “formação científica de estudantes da Educação Básica, o desenvolvimento do caráter investigativo sobre as Ciências, a produção de pesquisas para feira e mostras científicas, o contato com pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento e o estímulo do interesse por carreiras universitárias.”
Para que esse trabalho seja possível, existe por trás uma equipe bastante engajada, que contribui com as atividades e com a orientação dos clubes de ciência da região. Junto com a professora Mariana, a UEL conta com bolsistas pedagógicos, administrativos, de comunicação, de Iniciação Científica, de Desenvolvimento Tecnológico Nível 2, de pós-doutorado e de extensão (PIBEX).

Além da articulação dos clubes de ciência, a UEL ainda é responsável pela coordenação da parte administrativa dos clubes de ciência Maker, do Comitê de Ética em Pesquisa, dos cursos de formação desenvolvidos pelo PRFC e da compra de material para 100 clubes. A Universidade também participa da meta de articulação entre museus de ciências e tecnologia, com o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL).
A Secretaria Estadual de Educação (SEED) é outro pilar fundamental na caminhada rumo à popularização da ciência. Dentro do NAPI, essa participação é feita através dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), da direção das escolas e dos professores coordenadores dos clubes. No caso da UEL, a atuação é com o NRE de Londrina (15 clubes) e de Telêmaco Borba (04 clubes). Há ainda mais um clube articulado pela Universidade, porém ligado ao Instituto Federal do Paraná (IFPR – Campus Londrina) e à Rede de Clubes PRFC Meninas.
Com relação aos Clubes de Ciências do Núcleo Regional de Educação de Londrina, eles estão espalhados em escolas de cinco municípios: dez em Londrina, dois em Ibiporã, um em Alvorada do Sul, um em Cambé e um em Rolândia. Desses, 12 fazem parte do PRFC, dois do PRFC Maker e um do PRFC Meninas. Os clubes do NRE de Telêmaco Borba, por sua vez, se encontram em três cidades: dois em Ortigueira, um em Telêmaco Borba e um em Reserva — todos do PRFC.
Segundo o professor Leonardo Zanoni, técnico pedagógico do NRE de Londrina, do Setor de Articulação Acadêmica, a iniciativa possibilita que os clubistas aprendam a utilizar a metodologia científica no cotidiano, além de desenvolverem habilidades colaborativas entre eles. “A expectativa é que os professores possam aprimorar suas práticas pedagógicas e os estudantes possam se apropriar da cultura científica em relação à sua realidade”, destaca.
A professora Fabiola Figueiredo, técnica pedagógica do NRE de Telêmaco Borba, concorda com o ponto de vista. De acordo com a profissional, os clubes têm uma importância estratégica e pedagógica significativa. “Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a atuar como protagonistas da aprendizagem”, explica. “Isso é uma forma eficaz de combater o desinteresse escolar e, consequentemente, reduzir a evasão escolar, melhorar índices de desempenho, estimular talentos em comunidades menos favorecidas, estimular o pensamento crítico e a curiosidade científica.”

