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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Os clubistas foram convidados para receber uma moção de congratulações pela pesquisa realizada no lago da cidade

A foto mostra um grupo grande de pessoas reunidas em frente à parede da Câmara Municipal de Rolândia. Todos estão de pé, lado a lado, segurando certificados amarelos. Alguns usam roupas formais, outros mais casuais. Atrás deles há bandeiras. No alto da parede, vê-se uma cruz e o brasão da câmara. À direita, há um telão com uma imagem projetada mostrando a mesma cerimônia.
Os clubistas têm se destacado com pesquisas de impacto local (Foto/Joel Júnior/Câmara Municipal de Rolândia)

A Câmara Municipal de Rolândia homenageou o clube Discovery Kennedy’s com uma Moção de Congratulações, no dia 1º de outubro, pelo trabalho realizado no Lago San Fernando. A equipe de estudantes faz parte do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy e tem se dedicado ao estudo da flora, fauna e qualidade da água no ambiente urbano. No NAPI Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A pesquisa já resultou em artigos científicos e, mais recentemente, em aprovações em eventos. Segundo a professora Eglaia Cheron, coordenadora do clube, a temática foi escolhida pensando no contexto regional. “Tinha que ter representatividade, importância socioeconômica e que fizesse diferença para o local”, explica. “Mas eu não imaginava tamanho envolvimento da comunidade. Essa menção honrosa foi, para nós, a ‘cereja do bolo’.”

A foto mostra um grupo de pessoas dentro de uma câmara municipal. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos cacheados e compridos fala ao microfone, segurando um certificado amarelo. Ela está vestida de preto e usa brincos dourados. Ao lado dela, estão um homem negro de terno escuro e uma mulher de cabelos presos, com um vestido estampado colorido, que segura outro certificado. Atrás deles, há mais pessoas em pé, algumas segurando papéis semelhantes.
A professora Eglaia Cheron falou um pouco sobre a participação dos alunos no clube (Joel Júnior/Câmara Municipal de Rolândia)

De acordo com a docente, o trabalho da equipe tem se destacado de forma natural, mostrando ainda mais o quanto a investigação é relevante para a cidade. “Eu estou indo em reuniões com o prefeito e a Secretaria do Meio Ambiente para usarem os nossos dados em projetos de educação ambiental no lago, baseado nessa pesquisa que os alunos desenvolveram”, revela.

O professor Carlos Campaner, co-orientador do clube, compartilha do mesmo entusiasmo. Um momento gratificante, que faz valer todo o esforço dentro do Clube de Ciências. “Para os alunos, uma homenagem mais que merecida por […] muitos dias de experiências e vivências diferentes, e que mostram como é fazer ciência. Para nós, professores, o reconhecimento do nosso trabalho que, muitas vezes, é duramente criticado.”

Esta foto foi tirada do lado de fora de um prédio, à noite. Um grupo de pessoas está posando para a foto, sorrindo e segurando certificados amarelos com o brasão da Câmara Municipal de Rolândia. Entre elas, há jovens e alguns adultos, segurando o documento. O clima é de comemoração e alegria.
Os alunos compareceram à Câmara Municipal para receber a homenagem (Foto/Arquivo Pessoal)

Para a estudante Julia de Novais (16 anos), integrante do clube, a conquista despertou ainda mais motivação e determinação para continuar com os projetos. “Receber a menção honrosa na Câmara dos Vereadores foi uma experiência única e profundamente inspiradora”, declara. “Foi um momento de grande satisfação perceber que meu trabalho, assim como o de meus colegas, está sendo reconhecido e valorizado.”

Alguns familiares também compareceram à homenagem. Kellen Emmendorfer, mãe da aluna Isabelle Emmendorfer (16 anos), ficou muito orgulhosa com a menção honrosa. “Cada dia ela aprende mais, tem aquela vontade de buscar aprender coisas novas, e só o clube de ciências faz com que ela consiga ter o sonho de um dia ser uma cientista, uma analista laboratorial ou algo ligado à ciência”, conta.

Foram 20 projetos selecionados para serem apresentados no evento em Curitiba

A imagem mostra um auditório grande, bem iluminado, com muitas pessoas sentadas em cadeiras verdes organizadas em fileiras. O chão é de madeira clara, o teto branco e o ambiente tem iluminação embutida com várias luzes circulares distribuídas em linhas. As cadeiras estão praticamente todas ocupadas, principalmente no centro e no fundo.
Registro da reunião dos clubes de ciência no evento da UEL (Foto/Isabella Abrão)

Um dos principais objetivos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é a popularização da cultura científica no estado. Por isso, pensando em dar maior visibilidade para os trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, será realizada a Feira de Cultura Científica (FECCI). Clubes de ciências articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) se inscreveram no evento e 20 projetos foram aprovados.

