Evento reuniu estudantes e professores de todo o estado, destacando projetos inovadores e o entusiasmo pela pesquisa científica

No dia 2 de outubro, Guarapuava recebeu a I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, um evento que reuniu clubes de diversas regiões do estado para apresentar projetos científicos em andamento. A Unioeste teve destaque com a participação de 16 clubes e 34 trabalhos expostos, abordando temas variados que refletem o potencial e a criatividade dos estudantes.
A clubista Emilly Vitória Queiroz Gomes, integrante do clube Meninas na Ciência – Projeto Caminhos na Ciência, do Colégio Estadual Padre Carmelo Perrone, de Cascavel, relatou sua alegria em participar da mostra. “Estou muito feliz, a experiência está sendo muito legal. Eu sou integrante de um clube feito por 5 meninas, e poder expor o trabalho feito por mim e por minhas amigas para tanta gente é muito gratificante”, comemora.

A professora Tatiane Staub, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Santa Helena, apresentou com seus alunos um projeto de reutilização de óleo de cozinha para produção de velas aromáticas e sabão. Ela destacou a importância da vivência. “É a primeira experiência dos meus alunos com esse tipo de evento científico, e eles estão muito empolgados. Querem continuar, querem fazer mais ciência, e isso me deixa muito feliz”, conta a docente.
O entusiasmo dos participantes reforça o papel transformador dos Clubes de Ciências, que incentivam o protagonismo estudantil, a curiosidade científica e o aprendizado prático em todo o Paraná.
Em quatro Núcleos Regionais, 30 clubes de ciências articulados pela universidade mostram como o conhecimento científico pode transformar a realidade de estudantes e comunidades

A quinta edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, contou com a participação de 30 clubes de ciências articulados pela universidade. Os clubes apresentaram mais de 70 projetos de pesquisa na 1ª Mostra de Clubes da Rede, com as apresentações na manhã do dia 2 de outubro. Abordam temas que conectam a ciência aos desafios regionais e ao cotidiano dos estudantes.
Os trabalhos vêm de escolas de quatro Núcleos Regionais de Educação (NRE): Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga. Os professores coordenadores destacam como a metodologia dos clubes estimula o protagonismo juvenil e o aprendizado prático.
Guarapuava
Os clubes de Guarapuava, anfitriões do evento, demonstram uma forte conexão com os problemas sociais e ambientais da região. No Colégio Estadual Padre Chagas, o professor Emerson de Souza, do clube EcoCientistas Visionários, explica que os projetos nascem de questões que os próprios alunos enfrentam, como o descarte de resíduos e a falta de saneamento. “Os estudantes partem de problemas que enfrentam diariamente ou de maneira recorrente”, afirma o professor. “Ao investigar essas situações, os alunos podem aplicar na prática o que aprendem, experimentando o método científico. Isso faz com que os conteúdos deixem de ser só teóricos e passem a ter sentido direto na vida deles e da comunidade”, explica o docente.

Outros clubes também se voltam para a comunidade. No Colégio Estadual Professor Amarílio, o professor Doacir Domingos Filho, supervisor do clube EcoCriativos, une a ciência à arte para tornar a aprendizagem mais rica. “A ciência estimula a investigação, a ecologia traz consciência ambiental e a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, diz Doacir.
No Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, o foco é a biodiversidade local. A professora Crissiane Loyse Luiz detalha a pesquisa sobre a morfometria das asas de abelhas. “Estudar o tamanho e o formato das asas de abelhas é importante, pois as asas ajudam as abelhas a voar longe para encontrar comida e habitat”, explica. A análise da assimetria das asas também serve como um “indicador de estresse e instabilidade no ambiente onde o organismo se desenvolve”, mostrando como a ciência pode ser usada na conservação.

Já a professora Katiane dos Santos, do clube Climatize-se no Colégio Estadual Pedro Carli, usa a tecnologia para conscientizar. “No caso do projeto de realidade virtual, os alunos e visitantes podem vivenciar ‘um dia na vida de uma abelha-operária’, mergulhando em uma experiência imersiva que desperta a curiosidade e amplia a empatia”, relata a professora.
O Paraná Faz Ciência também é visto pelos educadores como um momento de celebração do aprendizado. A professora Leonara Furquim, do Colégio Estadual do Campo da Paz, em Candói, tem um projeto no clube Identidades em Construção que aborda a diversidade cultural. “Conhecer a diversidade étnica e cultural, presente no colégio e na comunidade, é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, comenta. “É a partir desse conhecimento que eles conseguem fazer relações e desenvolver o senso de pertencimento com seus pares, bem como o respeito e a empatia para com todos.”

Em Pinhão, o professor João Manuel de Lima, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto e o Clube Puma Science Club estão focados na preservação de nascentes. O professor explica que muitos moradores acreditam que a água transparente não apresenta riscos. “A gente sabe que tem problema, então a gente está trabalhando com o clube para mapear essas nascentes e propor soluções para proteger e melhorar a qualidade da água”, diz, ressaltando a importância de conscientizar a comunidade.
Ainda em Pinhão, no Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, o professor Luan Felipe de Lima e o Clube Pỹnfīfī estão investigando o ciclo de produção da araucária. O projeto, que se baseia no conhecimento dos mais velhos da comunidade, busca entender porque a produção varia anualmente. A hipótese que a equipe está testando é que a colheita prematura da pinha pode ser a causa do problema. “A gente está testando essa hipótese e tentando desenvolver um método de manejo que não só seja menos agressivo para manter um ciclo de pinhão mais produtivo ao longo do tempo, como também seja uma maneira um pouco mais segura para tirar”, explica o professor.

Confira a lista de clubes ligados ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuava:
De Guarapuava:
Colégio Estadual Cristo Rei — Clube Velozes e Curiosos. Coordenadora Crissiane Loyse Luiz. Projetos:
Colégio Estadual Cívico Militar Vereador Heitor Rocha Kramer — Clube Eco Transformadores. Coordenador Daniele Kosmo. Projetos:
Colégio Estadual Professor Amarílio — Clube EcoCriativos. Coordenador Doacir Domingos Filho. Projetos:
Colégio Estadual Padre Chagas — Clube Eco Cientistas Visionários. Coordenador: Emerson de Souza. Projetos:
Colégio Estadual Pedro Carli — Clube Climatize-se. Coordenadora Katiane dos Santos. Projetos:
Colégio Francisco Carneiro Martins — Clube EcoAction. Coordenadoras: Carolina Paula de Almeida, Sandra Mara Venske e Elena Mariele Bini. Projeto:
De Pinhão:
Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira – Clube Ciência em Foco. Coordenadora Bianca Karine Boratchulka dos Santos. Projetos:
Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Netto — Puma Science Club. Coordenadores João Manuel de Lima e Jean Carlos Bueno. Projetos:
Colégio Estadual Procópio Fereira Caldas — Clube Óleo nosso de cada dia. Coordenador Diórgenes Veres Ronik. Projeto:
De Turvo:
Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos — Clube Pỹnfīfī (Maker), Coordenador Luan Felipe de Lima. Projeto:
De Foz do Jordão:
Colégio Estadual de Segredo — Clube ScienCES. Coordenadora Sandra Rozanski. Projetos:
De Candói:
Colégio Estadual Santa Clara — Clube Curiosus. Coordenadora Edineia Simi Silva. Projeto:
Colégio Estadual do Campo da Paz — Clube Identidades em construção. Coordenadores Leonara Forquim de Mattos, Daniel Mazurek e Keorlly Cabral. Projeto:
Os clubes que são parte do Núcleo de Irati também trazem projetos que aliam o rigor científico à aplicação prática. No Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, a professora Mariel Guil Chociai, do clube Quatro Elementos, prepara sua primeira participação em uma feira. Os alunos pesquisam a morfometria de abelhas da espécie Mandaçaia, em parceria com a Unicentro. “Nossa análise das asas pode indicar estresse ambiental”, conta a professora, que destaca a importância do projeto para a coleta de dados inéditos sobre a espécie.

No Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, em Prudentópolis, o professor Carlos Eduardo Basso, do clube Tijuco Preto (Óleo nos Olhos), trabalha com o desenvolvimento de produtos a partir de plantas nativas. De acordo com o docente, o clube tem o lema “da planta à fórmula”, criando produtos como sabonetes e velas a partir de óleos essenciais.
Confira a lista dos clubes pelo NRE de Irati:
De Irati:
CEFEP Presidente Costa e Silva (Irati) — Clube Raízes da Ciência. Coordenadora Mariana Mendes Mirkoski. Projetos:
De Guamiranga:
Colégio do Campo Professor Antonio Emílio Antonelli — Clube EduCampo Consciência Ativa. Coordenadora: Rosana Aparecida Ribeiro de Sene. Projetos:
De Fernandes Pinheiro:
Colégio Estadual Getulio Vargas — Clube M@ker GV (maker). Coordenador Sandro José Ramos. Projetos:
De Prudentópolis:
Colégio Estadual Alberto de Carvalho — Clube Quatro Elementos. Coordenadoras Mariel Guil Chociai e Terezinha Antonio. Projetos:
Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz — Clube Tijuco Preto. Coordenadores Carlos Eduardo Basso Christo e Carina Rampi. Projetos:
De Irati:
Escola Estadual Nossa Senhora das Graças — Clube EcoCientistas Ambientais. Coordenadora Elaine Pacheco Costa. Projeto:
De Laranjeiras do Sul, o Colégio Estadual Floriano Peixoto, com o clube Raízes do Saber, transformou a horta da escola em um “laboratório a céu aberto”, de acordo com a professora Jane Aparecida Lazare Pereira. Ela destaca a importância do projeto para o estudo do solo, compostagem e controle de pragas de forma orgânica. “Também trabalhamos a questão da segurança alimentar com uma horta totalmente livre de agrotóxicos. Nosso diferencial é estudar como esses alimentos beneficiam o organismo. Usando a pirâmide alimentar, mostramos que a ingestão desses produtos é uma fonte primordial de saúde.”
No Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, o Clube de Ciência Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, desenvolve abrigos de baixo custo para abelhas nativas sem ferrão. O projeto, que une saberes tradicionais e tecnologias inovadoras, utiliza técnicas de bioconstrução com taipa e telhados verdes, além de sensores conectados via Arduino (software).
O professor responsável, Cheperson Ramos, destaca que a bioconstrução é ideal para as abelhas nativas, que são sensíveis às variações de temperatura. “Tanto a taipa quanto o telhado verde oferecem inércia e isolamento térmico, mantendo a temperatura dentro dos abrigos mais constante e protegendo as colmeias”, explica.
Confira a lista dos clubes do NRE de Laranjeiras do Sul
De Cantagalo:
Colégio Estadual Elenir Linke — Clube Discípulos de Pasteur. Coordenadores Luana de Almeida Pereira e Luciana Kelnihar. Projetos:
Colégio Estadual Olavo Bilac — Desbravadores do Conhecimento. Coordenador Elton Pontarolo de Abreu. Projetos:
De Laranjeiras do Sul:
Colégio Estadual Indígena Kó Homũ — Clube Raízes do Saber (maker). Coordenadora Daiane de Freitas. Projetos:
Colégio Estadual Floriano Peixoto — Clube Raízes do Saber. Coordenadores Jane Aparecida Lazare Pereira e Robison Tiago Coradeli. Projetos:
De Quedas do Iguaçu:
Colégio Estadual do Campo Chico Mendes — Clube Maker do Chico (Maker). Coordenador Cheperson Ramos. Projetos:
Na região de Pitanga, o Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura do São Roque, tem no Clube Adonis Com Ciência um projeto focado no impacto da coleta seletiva na vida dos trabalhadores. A professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto explica que o objetivo é conscientizar a população para melhorar a coleta e, consequentemente, as condições de trabalho. “Os alunos já realizaram entrevistas com esses trabalhadores para entender um pouquinho da rotina deles e, com esses dados, a gente pretende trabalhar na conscientização da população”, diz.

Abaixo a lista dos clubes ligados ao NRE de Pitanga que foram ao Paraná Faz Ciência:
De Boa Ventura de São Roque:
Colégio Estadual Adonis Morski — Clube Adonis Com Ciência. Coordenadora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto. Projetos:
De Santa Maria do Oeste:
Colégio Estadual do Campo João Cionek — Cionekando com Ciência (maker). Coordenadora Milena Barcellos e Inêz Corrêa. Projetos:
Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves — Clube Pé Vermelho. Coordenadora Elizabete Pazio. Projetos:
A 1ª Mostra Científica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, com seus 30 clubes e mais de 70 projetos, promete mostrar a diversidade e o protagonismo dos jovens cientistas paranaenses, que usam a curiosidade para transformar a realidade e construir um futuro mais consciente.
Reunidos em Guarapuava, gestores, professores e alunos trocam experiências e já antecipam expectativas para o III Encontro 2026, na Unioeste de Cascavel

Disseminar a compreensão de que museus e centros de documentações universitários são espaços de ensino, pesquisa e extensão, e não tão somente guardiões de acervos, está no foco da estratégia de gestores, professores e graduandos que atuam nos espaços museais e de documentação das instituições de ensino superior no Paraná. Reunidos na Rede de Museus Paraná Faz Ciência, o objetivo é divulgar e popularizar a ciência produzida nas universidades de forma interativa, interdisciplinar e acessível à sociedade, em geral, e à academia, em particular.
Esta perspectiva permeou todas as palestras, mesas redondas e workshops durante o II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários, que aconteceu semana passada em Guarapuava, dentro da 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento contou com mais de 40 trabalhos de museus que compõem as redes de Museus de Ciência Universitários, sob o tema ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’. Na programação houve ainda II Mostra de Museus Universitários do Paraná com 14 estandes no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, que recebeu mais de 40 mil pessoas em quatro dias.
Já na abertura do evento, o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e coordenador da Rede Estadual de Museus e Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários (Remup), professor Renê Wagner Ramos, enfatizou a oportunidade rara para quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação.

