O clube de ciências Gaia, em Cascavel, transforma bosque da escola em laboratório vivo

Quem passa pelo pequeno bosque do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel, talvez imagine que ali exista apenas um cantinho de sombra e tranquilidade. Mas os estudantes do Clube de Ciências Gaia sabem que o lugar guarda algo bem mais interessante: um verdadeiro laboratório natural cheio de mistérios científicos, e algumas araucárias que parecem estar precisando de uma investigação digna de detetive.
Armados com tecnologia, curiosidade e muita disposição, os clubistas começaram a utilizar o protocolo Araucária Hunters, dedicado a mapear, observar e medir exemplares da icônica Araucaria angustifolia, árvore símbolo do sul do Brasil. A primeira missão já foi cumprida: mapear as araucárias que vivem ao redor da escola. No total, cinco árvores entraram no radar dos clubistas. “Da Araucária Hunters, a gente fez a medição só das plantas do entorno escolar, que foram cinco no total”, explicou a professora orientadora do projeto Raissa Gallego.
E como todo bom projeto científico, com o decorrer do ano de 2025 e os avanços que foram tendo, a curiosidade só aumentou! Para este ano, a equipe pretende expandir o perímetro da investigação e sair pelo bairro em busca de novas araucárias para catalogar. “Agora queremos aumentar o perímetro e ver aqui no bairro as araucárias que temos”, contou a professora.

Há quem pense que um pequeno bosque escolar não esconde muitas coisas interessantes, porém foi justamente lá que surgiu o grande enigma da pesquisa. Entre as árvores analisadas, duas chamaram atenção por um motivo bem específico: elas parecem crescer muito mais devagar que as outras. Enquanto algumas araucárias se desenvolvem robustas e imponentes, essas duas apresentam caule fino e folhas mais fracas, como se estivessem enfrentando alguma dificuldade para se desenvolver.
“Temos duas araucárias no bosque que estão com o caule muito fino e as folhas muito fracas. O crescimento delas é bem diferente das outras”, relatou a docente. A hipótese inicial dos estudantes é que a diferença possa estar relacionada ao ambiente ao redor das árvores. Como elas estão cercadas por outras plantas e árvores do bosque, pode haver competição por luz, água ou nutrientes, um detalhe que, para a investigação científica, faz toda a diferença. Agora, no decorrer de 2026, com a continuidade das atividades dentro do clube, a equipe pretende investigar mais a fundo o que está acontecendo com as duas araucárias “misteriosas”. A ideia é comparar condições de solo, incidência de luz e proximidade com outras árvores. As investigações continuam!

O bosque da escola, lar das gigantes Araucárias, que antes servia apenas como espaço de convivência, ganhou o status de campo de investigação científica. Afinal, no Clube de Ciências Gaia, uma coisa é certa: se existe uma araucária por perto, existe possibilidade de análise e informações sobre ela a serem descobertas.
Acompanhe também o perfil do clube no Instagram: @clube_gaia.vic para saber mais sobre suas atividades.
Experiência em Belém reuniu estudantes do Brasil, França, Colômbia e Chile em uma semana de intercâmbio científico e produção de propostas climáticas

A ciência produzida na Educação Básica do Paraná ganhou alcance internacional durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Entre 10 e 14 de novembro, uma delegação articulada pela Unicentro participou das atividades do Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP), em Belém, apresentando pesquisas, debatendo soluções locais e contribuindo para a redação do Manifesto de Belém, o documento que reivindica que a educação seja reconhecida como pilar estratégico da agenda climática mundial.
A articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana Gomes, destacou a trajetória que levou os estudantes ao encontro global. “As ações que os jovens têm feito aqui são uma culminância de um trabalho coletivo, que vem sendo desenvolvido há pelo menos dois anos. Eles puderam partilhar essa experiência com outros jovens de várias regiões do Brasil, como Pernambuco e Ceará, e também de outros países”, explica.
Coordenadora nacional do GYCP e professora da Unicentro, Adriana Kataoka reforçou o alcance político e cultural da participação paranaense. “Realmente superou as expectativas. Vimos a riqueza e a diversidade dos trabalhos, como cada cultura e cada região encara e resolve os seus problemas. E isso mostra que preservar a Amazônia passa necessariamente pelo cuidado com os povos originários”, reforça a professora.

Ao todo, onze estudantes articulados pela Unicentro participaram da programação do GYCP, em Belém. Entre eles, oito jovens cientistas de Guarapuava, parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência vivenciaram uma semana de imersão, dialogando com estudantes da França, Colômbia e Chile – incluindo a Ilha de Páscoa -, apresentando pesquisas e contribuindo para a elaboração coletiva da Carta da Terra, que reúne reivindicações e propostas de ação climática para o triênio 2025–2028.
O ponto alto da participação para os clubistas ocorreu no dia 12, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde os estudantes defenderam projetos que transformam problemas locais em soluções aplicadas.
Os temas das apresentações incluíram saneamento, monitoramento ambiental, biodiversidade e preservação dos arroios urbanos. Raul Ramos, do Colégio Estadual Padre Chagas, avaliou o que viu. “Cada projeto tem uma ideia muito brilhante, pela necessidade criada dentro da região e pela inovação na resolução dos problemas”.
Bruna Wolf Battistelli, do Colégio Estadual Carneiro Martins, ressaltou a troca com jovens pesquisadores de outros países. “Eram muito mais pessoas e eram jovens que também desenvolvem projetos. É legal compartilhar um pouco do que fazemos na nossa sociedade”, contou a estudante.
A professora de Bruna, Ariane Andrade Bianco, celebrou a participação. “É uma oportunidade ímpar para eles. Tenho certeza de que vão sair daqui outras pessoas, com perspectivas muito mais maduras.”

Para Tiago Vaz Machado, aluno do Colégio de Ensino Integral Professor Pedro Carli, a experiência ampliou o sentido do engajamento climático.“Não é apenas discutir algumas coisas, é colocar em prática. Acho que conseguimos levar isso para a nossa cidade e desenvolver o projeto lá.”
A diversidade de realidades trouxe novas camadas ao debate climático. O estudante francês Martin Zdunek refletiu sobre sua própria posição. “Somos nós, os europeus, os Estados Unidos, a China, os países mais ricos, que criamos esses problemas. E as repercussões são muito mais graves aqui no Brasil.”
Da Ilha de Páscoa, a professora Angela Pakarati compartilhou a rotina de impactos ambientais na pequena ilha do Pacífico. “Recebemos todos os dias uma tartaruga com uma rede, um golfinho ferido. Qual é a sua solução para o cuidado do planeta? A minha forma é reciclando.”

Para as estudantes paranaenses, o encontro gerou conexões e aprendizado linguístico. Izadorah Estrella, do Colégio Estadual Padre Chagas, comentou sobre as interações. “Fiz muitas amizades, principalmente com o pessoal de fora. Aproveitamos para treinar inglês e espanhol e refletir em conjunto”, conta.
A professora Crissiane Loyse Luz, do Colégio Estadual Cristo Rei, avaliou o impacto formativo nos alunos. “Eles estão se tornando protagonistas e debatendo a importância das ações de mitigação das mudanças climáticas.”
Nicoli dos Santos Castilho Nuskovski, 13 anos, aluna do Cristo Rei também celebrou os encontros. “Foi muito divertido conhecer novas pessoas e interagir com elas. Acho que todas foram muito bem nas apresentações.”

A participação dos jovens culminou na elaboração do Manifesto de Belém, também chamado de “Carta da Terra”, documento assinado por todos os presentes e pelos 58 mil jovens do Pacto Global de Jovens pelo Clima.
O texto afirma que a crise climática não é apenas ambiental, mas também social, econômica, ética e educativa, e denuncia a lentidão das ações governamentais. O manifesto defende que nenhum acordo climático será efetivo sem uma transformação profunda nos sistemas educacionais.
Entre as principais reivindicações estão:
O documento encerra afirmando que “a educação é clima, economia e justiça” e que não haverá desenvolvimento sustentável enquanto conhecimento e ação seguirem dissociados.