A FECCI irá ocorrer entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. O evento técnico-científico dividiu os participantes em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).

Os alunos e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência que tiveram pesquisas selecionadas irão apresentar os materiais durante a Feira. A UEL acompanha clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e do NRE de Telêmaco Borba. Do primeiro Núcleo, foram três trabalhos de clubes aprovados na FECCI Junior e 14 na FECCI Jovem. Já do segundo, três trabalhos de clubes irão para a FECCI Jovem.

Para a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL, a participação e engajamento dos clubes é de extrema importância. Assim como em outros eventos que também estão sendo organizados pela Rede, trata-se de uma oportunidade significativa para que os alunos e professores clubistas tenham contato com outros projetos do Paraná.

Além do NAPI – Paraná Faz Ciência, o evento conta ainda com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). 

Veja quais foram os projetos dos clubes da UEL selecionados para o evento:

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

Os projetos serão expostos durante o evento, marcado para novembro, em Curitiba

Para trazer mais visibilidade aos trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência realizará a Feira de Cultura Científica (FECCI). A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) teve cinco clubes com projetos aprovados no evento, que será realizado entre os dias 4 e 6 de novembro, em Curitiba.

A FECCI tem caráter técnico-científico e será sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. Os participantes foram divididos em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).

As pesquisas serão apresentadas durante a Feira, que também conta com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). Para o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, coordenador institucional do NAPI PRFC pela UNILA, o envolvimento dos clubes é muito importante.

Segundo o docente, esse engajamento revela como é essencial incentivar a divulgação científica e o “fazer ciência” no espaço escolar. “Isso mostra, principalmente, a dedicação dos professores clubistas e dos alunos clubistas em fazer o melhor e desempenhar com qualidade os trabalhos que vão ser apresentados nessa feira”, destaca.

A UNILA possui clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e do NRE de Francisco Beltrão. Do primeiro, foram 5 trabalhos de clubes selecionados para a FECCI Jovem. Já do segundo Núcleo, há 2 trabalhos de clubes aprovados na FECCI Júnior e 1 na FECCI Jovem. Veja quais foram os projetos nos dois quadros abaixo:

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.
Quadro com clubes ligados ao NRE de Foz do Iguaçu com trabalhos aprovados para a FECCI Jovem (Arte/Isabella Abrão)

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.
Quadro com clubes ligados ao NRE de Francisco Beltrão, com trabalhos aprovados para a FECCI Jovem e para a FECCI Junior (Arte/Isabella Abrão)

Evento reuniu estudantes e professores de todo o estado, destacando projetos inovadores e o entusiasmo pela pesquisa científica

Na foto apresentada, é possível ver no fundo da imagem atrás dos alunos e professores, em destaque, a I Mostra da Rede de Clubes Paraná FAZ Ciência, todos celebram a participação no dia da feira, depois de um dia muito produtivo.
Clubistas de clubes da Unioeste reunidos para foto na I Mostra da Rede de Clubes Paraná faz Ciência (Foto/ Arquivo pessoal)

No dia 2 de outubro, Guarapuava recebeu a I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, um evento que reuniu clubes de diversas regiões do estado para apresentar projetos científicos em andamento. A Unioeste teve destaque com a participação de 16 clubes e 34 trabalhos expostos, abordando temas variados que refletem o potencial e a criatividade dos estudantes.

A clubista Emilly Vitória Queiroz Gomes, integrante do clube Meninas na Ciência – Projeto Caminhos na Ciência, do Colégio Estadual Padre Carmelo Perrone, de Cascavel, relatou sua alegria em participar da mostra. “Estou muito feliz, a experiência está sendo muito legal. Eu sou integrante de um clube feito por 5 meninas, e poder expor o trabalho feito por mim e por minhas amigas para tanta gente é muito gratificante”, comemora.

I Mostra da Rede de Clubes Paraná faz Ciência (Foto/Victor Alves)

A professora Tatiane Staub, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Santa Helena, apresentou com seus alunos um projeto de reutilização de óleo de cozinha para produção de velas aromáticas e sabão. Ela destacou a importância da vivência. “É a primeira experiência dos meus alunos com esse tipo de evento científico, e eles estão muito empolgados. Querem continuar, querem fazer mais ciência, e isso me deixa muito feliz”, conta a docente.

O entusiasmo dos participantes reforça o papel transformador dos Clubes de Ciências, que incentivam o protagonismo estudantil, a curiosidade científica e o aprendizado prático em todo o Paraná.