“Nesta segunda edição, tivemos a participação efetiva dos centros de documentações de Londrina, Irati e Paranaguá e houve uma estruturação melhor dos próprios museus que vieram a Guarapuava, representando um avanço em relação ao ano passado quando estivemos em Maringá”, destacou Ramos.
Uma comissão científica avaliou os mais de 40 trabalhos inscritos que foram apresentados e serão publicados em anais. De acordo com articulador, o resultado final mostrou que houve um alto nível de participação, representando grande avanço do ponto de vista científico neste encontro em Guarapuava, organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro).
“Hoje se começa a perceber que é realmente nos museus, nos centros de documentação que começa o processo de pesquisa. Tal visão demonstra para a sociedade e, principalmente, para o próprio sistema universitário, que precisam reconhecer a importância dos museus e centros de documentação, porque é onde está o acervo dedicado à pesquisa”, completa Ramos.
Confira abaixo como foi a II Mostra de Museus Universitários realizada durante o PRFC 2025
No mesmo sentido, o coordenador do II Encontro, professor da Unicentro, Rodrigo Oliveira Bastos, disse que foram três dias intensos e profundamente inspiradores. “O evento superou nossas expectativas, reunindo gestores, pesquisadores, estudantes e convidados em torno de um tema: a contribuição dos museus e centros de memória para um futuro sustentável. A Unicentro, como instituição anfitriã, reafirma seu compromisso com a ciência, a cultura e a preservação da memória, fortalecendo seu papel na Rede de Museus e Centros de Memória Universitários do Paraná”, avalia.
As trocas entre os participantes revelaram desafios comuns como a falta de equipes perenes, a necessidade de formação continuada e a ampliação do diálogo com a comunidade. Mas também apontaram caminhos promissores como o uso de tecnologias acessíveis, práticas colaborativas e ações educativas que geram conexões.
“Saímos daqui com redes fortalecidas, ideias renovadas e a certeza de que nossos museus e centros de documentação são agentes fundamentais na construção de um amanhã mais consciente e cheio de sentido”, destaca Bastos, diretor do Museu de Ciências Naturais da Unicentro.

Os mais de 140 inscritos no II Encontro puderam conhecer a ação em rede do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), apresentado pelo articulador e professor da UFPR, Rodrigo Reis, que abriga a Rede de Museus Paraná Faz Ciência e orienta as ações de divulgação e popularização do conhecimento científico dos espaços universitários, inclusive com a modalidade itinerante que amplia o alcance do universo da ciência.
Já a também articuladora do NAPI PRFC e professora da UEM, Débora de Mello Sant’Anna apresentou a pesquisa de percepção pública da ciência pelos paranaenses, lançada no evento e que traz indicadores que devem auxiliar os museus e centros de documentações nas atividades para atrair novos públicos e tornar os espaços referência quando se trata de ensino, pesquisa e extensão.
Por sua vez, a participação da coordenadora do curso de bacharelado em Museologia da Escola de Música e Artes do Paraná e Universidade Estadual do Paraná (EMBAP/UNESPAR), Jackelyne Corrêa Veneza, rendeu uma importante discussão sobre a necessidade de formação para os mediadores através da Educação Museal. “Precisamos fortalecer a rede de educadores e para isso precisamos de uma política pública de formação de museus e podemos começar com os museus de ciências universitários”, reforçou.

“Foi uma oportunidade excelente para fazer articulações muito positivas e com um saldo extremamente para a ciência e todas as frentes ali representadas, que puderam se aproximar ainda mais”, enalteceu o articulador da Rede de Museus do Paraná e pesquisador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC), Dhiego Cunha da Silva.
A Rede de Museus do Paraná desempenha um papel fundamental na consolidação de uma cultura científica no Estado, pois promove um ambiente de colaboração e troca contínua.
Importante ressaltar que a dinâmica de interação permite que cada instituição aprenda e cresça com as outras, elevando o padrão de qualidade do trabalho museológico em todo o Paraná. Para que isso aconteça, a articulação na rede é crucial para fortalecer frentes de ensino, pesquisa e extensão.

“Avalio que o II Encontro entregou mais do que a gente esperava em todos os segmentos e agora cria-se uma expectativa ainda maior para a terceira edição. Vamos aguardar para ver como que a Unioeste, do campus Cascavel, consegue superar, já que todos os eventos são muito bons e o próximo tem sido cada vez melhor”, conclui Silva.
O coordenador do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Celso Ivam Conegero, destacou o fortalecimento da rede de museus universitários. “Ano passado, nós do Mudi realizamos o primeiro encontro em Maringá e agora, neste segundo momento, vemos que a iniciativa gerou frutos pelo volume de participação desta edição, gerando mais trocas e interação entre gestores, professores e alunos”, enfatizou.

Conegero esteve acompanhado da professora da UEM, Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, responsável pelo estande do museu na mostra. “Trouxemos nossa exposição Raio X, que permite verificar as características ósseas do corpo humano e de outras espécies da fauna brasileira”, conta.
Em maio deste ano, o Mudi passou a vigorar entre os dez museus mais visitados do Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, Maringá recebeu o 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), demonstrando que o Paraná está fazendo a lição de casa quando o assunto é popularização da ciência e construção de uma cultura científica na sociedade.
Organizados em redes, participantes dos NAPIs conversam com o público durante o Paraná Faz Ciência em Guarapuava

