O museu, localizado no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa, faz parte da Rede de Museus Paraná Faz Ciência

Durante o Dia Internacional dos Museus, nesta segunda-feira, 18 de maio, o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) organizou a inauguração de uma sala de exposições dedicada aos geocientistas pioneiros do Paraná. Reinhard Maack, João José Bigarella, Frederico Waldemar Lange e Riad Salamuni são os homenageados pela atuação na geociência, área interessada no estudo das ciências naturais relacionadas ao planeta Terra.
“Nós estamos com uma exposição que eu considero única e muito importante para o Paraná conhecer a sua história. Esse legado que nós estamos apresentando agora para a sociedade é um testemunho muito rico e muito valioso do início da pesquisa científica sobre o nosso território”, revela o coordenador do Museu de Ciências Naturais, Antonio Liccardo.

A ala recém-inaugurada conta com um acervo de rochas que os pesquisadores coletaram, mobiliário da época e equipamentos, como balanças e altímetros e até um carro de 1958, dirigido por Reinhard Maack e João José Bigarella, responsáveis pela criação do mapa geológico do Paraná. A exposição também conta com peças que mostram o uso de minerais no cotidiano, como na fabricação de celulares.
O pesquisador, que trabalhou ao lado dos homenageados, Henrique Schmidlin, conta, durante a inauguração, que se sente encantado e sensibilizado. “Tive o prazer raro de conviver com esses grandes personagens. Esse museu tem um grande significado não só para a cultura do Paraná, mas do Brasil”, relata.
O MCN de Ponta Grossa é integrante da Rede de Museus, coordenada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Invocação – NAPI Paraná Faz Ciência, composta por 15 espaços em todo o estado.
Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Aberto de segunda a sexta-feira
9h às 17h30
Endereço:
Av. General Carlos Cavalcanti, 4748Uvaranas – Ponta Grossa
O dossiê reúne 19 trabalhos apresentados no evento, realizado em parceria com o NAPI Paraná Faz Ciência e o Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM

A revista Ensino & Pesquisa, periódico quadrimestral da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), publicou uma edição temática dedicada ao papel dos centros e museus de ciências na consolidação e na interiorização da divulgação e popularização científica.
O dossiê, alinhado ao tema do V Encontro Nacional de Centros e Museus de Ciências, reúne 19 trabalhos apresentados no evento, realizado entre os dias 12 e 14 de agosto de 2025, em Maringá, Paraná.
Realizado pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, o evento contou com a parceria do NAPI Paraná Faz Ciência e do Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (UEM), além do apoio de diferentes instituições.

O periódico Ensino & Pesquisa é organizado pelo Centro de Ciências Humanas e Educação da UNESPAR, do campus União da Vitória. Tem como objetivo publicar artigos científicos voltados às licenciaturas e à formação docente em várias áreas de conhecimento.
O material contou com organização do NAPI Paraná Faz Ciência, por meio do pesquisador Jailson Rodrigo Pacheco e da articuladora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, com apoio da presidenta da ABCMC, Andrea Fernandes Costa.
“A ABCMC é a principal associação científica na área da divulgação das pesquisas que ocorrem em e sobre os museus de ciências. Os seus encontros bianuais são momentos de trocas fundamentais. Porém, a publicação dos anais dos eventos acaba ficando restrita à poucas pessoas”, explica Jailson.
“Como o evento organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência foi um marco na história da ABCMC, por ter sido o primeiro organizado em uma cidade do interior, o comitê científico achou fundamental que as melhores pesquisas fossem divulgadas em uma revista científica”, completa o pesquisador.
Jailson explica, ainda, que os artigos publicados passaram por uma tripla curadoria. Antes do evento, os trabalhos foram avaliados por dois pareceristas durante a inscrição. Posteriormente, ainda durante o evento, os mediadores indicaram os trabalhos com resultados mais consistentes para o dossiê, durante as mesas redondas.
Com esse material em mãos, esses textos foram cadastrados no sistema da revista Ensino & Pesquisa e a equipe da UNESPAR se encarregou de fazer a análise com outros pareceristas.

“Na forma de artigos científicos, os trabalhos têm um alcance maior, permitindo mais citações. Dessa forma, há um reconhecimento dos cientistas que publicam seus resultados e, ao mesmo tempo, os professores e pesquisadores podem conhecer quais são as pesquisas de ponta que são executadas em museus”, explica Jailson sobre a importância do material.
O pesquisador do NAPI ainda explica que esses periódicos têm um papel fundamental no campo da pesquisa no contexto das universidades, fortalecendo a área da divulgação científica no Brasil. Jailson aponta, ainda, o papel fundamental do NAPI e de espaços como o MUDI nesse cenário.
“O MUDI, e outros museus da Rede de Museus do NAPI Paraná Faz Ciência, têm 6 trabalhos aprovados neste dossiê. Além de mostrar o papel do Arranjo como indutor da pesquisa nas universidades do Paraná, é um reflexo do investimento da Fundação Araucária e é um indicador desse resultado para quando formos prestar contas à agência de fomento”, completa Pacheco.
“A publicação de textos referente aos museus de ciências fortalece a Rede de Museus Paraná Faz Ciência. Amplificar a visibilidade dos trabalhos apresentados no V Encontro Nacional da ABCMC é importante para fortalecer a associação e demonstrar a ciência produzida nos Museus de Ciências”, acrescenta Débora Sant’Ana, uma das organizadoras da publicação e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.Todo o conteúdo da revista pode ser acessado na íntegra no site de periódicos da UNESPAR.
Reunidos em Guarapuava, gestores, professores e alunos trocam experiências e já antecipam expectativas para o III Encontro 2026, na Unioeste de Cascavel

Disseminar a compreensão de que museus e centros de documentações universitários são espaços de ensino, pesquisa e extensão, e não tão somente guardiões de acervos, está no foco da estratégia de gestores, professores e graduandos que atuam nos espaços museais e de documentação das instituições de ensino superior no Paraná. Reunidos na Rede de Museus Paraná Faz Ciência, o objetivo é divulgar e popularizar a ciência produzida nas universidades de forma interativa, interdisciplinar e acessível à sociedade, em geral, e à academia, em particular.
Esta perspectiva permeou todas as palestras, mesas redondas e workshops durante o II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários, que aconteceu semana passada em Guarapuava, dentro da 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento contou com mais de 40 trabalhos de museus que compõem as redes de Museus de Ciência Universitários, sob o tema ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’. Na programação houve ainda II Mostra de Museus Universitários do Paraná com 14 estandes no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, que recebeu mais de 40 mil pessoas em quatro dias.
Já na abertura do evento, o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e coordenador da Rede Estadual de Museus e Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários (Remup), professor Renê Wagner Ramos, enfatizou a oportunidade rara para quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação.

