O resultado da seleção está publicado no site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência
A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA) e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, publicaram, nesta terça-feira (20), o edital que apresenta a lista dos 200 Projetos de Clubes de Ciências aprovados para integrar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Deste total 88 escolas contempladas são de tempo integral, nas quais os clubes devem integrar a matriz curricular, em uma disciplina eletiva, e 112 escolas que vão realizar atividades em contraturno.
A lista de instituições que tiveram os Projetos de Clube de Ciências aprovados contempla 114 municípios do Paraná, distribuídos por 31 Núcleos Regionais de Educação (NREs). Elas estão apresentadas em ordem alfabética, no Anexo I, do Edital 003/2024.

As escolas que tiveram os Projetos de Clube de Ciências não contemplados, mas que foram classificados por mérito, estão em ordem decrescente na lista de espera, no Anexo II.
Vinculada ao NAPI Paraná Faz Ciência, a Rede de Clubes é o resultado de uma cooperação entre a Secretaria de Estado da Educação – SEED/PR, a Fundação Araucária e as universidades públicas do Paraná.
A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenadora do projeto de Clubes, Débora Sant’ Ana, disse que a equipe está comemorando a publicação do edital de resultados do primeiro processo seletivo da Rede de Clubs Paraná Faz Ciência.
“Certamente esse é um marco histórico para o nosso Estado e para o presente e o futuro da ciência do Paraná. Nós implantaremos, juntamente com a SEED, ainda este ano, estes 200 clubes em diferentes regiões geográficas, envolvendo estudantes do ensino fundamental, segundo ciclo, e do ensino médio. Certamente, estes estudantes terão oportunidades diferenciadas para compreender os fenômenos naturais, sociais e o mundo ao seu redor. Estamos ansiosos por conhecer os alunos e os professores e ver os clubes de ciências funcionando”, torce a professora Débora, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
O outro articulador do NAPI e coordenador dos Clubes, o professor Rodrigo Reis, destacou o nível dos projetos que foram encaminhados. “Estamos muito felizes com a resposta que as escolas e os professores da rede estadual de educação básica do Paraná deram a esse chamado do projeto dos Clubes de Ciências. A gente teve projetos com um nível muito bom da pesquisa que vai ser desenvolvida, mostrando que se tem ciência, sim, na educação básica, no Brasil. Agora, a gente vai trabalhar para concretizar esses Clubes. Precisamos comemorar e ter consciência da importância desse investimento na área de desenvolvimento de projetos de pesquisa, de iniciação à ciência, de iniciação científica, já na educação básica”, alertou o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A chefe do Departamento de Programas para a Educação Básica da SEED, Cristiane Jakymiu, destacou que a Rede “é uma iniciativa inovadora que contribui para avançarmos ainda mais na melhoria da educação do Paraná, que é destaque nacional por sua excelência. Nos Clubes, os professores terão todo o apoio necessário para desenvolver projetos incríveis com os estudantes, integrando teoria e prática de forma criativa”.
O Edital de resultado da seleção, publicado nesta terça (20), pode ser acessado no endereço eletrônico https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/clubes-de-ciencia/.
NAPI PRFC é protagonista em dois eventos da Fundação Araucária
Os articuladores do NAPI, Rodrigo Reis e Débora Sant’ Ana, foram responsáveis por apresentar entregas importantes para a população do Paraná

Uma homenagem a César Lattes e a entrega de sites para os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). Estes foram os compromissos cumpridos pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), na última sexta-feira (16), na sede da Fundação Araucária, em Curitiba.
A solenidade em homenagem ao centenário do físico nascido no Paraná, César Lattes, contou com o lançamento de baixo-relevo do cientista, feito pelo artista paranaense João Turin. Agora, a imagem de Lattes vai fazer parte da sala Vinicius Nagem, na sede da Fundação Araucária.
O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, foram os anfitriões da celebração. Além disso, estavam presentes o secretário estadual de Planejamento, Guto Silva, e os articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, os professores Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana. A produção do baixo-relevo é fruto de uma movimentação do NAPI PRFC.

O professor Rodrigo falou que é uma honra poder participar dessa homenagem em nome do NAPI. Guto Silva registrou a “necessidade de registrar os fatos que são marcantes para o Paraná, e César Lattes precisa estar entre estes registros, para que meu filho saiba quem ele foi, no futuro”.
Nesta mesma perspectiva, o professor Aldo Bona, destacou que é preciso deixar marcada a trajetória da ciência produzida pelo pesquisador nascido no nosso Estado. “Essa é uma maneira de escrever a história do Paraná”, afirmou ele.
Duas das filhas de César Lattes, Maria Teresa e Maria Lúcia, foram as convidadas especiais do lançamento do baixo-relevo. Maria Lúcia contou que o pai era “extremamente irreverente, generoso, curioso e amoroso com a família”. Enquanto Maria Tereza lembrou que César Lattes “instigava muito a curiosidade das quatro filhas”. Maria Cristina e Maria Carolina completam a prole de Lattes.

