PROJETOS

Projetos do Napi

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

EVENTOS

II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Programa da Unicentro e da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência prepara nova temporada com ajustes a partir da avaliação do público

Este banner horizontal possui um fundo azul vibrante com um padrão de grade discreta. No centro da imagem, destaca-se o título "QUARTA COM CLUBES" em letras garrafais brancas e azuis. Acima do texto, há uma ilustração de mãos segurando um tablet que exibe um reprodutor de vídeo com o botão de play em evidência, sugerindo a exibição de conteúdo audiovisual. Na parte inferior, uma faixa branca com borda ondulada organiza os logotipos institucionais da Unicentro, Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, NAPI Paraná Faz Ciência, Fundação Araucária e do Governo do Estado do Paraná. No canto superior direito, encontra-se o selo do projeto Educart Geo. O conjunto visual utiliza uma paleta de cores institucional em azul, branco e amarelo, apresentando um design limpo e educativo.

A Quarta com Clubes (QcC) vai voltar em 2026 e com novidades. A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) definiram as diretrizes da nova temporada do programa, criado para apoiar projetos de pesquisa desenvolvidos por professores e estudantes nos clubes de ciências das escolas do Paraná.

A primeira temporada reuniu dez lives, realizadas entre 28 de maio e 26 de novembro de 2025, com 1.400 visualizações e debates sobre temas científicos estratégicos para os clubes escolares.

Entre os assuntos abordados estiveram abelhas, água, óleos essenciais, educação ambiental, relações étnico-raciais, robótica, hortas urbanas, dengue, florestas e saúde única. O Top 3 em audiência foi composto pelas transmissões sobre abelhas, em destaque e na sequência o programa sobre água e depois sobre robótica.

A live de estreia, dedicada às abelhas, com a professora Maria Luisa Tunes Buschini como convidada, foi a mais assistida. Para a pesquisadora da Unicentro, iniciativas como a Quarta com Clubes cumprem um papel importante na divulgação científica.

Professora Doutora Maria Luisa Tunes Buschini em registro da live de estreia da Quarta com Clubes em 2025 (Foto/Reprodução YouTube)

“Projetos como esse atingem um alvo bem importante, por fazer uma conexão entre a ciência, a educação pública e a educação de maneira geral”, destacou Maria Luisa. A pesquisadora também comemorou o resultado de audiência da live. “Fico realmente feliz com essa notícia. Achei muito bacana o convite e gostei muito de participar. Falar sobre abelhas é sempre importante, porque muitas vezes as pessoas não conhecem o papel fundamental que elas têm nos ecossistemas.”

Aproximação entre universidade e escola

Outro tema de grande interesse do público foi água, apresentado pela professora Ana Lúcia Suriani Affonso, também da Unicentro. Para ela, o programa cria um espaço relevante de diálogo entre universidade e educação básica.

“Foi extremamente gratificante participar. É um momento em que podemos divulgar as pesquisas desenvolvidas na universidade e também aproximar esse conhecimento da realidade das escolas”, afirmou.

Segundo a professora, o contato com professores da rede básica ajuda a compreender as demandas que surgem dentro das escolas. “Essa troca de experiências é muito importante. Muitas vezes os professores trazem dúvidas e necessidades que ajudam a orientar novas pesquisas e atividades.”

Professora Ana Lúcia Suriani no programa Quarta com Clubes com o tema água (Foto/Reprodução YouTube)

Já a live sobre robótica, conduzida pelo professor Breno Ferraz, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), destacou o potencial da tecnologia no ensino científico.

“Foi uma grande satisfação participar da Quarta com Clubes. A live foi uma oportunidade importante para compartilhar o trabalho que desenvolvemos com robótica educacional e dialogar com interessados no tema”, disse.

Para o pesquisador, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar a comunidade da ciência. “A robótica educacional tem grande potencial para despertar o interesse dos alunos e desenvolver habilidades como criatividade, pensamento lógico e resolução de problemas.”

Professor Breno Ferraz, da UEM, durante o programa sobre robótica, da Quarta com Clubes (Foto/Reprodução YouTube)

Formação científica para professores

O objetivo do “Quarta com Clubes” é oferecer formação científica para professores que orientam projetos de pesquisa nos clubes escolares, aproximando o conhecimento produzido nas universidades da prática pedagógica nas escolas.