“Nesta segunda edição, tivemos a participação efetiva dos centros de documentações de Londrina, Irati e Paranaguá e houve uma estruturação melhor dos próprios museus que vieram a Guarapuava, representando um avanço em relação ao ano passado quando estivemos em Maringá”, destacou Ramos.
Uma comissão científica avaliou os mais de 40 trabalhos inscritos que foram apresentados e serão publicados em anais. De acordo com articulador, o resultado final mostrou que houve um alto nível de participação, representando grande avanço do ponto de vista científico neste encontro em Guarapuava, organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro).
“Hoje se começa a perceber que é realmente nos museus, nos centros de documentação que começa o processo de pesquisa. Tal visão demonstra para a sociedade e, principalmente, para o próprio sistema universitário, que precisam reconhecer a importância dos museus e centros de documentação, porque é onde está o acervo dedicado à pesquisa”, completa Ramos.
Confira abaixo como foi a II Mostra de Museus Universitários realizada durante o PRFC 2025
No mesmo sentido, o coordenador do II Encontro, professor da Unicentro, Rodrigo Oliveira Bastos, disse que foram três dias intensos e profundamente inspiradores. “O evento superou nossas expectativas, reunindo gestores, pesquisadores, estudantes e convidados em torno de um tema: a contribuição dos museus e centros de memória para um futuro sustentável. A Unicentro, como instituição anfitriã, reafirma seu compromisso com a ciência, a cultura e a preservação da memória, fortalecendo seu papel na Rede de Museus e Centros de Memória Universitários do Paraná”, avalia.
As trocas entre os participantes revelaram desafios comuns como a falta de equipes perenes, a necessidade de formação continuada e a ampliação do diálogo com a comunidade. Mas também apontaram caminhos promissores como o uso de tecnologias acessíveis, práticas colaborativas e ações educativas que geram conexões.
“Saímos daqui com redes fortalecidas, ideias renovadas e a certeza de que nossos museus e centros de documentação são agentes fundamentais na construção de um amanhã mais consciente e cheio de sentido”, destaca Bastos, diretor do Museu de Ciências Naturais da Unicentro.

Os mais de 140 inscritos no II Encontro puderam conhecer a ação em rede do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), apresentado pelo articulador e professor da UFPR, Rodrigo Reis, que abriga a Rede de Museus Paraná Faz Ciência e orienta as ações de divulgação e popularização do conhecimento científico dos espaços universitários, inclusive com a modalidade itinerante que amplia o alcance do universo da ciência.
Já a também articuladora do NAPI PRFC e professora da UEM, Débora de Mello Sant’Anna apresentou a pesquisa de percepção pública da ciência pelos paranaenses, lançada no evento e que traz indicadores que devem auxiliar os museus e centros de documentações nas atividades para atrair novos públicos e tornar os espaços referência quando se trata de ensino, pesquisa e extensão.
Por sua vez, a participação da coordenadora do curso de bacharelado em Museologia da Escola de Música e Artes do Paraná e Universidade Estadual do Paraná (EMBAP/UNESPAR), Jackelyne Corrêa Veneza, rendeu uma importante discussão sobre a necessidade de formação para os mediadores através da Educação Museal. “Precisamos fortalecer a rede de educadores e para isso precisamos de uma política pública de formação de museus e podemos começar com os museus de ciências universitários”, reforçou.

“Foi uma oportunidade excelente para fazer articulações muito positivas e com um saldo extremamente para a ciência e todas as frentes ali representadas, que puderam se aproximar ainda mais”, enalteceu o articulador da Rede de Museus do Paraná e pesquisador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC), Dhiego Cunha da Silva.
A Rede de Museus do Paraná desempenha um papel fundamental na consolidação de uma cultura científica no Estado, pois promove um ambiente de colaboração e troca contínua.
Importante ressaltar que a dinâmica de interação permite que cada instituição aprenda e cresça com as outras, elevando o padrão de qualidade do trabalho museológico em todo o Paraná. Para que isso aconteça, a articulação na rede é crucial para fortalecer frentes de ensino, pesquisa e extensão.

“Avalio que o II Encontro entregou mais do que a gente esperava em todos os segmentos e agora cria-se uma expectativa ainda maior para a terceira edição. Vamos aguardar para ver como que a Unioeste, do campus Cascavel, consegue superar, já que todos os eventos são muito bons e o próximo tem sido cada vez melhor”, conclui Silva.
O coordenador do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Celso Ivam Conegero, destacou o fortalecimento da rede de museus universitários. “Ano passado, nós do Mudi realizamos o primeiro encontro em Maringá e agora, neste segundo momento, vemos que a iniciativa gerou frutos pelo volume de participação desta edição, gerando mais trocas e interação entre gestores, professores e alunos”, enfatizou.

