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Com 37 projetos, clubes representam a Unicentro na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, que ocorre de 4 a 6 de novembro em Curitiba

Em uma foto de plano médio, duas jovens estudantes de cabelo castanho claro estão lado a lado em uma feira de ciências. Elas vestem uniformes pretos idênticos e usam credenciais do evento "FECCI". As estudantes estão posicionadas atrás de uma mesa de exposição que contém objetos de projeto, incluindo um modelo de abelha, pinhas e outros itens. Ao fundo, um grande pôster científico branco detalha o projeto delas, com o título "Modelo Didático do Desenvolvimento da Abelha Mirim".
Estudantes do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli apresentam o projeto “Modelo didático do desenvolvimento da abelha mirim: da fase ovo ao adulto” na Fecci 2025 (Foto/Clube @climatize_se)

A ciência produzida nas escolas da rede pública do Paraná está em destaque na 1ª Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), de 4 a 6 de novembro, em Curitiba. A Unicentro, como responsável pela articulação institucional no Centro-Sul, celebra a participação de mais de 20 clubes de sua rede, que levam projetos de pesquisa dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga.

Os trabalhos demonstram como o conhecimento científico sai da teoria e se aplica na realidade local, estimulando o protagonismo dos estudantes.

NRE DE GUARAPUAVA

Os projetos da região de Guarapuava trazem soluções para desafios ambientais e urbanos. O clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, apresenta seis projetos:

  1. Modelo didático do desenvolvimento da abelha-mirim: da fase ovo ao adulto;
  2. Abelhas em apuros: como o clima está acabando com nossas super polinizadoras;
  3. Abelhas-sem-ferrão e educação inovadora: da realidade virtual ao modelo didático de colmeia;
  4. Wormtechno: integrando tecnologia e compostagem para um futuro sustentável;
  5. Mãos na terra, abelhas no ar: ação estudantil por um ambiente mais verde;
  6. Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária: 360° de realidade virtual para conscientização climática.

Para Katiane dos Santos, orientadora do clube, os projetos em questão despertam os estudantes para a aplicação prática dos conteúdos apreendidos em sala e no laboratório.  “Os projetos possibilitaram que os estudantes percebessem como os conteúdos de ciências e outras áreas se aplicam no cotidiano. O aprendizado saiu do espaço restrito da sala de aula e ganhou significado prático, envolvendo também a comunidade escolar”, afirma.

Sofia apresenta o projeto “Abelhas-sem-ferrão e educação inovadora: da realidade virtual ao modelo didático de colmeia” (Foto/Clube @climatize_se)

Quem também leva diversos projetos é o Colégio Cívico-Militar Heitor Rocha Kramer, de Guarapuava. Na Fecci, clubistas do clube Ecotransformadores, orientado pela professora Daniele Kosmo  vão falar de projetos que envolvem diretamente o bairro onde o colégio se localiza, o Colibri:

  1. Análise dos impactos da implantação de uma rua sustentável (modelo ODS) em uma área de vulnerabilidade social – Bairro Colibri;
  2. Implantação de um jardim suspenso automatizado em um muro de uma rua do Bairro Colibri;
  3. Avaliação dos impactos da implantação de um jardim de chuva no Bairro Colibri.

O clube EcoAction, do Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins, em Guarapuava, analisa arroios urbanos com o projeto “Análise biológica, física, química e geográfica de arroios urbanos localizados no parque do lago em Guarapuava-PR“. Para a professora que coordena o clube, Ariane Bianco, “essa análise contribui na alfabetização científica dos alunos que participam do clube de ciências do colégio.”

O Colégio Estadual Cristo Rei trabalha com abelhas. E é sobre a importância delas que o clube Velozes e Curiosos vai falar na feira, com o projeto “A importância das abelhas na sustentabilidade paranaense e na biodiversidade da mata atlântica”. Crissiane Loyse Luiz, que coordena o clube, destaca a importância de feiras como a FECCI no processo de aprendizagem. “Ao participar de feiras e divulgar informações para a comunidade, os alunos compreendem na prática o papel das abelhas na polinização e na manutenção da biodiversidade, percebendo como esses conhecimentos científicos se relacionam diretamente com a produção de alimentos, a preservação ambiental e os desafios das mudanças climáticas que afetam a região em que vivem”, diz.

Por sua vez, no clube Ecos Criativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, o professor Doacir Domingues Filho une a ciência à arte no projeto “Instalação do amanhã: a arte que resgata e transforma“, pois “a ciência estimula a investigação, a ecologia, a sustentabilidade e traz consciência ambiental; a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, comenta Doacir.