A 5ª Edição do Paraná Faz Ciência 2025 está sendo uma oportunidade valiosa para pesquisadores das universidades paranaenses que integram o ecossistema Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apresentarem os resultados de suas pesquisas ao público. O evento é organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência e tem o objetivo de divulgar à sociedade a produção científica feita em universidades, estaduais e federais, e institutos de pesquisa.
Os Novos Arranjos promovem redes colaborativas entre alunos, professores, em todas as áreas do conhecimento, favorecendo uma conexão entre a academia e setores produtivos e da indústria. Atualmente, 46 NAPIs estão em execução, desenvolvendo 57 projetos estratégicos em áreas como saúde, educação, emergências climáticas, sustentabilidade, agricultura, inteligência artificial, energias renováveis e transformação digital. Eles representam uma política pública inovadora, que articula dezenas de grupos de pesquisa de todas as universidades e institutos do Estado.
O programa tem apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com fomento da Fundação Araucária. O projeto de criação e implementação dos Arranjos começou em 2019 e tem como objetivo promover a pesquisa científica e a inovação tecnológica do Paraná. Num contexto de emergência climática, os pesquisadores buscam soluções sustentáveis para mitigar os impactos das mudanças climáticas nas mais variadas áreas.
Uma importante frente de combate às mudanças climáticas no Paraná para o desenvolvimento de soluções sustentáveis vem do NAPI Energia Carbono Zero (EZC), que está participando da feira, em Guarapuava, para divulgar o trabalho do Arranjo. O grupo trouxe um livro impresso com o conhecimento acumulado de toda a produção científica do NAPI EZC, mas que tem a versão digital, e um kit de robótica para entregar aos professores do ensino médio para trabalhar de forma prática e lúdica com os alunos nesta temática.
“O Paraná Faz Ciência é uma oportunidade para mostrar o nosso trabalho, já que a gente opera com a ciência dura, ou ciências naturais como Física, Química, Biologia, e nem sempre temos condições de atingir diretamente todos os públicos como neste evento”, enfatiza o professor de Física, Valdirlei Fernandes Freitas, coordenador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC), da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Outro exemplo nesta área da sustentabilidade é o NAPI Hidrocarbonetos Renováveis (HCR), que organiza pesquisas em torno da produção de combustíveis sustentáveis para aviação, diesel verde e produtos que possam substituir os derivados de petróleo nos setores de transporte e energético.
“Como um NAPI tecnológico, trouxemos um relato dos resultados ao longo de três anos de trabalho, contabilizando 45 artigos publicados, seis patentes depositadas e quatro concedidas, além de vários projetos de pesquisa aprovadas pelas agências de fomento e setor produtivo que estão dando condições e desenvolvimento das tecnologias que estamos propondo”, explica Luiz Pereira Ramos, articulador do Hidrocarbonetos Renováveis e vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Com o objetivo de promover o desenvolvimento da vitivinicultura paranaense, o NAPI Inova Vitis é composto por pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A coordenadora do Arranjo, Alessandra Maria Detoni, pesquisadora do IDR-PR, informa que o NAPI trabalha tanto com uvas finas de mesa para consumo in natura, uva para o processamento de sucos e vinhais, além de um trabalho com cobertura plástica visando o controle de pragas e a melhora da qualidade.
“A nossa participação neste evento é de extrema importância para levar ao mundo acadêmico e todas as pessoas da comunidade que estão nos visitando, ainda mais na região de Guarapuava que tem grande importância na produção de uvas”, completa Detoni.
Instituído em setembro, o NAPI Biogás é o mais novo Arranjo da rede, prevê o desenvolvimento de soluções inovadoras e modelagem de negócios para gestão inteligente de resíduos orgânicos como fonte de energia renovável, podendo ser térmica, elétrica ou biocombustível.
O coordenador do NAPI Biogás, Breno Pinheiro, destaca que o Paraná tem um potencial de produção de biogás por meio da gestão de biogás, especialmente na região de Guarapuava, onde acontece o Paraná Faz Ciência. Ele está vinculado ao Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), e à Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), que já firmaram parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Unila e UFPR.

A proposta do NAPI é tirar as pesquisas que já estão em andamento para atender os interesses do mercado, construindo pontes para uma gestão mais sustentável”, diz.
Para o coordenador do setor dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (SENAPI), Diego Iwankio, a ideia é otimizar a gestão dos NAPIs. Ele lembra que tudo começou em 2019 como metodologia e, desde então, a rede está sendo diversificada constantemente em todo o território paranaense.
“O SENAPI é responsável em receber as demandas da sociedade, transformar em projetos para que se tornem NAPIs, sejam implantados e dêem as soluções que a população precisa”, explica Iwankio.

O coordenador dá o exemplo do NAPI Eletrônica Orgânica, que está na feira apresentando novos componentes como uma fita leve e flexível para geração de energia solar, podendo ser instalada em qualquer tipo de telhado.
Durante manhã, tarde e noite os clubistas vão apresentar seus trabalhos no centro de eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava
Nesta quinta-feira (2), ocorre a I Mostra dos Clubes integrantes da Rede de Clubes de ciências, ligados ao NAPI Paraná Faz Ciência. O encontro de mais de 130 clubes do Paraná, com um total de 660 estudantes, está sendo realizado na 5ª edição do evento anual Paraná Faz Ciência.

Na cerimônia de abertura, o comitê organizador da Mostra foi representado pela professora Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), que mencionou a importância do trabalho de muitas mãos para que um encontro dessa magnitude tivesse êxito.
Débora Sant’ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, citou, em seguida, que o cansaço da preparação toda cessou quando encontrou os clubistas entusiasmados. “Acordamos cedo e vamos até à noite tratando de Clubes e NAPI, mas, ao chegar aqui hoje, o cansaço passou, porque vemos o brilho nos olhos das crianças”, destaca.

A coordenadora geral do evento na Unicentro, Marquiana Villas Boas Gomes aponta a importante coincidência do primeiro encontro dos Clubes da Rede Paraná Faz Ciência ser no momento em que esse projeto completa um ano de atividades. “É uma feliz coincidência essa Mostra acontecer agora que os Clubes estão completando um ano de funcionamento! É uma honra poder realizar essa primeira mostra de clubes durante o Paraná Faz Ciência, aqui na Unicentro”, comemora.

Em nome da SETI (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) , o secretário Aldo Bona defendeu que o trabalho de valorização da ciência e da tecnologia siga fortalecido. “Temos o desafio pela frente de fazer com que o movimento que fortalece a ciência continue, já que o investimento mais importante está nos Clubes de Ciências e eles são a semente para um futuro de maior engajamento com a ciência”, disse o secretário.
Finalizando a cerimônia oficial, o reitor da Universidade anfitriã – a Unicentro – Fábio Hernandes renovou os agradecimentos já feitos à equipe organizadora da Mostra e a todas as demais pessoas envolvidas para que o encontro de Clubes acontecesse. E fez o repasse oficial do símbolo do Paraná Faz Ciência para a próxima Universidade a sediar o encontro anual: a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), na figura do reitor Jefferson Simomura.
Visitantes do Paraná Faz Ciência poderão conhecer parte do acervo 14 museus universitários em mostra interativa e com muita ciência