Conegero esteve acompanhado da professora da UEM, Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, responsável pelo estande do museu na mostra. “Trouxemos nossa exposição Raio X, que permite verificar as características ósseas do corpo humano e de outras espécies da fauna brasileira”, conta.
Em maio deste ano, o Mudi passou a vigorar entre os dez museus mais visitados do Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, Maringá recebeu o 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), demonstrando que o Paraná está fazendo a lição de casa quando o assunto é popularização da ciência e construção de uma cultura científica na sociedade.
Visitantes do Paraná Faz Ciência poderão conhecer parte do acervo 14 museus universitários em mostra interativa e com muita ciência

Pelo segundo ano consecutivo, gestores e pesquisadores da Rede de Museus de Ciências e da Rede de Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná estão reunidos em evento científico para debater os desafios e estratégias para melhorar a gestão e a inserção junto à comunidade em geral. São museus das mais diversas tipologias, como os museus de ciência e tecnologia, os históricos ou de ciências naturais, entre outras áreas.
O II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários acontece durante um dos maiores eventos de ciência do Brasil, a 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento tem previsão para apresentação de 40 trabalhos de museus que compõem as redes de Museus de Ciência Universitários com mais de 150 inscrições para palestras, mesas redondas, oficinas e, ainda, a realização II Mostra de Museus Universitários do Paraná com 14 estandes. Nesta segunda edição, o tema do encontro será ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’.
Durante a abertura do evento, realizada nesta terça-feira, 30, o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e coordenador da Rede Estadual de Museus e Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários (Remup), professor Renê Wagner Ramos, enfatizou a oportunidade rara para quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação.
“Temos 14 instituições representadas com seus museus e centros de documentação, que têm a missão de contribuir para o processo educacional dos estudantes, e de crianças especialmente, acolhendo com alegria e encantamento, pois são o nosso futuro”, justificou.
Como articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, Ramos acredita que somente com cultura se faz a Educação: “ Não existe educação que a gente não possa olhar para os olhos de uma criança e transformá-la pelos todos os objetos científicos e toda a transformação que a ciência proporciona nas mínimas coisas. É isso que a gente quer mostrar nos nossos museus e centros de documentação”.
A conferência de abertura foi com Maurício Cândido da Silva, coordenador da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários, convidado para falar dos desafios dos espaços museais, mesmo numa rede de colaboração que existe no Paraná.
“Este processo de cooperação é extremamente importante para o fortalecimento dos pequenos, médios e grandes museus. Somente com essa noção, essa articulação em rede cooperativa é que a gente vai conseguir dar um passo adiante na preservação, na salvaguarda, na divulgação, nos processos de educação que envolve todas as nossas coleções e museus”, alertou.

O II Encontro Paranaense de Museus Universitários acontece no Bloco Didático do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O reitor Fábio Hernandes prestigiou a solenidade e destacou a importância dos museus universitários que integram o Paraná Faz Ciência.
“Os nossos museus universitários têm a cultura e a história, mas também são, fundamentalmente, ambientes de ensino, pesquisa e extensão, sempre atualizados e trazem muita inovação”, afirmou. Para Hernandes, eles fazem parte do desenvolvimento de uma região, uma sociedade, mostrando como os museus transformam a comunidade.
O professor da Unicentro, Rodrigo Oliveira Bastos, coordenador do Museu de Ciências, esteve na organização do evento, junto com o professor Jo Klanovicz, coordenador do Centro de Documentação da instituição (Cedoc), professora Terezinha Saldanha e João Carlos Corso, do Centro de Documentação de Irati.
“A expectativa é que seja um evento representativo do que acontece no estado na área, com a publicação dos anais, superando os números do primeiro encontro realizado na UEM em outubro do ano passado”, acredita.

Para Bastos, o fato do Encontro de Museus Universitários de Centros de Documentação acontecer num evento maior, que é o Paraná Faz Ciência, tem mobilizado o segmento e ampliado o debate sobre os desafios para popularizar e democratizar a ciência: “E podemos contribuir neste processo, pois temos o que expor e interagir com o público, que faz parte da nossa essência”.
O coordenador do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Celso Ivam Conegero, destaca o fortalecimento da rede de museus universitários. “Ano passado, nós do Mudi, realizamos o primeiro encontro em Maringá e agora, neste segundo momento, vemos que a iniciativa gerou frutos pelo volume de participação desta edição, gerando mais trocas e interação entre gestores, professores e alunos”, enfatizou.

Em maio deste ano, o Mudi passou a vigorar entre os dez museus mais visitados do Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, Maringá recebeu o 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), demonstrando que o Paraná está fazendo a lição de casa quando o assunto é popularização da ciência e construção de uma cultura científica na sociedade.
Conegero esteve acompanhado da professora da UEM, Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, responsável pelo estande do museu na mostra. “Trouxemos nossa exposição Raio X, que permite verificar as características ósseas do corpo humano e de outras espécies da fauna brasileira”, conta. Segundo ela, a agenda de visitas de escolas públicas e particulares está lotada, com uma alta expectativa para atingir um grande número de visitantes na mostra de museus montada no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
Vinculado ao NAPI Conectando Memória e Inovação, o estudo prevê a democratização do acesso a museus universitários e centros de documentação

Integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação foram agraciados com o prêmio de melhor trabalho na categoria ‘Comunicação Oral em Pesquisa’, no 8º Fórum Permanente de Museus Universitários, realizado em Fortaleza, Ceará, no final de agosto.
O projeto ‘Conectando Memória e Inovação: Inteligência Artificial, Humanidades Digitais e a Democratização de Acervos no contexto Museológico Paranaense’, desenvolvido por Niltonci Chaves, Renê Wagner Ramos, Robson Laverdi, Edson Armando Silva e Julia Graciela Machado, foi certificado pelo reconhecimento à excelência, originalidade e contribuições significativas para o avanço das práticas museológicas. No total, foram 18 trabalhos que concorreram na categoria, envolvendo museus universitários de todo o país.
O articulador do NAPI Conectando Memória e Inovação, Renê Wagner Ramos, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e, também, um dos participantes do projeto premiado, comemorou e enalteceu a importância da honraria e o seu significado.
“Este prêmio tem a função de nos estimular ainda mais em nossos objetivos, já que a cobrança passa a ser maior ainda, além de ser um reconhecimento para a Fundação Araucária, que fez o investimento no NAPI, e a parceria com a Seti”, exalta Ramos.

O estudo premiado busca digitalizar acervos de museus universitários e centros de documentação vinculados às instituições de ensino superior do Paraná. Usando Inteligência Artificial, o Arranjo vai contribuir para ampliar oportunidades para a divulgação científica, implementando espaços virtuais de memória para atrair cada vez mais visitantes para os museus.
“Lógico que é um prêmio mais simbólico, mas ele é importante para nós porque é um reconhecimento do meio acadêmico, científico, do trabalho que o NAPI realiza com as ferramentas da IA. Aliás, essa parte é cuidada pelo Museu Campo Gerais no Laboratório de Humanidades Digitais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que foi concebido e criado pela universidade, mas com total investimento aqui da Seti”, explicou o articulador.