Após uma semana intensa, que incluiu atividades em pontos turísticos como o Ver-o-Peso, Forte do Presépio e Museu Emílio Goeldi, os jovens retornam ao Paraná com novas perspectivas, experiências científicas e um compromisso político traduzido na Carta da Terra.
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Além do hotel de insetos, os estudantes instalaram placas de educação ambiental ao longo do percurso

Os alunos do Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, em Irati, instalaram o primeiro hotel de insetos – construído por eles mesmos – na área florestal do colégio, onde estão localizadas as trilhas. A atividade também incluiu a colocação de placas de educação ambiental ao longo do percurso.
Os hotéis de insetos são estruturas criadas para oferecer abrigo a espécies como abelhas solitárias, joaninhas, borboletas e besouros. Neles, os insetos podem formar ninhos, descansar e se proteger. Para a construção, os estudantes utilizaram materiais naturais coletados por eles, como madeira, bambu, pinhas, galhos e folhas secas.
A atividade foi acompanhada pela professora Mariana Mendes Mirkoski, responsável pelo clube Raízes da Ciência. Além do hotel foram instaladas placas educativas ao longo da trilha, como conta a professora. “As placas servem como uma forma de comunicação, transmitindo ideias, informações e até frases de conscientização. Assim, quando os alunos entram na trilha, e se deparam com as placas, isso faz com que eles leiam e reflitam sobre a mensagem que ela está passando. Todas as placas têm como principal objetivo o uso sustentável das florestas”, explicou.

Samara Porfírio da Luz, de 15 anos, integrante do clube de ciências do colégio, destacou que sua parte favorita da atividade foi a preparação das placas de educação ambiental. Para ela, a experiência prática de produzir as decorações foi o mais marcante. Além disso, a atividade trouxe novos aprendizados sobre o papel dos insetos na natureza. “Aprendi que os insetos têm papéis fundamentais, como a polinização, o controle de pragas e a decomposição da matéria orgânica”, contou a estudante.
Segundo Samara, ela espera que, ao visitarem as trilhas do colégio, as pessoas percebam a importância de respeitar e proteger os insetos e a natureza. “As placas e o hotel são formas de ensinar e mostrar que cada ser vivo tem um papel essencial no meio ambiente”, destacou. A professora Mariana também acredita que essa atividade pode contribuir para a preservação ambiental local.” Muitos insetos vivem solitariamente, outros perdem o seu habitat natural. Dessa forma, a instalação de hotéis de insetos faz com que estes invertebrados possam habitar ambientes com características próximas ao seu habitat natural”, explicou.

O projeto dos estudantes, intitulado “Elaboração de Trilhas Ecológicas para Educação Ambiental em Área de Floresta Nativa do CEFEP Presidente Costa e Silva”, inclusive foi um dos seis trabalhos do colégio selecionados para a Feira de Inovação de Ciências e Engenharias (Ficiencias), ocorrida de 21 a 25 de outubro, em Foz do Iguaçu.
A instalação realizada em setembro foi apenas a primeira etapa. Nos próximos meses, a professora e os alunos pretendem ampliar a atividade com a colocação de mais quatro hotéis de insetos e novas placas de educação ambiental ao longo da trilha do colégio.
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Dos oito prêmios conquistados, seis foram na premiação da própria feira e dois no concurso promovido pela Seed, Meu Clube é Show

Na última semana, entre os dias 4 e 6 de novembro, aconteceu em Curitiba a primeira Feira de Cultura Científica do Paraná (Fecci). O evento reuniu pesquisadores, cientistas, professores e estudantes de todo o estado. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) marcou presença com 37 projetos aprovados, representando 21 clubes de ciências diferentes.
Durante a cerimônia de premiação, a universidade se destacou ao conquistar oito prêmios, em categorias como Comunicação Júnior, Público Júnior, Ciências Humanas Jovem Total, Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total, Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total. Além desses reconhecimentos, a Unicentro também foi premiada no concurso promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED/PR), o “Meu Clube é Show”.
O prêmio da Fecci 2025 consistiu em um smartphone, um tablet e uma caixa acústica Amazon Echo. Entre os clubes premiados está o Puma Science Club, do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, do município de Pinhão. O grupo conquistou o primeiro lugar na categoria Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total com o projeto “Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil”. O projeto consiste em um protótipo de baixo custo para detecção de cio em vacas, desenvolvido com sensores de movimento e GPS acoplados a um microcontrolador ESP32. Os dados são transmitidos via LoRa, tecnologia de rádio de longo alcance, para uma base receptora, permitindo o monitoramento remoto por meio de um aplicativo.
De acordo com os estudantes, os testes comprovaram a eficiência do protótipo, que conseguiu detectar um aumento significativo na atividade física das vacas em período fértil, validando o uso da tecnologia como uma ferramenta para otimizar o manejo reprodutivo na pecuária e aumentar as chances de reprodução com inseminação artificial.
As clubistas Giselly Camargo de Macedo e Josiane Antunes de Almeida foram orientadas pelo professor João Manuel de Lima, responsável pelo clube. Segundo o docente, vencer o prêmio foi uma surpresa.“Sempre é uma surpresa, ainda mais concorrendo com tantos projetos bons. Mas tínhamos confiança, porque o projeto já havia sido premiado em outras feiras e competições”, afirmou o professor. O projeto Detecta cio já havia conquistado o primeiro lugar na categoria Robótica no Agrinho 2025, o segundo lugar geral na Jornada Educatech, e ficou entre os seis melhores do Paraná no Desafio Liga Jovem do Sebrae.

O Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, do Colégio Estadual Nossa Senhora das Graças, de Irati, garantiu o segundo lugar na categoria Comunicação Júnior e também conquistou premiação na Fecci 2025. O projeto apresentado, intitulado “Futuro Seguro: Desvendando a Purificação do Ar no Enfrentamento da Emergência Climática”, tem como objetivo fortalecer o papel da ciência e da educação na busca por soluções para problemas socioambientais, promovendo ações voltadas à preservação da água e à melhoria da qualidade de vida.
A professora Elaine Pacheco Costa, coordenadora do clube no colégio, contou que o momento da premiação foi marcado por emoção e orgulho compartilhados com as alunas Júlia Kurzydlowski, Alicia Antonio Cruz e Maria Luiza Daemme, responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho. “Foi um momento de pura celebração e compartilhamento de conquistas. Os clubistas estavam empolgados com o trabalho que desenvolveram, e isso foi incrível de ver. Eu, como professora coordenadora do Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, senti um misto de alegria e concretização em nome do ensino de ciências. Sabia o quanto elas haviam se dedicado para chegar até aqui, e ver o resultado desse esforço foi incrivelmente gratificante”, relatou.

Já, o Clube Climatize–se, coordenado pela professora Katiane dos Santos, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, de Guarapuava, ficou em segundo lugar na categoria escolhida pelo público e também garantiu o prêmio. O projeto escolhido pelos visitantes da feira foi o “Desenvolvimento, produção e qualidade do mel de abelhas Mandaçaia em diferentes ambientes”, co-orientado pela professora Jacieli Fátima Lyra e desenvolvido pelos clubistas Gustavo Leandro Almeida Rocha, Andra Eduarda Kriiguer e Paula Fernanda Guimarães dos Santos.
O projeto premiado consiste em análises físico–químicas do mel produzido por diferentes colmeias de abelhas sem ferrão da espécie Mandaçaia, avaliando parâmetros como pH, temperatura e teor de açúcares. A pesquisa também enfatiza a importância das abelhas como polinizadores para o equilíbrio ambiental e segurança alimentar. Para a professora Katiane, a experiência da FECCI, como um todo, foi transformadora.”Foram três dias intensos de trocas, descobertas e aprendizado. Os alunos puderam apresentar seus projetos, dialogar com outros jovens cientistas e perceber o potencial que a ciência tem de transformar a realidade. Saímos da feira com a certeza de que estamos no caminho certo formando estudantes mais críticos, criativos e conscientes do seu papel diante das mudanças climáticas”.