Na estreia do programa, por exemplo, professores da rede básica puderam enviar perguntas e discutir aplicações práticas das pesquisas apresentadas. A professora Katiane dos Santos, coordenadora do clube Climatize-se, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, em Guarapuava, relatou que a atividade trouxe novas ideias para o trabalho desenvolvido com os estudantes.

“A live foi muito interessante e trouxe várias ideias para trabalhar de forma mais investigativa com os alunos. Essa troca com a universidade nos ajuda a refletir sobre o que fazemos na escola e inspira novas propostas de pesquisa”, contou.

Mudanças para a nova temporada

A principal mudança prevista para 2026 será no formato do programa. As transmissões deixarão de ser simultâneas e passarão a ser gravadas, com o objetivo de qualificar a produção e melhorar a organização dos conteúdos. Mesmo com a mudança, a periodicidade quinzenal será mantida. Outro avanço previsto é a produção de cortes para divulgação nas redes sociais, ampliando o alcance de público e das discussões. 

Os temas já previstos para a nova temporada são:

A Quarta com Clubes é organizada pelo grupo de pesquisa e extensão EducartGeo – Educação Geográfica e Cartografia para Escolares, da Unicentro, em parceria com a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. As lives estão disponíveis no canal EducartGeo.

A expectativa da coordenação é que a nova temporada amplie ainda mais o alcance da iniciativa e fortaleça a integração entre universidade, professores e estudantes da educação básica.

Acompanhe mais atividades dos clubes de ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Com presença em feiras, conferências e até na COP30, clubes da Unicentro levam a emergência climática e a cidadania juvenil ao debate. Articuladora institucional avalia os passos

A imagem registra um grupo de seis participantes, entre estudantes e orientador, em uma feira de ciências diante de um banner do projeto "Transformando óleo usado em sabão e consciência ambiental", do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas (Pinhão-PR). Dois adultos estão em pé nas extremidades, enquanto quatro jovens com uniformes azul-marinho do Governo do Paraná estão sentados à frente de uma mesa com frascos de laboratório, incluindo uma integrante em cadeira de rodas. O painel central detalha a problemática do descarte incorreto de óleo e os resultados obtidos com a produção de sabão ecológico, em um ambiente de exposição repleto de outros estandes e trabalhos educativos ao fundo.
Clube ‘Reóleo’, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas (Pinhão-PR), orientado pelo professor Diórgenes Veres Ronik, apresenta o projeto ‘ Transformando óleo usado em sabão e consciência ambiental’ (Foto/Arquivo pessoal)

Do chão da escola às discussões globais na COP30, o ano de 2025 foi marcado pela consolidação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na região centro-sul do Paraná, a partir da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Sob a articulação institucional da professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, clubes das escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga encerraram o ano com participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais, além de premiações e reconhecimento público.

“A Rede de Clubes de Ciências tem se configurado como um potente meio de formação científica e cidadã de jovens da educação básica e de professores”, destaca Marquiana. Segundo ela, o ano de 2025 evidenciou a contribuição do programa ao colocar estudantes e docentes em espaços estratégicos de debate e divulgação científica.

Atualmente, a articulação da Unicentro abrange 30 escolas, cinco delas vinculadas à rede Maker. O foco está na educação científica pautada na cidadania juvenil, com a mitigação da emergência climática no horizonte de atuação.

Fieg abre calendário de feiras

A experiência dos clubistas em feiras começou pela própria região. Em junho, a 1ª Feira Itinerante das Escolas do NRE de Guarapuava (Fieg), realizada no Colégio Cívico-Militar Manoel Ribas, reuniu 50 projetos da região e evidenciou a força da iniciação científica local.

Luísa Caliço dos Santos, Maria Luísa Zacharski Rosa, Luísa Mazur e Juan Pablo Patarroyo apresentaram o projeto vencedor na Fieg ‘A importância das abelhas na sustentabilidade paranaense e na biodiversidade da Mata Atlântica’, durante a Fieg (Foto/Thiago de Oliveira)

Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro lugar ficou com o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, com pesquisa sobre a importância das abelhas. O segundo lugar foi para o Clube Raízes da Ciências, de Irati, com mapeamento de árvores, e o terceiro, para o Clube Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli, com um projeto em realidade virtual sobre a vida de uma abelha-operária.