Os orientandos de Emerson de Souza, professor do Colégio Estadual Padre Chagas, vão a Curitiba com projetos ecléticos. Os estudantes que compõem o clube EcoCientistas Visionários vão apresentar quatro projetos que remetem desde ao trato com a terra até ao empoderamento feminino:

  1. Horta escolar e composteira: sustentabilidade e segurança alimentar;
  2. Saneamento básico e saúde: educação ambiental e protagonismo estudantil no entorno do córrego Barro Preto, Guarapuava-PR;
  3. Inovação em pré-formulações labiais naturais: uma abordagem sustentável e de empoderamento feminino
  4. Jovens cientistas em ação: diagnóstico e soluções para os impactos das inundações em busca de uma justiça climática na foz do córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná.

Um pouco ao norte de Guarapuava, o clube Identidades em Construção, do Colégio Estadual do Campo de Paz, em Candói, está focado na diversidade cultural com o projeto “Diversidade étnico-cultural no Colégio Estadual do Campo de Paz“. A professora Leonara Forquim de Mattos afirma que “conhecer a diversidade étnica e cultural é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, define.

Clubistas apresentam projeto no Paraná Faz Ciência, em outubro deste ano (Foto/ clube @indentidades.em.construção.paz)

Os candoianos também serão representados pelo Colégio Estadual Santa Clara. O clube Curiosus, orientado pela professora Edineia Simi Silva, viajou a Curitiba para apresentar o projeto “Águas de Candói: da nascente à maquete, um projeto de ciência e consciência”.

Diretamente de Foz do Jordão, o Colégio Estadual de Segredo, com o clube ScienCES, apresentará os projetos “Sabão artesanal sustentável: produção, percepções da comunidade e estruturação de plano de negócios” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”. Orientado pela professora Sandra Rozanski, o clube figurou ainda na segunda colocação do prêmio ‘Meu Clube é Show’, na categoria produção industrial. A lista foi divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Comitiva do clube ScienCES recebe da articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Anna, a premiação do ‘Meu Clube é Show’ durante a FECCI (Foto/@colegioestadual_segredo)

Em Pinhão, estudantes do Puma Science Club, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto, orientados pelo professor João Manuel de Lima, analisam um arroio do município e também propõem uma tecnologia para detecção de vacas em período fértil. Os trabalhos são os seguintes:

1) Análise das condições socioeconômicas da Comunidade rural de Arroio Bonito, interior do Paraná;

2) Da nascente ao consumo: análise da qualidade da água e sua relevância para o saneamento básico em comunidade Arroio Bonito em Pinhão-PR;

3) Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil.

Também de Pinhão, o professor Diórgenes Veres Ronik e seus alunos participarão da feira com os projetos “Transformando o óleo usado em sabão e consciência ambiental” e “Desenvolvimento e produção de sabão artesanal sustentável”, desenvolvidos no clube Óleo nosso de cada dia, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas.

Ainda em Pinhão, do Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira, a professora Bianca Karine e os clubistas do clube ‘Ciência Verde’ levam o trabalho “Produção de mudas de plantas frutíferas a partir da semente em diferentes luminosidades e substratos”.

Fechando os projetos do NRE de Guarapuava na Fecci, o clube maker Pỹnfīfī, do Colégio Estadual Cacique Otávio dos Santos, em Turvo, investiga os “Ciclos reprodutivos de araucária angustifólia em terra indígena no município de Turvo/PR“, aliando sabedoria tradicional e método científico. Os estudantes são orientados pelo professor Luan Felipe. 

NRE DE IRATI

O clube Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, apresentará o projeto “Morfometria das asas de Melipona quadrifasciata como indicador de estresse ambiental“. A responsável pelo clube é a professora Mariel Chociai. Ela valorizou o empenho dos estudantes. “Eles realmente se sentem protagonistas dessas ações, do contrário não estariam vindo em contraturno estudar com tanto empenho e dedicação como eles o fazem. Tenho muito orgulho deles”, afirma.

Ainda em Prudentópolis, o clube Tijuco Preto, do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, levará à FECCI o projeto “Produção de sabonetes artesanais sustentáveis com óleos essenciais de lavanda, capim-cidreira e frutas Cítricas“, que visa a aplicação de produtos a partir de plantas nativas.

De Irati, o clube Raízes da Ciência, do Cefep Presidente Costa e Silva, leva seis projetos relacionados à conservação ambiental.

1) Análise químico-físico e ambiental da bacia do rio das antas no município de Irati-PR; 

2) Hotel de insetos: arquitetura sustentável para fauna invertebrada

3) Mapeamento de árvores matrizes em fragmentos de floresta ombrófila mista do Cefep Presidente Costa e Silva visando a coleta de sementes;

4) Construção de herbário escolar: confecção de exsicatas para identificação de espécies arbóreas do Cefep Presidente Costa e Silva, em Irati;

5) Educação ambiental com integração de tecnologias da informação e comunicação (Tic’s): identificando espécies florestais do paisagismo do Cefep Presidente Costa e Silva por QR Code;

6) Trilha dos sentidos.