De Irati, o Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, levou o prêmio na categoria Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total com o projeto “Análise Químico-Físico e Ambiental da Bacia do Rio das Antas no Município de Irati-PR”. O trabalho foi orientado pela professora coordenadora do clube, Mariana Mendes Mirkoski, co-orientado pela professora Sílvia Vozniak e desenvolvido pelos estudantes Juan Pablo Camargo dos Santos, Leonardo Henrique Magaldi e Fernanda Natanielli Pereira.
O Rio das Antas é o principal curso d’água que atravessa o município de Irati, e o projeto teve como objetivo analisar a questão ambiental da bacia hidrográfica, observando pontos como a preservação da mata ciliar, a vegetação, a situação das nascentes, o cumprimento do Código Florestal, além da coloração da água e a presença de vida aquática.
Para a professora Mariana Mendes, conquistar o prêmio foi uma grande surpresa, principalmente pelo histórico do projeto em outras feiras.“Quando a gente escutou o nome da professora Marquiana e o município de Irati, ficamos naquela expectativa para saber qual dos dois projetos voltados à área de ciências sociais iria ganhar. E quando veio a notícia de que era o projeto relacionado ao Rio das Antas, foi uma alegria enorme. Os meninos sempre se mantiveram firmes nesse trabalho. Participamos da FIEG, do FICIÊNCIAS, da Feira do Colégio Bom Jesus e agora da FECCI, mas ainda não tínhamos conquistado uma premiação. Então, foi realmente muito especial”, contou a professora.

Os clubistas do Clube EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, levaram dois prêmios para Guarapuava na categoria Ciências Humanas Jovem Total. Os projetos premiados foram “Saneamento Básico e Saúde: Educação Ambiental e Protagonismo Estudantil no Entorno do Córrego Barro Preto”, apresentado pela aluna Izadora Estrela de Paula, e “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em Busca de uma Justiça Climática na Foz do Córrego Barro Preto”, desenvolvido pelos estudantes Marco Antônio Bruno Ferreira, Clara dos Santos de Cristo e Fernanda Coutinho Huchak.
O projeto do clube busca compreender as causas das inundações em Guarapuava, especialmente na região próxima à foz do córrego Barro Preto, um dos afluentes do Rio Cascavel. Os clubistas investigaram diversos fatores como, o descarte incorreto de lixo, a falta de saneamento básico e como isso afeta principalmente famílias de baixa renda. O trabalho também busca propor soluções para reduzir os impactos das enchentes e melhorar a qualidade de vida da população.
Para o professor orientador e coordenador do clube no colégio, Emerson de Souza, a premiação foi um indicativo de que os alunos estão no caminho certo e prontos para desenvolver ainda mais esses projetos.“Confesso que guardávamos uma expectativa de sermos premiados, pois a conquista de ter sido o projeto escolhido pelos jovens para representar o Paraná na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente nos deu uma esperança. Ao mesmo tempo, visitei vários estandes e pude ver projetos excelentes sendo apresentados e vi que o nível de concorrência estava muito elevado. Então, não alimentamos muitas expectativas, e o fato de ter tido duas premiações na mesma categoria, aí sim, isso foi uma enorme e grata surpresa.”

Os clubes da Unicentro também foram premiados com dois prêmios no concurso “Meu Clube é Show”, promovido pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed). A iniciativa seleciona e reconhece projetos de clubes de ciências da rede pública estadual, avaliando critérios como criatividade, relevância social e metodologia científica. Para participar, os clubistas gravaram vídeos explicando seus projetos, destacando as etapas de pesquisa, os resultados alcançados e a importância das ações dentro da escola e da comunidade. O prêmio dado aos vencedores foi um kit de mídia, que incluía um tablet, uma câmera GoPro, um kit de microfones de lapela e um tripé com luz de gravação.
Na categoria Produção Industrial, o Clube Sciences, do Colégio Estadual de Segredo, em Foz do Jordão, foi o vencedor. A professora Sandra Rozanski, responsável pelo clube, contou que o tema escolhido, a coleta de óleo reciclado, partiu dos próprios alunos, que foram protagonistas em todo o processo.“Esse concurso, na verdade, foi um grande desafio para nós, diante da tecnologia disponível que tínhamos. Foi tudo feito de forma simples, com o celular mesmo, mas foi um desafio e tanto. Eu propus para eles e instiguei: vamos fazer, por nós e pelo nosso clube. E aí um grupo de alunos aceitou o desafio. Eles montaram o projeto, criaram o roteiro e, como verdadeiros protagonistas, colocaram a ideia em prática”, contou a professora.

Na categoria Comunicação, os vencedores foram os clubistas do Adonis com Ciência do Colégio Estadual Adonis Morski, de Boa Ventura de São Roque. Com a orientação da professora responsável pelo clube, Juliana Aparecida Ghiotto, os estudantes gravaram um vídeo falando sobre o impacto da coleta seletiva, tanto para o município quanto para os trabalhadores do Centro de Triagem de Recicláveis. Durante o vídeo, os alunos explicaram como aplicaram a metodologia científica no projeto e destacaram as melhorias que o clube trouxe para a escola e para a comunidade local.
Para a professora Juliana, a vitória na categoria foi uma grata surpresa. “Foi uma correria para produzir o vídeo, tivemos pouco tempo, então os alunos se dedicaram demais. Preparamos o roteiro, eles deram várias ideias legais e conseguimos fazer o vídeo e enviar. A gente ficou muito orgulhoso e feliz com esse reconhecimento, é um incentivo pra gente continuar firme nos nossos projetos e seguir divulgando o que fazemos”, afirmou.

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O projeto apresentado pela estudante do Colégio Estadual Padre Chagas traz os impactos de inundações a partir de córrego da cidade

Durante os dias 6 a 11 de outubro, foi realizada, em Luziânia (GO), a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O Paraná foi representado pela estudante Pyetra Heller Pereira, de 14 anos, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava. Integrante do Clube de Ciências Ecocientistas Visionários, Pyetra apresentou o trabalho “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em busca de uma justiça climática na foz do Córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná”.
O evento foi sediado no Centro Técnico Educacional da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – Instituto de Educação e Trabalho José Calixto Ramos) e reuniu estudantes, professores, pesquisadores e autoridades de todo o Brasil. A conferência teve como tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática” e promoveu debates e trocas de experiências sobre projetos voltados à sustentabilidade e à ação climática.

A participação de Pyetra foi conquistada após destaque na etapa estadual, realizada nos dias 11 e 12 de agosto, em Foz do Iguaçu. A estudante apresentou as ações desenvolvidas pelo grupo, que abordam temas como saneamento básico, resíduos sólidos, drenagem, inundações e insegurança alimentar, sendo escolhida para representar o Paraná.
O projeto “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em busca de uma justiça climática na foz do Córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná” tem como objetivo propor medidas para reduzir os impactos de desastres naturais, como as inundações, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, principalmente de pessoas que vivem em áreas de risco. Segundo Pyetra, a proposta é levar as ações e soluções sugeridas pelos estudantes ao poder público, estimulando uma atuação mais eficaz em políticas de saneamento e prevenção ambiental. “Minhas expectativas são de conseguir levar o nosso projeto para alcançar mais pessoas, além de obter mais conhecimento com os outros alunos”, explicou a estudante.

Acompanhando Pyetra, esteve o professor Emerson de Souza, responsável pelo Clube de Ciências do Colégio Padre Chagas. Para ele, a metodologia aplicada na Conferência, em todas as suas etapas, foi pautada no princípio de que os jovens também aprendem com outros jovens.“Observo que tanto a Pyetra como outros jovens do Paraná e das demais unidades da federação que participaram do evento se tornaram mais empoderados de si mesmos. Isso os coloca em uma excelente condição de autoconfiança, fundamental para desenvolverem o senso de protagonismo e responsabilidade ambiental e social”, destacou o professor Emerson.
A programação do evento contou com rodas de conversa, apresentações culturais e a Feira de Projetos, onde estudantes de várias regiões do país apresentaram seus projetos. No terceiro dia de Conferência, os estudantes entregaram ao presidente Lula e o ministro da educação, Camilo Santana uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que será levada à Cúpula de Líderes da COP30. Já, no último dia, os participantes visitaram Brasília e a Praça dos Três Poderes.