Em Londrina, participam da Rede de Clubes o Colégio Estadual Cívico Militar Professora Adélia Dionísia Barbosa (ADB Clube de Ciência), C.E. Machado de Assis (Clube Eco Sapiens), C.E. Professora Maria José Balzanelo Aguilera (Clube Maker – Eco Intelectos), C.E. Antônio Moraes de Barros (Clube Exploradores da Ciência), C.E. Dr. Willie Davids (Forno Solar), C.E.C.M. Professor Newton Guimarães (Clube Litterae Ludus), C.E. Nossa Senhora de Lourdes (Clube Lourdes Science Team) e C.E.C.M. Hugo Simas (Clube Mentes Curiosas); além do Instituto Londrinense de Educação de Surdos – ILES (Clube Ciência em Mãos) e do Instituto de Educação Estadual de Londrina – IEEL (Clube Eco Ciências).
Os demais clubes do Núcleo do município são do Colégio Estadual 14 de Dezembro (Clube 14), de Alvorada do Sul; C.E. Cívico Militar Attílio Codato (Clube Meninas – Marie Curie), de Cambé; C.E.C.M. Presidente Kennedy (Clube Discovery Kennedy’s), de Rolândia; C.E. Unidade Polo Ibiporã (Clube Unidade Polo) e C.E. do Jardim San Rafael (Clube Maker – Rafa Makers), ambos de Ibiporã.
Já as escolas participantes do NRE de Telêmaco Borba, são o Colégio Estadual São Francisco de Assis (Clube Cientistas em Ação), de Telêmaco Borba; o Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes (Clube Riso), de Reserva; o Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola de Ortigueira (Clube Lavoisier) e o Colégio Estadual Altair Mongruel (Clube Mentes Brilhantes), ambos de Ortigueira.
Para fortalecer a integração entre os clubes, a UEL organizou o evento “Biomas na UEL: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na Universidade”. O encontro foi realizado no dia 28 de maio deste ano, como uma das atividades da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de 2024. A programação seguiu o projeto aprovado na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O evento começou com uma palestra de abertura, que contou com falas de autoridades e uma apresentação sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pela equipe NAPI UEL. Depois, as escolas se dividiram para conhecer algumas das pesquisas do Centro de Ciências Biológicas (CCB), visitar o Museu de Zoologia da UEL e passear pelo Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL).

A UEL conseguiu reunir aproximadamente 400 pessoas ao longo do dia, entre alunos e professores. A iniciativa foi muito elogiada pelos clubistas, principalmente por esclarecer o funcionamento da pesquisa e extensão no Ensino Superior. Por meio das atividades desenvolvidas no evento, os visitantes puderam entender melhor como funciona o “fazer ciência” na Universidade.
Professores e bolsistas apresentaram algumas das ações que destacam o papel do Arranjo na sociedade

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência esteve presente na 13ª Feira das Profissões da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo era apresentar aos visitantes atividades que estão sendo desenvolvidas pela Rede de Clubes na região. O evento foi realizado nesta terça-feira (01), no Campus Universitário.
A Feira expôs os 53 cursos de graduação da UEL, principalmente para estudantes do Ensino Médio. Além disso, o evento faz parte da programação oficial do aniversário de 55 anos da Universidade, parceira do Arranjo. Representantes da equipe NAPI UEL ficaram responsáveis por um estande no Centro de Ciências Biológicas (CCB).


Para a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do PRFC Maker, a Feira das Profissões é muito significativa para o Arranjo. “Podemos divulgar nossas atividades para estudantes que ainda não estão na universidade e, com isso, podemos despertar nesses estudantes o interesse pela pesquisa”, destaca.
Segundo a docente, também é um ótimo momento para que os alunos que já estão em clubes de ciências possam ver o resultado de suas investigações. A Universidade Estadual de Londrina é articuladora de 20 clubes no NAPI PRFC e alguns estudantes que participam desses projetos compareceram à Feira com suas escolas.
A aluna Ana Clara, por exemplo, está no 2° ano do Ensino Médio e é integrante do clube San Rafa Makers, do Colégio Estadual San Rafael, em Ibiporã. Ela ainda não decidiu para o que vai prestar no vestibular, mas garantiu que tem gostado das atividades do projeto. “É muito interessante [o projeto], a gente consegue pesquisar e entender bastante coisa.”

Por ser um evento aberto e gratuito, a 13ª Feira das Profissões da UEL não recebeu apenas grupos escolares. A comunidade externa ficou livre para visitar a instituição sem necessidade de agendamento, possibilitando maior contato com os oito centros de estudos. Dessa forma, a equipe NAPI UEL aproveitou para reforçar a importância do Arranjo na sociedade, sobretudo aos que ainda não conheciam a iniciativa.
Com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, alunos apresentaram uma sessão de cinema para toda a escola

