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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA


O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) realiza, neste início de ano, uma parceria com a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O acordo visa auxiliar os professores na testagem de sete novos protocolos, que vão das artes cênicas à astronomia.

Segundo Tamara Dias Domiciano, pós-doutoranda do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência, que coordena a Rede, “essa parceria nasce da necessidade de testar e validar uma nova leva de produção de protocolos de ciência cidadã. O objetivo é que os professores possam analisar a estrutura dos materiais, a linguagem, o conteúdo e se eles fazem sentido para a realidade escolar. A ideia é que o professor consiga não só testar a aplicabilidade, mas também possa opinar na construção do material como um todo”, afirma a pós-doutoranda. 

Para cada um dos protocolos foram criados vídeos tutoriais disponibilizados na plataforma da UFPR Aberta (Universidade Federal do Paraná), explicando como aplicá-los, os objetivos e como funciona o guia de campo. Dessa forma, esse material vai se somar a outros 16 protocolos que já foram aprovados em edital desde a criação do PICCE, em 2020. Ao todo, 40 professores participam do processo atual de testagem por meio da plataforma da Universidade.

O Clube Ecoindor, do CEEP Olegario Macedo, de Castro/PR, testando o protocolo de monitoramento da qualidade do céu


Para o professor Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI – Paraná Faz Ciência, o PICCE funciona como um instrumento de apoio aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa através dos Clubes de Ciência nas escolas. Embora não haja uma meta definida, Reis acredita que, no futuro, há possibilidade de ampliação dos protocolos. Mas para isso, mantém os pés no chão: “Vai depender do processo de consolidação do PICCE. A gente tem um processo orgânico para que ele [PICCE] cresça de maneira consolidada e forte e partir do momento em que forem surgindo novas demandas, inclusive da própria escola, a gente vai estar aberto e vamos estruturando [o programa]”, avalia o professor. 

O cronograma de aplicação vai até o dia 20 de abril. Após essa data, os professores vão produzir um relatório e responder a um questionário dando detalhes sobre como foi o processo. Todo esse material será repassado às equipes que elaboraram os materiais para que, se necessário, trabalhem em cima das sugestões dadas pelos profissionais da educação. “O processo de testagem é muito importante para que a gente não crie só um material que vai fica preso em gavetas ou armário de bibliotecas, mas que possa ser útil no espaço escolar”, finaliza Dominiciano. 

Quais são os novos protocolos? 

São sete no total: Vizinhos silvestres; Eficiência energética; Monitoramento da qualidade do céu; Olha o Bicho! Fauna atropelada; Coleta e identificação de minerais; Sesta e, por último, A dinâmica das artes cênicas nas cidades do Paraná.

Saiba mais

Para obter mais informações sobre Ciência Cidadã, acesse o site picce.ufpr.br, e do Instagram: @piccepr. Também fique por dentro dos eventos científicos realizados no estado por meio das nossas páginas no Instagram: @paranafaciencia e @clubesoarabafazciencia.


O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) está prestes a dar um passo significativo rumo à popularização da ciência cidadã com o lançamento da versão beta de seu aplicativo. A fase de testes ocorre entre os dias 21 e 28 deste mês e permitirá que pesquisadores e voluntários contribuam para a coleta de dados em dois protocolos específicos: Cobertura do Solo e Observando e Identificando Insetos.

A iniciativa busca envolver a população na construção do conhecimento científico por meio de um sistema colaborativo de coleta e análise de dados. Segundo Tamara Domiciano, doutora em Educação em Ciências e em Matemática, pela UFPR, professora de Ciências, e integrante do PICCE, o aplicativo segue a mesma lógica de plataformas como o iNaturalist e o GLOBE Observer, permitindo que qualquer pessoa participe da coleta de informações essenciais para pesquisas científicas.

Tamara Domiciano


“A participação voluntária e colaborativa da população é fundamental para alcançarmos um volume significativo de dados. Esses dados ajudam a responder perguntas que exigem grande abrangência e detalhamento, tornando a ciência mais acessível e democratizada”, explica Domiciano.