Estudantes reunidos no saguão do Colégio Manoel Ribas durante abertura da Fieg (Foto/Thiago de Oliveira)

Mostra no Paraná Faz Ciência reúne mais de 100 trabalhos

Guarapuava sediou o Paraná Faz Ciência em 2025, o maior evento científico do estado. Nele, a Rede de Clubes promoveu sua primeira mostra científica com a participação de clubes de diferentes regiões do Estado. Ao todo, foram apresentados mais de 120 trabalhos.

Clubistas do Ecotransformadores, do Colégio Cívico-Militar Heitor Rocha Kramer, apresentam projeto na 1ª Mostra Científica dos Clubes de Ciências (Foto/Thiago de Oliveira)

“O envolvimento de jovens e professores mostrou o que já tem sido feito de ciência na escola”, afirma a coordenadora. Segundo Marquiana, o número expressivo de projetos demonstra que a produção científica escolar vai além da sala de aula e alcança a comunidade. 

Mais de 40 mil pessoas passaram pela feira entre 29 de setembro e 3 de outubro. Em 2026, quem sedia o evento é a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Cascavel.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, esteve presente no encerramento do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Unicentro)

Destaque na XIV FIciências

A participação na FIciências, promovida pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro, foi a primeira a colocar a Rede de Clubes da Unicentro em intercâmbio internacional de projetos. O evento reuniu estudantes do Paraná, de outros estados e também de países fronteiriços, como Paraguai e Argentina.

Tiago Vaz Machado, Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli (Foto/Mathias Trindade)

Um dos destaques foi o estudante Tiago Vaz Machado, do Clube Climatize-se, que conquistou o Prêmio de Aclamação Popular com o vídeo “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária”, alcançando mais de 22 mil visualizações nas redes sociais.

“Tivemos destaque nesse evento, com reconhecimento público de um dos nossos cientistas mirins”, pontua Marquiana.

Delegação do Colégio Pedro Carli se preparando para viajar a Foz do Iguaçu (Foto/Arquivo Pessoal)

FECCI trouxe oito premiações

Em novembro, a delegação da Unicentro participou da Feira de Cultura Científica (Fecci), em Curitiba, com cerca de 150 representantes entre estudantes, professores e acadêmicos. Foram 37 projetos apresentados por 21 clubes. Ao todo, oito projetos foram premiados, com colocações em diferentes categorias e reconhecimentos também na produção audiovisual.“

O prêmio é uma forma de reconhecimento, mas o mais importante é o número significativo de trabalhos selecionados e a participação dos jovens”, avalia a coordenadora.

Professora Juliana acompanhada de quatro clubistas recebeu a premiação do ‘Meu Clube é Show’. O Clube Adonis Com Ciência venceu a categoria ‘Comunicação’ (Foto/Arquivo Pessoal)

Entre os destaques estiveram o projeto “Detecta Cio”, do Puma Science Club, de Pinhão, vencedor em Inovação Tecnológica; o Clube Raízes da Ciência, de Irati, premiado em Ciências Sociais Aplicadas; e o Clube EcoCientistas Visionários, de Guarapuava, com dois prêmios em Ciências Humanas. O Clube Adonis Com Ciência, de Boa Ventura do São Roque, também foi premiado.

Estudantes do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli apresentam o projeto “Modelo didático do desenvolvimento da abelha mirim: da fase ovo ao adulto” na Fecci 2025 (Foto/Clube @climatize_se)

Conferência Nacional e COP30

A pauta climática esteve no centro das ações da rede em 2025. A clubista Pyetra Heller, do Colégio Estadual Padre Chagas, foi selecionada para representar o Paraná na Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Junto ao seu professor, Emerson de Souza, levou propostas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas para o debate em nível nacional. Ela e os outros estudantes entregaram ao presidente Lula e ao ministro da educação, Camilo Santana, uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que foi levada à Cúpula de Líderes da COP30, realizada em novembro, em Belém.