A professora Iramaia Jorge Cabral de Paulo, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, teve a oportunidade de ser aluna do físico por uma semana. Ela conta que César Lattes era um professor que fomentava a aprendizagem significativa no aluno.
A homenagem a Lattes emocionou os presentes, especialmente na hora em que o baixo-relevo foi apresentado. “Momento que vai ficar para a história da ciência do Paraná. Por meio desta homenagem, as novas gerações poderão cultuar a ciência”, concluiu o professor Ramiro Wahrhaftig.
NAPIs
Na sexta-feira, à tarde, entraram no ar o novo ambiente digital dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação. Uma solenidade marcou a entrega das páginas, que foram produzidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência.
O objetivo desta iniciativa foi melhorar a comunicação dos Arranjos com a sociedade paranaense e brasileira. Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Márcio Spinosa, as ações dos NAPIS são importantes para o desenvolvimento do Estado e precisam ser divulgadas”.

O acesso ao novo espaço é feito pela Plataforma da Fundação Araucária. Há uma página inicial que disponibiliza links para os sites específicos dos NAPIs. Cada página traz um resumo da formação e atuação de um NAPI, os objetivos, os números interessantes, podcast, um vídeo institucional e algumas reportagens sobre o Arranjo.
Umas das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, disse que “é importante valorizar o conhecimento produzido pelos Arranjos. Essa é uma forma de fortalecer a nossa cultura científica”.
Ao lado da jornalista do NAPI PRFC, Ana Paula Machado Velho, a professora Débora apresentou os 31 Arranjos que fizeram parte da primeira etapa de produção e estão disponíveis no ambiente digital.

O diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Warhaftig, declarou que “o investimento em divulgação contribui com o aumento da literacia científica dos paranaenses e incentiva jovens a se tornarem pesquisadores do futuro”
A solenidade foi transmitida on-line e pode ser assistida pelo canal da Fundação, no YouTube.
De 7 a 11 de outubro, articuladores e pesquisadores se reunirão na Universidade Estadual de Maringá (UEM), para a III Semana Geral dos NAPIs, que será realizada como parte da programação do evento Paraná Faz Ciência. Até lá, todos os NAPIs com atividades já implantadas devem ter suas páginas na plataforma iAraucária.
Um baixo-relevo do físico paranaense será instalado na FA; obra é fruto de pesquisas realizados pela equipe do NAPI Paraná Faz Ciência
A Fundação Araucária (FA) vai homenagear, nesta sexta-feira (16), o paranaense Cesare Mansueto Giulio Lattes. Entre as atividades que comemoram os 100 anos do mais famoso físico brasileiro, está a entrega de um baixo-relevo de Lattes à sociedade. A obra, produzida a pedido do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, vai ganhar lugar de destaque na sala Vinicius Nagem, da sede da Fundação.
O cientista conhecido como César Lattes é curitibano, filho de imigrantes italianos. Seu feito foi descobrir a existência da partícula méson pi, em 1946. Esta é uma partícula subatômica que permite a interação nuclear e a movimentação de prótons e nêutrons no núcleo das células. Este experimento ganhou o Nobel de Física, em 1950. Porém, quem ficou com o prêmio não foi Lattes, mas o chefe dele, o estadunidense Cecil Powell.
No Brasil, Lattes foi fundador de duas instituições voltadas à pesquisa científica: o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o nosso CNPq. O sistema utilizado para cadastrar os currículos de cientistas, pesquisadores e estudantes brasileiros se chama “Plataforma Lattes”. Uma homenagem do CNPq ao físico.
Centenário – A história da confecção do baixo-relevo (forma escultórica em superfície plana) para marcar o centenário de Lattes começou com uma provocação do professor Ildeu Moreira, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele entrou em contato com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), dizendo que seria interessante fazer uma homenagem ao paranaense.
Moreira pesquisou e encontrou jornais antigos que mostravam que César Lattes esteve em Curitiba – cidade em que nasceu – no ano de 1948, quando ele já era um cientista mundialmente consagrado. Uma matéria dizia que o cientista havia posado para João Turin, um importante escultor paranaense.
A partir dessa possibilidade, o grupo da UFPR, liderado pelo professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, entrou em contato com o escritório responsável pelo acervo de Turin. A equipe questionou se havia por lá alguma obra que parecesse com Lattes. E a resposta foi sim.
“O baixo-relevo estava no acervo de originais em gesso e, por isso, não era do conhecimento do público”, afirma Samuel Ferrari Lago, gestor do acervo artístico de João Turin. “Para nós, a justa homenagem ao centenário do renomado cientista com uma obra assinada por Turin é motivo de alegria. É também a comprovação de que um acervo artístico consolidado há décadas continua vivo e atual”, completa.