Protocolos chave para a ciência cidadã

Os protocolos escolhidos para a versão beta são fundamentais para a plataforma. O protocolo de Cobertura do Solo, por exemplo, é uma adaptação do protocolo do GLOBE Observer e fornece informações sobre o tipo de solo, vegetação e condição climática do local. Os usuários preenchem questionários e tiram fotografias do solo e do entorno, auxiliando no monitoramento de riscos geotécnicos, como deslizamentos de terra e enchentes.

Já o protocolo Observando e Identificando Insetos conta com uma ferramenta de identificação visual por meio de imagens comparativas, permitindo que os participantes fotografem e classifiquem os insetos encontrados. “Esse protocolo é essencial porque apresenta subdivisões que facilitam a identificação e análise dos insetos, contribuindo para estudos sobre biodiversidade e impactos ambientais”, destaca a pesquisadora.

Como participar da versão beta

Os interessados em testar o aplicativo podem acessar todas as informações na página do PICCE, onde encontrarão o link de acesso ao aplicativo, um vídeo tutorial sobre sua instalação e um formulário para feedbacks. Como se trata de um software livre, o aplicativo não estará disponível em lojas de aplicativos convencionais, exigindo um processo de instalação específico, de acordo com o vídeo tutorial que estará disponível na página do Programa.

A fase de testes permitirá que a equipe do PICCE avalie a usabilidade da ferramenta, o envio de dados e a visualização das informações coletadas. “Nosso principal objetivo nesta etapa é testar a curadoria e a visualização dos dados. Se tudo correr bem, replicaremos o modelo para os demais protocolos”, explica Domiciano.

Com lançamento oficial previsto para maio, o aplicativo do PICCE promete se consolidar como uma ferramenta acessível e colaborativa para o monitoramento ambiental e a educação científica, incentivando a população a se engajar na produção de conhecimento e na busca por soluções para desafios ambientais e urbanos.

Um futuro de maior interação entre cientistas e cidadãos

Professor Emerson Joucoski


O professor Emerson Joucoski, coordenador do PICCE, explicou as expectativas em relação ao impacto do aplicativo. “A expectativa é que, até o final do ano, já tenhamos dados enviados para o aplicativo. Com isso, poderemos realizar a curadoria, ou seja, a limpeza desses dados, garantindo que sejam fidedignos e reflitam exatamente o que os protocolos solicitam. Só então poderemos fazer um lançamento em grande escala”.

O coordenador explicou que a ideia é disponibilizar esse aplicativo de forma pública em vários repositórios disponíveis na internet e fazer uma divulgação forte. “Ainda estamos nesse sentido, com uma boa expectativa agora que o aplicativo está tomando seu rumo final. Esse é o impacto que ele terá: muita coleta de dados de qualidade e muito trabalho para ser feito, contribuindo para a produção científica em locais onde os pesquisadores não conseguem chegar”, disse.

A adoção de protocolos de ciência cidadã tem o potencial de fortalecer a participação de professores e estudantes na produção científica, criando uma rede colaborativa de coleta e análise de dados. De acordo com Joucoski, a iniciativa permite que cidadãos realizem coletas de informações cientificamente válidas, beneficiando tanto pesquisadores quanto a comunidade escolar.

“A ideia dos protocolos de ciência cidadã é que os cidadãos possam fazer a coleta de dados cientificamente válidos. Isso permite que, por um lado, os pesquisadores que produziram os protocolos tenham acesso a esses dados e possam utilizá-los em suas pesquisas, e, por outro, que esses dados, coletados em diferentes locais do estado do Paraná, possam ser utilizados pelas escolas e professores para estudos comparativos”, explicou.