O Clube ‘Planeta Consciente Paraná Faz Ciência Maker’ iniciou as atividades este ano e já discutiu três dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), durante os encontros semanais. A temática foi baseada na Agenda 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. Os ODS têm os objetivos de erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir o bem-estar de todos até 2030.
Assim, o projeto do clube no Colégio Estadual do Campo Marechal Floriano Peixoto, do distrito de Ribeirão Bonito, em Grandes Rios, busca estudar os 17 ODS e criar atividades para além da teoria, exercendo ações com potencial prático. Entre as atividades realizadas, uma destacada pelo professor coordenador do clube, Juliano Michael Sabatini, foi a sessão de cinema.
No final do mês de abril, o Clube realizou uma sessão para exibir o filme Wall-E para toda a comunidade escolar e nomearam o evento de “Da Terra à Tela”, fazendo relação com os três ODS estudados pelos alunos do “Planeta Consciente”. Houve espaço também para a colaboração com outras disciplinas, pois um longa-metragem traz a possibilidade de debater arte, língua portuguesa, língua inglesa, oratória, mídias digitais, ética, liderança, além do projeto de vida dos estudantes e a ciência e a tecnologia.
Para a atividade do cinema, o coordenador Juliano contou com a colaboração da professora de Corresponsabilidade Social e Sustentável, Roseli Beatriz. “A escola é muito unida, eles conseguem se juntar e trabalhar a questão nas mais diversas temáticas”, explica Sabatini.
“Da Terra À Tela” foi um trabalho coletivo entre a turma do Clube e alunos da disciplina da professora Roseli. Eles atuaram juntos, cada um com uma função. Os alunos do “Planeta Consciente” foram responsáveis por entrarem nas salas de aula e explicarem aos outros estudantes sobre os três ODS estudados até o momento, entre eles os de número 11, 12 e 13.
O ODS 11 – “Cidade e Comunidade Sustentável” – busca tornar as cidades e as habitações inclusivas, protegidas, resistentes e sustentáveis. Assim, entre as discussões em sala de aula, os alunos buscaram aprender as práticas de consumo sustentável, reduzindo o desperdício.
Esse ODS também se ligou com o 12 – “Consumo e Produção Responsável” -, de forma a contribuir com reflexões sobre a reciclagem e as possibilidades de reutilização. E ainda com o 13 – “Ação Contra a Mudança Global do Clima”. Um dos trabalhos realizados neste Objetivo foi uma maquete representando duas mãos com o planeta terra no centro.
O objetivo do evento também foi tratar de pesquisas realizadas em torno da degradação ambiental e suas consequências. A ideia era sensibilizar alunos, professores e toda a escola sobre as problemáticas ambientais. Os estudantes levaram alguns dos conhecimentos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para aqueles que não fazem parte do Clube.
Para além da multidisciplinaridade da ideia do “Da Terra à Tela”, um ponto interessante é que o longa-metragem, por ser mudo, facilita a participação de estudantes com deficiência auditiva. Assim, foi possível contar com todos os alunos na sala.

O nome do clube “Planeta Consciente” partiu dos estudantes em conjunto com o professor Juliano e faz referência ao principal objetivo que é conscientizar sobre os ODS, tão necessários atualmente. A ideia também é, segundo o professor, criar “uma forma do projeto não ser entendido isoladamente, mas mostrar aos alunos que eles podem fazer a diferença no mundo com suas atitudes”.
Por ser uma escola integral, o Clube funciona como uma disciplina eletiva. Todas as terças-feiras eles se reúnem para discussões sobre uma temática ambiental que envolva os ODS. Primeiro encaixam a pauta em uma das 17 opções e, depois, começam a produzir a “Caixa de Ferramentas”. Essa é uma representação visual e um recurso que ajuda na implementação e no acompanhamento das metas do grupo.
Com 10 estudantes do 8º ou 9º ano, o professor sempre procura trabalhar o lado artístico, já que também é docente de artes. Assim, até o final do ano pretende ter todas as 17 caixas com referência aos ODS montadas. Segundo Juliano, é interessante observar os alunos percebendo os problemas ambientais, demonstrando mais autonomia nas discussões e nas ações.
A dinâmica do Clube envolve a teoria por meio de rodas de conversas, mas também a prática com a criação das caixas feitas a partir de materiais recicláveis. Para isso, exige dos estudantes a busca pelos componentes e seus significados, despertando nos alunos a educação ambiental que também é levada por eles para as famílias, além da comunidade externa.
A proposta para os próximos meses é continuar estudando os ODS e envolver a comunidade interna e externa. O Clube também pretende apresentar os trabalhos na Culminância, que é um evento realizado no encerramento do semestre. Nesta ocasião, o colégio abre às portas para pessoas de fora do ambiente escolar, a fim dos alunos exibirem os resultados dos projetos desenvolvidos nas disciplinas eletivas.
O projeto integra as ações do NAPI Paraná Faz Ciência e foi selecionado por um edital do MCTI