Os estudantes do Instituto Londrinense de Educação de Surdos produzem sabão e sabonete a partir do óleo de cozinha

Estudantes e professora sorrindo dentro de um arco feito com folhas artificiais e ilustrações de elementos científicos, como tubos de ensaio, DNA e microscópio. No arco, está escrito “CIÊNCIAS EM MÃOS”
Alunos e professora do Clube ‘Ciências em mãos’ (Foto/Arquivo Pessoal)

Os alunos do clube ‘Ciências em Mãos’, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (Iles), na cidade de Londrina, estão desenvolvendo um projeto para produzir sabão e sabonete. A partir do descarte do óleo de cozinha da escola e de suas próprias residências, eles transformam esses resíduos em novos recursos que podem ser reutilizados. Durante as aulas, os estudantes usam a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

O Clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no NAPI Paraná Faz Ciência. Na escola, os alunos contam com reuniões semanais sob a coordenação da professora de Ciências e Biologia do Iles, Alessandra Francisco, e o apoio técnico e prático de estagiários do curso de Ciências Biológicas da UEL.

A imagem mostra uma mesa de exposição com diferentes tipos de plantas em vasos, como lavanda, alecrim e rúcula. Cada uma está identificada com etiquetas simples. Os vasos estão organizados em caixotes de madeira e rodeados por musgos secos. Ao lado das plantas, há um terrário de vidro. O fundo da imagem revela um grupo de estudantes sentados em cadeiras.
Vasos de plantas aromáticas para os sabonetes do clube (Foto/Arquivo Pessoal)

O Clube Ciência em Mãos tem o objetivo de reduzir a poluição ambiental e promover a conscientização e a educação ambiental entre os alunos. Também propõe combinar diversos componentes curriculares no projeto, como química, biologia e física. A aprendizagem é facilitada “com as mãos”, prática que ajuda os estudantes a entenderem melhor os conteúdos. “Aprender no clube é divertido e diferente da sala de aula comum”, contou a aluna Isabela.

O projeto surge como resposta às necessidades da comunidade surda, criando um ambiente mais inclusivo e estimulante. Além disso, ajuda a promover o pensamento crítico e aguçar a curiosidade científica. Com o uso das Libras, aprendem fora da sala de aula e adquirem protagonismo, como explica a professora Alessandra: “a gente quer mostrar para a sociedade que o surdo tem capacidade de pesquisar, de descobrir o universo.”

Os próximos passos

No final do primeiro semestre, os estudantes apresentaram os resultados para a comunidade escolar. Na Culminância das Eletivas, trouxeram vasos, cartazes sobre as técnicas utilizadas e um pouco sobre como foi feito o projeto. O clima de orgulho marcou as férias do meio do ano.

Apresentação do projeto do Clube “Ciência em Mãos” em um amplo salão escolar, bem iluminado, com piso claro, teto de forro branco e janelas grandes ao fundo. Ao centro da imagem, diversos alunos estão sentados em cadeiras organizadas em semicírculo. Na parede central, há um painel com cartazes contendo trabalhos escolares. No canto direito da imagem, há mesas com maquetes representando projetos. Adultos observam e acompanham o evento dos cantos da sala.
Apresentação do clube ‘Ciência em mãos’ na Culminância (Foto/Arquivo Pessoal)

Para os próximos meses, a ideia é continuar com os experimentos científicos e começar a parte de publicações. Pensando nisso, os alunos pretendem criar uma campanha de mídia social, com engajamento, conscientização e participação. A divulgação ocorrerá por meio de posts, imagens, vídeos e infográficos sobre os projetos, em suas redes sociais preferidas, como Tik Tok e Instagram. Desejamos boa sorte!

O momento foi marcado por orientações da equipe do NAPI PRFC e esclarecimento de dúvidas dos participantes

A imagem tem fundo laranja claro e no centro está a logo da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker.
O encontro contou com a participação de escolas de todo o Paraná (Arte/Arquivo Pessoal)

Com o avanço da Rede de Clubes Maker do NAPI – Paraná Faz Ciência, os integrantes dos projetos estão cada vez mais entusiasmados e, consequentemente, ansiosos para os próximos passos. Para dar continuidade às atividades do novo semestre, professores e diretores de escolas com características ‘maker’ foram convocados para uma reunião, na segunda quinzena de agosto, dia 21. 

O encontro foi realizado no formato remoto, via Google Meet. Foi reforçada a importância da preparação para os eventos que ocorrerão nos próximos meses, do diálogo constante com a equipe do NAPI PRFC e do registro dos materiais e equipamentos recebidos. Os participantes também aproveitaram o momento para tirar dúvidas e dar atualizações sobre os Clubes de Ciências Maker.

A questão dos equipamentos foi especialmente debatida. Como explicou a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do PRFC Maker e articuladora institucional do NAPI PRFC pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), eles serão doados para as escolas. Antes, porém, é necessário que seja feito o cadastramento como patrimônio na UEL. “Precisamos que todo equipamento tenha uma foto e informações, como o número de série e marca do equipamento.”