Ele também vislumbra um futuro de maior interação entre cientistas e cidadãos, com possibilidades de coautoria nos protocolos e na análise de dados. “Ainda não chegamos ao nível de alguns países que já fazem esse trabalho de coautoria entre cientistas cidadãos e pesquisadores, mas é o que pretendemos alcançar. No futuro, queremos que os cidadãos que coletam os dados também possam contribuir para a melhoria dos protocolos e até mesmo na análise dos dados junto aos pesquisadores”, finalizou.

🎙️ Ouça o coordenador do PICCE, Emerson Joucoski.

Essa meta se concretiza por meio do NAPI Paraná Faz Ciência com financiamento da Fundação Araucária em parceria com a Seti e a SEED.

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência tem como um de seus objetivos organizar uma Rede de Clubes de Ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta agora se concretiza por meio do financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O NAPI e a SEED lançaram o EDITAL. Agora, é hora das escolas se inscreverem para a criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede de Clubes vai implementar ações que ajudem a consolidar conceitos científicos tratados em sala de aula. A meta é contribuir com a formação pessoal e social dos participantes, ajudando-os a fazerem escolhas e intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum. Nessa dinâmica, o protagonismo do estudante é incentivado, assim como há o aprimoramento das práticas docentes.

“A ideia é a construção de ambientes onde os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana. A proposta quer proporcionar a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo o pertencimento ao mundo da ciência”, explica uma das articuladoras do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e assessora da FA, Débora Sant’ Ana. 

“A iniciação científica na educação é fundamental para estimular a curiosidade e a inovação entre nossos estudantes, ao mesmo tempo em que valoriza e capacita nossos professores, proporcionando-lhes suporte e reconhecimento essenciais para o desenvolvimento de uma educação de excelência”, reforça o secretário Estadual de Educação, Roni Miranda.

Interação – Um fator de destaque no caminho da execução das ações da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é a articulação das escolas de Educação Básica com centros de desenvolvimento de pesquisa, conceito inspirado na Rede Ciência Viva de Portugal (https://clubes.cienciaviva.pt/), que atualmente envolve cerca de 900 clubes e mais de 700 mil estudantes organizados em uma rede nacional. 

Inspirada no modelo português, mas com características e identidade próprias, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tem como atores, além da Fundação Araucária e a SETI, as escolas públicas vinculadas à SEED-PR, as Instituições de Ensino Superior (IES) e as demais instituições integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o cientista precisa ter método, porque fazer ciência é um processo. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, porque leva tempo para que eles amadureçam. Por isso, não podemos perder de vida a educação básica. Aumentando a literacia científica das nossas crianças poderemos chegar, em 2035, a contar com 40 mil doutores no Paraná, que é a nossa meta. Desta forma, estaremos contribuindo para fortalecer a nosso sistema de ciência e tecnologia, que nos permite resolver problemas atuais e, principalmente, futuros. Essas crianças são o futuro”, apostou o gestor da FA, que está investindo R$ 23,5 milhões na criação da Rede. 

Cidadania – Os Clubes de Ciências, enfim, vão se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a alfabetização científica e tecnológica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania. Assim, outro ponto importante do projeto é a possibilidade de ajuda para ampliar as atividades consolidadas de Ciência Cidadã, propostas e executadas pelo Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), também vinculado ao NAPI PRFC. 

“Nesse caminho, os clubes de ciências partem de uma proposta de ciência mais participativa, inclusiva e com projetos validados por pesquisadores da Rede Paraná Faz Ciência para a sua execução frente à realidade escolar. Esta expertise permite que novos projetos possam ser pensados e validados em diferentes realidades locais”, acrescenta o outro articulador do PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Inscrições – O projeto-piloto da Rede Clubes Paraná Faz Ciência, lançado quinta-feira (4), prevê a criação de 200 Clubes, em 2024. Serão cerca de 100 escolas de tempo integral (Escola Integral) em que o clube se integra à matriz curricular, em um total de 2h semanais. As demais 100 escolas serão selecionadas entre as que adotam os clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação esperada é de 3h semanais. As instituições precisam se inscrever, apresentando um projeto de Clube.