O NAPI Conectando Memória e Inovação foi lançado em outubro de 2024, durante o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, no evento Paraná Faz Ciência, realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). A proposta é digitalizar os acervos dos museus universitários e ampliar o acesso virtual e, ao mesmo tempo, promover uma articulação entre instituições de ensino, pesquisa e tecnologia, transformar a gestão do patrimônio cultural e popularizar a ciência.
Evento acontece de 12 a 14 de agosto em Maringá, no Paraná, a primeira vez numa cidade do interior

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), vinculado à Universidade Estadual de Maringá (UEM), será o anfitrião dos mais de 170 inscritos para participar do V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), entre os dias 12 e 14 de agosto. Durante o evento, representantes de espaços museais de todas as regiões do Brasil estarão reunidos para aprimorar a gestão, trocar experiências e vivências, além de aprimorar sua formação e atuação na popularização e divulgação científica a partir dos centros e museus de ciências.
O V Encontro Nacional da ABCMC conta com a parceira do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência para a realização, primeira vez numa cidade do interior do Brasil, após edições remotas na pandemia e na cidade do Rio de Janeiro. As atividades vão ocorrer no MUDI e em outros espaços da UEM, que contam com palestras, mesas redondas e sessões temáticas, cerca de 150 apresentações de trabalhos e visitas técnicas, além de atividades culturais.
O tema central será “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica”. A ideia é fomentar reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências, além de reunir profissionais e pesquisadores de diversos centros e museus de ciência.
“Tenho grandes expectativas para o V Encontro Nacional de Centros e Museus de Ciências! Acredito que será uma oportunidade valiosa para fortalecer o diálogo entre centros e museus de ciências de todo o país, especialmente aqueles que vêm atuando de forma inovadora para a ampliação do alcance social de seu trabalho”, afirma a presidente da ABCMC, Andrea Fernandes Costa.

De acordo com a presidente da entidade, o tema desta edição, ao destacar a interiorização das ações e a valorização das iniciativas locais, ajuda a reforçar a importância de tornar a ciência mais próxima e acessível a diferentes públicos. “Vejo esse encontro como um espaço potente para compartilharmos experiências, construirmos coletivamente estratégias de enfrentamento à desinformação e ampliarmos o reconhecimento dos museus e centros de ciências como agentes fundamentais na promoção de uma ciência cidadã, crítica e comprometida com a pluralidade da sociedade brasileira”, avalia Andrea.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da UEM, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, conta que as expectativas para o evento são de intensa movimentação e troca de conhecimento entre pessoas de todo o país.
“Além de conhecer as experiências de outros centros e museus de ciências, esta será uma grande oportunidade para mostrarmos a integração em rede que construímos no Paraná, nossa força, organização e os belos espaços que temos por aqui”, afirma.
Para Rodrigo Arantes Reis, coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) e do Laboratório Móvel de Divulgação Científica (LabMóvel), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é preciso destacar a importância e o protagonismo da divulgação científica no Paraná, com reconhecida atuação no cenário nacional.
“Trazer ao nosso estado esse público para conhecer o desenho da rede que está sendo construída aqui e os movimentos que o Paraná Faz Ciência vem consolidando nos deixa orgulhosos e com grandes expectativas para o sucesso deste evento nacional”, reforça.
Para Reis, o NAPI Paraná Faz Ciência, que tem forte atuação na UFPR por meio de iniciativas como o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), o projeto de extensão ZikaBus e o Museu de Ciências Naturais (MCN), a participação no evento da ABCMC reforça a vocação paranaense para a popularização da ciência.

Também envolvida diretamente com os preparativos desde o início do ano integrando a comissão organizadora, a diretora do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEM e coordenadora do Teatro Anatômico, Ana Paula Vidotti, está positivamente otimista. “É a primeira vez que uma cidade do interior sedia um evento desta magnitude da ABCMC e acredito que será uma oportunidade fantástica para o MUDI/UEM se consolidar ainda mais como um importante centro de divulgação científica em nível nacional”, ressalta.
Vidotti está na coordenação do projeto Muditinerante, iniciativa que leva o universo da ciência para grandes eventos como a Expoingá, a Expo Ivaiporã, a Expo Umuarama, além de feiras de ciências, tudo para compartilhar partes do acervo com pessoas que não podem ir à sede, localizada na UEM.
Confira a programação completa do V Encontro Nacional da ABCMC no site do evento. O prazo para inscrição de trabalhos já se encerrou, mas é possível se inscrever para assistir palestras e mesa-redondas e as apresentações de trabalhos e pôsteres.
Evento – V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências
Data – 12 a 14 de agosto de 2025
Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Realização – Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI)
Apoio – NAPI Paraná Faz Ciência
Representantes de diferentes espaços conversaram on-line, nesta terça

A II Reunião Rede de Museus Paraná Faz Ciência ocorreu na tarde da última terça-feira (22), on-line. A condução foi dos articuladores do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana.
A Rede de Museus Paraná Faz Ciência tem como objetivo apoiar ações e estratégias de divulgação científica de museus e centros de ciências. “A ideia é apoiar melhorias em todas as áreas, desde as características físicas dos museus e centros de ciências até experiências educativas e extensionistas conjuntas”, explicou o professor Reis.

“Enquanto Rede, fica mais fácil pensarmos em iniciativas futuras, que possam transformar os nossos museus em centros de inovação e colaboração, contribuindo para o avanço científico e tecnológico do Paraná”, acrescentou a professora Débora Sant’ Ana.
O encontro marcou a inclusão de novos museus na Rede: o Fibra, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Museu Móvel da Polícia Científica do Paraná, de Curitiba; o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava, da Unicentro; e o Museu de Paleontologia, de Cruzeiro do Oeste.
O professor Rodrigo comemorou. “Pulamos de nove para quinze espaços vinculados, o que representa um fortalecimento significativo da força de atuação das nossas instituições”.
O grupo de 15 pessoas presente à reunião ainda conversou sobre formas de aproximação cada vez maior entre as instituições; sobre dados para pesquisa e planejamento dos museus; itinerância; a participação na Carreta da Inovação e na Primavera de Museus; e a integração das ações com os Clubes e as Feiras de Ciência.