Pyetra Heller e o professor Emerson de Souza, na Feira de Projetos, apresentando o trabalho na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (Foto/Arquivo Pessoal)

E por falar em COP30, quatro clubes participaram da conferência da ONU, em Belém, nas atividades promovidas pelo Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP). A delegação contou com oito jovens, quatro professores da educação básica, além de acadêmicos e docentes da Unicentro.

Delegação do Paraná durante a visita em Brasília, na praça dos Três Poderes (Foto/Arquivo Pessoal)

Durante o evento, os representantes participaram de palestras, proposições e discussões no fórum público, defendendo a educação como eixo estratégico na agenda climática. No fim, elaboraram, junto a participantes de França, Colômbia e Chile, o Manifesto de Belém, também chamado de ‘Carta da Terra’. O documento foi entregue às autoridades máximas da Conferência.

As alunas Isabelle Burnout e Bruna Wolf Battistelli e a professora Ariane Andrade Bianco, do Colégio Estadual Carneiro Martins, em auditório da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) (Foto/Thiago de Oliveira)

“A agenda climática é um dos temas mais relevantes da nossa sociedade. Educar para a ciência é educar para a cidadania, para formar jovens bem informados e comprometidos com a transformação social”, afirma Marquiana.

Comitiva do Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP) em Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Formação continuada e expectativas para 2026

Além das participações em eventos, 2025 foi marcado por formações continuadas, reuniões e orientações aos professores da Rede Clubes. Para a coordenadora Marquina, o trabalho realizado nas escolas é fundamental para os resultados alcançados.

“Precisamos reconhecer o trabalho dos professores que estão na base, diretamente com os jovens. Eles fizeram toda a diferença”, ressalta.

Para 2026, a expectativa é de aprofundamento das pesquisas iniciadas no ano anterior, ampliação da participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais e nova presença expressiva na Fecci, já agendada para novembro, em Curitiba.

“Nós acreditamos que o pensamento científico é essencial para a transformação social. Em um tempo de desinformação, formar jovens com pensamento crítico, lógico e baseado em dados é uma necessidade”, conclui Marquiana.

Ao revisitar 2025, a Rede de Clubes de Ciências da Unicentro confirma que a ciência produzida na escola está formando futuros pesquisadores, fortalecendo a cidadania e ampliando o alcance social do conhecimento na região.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Experiência em Belém reuniu estudantes do Brasil, França, Colômbia e Chile em uma semana de intercâmbio científico e produção de propostas climáticas

Um grupo de aproximadamente vinte adolescentes e adultos, em pé, posando juntos em um ambiente interno. Eles estão alinhados, segurando duas grandes bandeiras à frente: uma branca com o logo da Unicentro Paraná em preto e amarelo, e outra que é a bandeira do Paraná (verde, branco e azul). O grupo veste roupas casuais de verão, como shorts e camisetas. A cena é emoldurada por uma grande parede ao fundo, totalmente coberta por um mural ricamente colorido, vibrante e detalhado, que apresenta figuras humanas e padrões que remetem à arte folclórica ou indígena, sob uma iluminação interna suave.
Clubistas reunidos no Museu Emílio Goeldi (Foto/Thiago de Oliveira)

A ciência produzida na Educação Básica do Paraná ganhou alcance internacional durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Entre 10 e 14 de novembro, uma delegação articulada pela Unicentro participou das atividades do Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP), em Belém, apresentando pesquisas, debatendo soluções locais e contribuindo para a redação do Manifesto de Belém, o documento que reivindica que a educação seja reconhecida como pilar estratégico da agenda climática mundial.

A articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana Gomes, destacou a trajetória que levou os estudantes ao encontro global. “As ações que os jovens têm feito aqui são uma culminância de um trabalho coletivo, que vem sendo desenvolvido há pelo menos dois anos. Eles puderam partilhar essa experiência com outros jovens de várias regiões do Brasil, como Pernambuco e Ceará, e também de outros países”, explica.

Coordenadora nacional do GYCP e professora da Unicentro, Adriana Kataoka reforçou o alcance político e cultural da participação paranaense. “Realmente superou as expectativas. Vimos a riqueza e a diversidade dos trabalhos, como cada cultura e cada região encara e resolve os seus problemas. E isso mostra que preservar a Amazônia passa necessariamente pelo cuidado com os povos originários”, reforça a professora.