As etapas de implementação incluem: a seleção das escolas/docentes por meio de edital próprio lançado pela SEED; cadastro na plataforma da Rede Paraná Faz Ciência; formação pedagógica dos envolvidos utilizando os ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). 

Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelos seus atores: coordenador, professores colaboradores e clubistas. Na dinâmica das atividades, deverá haver periodicidade nos encontros, com a carga horária de acordo com o tipo de escola associada. Caberá às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. 

“Neste sentido, a proposta é desenvolver aspectos da prática científica, como a importância do trabalho em grupo, o senso crítico, a resolução de problemas e o processo contínuo do fazer ciência, tornando a educação científica mais significativa”, descreve o professor Reis. 

Um grupo de gestão ainda vai dar sustentação às ações da Rede, apoiando o desenvolvimento de pesquisas locais, com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões, e a participação em feiras de ciências com a apresentação de resultados obtidos em cada clube.

 Serviço

EDITAL

Prazo de inscrição: 22 de julho a 9 de agosto 

Inscrição: Formulário

Contato: clubes@paranafazciencia.org

Site: Clubes Paraná Faz Ciência

Instituições parceiras

Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.

A Rede Paraná Faz Ciência divulga, nesta quarta-feira (24), a homologação final das inscrições para o II Curso Ciência Cidadã na escola: formação de professores para a Educação em Ciências, vinculado ao Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE). estão sendo oferecidas 300 vagas.

O objetivo do curso, segundo o Edital publicado pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, é “fomentar caminhos para a Educação Científica”, estimulando os estudantes a participar da coleta de dados científicos para interpretação e busca de soluções. 

Conforme o Edital, o curso conta com carga horária de 60 horas, das quais oito serão síncronas e 52 assíncronas. No entanto, há a possibilidade da realização totalmente de forma remota. Os estudantes devem receber uma certificação de participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), após a conclusão do curso.

Os inscritos precisam estar regularmente matriculados em instituições de ensino superior federais ou estaduais públicas, além de atuarem como professor na rede pública municipal ou em cargos de coordenação técnica (CCT), no ano de 2024. Serão convocados os primeiros classificados, de acordo com a ordem de inscrição.

Evento é uma prévia para as discussões da Conferência Regional de C&T, que ocorre no final do mês com participantes de SC e RS

O Governo do Estado promove a 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, neste mês de abril.  As inscrições estão abertas até esta quarta-feira, dia 3, quando tem início a programação, no câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar das atividades com representantes de diferentes projetos.

A Conferência prevê a participação cidadã. A expectativa é de 400 pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o objetivo do evento é debater as prioridades para a ciência, tecnologia e inovação, a fim de impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável com base no conhecimento. Do NAPI Paraná Faz Ciência, participam representantes do Conexão Ciência – C² e do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).

O resultado das discussões em âmbito estadual será utilizado para subsidiar a Conferência Regional Sul, que ocorre em 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. A programação regional envolve participantes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Estadual – No Paraná, a iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O evento conta, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.

No ato da inscrição, os inscritos devem escolher um dos sete grupos de trabalho para participarem da discussão de temas específicos. Os conteúdos abrangem diferentes eixos temáticos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; juventude, formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; e desenvolvimento social e inclusão.

O diretor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Luiz Marcio Spinosa, destaca a importância do debate participativo para o fortalecimento de políticas públicas na área de ciência, tecnologia e inovação. “Os dois encontros vão permitir que a sociedade defina as demandas para o futuro da ciência, tecnologia e inovação, contribuindo com a comunidade cientifica para coletar o máximo de ideias e sugestões”, afirma.

Preparação – Em todo o território brasileiro, os eventos estaduais e regionais precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada em junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF). Os documentos compilados nos eventos regionais vão contribuir para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.

Serviço

5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná

Data: 3 e 4 de abril

Local: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Curitiba

Inscrições AQUI

PICCE oferta 500 vagas para professores com aulas pela Universidade Virtual do Paraná. Inscrições abrem no dia 15 de março.