Alunos do clube Raízes da Ciência participaram recentemente da FIciências, em Foz do Iguaçu (Foto/@raizesda_ciencia)

No Centro Estadual Nossa Senhora das Graças, em Irati, os EcoCientistas Ambientais, orientados pela professora Elaine Pacheco Costa, estão preocupados com o futuro da água. Para isso, desenvolvem o projeto “Futuro seguro: desvendando a importância da água e purificação do ar no enfrentamento da emergência climática”. Para fomentar a discussão acerca do tema, os estudantes vão apresentar esse projeto na FECCI.

NREs de Laranjeiras do Sul e Pitanga

O Clube Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, em Quedas do Iguaçu, demonstrará o seu trabalho com abrigos de baixo custo para abelhas nativas em bioconstrução com taipa e telhado verde, utilizando sensores conectados via Arduino.

Clube Maker do Chico marcando presença na 1ª Mostra Científica do Paraná Faz Ciência (Foto/@clubemaker.chico)

De Santa Maria do Oeste, o clube Cionekando com Ciência, do Colégio Estadual João Cionek, orientado pela professora Milena Barcellos, vai destacar a própria iniciativa dos clubes de ciências no projeto “Clubinho de ciência ‘Cionekando com ciência’: espaço de aprendizado científico, protagonismo e corresponsabilidade social na escola e comunidade.”

O município de Palmital também estará representado na FECCI. Os clubistas do Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves, a partir do clube Pé Vermelho, orientado pela professora Elizabete Pazio, levam o projeto “Saneamento básico e cidades sustentáveis: percepção da população em Palmital-PR”.

Já no clube Raízes do Saber, do Colégio Estadual Floriano Peixoto, em Laranjeiras do Sul, a professora Jane Aparecida Lazare Pereira e seus alunos desenvolvem dois projetos focados em segurança alimentar com horta livre de agrotóxicos. São intitulados: “Raízes e versos: cultivando sabedoria na horta escolar” e “O papel da horta escolar no aumento da segurança alimentar e nutricional: um caminho para a sustentabilidade e o consumo consciente”.

Também diretamente de Laranjeiras, os Desbravadores do Conhecimento, do Colégio Estadual Olavo Bilac, levam a Curitiba o projeto “Ecobarreiras com materiais reaproveitáveis”. A orientação fica por conta do professor Elton Pontarolo de Abreu. 

O Colégio Estadual Indígena Kó Homu, de Laranjeiras do Sul, levará os saberes tradicionais com o projeto “Memória, cultura e sustentabilidade: o artesanato Kaingang em foco”, desenvolvido pelo clube Raízes do Saber, com a professora Daiane Freitas.

O clube Discípulos de Pasteur, do Colégio Estadual Professora Elenir Linke, em Cantagalo, traz temas de microbiologia e saneamento em projetos como “Wetland em miniatura: uma ferramenta didática para o estudo de bioindicadores na purificação de água” e “Potencial do Kombucha como agente conservante natural em alimentos perecíveis”. Quem orienta os trabalhos é a professora Luana de Almeida Pereira. Ao todo, seis projetos do clube estarão na FECCI. Os demais são: “Percepções e lacunas no conhecimento sobre microrganismos entre estudantes do ensino fundamental e médio: subsídios para ações de um clube de ciências”; “Descarte irregular de resíduos sólidos: impactos socioambientais e práticas educativas no entorno do córrego barro preto, Guarapuava-PR”.

Clubistas do Colégio Elenir Linke, os Discípulos de Pasteur, foram monitores da durante a VI Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (Foto/@clube.elenirlinke)

O clube Adonis Com Ciência, do Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura de São Roque, usa até jogos de videogame no aprendizado. Entre os projetos orientados pela professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto estão:

  1. Do virtual ao concreto: usando Minecraft para ensinar os biomas brasileiros;
  2. Tinta de terra, uma alternativa viável para pinturas em geral
  3. Utilização de bioplástico de amido na produção de vasos para mudas de plantas

A professora expressa orgulho pelo trabalho: “É gratificante acompanhar o brilho nos olhos dos alunos quando percebem que suas ideias podem ganhar vida e gerar impacto real.” O clube, vale lembrar, venceu a categoria “Comunicação” do prêmio ‘Meu Clube é Show’.

Professora Juliana, acompanhada de quatro clubistas, recebeu a premiação do ‘Meu Clube é Show’ durante a abertura da FECCI 2025. O clube Adonis Com Ciência venceu a categoria ‘Comunicação’.