Com o objetivo de fomentar projetos estudantis de inovação, tecnologia, pesquisa e divulgação científica, os Clubes de Ciências Maker integram as ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O projeto faz parte do programa “Mais Ciência na Escola” e foi selecionado por um edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o único contemplado em todo o estado.
A abertura do Paraná Faz Ciência Maker foi realizada no dia 18 de março, em uma reunião virtual. O encontro contou com a presença de aproximadamente 170 pessoas, entre autoridades, diretores, professores e técnicos dos núcleos paranaenses. Foi apresentada a importância, objetivo e funcionamento da iniciativa, que está sendo implementada em 45 escolas.

Segundo o professor Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI PRFC, trata-se de um projeto que envolve todos os níveis de governo do Paraná. “Essa parceria mostra um momento que, para nós, parece ser bastante interessante, especialmente para a área de popularização da ciência no Brasil”, destaca. “O Paraná é o primeiro estado onde a gente teve a implantação do programa Pop Ciência, que é o programa de popularização da ciência do Governo Federal.”
Para Juana Nunes, diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica (DEPEC) do MCTI, esse trabalho é determinante para o futuro da ciência no país. “É importante que a gente entenda o desafio que estamos construindo hoje. É um investimento de R$ 100 milhões, com mil escolas no Brasil inteiro e vamos colocar no foco da política pública […] a educação científica e o letramento digital”, explica.
A professora Santina Bordini, articuladora de Projetos Científicos, na Escola da Secretaria de Educação de Curitiba, também aproveitou para comentar sobre a importância dos Clubes de Ciências Maker. Encerrando a fala das autoridades, Maria Cristina Bittencourt, coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação (SEED/PR), parabenizou os representantes técnicos dos núcleos: “Sem eles, a gente não consegue chegar na escola, eles são a ponte.”
O Paraná Faz Ciência Maker priorizou a seleção de escolas com índice de vulnerabilidade social. As instituições são divididas em dois grupos: Nó 1 – Planeta Consciente e Nó 2 – Exploradores Digitais. O primeiro tem 30 escolas estaduais, que irão trabalhar com o Ensino Fundamental. Já no segundo há 15 escolas, 13 estaduais com alunos do Ensino Médio e duas municipais com Ensino Fundamental.
O Nó 1 desenvolverá atividades utilizando tecnologias sociais e inovadoras. Enquanto isso, o Nó 2 terá o foco em atividades que valorizem ideias criativas, abordagens de design e funcionalidades robóticas. Os dois grupos pretendem estimular os estudantes a alcançar o empreendedorismo social e a cidadania ativa.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, as expectativas são boas para essa nova fase do projeto, que tem duração de 12 meses. “É uma Rede que já está em desenvolvimento, nós temos muitas pessoas trabalhando. Acredito que vamos ter resultados muito significativos para as escolas que estão participando”, destaca.
Para contribuir com o desenvolvimento das atividades, as escolas receberão materiais e equipamentos, como impressora 3D, equipamentos de proteção e insumos de papelaria, informática e elétricos para robótica. Além disso, um professor e 10 estudantes de cada instituição devem ser contemplados com bolsas. O fomento é fornecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).