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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A quinta-feira (09) da II Semana Geral dos NAPIs contou com a apresentação de seis arranjos: NAPI Sudoeste, NAPI Oeste, NAPI Norte, NAPI Solar, NAPI Hidrogênio e NAPI Águas. 

NAPI Sudoeste – Sustentabilidade e Qualidade de vida

A professora Dra. Gisele Arruda, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) apresentou o NAPI Sudoeste. De acordo com a articuladora, a proposta do NAPI foi integrar pesquisadores de diferentes Instituições de Ensino Superior (IES) do oeste do Estado que desenvolvem pesquisas correlatas, nas temáticas da sustentabilidade e qualidade de vida. 

Nesse sentido, as pesquisas têm, principalmente, foco na investigação de biomoléculas/produtos naturais, energias sustentáveis, e sistemas agrobioalimentares orgânicos e, segundo a articuladora, buscam contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, do país e internacional. A proposta do NAPI é, portanto, integrar e possibilitar trocas entre essa rede de pesquisadores da região.

A professora apresentou, ainda, os subgrupos de estudo nas diferentes instituições da região e quais os projetos já estão sendo desenvolvidos, bem como os resultados já alcançados. As temáticas perpassam a prospecção de biomoléculas e produtos naturais para uso agrícola, farmacêutico e tecnológico, melhoramento do feijão comum, reaproveitamento de resíduos sólidos da indústria de pescados com potencial bioativo e qualidade e consumo de água. 

NAPI Oeste 

O NAPI Oeste foi apresentado, na manhã de quinta-feira, pelo professor Dr. Douglas André Roesler da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O arranjo foi criado, com apoio das IES da região, com o objetivo de contribuir na promoção de pesquisa e inovação nas Câmaras Técnicas do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD). Segundo o articulador, o POD tem como missão promover o desenvolvimento econômico sustentável da região oeste do Paraná.

Roesler explica que as temáticas de foco do NAPI são: governança e empregabilidade, infraestrutura e logística, energias, sustentabilidade, sanidade animal e vegetal, inovação e conectividade e educação. 

Além disso, o professor ainda apresentou alguns dos resultados e projetos que já vêm sendo desenvolvidos pelo arranjo como o aplicativo SIGA, um sistema de inspeção geográfica agrícola para áreas sem cobertura de sinal; o Portal Geoeste para produção de dados ambientais e agropecuários; e o projeto de rede de internet rural sem fio.

O arranjo ainda desenvolveu diversas pesquisas, eventos e entregas relevantes para a sociedade nas temáticas propostas, conforme arguiu o professor. De acordo com Roesler, o NAPI ainda projeta a realização de diversos projetos para os anos seguintes do NAPI.

NAPI Norte – Polo Agrícola & Multilab

A professora Dra. Cristianne Cordeiro Nascimento, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou o NAPI Norte (Polo Agrícola & Multilab) na manhã de quinta (09). Segundo a articuladora, o arranjo visa o desenvolvimento do ecossistema de inovação da região Norte do Estado, tendo como prioridade o agronegócio, a inteligência artificial e o movimento local de promoção de startups.

A professora explicou, na sequência, como se deu a estruturação do projeto e do plano de ação do NAPI Norte, no ecossistema já existente, AgroValley. Com dezenas de atores e instituições envolvidas, o arranjo já realizou diferentes eventos, programas de aceleração de startups, fóruns e laboratórios. De acordo com a articuladora, o propósito é levar tecnologia pro campo que, por consequência, impulsiona novos negócios, criação de empregos, qualidade de vida e qualidade econômica para a região.

Para a professora, a transformação do ecossistema em um NAPI contribuiu na criação de uma rede bastante robusta com outros NAPIs, com instituições e parceiros. Além disso, a articuladora explica outras ações do NAPI Norte: o evento AgroBIT, a Aliança Estratégica Londrina – Maringá, o Comitê Territorial Norte, o ecossistema de inovação Estação 43 e o hub Cocriagro. 

Para saber mais sobre o trabalho do NAPI, basta acessar o site do arranjo.

Quer conferir as apresentações na íntegra? No canal do YouTube da Fundação Araucária é possível saber mais sobre o NAPI Sudoeste, NAPI Oeste e NAPI Norte. 

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NAPI Solar

Ainda na manhã de quinta-feira, a apresentação do NAPI Solar foi guiada pelo professor Dr. Roberto Cândido, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Segundo o articulador, o NAPI nasceu para integrar e possibilitar a interação entre pesquisadores e estudantes de três universidades paranaenses (UEM, UEL e UTFPR) para o desenvolvimento de uma metodologia de avaliação do desempenho de Usinas Fotovoltaicas em propriedades rurais.

A pesquisa tem apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), por meio do projeto RenovaPR, que incentiva a instalação de 90 mil usinas fotovoltaicas em propriedades rurais de pequeno e médio porte até o ano de 2030. Esse projeto tem impacto positivo em diversas áreas como desenvolvimento sustentável, geração de energia limpa e criação de empregos.