O professor Rodrigo Reis diz que a possibilidade de homenagear o cientista curitibano, Cesar Lattes, nas comemorações do seu centenário, é um movimento de valorização da ciência e dos cientistas brasileiros.
“O NAPI Paraná Faz Ciência tem o papel de divulgar a ciência paranaense e faz isso, também, a partir do reconhecimento de seus cientistas. O Lattes talvez seja o mais importante da história do Brasil. Seu reconhecimento mundial é notável e seu papel como ator, inclusive político, no cenário da ciência brasileira é uma inspiração para cientistas atuais e futuros. Tudo isso se torna ainda mais relevante pelo fato de a homenagem vir a partir de uma obra do João Turin, artista do movimento paranista. A equipe do NAPI Paraná Faz Ciência se sente honrada de possibilitar, junto à Fundação Araucária, essa homenagem”, declara Reis.
A cerimônia de instalação da obra na Fundação Araucária vai contar com integrantes dos projetos do NAPI Paraná Faz Ciência; e do Sistema de Ciência e Tecnologia do Paraná. A solenidade ocorre na sexta-feira, dia 16, às 10 horas, na sala Vinicius Nagem.
Porém, a programação em homenagem ao centenário do físico paranaense continua, à tarde. Representantes do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia, amigos, ex-alunos e familiares de César Lattes vão ao Parque das Ciências, onde será realizada outra cerimônia, organizada pelo Parque e pela Secretaria Estadual de Educação (SEED).
O MUDI vai representar a Universidade junto com a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência
Dia 7 de julho, um domingo, começa a programação oficial da 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Paraná estará presente neste evento, que é considerado o maior na programação científica da América Latina. Centenas de cientistas, estudantes, professores e pessoas da comunidade em geral vão se reunir na Universidade Federal do Pará (UFPA) para a grande festa da ciência. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar com diferentes projetos.
Para se ter ideia do que o evento significa é importante saber quem organiza. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.
A escolha da UFPA para sediar a SBPC, em 2024, ocorreu em um encontro do Conselho da SBPC e teve aprovação unânime. A festa nacional da ciência já foi realizada por lá em outras duas ocasiões. A primeira em 1983 e, a última delas, há 16 anos, em 2007, quando as atividades foram concentradas no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

Em 2024, as atividades vão ocorrer no campus-sede da UFPA, em Belém, às margens do Rio Guamá. A programação do evento é de conferências, mesas-redondas, painéis, sessões especiais e mini cursos presenciais e web minicursos. Essa parte é organizada pela SBPC a partir de propostas apresentadas à Comissão Executiva Local e Sociedades e às Associações Científicas afiliadas à SBPC.
Programação Pará – A SBPC Jovem é um evento associado à Reunião Anual da SBPC e acontece desde 1993. As atividades buscam incentivar o contato de estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e técnico com o conhecimento científico, despertando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.
“Esse é um dos espaços mais eficientes de popularização, divulgação e comunicação pública da ciência, atuando ativamente para o Ensino das Ciências. É reconhecidamente uma das mais destacadas agendas nessa área”, diz a coordenadora de projetos do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), Débora Sant’ Ana.
Toda essa “agenda” ocorre em duas principais ambiências: a Tenda da SBPC Jovem e a Avenida das Ciências: Ciência Móvel.

Os projetos de Ciência Móvel (carretas, ônibus, trailers) vão formar um grande espetáculo na SBPC Jovem. É a Avenida das Ciências. As exposições totalmente interativas encantam crianças, jovens e adultos. E é aqui que entra a mobilização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, do qual o Conexão Ciência – C² é parte.
O C² vai mostrar os seus resultados. A coordenadora-executiva do projeto, a jornalista e pesquisadora Ana Paula Machado Velho, preparou um vídeo sobre o Conexão Ciência e vai conversar com o público sobre a importância da divulgação da científica.
O C² e todo o pessoal do Paraná Faz Ciência ainda vai fazer uma homenagem a dois cientistas que estariam completando 100 anos, se estivessem, ainda, entre nós. Um deles é César Lattes (1924/2005), o mais famoso e brilhante físico brasileiro. O centenário será comemorado na SBPC, no dia 11 de julho.
A outra homenagem é para Carolina Martuscelli Bori. “Ela trabalhou pelo reconhecimento da Psicologia como ciência nas universidades e teve um papel muito importante para a consolidação da ciência brasileira. Bori, inclusive, foi presidenta, vice-presidenta e secretária da SBPC. Um exemplo para as cientistas mulheres brasileiras”, destaca Ana Paula.