Para o professor Emerson, o ponto mais marcante da experiência foi a troca de vivências e saberes entre os docentes e estudantes de diferentes partes do país.“Mais marcante foram as trocas de experiências entre diferentes professores das regiões brasileiras, e a convivência diária com jovens das mais diversas etnias e culturas: afrodescendentes, povos originários, do norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste, em que cada uma destas crianças pode me mostrar o quão rico e diverso é o nosso país em termos culturais. O que ouvimos, lemos em vários materiais de estudo, mas, ao vivenciar com toda essa riqueza de maneira pessoal, foi para mim, uma experiência incrível! ”, contou.
A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é uma iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente voltada a estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Em Guarapuava, o projeto contou com o apoio da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e dos projetos internacionais ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e ‘Pacto Global dos Jovens pelo Clima’, coordenados pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

De volta a Guarapuava, Pyetra e o professor Emerson se preparam para dividir suas experiências com os colegas de clube. “Agora, voltando para nossos encontros semanais, eu e a Pyetra iremos socializar com o grupo do clube a experiência e o aprendizado, bem como alguns materiais que trouxemos de lá”, contou o professor.
Um dos resultados da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é a entrega de uma Carta Compromisso das Crianças e Jovens pelo Futuro do Planeta, pelos representantes dos estudantes de todo o Brasil, ao governo brasileiro para que seja endereçada à COP30 [Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima], durante essa semana – a partir de 10 de novembro, em Belém, no Pará. Será uma forma de reconhecer o protagonismo dos jovens na conscientização e no enfrentamento às mudanças climáticas.
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Estudantes e professores de quatro Clubes de Ciências estão em Belém para dialogar e apresentar seus projetos desenvolvidos nos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência

Clubistas de Guarapuava estão em Belém essa semana para representar o Paraná, na COP30 — a Conferência das Partes – sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU). A delegação de estudantes e professores da rede estadual guarapuavana viajou à capital paraense para participar de atividades, diálogos com cientistas, visitas guiadas e, principalmente, poderão contribuir para a construção da “Carta da Terra”, um documento endereçado aos chefes de Estado presentes na COP30 reivindicando ações para conter a crise climática.
Os clubes de ciências, parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, estão representados por quatro grupos de clubistas: o Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli; o Clube Ecocientistas Visionários, parte do Colégio Estadual Padre Chagas; o EcoAction Club, no Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins; e o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei.

Os projetos desenvolvidos por esses clubes articulados pela Unicentro têm em comum atividades que unem o exercício da cidadania com ações ligadas ao meio ambiente, a partir de práticas sustentáveis e propostas de combate às mudanças climáticas. Alguns dos temas já apresentados pelos clubes tem a ver com composteiras na escola, estudo sobre plantas alimentícias não convencionais (PANCs), o reaproveitamento de óleo de cozinha para produzir sabão, minhocários e meliponários com abelhas sem-ferrão na escola.
Para a articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, a oportunidade de ir até a COP30 é algo único. “Para enfrentar as mudanças climáticas, um processo contínuo de educação será necessário […], e isso se faz com compromisso científico e justiça social, propósitos que nossa equipe de professores e estudantes têm buscado desenvolver”, afirma.

O grupo da Unicentro terá acesso à Zona Verde da COP30, onde estão estandes de outros países e de outras regiões do Brasil. A programação inicia oficialmente nesta terça-feira (11), quando se dará a abertura oficial, com a presença de autoridades como a Ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA), Marina Silva, e a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana.
Após a abertura, a delegação de Guarapuava participará de diálogos com cientistas sobre temas como ‘Saberes transversais’ e ‘Oceanos e futuras gerações’. Nos demais dias desta semana, os alunos apresentarão seus projetos ligados à sustentabilidade, incluindo a mostra de banners e detalhes dos projetos, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), na quarta-feira (12).

Os clubistas ainda vão fazer uma visita técnica ao famoso Mercado e Complexo do Ver-o-Peso, na quinta-feira (13) e estarão, também, no encontro Diálogo IV, que trata sobre os desafios de Belém para realizar a COP30. Esse encontro é uma proposta do projeto de extensão da Unicentro, o “Nós Propomos!”, liderado pela também coordenadorapor Marquiana Vilas Boas Gomes, que acumula a gestão da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro.
Fechando a participação na COP30 e a semana em Belém, os estudantes se reúnem, na sexta-feira (14), para pensar estratégias de ação contra a crise climática em um horizonte de 2025 a 2028. É de onde sairá a “Carta da Terra”, um documento reunindo as propostas dos jovens que deverá ser entregue às autoridades e representantes de governos para a construção de um futuro mais sustentável no planeta.

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Os clubes de ciências que estão em Belém também têm perfis de Instagram para divulgarem suas atividades, aqui:
Com 19 projetos presentes na feira, os estudantes apresentaram pesquisas variadas sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e preservação de abelhas; aluno clubista teve vídeo no Instagram vencedor pelo voto popular

Entre os dias 21 e 25 de outubro aconteceu a 14ª Feira de Inovação de Ciências e Engenharias (FIciências), em Foz do Iguaçu. O evento fez parte da programação do Festival Iguassu Inova, sediado no Itaipu ParqueTec e reuniu projetos de estudantes de 11 estados brasileiros e do Paraguai, incluindo os da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Os clubes de ciências articulados pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) marcaram presença e foram representados por 19 projetos, desenvolvidos em três colégios diferentes.
Os colégios que representaram a Unicentro no evento foram o Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, de Guarapuava, que apresentou 10 projetos; o Colégio Estadual Adonis Morski, de Boa Ventura de São Roque, com 3 projetos; e o Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, de Irati, que levou 6 projetos. A coordenadora do projeto da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, destacou a importância desse número expressivo para a universidade e para o fortalecimento do projeto de clubes nas escolas de ensino básico. “Para nós da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da Unicentro, é muito significativo ter os projetos que estão na nossa área de abrangência aprovados no FIciências. Primeiro porque o FIciências é uma feira de ciências muito consolidada, que busca mostrar o que temos de melhor de inovação, de ciência e tecnologia na escola. E nós, por meio dessas aprovações, estamos evidenciando a importância dos clubes de ciência, desse programa que tem sido viabilizado pela Fundação Araucária, juntamente com a SEED [Secretaria de Educação do Estado do Paraná], no qual os professores tem tido tempo e espaço, semanalmente, de estarem com as crianças e os adolescentes, elaborando perguntas de pesquisa e desenvolvendo projetos que têm várias temáticas”, comentou a coordenadora.
Para além dos resultados práticos, com criatividade e simplicidade. “Você percebe que os estudantes conseguem resolver de forma simples situações complexas e que eles têm cada vez mais buscado tecnologias alternativas para as situações que eles estão investigando. É impressionante como colaborativamente, também ali na feira, eles trocam experiências entre eles, e isso faz com que haja mais engajamento dos jovens”, prosseguiu.

As propostas apresentadas pelos alunos clubistas abordaram temáticas variadas, como coleta seletiva, preservação e manejo de abelhas, sustentabilidade e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto “Impacto positivo da coleta seletiva no município de Boa Ventura de São Roque e na vida dos trabalhadores do centro municipal de triagem de materiais recicláveis”, desenvolvido pelos alunos Murilo Viana Fogaça, Hycaro Kaminski Rodiak e Bruna Catarina de Deus, integrantes do Clube Adonis com Ciência, do Colégio Estadual Adonis Morski. O trabalho tem como objetivo propor soluções para um problema frequente no município: a perda de materiais recicláveis devido à contaminação por resíduos orgânicos. A pesquisa avalia os impactos positivos da coleta seletiva, tanto para o meio ambiente, quanto para os trabalhadores da triagem. “Nós fomos até o centro de triagem e realizamos entrevistas para entender quanto eles ganham, que tipo de lixo chega lá. Descobrimos que muitas vezes aparecem coisas como cabeça de boi, veneno e outros materiais contaminados. Isso prejudica muito, porque eles precisam descartar o caminhão inteiro de recicláveis, por não ter como saber se o restante do material também está contaminado”, contou a estudante Bruna Catarina de Deus.
Além disso, os estudantes realizaram visitas às casas ao redor do colégio, fizeram palestras em outros colégios para conscientizar a população e instalaram lixeiras seletivas na escola. Essa edição do FIciencias foi a primeira de Bruna, ela contou que a expectativa estava muito alta e que ela se surpreendeu. “Ano passado, veio a lixeira eletrônica para a feira e eles comentaram: ‘Nossa, lá é muito legal’, e a gente veio numa expectativa muito grande, nem conseguimos dormir na van. Foi incrível, ficamos com um pouco de vergonha, mas a gente vai se soltando. É muito legal ver os outros projetos e perceber que as pessoas se interessam pelos nossos, porque a gente achava que por morarmos em uma cidade pequena, ninguém se importaria, mas muita gente veio aqui para ver”, narrou Bruna.