A FECCI, que está reunindo mais de 1.500 estudantes e professores, em 381 estandes, é a oportunidade de dar visibilidade ao esforço das instituições de ensino superior em articular a ciência na Educação Básica do Paraná, por meio dos clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Os encontros irão abordar temáticas que se aproximam da vivência dos Clubes de Ciências na Educação Básica

A imagem mostra uma cena de estudo. Em primeiro plano, vemos uma mão segurando uma caneta preta e escrevendo em um caderno de folhas brancas com espiral lateral. O caderno está apoiado parcialmente sobre um notebook prateado, que está aberto.
O curso será dividido em duas etapas, realizadas entre 2025 e 2026 (Arte/Canva)

A Rede de Clubes NAPI – Paraná Faz Ciência deu início em setembro, ao novo curso de formação para professores clubistas: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”. A iniciativa pretende aprofundar temas que se relacionam com a rotina dos Clubes de Ciências, promovidos em escolas de todo o estado, por meio do projeto.

Esta é a primeira fase do curso, que se estende até o dia 23 de novembro deste ano. A segunda etapa será em 2026, entre os dias 23 de fevereiro e 13 de julho. Os encontros serão no formato assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). Ao final, os participantes receberão um certificado de 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Segundo a professora Gisele Côrrea, uma das pesquisadoras do NAPI PRFC e organizadoras do curso, trata-se de uma sequência da formação realizada em 2024. “Um ano depois da implementação dos clubes, entendemos que é o momento de aprofundar nas temáticas e apresentar novos conceitos”, destaca. “O curso vem com uma metodologia inovadora, tornando a experiência EAD mais dinâmica e interativa.”

A professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, reforça esse objetivo. De acordo com ela, que também está ajudando na elaboração das aulas, a ideia é realmente potencializar o trabalho que está sendo executado pelos docentes. “Esse curso é importante porque apresenta temáticas mais específicas, que estão sendo desenvolvidas pelos clubes.”

Para os professores da Rede de Clubes geral e Rede de Clubes Maker, a participação é obrigatória. Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BNTS) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior também devem comparecer às reuniões virtuais. Já a participação das docentes da Rede de Clubes Meninas é opcional.

Os alunos do Colégio Sertãozinho representam o Clube de Ciências na Feira de Cultura Científica, com projeto sobre microrganismos

Grupo de estudantes e professoras do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), posa em frente ao portão da escola. Todos vestem jalecos brancos com o emblema do colégio, simbolizando a participação no Clube de Ciências Ecocientistas. Ao fundo, é possível ver o prédio da instituição e o brasão do colégio acima do portão azul.
Alunos, professores e pedagogos do Clube de Ciências do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho (Foto/Arquivo pessoal)

Os estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, coordenados pela professora Luciana Martins, foram selecionados para representar o Clube de Ciências Ecocientistas na Feira de Cultura Científica (FECCI), que será realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 e 6 de novembro. 

O projeto apresentado pelo clube, intitulado “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes”, foi desenvolvido no âmbito dos Clube de Ciências da Unespar e tem como foco investigar a presença de microrganismos em diferentes espaços da escola, propondo ações de prevenção e conscientização sobre saúde e higiene.

Na imagem, dois estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), posam sorridentes em frente ao mural da escola, que exibe o logotipo com um golfinho e o nome da instituição. Ambos vestem jalecos brancos com o emblema do colégio, representando o Clube de Ciências Ecocientistas.
Os estudantes Agatha da Cunha Kulesza (3C) e Maicon Rafael Ribeiro Pereira (2FD) irão representar o Clube de Ciências do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, na Feira de Cultura Científica em Curitiba (FECCI), apresentando o projeto “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes” (Foto/Arquivo pessoal)

A pesquisa teve início com a aplicação de questionários sobre hábitos de higiene entre os estudantes, seguida pela coleta de amostras em locais estratégicos da escola – utilizando o método de esfregaço em Placas de Petri nutritivas. As análises revelaram a proliferação de fungos em algumas áreas, assim como pontos mais suscetíveis à contaminação.

Com o avanço do estudo, novas coletas estão sendo realizadas em períodos de temperatura mais elevada, permitindo comparar os resultados e identificar como as condições climáticas influenciam o desenvolvimento dos microrganismos.

Além da parte experimental, o projeto inclui a produção de materiais educativos, como panfletos e vídeos informativos, voltados à comunidade escolar, com orientações sobre a importância da higiene pessoal e coletiva na prevenção de doenças infectocontagiosas, especialmente as de caráter sazonal causadas por vírus, fungos e bactérias.