De acordo com o articulador, serão feitas, ao todo, 44 visitas técnicas para análise e monitoramento das usinas fotovoltaicas que já se iniciaram. O trabalho é feito com auxílio do aplicativo desenvolvido pelo próprio arranjo, flyers orientativos para os produtores  rurais e reuniões semanais com os membros do projeto. A ideia é que seja possível criar um método para melhor utilização da capacidade das usinas, beneficiando também sua vida útil.  Cândido afirma, ainda, que o propósito é construir um livro com seis capítulos como um dos resultados da pesquisa.

NAPI Hidrogênio

O professor Dr. Helton José Alves, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresentou o NAPI Hidrogênio que ainda está em fase de estruturação. O arranjo tem como objetivo a criação de uma rede de pesquisa e inovação na área do hidrogênio renovável de baixo carbono no Paraná, possibilitando estruturar tecnologias para a produção, armazenamento e utilização desta alternativa.

O articulador apresentou sobre o contexto de criação do novo arranjo e a potência do Estado do Paraná na temática das energias renováveis. O foco do NAPI Hidrogênio, nesse sentido, se concentra na produção de hidrogênio por meio de recursos sustentáveis. Um desses recursos, devido à diversidade de matérias primas disponíveis no Estado, é a utilização do biogás, por meio da rota da biomassa.

O professor ainda encerrou apresentando os benefícios e impactos positivos da utilização do hidrogênio renovável em todo país e de quais maneiras o novo arranjo pode atuar para impulsionar as potências já existentes no Paraná.

NAPI Águas

Ainda na manhã de quarta-feira, o NAPI Águas foi apresentado pelo professor Dr. Sandro Frohner da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com o articulador, o NAPI tem como objetivo a proposição e validação de indicadores de vulnerabilidade de ecossistemas naturais ou de produção, além da criação de um banco de dados ambiental, social e econômico que abranja todo o Paraná.

A ideia, de acordo com Frohner, é que esses indicadores e dados contribuam para quantificar a vulnerabilidade de determinadas regiões do Estado. Esse material, por sua vez, vai servir como ferramenta para gestores na tomada de decisões e medidas para atingir maiores índices de sustentabilidade e na prevenção, mitigação e desenvolvimento de práticas de resiliência às mudanças climáticas, por exemplo. 

Frohner ainda explicou todo o percurso que vem sendo desenvolvido pelo NAPI para criação e estruturação desse material e de que maneira isso impacta positivamente na tomada de medidas e na transformação do cenário atual. Um dos pontos ressaltados pelo articulador é que o banco de dados será público, interativo e de fácil acesso. 

Para assistir as apresentações completas dos NAPIs, basta acessar o canal do YouTube da Fundação Araucária

A tarde de quarta-feira (08) contou com seis apresentações nas salas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os NAPIs apresentados foram: NAPI Paraná Faz Ciência, NAPI HCR, NAPI Inova Vitis, NAPI Prosolo, NAPI Enfezamento do Milho e NAPI Woodtech. 

NAPI Paraná Faz Ciência

O NAPI Paraná Faz Ciência foi apresentado no início da tarde de quarta-feira pela professora Dra. Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pelo professor Dr. Rodrigo Arantes Reis da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O arranjo tem como um dos principais objetivos estruturar uma rede paranaense de pesquisadores e instituições com atuação na área de divulgação e popularização da Ciência.

Nesse sentido, o NAPI PFC visa também, por meio dos projetos, contribuir para a cultura científica, ampliar o interesse dos jovens pela ciência, fortalecer o diálogo com a sociedade e a educação básica, além de consolidar o Paraná como uma referência nacional nessa área.

Segundo os articuladores, a partir desse NAPI, três grandes projetos já foram construídos: o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); Conexão Ciência – C² e Paraná Faz Ciência. Os projetos já contam com números expressivos que contribuem de maneira crescente para o propósito de divulgação científica e popularização da ciência proposto pelo NAPI. Dentre esses números estão a produção de pesquisas, guias de campo, e-books, ações nas escolas e cursos de formação continuada para professores.

O Conexão Ciência – C², um dos projetos apresentado pela professora Dra. Débora, é um portal multimidiático de comunicação pública da ciência que já conta com dezenas de matérias, vídeos e podcasts publicados e milhares de acessos e visualizações .

NAPI HCR

O NAPI HCR (Hidrocarbonetos Renováveis) foi apresentado na tarde de quarta-feira (08) pelo professor Dr. Alessandro Bail da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A demanda principal do Arranjo é promover conexões entre os principais ativos já existentes no Paraná em tecnologias de produção e uso de combustíveis renováveis e sustentáveis, capazes de reduzir a pegada de carbono do setor de transporte aéreo e rodoviário e contribuir para a transição energética na construção de uma economia de baixo carbono.