Pelo segundo ano consecutivo, gestores e pesquisadores da Rede de Museus de Ciências e da Rede de Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná estão reunidos em evento científico para debater os desafios e estratégias para melhorar a gestão e a inserção junto à comunidade em geral. São museus das mais diversas tipologias, como os museus de ciência e tecnologia, os históricos ou de ciências naturais, entre outras áreas.
O II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários acontece durante um dos maiores eventos de ciência do Brasil, a 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento tem previsão para apresentação de 40 trabalhos de museus que compõem as redes de Museus de Ciência Universitários com mais de 150 inscrições para palestras, mesas redondas, oficinas e, ainda, a realização II Mostra de Museus Universitários do Paraná com 14 estandes. Nesta segunda edição, o tema do encontro será ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’.
Durante a abertura do evento, realizada nesta terça-feira, 30, o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e coordenador da Rede Estadual de Museus e Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários (Remup), professor Renê Wagner Ramos, enfatizou a oportunidade rara para quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação.
“Temos 14 instituições representadas com seus museus e centros de documentação, que têm a missão de contribuir para o processo educacional dos estudantes, e de crianças especialmente, acolhendo com alegria e encantamento, pois são o nosso futuro”, justificou.
Como articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, Ramos acredita que somente com cultura se faz a Educação: “ Não existe educação que a gente não possa olhar para os olhos de uma criança e transformá-la pelos todos os objetos científicos e toda a transformação que a ciência proporciona nas mínimas coisas. É isso que a gente quer mostrar nos nossos museus e centros de documentação”.
A conferência de abertura foi com Maurício Cândido da Silva, coordenador da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários, convidado para falar dos desafios dos espaços museais, mesmo numa rede de colaboração que existe no Paraná.
“Este processo de cooperação é extremamente importante para o fortalecimento dos pequenos, médios e grandes museus. Somente com essa noção, essa articulação em rede cooperativa é que a gente vai conseguir dar um passo adiante na preservação, na salvaguarda, na divulgação, nos processos de educação que envolve todas as nossas coleções e museus”, alertou.

O II Encontro Paranaense de Museus Universitários acontece no Bloco Didático do curso de Medicina da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). O reitor Fábio Hernandes prestigiou a solenidade e destacou a importância dos museus universitários que integram o Paraná Faz Ciência.
“Os nossos museus universitários têm a cultura e a história, mas também são, fundamentalmente, ambientes de ensino, pesquisa e extensão, sempre atualizados e trazem muita inovação”, afirmou. Para Hernandes, eles fazem parte do desenvolvimento de uma região, uma sociedade, mostrando como os museus transformam a comunidade.
O professor da Unicentro, Rodrigo Oliveira Bastos, coordenador do Museu de Ciências, esteve na organização do evento, junto com o professor Jo Klanovicz, coordenador do Centro de Documentação da instituição (Cedoc), professora Terezinha Saldanha e João Carlos Corso, do Centro de Documentação de Irati.
“A expectativa é que seja um evento representativo do que acontece no estado na área, com a publicação dos anais, superando os números do primeiro encontro realizado na UEM em outubro do ano passado”, acredita.

Para Bastos, o fato do Encontro de Museus Universitários de Centros de Documentação acontecer num evento maior, que é o Paraná Faz Ciência, tem mobilizado o segmento e ampliado o debate sobre os desafios para popularizar e democratizar a ciência: “E podemos contribuir neste processo, pois temos o que expor e interagir com o público, que faz parte da nossa essência”.
O coordenador do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Celso Ivam Conegero, destaca o fortalecimento da rede de museus universitários. “Ano passado, nós do Mudi, realizamos o primeiro encontro em Maringá e agora, neste segundo momento, vemos que a iniciativa gerou frutos pelo volume de participação desta edição, gerando mais trocas e interação entre gestores, professores e alunos”, enfatizou.

Em maio deste ano, o Mudi passou a vigorar entre os dez museus mais visitados do Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, Maringá recebeu o 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), demonstrando que o Paraná está fazendo a lição de casa quando o assunto é popularização da ciência e construção de uma cultura científica na sociedade.
Conegero esteve acompanhado da professora da UEM, Ana Paula Vidotti, coordenadora do projeto de extensão Muditinerante, responsável pelo estande do museu na mostra. “Trouxemos nossa exposição Raio X, que permite verificar as características ósseas do corpo humano e de outras espécies da fauna brasileira”, conta. Segundo ela, a agenda de visitas de escolas públicas e particulares está lotada, com uma alta expectativa para atingir um grande número de visitantes na mostra de museus montada no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
Até sexta-feira, 3, maior evento científico do Estado apresenta à comunidade ciência de ponta produzida pelas universidades paranaense; abertura lotou auditório da Unicentro, em Guarapuava

A 5ª Edição do Paraná Faz Ciência 2025 começou com a apresentação cultural da Filarmônica Logo Guará Unicentro, sob aplausos de mais de 500 pessoas que lotaram o auditório Francisco Coutinho em Guarapuava. Além de alunos, professores, pesquisadores, gestores públicos e comunidade em geral, diversas autoridades prestigiaram a solenidade, que abriu oficialmente um dos maiores eventos científicos do Brasil e, com certeza, o maior do Paraná.
Durante cinco dias, será possível conhecer a ciência de ponta produzida pelas instituições de ensino superior, estaduais e federais, que tem o poder de transformar e melhorar a vida das pessoas.O público que for ao Centro de Convenções na Cidade dos Lagos poderá encontrar e interagir com alunos e pesquisadores que apresentam suas pesquisas em inúmeras áreas, dentro da proposta de popularização da ciência.

O Paraná Faz Ciência é uma realização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) do mesmo nome, que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), fomento da Fundação Araucária (FA), por meio do programa que articula em rede os pesquisadores do Paraná, engajados em transformar o mundo a partir da ciência.
Remotamente, mandaram mensagens de apoio e exaltando a relevância do evento, o secretário Aldo Nelson Bona, que está em viagem à Alemanha, e Juana Nunes Pereira , diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério de Ciência, Tecnologia e inovação (MCTI).
Na abertura, o titular da Seti, Aldo Nelson Bona, foi representado pelo professor Jamil Abdanur Júnior, que enfatizou o melhor momento que o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná vive.
“O Paraná Faz Ciência é mais do que um encontro acadêmico. É a celebração do que temos de mais transformador: uma ciência viva, feita nas universidades, nos laboratórios, nas salas de aula, mas que também dialoga com a sociedade e encontra soluções para os grandes desafios do nosso tempo”, destacou.

De acordo com Abdanur Junior, o evento consolida uma rede de cooperação que envolve a Seti e as nossas universidades estaduais, universidades federais, instituições de pesquisa, instituições privadas, a Fundação Araucária, o TECPAR, Secretaria de Inovação e Inteligente Artificial, simbolizando o esforço coletivo de professores, de pesquisadores, estudantes, agentes universitários e gestores públicos, que acreditam na força do conhecimentos para construir um futuro melhor.
“Entre 2019 e 2024, o Estado multiplicou significativamente os investimentos do Fundo Paraná, passando de aproximadamente 80 milhões para os 572 milhões executados em 2024”, informou o gestor. Ao final de sua participação, o interino na Seti anunciou que a 6ª Edição do Paraná Faz Ciência 2026 terá como anfitriã a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel.
Representado o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, que estava em viagem ao exterior, o diretor de Administração e Finanças da entidade, Gerson Kock, exaltou os esforços da entidade para consolidar o Paraná Faz Ciência.
“Para a Fundação Araucária, este programa é uma das mais importantes iniciativas científicas do nosso estado e dentro do Brasil, representando de forma clara e acessível a missão que temos de apoiar, promovendo e democratizando o conhecimento. É um espaço que mostra à população paranaense o resultado dos investimentos públicos feitos em ciência, tecnologia e inovação, revelando como esses recursos retornam em benefícios concretos para a sociedade”, destacou.
O reitor da Unicentro, professor Fábio Hernandes, agradeceu o engajamento e empenho de toda a comunidade universitária e parceiros, nas pessoas da coordenadora do NAPI PRFC na Unicentro, professora Marquiana de Freitas Villas-Boas Gomes, e do diretor Jefferson Carraro, coordenador administrativo da instituição.