Na imagem, uma estudante do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), realiza uma atividade prática no laboratório escolar. Ela manipula placas de Petri sobre a bancada, utilizando fita adesiva e materiais de higiene, enquanto outro estudante anota observações ao lado. Um notebook aberto auxilia o registro das etapas do experimento.
Estudantes do Clube de Ciências Ecocientistas realizam coletas e análises em laboratório para o projeto sobre microrganismos no ambiente escolar (Foto/Arquivo pessoal)

Os protótipos incluem varal automático assistivo, semáforo inteligente, mão robótica e caixa de cultivo automatizada

Dois alunos em uma sala de aula trabalhando em um projeto de robótica. Eles estão em pé em volta de uma mesa redonda branca, que possui sobre ela dois carrinhos de controle remoto ou protótipos de veículos. Um deles é vermelho com rodas amarelas, já montado e com aparência de brinquedo pronto; o outro está em processo de montagem, com fios, componentes eletrônicos e estrutura exposta. Na mesa também há ferramentas e materiais.
Os alunos do Clube Riso aprendem Robótica de forma divertida (Foto/Arquivo pessoal)

O Clube Riso, do Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes, em Reserva, está usando tecnologia e metodologias Maker para desenvolver a autonomia, inclusão e habilidades sociais. Os estudantes utilizam a robótica assistiva para suprir a demanda de estratégias inovadoras para melhorar o desempenho e o engajamento dos alunos. Além disso, eles pretendem aumentar a qualidade de vida de pessoas com deficiência.

O Clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no NAPI-Paraná Faz Ciência, com reuniões às quartas-feiras, à tarde. Com interesse na área de Robótica, a equipe reúne alunos desde o 9º ano do Ensino Fundamental até o 2º ano do Ensino Médio.

A imagem mostra um grupo de jovens em uma sala de aula, trabalhando em atividades práticas relacionadas à eletrônica. No primeiro plano, à esquerda, uma estudante está sentada, concentrada em manusear fios elétricos. Sobre a mesa à sua frente há um grande emaranhado de cabos coloridos, provavelmente utilizados em circuitos. Ao fundo, três rapazes estão em pé, colaborando em algum trabalho manual com fios ou componentes.
Os estudantes aprenderam a manusear fios e componentes eletrônicos (Foto/Arquivo pessoal)

Dentre os protótipos, destaca-se o varal automático assistivo, que chegou a ser construído para apresentação. Entretanto, devido às reformas na escola e à ausência de espaço adequado para armazenamento, a maquete precisou ser desmontada. Já os demais protótipos, como o semáforo inteligente assistivo, a mão robótica com Arduino e a caixa de cultivo automatizada, estão na fase de pesquisa inicial.

A imagem mostra quatro estudantes; dois deles, à esquerda, estão apenas observando, enquanto o terceiro, de óculos e casaco preto, manipula uma maquete apoiada sobre duas carteiras escolares. A maquete representa uma casa com telhado, cercas e estruturas anexas, sugerindo um projeto escolar de arquitetura, urbanismo, ciências ou tecnologia. À direita, uma aluna de blusa branca com listras pretas também observa atentamente a apresentação.
A maquete do “Varal Dona Maria” foi feita pelos próprios alunos (Foto/Arquivo pessoal)

O avanço dos dispositivos foi temporariamente interrompido, pois a sala de Robótica começou a ser reformada. Além disso, há a necessidade de alguns equipamentos fundamentais, a exemplo da impressora 3D, cortadora a laser e outras ferramentas indispensáveis para a construção da parte física dos modelos.

Com este contratempo, o clube desviou momentaneamente do planejamento original e direcionou esforços para a construção de um carrinho de sumô controlado por Bluetooth, utilizando a placa ESP32, bem como de um carrinho seguidor de linha.

A turma se organizou em equipes para as competições: quatro alunos irão compor a equipe responsável pelo Robô Sumô e outros quatro integrarão a equipe do Robô Seguidor de Linha. Ainda assim, todos os demais estudantes permanecem envolvidos, seja por meio de discussões técnicas, sugestões de melhorias ou apoio no processo de testes e ajustes.

Próximos passos

De acordo com a professora Janinha Aparecida Pereira, coordenadora do clube, as etapas de pesquisa e programação já estão em estágio avançado. Nas palavras dela, “o primeiro passo será a reconstrução da maquete do Varal da Dona Maria, seguido da organização dos estudantes em grupos para o desenvolvimento dos demais projetos: semáforo inteligente assistivo, caixa de cultivo automatizada e mão robótica.”

Com a conclusão da reforma do laboratório de Robótica e as inscrições para os novos integrantes do clube a partir do próximo ano letivo, Janinha também espera ampliar a participação dos estudantes.

A coordenadora do projeto acrescentou que o eixo central de todos os protótipos será sempre promover a qualidade da vida de todas as pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, “reafirmando o compromisso social e inclusivo que fundamenta o projeto”.

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma sala, celebrando uma confraternização. Na frente, há uma mesa redonda com comidas e bebidas. Algumas pessoas estão em pé atrás da mesa, enquanto outras estão sentadas ou agachadas à frente, todas sorrindo e olhando para a câmera. A maioria veste camisetas pretas ou brancas com o mesmo logotipo, indicando que fazem parte do projeto ligado à robótica (há a palavra ROBO em algumas camisetas). Duas mulheres, à direita, usam camisetas diferentes — uma amarela e outra branca, e parecem ser professoras ou responsáveis. No fundo da sala, há armários, prateleiras com equipamentos e caixas organizadas. Também se vê um notebook aberto sobre uma mesa lateral.
Alunos do Clube Riso em confraternização da turma (Foto/Arquivo pessoal)

O que os alunos acham?