A jornalista produziu um vídeo falando um pouco da história de Bori e de César Lattes que será exibido no estande do PRFC. O audiovisual ainda conta a história da confecção de um busto de Lattes encomendado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Anatomia – No Circo da Ciência estará o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), onde o Conexão Ciência – C² tem sede. Na SBPC, o MUDI vai responder à pergunta: você sabe quais as funções desempenhadas pelos ossos? Esse conteúdo foi escolhido para valorizar a tradição da equipe do MUDI que é expert em anatomia humana. Uma delas é a professora Ana Paula Vidotti.
“Vamos falar de sustentação do organismo, proteção dos órgãos vitais, garantia da movimentação, produção de células sanguíneas e linfáticas e armazenamento de alguns sais minerais, tais como cálcio e fósforo. Tudo isso tem a ver com nossos ossos”, adianta Vidotti, que é coordenadora de projetos do Museu.
Segundo um dos articuladores do NAPI PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, toda essa programação vai fazer parte do estande integrado do Paraná Faz Ciência e tem o objetivo de mostrar a grande Rede de Divulgação Científica paranaense, que o NAPI representa.
Reis destaca que essa articulação de iniciativas de popularização da ciência em Rede que o Paraná está promovendo é inédita. Na SBPC, essa interação fica clara com a participação conjunta do MUDI, do LabMóvel da UFPR, do C², entre outros projetos, em um grande espaço compartilhado.
“A SBPC é um evento-chave. A SBPC Jovem, principalmente, é um evento enorme de divulgação científica, que atrai os principais atores da área, e da ciência e tecnologia no Brasil. Então, é uma grande vitrine poder apresentar as estratégias que provam que o Paraná faz ciência, apoia quem faz e leva o conhecimento produzido por ela para as pessoas, de diferentes formas”, resume Reis.
Serviço
76ª SBPC
Quando: 7 e 12 de julho. No dia 13 de julho será o Dia da Família na Ciência, com livre acesso ao público em geral.
Para quem: escolas de ensino fundamental, médio e técnico, públicas e privadas.
Onde: no campus do Centro Guamá da UFPA, em Belém; e virtuais, com transmissão pelo canal da SBPC no YouTube.
Setembro é marcado por ser o mês da conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes, conhecido como Setembro Verde. O dia 27 do mês é dedicado ao Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. O Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), destaca-se pelo seu papel na assistência aos familiares e nos cuidados com o potencial doador, além do preparo dos profissionais que atuam no processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes e por ser um centro transplantador de Córneas.
O HUM, por meio do Serviço Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (SIHDOOT) e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), presta assistência humanizada e individualizada no acolhimento dos familiares a fim de oferecer a possibilidade da doação de órgãos e tecidos de forma livre e esclarecida, explicando as dúvidas.
A equipe conta com apoio de assistentes sociais, psicólogos, médicos e enfermeiros como membros efetivos do Serviço de Doação. Responde pela coordenação a enfermeira Rosane Almeida de Freitas e os membros são Ellen Catarine Cabianchi, João Vitor Rosa Ribeiro, Maria Aparecida Pinheiro da Silva, Daniela Grignani Linhares e Renata Nogueira de Moura.
Os objetivos são exercer atividades de educação em saúde intra e extra hospitalar, de modo a sensibilizar a comunidade, e ensinar futuros profissionais de saúde. O Serviço/Comissão é responsável por identificar e detectar potenciais doadores de órgãos e tecidos dentro da instituição hospitalar por meio da busca ativa diária.
Os potenciais doadores são aqueles pacientes sem contraindicações clínicas, que sofreram parada cardiorrespiratória (PCR), sendo nesse caso possível doar apenas tecidos como córnea, vasos, pele, ossos e tendões; e pacientes com lesão encefálica grave e irreversível evoluindo para morte encefálica (ME), podendo doar coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino e tecidos. Em vida, uma pessoa também pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.
A SIHDOTT/CIHDOTT acompanha todo o processo de determinação de morte encefálica feito por médicos habilitados, realiza o acolhimento e entrevista familiar além de participar de todo o processo de doação, captação de órgãos e tecidos até a devida reconstituição e entrega do corpo para a família. Todo o trabalho é realizado em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO- Maringá) e a Central Estadual de Transplantes do Paraná (CET- Pr).

Segundo a coordenadora Rosane de Freitas, há uma discrepância entre a fila de espera e o número de doações efetivadas. Com o advento da pandemia Covid-19, o número de doações efetivas diminuiu por contraindicações clínicas. Assim, neste ano, no cenário pós-pandemia, a lista de espera conta com 57.347 pessoas, sendo 33.618 para órgãos e 23.729 para córneas.
Freitas aponta que a necessidade de isolamento social, a diminuição dos horários para visitas e impossibilidade de estar mais em contato com as famílias dos potenciais doadores durante a pandemia, dificultou o processo de esclarecimento e consequentemente de doação. Nesse cenário pós-pandemia, as famílias ainda resistem em aceitar a doação de órgãos. No período pré-pandemia (2019), o índice de recusas no Brasil era de 39% e agora passou para 49%.