Durante a apresentação, Bail apresentou os resultados já alcançados em mais de dois anos de NAPI, que conta com diversos projetos de pesquisa. Além disso, o articulador comenta que o Arranjo tornou possível a promoção do conceito de desenvolvimento sustentável de forma ampla e a possibilidade de novos negócios no âmbito da economia de baixo carbono. 

NAPI Inova Vitis

O NAPI Inova Vitis foi apresentado pela professora Dra. Alessandra Maria Detoni do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). Em tradução livre, ‘Inova’ está relacionado à inovação e ‘Vitis’ traduz-se como uva ou videira do latim, representando a inovação na área em questão. O arranjo é focado na vitivinicultura, ciência que estuda a produção da uva. A articuladora destaca a importância econômica e social da área que conta com um número expressivo de negócios e que é um importante gerador de trabalho e renda no Paraná.

Nesse sentido, a professora apresentou os objetivos principais do NAPI, que ainda está em fase de construção: a produção sustentável de uvas de mesa em sistemas de cultivo protegido e também novas cultivares (variedades de plantas desenvolvidas através de técnicas de melhoramento genético para atender a características específicas desejadas)  e bioinsumos visando a produção sustentável de uvas de processamento. Portanto, o Arranjo vem atender essa necessidade de inovação tecnológica que possa garantir sustentabilidade e a continuidade e melhora na produção agrícola do Estado. 

Para conferir a apresentação completa do NAPI Paraná Faz Ciência, NAPI HCR e NAPI Inova Vitis basta acessar o canal do YouTube da Fundação Araucária

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NAPI Prosolo 

O NAPI Prosolo foi apresentado na tarde de quarta-feira pelo pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), José Francirlei de Oliveira. O Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), segundo o articulador, tem como objetivo a criação da maior Rede de AgroPesquisa Aplicada do país, monitorando a qualidade do solo e da água em microbacias de referência do Estado. 

Ainda de acordo com o articulador, o arranjo tem como objetivo principal a promoção da mitigação dos processos erosivos do solo e da degradação dos cursos d’água nos sistemas produtivos, visando a redução de perdas econômicas, prejuízos sociais e ambientais no meio rural do estado do Paraná. 

Os resultados já alcançados, segundo Oliveira, dizem respeito à conservação dos solos e da água, culminando na produção de alimentos e água e levando em consideração as demandas mais urgentes da sociedade. O NAPI já desenvolveu dezenas de pesquisas, cursos de capacitação, seminários, dias de campo, assistência técnica a produtores rurais e boletins informativos. Além disso, a publicação do livro ‘Manejo e conservação de água e solo’, com perspectivas a nível nacional. 

NAPI Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho

O pesquisador Dr. Ivan Bordin, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), apresentou o NAPI Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho. O arranjo foi estruturado para atender uma demanda importante do setor agrícola que vem registrando prejuízos causados pelos enfezamentos (doenças) e viroses transmitidas pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

Segundo o articulador, as primeiras ações abarcam o grupo de pesquisas que foi articulada em três eixos: o Monitoramento de cigarrinhas (Dalbulus maidis) e patógenos do Complexo de Enfezamento do Milho, as avaliações das reações de cultivares de milho (híbridos e variedades) e as avaliações da eficácia da aplicação de inseticidas sintéticos e biológicos no controle de Dalbulus maidis.

Ainda há grande dificuldade de manejo e desconhecimento sobre técnicas, produtos e genéticas que propiciem controle efetivo para as condições do Paraná, considerando as interações patógeno-hospedeiro-ambiente. Para o articulador, as pesquisas vêm de encontro para atender essa demanda. 

NAPI Wood Tech 

Ainda na tarde de quarta-feira (08), o engenheiro CEO da empresa Cilla Park, Paulo Alvim, apresentou o NAPI Wood Tech. Ainda em processo de construção, esse arranjo trabalha com a madeira engenheirada. O material é um elemento estrutural de madeira formado pela adição de adesivos a várias camadas de madeira ou painel de madeira reconstituída, ou seja, passa por um processo de engenharia para melhoria de suas propriedades e melhora do desempenho para uso na construção civil.

A madeira engenheirada, além de ter um melhor desempenho, é leve, resistente e sustentável e pode proporcionar um sistema construtivo alternativo no Brasil. Nesse sentido, segundo o articulador do NAPI, a utilização desse material traz agregação de valor a um produto de base renovável, redução da emissão de carbono nas edificações e contribui para um processo construtivo sustentável. 

Dentre alguns dos objetivos do NAPI apresentados estão: caracterizar novos produtos de madeira engenheirada, desenvolver um produto de alto valor, desenvolver programas de melhoramento genético e desenvolver laboratórios de pesquisa. Segundo o articulador, o trabalho do NAPI trará uma série de benefícios para o Estado nas temáticas apresentadas.
Que tal conferir as apresentações desta tarde de quinta-feira na íntegra? A apresentação dos NAPIs Prosolo, Rede de Agropesquisa Complexo de Enfezamento do Milho e Wood Tech pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.