A professora Débora também lembrou que, em breve, a Rede poderá contar com “os resultados da pesquisa de Percepção da Ciência que está em fase de organização de dados, sob a organização do NAPI”.
Por fim, o professor Rodrigo Oliveira, da Unicentro, convidou a todos para participarem do II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários e da II Mostra Paranaense de Museu e Centros de Documentação Universitários, que vai ocorrer de 30 de setembro a 2 de outubro, em Guarapuava, durante o evento Paraná Faz Ciência.
Já a professora Ana Paula Vidotti convocou a todos para comparecerem ao V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, marcado para os dias 12, 13 e 14 de agosto, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Sibelle Disaró e Dhiego Cunha – Museu de Ciências Naturais da UFPR (MCN – UFPR)
Marcos Piratello – Museu de Zoologia da UEL
Eliana Bueno – Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina – MCTL
Ana Paula Vidotti – Museu Dinâmico Interdisciplinar – Mudi/UEM
Anísio Lasievicz – Parque da Ciência Newton Freire
Neurides Martins – Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste
Rodrigo Oliveira – Museu de Ciências Naturais de Guarapuava – Unicentro
Fabíola Machado – Museu Paranaense de Ciências Forenses da Polícia Científica do Paraná
Igor Konieczniak – Fibra UFPR
Jailson Pacheco – UFPR
Também fazem parte da Rede:
Museu Móvel da Polícia Científica do Paraná
Museu de Ciências Naturais da UEPG
Museu de Geologia da UEL
Museu de Anatomia da UEL
Museu de Anatomia Comparada de Mamíferos – MAC-UFPR
Laboratório Móvel de Divulgação Científica da UFPR – LabMóvel
MUDI, parceiro do NAPI Paraná Faz Ciência, garante dias de muita divulgação científica e trocas com o público em feira maringaense

Este ano entra para a história da parceria entre o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e a Sociedade Rural de Maringá (SRM) para levar a ciência aos visitantes de forma criativa, interativa e conectada com o mundo em que vivemos. se vão 40 anos. O tema de 2025 foi “MUDI: Conectando a Ciência, a Tecnologia e a Cultura Oceânica com o Agro”, em sintonia com o tema da 51ª Edição da Expoingá que foi “O Agro Conecta”.
As primeiras estimativas apontam que aproximadamente 600 mil pessoas estiveram nos onze dias de feira, uma das maiores do Brasil, e grande parte desse público passou pelo Pavilhão Branco, onde o MUDI levou parte de seu acervo permanente que está no campus sede da UEM. Os números oficiais ainda estão sendo consolidados, mas quem esteve no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro pode experimentar novas sensações.
Entre as atrações, uma das novidades que mobilizou a atenção foi a Exposição Cultura Oceânica, que mostrou aos visitantes de Maringá e região informações com maior enfoque na Amazônia Azul e o Continente de Lixo. Outro ambiente, também inédito, trouxe conchas marinhas, que apresentou o processo da evolução desses seres no planeta.

“A sociedade interagiu com os nossos experimentos e aprendeu muito com a exposição, organizadas em ambientes temáticos. E não foi só uma coisa visual, de passar e ver algo bonito, porque a gente leva o conhecimento. Ela passa, contempla e recebe a informação e conhece a ciência e o nosso trabalho”, avalia o coordenador do MUDI, professor Celso Ivam Conegero.
Pelo menos 100 pessoas estiveram envolvidas diretamente na organização e realização da exposição, entre professores, alunos de várias graduações, monitores, estagiários, servidores técnicos e muito voluntários. “Há uma grande mobilização na universidade em torno na Expoingá e eles vêm trabalhar com a gente nesses projetos de forma engajada, e alegre, e sempre é muito bacana essa energia para levar a ciência para fora da academia”, comemora.
Considerado o maior museu de ciências do Sul do Brasil, o MUDI está entre os 10 museus mais visitados do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que se baseou no relatório de frequência de 2023, lançado recentemente. Na sede do Museu, os visitantes encontram ambientes interativos, experimentos e jogos de Matemática, de Física, ambientes com animais taxidermizados, exposição para a prevenção e combate a todas as formas de Tabagismo, Povos Originários, entre outros.

O reitor da UEM, Leandro Vanalli, esteve no espaço do MUDI e parabenizou os servidores pela grande mostra. “Novamente, a UEM é protagonista mais uma vez com professores, alunos e servidores que se dispuseram em vir à Expoingá para apresentar a grandeza e a importância da nossa comunidade acadêmica para o desenvolvimento regional”.

Nesta edição, os curadores do MUDI aproveitaram para trabalhar na Expoingá a questão das mudanças climáticas em sintonia com o tema central de 2025 da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece todos os anos, em outubro. Promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Semana Nacional terá como mote “A Mobilização Nacional pela Cultura Oceânica”. O evento marca o protagonismo do país na Década da Ciência Oceânica, promovida pela UNESCO.
“A participação na Expoingá, com contribuição dos professores, bolsistas, integrantes do NAP e no estande da Fundação Araucária, e também junto ao Museu Dinâmico Interdisciplinar, é uma excelente oportunidade para contribuir para a cultura e aproximar as pessoas da ciência para que possam compreender princípios, fenômenos e percursos metodológicos da ciência, que fazem parte do nosso cotidiano”, justifica a articuladora do NAPI PRFC, a professora da UEM, Débora de Mello Sant’Ana.

Em 2025, a exposição do MUDI na Expoingá comemorou, de forma diferente de outros anos, duas Semanas Nacionais de Ciência e Tecnologia. Assim como no ano passado, o ambiente Biomas retornou como forma de comemorar, de forma diferente, o tema de 2024 que foi “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”, com apoio a partir de projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Para a coordenadora de Comunicação do NAPI Paraná Faz Ciência, jornalista Ana Paula Machado Velho, estar junto à população, junto às pessoas, é imprescindível para continuar cumprindo a missão do Arranjo, que é a divulgação científica.
”O empenho e engajamento de todas as pessoas que colocam lá o braço para que isso aconteça é fundamental para realizar essa missão. E é uma satisfação compor essa equipe maravilhosa, que realmente consegue fazer com que a gente consiga dar conta desse grande compromisso que é popularizar a ciência produzida nas instituições de ensino superior do Paraná”, exalta a jornalista.