Alguns fatores que levam à negativa são: incompreensão do diagnóstico de ME; desconfiança no processo de doação de órgãos; dissenso familiar; problemas no atendimento antes e durante a internação; desconhecimento da vontade do doador e da impossibilidade de conhecer o receptor; questões religiosas, assistenciais e logística-estrutural como, por exemplo, o tempo para realização de todo o processo.
Em contrapartida, os fatores que levam ao consentimento são: profissional habilitado, sensível e humano; conhecimento da família quanto ao desejo do doador; separação entre a comunicação da má notícia e solicitação da doação.
Conhecer ambas as questões é de suma importância para a elaboração de estratégias para melhorar os processos de trabalho, diminuir as recusas e consequentemente diminuir a fila de espera por um transplante.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, no período de janeiro a junho de 2023, foram registrados 460 doadores, perfazendo assim o maior número de doações efetivas de órgãos para transplantes no país. No Paraná 2.898 pacientes estão aguardando, sendo 1.810 para órgãos e 1.088 para córneas. O estado ainda possui o menor índice de recusa familiar no país (29%). Esses números são resultados da capacitação, preparo e transparência dos profissionais de saúde envolvidos.

Evento ganhou o nome de Paraná Faz Ciência e será realizado em Londrina, no início de novembro
A ciência voltou com tudo na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. E isso repercute no nosso Estado. O governo do Paraná lançou, nesta segunda-feira (24), a Semana Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Denominado Paraná Faz Ciência 2023, o evento faz parte da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2023) e será realizado no período de 7 a 10 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a UEL. O objetivo é fortalecer a cultura científica e tecnológica, por meio de ações integradas de disseminação do conhecimento, e promover o acesso da população às atividades acadêmico-científicas, fortalecendo a atuação institucional do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.
Em 2021, o Governo do Paraná sancionou a Lei nº 20.752, normativa que instituiu a Semana da Divulgação Científica, um evento anual para a popularização da ciência, tecnologia e inovação, voltado, principalmente, para os públicos não especializados. Assim, surgiu o Paraná Faz Ciência, que pretende reunir estudantes e professores dos diferentes níveis de ensino, desde a Educação Básica até a Educação Superior, e representantes de organizações da sociedade civil.
A reitora da UEL, Marta Favaro, pediu a contribuição de todos, porque como a SBPC esse é um evento coletivo. “Agora, mais do que nunca, a gente precisa reconhecer o trabalho dos pesquisadores e valorizar a ciência”.
O diretor da Fundação Araucária, Marcio Spinoza, lembrou que a SBPC está fazendo com que o Brasil olhe para o Paraná e “é um privilégio lançar a Semana de Ciência e Tecnologia, que é parte do projeto Paraná Faz Ciência”.
Na sequência, o anfitrião do evento, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, agradeceu aos colaboradores de todas as instituições de ensino superior do Paraná e lembrou que este é o momento que o governo “anuncia o retorno das semanas estaduais de ciência e tecnologia, com o nome Paraná Faz Ciência, que leva essa marca. No Paraná, se faz muita coisa, inclusive, ciência, e ciência de ponta”.



PrFC – Na programação do Paraná Faz Ciência (PrFC), além de visitas técnicas, oficinas de ciência, tecnologia, cultura e arte, estão previstos eventos como: o Encontro do Ensino Superior do Futuro; a Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação; o Encontro Paranaense de Comitês de Suporte para Pesquisa Científica e Tecnológica; o Encontro Paranaense de Editores Científicos.
Outras atividades acadêmicas da UEL completam a programação, como um simpósio de extensão, o Encontro Anual de Iniciação Científica (Eaic) e a Mostra Anual de Atividades de Ensino. Em breve, serão lançados os editais para a submissão de propostas para participação e apresentação de trabalhos.
Parceria – O Paraná Faz Ciência 2023 conta, ainda, com a parceria das secretarias estaduais da Educação (Seed) e da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Semti); da Prefeitura de Londrina e da Secretaria Municipal da Educação; das universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar); e da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), programa estratégico da Seti, que reúne os centros de educação a distância (EAD) das instituições estaduais de ensino superior.
As cinco instituições federais de ensino superior paranaenses fecham o grupo de parceiros do evento: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR).
Uma das organizadoras do evento pela Fundação Araucária, a professora da UEM Débora Sant’ Ana, destacou que este é o terceiro ano que o governo está usando a marca Paraná Faz Ciência. “As duas últimas edições da Semana foram remotas, agora, em 2023, a programação será realizada de forma presencial, na UEL, no interior, e com a participação de gente de todos os lados. Certamente, vai envolver a comunidade local e regional.”