A manhã de quarta-feira (08) foi animada e contou com seis apresentações nas salas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os NAPIs apresentados foram: NAPI Proteínas Alternativas, NAPI Alimento e Território, NAPI Alimentos Saudáveis, NAPI Saúde, NAPI Startup Life e NAPI Taxonline. 

NAPI Proteínas Alternativas

Na manhã de quarta (08), o NAPI Proteínas Alternativas foi apresentado pela professora Dra. Carla Forte Maiolino Molento. Segundo a articuladora, o arranjo tem como objetivo fortalecer o Paraná como produtor de alimentos, utilizando inovações em biotecnologia, engenharia biológica e de bioprocessos, medicina veterinária, zootecnia, engenharia de alimentos, administração e agronomia. São, portanto, áreas voltadas ao desenvolvimento das etapas essenciais para a produção de proteínas alternativas que consolidam a pesquisa, a extensão e o ensino e caminham para o estabelecimento desta nova indústria de alimentos no Estado.

A professora apresentou a estruturação dos projetos e ações já realizadas e em andamento. Com números bastante expressivos, as atividades do NAPI já se concretizaram em diversos formatos: Evento sobre Zootecnia Celular, Projeto Bife sem Bicho, a Fundação do Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – único na América Latina e a Fundação do SFoodLab (Laboratório de Cadeias de Valor de Alimentos Sustentáveis) da UFPR.

Além disso, o NAPI Proteínas Alternativas está realizando a publicação de livro-texto sobre carne cultivada pela editora internacional Springer-Nature e a criação da Fundação da Associação Brasileira de Agricultura Celular, a primeira da América Latina. As diversas ações propostas e realizadas pelo NAPI representam grandemente a potência de inovação e de internacionalização da pesquisa paranaense.

O Conexão Ciência publicou uma matéria super completa sobre o trabalho do NAPI Proteínas Alternativas e a alimentação do futuro. Você pode ler na íntegra no site no C2.

NAPI Alimento e Território

O NAPI Alimento e Território (AT) foi apresentado pelo professor Dr. Adilson Francelino Alves e tem como foco a produção de alimentos agroecológicos e tem como objetivo transformar o Paraná em uma referência internacional em sustentabilidade alimentar. Segundo o professor, o arranjo se desenvolve no Sudoeste e no Litoral do estado. 

Embora o NAPI AT seja recente, o professor explica que a intenção é coproduzir conhecimentos na interface universidade-território por meio da formação, da pesquisa e da extensão e também potencializar os saberes populares, contribuindo para aumentar a renda das famílias. Nesse sentido, o professor explicou de que maneira as metas do NAPI devem se consolidar nos próximos anos.

NAPI Alimentos Saudáveis 

Dando sequência às apresentações da manhã de quarta-feira, o diretor do Biopark Educação, Paulo Rocha, apresentou o NAPI Alimentos Saudáveis. O arranjo é uma parceria entre o Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) com o Estado e cooperativas por um projeto em torno dos alimentos saudáveis.

Com enfoque nas áreas de agricultura, agronegócio, biotecnologia, saúde, sociedade, educação e economia, o NAPI Alimentos Saudáveis tem como objetivo organizar uma rede de pesquisadores e desenvolver produtos e serviços que impactam diretamente a população do estado, com a meta de tornar-se referência internacional no tema.

Quer conferir a apresentação? O vídeo completo sobre o NAPI Proteínas Alternativas, NAPI Alimento e Território e o NAPI Alimentos Saudáveis pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária

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NAPI Saúde

A articuladora do NAPI Saúde, professora Dra. Aline Perfeito Ribeiro, explicou sobre a trajetória do arranjo que busca fortalecer a rede em saúde do estado do Paraná. O NAPI, criado em 2019, tem parceria com o Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), que existe desde 2004. O arranjo visa criar estratégias de aplicação e de incorporação dos resultados já alcançados pelo PPSUS.

A professora argumenta que o trabalho visa a descentralização do fomento à pesquisa em saúde, financiando pesquisas em temas prioritários capazes de dar resposta aos principais problemas de saúde da população. O NAPI, em parceria com o PPSUS, já investiu recursos em centenas de projetos – muitos deles durante a pandemia da COVID-19. Na sequência, a professora Dra. Aline Franco da Rocha falou sobre a Telessaúde, uma estratégia de assistência à saúde para comunidade das universidades estaduais e que também operou durante a pandemia da COVID-19, por meio do aplicativo Saúde Online Paraná. 

Por fim, a articuladora ainda explica que em 2024 um novo projeto será incluído  no NAPI, o Hospital Amigo do Trabalhador: Integralidade à Saúde com Recursos de Inovação Tecnológica e Ambiente Laboral Seguro. O projeto atuará na prevenção do desenvolvimento de doenças relacionadas às atividades do profissional da saúde, com auxílio de tecnologias para proteção desses trabalhadores.