Acompanhando os alunos, esteve a professora Juliana Aparecida Ghiotto, responsável pelo clube Adonis com Ciência. Para ela, toda a experiência foi maravilhosa, tanto para os alunos quanto para ela como docente. “Para mim, como professora, é realizador. Ver o brilho no olhar deles, eu até falei para eles, ver essa alegria no rostinho deles, é o que faz a gente ter fé que tudo aquilo que a gente está fazendo realmente vale a pena e realmente é transformador na vida deles”
De Irati, o Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva também se destacou durante a feira, com 6 projetos participantes. Mariana Mendes Mirkoski é a professora responsável pelo clube Raízes da Ciência no colégio. “Está sendo uma experiência indescritível. Porque é a primeira vez que a gente participa de uma feira de ciências de um tamanho tão grande e tão expressiva para o Brasil. Então, a gente está adquirindo uma troca muito grande com os outros participantes, também, da exposição da feira. Além, também, de sair dessa bolha que é do município de Irati, que é uma cidade pequena. A gente então aprende um pouquinho a cada dia que estamos aqui”, declarou a professora.
Um dos projetos é da aluna Cheila Aparecida Blaszczyk, de 16 anos. O projeto de elaboração de trilhas ecológicas tem como objetivo instalar placas de educação ambiental na trilha ecológica do colégio para estimular a consciência ambiental, além de QR codes que fornecem informações sobre as árvores da instituição. “Nosso colégio vai ser aberto ao público, para a visitação, e é claro, é bem importante para conscientizar essas pessoas que irão visitá-lo”, contou a estudante.

Já o clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, de Guarapuava, levou 10 projetos à feira. Acompanhados pela professora responsável pelo clube, Katiane dos Santos, os alunos desenvolveram trabalhos voltados à preservação e ao cuidado com as abelhas. Entre os destaques esteve o projeto “Modelo Didático do Desenvolvimento da Abelha Mirim: da fase ao óvulo”, elaborado pela clubista Giovanna Santos Benedetti, de 13 anos.
Durante as atividades do clube, a estudante confeccionou maquetes que mostram todas as etapas do desenvolvimento das abelhas.“Nós temos o ovo, que é quando a abelha-rainha o coloca. Depois vem a larva, que permanece nessa fase por cerca de 15 dias. Em seguida, temos a pupa, que é o terceiro estágio. O quarto é o alvéolo fechado, como se fosse o casulo da borboleta. E o quinto e último estágio é a abelha adulta”, explicou Giovanna. A estudante também destacou que o projeto se baseou nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13 e 15, que tratam, respectivamente, da ação contra a mudança global do clima e da vida terrestre.

A Unicentro também foi destaque na premiação da feira. O estudante Tiago Vaz Machado, do clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Pedro Carli, recebeu o Prêmio de Aclamação Popular pelo vídeo produzido para o Instagram do clube, no qual ele explica o projeto “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária”.
O projeto tem como objetivo a conscientização sobre as abelhas-sem-ferrão e as abelhas solitárias. Para isso, os estudantes utilizam a tecnologia de realidade virtual em 360°, sensibilizando as pessoas sobre os impactos das mudanças climáticas nas abelhas Jataí.

A experiência é imersiva e coloca as pessoas na perspectiva da abelha, simulando cenários de seca e enchentes, e busca promover a consciência ambiental e práticas sustentáveis, como o cultivo de plantas nativas e a redução do uso de agrotóxicos. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13 que fala sobre ação climática; ao 15 sobre a vida terrestre e ao 4 sobre educação de qualidade. O projeto faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em parceria com o Pacto Global dos Jovens pelo Clima (GYCP) e o projeto Nós Propomos! Juventude educando-se na/com a cidade, da Unicentro.
O vídeo produzido pelo estudante já ultrapassou 22 mil visualizações e 1.500 curtidas nas redes sociais. Segundo Tiago Vaz Machado, a experiência foi enriquecedora. “O evento foi muito bom. Teve uma diversidade de culturas, até pessoas do Paraguai, e vimos que o nosso pensamento é parecido, sempre voltado à mitigação e à adaptação da emergência climática. A parte da premiação foi histórica para o nosso colégio, que até então não tinha ganhado nenhum prêmio no FIciências. Isso mostra a liderança da nossa escola no tema da mitigação e adaptação à emergência climática”, destacou o estudante.
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Dividida em quatro módulos, a atividade tratou dos tipos de solo no Paraná e mostrou como o manejo pode ser sustentável

No dia 26 de agosto, alunos do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava, participaram de uma atividade prática sobre solos, no campus Cedeteg, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa veio de uma parceria entre o Laboratório de Solos da Universidade e o Grupo de Pesquisa e Extensão Educação Geográfica e Cartografia para Escolares (EducartGeo).
A ação foi ministrada por acadêmicos de Geografia e estagiários da mesma área que atuam no Colégio Estadual Padre Chagas. Para oferecê-la, os graduandos passaram por um treinamento, coordenado pela professora Yasmin Tadeu Costa.
“O nosso treinamento começou antes mesmo de saber que teríamos uma oficina. Foi durante o grupo de estudo de sexta-feiras, quando trabalhávamos artigos e livros didáticos relacionados à pedologia – ciência da morfologia e classificação dos solos. Então, quando começamos a organizar a oficina, já tínhamos o conteúdo estruturado (sobre o que são, as características e propriedades dos solos). O que precisamos fazer foi pensar em como organizar essa oficina”, destacou a professora.
Segundo Yasmin, o trabalho foi estruturado em quatro módulos. O primeiro tratou de explicar o que é o solo; o segundo aborda os principais tipos de solo do Paraná; o terceiro discute como manejar o solo e o quarto, sobre porque devemos conservá-lo. “Todos os módulos foram pensados para responder perguntas, de modo que ficasse muito claro qual seria o assunto e o que a gente falaria em cada módulo. Isso seria útil tanto para os alunos que iam aplicar a oficina, quanto para os que iriam assistir à oficina. O nosso objetivo principal era que o conteúdo fosse o mais didático possível”, explica a docente. Para testar a clareza da didática, a equipe aplicou a oficina no dia 3 de julho para outros acadêmicos de Geografia.

A ideia de realizar a atividade surgiu dentro do grupo de estudos criado pela professora Yasmin, em julho de 2024. Nesse espaço, os alunos se reuniam semanalmente para aprofundar leituras sobre solos. Durante a apresentação dos programas de extensão do Departamento de Geografia, Yasmin compartilhou a proposta, e a professora Marquiana Gomes, coordenadora dos projetos ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, sugeriu a parceria.
“Na Rede de Clubes existiam alguns grupos que trabalhavam com o tema diretamente relacionado aos solos ou indiretamente, e ela comentou que seria legal se trabalhássemos esse conteúdo com esses alunos. E acabou que foi muito interessante”, contou Yasmin.
Elisa Harmuch, acadêmica do segundo ano de Geografia, foi uma das estudantes que participou do treinamento e depois aplicou a oficina com os clubistas. Para ela, a preparação ajudou a aprofundar o conhecimento. “Participar do treinamento me fez aprender bastante sobre o solo. Quanto mais eu pesquisava para minha apresentação, lendo, revisando, apresentando para as pessoas do grupo, me fez aperfeiçoar e entender mais sobre o que eu estava apresentando”, mencionou.