Além de orientar, a reunião foi utilizada para anunciar o evento Maker 2025, que segue o cronograma do projeto aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O encontro está sendo organizado para ocorrer no final do ano, com apresentações de trabalhos. A ideia é mostrar os resultados das ações desenvolvidas pelos estudantes e professores bolsistas. Mais informações serão disponibilizadas em breve.

A equipe debateu sobre o combate à violência contra a mulher e a importância da conscientização

Um grupo de pessoas está posando para a foto do lado de fora, em frente a um prédio com a placa “Núcleo Regional de Educação Londrina – Paraná”. As estudantes continuam com seus uniformes e as três mulheres adultas estão juntas, sorrindo. O grupo está atrás de um portão de grade preta, em calçada de rua. O sol ilumina bem a cena.
Visita do clube Marie Curie ao Núcleo Regional de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

A violência contra a mulher é um tópico urgente que precisa ser debatido. Pensando nisso, foi criada a campanha Agosto Lilás, um movimento nacional para conscientizar a população. Neste contexto, uma das ações do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina foi convidar o clube de ciências de meninas Marie Curie, do Colégio Estadual Cívico-Militar Attílio Codato, de Cambé, para falar sobre o assunto.

A proposta surgiu justamente por conta do protagonismo feminino no projeto, característica que destaca a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Meninas. Articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o clube é composto apenas por alunas e propõe atividades como mesas-redondas e informativos sobre mulheres cientistas, os quais são distribuídos na própria escola.

Para visitar o NRE de Londrina, as estudantes também elaboraram um documento informativo. O material teve como foco a campanha do Agosto Lilás, trazendo explicações sobre os diferentes tipos de violência, os dados estatísticos e as formas de denunciar. A equipe foi recebida pela chefe do Núcleo, Jéssica Pieri, e gravou um vídeo a ser divulgado nas redes sociais do departamento.

Algumas estudantes estão sentadas ao redor de uma mesa redonda branca. Elas usam o mesmo uniforme de Marie Curie e seguram papéis coloridos. Na mesa, há folhetos impressos em tons de roxo e branco, com textos sobre ciência e empoderamento feminino.
Integrantes do clube ao lado de Jéssica Pieri, chefe do NRE de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Milene Baratta, coordenadora do clube, receber o convite para falar de um assunto tão importante foi uma honra não só para ela, mas para as alunas também. “Fiquei extremamente orgulhosa com o empenho delas, pela dedicação, pelo interesse”, conta. “O resultado de um trabalho de anos do colégio está se refletindo na postura das alunas enquanto clube de ciências.”

Agosto Lilás

Além de reforçar o combate à violência contra a mulher, o Agosto Lilás busca informar, proteger e conscientizar a sociedade com foco em ampliar o conhecimento sobre direitos garantidos pela legislação. O mês foi escolhido como referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei 11.240), em 7 de agosto de 2006. 

Infelizmente, ainda existem muitas vítimas, como mostram os dados levantados pelas estudantes do clube Marie Curie. O “cronômetro de violência” elaborado por elas mostra que há 1 estupro a cada 11 minutos, 5 espancamentos a cada dois minutos, 503 vítimas de agressão a cada hora e 1 mulher assassinada a cada 2 horas.

Algumas estudantes estão sentadas ao redor de uma mesa redonda branca. Elas usam o mesmo uniforme de Marie Curie e seguram papéis coloridos. Na mesa, há folhetos impressos em tons de roxo e branco, com textos sobre ciência e empoderamento feminino.
As alunas levaram os informes para apresentar no NRE de Londrina (Foto/Isabella Abrão)

O Ligue 180 é o canal oficial do Governo Federal para denúncias de violência contra a mulher no país. É gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia. Também é possível acioná-lo pelo Whatsapp, no número (61) 9610-0180.

Alunos têm analisado o uso e as propriedades terapêuticas de algumas espécies de plantas

A imagem mostra a horta feita pelo próprio “Estudo de Plantas Medicinais” (EPM), do Colégio Estadual Pioneiros. São plantas medicinais, plantadas para auxiliar as atividades do projeto. No canto direito, há uma aluna segurando uma mangueira, regando a horta da escola.
Os alunos realizaram o plantio de ervas medicinais na escola (Foto/Arquivo pessoal)

O difícil acesso a serviços médicos básicos e de qualidade é um problema comum em várias regiões do país. Foi pensando nisso que surgiu o clube “Estudo de Plantas Medicinais” (EPM), do Colégio Estadual Pioneiros, em Foz do Iguaçu. O objetivo principal é, como o próprio nome indica, resgatar e valorizar o conhecimento tradicional sobre o uso das ervas medicinais.

Os alunos têm investigado sobre a importância e propriedades terapêuticas dessas plantas, sobretudo como uma solução prática para tratar diversas condições de saúde. Além disso, aprenderam a organizar um mapa mental sobre algumas espécies, destacando suas indicações e contraindicações. Outra atividade foi o trabalho “O encanto das plantas medicinais”, um livro produzido pelos próprios estudantes.