NAPI Startup Life

A apresentação do NAPI Startup Life foi iniciada pelo empresário Marcos Nonemacher da empresa Kepha Venture Builder, uma Startup Studio que constrói startups. Esse arranjo tem como prioridade apoiar de forma sistêmica e integrada o ciclo de vida de startups no Paraná e estimular a criação de empreendimentos inovadores a partir da geração de novas ideias no Estado.  

O articular apresenta, em específico, alguns cases como o AZAGROS – Gestão Agro-Digital. A startup é focada em atender o setor agrícola com soluções inovadoras para otimizar resultados, monitorar atividades e fortalecer a relação entre produtores, revenda de insumos e técnicos com enfoque na produção agrícola orgânica. A startup foi apresentada, na sequência, pelas articuladoras Taiuska Villa de Lima e Silvana Vasineski. Uma das ações apresentadas pela AZAGROS é o Aplicativo Integrado para Gestão da Produção Vegetal Orgânica, que objetiva apoiar produtores, gestores e técnicos agrícolas, além de facilitar e otimizar processos e eficiência. Os articuladores concluem que o trabalho da startup contribui para uma produção mais sustentável e menos poluente para o meio ambiente.

NAPI Taxonline

O NAPI Taxonline foi apresentado pela professora Dra. Luciane Marinoni ainda na manhã de quarta-feira (08). O Taxonline é uma rede paranaense de coleções biológicas que faz a conservação da biodiversidade além de contribuir para aplicações biotecnológicas. Segundo a articuladora, as coleções biológicas são a base para qualquer estudo de biodiversidade. Atualmente são 50 coleções das áreas de botânica, zoologia e microbiologia.

A articuladora ainda apresentou que, dentro da rede, existe ainda o Centro de Coleções de Culturas Microbiológicas da Rede Paranaense (CMRP). O CMRP visa a preservação do material microbiológico das atividades acadêmicas, atendendo às metas governamentais de preservação da biodiversidade brasileira e a legislação vigente quanto ao cumprimento do protocolo de Nagoya. Além disso, a professora apresentou o vasto número de parcerias que estruturam o trabalho do Taxonline.

O Taxonline tem uma parceria importante com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações por meio do Sistema de Informações sobre a Biodiversidade Brasileira. Além disso, dentre as entregas para sociedade, o NAPI já conta com mais de 1,2 milhão de dados disponibilizados em acesso aberto e dezenas de projetos com números expressivos de contribuição para a ciência paraense e mundial. 

Você pode conferir o trabalho realizado pelo NAPI Taxonline, na íntegra, no site do arranjo.

O vídeo com a apresentação na íntegra das apresentações da manhã de quarta-feira, dos NAPIs Saúde, Startup Life e Taxonline pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária

A tarde de terça-feira teve 6 apresentações que permitiram inúmeras horas de trocas entre pesquisadores, professores e alunos. Os NAPIs apresentados foram: NAPI Saúde Pública de Precisão, NAPI Bioinformática, NAPI Bioinformática FIOCRUZ, NAPI Fenômenos Extremos do Universo, NAPI Energia Zero Carbono e NAPI Space. 

NAPI Saúde Pública de Precisão 

Dando continuidade às apresentações da terça-feira (07) nas salas da Universidade Estadual de  Londrina, o pesquisador Dr. Fabio Passetti do Instituto Carlos Chagas (ICC/FIOCRUZ) apresentou o NAPI Saúde Pública de Precisão. Ainda em implementação, o NAPI busca sequenciar, analisar e estudar o genoma e o exoma completo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) empregando o conceito de Saúde Pública de Precisão e usando, para isso, a infraestrutura do Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP).

Segundo o pesquisador, o projeto tem como objetivo melhorar o atendimento ao paciente do SUS e entender as doenças genéticas na população paranaense, além de estudar áreas como UTI Neonatal, transplante de medula óssea, doenças raras, fissuras lábio-palatinas e ataxias cerebelares hereditárias. O trabalho desenvolvido busca, sobretudo, uma redução no tempo de diagnóstico bem como proporcionar tratamentos mais assertivos à população que utiliza o sistema público de saúde.

Passetti ainda destacou a integração com outros NAPIs, como o NAPI Bioinformática e o NAPI Genômica, e de que maneira o apoio de instituições, empresas e a sociedade civil tem contribuído para o encaminhamento dos trabalhos que serão realizados pelo NAPI Saúde Pública de Precisão. 

NAPI Bioinformática

O professor Dr. Alexandre Rossi Paschoal, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), trouxe informações do NAPI Bioinformática, que tem como foco áreas que vão da transformação digital à medicina de precisão, agronegócio, biotecnologia e saúde. Na apresentação, o professor expos que entre os objetivos do NAPI estão: a formação de recursos humanos em bioinformática, o desenvolvimento de ciência e tecnologia, o fomento de parcerias academia-indústria e aplicação prática em diversos projetos. 