“Hoje celebramos não apenas o conhecimento e o progresso, mas também a força e a comunhão da coletividade e do compromisso com a cultura. É por meio da ciência que entendemos a natureza de seus fenômenos. É com a tecnologia que traduzimos esse conhecimento em soluções práticas. E é pela inovação que, quando nos roubam os limites, criamos um novo e respondemos aos desafios”, exaltou Hernandes.
Além de diversos vereadores locais, o prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala, também se fez presente e ressaltou a importância para cidade receber o Paraná Faz Ciência. “Para nós, é uma honra abrir as portas da nossa cidade para professores, pesquisadores, estudantes e toda comunidade que acredita no momento da transformação da ciência e da educação. Como um polo regional de ensino superior, esperamos que cada palestra, cada oficina, cada experimento apresentado aqui seja uma semente plantada para o futuro. Por isso, convido a todos vocês a aproveitar ao máximo essa oportunidade”.

Também estiveram presentes à solenidade de abertura do PRFC 2025 os reitores Leandro Vanalli (UEM), Marta Regina Gimenez Fávaro (UEL), Fábio Antonio Néia Martini (UENP), Salete Machado Sirino (Unespar), Alexandre almeida Weber (Unioeste), interino Ivo Mottin Demiate (UEPG), Everton Lozano (UTFPR), além de vice-reitores, diretores e coordenadores.
O Paraná Faz Ciência 2025 vai até o dia 3 de outubro, das 9 às 21 horas, em Guarapuava, com extensa e variada programação, que pode ser conferida no site do evento. Vários eventos estão sendo transmitidos ao vivo no canal da Unicentro no Youtube.
Essa ‘descoberta’ é parte dos dados da mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção dos paranaenses em relação à ciência, tecnologia

O primeiro dia do Paraná Faz Ciência 2025, que ocorre em Guarapuava, contou com uma atividade de extrema importância para os paranaenses: a divulgação da Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná (PPC&TI). Os dados foram comemorados pelos cientistas presentes, que souberam que aqueles que trabalham em centros de pesquisa e universidades paranaenses têm o maior índice de credibilidade junto à população.
Essa ‘descoberta’ é parte dos dados da mais ampla pesquisa já realizada no estado sobre a percepção dos paranaenses em relação à ciência, tecnologia e inovação. Parte dela, foi editada em livro e apresentada em uma das salas de conferência do PRFC 2025.
A PPC&TI é uma iniciativa do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. Mais de 2.600 paranaenses foram consultados sobre temas como o interesse na ciência.
Os resultados foram apresentados pela pós-doutoranda Tamara Domiciano. Para ela, entre todos os dados disponíveis, o que fica de mais concreto é a necessidade de ações de comunicação cada vez mais ousadas, que possam aumentar a alfabetização científica dos cidadãos paranaenses.

“Apesar de sabermos que grande parte acredita na responsabilidade do homem em relação às mudanças climáticas [59%], sabe que a terra é redonda [91,5%], por outro lado, quase a metade não acredita na teoria da evolução [48%]. Cremos que é uma questão de valores, que vai além de fatores como renda e crença, por exemplo”, explica Tamara.
A percepção da cientista é reforçada em números. 63% dos respondentes apontaram que podiam ser mais bem informados sobre CT&I se os cientistas explicassem com mais detalhes os conteúdos desta área.
“58,8% dos entrevistados mostraram interesse em Ciência e Tecnologia, valor próximo à média nacional, que registra 60,3% de pessoas “muito interessadas” ou “interessadas”. Porém, ainda são afetados por fake news [55%] e se dizem pouco informados [45%] sobre informações destes setores”, alerta a Tamara.
O material também indica que a Educação aparece como o tema de maior interesse entre os respondentes (83,4%). Nenhuma das edições anteriores de pesquisas nacionais incluiu uma pergunta específica sobre o interesse da população pela área da Educação. Não muito distante, o interesse em Medicina e Saúde é apontado por 80,6% da população, seguido de 70,1% que se mostraram interessados em Meio Ambiente e 69,7% em Religião.
Por outro lado, 52,6% dos paranaenses afirmam não possuir interesse em Política, seguido de Arte e Cultura, com 47,2%, e Esportes, área que soma 43,4% de desinteresse.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana, destaca que “a pesquisa possibilita compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência, entre outras”, disse a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O secretário em exercício da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Jamil Abdanur Jr., informou que vai já levar os dados da pesquisa para as próximas reuniões de trabalho da Secretaria. “Esse levantamento é de uma riqueza enorme e vai permitir que a gente aplique recursos não só para estimular esses jovens que estão aqui no evento a se interessarem por ciência, mas garantir outros investimentos como na divulgação de projetos que possam mostrar à população o que fazemos de ciência e tecnologia no nosso Estado”.

O articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis, adiantou que já há várias propostas de pesquisa para trabalhar os inúmeros cruzamentos dos dados registrados na survey. “Essas informações precisam dar sustentação às ações do nosso NAPI, porém, queremos muito que elas sejam utilizadas pelo governo do Estado para subsidiar o planejamento e o investimento em ciência e tecnologia, e em divulgação científica, que é a grande missão do NAPI Paraná Faz Ciência”.
O professor doutor Emerson Joucoski, outro autor da Pesquisa comemorou a realização do trabalho em tempo recorde e reforçou a informação de que “muitas inferências estão por vir destes dados a partir da utilização de tecnologias de cruzamentos de todas as informações que reunimos”. Ele também agradeceu a dois graduandos, Vitor Yuji Kiemo e Taissa Carolina Silva dos Santos, da UFPR, que o ajudaram na aplicação de programas de organização e tratamento de dados.
Taíssa estava também na mesa de apresentação da Pesquisa e disse que sonha participar de um levantamento semelhante para o público jovem, “aquele que está aqui, participando do evento e que não respondeu a essa pesquisa”, propôs.
A empresa contratada para a realização das entrevistas foi a QCP- Quanta Consultoria, Projetos e Editora Ltda.
Três clubes de ciências de escolas parceiras da universidade em Francisco Beltrão, Bom Jesus do Sul e Nova Prata do Iguaçu vão apresentar suas pesquisas em Guarapuava