De acordo com a professora Nair Dias, coordenadora do clube, o tema escolhido contribui para conhecimentos de botânica, ecologia e sustentabilidade. Os clubistas estão desenvolvendo técnicas de pesquisa e são constantemente incentivados a adotarem hábitos mais saudáveis. “Essa temática é uma forma interessante e interativa de ensinar conceitos científicos, desenvolver habilidades e promover a consciência ambiental e saúde”, destaca.

Recentemente, os alunos também precisaram elaborar materiais para a exposição da Culminância das Eletivas do colégio. O evento mostra aos visitantes e à comunidade escolar o que os estudantes desenvolveram ao longo do semestre. No NAPI – Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e o coordenador institucional, professor Ronaldo A. Ribeiro da Silva, esteve presente na apresentação.

A imagem mostra um grupo de pessoas, entre estudantes e professores, posando sorridentes em uma sala decorada para uma apresentação escolar. Ao fundo, há um grande cartaz marrom com o título "PLANTAS MEDICINAIS" escrito com letras verdes e amarelas. No canto direito do cartaz, há uma árvore feita com bexigas verdes e flores coloridas. A mesa ao centro está coberta com um tecido verde vivo e há algumas plantas e materiais de apresentação sobre ela.
Equipe do clube EPM ao lado do professor Ronaldo A. Ribeiro da Silva (Foto/Arquivo pessoal)

Refúgio Biológico de Itaipu

Para reforçar as ações do clube, os alunos fizeram uma visita técnica ao Refúgio Biológico Bela Vista, pertencente à Itaipu Binacional de Foz do Iguaçu. O objetivo foi aprender mais sobre a importância da conservação do meio ambiente e preservação da Mata Atlântica. A imersão pedagógica foi realizada no dia 14 de maio.

A imagem mostra um grupo de alunos caminhando por uma trilha dentro de uma floresta densa. Eles seguem por um caminho de terra batida, cercado por árvores altas e finas, com copas que filtram a luz do sol, criando uma iluminação suave e sombreada no ambiente. À esquerda da imagem, os estudantes estão andando em fila, muitos com mochilas nas costas.
Estudantes do clube durante visita ao Refúgio Biológico Bela Vista (Foto/Arquivo pessoal)

O clube já havia ido ao local no final do ano passado. Na ocasião, o intuito era conhecer o Horto e a variedade de plantas produzidas na área de Cultivo e Pesquisa de Plantas Medicinais. Os alunos aprenderam como fazer as mudas, como plantar e como funciona a estufa. Ao final na visita, também levaram mudas de plantas medicinais para distribuir entre a comunidade escolar e suas famílias.

A formação terá como foco temáticas relacionadas à rotina dos clubes de ciências em escolas da Educação Básica

A mostra uma cena de estudo em uma mesa de madeira clara. No centro, vemos uma pessoa escrevendo em um caderno de anotações com espiral, usando uma caneta preta. Apenas os braços e as mãos da pessoa estão visíveis. À direita do caderno, há um notebook aberto, sugerindo que a pessoa está usando-o como apoio para suas anotações. No fundo, em cima da mesa, há uma xícara branca apoiada em um pires, provavelmente de café ou chá.
A ideia é fortalecer a vivência com os clubes de ciências nas escolas (Arte/Canva)

Para dar sequência ao curso realizado em 2024, a Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência vai oferecer mais um momento de formação para os professores. Desta vez, os encontros irão se aprofundar nas temáticas sobre os clubes de ciências em escolas da Educação Básica. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 15 de setembro, no site da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” será no formato remoto assíncrono. A plataforma Moodle será ser utilizada, em parceria com a Universidade Virtual do Paraná (UVPR). A primeira etapa deve ocorrer entre os dias 15/9/2025 e 23/11/2025, enquanto a segunda está prevista para ser entre 23/2/2026 e 13/07/2026. 

No total, serão 15 módulos de 4 horas. Cada módulo vai durar duas semanas não prorrogáveis, ou seja, devem ser concluídos dentro desse período. As reuniões garantem aos professores um certificado pela UEL, com 60 horas completas. O documento será disponibilizado ao final de todas as atividades propostas, valendo como progressão de carreira.

A participação é obrigatória para docentes da Rede de Clubes geral e da Rede de Clubes Maker, conforme os projetos da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), respectivamente. Solicita-se, também, a convocação dos BTNS (bolsistas técnicos de nível superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior. Professores da Rede de Clubes Meninas estão convidados, mas a participação é opcional.