O trabalho desenvolvido pelo NAPI já conta com a contribuição de mais de cem pesquisadores e mais de quarenta instituições de ensino nacionais e internacionais e vem traçando um caminho importante em diferentes projetos com temáticas como: elementos móveis em genomas de plantas, a análise genética de tilápias e análise de dados em pacientes de COVID-19. Além disso, o NAPI realiza iniciativas de formação de recursos humanos e eventos de divulgação científica, como a Escola Paranaense de Bioinformática e o X-Meeting.

O discurso de Paschoal demonstrou o compromisso do NAPI Bioinformática com a formação, pesquisa, parcerias e aplicação prática em diversas áreas da bioinformática, com ênfase na geração de conhecimento e valor para o estado do Paraná. 

NAPI Bioinformática FIOCRUZ

Após a fala do professor Dr. Alexandre Paschoal, o  pesquisador Dr. Fabio Passetti do Instituto Carlos Chagas (ICC/FIOCRUZ) apresentou o termo aditivo ao NAPI Bioinformática, que nasce como um subprojeto, e se intitula: Análises genéticas em crianças e adolescentes infectadas por SARS-CoV-2. O pesquisador destacou, sobretudo, a importância do apoio mútuo entre os dois projetos.

O articulador ainda apresentou os resultados já obtidos das pesquisas realizadas que buscam estudar a variabilidade genética de crianças com COVID-19 leve, COVID-19 grave ou Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (MIS-C).

O vídeo com a apresentação na íntegra do pesquisador Dr. Fábio Passetti e do professor Dr. Alexandre Rossi Paschoal pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

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NAPI Fenômenos Extremos do Universo

A professora e pesquisadora Dra. Rita de Cássia dos Anjos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresentou o NAPI Fenômenos Extremos do Universo. Segundo ela, o projeto abrange áreas como astronomia, cosmologia e gravitação e tem estudos voltados para a importância histórica e prática da astronomia, seja em tecnologia, saúde, telecomunicações e outras áreas.

De acordo com a pesquisadora, o foco atual do NAPI está sendo a contribuição na construção de um telescópio médio para o projeto do observatório CTA (Cherenkov Telescope Array), o maior observatório de radiação gama do mundo. Com isso, a professora reforçou o trabalho do NAPI no fortalecimento da internacionalização das instituições paranaenses na área de astronomia. 

O NAPI também busca expandir as relações entre pesquisadores e difundir a pesquisa astronômica no Paraná, identificando e colaborando com pesquisadores locais. Foram realizados workshops online para reunir centenas de pesquisadores e fortalecer parcerias, além de promover o desenvolvimento da ciência do Paraná. 

Um destaque na apresentação da pesquisadora foi a importância da inclusão para o NAPI Fenômenos Extremos do Universo. Uma série de seminários online chamada “Female face of Astronomy” teve como objetivo destacar a presença feminina na astronomia, proporcionando visibilidade para astrônomas brasileiras. O projeto visa inspirar principalmente meninas a seguirem carreiras científicas. Além disso, foi destacado um curso básico de Braille com foco em astropartículas, buscando tornar a astronomia acessível a pessoas com deficiência visual. A apresentação abordou a impressão 3D de modelos relacionados à física de partículas, utilizando Braille para tornar o conteúdo acessível. A ideia é transformar esses modelos em jogos educativos para inclusão nas escolas.

NAPI Energia Zero Carbono 

O professor e pesquisador Dr. Ivair Aparecido dos Santos, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) apresentou, também na tarde de terça-feira (07), o NAPI Energia Zero Carbono. O NAPI, que ainda está em fase de implementação, busca integrar pesquisa, educação, inovação e empreendedorismo na geração e conversão de energia limpa e sustentável.

A proposta do projeto é focar em energia zero carbono, que visa coletar e transformar energia em eletricidade sem emissão de carbono. Além de abranger formas comuns como solar e eólica, o NAPI busca desenvolver tecnologias para criar produtos sustentáveis e gerar valor econômico. Seus objetivos incluem articular instituições, professores e alunos em torno do desenvolvimento sócio-econômico-ambiental sustentável do Paraná.

O NAPI já apresenta impactos significativos por meio de parcerias com startups, envolvendo projetos inovadores em diversas áreas, desde energias renováveis até manufatura aditiva e robótica educacional. O programa também visa expandir sua atuação e estabelecer parcerias mais amplas, buscando financiamento privado e garantindo a continuidade de suas propostas sustentáveis.

Para conferir mais sobre o trabalho do NAPI Energia Zero Carbono é só acessar o site

NAPI Space

Finalizando as apresentações do primeiro dia da semana dos NAPIs, a professora e assessora de Relações Institucionais da Fundação Araucária, Dra. Cristianne Cordeiro Nascimento, iniciou apresentando o NAPI Space.  Também em processo de construção, é uma parceria entre universidades e a Agência Espacial Brasileira (AEB) e é voltado para serviços, produtos, aplicações e conectividade na área espacial. Segundo a professora, o foco é no New Space, que são produtos e aplicações para o espaço, utilizando recursos locais. 