Três clubes de ciências ligados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vão levar o resultado de meses de pesquisa e dedicação para a 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, que será realizada em 2 de outubro, em Guarapuava. O evento é uma oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos por jovens pesquisadores de todo o estado, que integram o evento maior, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência.
Esse ano o encontro científico é organizado pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), a instituição anfitriã do evento, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Fundação Araucária (FA). O encontro durante os dias de exposição em Guarapuava tem como objetivo principal incentivar a popularização da ciência entre crianças, jovens e ainda abrir espaço para a comunidade do entorno tomar parte dessa experiência.
Os projetos aprovados para a Mostra refletem o engajamento dos estudantes e seus coordenadores com a ciência e demonstram uma diversidade de temas possíveis de serem explorados ao longo de um ano letivo.
Confira os clubes e seus respectivos trabalhos:
A participação desses clubes na Mostra destaca a importância da Iniciação Científica na formação dos estudantes e crianças. As descobertas, as premiações e o entusiasmo são os principais resultados desse trabalho contínuo dos Clubes de Ciências, que, com o apoio de instituições como a UFFS, fomentam a curiosidade e o pensamento crítico em jovens pesquisadores.
Marcada para amanhã, dia 2 de outubro, a Mostra quer dar visibilidade à produção científica que nasce dentro das escolas de ensino fundamental do estado e é um dos destaques da programação

Guarapuava sedia até 3 de outubro a 5ª edição do Paraná Faz Ciência e, pela primeira vez durante o evento, haverá um dia dedicado à Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência a partir de amanhã, 2. A novidade reúne cerca de 340 trabalhos de estudantes e professores de 61 municípios. É o primeiro grande encontro de Clubes de Ciências articulados pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com presença de mais de 900 estudantes clubistas, vindos de todas as regiões do Paraná.
A proposta de criar a Mostra partiu da equipe da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), instituição anfitriã desta edição do PRFC. Segundo a professora Marquiana Gomes, articuladora da Rede de Clubes pela universidade, a ideia nasceu de forma colaborativa e logo mobilizou as demais instituições participantes por todo o estado.
“Quando fomos convidados para coordenar o evento, pensamos inicialmente em apresentar apenas os trabalhos dos clubes vinculados à Unicentro, 30 no total. Mas logo percebemos que seria mais representativo convidar também clubes das demais regiões. Então, coletivamente, com articuladores da Rede Clubes, professores e acadêmicos, conseguimos essa mobilização inédita. Mais de 60 municípios e de 35 Núcleos Regionais de Educação (NRE´s) participando, com crianças e adolescentes compartilhando suas pesquisas e descobertas”, explica a articuladora.
Marquiana ressalta que a Rede Clube de Ciências, criada há apenas um ano, já apresenta resultados expressivos, com impacto direto na Educação Básica. “É uma proposta que valoriza a ciência feita nas escolas, com engajamento de professores, estudantes e comunidades. Para nós, é uma satisfação enorme ver esse movimento crescer e ocupar o espaço que merece. Na Mostra, vamos poder apresentar essas realizações dos clubistas com seus professores à comunidade visitante”, completa.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da UEM, Débora Sant’ Ana reforça a relevância do evento Paraná Faz Ciência para além do estado. “Esse é o maior evento de popularização da ciência do Paraná e, certamente, um dos maiores do Brasil. São muitas atividades acontecendo ao mesmo tempo e uma delas será a primeira edição da Mostra de Clubes da Rede Paraná Faz Ciência”, afirma.
A oportunidade, prossegue Débora, vai funcionar também como um preparo para estudantes e professores que desejam estar em eventos maiores, em competições de alto nível, além da troca de experiência entre os próprios clubes. “Essa Mostra oportuniza que os clubes se conheçam, troquem ideias, resultados e métodos, além de funcionar como uma vitrine para toda a comunidade que estará circulando no Paraná Faz Ciência nesse dia. Serão pessoas das universidades, das instituições de ciência e tecnologia, que poderão, durante o evento, conhecer um pouco mais desse grande projeto e de toda a ciência que a Rede de Clubes vem desenvolvendo no Paraná”, defende Débora.

O também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, declara que esse primeiro encontro dos clubes de todo o estado é muito representativo. “Já tivemos encontros menores, locais, entre os clubes ligados à uma mesma Universidade articuladora, mas assim, de forma geral para todo o estado, será o primeiro movimento. É muito simbólico e para nós é de uma expectativa muito grande poder criar esse espaço de troca entre professores e clubistas da Rede do Paraná Faz Ciência”.
Integrante da comissão organizadora da Mostra, a professora da Unicentro Elisa Aguayo Rosa, que orienta sete Clubes de Ciências na região, destacou os desafios para estruturar um evento de grande porte. “Foi preciso organizar a logística dos estandes e apresentações em três turnos, garantindo acolhimento para estudantes de diferentes contextos, como escolas de campo, comunidades indígenas e os que vêm de cidades mais distantes”, explica. A comissão responsável pela Mostra é composta por Adriano Machado, Julia Zanin Alves, Helena Araújo, Josiane Santos e Elisa Aguayo Rosa (Unicentro), além de Sabrina Silva Sestak e Leilane Schwind (UEM).
Durante o Paraná Faz Ciência 2025 também foi lançado o resultado da 1ª Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná (PPC&TI), que oferece subsídios para a formulação de políticas públicas no estado. A programação do evento científico contempla ainda encontros especializados, como o Encontro de Comitês de Ética do Estado do Paraná, o II Encontro Paranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários em conjunto com a II Mostra de Museus e Centros de Documentação Universitários do Paraná.
Ao todo, serão mais de 250 atividades gratuitas, entre palestras, oficinas, minicursos, exposições, apresentações culturais e rodas de conversa. A programação se organiza em seis eixos temáticos, que abordam temas como mudanças climáticas, tecnologia, inovação e o papel da ciência na sociedade, com a construção de redes colaborativas e a integração de território, ciência e compromisso social.
O Paraná Faz Ciência é um encontro anual promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência unindo os parceiros: universidades estaduais e federais presentes no Paraná, a Fundação Araucária (de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná – FA) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Em sua quinta edição, o evento se consolida como um destaque entre os encontros de divulgação científica do estado, aproximando a ciência do cotidiano da população. O espaço é aberto à comunidade e gratuito aos visitantes.
Paraná Faz Ciência – 5ª edição da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação
📅 29 de setembro a 3 de outubro de 2025
📍 Centro de Eventos Cidade dos Lagos (Av. dos Lagos, 2750 – Cidade dos Lagos, Guarapuava – PR) + campi da Unicentro e espaços parceiros
🔗 Programação completa e inscrições: https://paranafazciencia.unicentro.br/programacao/
Mais informações:
🌐 paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br
📸 Instagram: @clubesparanafazciencia | @paranafazciencia
Assessoria de comunicação: Ana Paula Machado Velho – (44) 99102-2807
ou Ana Elisa F. (43) 99102 7278
O portal funciona como um guia, apresentando mapas interativos e dados relevantes sobre os Clubes de Ciências; o lançamento oficial acontece durante a 5a edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava

A Rede de Clubes do Paraná Faz Ciência ganha um novo espaço de integração e visibilidade. Amanhã, 1º de outubro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, será lançado oficialmente o site que reúne e apresenta toda a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O portal funciona como um guia interativo, com mapas, dados atualizados e informações sobre os clubes, facilitando o acesso da comunidade e fazendo jus ao caráter de Rede que caracteriza todo o projeto, vinculado ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.
A coordenadora de Comunicação do NAPI, Ana Paula Machado Velho, explica que a ideia surgiu da necessidade de organizar e divulgar, em um só espaço, a diversidade de clubes espalhados pelo estado.
“Temos três tipos de clubes: os da Rede Paraná Faz Ciência, os clubes Maker e os Clubes de Meninas. Organizamos assim para caracterizar as diferentes frentes, financiadas por diferentes fontes de recursos. Agora, com o site, teremos todas as iniciativas reunidas, com nomes, localização, temas de pesquisa e outros dados relevantes, acessíveis para qualquer pessoa”, afirma.
Segundo Ana Paula, a experiência bem-sucedida com o guia impresso Espaços de Divulgação Científica no Paraná inspirou o modelo adotado para a plataforma. “O guia se consolidou como fonte de informação sobre a divulgação científica no estado. Reproduzir essa ideia no ambiente virtual, de forma interativa, deu muito certo! Hoje, temos quase 200 clubes ativos, 192 para ser exata, e o site se torna a forma mais viável e interessante de apresentar esse conjunto tão amplo de iniciativas que se conectam”, acrescenta.No site, ao clicar no nome do Clube, será possível visualizar dados como a escola, o/a professor(a) responsável, qual universidade é a parceira e quantos estudantes fazem parte.

Para Débora Sant´ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, o novo site garante visibilidade e transparência ao trabalho desenvolvido nos Clubes de Ciências. “A ferramenta permite visualizar a abrangência territorial da Rede, identificar cada clube pelo mapa ou por cidade, conhecer seus responsáveis e os projetos em andamento. É também uma prestação de contas à população, que pode acessar facilmente dados, contatos e até as redes sociais dos clubes”, reforça.
A professora lembra ainda que, ao integrar as três frentes da Rede de Clubes, a plataforma consolida o Paraná como referência nacional pela qualidade e organização de seus projetos de ciências. “O site traz essa visibilidade para o trabalho tão bonito que está sendo realizado nas escolas”, destaca.
Rodrigo Reis, também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, se diz muito feliz com mais essa conquista para o projeto Rede de Clubes. “A ideia de ter os clubes georreferenciados no mapa do Paraná facilita que os clubes se encontrem, que nós identifiquemos as escolas, os nomes dos clubes, se têm um endereço no Instagram. Estamos muito felizes de poder ter essa articulação e ter esse site com os nossos clubes todos representados”, conta.
O mapeamento, segundo Rodrigo, também contribui para fortalecer a identidade dos projetos. “Ajuda a dar um caráter de identidade ao clube, em conseguir se enxergar e se identificar como um participante da Rede. É a demonstração da amplitude da rede estadual de clubes Paraná Faz Ciência”, descreve o articulador.

Em setembro, o projeto Rede De Clubes Paraná Faz Ciência completou um ano. Durante o Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, os gestores da Rede em cada uma das universidades parceiras do projeto vão se encontrar para uma avaliação das ações e conversar sobre o site. A ideia é que, com todos reunidos presencialmente, no dia 1º de outubro, possam dividir as alegrias e as dores enfrentadas para concretizar as propostas desse ambicioso projeto.
Para conhecer o novo site, acesse https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes/ .
A segunda edição acontece no Paraná Faz Ciência, que será realizado na Unicentro, em Guarapuava

De 30 de setembro a 2 de outubro, acontece o II Encontro P aranaense de Museus e Centros de Documentação Universitários, que será realizado durante um dos maiores eventos de ciência do Brasil, a 5ª Edição do Paraná Faz Ciência (PRFC 2025). Com recorde de participação, o evento tem previsão para apresentação de 40 trabalhos de museus universitários que compõem as redes de Museus de Ciência e Museus e Centro de Memórias Universitários do Estado do Paraná.
Nesta segunda edição, o tema do encontro será ‘Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável’. Também está prevista a realização da II Mostra de Museus Universitários do Paraná, a partir do dia 29 quando começa o PRFC 2025, que irá expor fragmentos dos acervos em 14 estandes para o público que for ao campus sede da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, região central do estado.
Para o articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação, assessor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), professor Renê Wagner Ramos, o II Encontro já se mostra uma oportunidade ímpar quem se interessa pela preservação da memória, tecnologia e inovação.
“Teremos várias temáticas diferentes vinculadas tanto a acervos museológicos como a acervos de centros de documentação. Será uma experiência rica para troca de experiências entre colegas que militam na área, principalmente e, essencialmente, na conservação do patrimônio histórico, cultural e científico do Paraná”, enfatiza Ramos.
A conferência de abertura ficará a cargo de Maurício Cândido da Silva, professor do curso de Pós-Graduação Museologia, Colecionismo e Curadoria, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, e representante da Rede Brasileira de Coleções e Museus Universitários.

Entres as novidades deste II Encontro Paranaense de Museus e Centros de documentação Universitários destacam-se o E-Museu, que se dedica à história da tecnologia vinculada à internet, e a possibilidade dos visitantes do Paraná Faz Ciência conhecerem o principal produto do NAPI Conectando Memória e Inovação: “No estande do nosso NAPI, haverá a apresentação dos acervos em 3D para que o pessoal possa visualizar e ter uma experiência única e inovadora”.
Na primeira edição, realizada em outubro do ano passado, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), com realização do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), houve o lançamento do NAPI Conectando Memória e a Rede de Museus de Ciência ainda estava em formação. “Com a ampliação da rede estadual, reconhecida nacionalmente como a única instituição de caráter estadual no país, foi possível realizar esse encontro”, reforça Renê.
A experiência paranaense fez com que os integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Conectando Memória e Inovação fossem agraciados com o prêmio de melhor trabalho na categoria ‘Comunicação Oral em Pesquisa’, no 8º Fórum Permanente de Museus Universitários, realizado em Fortaleza, Ceará, no final de agosto.

O evento conta com o apoio do Museu de Ciências Naturais da Unicentro, do Centro Documentação e Memória (CEDOC-Irati/PR), e do Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além da Seti, da Fundação Araucária e dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência.
Confira a programação neste link.