Professores do Paraná podem se inscrever no curso de capacitação continuada no ensino da ciência do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) de forma gratuita e online. As aulas serão ministradas em formato online pela Plataforma da Universidade Virtual do Paraná, com apoio da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED-PR).

O curso terá duração de 60h/aula com abordagem de temáticas que envolvem o letramento midiático, projetos de investigação e feira de ciências. O objetivo do Programa é fomentar a participação colaborativa em que professores e estudantes participem do processo científico na busca de soluções para os problemas da realidade onde estão inseridos.

Os certificados serão disponibilizados pela UFPR Aberta, sendo oito horas do curso síncrona e 52 horas EAD. As aulas iniciam em 22 de abril e se encerram em 30 de junho. O edital está disponível no endereço picce.ufpr.br/editais/ e as inscrições podem ser feitas online de 15 a 31 de março pelo link do formulário de inscrição https://forms.gle/CKfTjCzPQuvKwmoR8

Esta é a segunda edição do curso, que já capacitou docentes das secretarias municipais e estadual de educação. Em 2023, o PICCE recebeu também inscrições de professores dos estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. Foram 30 inscritos dessas regiões que integram o montante de 494 profissionais da educação que aceitaram o desafio de ampliar o interesse dos jovens pelas ciências e pelas carreiras científicas. 

O PICCE

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) promove a construção científica por meio de um processo formativo, pautado em metodologias de ensino e aprendizagem sempre aliadas à inovação e ao pensamento crítico, tornando os estudantes e professores como co-produtores de conhecimentos científicos em um aprendizado conjunto e compartilhado.

O Programa tem o apoio financeiro do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência da Fundação Araucária – Agência de Ciência Tecnologia e Inovação do estado do Paraná; e faz parte das estratégias de educação para a ciência e divulgação científica que tem como meta estruturar e implementar uma Rede Paranaense de Pesquisadores e Instituições com atuação nessas áreas.

Mais de 200 professores e pesquisadores participaram da mesa redonda sobre “Experiências e Divulgação científica no Brasil e em Portugal”, nesta segunda-feira (18), no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba. O evento, promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência da Fundação Araucária (FA), contou com a participação da presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica de Portugal, Rosalia Vargas, e da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.

Durante sua apresentação, Rosalia Vargas, citou os principais programas desenvolvidos na Ciência Viva e destacou dados estatísticos que mostram o avanço do interesse da ciência em Portugal a partir das ações desenvolvidas pela Ciência Viva. “Em 2005 apenas 14% da população tinha interesse por ciência e tecnologia, o que aumentou para 60% em 2021. Com a criação dos centros de Ciência Viva, o percentual de pessoas que visitavam estes locais cresceu neste período de 6% para 59%”, relata.

Sobre os projetos paranaenses, a presidente da agência portuguesa elogiou a iniciativa dos novos arranjos de pesquisa e inovação que promove a criação de redes de pesquisa em diversas áreas, principalmente o Paraná Faz Ciência, no trabalho de educação científica e popularização da ciência. “O que vimos aqui na apresentação destes programas, tão variados e intensos, é extraordinário. O que conseguem fazer com o envolvimento de equipes muito motivadas e que acreditam que é preciso agir na sociedade para obter bons resultados. Portanto estão reunidas excelentes condições para a realização de projetos muito práticos e de integração com sucesso garantido dentro do Paraná Faz Ciência”, disse.

A assessora técnica da Fundação Araucária Débora Santana (UEM) e o professor da Universidade Federal do Paraná Rodrigo Reis, articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, apresentaram as principais ações desenvolvidas no Paraná para a disseminação e popularização da ciência e as iniciativas da Ciência Viva que podem ser referência de ações a serem desenvolvidas.