De 23 a 29 de julho, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) sediará o maior evento científico da América Latina com centenas de atividades para todos os interesses e idades. Inscrições gratuitas
Curitiba se prepara para sediar a 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior evento científico da América Latina. De 23 a 29 de julho, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberá centenas de atividades voltadas a todas as idades e interesses, com inscrições gratuitas.
O evento reunirá ministros de Estado, representantes do Governo Federal, especialistas e personalidades de diversas áreas para discutir o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”.
Com mais de 220 atividades, a programação científica desta edição abrange uma ampla variedade de temas relevantes para o Brasil e o mundo atual. Serão 131 debates presenciais e 93 virtuais, visando a engajar e inspirar especialmente o público jovem. A programação completa está disponível no site do evento.
Esta edição da Reunião Anual contará com conferências dos ministros Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Nísia Trindade Lima, da Saúde, e Sílvio Almeida, de Direitos Humanos e Cidadania.
Para discutir o setor de ciência, tecnologia e inovação, o evento contará com a participação de grandes nomes do setor, dentre eles, Mercedes Bustamante, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Odir Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).
O evento realizará reuniões preparatórias para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com representantes de instituições científicas e tecnológicas de todo o País. A proposta é reunir insumos para a construção coletiva do evento, previsto para ocorrer em 2024 e que desenhará a estratégia de políticas públicas para o setor.
A SBPC ainda trará cientistas reconhecidos internacionalmente para debater questões cruciais relacionadas ao meio ambiente. Entre esses pesquisadores estão Paulo Artaxo, professor-titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), vice-presidente da SBPC e um dos cientistas brasileiros mais citados internacionalmente; Carlos Alfredo Joly, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidades e Serviços Ecossistêmicos (BPBES); e Carlos Afonso Nobre, um dos mais renomados climatologistas do País e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas.
Os debates sobre os povos originários também serão destaque do evento, contando com a participação de especialistas e líderes indígenas como Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Davi Kopenawa Yanomami, presidente da Hutukara Associação Yanomami, e Kretã Kaingang, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) – região Sul. Temas como “Direitos indígenas no Brasil”, “A saga do povo Yanomami: o genocídio planejado”, “Saberes indígenas: utopias que inspiram esperança e vida em tempos de crise socioclimática” e “Década internacional das línguas indígenas: por quê e para quê foi proposta pela Unesco?” são alguns dos assuntos discutidos ao longo da semana.
Diversos debates relacionados à tecnologia e educação estão na pauta da 75ª Reunião Anual, dentre eles, os impactos do ChatGPT e da Inteligência Artificial, a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência na educação, e o Novo Ensino Médio. Para debatê-los, a entidade reunirá especialistas como Geovana Mendonça Lunardi Mendes, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).
A Sessão de Pôsteres deste ano irá expor 236 trabalhos de pesquisas científicas e tecnológicas, experiências de ensino-aprendizagem e relatos de caso ou experiências.
Além da programação científica de excelência, os participantes poderão participar da ExpoT&C, que celebra 30 anos. A maior mostra de ciência e tecnologia do País reunirá expositores como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e empresas, como o Centro Alemão de Inovação em Pesquisas (DWIH), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o CNPq e a Capes.

Na SBPC Jovem, que também comemora 30 anos em 2023, os participantes poderão explorar exposições interativas, visitar museus e laboratórios, participar de oficinas e bate-papos. Entre os destaques estão o Circo da Ciência e o Ciência Móvel, com museus e laboratórios itinerantes de diversos estados do País reunidos no Centro Politécnico da UFPR. A atividade ainda contará com espaços temáticos como o “Ciência menina”, “Espaço robótica e Arena gamer”, além de exposições interativas, oficinas e bate-papos com cientistas, tudo voltado para estudantes do ensino básico e do público em geral. Para a atividade, o evento já conta com a visita agendada de centenas de escolas de toda região, que levarão cerca de 15 mil pessoas, entre alunos e professores ao evento.
E para relaxar e se divertir, o evento promoverá a SBPC Cultural. Com uma programação diversificada, o objetivo será exaltar as diversas identidades culturais do Paraná. A Alameda Cultural, localizada no campus Centro Politécnico da UFPR, será o principal espaço dedicado à arte e à cultura, com apresentações de música, dança, teatro e exposições.
Somam-se à Alameda Cultural, espaços centrais da cidade de Curitiba, como o Complexo da Reitoria, o Prédio Histórico da UFPR e o Teatro Mário Schoemberger, que receberão uma programação intensa, composta por ações que contemplam as múltiplas linguagens artísticas.
O evento será encerrado em 29 de julho com mais uma edição do Dia da Família na Ciência, um sábado dedicado à comunidade com atrações distribuídas nas tendas da SBPC Jovem e da ExpoT&C. Os participantes terão a oportunidade de explorar atividades interativas de ciência e tecnologia, aprender sobre experiências científicas e ter suas questões respondidas por pesquisadores. O Dia da Família na Ciência também é gratuito e aberto a todas as crianças, jovens e seus familiares.