Nicolli Rech Colaço, de 14 anos, integrante do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, participou da oficina e relatou os aprendizados. Ela conta que descobriu, por exemplo, que o processo de formação do solo é lento, além de aprender termos como lixiviação, entendendo como ela ajuda na distribuição dos minerais e materiais orgânicos e também sobre os diferentes tipos de solo do Paraná.
Para Nicolli, esse conhecimento é importante para saber como lidar com cada tipo de solo nos experimentos do Clube. “Agora, o que pra mim foi o maior aprendizado: falamos sobre o manejo do solo e sua degradação. Aprendemos sobre a infiltração e que, se ela não ocorrer, pode acontecer a erosão, e que, para acontecer essa infiltração, precisamos de um solo com uma boa estrutura. Nisso, também aprendemos sobre o manejo conservacionista e o manejo convencional, sendo o manejo conservacionista o processo de cobertura do solo e no manejo convencional, um solo exposto. Isso foi muito importante, já que eu e o meu grupo estamos falando sobre hortas urbanas e criando ideias para uma horta urbana no nosso colégio”, contou a clubista.

Para a estudante, a oficina foi didática e possibilitou compreender muitos conceitos que ainda não estavam completamente claros para ela. “Na sala de aula, ouvimos muitos termos técnicos que, muitas vezes, não entendemos, e ir para o CEDETEG foi uma experiência muito agregante para nós estudantes, pois lá entendemos e observamos muito daquilo que às vezes não conseguimos compreender claramente apenas com o aprendizado no colégio”, comentou.

Essa também foi uma das preocupações de Adeliziani Ribas, acadêmica de Geografia que ministrou a oficina. Ela acredita, porém, que conseguiu se preparar para esse desafio.
“É sempre difícil encontrar uma linguagem didática para os adolescentes, mas acredito que a vida acadêmica nos prepara bem para situações como essa.” Além disso, Adeliziani destacou que se surpreendeu com o interesse dos alunos durante a atividade. “É muito gratificante ver o interesse deles, até no fato de anotar o que estávamos falando e questionar quando tinham dúvidas”.
Atividades como a oficina de solos têm o poder de aproximar os acadêmicos dos alunos e dos professores da educação básica, construindo um caminho de troca de conhecimento. Para a professora Yasmin, o estudo de solos pode contribuir para despertar nos estudantes um maior interesse pelo meio ambiente e pela ciência.
“A partir dessa apresentação didática e dessa conversa mais planejada do que é o solo, os alunos podem ter consciência de como as pesquisas podem ser realizadas sobre o tema e como elas podem contribuir para o desenvolvimento mais sustentável da humanidade e o uso mais sustentável dos solos”.

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Alunos do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, aprendem técnicas de edição de vídeo para documentário sobre sustentabilidade

No dia 26 de agosto, os alunos do Clube EcoCriativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, participaram de uma oficina de edição de vídeo ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para Internet, na UniCesumar. Durante a atividade, os clubistas aprenderam e tiraram dúvidas sobre técnicas de corte, ajustes e inclusão de elementos visuais e sonoros, como trilhas, textos e efeitos para colaborar com a produção do documentário que estão desenvolvendo sobre sustentabilidade.
O projeto de pesquisa, coordenado pelo professor Doacir Domingos Filho, tem o objetivo de unir arte e sustentabilidade. Para isso, os alunos estão organizados em quatro equipes: roteiristas, editores, cinegrafistas e responsáveis pela seleção de conteúdos que serão abordados no documentário. Como parte do processo, os estudantes têm realizado pesquisas sobre artistas e produções audiovisuais para se inspirar. O trabalho final será apresentado nas próximas feiras de ciência.
Segundo o professor Doacir, a oficina foi essencial para o avanço do projeto.“Por conta desse trabalho que está sendo desenvolvido, a palestra foi enriquecedora. Foi muito bom. Pelo que eu vi, o Lucas é uma pessoa que tem muita experiência e, com certeza, veio agregar tanto a mim, como professor, quanto aos nossos alunos clubistas, que estão com o objetivo de mostrar o resultado do trabalho deles”, afirmou o professor.

A convite dos bolsistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Lucas Fedumenti, de 31 anos, compartilhou sua experiência na área de edição de vídeo. Ele já ministrou palestras em diversos colégios de Guarapuava, como o Colégio Estadual Professor Francisco Carneiro Martins e o Colégio Estadual Ana Vanda Bassara.
Durante a oficina, a plataforma utilizada foi o CapCut, um aplicativo de edição de vídeo. Com ele, os alunos puderam aprender na prática o que havia sido explicado na parte teórica.“Eu acredito que a tecnologia está inserida mais do que nunca no universo dos jovens, e quando começamos a juntar assuntos como sustentabilidade, biologia, ecologia e ciência com tecnologia, faz mais sentido ainda, principalmente para essa nova geração, que vem preocupada com o mundo que a gente vive”, respondeu Lucas, ao ser perguntado sobre a importância dessa atividade para a formação dos jovens.
Lucas também comentou que ficou surpreso com o interesse dos alunos durante a oficina. “Sempre é muito legal trabalhar com eles, muito descontraídos, o tempo todo prestando atenção, interagindo, fazendo a atividade. Eu acho que é importante, e eu, particularmente, gosto bastante de estar com eles”, comenta.

Rafael Pereira, de 13 anos, é integrante do Clube EcoCriativos e participou da oficina ministrada por Lucas Fedumenti. Para ele, a experiência foi diferente e proveitosa.“Eu achei incrível e que também é muito útil, principalmente nos dias de hoje. A minha parte favorita foi quando ele explicou um pouco mais sobre como tudo funcionava, como é o mercado dos influenciadores. Tudo em si foi uma experiência ótima”, conta o clubista.

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Em quatro Núcleos Regionais, 30 clubes de ciências articulados pela universidade mostram como o conhecimento científico pode transformar a realidade de estudantes e comunidades

A quinta edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, contou com a participação de 30 clubes de ciências articulados pela universidade. Os clubes apresentaram mais de 70 projetos de pesquisa na 1ª Mostra de Clubes da Rede, com as apresentações na manhã do dia 2 de outubro. Abordam temas que conectam a ciência aos desafios regionais e ao cotidiano dos estudantes.
Os trabalhos vêm de escolas de quatro Núcleos Regionais de Educação (NRE): Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga. Os professores coordenadores destacam como a metodologia dos clubes estimula o protagonismo juvenil e o aprendizado prático.
Guarapuava
Os clubes de Guarapuava, anfitriões do evento, demonstram uma forte conexão com os problemas sociais e ambientais da região. No Colégio Estadual Padre Chagas, o professor Emerson de Souza, do clube EcoCientistas Visionários, explica que os projetos nascem de questões que os próprios alunos enfrentam, como o descarte de resíduos e a falta de saneamento. “Os estudantes partem de problemas que enfrentam diariamente ou de maneira recorrente”, afirma o professor. “Ao investigar essas situações, os alunos podem aplicar na prática o que aprendem, experimentando o método científico. Isso faz com que os conteúdos deixem de ser só teóricos e passem a ter sentido direto na vida deles e da comunidade”, explica o docente.

Outros clubes também se voltam para a comunidade. No Colégio Estadual Professor Amarílio, o professor Doacir Domingos Filho, supervisor do clube EcoCriativos, une a ciência à arte para tornar a aprendizagem mais rica. “A ciência estimula a investigação, a ecologia traz consciência ambiental e a arte permite expressar tudo isso de forma criativa”, diz Doacir.
No Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, o foco é a biodiversidade local. A professora Crissiane Loyse Luiz detalha a pesquisa sobre a morfometria das asas de abelhas. “Estudar o tamanho e o formato das asas de abelhas é importante, pois as asas ajudam as abelhas a voar longe para encontrar comida e habitat”, explica. A análise da assimetria das asas também serve como um “indicador de estresse e instabilidade no ambiente onde o organismo se desenvolve”, mostrando como a ciência pode ser usada na conservação.