SERVIÇO

Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”

Inscrições: até 15/9, neste link

Formato: remoto assíncrono (Google Meet)

Realização: 15/9/2025 a 13/7/2026

Dois projetos foram aprovados na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em Foz do Iguaçu

A imagem mostra um grupo de pessoas sorrindo para a câmera. Ao fundo, há um banner com o logotipo do Governo do Paraná. Trata-se de professores e alunos representantes dos clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA). Eles estão posando durante a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA).
Professor Ronaldo, articulador institucional do Paraná Faz Ciência pela UNILA, ao lado das alunas e professoras dos clubes (Foto/Arquivo Pessoal)

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está movimentando jornadas pedagógicas em escolas de todo o país. Dois dos colégios com clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA), que estiveram na etapa estadual do evento, foram selecionados para representar o Paraná na fase nacional. Os projetos serão apresentados em Brasília, entre os dias 06 e 10 de outubro.

A temática central da VI CNIJMA é “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. Os trabalhos aprovados para fazer parte da delegação do estado foram produzidos pelos clubes “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual Campo Castelo Branco, em Pérola D’Oeste; e Lumière”, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu.

Para a aluna Ana Grasieli Stoll, integrante do clube Exploradores da Ciência, a experiência trouxe muito aprendizado. A estudante esteve em Foz para a etapa estadual do evento, na companhia da professora coordenadora, Silvana Nodari Gindri. O projeto teve como foco o gerenciamento de resíduos sólidos na comunidade escolar. “A principal coisa, o que mais gostei, foi ser escolhida para representar o Paraná, em Brasília”, relata Stoll.

A imagem mostra duas pessoas: uma aluna, de cabelo comprido e liso, e uma professora, de cabelo loiro preso. Ambas sorriem, posando para a câmera. Elas seguram um cartaz com anotações coloridas. Trata-se das representantes do clube “Exploradores da Ciência”, do Colégio Estadual Campo Castelo Branco.
Representantes do clube Exploradores da Ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Sophia Sinigalha, aluna do clube Lumière, compartilha o mesmo sentimento. Ela esteve no evento com a professora coordenadora, Silvia Polla, e a co-orientadora, Elis Padilha, que também representou o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz. O trabalho abordou os impactos das obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas. “Conheci pessoas de vários lugares, aprendi coisas novas e vi de perto como pequenas ideias podem virar grandes projetos”, conta. “Quando anunciaram meu nome na Conferência fiquei muito emocionada.”

A imagem mostra três pessoas ao ar livre, sorrindo. As Cataratas do Iguaçu estão ao fundo e um arco-íris está visível. Trata-se das representantes do Clube Lumière, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva.
Representantes do clube Lumière (Foto/Arquivo Pessoal)

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O movimento também é parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), que será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro. 

Além de estudantes e professores, a abertura da etapa estadual contou com a presença do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri; do representante dos ministérios da Educação (MEC), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Angelo Miranda; do diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania, Marcos Sorrentino; do secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca; da chefe do Departamento de Educação Básica, Cristiane Jakymiu; e da coordenadora da Educação Ambiental da SEED/PR, Maria Cristina Bittencourt.

No Paraná, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente será realizada em agosto

A imagem é o cartaz da "VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente". O fundo é em tons de azul, com um canto superior esquerdo em tom alaranjado. À esquerda da imagem, está escrito em letras escuras: "VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente" No centro, há um círculo com o mapa do Brasil ao centro e a frase: "Vamos transformar o Brasil”. Ao redor desse círculo, há várias silhuetas em marrom representando temas ambientais e sociais.
Nessa fase, as escolas irão competir por uma vaga na etapa nacional (Arte/Canva)

Três escolas com clubes de ciências articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) tiveram projetos selecionados para a etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento será realizado em Foz do Iguaçu, entre os dias 11 e 13 de agosto, com a temática “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”.

Organizada pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a VI CNIJMA tem mobilizado escolas brasileiras com turmas do 6º ao 9º ano do nsino Fundamental. A ideia é incentivar jornadas pedagógicas e ações formativas no campo da educação ambiental. O movimento faz parte da preparação para a Conferência do Clima (COP30), em Belém (PA). Ao todo, são quatro etapas: Conferência na Escola, Conferência Municipal/Regional (opcional), Conferência Estadual/Distrital e Conferência Nacional.

Das escolas aprovadas para a fase estadual e com clubes ligados à UNILA, duas representam o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e uma o NRE de Francisco Beltrão. Trata-se, respectivamente, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Clube Lumière), de Foz do Iguaçu; Colégio Estadual Cívico Militar Nestor Victor dos Santos (Clube CCM Bee), de São Miguel do Iguaçu; e Colégio Estadual Campo Castelo Branco (Clube Exploradores da Ciência), de Pérola D’Oeste.

O professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, articulador institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela Universidade, tem acompanhado as atividades dos Clubes de Ciências e se mostrou satisfeito com a participação das escolas na Conferência. “Demonstra engajamento, o compromisso de nossos professores e alunos com o mundo científico. Essa ação objetiva a formação e o posicionamento dos clubistas na busca de soluções para a crise ambiental”, reflete.

Projetos aprovados

O projeto inscrito pelo clube Lumière aborda o impacto ambiental e social causado pelas obras da segunda ponte que une o Brasil e o Paraguai na comunidade Bubas, atualmente a maior ocupação urbana irregular do Paraná. Com os dados coletados e a pesquisa de campo feita pelos alunos, há também subsídios para a produção de um futuro minidocumentário sobre a realidade local, como explica a professora Elis Claudia Padilha, co-orientadora do clube.
Para a docente, ter a aprovação na VI CNIJMA mostra como os clubes de ciências preenchem uma lacuna no ensino, trazendo maior impacto na vida dos estudantes e da comunidade. “A seleção do projeto elaborado e desenvolvido pelos nossos alunos confirmou a premissa de que, com tempo e recursos, é possível trabalhar o método científico alinhado às 14 ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] da ONU, de forma a integrar a realidade local aos conteúdos trabalhados no clube”, exalta Padilha.

A foto mostra um grupo de estudantes reunidos em uma sala de aula com janelas amplas e muita luz natural. Eles estão em torno de uma bancada alta, parecida com as de laboratórios escolares. Uma jovem ao centro da imagem, sentada, está falando ou apresentando algo, enquanto os outros observam com atenção. Ao fundo, há várias caixas empilhadas e alguns equipamentos grandes ainda embalados. Também há cadeiras empilhadas de cabeça para baixo e um aparelho de ar-condicionado na parede. O ambiente é limpo, bem iluminado, com piso claro e janelas com grades.
Preparação para a Conferência no Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva (Crédito: Arquivo Pessoal)

O clube CCM Bee, por sua vez, foi aprovado para a próxima fase da Conferência com o projeto “Abelhas sem Ferrão: Guardiãs da Biodiversidade”. De acordo com a professora coordenadora, Jocimara Monsani, os alunos trabalharam a relação direta dessas abelhas com a justiça climática. A pesquisa focou em como as abelhas ajudam na manutenção das florestas, produção de alimentos e equilíbrio ecológico, além de como são ameaçadas por práticas humanas negativas. 

Entre os motivos para comemorar, a docente destaca a importância dessa conquista para a visibilidade da escola e engajamento dos alunos nessa discussão. “Ser selecionado entre tantos projetos mostra que a temática das abelhas sem ferrão e da justiça climática é relevante, urgente e impactante”, reforça. “Para o clube, essa conquista é a confirmação de que a ciência feita na escola pode transformar realidades, dar voz aos jovens e influenciar políticas públicas.”

A imagem mostra um grupo de estudantes sentados no chão de uma sala de aula, todos sorrindo ou fazendo poses descontraídas. Há um quadro branco ao fundo, onde está escrito com caneta vermelha: “Conferência Infantojuvenil do Meio Ambiente – Justiça Climática”. No centro do grupo, alguns seguram um cartaz de papel pardo com o mapa da América do Sul desenhado. No cartaz está escrito “ABELHAS” em destaque, com figuras de abelhas e palavras relacionadas ao tema. O chão é de madeira, e há algumas cadeiras azuis ao lado esquerdo da imagem.
Conferência no Colégio Estadual Cívico Militar Nestor Victor dos Santos (Crédito: Arquivo Pessoal)

Por fim, o clube Exploradores da Ciência focou no gerenciamento dos resíduos sólidos na comunidade escolar. A equipe percebeu que na cidade não há uma separação adequada dos resíduos, o que leva à contaminação do meio ambiente e de materiais com potencial de reciclagem, bem como ao desperdício de recursos. Conforme a professora Silvana Nodari Gindri, coordenadora do clube, trata-se de um problema crítico, que deve ser abordado com urgência.

O projeto aprovado buscou promover a gestão eficiente de resíduos, a educação da comunidade e a implementação de práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental. “O clube funciona uma vez na semana, mas existem ações que acontecem em outros momentos na escola também. Então, é um projeto que se estende, que vai além do clube de ciências, que ganha visibilidade e o reconhecimento da comunidade escolar”, comenta a docente.

A imagem mostra um grupo posando para uma foto. Eles estão em um ambiente interno com piso de cimento cinza e parede de tijolos laranja. Ao fundo, há um grande pano azul preso à parede com as palavras em letras amarelas: "CONFERÊNCIA DO MEIO AMBIENTE". O grupo está organizado em duas fileiras. Todos olham para a câmera, alguns sorrindo levemente, e vestem roupas casuais de inverno como jaquetas, moletons e calças.
Conferência no Colégio Estadual Campo Castelo Branco (Crédito: Arquivo Pessoal)

A etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente pretende criar um comitê, que representará o Paraná na Conferência Nacional, entre os dias 6 e 10 de outubro, em Brasília. O processo de seleção dos projetos para a nova fase será realizado após a apresentação em Foz do Iguaçu.