Na sequência, o Me. Márcio Akira Harada, coordenador da Agência Espacial Brasileira, destacou a dependência do Brasil em serviços espaciais estrangeiros e a necessidade de parcerias para diminuir essa realidade. Além disso, ressaltou o primeiro curso de empreendedorismo e inovação no setor espacial, o primeiro projeto realizado pelo NAPI.

A segunda parte da apresentação foi conduzida pelos professores Dr. Marcelo Carvalho Tosin e Dr. Rodolfo Barriviera que apresentaram os objetivos e metas da construção do NAPI Space. Eles destacaram a intenção de posicionar o Paraná como referência em pesquisa espacial, promovendo inovação, formação de mão de obra qualificada e desenvolvimento de tecnologias espaciais.

Você pode conferir o vídeo com a apresentação na íntegra dos NAPIs Fenômenos Extremos do Universo, Energia Zero Carbono e NAPI Space pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária

A manhã de terça-feira (07) foi recheada de apresentações que passearam por diferentes universidades do Paraná. As apresentações ficaram por conta do NAPI Genômica e do Genomas Paraná, do NAPI Tecnologia Assistiva e do NAPI Manna.

NAPI Genômica e Genomas Paraná

Abrindo as apresentações da II Semana Geral dos NAPIs na manhã de terça (07), o professor Dr. David Livingstone Alves Figueiredo, presidente do IPEC (Instituto para Pesquisa do Câncer de Guarapuava) e Coordenador do curso de Medicina da UNICENTRO (Universidade Estadual do Centro Oeste) apresentou o NAPI Genômica. Nascido como uma Instituição Científica e de Inovação Tecnológica (ICT) que agrupava uma rede, tanto da iniciativa privada quanto da academia e da sociedade civil, o projeto atuava com pesquisas voltadas ao tratamento de câncer.

Segundo o professor, instituído posteriormente como um NAPI e unindo todo o trabalho que já vinha sendo feito, o projeto se consolida como Vale do Genoma e abre seu leque de atuações: a pesquisa genômica associada à inteligência artificial como uma fonte importante de dados para áreas como a da saúde humana, da agropecuária e do meio ambiente. E, para Figueiredo, um ponto imprescindível do projeto é unir pesquisa com negócios, proporcionando soluções práticas para os problemas em questão.

Os recursos do Estado têm se convertido em diferentes resultados: pesquisas genômicas  relacionadas à COVID-19, no contexto da pandemia; o Genomas Paraná relacionado à medicina de precisão, que agrega sinais e sintomas ao uso de algoritmos e que contribuem para diagnósticos e tratamentos de doenças. Além disso, a criação de um biobanco, um acervo de material biológico associado a informações clínicas e demográficas que contribuirão para pesquisas das áreas estudadas. 

O professor apresentou ainda qual a visão do NAPI Genômica em relação ao futuro das pesquisas em andamento e de que maneira tem se realizado a busca por recursos para a consolidação das pesquisas centrais do Vale do Genoma. Figueiredo ainda ressaltou quais as fortalezas e dificuldades na estruturação do NAPI e de que maneira os diferentes atores envolvidos têm contribuído para o andamento dos trabalhos. 

Para saber mais sobre o trabalho do NAPI Genômica e encontrar informações sobre o projeto Genomas Paraná, é só acessar o site do IPEC Guarapuava. 

NAPI Genômica: Indicadores de Vulnerabilidade e Monitoramento Genômico Ambiental – COVID 19

Dando sequência à apresentação de Figueiredo, a professora Dra. Andrea Name Colado Simão, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou o ‘Projeto COVID-19’, diretamente ligado ao NAPI Genômica. Em uma breve contextualização sobre a pandemia da COVID-19, a professora explica a atuação do Hospital Universitário da UEL nas pesquisas relacionadas à doença. 

Segundo Andrea, a pesquisa genômica viral buscava respostas em relação às infecções por COVID-19 de maneira que uma união entre ciência, saúde e prestação de serviços à sociedade pudesse trazer novas perspectivas sobre o cenário de calamidade, que contribuíssem para a população durante a pandemia. Nesse sentido, a Rede Genômica do Paraná atuou em diversos projetos, sendo um deles o Projeto COVID-19, para compreender de que maneira as características da população paranaense e as individualidades genéticas se apresentam como diferentes prognósticos da COVID-19.

A professora finalizou explicando de que maneira cada projeto contribuiu para a rede de dados que foi sendo construída em nosso estado: a coleta do perfil dos pacientes e de como se deu a infecção em cada um deles, as cepas variantes circulando no Paraná, o monitoramento ambiental e sequenciamento do SARS-CoV-2 nos diferentes ambientes do estado e a investigação de fatores genéticos na evolução da doença, buscando compreender de que maneira o genoma do SARS-CoV-2 está relacionado com o grau de infecção de cada indivíduo. 