Já a professora Katiane dos Santos, do clube Climatize-se no Colégio Estadual Pedro Carli, usa a tecnologia para conscientizar. “No caso do projeto de realidade virtual, os alunos e visitantes podem vivenciar ‘um dia na vida de uma abelha-operária’, mergulhando em uma experiência imersiva que desperta a curiosidade e amplia a empatia”, relata a professora.
O Paraná Faz Ciência também é visto pelos educadores como um momento de celebração do aprendizado. A professora Leonara Furquim, do Colégio Estadual do Campo da Paz, em Candói, tem um projeto no clube Identidades em Construção que aborda a diversidade cultural. “Conhecer a diversidade étnica e cultural, presente no colégio e na comunidade, é o primeiro passo para a construção identitária dos estudantes”, comenta. “É a partir desse conhecimento que eles conseguem fazer relações e desenvolver o senso de pertencimento com seus pares, bem como o respeito e a empatia para com todos.”

Em Pinhão, o professor João Manuel de Lima, do CE Bento Munhoz da Rocha Netto e o Clube Puma Science Club estão focados na preservação de nascentes. O professor explica que muitos moradores acreditam que a água transparente não apresenta riscos. “A gente sabe que tem problema, então a gente está trabalhando com o clube para mapear essas nascentes e propor soluções para proteger e melhorar a qualidade da água”, diz, ressaltando a importância de conscientizar a comunidade.
Ainda em Pinhão, no Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, o professor Luan Felipe de Lima e o Clube Pỹnfīfī estão investigando o ciclo de produção da araucária. O projeto, que se baseia no conhecimento dos mais velhos da comunidade, busca entender porque a produção varia anualmente. A hipótese que a equipe está testando é que a colheita prematura da pinha pode ser a causa do problema. “A gente está testando essa hipótese e tentando desenvolver um método de manejo que não só seja menos agressivo para manter um ciclo de pinhão mais produtivo ao longo do tempo, como também seja uma maneira um pouco mais segura para tirar”, explica o professor.

Confira a lista de clubes ligados ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Guarapuava:
De Guarapuava:
Colégio Estadual Cristo Rei — Clube Velozes e Curiosos. Coordenadora Crissiane Loyse Luiz. Projetos:
Colégio Estadual Cívico Militar Vereador Heitor Rocha Kramer — Clube Eco Transformadores. Coordenador Daniele Kosmo. Projetos:
Colégio Estadual Professor Amarílio — Clube EcoCriativos. Coordenador Doacir Domingos Filho. Projetos:
Colégio Estadual Padre Chagas — Clube Eco Cientistas Visionários. Coordenador: Emerson de Souza. Projetos:
Colégio Estadual Pedro Carli — Clube Climatize-se. Coordenadora Katiane dos Santos. Projetos:
Colégio Francisco Carneiro Martins — Clube EcoAction. Coordenadoras: Carolina Paula de Almeida, Sandra Mara Venske e Elena Mariele Bini. Projeto:
De Pinhão:
Colégio Estadual do Campo Professor Júlio Moreira – Clube Ciência em Foco. Coordenadora Bianca Karine Boratchulka dos Santos. Projetos:
Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Netto — Puma Science Club. Coordenadores João Manuel de Lima e Jean Carlos Bueno. Projetos:
Colégio Estadual Procópio Fereira Caldas — Clube Óleo nosso de cada dia. Coordenador Diórgenes Veres Ronik. Projeto:
De Turvo:
Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos — Clube Pỹnfīfī (Maker), Coordenador Luan Felipe de Lima. Projeto:
De Foz do Jordão:
Colégio Estadual de Segredo — Clube ScienCES. Coordenadora Sandra Rozanski. Projetos:
De Candói:
Colégio Estadual Santa Clara — Clube Curiosus. Coordenadora Edineia Simi Silva. Projeto:
Colégio Estadual do Campo da Paz — Clube Identidades em construção. Coordenadores Leonara Forquim de Mattos, Daniel Mazurek e Keorlly Cabral. Projeto:
Os clubes que são parte do Núcleo de Irati também trazem projetos que aliam o rigor científico à aplicação prática. No Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, a professora Mariel Guil Chociai, do clube Quatro Elementos, prepara sua primeira participação em uma feira. Os alunos pesquisam a morfometria de abelhas da espécie Mandaçaia, em parceria com a Unicentro. “Nossa análise das asas pode indicar estresse ambiental”, conta a professora, que destaca a importância do projeto para a coleta de dados inéditos sobre a espécie.

No Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, em Prudentópolis, o professor Carlos Eduardo Basso, do clube Tijuco Preto (Óleo nos Olhos), trabalha com o desenvolvimento de produtos a partir de plantas nativas. De acordo com o docente, o clube tem o lema “da planta à fórmula”, criando produtos como sabonetes e velas a partir de óleos essenciais.
Confira a lista dos clubes pelo NRE de Irati:
De Irati:
CEFEP Presidente Costa e Silva (Irati) — Clube Raízes da Ciência. Coordenadora Mariana Mendes Mirkoski. Projetos:
De Guamiranga:
Colégio do Campo Professor Antonio Emílio Antonelli — Clube EduCampo Consciência Ativa. Coordenadora: Rosana Aparecida Ribeiro de Sene. Projetos:
De Fernandes Pinheiro:
Colégio Estadual Getulio Vargas — Clube M@ker GV (maker). Coordenador Sandro José Ramos. Projetos:
De Prudentópolis:
Colégio Estadual Alberto de Carvalho — Clube Quatro Elementos. Coordenadoras Mariel Guil Chociai e Terezinha Antonio. Projetos:
Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz — Clube Tijuco Preto. Coordenadores Carlos Eduardo Basso Christo e Carina Rampi. Projetos:
De Irati:
Escola Estadual Nossa Senhora das Graças — Clube EcoCientistas Ambientais. Coordenadora Elaine Pacheco Costa. Projeto:
De Laranjeiras do Sul, o Colégio Estadual Floriano Peixoto, com o clube Raízes do Saber, transformou a horta da escola em um “laboratório a céu aberto”, de acordo com a professora Jane Aparecida Lazare Pereira. Ela destaca a importância do projeto para o estudo do solo, compostagem e controle de pragas de forma orgânica. “Também trabalhamos a questão da segurança alimentar com uma horta totalmente livre de agrotóxicos. Nosso diferencial é estudar como esses alimentos beneficiam o organismo. Usando a pirâmide alimentar, mostramos que a ingestão desses produtos é uma fonte primordial de saúde.”
No Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, o Clube de Ciência Maker do Chico, do Colégio Estadual do Campo Chico Mendes, desenvolve abrigos de baixo custo para abelhas nativas sem ferrão. O projeto, que une saberes tradicionais e tecnologias inovadoras, utiliza técnicas de bioconstrução com taipa e telhados verdes, além de sensores conectados via Arduino (software).
O professor responsável, Cheperson Ramos, destaca que a bioconstrução é ideal para as abelhas nativas, que são sensíveis às variações de temperatura. “Tanto a taipa quanto o telhado verde oferecem inércia e isolamento térmico, mantendo a temperatura dentro dos abrigos mais constante e protegendo as colmeias”, explica.
Confira a lista dos clubes do NRE de Laranjeiras do Sul
De Cantagalo:
Colégio Estadual Elenir Linke — Clube Discípulos de Pasteur. Coordenadores Luana de Almeida Pereira e Luciana Kelnihar. Projetos:
Colégio Estadual Olavo Bilac — Desbravadores do Conhecimento. Coordenador Elton Pontarolo de Abreu. Projetos:
De Laranjeiras do Sul:
Colégio Estadual Indígena Kó Homũ — Clube Raízes do Saber (maker). Coordenadora Daiane de Freitas. Projetos:
Colégio Estadual Floriano Peixoto — Clube Raízes do Saber. Coordenadores Jane Aparecida Lazare Pereira e Robison Tiago Coradeli. Projetos:
De Quedas do Iguaçu:
Colégio Estadual do Campo Chico Mendes — Clube Maker do Chico (Maker). Coordenador Cheperson Ramos. Projetos:
Na região de Pitanga, o Colégio Estadual Adonis Morski, em Boa Ventura do São Roque, tem no Clube Adonis Com Ciência um projeto focado no impacto da coleta seletiva na vida dos trabalhadores. A professora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto explica que o objetivo é conscientizar a população para melhorar a coleta e, consequentemente, as condições de trabalho. “Os alunos já realizaram entrevistas com esses trabalhadores para entender um pouquinho da rotina deles e, com esses dados, a gente pretende trabalhar na conscientização da população”, diz.