Um destaque importante desta Reunião Anual da SBPC é o esforço dos organizadores para realizar um evento acessível e inclusivo. Para tanto, as instalações do campus Centro Politécnico da UFPR contarão com rampas e elevadores para facilitar o trânsito dos participantes e todas as atividades contarão com intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ainda serão disponibilizadas seis salas calmas (espaços silenciosos para pessoas neurodivergentes), um canal de atendimento (em português e em libras) e mais de 100 monitores preparados para auxiliar quem necessitar.
Durante o evento, será possível desfrutar da cidade de Curitiba, por meio de algumas parcerias realizadas entre a organização do evento e alguns bares e restaurantes da cidade. As promoções terão validade somente durante o período do evento e mediante a apresentação do crachá do evento, em nome do portador. Acompanhe pelo site local do evento: https://sbpc.ufpr.br/restaurantes/.
75 anos levando ciência a todo o Brasil
Criada em 1948, a SBPC é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil e que, ininterruptamente, realiza desde 1949 sua Reunião Anual, considerada o maior evento científico da América Latina.
A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é levada a um estado brasileiro, prioritariamente em uma instituição de ensino superior. Aberto a todos e gratuito, o evento reúne milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades, gestores, e formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.
As atividades do evento têm livre acesso a todos. A única atividade que requer matrícula antecipada (e com taxa) são os webminicursos, que estão com inscrições abertas até 26 de julho. Ao todo, são 32 webminicursos com temas em diversas áreas do conhecimento propostos pela SBPC, UFPR e algumas das sociedades científicas afiliadas à SBPC.
Quem fizer a inscrição no evento e, também, o credenciamento, entre 24 e 28 de julho na Secretaria da SBPC instalada na UFPR – campus Centro Politécnico, obterá o certificado online de participação geral (sem carga horária e sem especificar as atividades frequentadas). As inscrições estão abertas online no site do evento: https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/.
Lançou nesta quarta-feira (10)
Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária. O edital é destinado a pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica do Paraná, incluindo professores, estudantes e profissionais da carreira técnica administrativa. As inscrições são online e vão até 4 de junho, com limite de 150 vagas para a primeira fase do programa.
Em 2023, o Prime terá premiação de incentivo científico no valor de R$ 1 milhão, sendo R$ 200 mil para cada finalista. Os recursos são oriundos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico. As atividades serão desenvolvidas ao longo de cinco meses em formato remoto, com previsão de início em 7 de junho.
O objetivo do Prime é prospectar pesquisas acadêmicas com potencial mercadológico para transformar os resultados científicos em produtos, serviços e novos negócios. Os prêmios em dinheiro serão aplicados integramente no desenvolvimento das tecnologias propostas pelos pesquisadores, contribuindo para o fortalecimento da propriedade intelectual e da cultura empreendedora.
O programa consiste em trilhas de qualificação para pesquisadores, com foco no desenvolvimento de habilidades e competências para negócios. Para desenvolver e aplicar o conteúdo, a ação conta com a colaboração do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR).
SEGUNDA ETAPA – Para a segunda etapa da jornada serão selecionados 20 participantes da fase inicial. O critério para concorrer a essas vagas será a comprovação do depósito ou registro de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, reforça a importância de incentivar a cultura empreendedora para que os resultados de pesquisas alcancem o mercado e beneficiem a população e do desenvolvimento econômico e social. “A finalidade do Prime é capacitar os pesquisadores para se tornarem empreendedores e licenciar as ideias protegidas para gerar negócios, emprego e renda, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico do Paraná”, afirma.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, explica que esta edição do Prime essencialmente é baseada na ideia de bancada ao mercado. “São identificadas possibilidades de proteção industrial, do invento, para que possa ser levado para a sociedade. Sabemos que nossas universidades são altamente produtivas em invenções e esse programa visa, justamente, identificar aquelas que têm um potencial de serem levadas para a sociedade”, reforça.
JORNADA – O Prime se baseia em capacitação e qualificação por meio de workshops, consultorias individuais, mentorias coletivas, pitch (versão resumida do discurso de venda com informações sobre mercado e descrição do produto/serviço) e demo day (evento de apresentação de negócios para o mercado, parceiros e investidores). A carga horária total prevista para essas ações é superior a 35 horas.
O conteúdo programático contempla temas como: aspectos jurídicos, desenho de soluções, fontes de financiamento, ideação, modelagem financeira, parcerias, pesquisa e desenvolvimento (P&D), processos comerciais, propriedade intelectual, patente verde, transferência tecnológica e validação de negócios. Os participantes do Prime terão, ainda, uma trilha focada em sustentabilidade com temáticas ligadas à agricultura sustentável, cidades inteligentes e energias renováveis.