Para a aluna Rafaela, do 1º ano A, os projetos ajudam a desenvolver várias habilidades que poderão ser usadas no mercado de trabalho, como saber trabalhar em equipe e resolver problemas. A estudante Bárbara, da mesma turma, também vê perspectiva futura na área de Robótica, inclusive quando imagina o Ensino Superior ou uma profissão relacionada com os projetos que desenvolvem no Clube de Ciências.

Já o aluno Luís Guilherme, do 2º ano B, afirmou que as notas melhoraram após a entrada no projeto, como Matemática e Ciências, o que o motivou com a escola. O estudante Cadu, do 1º ano A, também viu melhoria nas notas, principalmente nas disciplinas de Português e Ciências.

A imagem mostra um jovem trabalhando em um projeto eletrônico sobre uma mesa. No centro da cena há diversos fios coloridos conectados a uma protoboard e a uma placa Arduino, indicando uma atividade de programação e montagem de circuito. Também aparecem outros materiais e componentes, usados para programar ou monitorar o sistema. Outros dois alunos estão ajudando e observando. O ambiente transmite a ideia de um trabalho prático de robótica ou eletrônica aplicada, combinando programação, montagem e testes experimentais.
Clubistas trabalhando em um projeto eletrônico (Foto/Arquivo pessoal)

Nas palavras de Vitor, do 2º ano A, “o Clube mudou toda a minha visão sobre pesquisa, pois comecei a fazer com mais frequência. Assuntos que eu tinha mais interesse, eu comecei a conversar com os meus amigos. A pesquisa, realmente, foi o ponto mais forte que eu percebi que desenvolvi”. Ele gostou, mesmo, de programar.

Heitor, do 9º ano A, disse que ele e os amigos começaram a pesquisar mais em casa, ver mais vídeos, tutoriais e até compartilhar ideias entre o grupo. “E até a conversa não era só sobre jogos ou zueira, mas também sobre projetos e tecnologia”, contou.

Os projetos contribuem para a popularização da ciência e serão apresentados em Guarapuava

A imagem mostra alunas sentadas lado a lado em frente a notebooks prateados, digitando e trabalhando juntas. Estão em uma biblioteca, pois há prateleiras com livros ao fundo. Uma das alunas aparece em primeiro plano, com os cabelos longos e presos com uma presilha. Elas estão finalizando os projetos que apresentarão no evento.
Os clubes estão finalizando os trabalhos para apresentar ao público (Foto/Clube Litterae Ludus)

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) teve nove clubes com projetos selecionados para a 5ª edição do Paraná Faz Ciência. Neste ano, o encontro será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Trata-se do maior evento de popularização da ciência no estado.

Foram aprovados sete trabalhos de clubes de escolas do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e dois do NRE de Telêmaco Borba. Para a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI – Paraná Faz Ciência pela UEL, o evento destaca “a consolidação do projeto que apresenta resultados”. Além disso, a docente considera a participação significativa principalmente para os estudantes, que terão contato com pesquisadores de todo o Paraná.

Em Londrina, os projetos selecionados são do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), do Colégio Estadual Professora Maria José B. Aguilera, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, do Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes e do Colégio Estadual Cívico-Militar Hugo Simas. O Colégio Estadual do Jardim San Rafael e o Colégio Estadual Unidade Polo, de Ibiporã; o Colégio Estadual São Francisco de Assis, de Telêmaco Borba; e o Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira, também apresentarão trabalhos.

O PRFC 2025 é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária, além de reunir diversas instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado do Paraná. O evento integra a programação da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cuja temática é “Planeta água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. 

Os clubes selecionados irão expor seus projetos no dia 02 de outubro. A ideia é mostrar as atividades que os alunos e professores clubistas têm realizado em sala de aula nos últimos meses. As ações desenvolvidas possuem propostas distintas, tornando o momento ainda mais enriquecedor e de maior integração entre as equipes. Confira os trabalhos de clubes articulados pela UEL que foram aprovados:

A imagem traz uma tabela com o nome do clube, cidade, escola e temática do trabalho que as equipes irão apresentar durante o evento.
Clubes da UEL com trabalhos aprovados no Paraná Faz Ciência 2025 (Arte/Isabella Abrão)

Agora, 100 avaliadores trabalham na seleção dos 400 projetos que vão estar presentes no na Fecci, em Curitiba, em novembro