O MUDI tem uma tradição de muitos anos de participação na Expoingá, extrapolando as ações diretas na exposição principal, que é feita dentro do Pavilhão Branco de Indústria e Comércio. “Estamos consolidando outras formas de parceria, especialmente com o Agromuseu, em exposições complementares e associadas”, lembra a professora Débora..
Com a curadoria do professor Marcílio Hubner de Miranda Neto, que também é um dos coordenadores o MUDI, os visitantes da Expoingá puderam conhecer um novo espaço, o Agromuseu, com a exposição “Memórias do Agro em Maringá e Região”, que envolveu estudantes, professores, empresários e vários colaboradores.

“O objetivo foi resgatar a memória das pessoas que viveram para a região, agrícola por vocação, partindo da minha própria memória, que aqui cresceu, e de outras pessoas que colaboraram para contar como era o Paraná”, explica Miranda Neto. Desde os anos 50, durante a pós o processo de colonização, Maringá era uma região de grande produção de café, mas também de milho, arroz, feijão, soja, ou seja, uma típica agricultura de subsistência.
Os visitantes puderam conhecer em especial nessa região em que se cultivou café, mas que não se cultivou somente café, foi necessário uma agricultura de subsistência e que ia para além da subsistência, porque os excessos dessa agricultura, os excedentes dessa agricultura. Por meio de equipamentos da época, a exposição trouxe as máquinas que foram fundamentais para trazer o progresso, como a trilhadeira. A partir de uma agricultura diversificada, as famílias foram chegando e também desenvolveram atividades como a pecuária e a sericicultura, criação do bicho da seda, aqui no Paraná.
“Hoje, o Paraná é o estado que mais produz feijão, seda e assim por diante. E embora estejamos convivendo com uma agricultura avançada, com máquinas agrícolas com alta tecnologia, ainda temos famílias pequenas com suas pequenas propriedades trabalhando como se trabalhava lá na década de 40”, enfatiza o professor Marcílio.
Museu faz parte de uma Rede coordenada pelo NAPI Paraná Faz Ciência

Na semana em que se comemora o Dia Internacional de Museus, celebrado em 18 de maio, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), recebe de presente a notícia de que está entre os dez museus mais visitados do país. O levantamento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e realizado anualmente.
Além do MUDI, o campus sede da UEM, em Maringá, possui o Museu da Bacia do Paraná e o Museu de Geologia, espaços permanentes de ensino, pesquisa e extensão e com uma gestão que prioriza a popularização da ciência.
O projeto de extensão que veio a se tornar o MUDI foi criado em 1985. No início, ganhou o nome de Centro Interdisciplinar de Ciências (CIC). O objetivo era promover a integração da universidade com a sociedade, por meio de atividades com alunos e professores do ensino Fundamental e Médio. Em 2005, o CIC foi transformado no Programa Museu Dinâmico Interdisciplinar, com a mesma missão: popularizar a ciência. Hoje, ele integra a Rede de Museus Paraná Faz Ciência, coordenada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC).
O Museu da Bacia do Paraná da UEM foi Inaugurado em 1984 e é composto por aproximadamente 3,5 mil peças. O acervo foi doado, em sua maioria, pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, responsável pela colonização na região.
O público que visita o espaço vê fotografias, publicações diversas, fragmentos vegetais e animais, aparelhos e equipamentos topográficos, documentos e utensílios indígenas, entre outros objetos. Com o objetivo principal de promover o desenvolvimento de pesquisas científicas, a área de abrangência de seu acervo é da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, que dá origem a sua denominação.
Uma curiosidade é que a sede do Museu da Bacia do Paraná é uma casa de madeira construída em 1946, com cerca de 250 m², que foi desmontada de sua localização original e remontada no campus sede da UEM.
Já o Museu de Geologia, foi instituído recentemente, no dia 30 de maio de 2016. Apresenta uma ampla coleção de minerais, rochas e amostras paleontológicas de grande valor científico. O acervo do museu teve seu início com as numerosas amostras fósseis trazidas à Universidade pelo professor Sérgio Luiz Thomas. Ele as adquiriu no tempo em que trabalhou no Laboratório de Micropaleontologia da Petrobrás. Mas há também amostras cedidas pelas embaixadas do Canadá, da Espanha, do México, do Marrocos e do Chile, e doações individuais.
Segundo o coordenador do Museu e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEM, Edison Fortes, o Museu é o espaço em que a cultura material é organizada e apresentada com a finalidade de ser interpretada, de forma ativa ou passiva, aos pesquisadores, estudantes e ao público em geral.
Fortes destaca que, enquanto espaço de diálogo, a instituição possibilita construir novas propostas educativas, no qual os conteúdos ministrados em sala de aula podem ser materializados, a partir da observação crítica das coleções, em etapas previamente planejadas pelo professor e pelo gestor do Museu.
“Diante disso, o Museu de Geologia da UEM tem como princípio contribuir para o aperfeiçoamento de novas práticas de ensino, estimulando o debate crítico sobre o patrimônio natural, a educação ambiental e a evolução da Terra e da Vida no nosso planeta, por meio de visitas guiadas disponibilizadas para as escolas da rede municipal e estadual”, descreve Edison Fortes.
Quem também comemora o sucesso do trabalho é o coordenador do MUDI, o professor Celso Ivam Conegero. “Estar entre os 10 museus brasileiros mais visitados do país nos orgulha muito e serve de incentivo para que a gente possa continuar e melhorar o trabalho desenvolvido por todos os que fazem do MUDI o que é ele é hoje”, resume o gestor.
O Museu já é o maior museu de ciências do Sul do país. Ao responder, junto com outros 893 espaços museais, a um formulário de visitação, em 2023, foi classificado na lista dos Top 10. Foram mais de 27 mil visitantes no ano da pesquisa. Como visitantes considera-se estudantes de escolas públicas e particulares, professores e pesquisadores e visitas espontâneas da comunidade de todas as faixas de idade.