Além da premiação em dinheiro para o desenvolvimento dos projetos, os cinco finalistas serão contemplados com um programa de pré-aceleração ou pacote de consultorias em temáticas de inovação e mercado do Sebrae/PR e um programa de mentoria individual do Inpi. O desembolso financeiro para os pesquisadores contemplados será condicionado à apresentação da documentação prevista e demais critérios especificados no edital.
SERVIÇO:
Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) – Edição 2023
Inscrições: até 4 de junho – AQUI
Evento online para esclarecer dúvidas: 18 de maio, às 14 horas – AQUI
Divulgação dos inscritos: 5 de junho
Início das atividades – 1ª fase: 7 de junho
Resultado da 2ª fase: 30 de agosto
Resultado da 3ª fase: 25 de outubro
Edital: seti.pr.gov.br/Prime-2023
A Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (SETI) juntamente com a Fundação Araucária e a UEL apresentaram nesta terça-feira (28) o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia que tem o objetivo de integrar grupos com foco na diversidade ambiental e na redução dos impactos das mudanças climáticas. O NAPI Biodiversidade reúne mais de 100 pesquisadores de 12 Universidades e Institutos de Pesquisa do Brasil, França e Alemanha e foi criado a partir do projeto RESTORE (natuRe-basEd SoluTions for imprOving REforestation), desenvolvido no Departamento de Biologia Animal e Vegetal do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL. Além da apresentação do NAPI Biodiversidade, estudantes, professores e pesquisadores participaram nesta terça da abertura do Workshop que apresenta os resultados do projeto RESTORE. O encontro prossegue até quinta-feira (30), no CCB.
Há cerca de dois anos o projeto foi contemplado na chamada internacional Confap-BiodivErsA: 2019-2020, que envolveu Brasil, França e Alemanha. A Confap é o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Já a BiodivERsA é uma rede de organismos internacionais que envolve 24 países europeus e demais parceiros, incluindo o Brasil. Por meio do RESTORE são desenvolvidos estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas, especialmente, a seca na microbiota do solo e nas plantas. Outro foco é o uso da biodiversidade para amenizar os efeitos da mudança climática.
Segundo o coordenador do projeto, professor Halley Caixeta de Oliveira, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, a proposta de criar o NAPI Biodiversidade surgiu da Fundação Araucária, que defende Arranjos de Pesquisa como uma articulação entre a academia, governo, sociedade para a disseminação do conhecimento e da inovação. Em todo o estado hoje são cerca de 30 NAPIS nas diversas áreas do conhecimento e da economia. O professor explicou que o NAPI Biodiversidade será subdividido em duas grandes áreas: Recursos Genéticos e Biotecnologia e Serviços Ecossistêmicos, sendo que esta segunda deverá ser lançada oficialmente no próximo dia 25 de abril, na UEM, em Maringá.
A proposta do Arranjo de Pesquisa Biodiversidade é entender os fenômenos que envolvem a seca e desenvolver estratégias de nanotecnologia que atenuem esses impactos. No Brasil os estudos envolvem a Mata Atlântica. Segundo o professor Andre Luiz Martinez de Oliveira, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia da UEL, coordenador do NAPI Biodiversidade, as ações desenvolvidas consideram os objetivos da Agenda 21 da ONU, reunindo quase 50 pesquisadores de 21 programas de pós-graduação. Ele define a iniciativa como uma rede multidisciplinar para compreender a biodiversidade e apresentar soluções à sociedade.
O NAPI Biodiversidade deverá se basear em cinco metas – desenvolvimento de produtos biotecnológicos para agricultura e meio ambiente; produção biotecnológica para saúde, agricultura e meio ambiente; aplicação de nanotecnologia na produção de mudas para restauração ecológica; avaliação do estoque da biodiversidade e interação com a sociedade.

Repercussão – participando do lançamento de forma on line, o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, definiu a iniciativa como um trabalho organizado em rede para unir parceiros e otimizar recursos. “Queremos agrupar os melhores talentos, suprir com os recursos necessários rumo à construção de uma sociedade do conhecimento”, afirmou o secretário.
Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, os Arranjos Produtivos ativam os chamados ecossistemas de inovação, mobilizando os ativos tecnológicos do Estado e envolvendo as sete Universidades Estaduais, além das Federais. Atualmente, informou ele, os NAPIs paranaenses reúnem mais de 100 pesquisadores de 12 Instituições.
A reitora da UEL, professora Marta Favaro, destacou que os esforços desenvolvidos pelos pesquisadores paranaenses, juntamente com os do exterior (França e Alemanha) trarão um impacto positivo à sociedade a partir da produção de conhecimento. “Precisamos estender nossos braços e gerar ciência e tecnologia, criando novas possibilidades e mudando vidas. Essa é a nossa colaboração para fazer a diferença na sociedade”, resumiu.
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