A imagem mostra um estande de divulgação científica. Uma expositora conversa com um grupo de crianças, explicando réplicas de fósseis e crânios,dispostos sobre uma mesa com placas informativas. Ao fundo, há um banner com os dizeres “NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA”, indicando que o evento é uma iniciativa de promoção científica no estado do Paraná, Brasil. Outras pessoas, incluindo organizadores e visitantes, também estão presentes ao fundo, interagindo com diferentes materiais.
Feira de Curitiba, no ano passado (Imagem/ Arquivo pessoal)

No dia 1o de setembro, segunda-feira, a Feira de Cultura Científica (FECCI) encerrou o período de inscrições e submissão de trabalhos. Ao todo, 1.155 estudantes e professores se inscreveram e 484 projetos foram submetidos. Agora, os trabalhos passam pela etapa de avaliação, conduzida por uma equipe formada por mais de 100 pessoas ligadas à Academia, em diferentes áreas.

As submissões foram feitas em três categorias: Kids, que teve 34 trabalhos enviados; Junior, com 180; e Jovem, que recebeu 270 projetos. Até dia 8 de setembro, os avaliadores serão responsáveis por analisar cada proposta, garantindo que o processo seja justo e valorizando o esforço dos estudantes e professores.

Segundo a integrante da comissão organizadora da Fecci, Leilane Schwind, o processo de inscrição foi tranquilo e com número de envio de trabalhos que superou as expectativas da equipe. Ela destaca que os projetos abrangem temáticas diversas, como Ciências Exatas, Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas e Inovação Tecnológica & Robótica.

Leilane Schwind, integrante da comissão organizadora da FECCI (Foto/Arquivo pessoal)

Para Leilane, a expectativa é de que a Fecci se torne um marco na educação básica do Paraná, funcionando como uma verdadeira vitrine para a produção científica de escolas públicas e privadas do estado. Além disso, “o evento fortalece a pesquisa científica desenvolvida pelos alunos clubistas da Rede de Clubes de Ciência, do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência”, esclarece. 

Preparativos

A organização também vem concentrando esforços na logística e nos preparativos científicos para receber estudantes e professores, no mês de novembro. A Feira de Cultura Científica – FECCI ocorre entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Sede Neoville, em Curitiba. 400 projetos serão apresentados durante o evento.A Feira é organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência com apoio da Secretaria de Educação do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Programa POP Ciência e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Feira promete movimentar os clubes de ciência de Cascavel e região

Logotipo da 1ª UnioCiências, Feira de Ciências da Unioeste. Carrega o símbolo em forma de letra U de unioeste, com um Becker, instrumento usado na área de química, em laboratórios contido dentro do U, este está na cor vermelho-grená e o símbolo U em roxo, as mesmas cores da logo da Unioeste.
Logotipo da 1ª. Feira UNIOCiências (Imagem/ Divulgação/Unioeste)

A Feira de Ciências UNIOCiências será realizada no dia 11 de setembro, no campus de Cascavel, de modo articulado com a UNIOXP , a feira anual de profissões da UNIOESTE.

Nesta primeira edição da Feira de Ciências da Unioeste poderão participar os clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pertencentes aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) dos municípios de Assis Chateaubriand, Cascavel, Goioerê e Toledo.
Na dinâmica da feira, cada clube de ciências poderá apresentar duas propostas referentes aos projetos desenvolvidos pelos estudantes no âmbito do clube. Cada proposta deverá ser apresentada no evento por no máximo dois estudantes apresentadores. Já o resumo referente à proposta poderá contemplar a equipe completa de desenvolvimento da proposta, inclusive o/a(s) professor/a (es/s) orientador/a (es/as).

Campus UNIOESTE, em Cascavel (Foto/Divulgação/Unioeste)

“A UNIOCiências representa uma oportunidade diferenciada para os alunos dos clubes de ciências da região, pois não só promove a divulgação de seus projetos científicos, mas também estimula o desenvolvimento de habilidades essenciais, como planejamento, comunicação e trabalho em equipe”, cita o  professor Oscar Rodrigues dos Santos, um dos organizadores da feira. “Ao participar do evento, os estudantes têm a chance de apresentar suas pesquisas para um comitê científico qualificado, ampliando seu conhecimento e visão sobre fazer ciência. Além disso, a feira fortalece a cultura científica local, incentivando a participação em outros eventos e preparando os jovens para futuros desafios acadêmicos e profissionais”, prossegue. A UNIOCiências é, na opinião do professor organizador, “um marco importante para a formação dos clubistas e para o crescimento da ciência na região de Cascavel”.

A UNIOCiências vem com a proposta de contemplar os clubes de ciências da região, de forma que os clubistas criem o hábito de estar presentes em feiras de ciências, preparando os trabalhos para isso, pensando nas apresentações e nos outros detalhes de planejamento. Pretende também expandir ainda mais a cultura de ciências na região de Cascavel, que já conta com outras feiras como a FECET (Feira de Ciências, Engenharia e Tecnologia), organizada pela escola particular Eureka (Escola de Tecnologia e Pesquisa). A UNIOCiências é, portanto, um evento que veio para ficar!