“Com o apoio desta gestão da UEM, com o reitor Leandro Vanalli, e da AMUDI, Associação dos Amigos do MUDI, além de um espaço de visitação, temos mais de 30 projetos vinculados ao Museu, que mostram a potência da nossa universidade na produção de ciência no Paraná”, completa Conegero.
E há muito ainda por vir em termos de reconhecimento. Em parceria com o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência e de diversas instituições, o MUDI será sede de 12 a 14 de agosto do V Encontro Nacional da Associação de Centros e Museus de Ciências, realizado anualmente pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC). É a primeira vez que o evento acontece numa cidade do interior do Brasil.
Este ano, o tema central do V Encontro Nacional será “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica” e traz oportunidade de reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências.

As inscrições para submeter trabalhos vão até 2 de junho de 2025. Serão aceitos trabalhos em duas modalidades: Resumos Simples, destinados à apresentação na forma de banners, e Resumos Expandidos, para apresentação oral. Segundo o cronograma, a divulgação dos aceites está prevista para acontecer até 30 de junho de 2025. Outros detalhes podem ser conferidos no site da ABCMC.
O Paraná possui ainda a Rede de Museus de Ciências que integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC). Além do MUDI da UEM, integram o Novo Arranjo os museus de Anatomia, Geologia, Zoologia (MZUEL) e Ciência e Tecnologia (MCTL) da Universidade de Londrina (UEL); Museu de Anatomia Comparada de Mamíferos (MAC), Laboratório Móvel de Divulgação Científica (LabMóvel) e Museu de Ciências Naturais (MCN) vinculados à Universidade Federal do Paraná (UFPR); e o Parque de Ciências Newton Freire Maia.
“A Rede de Museus do Paraná desempenha um papel fundamental na consolidação de uma cultura científica no estado, pois promove um ambiente de colaboração e troca contínua. Durante a Semana de Museus, em celebração ao Dia Internacional de Museus, destacamos a relevância dessa rede”, ressalta Dhiego Cunha da Silva, pesquisador do NAPI e articulador da Rede de Museus.
Importante ressaltar que a dinâmica de interação permite que cada instituição aprenda e cresça com as outras, elevando o padrão de qualidade do trabalho museológico em todo o Paraná. Para que isso aconteça, a articulação na rede é crucial para fortalecer frentes de ensino, pesquisa e extensão.
Para o articulador, “através de iniciativas conjuntas, os museus conseguem desenvolver exposições, programas educativos e atividades de engajamento com a comunidade. Isso populariza a ciência e fomenta a inovação e o desenvolvimento cultural e econômico do estado. Dentro do Paraná Faz Ciência, a Rede de Museus se sobressai como uma ferramenta essencial para o fomento da ciência e a promoção do conhecimento, sendo uma peça-chave para um futuro mais próspero e consciente no Paraná”.
Neste sentido, o Museu de Anatomia da UEL, possui uma proposta interativa, com o projeto permitindo o acesso a mais de 600 peças anatômicas de seres humanos e de animais. Durante a visita, estudantes da Educação Básica são convidados a interagir para entender o processo de conservação das peças. Já no Museu de Geologia da UEL, além das atividades de pesquisa e extensão, a proposta é ser uma ferramenta didática para o ensino e divulgação da Paleontologia em todos os níveis de ensino.
No MZUEL há material expositivo para as disciplinas de Zoologia do departamento. Entre as salas de exposição destaca-se a de material taxidermizado. O ambiente é climatizado e possui cerca de 23.000 lotes de peixes catalogados. Por fim, na UEL ainda há o Museu de Ciência e Tecnologia que apresenta experimentos de Física e de Química, em que as ações são feitas por estagiários sob supervisão dos responsáveis pelo museu.
Dos espaços museais da UFPR pertencentes à Rede do NAPI PRFC, o Museu de Anatomia Comparada está localizado no setor de Ciências Biológicas da instituição e possui um acervo para uso didático. Reúne também a produção de próteses e peças anatômicas em 3D para o ensino de anatomia para estudantes com deficiência visual. O LabMóvel é um projeto fundamentado em dois conceitos: a Ciência Móvel, que atua na descentralização das iniciativas científicas em grandes centros urbanos; e a Ciência Cidadã, que promove a participação ativa de todos no processo científico.
O Museu de Ciências Naturais é um museu universitário referência na área de Ciências Biológicas e História Natural do Paraná. Além da coleção expositiva para pesquisadores, são encontrados representantes vivos de organismos da nossa fauna e da flora, materiais preservados e expostos em meio líquido ou seco, além de réplicas. O Parque de Ciências Newton Freire Maia completa a rede, um espaço para ações de divulgação científica, envolvendo o público em atividades sobre Ciência e Tecnologia. Inaugurado em 2002, o local é um ambiente dinâmico, que organiza suas ações em função do público que recebe.
O Clube de Ciências “Conectando Saberes” participou de uma visita guiada com demonstrações de experimentos científicos.

No dia 2 de abril, estudantes do Colégio Estadual Vereador Heitor Rocha Kramer visitaram o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava. Localizado no Parque das Araucárias, às margens da BR-277, o museu proporcionou uma experiência interativa aos alunos, com demonstrações de experimentos científicos e visita a diversas salas de exposição.
A ação foi organizada pelo Museu com intermediação do Projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, e teve como objetivo aproximar estudantes do ensino fundamental e médio — com idades entre 12 e 17 anos — da ciência e da tecnologia.