O vídeo com a apresentação na íntegra dos professores doutores David Livingstone e Andrea Name pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária

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NAPI Tecnologia Assistiva

Ainda na manhã de quarta-feira, na sala ao lado, o professor Dr. Percy Nohama da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) guiou a apresentação do NAPI Tecnologia Assistiva. O projeto, ainda em fase inicial,  tem como área do conhecimento norteadora a tecnologia assistiva, de cunho multidisciplinar e que engloba o desenvolvimento de produtos, recursos, metodologias, estratégias e serviços. 

De acordo com Nohama, a tecnologia assistiva busca a funcionalidade na participação em atividades de pessoas com deficiência, de maneira que tenham autonomia, qualidade de vida e inclusão – sendo esse o norte do NAPI. O articulador do NAPI ainda salienta que além do desenvolvimento de produtos, estratégias e serviços, existe a busca pela implementação de políticas públicas e também projetos relacionados à educação em tecnologia assistiva.

Apesar do pouco tempo de existência, o NAPI Tecnologia Assistiva já tem contribuído em diferentes projetos para a comunidade externa como: os projeto Praia Acessível e Verão 2023-2024 com a cadeira anfíbia para o deslocamento de pessoas com deficiência; desenvolvimento de material didático para o ensino de música para pessoas cegas; material didático na perspectiva do desenho universal para o Ensino Básico; projeto para casa inteligente de idosos; e execução de próteses faciais reconstrutivas para pessoas mutiladas. 

Nesse sentido, conforme explica o professor, o trabalho do NAPI segue no sentido de reduzir as barreiras de inclusão social, educacional e profissional, além de melhorar os aspectos de cidades inteligentes e acessíveis. O professor ainda pontuou de que maneira o arranjo tem se entrelaçado com as pesquisas acadêmicas uma vez que elas oferecem ainda mais recursos de dados e informações relevantes na temática da tecnologia assistiva. 

Manna Academy

Encerrando a primeira manhã de apresentação dos NAPIs, o Manna Academy foi apresentado pela professora Dra. Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com uma história de mais de 20 anos de atuação, o projeto se constituiu também enquanto NAPI para dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo realizado. O Manna é o maior ecossistema de ensino, pesquisa, extensão e inovação em Internet das Coisas (IoT) e Robótica do estado do Paraná e um dos maiores do Brasil.

Segundo a articuladora, um grupo de pesquisadores, professores e estudantes se une com o objetivo de pesquisar e ensinar tecnologias exponenciais que envolvem internet das coisas (IoT), internet dos drones, inteligência artificial, jogos, metaverso, educação 5.0, além da vertente de ciência de dados, engenharia de software, otimização e computação forense. A busca do Manna caminha na direção do Paraná tornar-se protagonista nesses segmentos e levar fluência digital para a educação básica do estado. 

Os resultados da Manna são crescentes e promissores. O projeto busca a simplificação de produtos que vão para as escolas, além de realizar consultorias e conectar estudantes e pesquisadores com alunos do ensino básico. Nesse sentido, a professora ainda finalizou exemplificando a forma como as pesquisas se convertem em ideias simples que ocupam diferentes espaços importantes como escolas, museus, ONGs e outras instituições. 

O trabalho do Manna pode ser acessado, na íntegra, no site do Manna Team
O vídeo com a apresentação completa sobre o NAPI Tecnologia Assistiva e o NAPI Manna pode ser visto no canal do YouTube da Fundação Araucária.

As inscrições para submissão de propostas para as atividades da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023 podem ser realizadas até o dia 15 de setembro. A decisão foi anunciada por meio de edital da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), publicado no dia 30 de agosto.

A Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023 é um evento anual, realizado com o objetivo de debater e divulgar ciência, tecnologia, inovação e educação. Tem por objetivo difundir os avanços da ciência, tecnologia e inovação nas diferentes áreas de conhecimento e reunir pesquisadores, estudantes, professores universitários, professores da educação básica e cidadãos em geral interessados em conhecer a ciência desenvolvida no Paraná. 

O edital da Seti tem por objetivo selecionar propostas de atividades científico-culturais interativas, nas diversas áreas de conhecimento, para serem apresentadas durante o evento, a ser realizado entre os dias 7 a 10 de novembro de 2023, no campus da UEL, em Londrina, pelos parceiros institucionais e demais interessados.

Confira os editais do Paraná Faz Ciência 2023:

Edital 003/2023 – Prorrogação de Prazos para Submissão de Propostas de Atividades      

Edital 001/2023 – Paraná Faz Ciência 2023

A Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, evento denominado Paraná Faz Ciência 2023, será realizada no período de 7 a 10 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), como parte da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2023). A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a UEL.

Confira os editais do Paraná Faz Ciência 2023:

Edital 001/2023 – Paraná Faz Ciência 2023