Os trabalhos expostos na Feira UNIOCiências serão avaliados por um Comitê Científico formado por professores universitários, acadêmicos de graduação e pós-graduação da Unioeste e por outros pesquisadores-colaboradores. A exposição será aberta à comunidade, no dia 11 de setembro, das 8h às 12h pela manhã e das 13h às 17h no período da tarde. O local da exposição será no térreo do bloco do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Cascavel. 
Para saber mais, consulte o regulamento da 1ª UNICiências.

Os trabalhos possuem temáticas distintas e devem ser apresentados durante o evento, em Foz do Iguaçu

A imagem mostra um grupo de estudantes e professores posando para a foto. Atrás, há um painel escrito Universidade Estadual de Londrina. Os alunos estão uniformizados. Todos representam o clube Discovery Kennedy’s.
Integrantes do clube Discovery Kennedy’s (Foto/Sabrina Heck)

Está chegando a 14ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025), considerada a maior feira científica do Paraná. O evento será realizado de 20 a 25 de outubro, em Foz do Iguaçu, e os projetos aprovados para apresentação já foram anunciados. Entre os trabalhos escolhidos, dois são do clube de ciências Discovery Kennedy’s, da cidade de Rolândia.

O clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pertence ao Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy. No FIciências 2025, a equipe foi selecionada com dois materiais distintos: “Abelhas-sem-ferrão nas escolas: uma estratégia para conservação, educação ambiental e polinização” e “Automação sustentável: Sensores de movimento em escolas”.

Segundo a professora coordenadora do clube, Eglaia Cheron, os trabalhos surgiram a partir de demandas levadas pelos próprios estudantes. Os temas foram definidos com base na curiosidade deles e nas observações discutidas em sala de aula. “Eu não consigo compartilhar em palavras o quanto eu estou orgulhosa dos meus alunos”, destaca a docente.

Projeto das abelhas

O primeiro projeto, sobre abelhas-sem-ferrão, teve origem com a chegada de um enxame de Tetragonisca angustula (abelha Jataí) na residência de um clubista. Os estudantes debateram sobre a transferência da colmeia para a escola como estratégia de conservação e educação ambiental. Por isso, o estudo visa analisar como essa prática pode ajudar a preservar espécies ameaçadas.

A imagem mostra duas casinhas construídas pelos estudantes. Elas foram montadas com o objetivo de abrigar um enxame de abelha Jataí na escola. As casinhas são coloridas e estão em cima de uma mesa de laboratório. Ao fundo, é possível ver alguns alunos e outras mesas.
“Casinha” criada pelos estudantes para abrigar as abelhas (Foto/Arquivo pessoal)

Para o aluno José Fernando, que trouxe a ideia para a turma, as “casinhas” são uma forma eficaz de cuidar tanto das abelhas como de espécies nativas da flora. “Eu acabei pensando: se essas são espécimes que estão perto da extinção, por que não colocar uma colmeia delas nas escolas? Já que elas não oferecem tanto risco, já que não possuem ferrão”, explica.

Com o objetivo de garantir maior segurança para os integrantes do clube e auxiliar no trabalho de Meliponicultura (prática de criação de abelhas nativas sem ferrão), a equipe participou de uma oficina de manejo das abelhas com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEMMA). Trata-se de uma parceria com a Prefeitura de Rolândia.

Projeto de automação

O segundo projeto, sobre automação sustentável, analisa estratégias para otimizar o consumo energético em escolas públicas, por meio de sensores de movimento PIR (Passive Infrared). A ideia partiu de uma investigação sobre a eficiência energética do colégio, na qual foram identificadas 77 lâmpadas tubulares (30W) acesas por 12 horas diárias nos corredores.

A imagem mostra o sensor de movimento construído pelos estudantes. Há uma lâmpada acesa, ligada em uma tomada. Há fios que conectam o equipamento a outros materiais. Ele foi montado com kits de robótica.
Sensores construídos pelos alunos do clube (Foto/Arquivo pessoal)

De acordo com alunas que participaram da elaboração do estudo, as simulações indicaram que os sensores poderiam diminuir mais de 50% do gasto energético da escola. A construção do equipamento foi possível com kits de robótica disponibilizados pela Secretaria Estadual de Educação (SEED-PR). O clube desenvolveu um sistema automatizado, que aciona as luzes apenas quando detecta movimento.

O professor Carlos Marcelo, co-orientador do clube, também orientou os estudantes em todo o processo. Ele reforça o entusiasmo da turma pelos projetos aceitos no FIciências 2025: “Estou muito feliz, são coisas que eu gosto muito: trabalhar com projetos na escola e trabalhar com os alunos.”