Os estudantes conquistaram o 1º lugar na competição com projeto sobre combate ao desperdício de água

A imagem mostra um grupo de cinco pessoas (quatro jovens e uma mulher adulta) em pé, sorrindo e segurando prêmios. Todos usam camisetas pretas do evento "ThackathOn". Cada pessoa segura uma grande caixa azul com a palavra "ULTRA" em destaque e a marca "Multilaser", envolvida com um laço prateado, sugerindo que seja um notebook. Além disso, cada um segura um pequeno troféu preto.
Equipe vencedora durante a premiação do ThackathOn 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

O Clube 14, do Colégio Estadual 14 de Dezembro, em Alvorada do Sul, tem motivos de sobra para se orgulhar. No dia 5 de julho, alguns membros venceram o 1º lugar do ThackathOn 2025, uma jornada pedagógica idealizada pelo grupo Tata Consultancy Services (TCS), empresa de Londrina. O prêmio foi conquistado com o projeto “Olho na Gota”, voltado para o combate ao desperdício de água.

Segundo a professora Flávia Tavares, coordenadora do clube, o tema central se conecta com o que os alunos têm aprendido em sala de aula. A água é um assunto amplamente discutido nas atividades da escola e está de acordo com a meta 6 “Água Potável e Saneamento” dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Tem tudo a ver com o que eles apresentaram lá e com o que o Clube de Ciências está pesquisando”, reforça.

O grupo, que chegou à final com o nome “Inovação em Ação”, é formado pela docente e quatro estudantes: Ana Paula Murgi, João Victor Moraes, Julia Lourenço e Larissa Tanajura. Eles desenvolveram um aplicativo bastante inteligente, que monitora o consumo de água, alerta sobre vazamentos e fornece relatórios com gráficos, dicas educativas e localização do problema detectado.

A imagem mostra um grupo de cinco pessoas (quatro jovens e uma mulher adulta) em pé sobre um palco, lado a lado, sorrindo para a câmera. Todos estão usando camisetas pretas com o logotipo “ThackathOn Edição 2025” estampado na frente, além de crachás pendurados no pescoço. Eles estão posicionados em frente a um telão digital grande que exibe o nome do evento em letras brancas. As pessoas na imagem são as vencedoras do evento.
A equipe identificou um problema comum e trouxe uma solução inovadora (Foto/arquivo pessoal)

A ideia do “Olho na Gota” surgiu após um vazamento na pia do banheiro feminino do próprio colégio. A situação fez os alunos entenderem que, muitas vezes, o desperdício pode ocorrer sem que ninguém perceba. Assim, a equipe buscou criar uma ferramenta simples e acessível, aliando tecnologia com a economia de água.

ThackathOn 2025

O ThackathOn 2025 impactou o ensino médio em escolas públicas de diversas cidades da região. Através do programa educacional GoIT, da TCS, a competição teve como intuito incentivar a exposição e o desenvolvimento de habilidades necessárias para o futuro profissional, com base nos ODS. 

Os alunos e professores inscritos participaram de várias etapas de formação, terminando com 20 equipes finalistas. Além do grupo vencedor, o 2º lugar ficou com a equipe “Solum”, do Colégio Estadual Souza Naves (Rolândia), e o 3º lugar com a “FANTEM”, do Colégio Estadual Cívico Militar Professora Helena Kolody (Cambé).

O evento, formulado no modelo de desafio Hackathon de Inovação Social, foi realizado em parceria com o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e o Campus Londrina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A premiação ocorreu no Parque de Exposições Ney Braga.

A imagem mostra um troféu com fundo preto e detalhes em cinza e amarelo. No topo está escrito "ThackathOn" em letras brancas, com um pequeno selo ao lado direito que diz “Edição 2025”. Abaixo, há o texto "A Tata Consultancy Services em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Londrina e o Núcleo Regional de Educação de Londrina reconhecem a conquista do 1º Lugar". A expressão “1º Lugar” está em destaque com fonte maior e na cor amarela. Logo abaixo, há mais um texto em branco: "No ThackathOn 2025 um Desafio de Inovação Social para estudantes do ensino médio público."
Troféu dado aos vencedores da competição deste ano (Foto/ Arquivo pessoal).

A equipe de Alvorada do Sul, que conquistou a primeira posição, voltou para casa com mais do que o troféu. Os vencedores receberam um notebook por aluno, uma viagem para conhecer a TCS em São Paulo e um dia de imersão na Insper, instituição de ensino superior e de pesquisa sem fins lucrativos.