Durante a visita, os alunos exploraram dois importantes acervos: o do geólogo João José Bigarella e o do autodidata em entomologia Hipólito Schneider. Eles também conheceram cinco salas de exposição: Malacologia – que estuda moluscos -, Geologia, Paleontologia, Entomologia – insetos – e Física. Nessas salas, estão expostos fósseis marinhos, materiais paleontológicos, rochas sedimentares, metamórficas e ígneas, além de uma variedade de insetos e aracnídeos.
O Museu de Ciências Naturais abriga, inclusive, um dos maiores insetários da América Latina. A coleção doada por Hipólito Schneider reúne milhares de espécies de insetos e aracnídeos — a maioria coletada por ele mesmo — e é um dos grandes atrativos do espaço.
Já o acervo do geólogo João José Bigarella inclui, além das rochas, uma extensa coleção de materiais marinhos e fósseis. Bigarella doou ao museu mais de 15 mil peças de moluscos, 25 mil conchas e minerais, 15 mil insetos e cerca de oito mil fósseis e outros materiais científicos vindos de diversas partes do mundo.
A Sala de Física do Museu de Ciências Naturais apresenta uma variedade de experimentos interativos que abordam conceitos da física clássica e moderna. Os visitantes tiveram a oportunidade de explorar temas como eletromagnetismo, mecânica, radioatividade, raios cósmicos e aceleradores de partículas, despertando o interesse científico por meio de uma abordagem prática e acessível.
Os Clubes de Ciências, uma iniciativa do NAPI Paraná faz Ciência, e o Museu de Ciências Naturais buscam aproximar os estudantes da ciência e da tecnologia por meio de experiências interativas. Com visitas como essa, o projeto cria ambientes que estimulam a curiosidade e o protagonismo dos jovens, incentivando um novo olhar sobre o mundo ao seu redor.Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/noticias/

Evento será em agosto, mas as Inscrições para apresentação de trabalhos científicos acontecem entre 5 de maio a 2 de junho

Uma parceria entre o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) e o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM) está viabilizando o V Encontro Nacional da Associação de Centros e Museus de Ciências, realizado anualmente pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC). É a primeira vez que o evento acontece numa cidade do interior do Brasil, e será em Maringá, Noroeste do Paraná. Além do NAPI PRFC e o MUDI, o evento conta com a parceria e apoio de diversas instituições.
Este ano, o tema central do V Encontro Nacional será “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica” e traz oportunidade de reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências. A expectativa é reunir gestores, profissionais e colaboradores de centros e museus de ciências, professores, pesquisadores, estudantes, formuladores de políticas públicas e todas as pessoas interessadas em aprimorar sua formação e atuação na popularização e divulgação científica a partir dos centros e museus de ciência.
“O V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências é uma oportunidade muito especial para que a área de Centros e Museus de Ciências do Paraná seja representada e apresentada a todo o país, para que as pessoas possam conhecer mais a nossa força, organização e os belos espaços que temos por aqui”, enfatiza a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da UEM, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.
Outro aspecto destacado pela articuladora é a troca de experiências que estes eventos proporcionam: “É muito importante que a gente conheça experiências de parceiros de outros locais e que possamos funcionar, cada vez mais integrados, como uma rede, objetivo maior que a associação se propõe. O evento terá temas muito relevantes para a área e tenho certeza que será um sucesso a realização aqui Maringá”.
As inscrições para submeter trabalhos começam no próximo dia 5 de maio e vão até 2 de junho de 2025. Serão aceitos trabalhos em duas modalidades: Resumos Simples, destinados à apresentação na forma de banners, e Resumos Expandidos, para apresentação oral. Segundo o cronograma, a divulgação dos aceites está prevista para acontecer até 30 de junho de 2025. Maiores detalhes podem ser conferidos no site da ABCMC.

Para o coordenador do MUDI, professor da UEM, Celso Ivam Conegero, a temática do V Encontro Nacional já explicita o objetivo dos organizadores. “Levar o conhecimento científico para as mais diferentes e longínquas regiões do nosso país é um caminho sem volta para a popularização da ciência”, enfatiza.
Segundo Conegero, esta é uma valiosa oportunidade: “Para nós do MUDI, enquanto museu universitário e espaço de ensino, pesquisa e inovação localizado no interior do estado, essa parceria nos proporciona um sentimento muito grande de pertencimento a este sistema”.
Os preparativos para o V Encontro Nacional já estão avançados, segundo a diretora do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEM e coordenadora do Teatro Anatômico, Ana Paula Vidotti, está na comissão organizadora. “É a primeira vez que uma cidade do interior sedia um evento desta magnitude da ABCMC e as expectativas são muito positivas! Acredito que será uma oportunidade fantástica para o MUDI/UEM se consolidar ainda mais como um importante centro de divulgação científica em nível nacional”, ressalta.
Vidotti está na coordenação do projeto Muditinerante, iniciativa que leva o universo da ciência para grandes eventos como a Expoingá, a Expo Ivaiporã, a Expo Umuarama, além de feiras de ciências, tudo para compartilhar partes do acervo com pessoas que não podem ir à sede, localizada na UEM.
Para ela, haverá produtivas trocas de experiência, o fortalecimento de parcerias com outras instituições e a visibilidade de projetos e ações desenvolvidas no MUDI para um público especializado e engajado. “Tenho certeza de que receberemos muitos colegas de todo o Brasil e poderemos mostrar o potencial do nosso museu universitário e da nossa região”, conclui.
Equipe do NAPI Paraná Faz Ciência busca fortalecer a cooperação entre instituições e entender os interesses do público

A Rede de Museus de Ciências do Paraná segue em expansão, fortalecendo a cooperação entre diversas instituições do estado. Atualmente, a rede conta, formalmente, com o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Parque da Ciência Newton Freire Maia, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Além disso, a rede incorporou recentemente o Museu Paranaense de Ciências Forenses e a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência avança nos diálogos para incluir o Museu de História Natural Capão da Imbuia, o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste Alexandre Gustavo Dobruski.

De forma paralela, os museus integrantes realizam uma pesquisa de público para compreender melhor a percepção dos visitantes sobre as exposições e acervos. A iniciativa tem como objetivo aprimorar a experiência oferecida e também fortalecer o papel educativo desses espaços.
A rede também se destaca pela colaboração entre os espaços, promovendo a troca de conhecimento e experiências. Segundo diretrizes da equipe do PRFC, existe a ideia de intensificar o intercâmbio de exposições temporárias, permitindo que as mostras de um museu circulem por diferentes instituições.
Com essas ações, a Rede de Museus de Ciências do Paraná reforça o compromisso com a popularização da ciência e a valorização do patrimônio cultural e científico do estado.