Abaixo a lista dos clubes ligados ao NRE de Pitanga que foram ao Paraná Faz Ciência:
De Boa Ventura de São Roque:
Colégio Estadual Adonis Morski — Clube Adonis Com Ciência. Coordenadora Juliana Aparecida Freiberger Ghiotto. Projetos:
De Santa Maria do Oeste:
Colégio Estadual do Campo João Cionek — Cionekando com Ciência (maker). Coordenadora Milena Barcellos e Inêz Corrêa. Projetos:
Colégio Estadual Dr. João Ferreira Neves — Clube Pé Vermelho. Coordenadora Elizabete Pazio. Projetos:
A 1ª Mostra Científica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, com seus 30 clubes e mais de 70 projetos, promete mostrar a diversidade e o protagonismo dos jovens cientistas paranaenses, que usam a curiosidade para transformar a realidade e construir um futuro mais consciente.
Os clubistas atuaram em diferentes funções para construir o robô que entrou em ação na arena

Para os integrantes do ‘Nautilus Robotics’, Clube de Ciência do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Pinhais, a estreia na Off Season das Araucárias representou a primeira experiência em um evento de robótica educacional. O torneio, voltado ao fortalecimento das equipes de FTC (FIRST Tech Challenge) do Paraná e do Brasil, foi realizado na primeira semana de setembro, em Curitiba, e reuniu grupos de diferentes regiões do estado e de outros locais do país em uma programação que envolveu troca de conhecimento, competição e momentos de descontração.
Os clubistas de Pinhais viveram o evento com expectativa, diversão e descobertas que já vinham sendo cultivadas no laboratório durante a preparação. Na competição, esses elementos se intensificaram e ganharam novas dimensões. O clima, por exemplo, surpreendeu os integrantes. Ruan descreveu o momento como único. “Eu achei magnífico, foi sensacional. Eu nunca imaginaria participar de algo assim, mas gostei demais.” Para ele, a estreia superou suas projeções. “Minha expectativa era pilotar o robô e ficar em 9º, mas acabamos em 4º lugar! Para mim foi um feito muito massa, ainda mais na primeira vez.”
Se, para Ruan, a surpresa esteve no resultado, para Samuel o destaque foi a vivência completa que a competição proporcionou. “Foi uma sensação única. Trabalhar com um robô, tanto na parte de construção quanto na programação e ainda ser jogador, é extremamente legal. Eu diria que é uma emoção que não tem como descrever”, afirmou. Ele acrescentou que suas expectativas se confirmaram: “Para um primeiro campeonato, o 4º lugar só deu mais vontade de participar de muitos outros.”
O resultado alcançado reflete a rotina de aprendizado e preparação dos clubistas, que, divididos em equipes, construíram juntos o projeto, superando obstáculos individuais e coletivos. Na montagem, por exemplo, a paciência se mostrou essencial. “Às vezes é preciso desmontar tudo e montar de novo por causa de uma única peça”, conta João, integrante dessa equipe. Para Diuliano, um dos maiores desafios foi lidar com o coletivo. “Uma das coisas que eu tive que aprimorar foi a questão do trabalho em grupo.” Já Sarah, acrescentou outra dimensão do aprendizado: Aprender a ouvir mais. “Eu quis fazer do meu jeito e não deu muito certo”, disse entre risos. Essa experiência dentro do clube também se somou a apoios externos, fundamentais para a preparação da equipe.
Após o coordenador do clube, professor Guido Valmor Buss, inscrever o projeto dos participantes em um edital de incentivo à robótica educacional, promovido pela empresa StemOS, o grupo recebeu um kit completo de peças. O material deu fôlego extra aos trabalhos já em andamento no laboratório. Além disso, a equipe contou com a mentoria do Clube Acrux Robocep, do Colégio Estadual do Paraná, cuja experiência ajudou a orientar a montagem e fortalecer a preparação. Esses apoios reforçam que a robótica educacional se desenvolve em rede, com clubes, escolas e instituições compartilhando conhecimentos.
Para os estudantes, foi no percurso, entre peças, fios, códigos e apresentações que a ciência se revelou como prática coletiva, feita de cooperação, desafios superados e conquistas compartilhadas. Mais do que um resultado na arena, a participação na Off Season das Araucárias consolidou-se como um marco para o Nautilus Robotics e mostrou que o conhecimento desenvolvido no cotidiano do clube pode ganhar novas dimensões.
Estudantes conheceram diferentes espécies de abelhas-sem-ferrão e aprenderam sobre sua importância para a biodiversidade

No dia 16 de junho, os alunos do clube de ciências ‘Climatize-se’, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, participaram de uma visita técnica a um meliponário da região. Durante a visita, os clubistas puderam acompanhar de perto diversas colmeias de abelhas-sem-ferrão e aprender sobre o manejo e a preservação dessas espécies.
As abelhas-sem-ferrão pertencem ao grupo dos Meliponíneos e fazem parte da biodiversidade brasileira há milhões de anos. São responsáveis por cerca de 80% da polinização da mata nativa, desempenhando um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Os alunos puderam conhecer espécies como a Abelha Jataí (Tetragonisca sp), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a Bugia (Melipona mondury), além de entenderem como essas abelhas constroem seus ninhos, que podem estar em ocos de árvores, no solo, em muros, em telhados ou em caixas racionais desenvolvidas por meliponicultores.

A atividade foi realizada na propriedade do meliponicultor Valde Foss, de 33 anos. O interesse de Valde pelas abelhas surgiu ainda na infância, inspirado pelo avô. Desde então, passou a criar abelhas, e já adulto, se especializou no manejo de espécies sem ferrão. Hoje, ele atua como instrutor no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ministrando cursos de apicultura (abelhas com ferrão) e meliponicultura (abelhas-sem-ferrão) em diferentes municípios do Paraná.
Segundo o meliponicultor, atividades como as do clube de ciências ‘Climatize-se’ são necessárias para ampliar a conscientização sobre a importância desses insetos. “Quando falamos de abelhas, o pessoal só pensa em mel e ferrão. Porém, se a gente for ver, é o serviço de polinização que elas fazem que sustenta a vida no planeta. Por isso temos que valorizar as nossas abelhas-sem-ferrão”, defende.

A atividade foi organizada e acompanhada pela professora Katiane dos Santos, responsável pelo clube de ciências no Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli. Ela encontrou o meliponicultor Valde Foss por meio de um grupo de criadores de abelhas-sem-ferrão da região de Guarapuava e também com a indicação do professor Rafael Augusto Gregati, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Para a professora, as experiências práticas são fundamentais para que os alunos visualizem melhor o que estão estudando. “No clube, usamos a metodologia científica, mas quando eles vivenciam e observam de perto o objeto de pesquisa, conseguem absorver melhor o que eles estão pesquisando no clube.”
Tiago Vaz Machado, de 14 anos, faz parte do clube de ciências ‘Climatize-se’ e se impressionou com a espécie Plebeia lucii, considerada a segunda menor abelha do mundo. O que mais chamou a atenção do clubista foi a forma como essa espécie constrói o ninho e o trabalho coletivo das abelhas. No meliponário de Valde Foss, atualmente há mais de 80 espécies diferentes de abelhas-sem-ferrão.
Para o clubista Tiago, o contato direto com as abelhas foi fundamental para o aprendizado. “A gente já tem aulas práticas na escola, mas esse convívio com as abelhas e o conhecimento sobre outras espécies nos ajuda bastante. Muitos colegas querem seguir nessa área, então ajuda bastante no desenvolvimento e no nosso aprendizado”, comenta.
Em agosto, a professora Katiane também pretende realizar oficinas no colégio com apoio do Senar, para dar continuidade ao trabalho sobre as abelhas-sem-ferrão com os estudantes.

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