“A Ciência Viva é o principal exemplo global de uma rede de divulgação cientifica para o fortalecimento da cultura científica de um país e ela nos inspirou a trabalhar junto com a Fundação Araucária na implementação de uma rede de divulgação científica que é o Paraná Faz Ciência. Eles organizaram redes como dos Centros Ciência Viva onde todos os museus têm uma articulação em suas exposições, trabalham com processos formação integrados mesmo com governanças específicas. Além dos Clubes de Ciência que estão na escola em parceria com a rede de ciências e museus”, comenta o articulador do NAPI.

“Uma das ações que mais chamam a atenção são as redes de Quintas de Ciência que são como pequenas chácaras e fazendas onde eles trabalham a divulgação da ciência a partir dos ecossistemas regionais de inovação. Então a ideia é entender um pouquinho mais desse processo que é totalmente aplicável para a realidade paranaense”, explicou.

Entre as principais ações desenvolvidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência destacadas no evento estão o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), o Conexão Ciência de comunicação pública da ciência e a plataforma digital Paraná Faz Ciência para divulgar informações sobre a ciência e seus atores no Estado do Paraná.

“Este formato dos NAPIS é muito inteligente porque a gente precisa somar esforços. Quando reunimos projetos, ideias e recursos humanos para a construção de um programa de popularização da ciência nós temos resultados mais eficazes”, observou a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes.

Ela comentou ainda que o MCTI está organizando uma política de popularização da ciência para o Brasil e um dos eixos é articular as redes estaduais e que o Paraná sai na frente pois já tem uma rede sendo desenvolvida. “Queremos garantir que o cidadão paranaense e brasileiro tenha acesso ao que há de melhor na produção científica e para isso também é preciso que as crianças tenham uma escola que viva a experiência da educação científica desde a base para que tenhamos o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil”, disse a diretora.

Segundo a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Santana, o novo arranjo tem como objetivo envolver a comunidade em geral, iniciando pelos estudantes da educação básica, em todas as etapas da pesquisa científica por meio da ciência cidadã.

“Outra forma de aproximar a população paranaense da ciência é por meio do acesso às informações científicas em uma linguagem acessível a todas as pessoas e de modo diversificado e atraente. A difusão da ciência também é uma forma de controle social das atividades científicas desenvolvidas no estado já que a maioria é realizada com recurso público”, ressalta Débora Santana.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, apresentou as principais ações desenvolvidas pela instituição e o cenário em que ela está inserida no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). “No Paraná nós temos um Sistema de CT&I muito robusto e consistente e que pode avançar muito com parcerias como esta com Portugal que tem um dos sistemas mais inovadores de ciência”, destacou o presidente.

Durante a manhã desta segunda-feira (18) as equipes da Ciência Viva e do MCTI estiveram reunidas com representantes da Fundação Araucária e de instituições do Sistema de CT&I do Paraná na sede da FA.

Outra edição da mesa redonda sobre “Experiências e Divulgação Científica no Brasil e em Portugal” acontece na quinta-feira (21), às 14h30, no auditório da Unioeste em Foz do Iguaçu.

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) está com inscrições abertas, até o dia 24 de agosto, para o processo de formação “Ciência Cidadã na Escola: formação de professores para a Educação em Ciências”. O público-alvo são professores regularmente vinculados à rede pública estadual do Paraná. 

Com o objetivo de formar cientistas cidadãos, o projeto reuniu, em uma primeira fase, professores e seus alunos na coleta de dados científicos. Agora, em um segundo momento, a proposta é estruturar um grande projeto de Educação Científica, em direção a formação de cientistas cidadãos, permitindo à comunidade escolar interpretar os dados obtidos e buscar soluções para os problemas da realidade onde estão inseridos.

Serão selecionados 500 professores para participar do curso do PICCE. Este total será distribuído entre 20 vagas para professores em cargos de coordenações técnicas (CCT) e as demais 480 vagas para professores em efetivo exercício em sala de aula, distribuídas entre os 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE).

O curso será realizado de forma assíncrona pela Plataforma Virtual da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). As inscrições podem ser realizadas pelo site picce.ufpr.br. Para mais informações, confira o Edital do Picce.