Ao centro, Adriana Kataoka e Marquiana de Freiras Vilas Boas Gomes (Foto/Thiago de Oliveira)

Protagonismo paranaense na COP30

Ao todo, onze estudantes articulados pela Unicentro participaram da programação do GYCP, em Belém. Entre eles, oito jovens cientistas de Guarapuava, parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência vivenciaram uma semana de imersão, dialogando com estudantes da França, Colômbia e Chile – incluindo a Ilha de Páscoa -, apresentando pesquisas e contribuindo para a elaboração coletiva da Carta da Terra, que reúne reivindicações e propostas de ação climática para o triênio 2025–2028.

O ponto alto da participação para os clubistas ocorreu no dia 12, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde os estudantes defenderam projetos que transformam problemas locais em soluções aplicadas.

Os temas das apresentações incluíram saneamento, monitoramento ambiental, biodiversidade e preservação dos arroios urbanos. Raul Ramos, do Colégio Estadual Padre Chagas, avaliou o que viu. “Cada projeto tem uma ideia muito brilhante, pela necessidade criada dentro da região e pela inovação na resolução dos problemas”.

Bruna Wolf Battistelli, do Colégio Estadual Carneiro Martins, ressaltou a troca com jovens pesquisadores de outros países. “Eram muito mais pessoas e eram jovens que também desenvolvem projetos. É legal compartilhar um pouco do que fazemos na nossa sociedade”, contou a estudante.

A professora de Bruna, Ariane Andrade Bianco, celebrou a participação. “É uma oportunidade ímpar para eles. Tenho certeza de que vão sair daqui outras pessoas, com perspectivas muito mais maduras.”

As alunas Isabelle Burnout e Bruna Wolf Battistelli e a professora Ariane Andrade Bianco, do Colégio Estadual Carneiro Martins, em auditório da UFRA (Foto/Thiago de Oliveira)

Para Tiago Vaz Machado, aluno do Colégio de Ensino Integral Professor Pedro Carli, a experiência ampliou o sentido do engajamento climático.“Não é apenas discutir algumas coisas, é colocar em prática. Acho que conseguimos levar isso para a nossa cidade e desenvolver o projeto lá.”

Intercâmbio cultural e responsabilidade global

A diversidade de realidades trouxe novas camadas ao debate climático. O estudante francês Martin Zdunek refletiu sobre sua própria posição. “Somos nós, os europeus, os Estados Unidos, a China, os países mais ricos, que criamos esses problemas. E as repercussões são muito mais graves aqui no Brasil.”

Da Ilha de Páscoa, a professora Angela Pakarati compartilhou a rotina de impactos ambientais na pequena ilha do Pacífico. “Recebemos todos os dias uma tartaruga com uma rede, um golfinho ferido. Qual é a sua solução para o cuidado do planeta? A minha forma é reciclando.”

Estudantes, professores e pesquisadores no diálogo sobre oceanos. Angela é a primeira pessoa à direita (Foto/Thiago de Oliveira)

Para as estudantes paranaenses, o encontro gerou conexões e aprendizado linguístico. Izadorah Estrella, do Colégio Estadual Padre Chagas, comentou sobre as interações. “Fiz muitas amizades, principalmente com o pessoal de fora. Aproveitamos para treinar inglês e espanhol e refletir em conjunto”, conta.

A professora Crissiane Loyse Luz, do Colégio Estadual Cristo Rei, avaliou o impacto formativo nos alunos. “Eles estão se tornando protagonistas e debatendo a importância das ações de mitigação das mudanças climáticas.”

Nicoli dos Santos Castilho Nuskovski, 13 anos, aluna do Cristo Rei também celebrou os encontros. “Foi muito divertido conhecer novas pessoas e interagir com elas. Acho que todas foram muito bem nas apresentações.”

Clubistas e professores no Aeroporto de Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Manifesto de Belém

A participação dos jovens culminou na elaboração do Manifesto de Belém, também chamado de “Carta da Terra”, documento assinado por todos os presentes e pelos 58 mil jovens do Pacto Global de Jovens pelo Clima.

O texto afirma que a crise climática não é apenas ambiental, mas também social, econômica, ética e educativa, e denuncia a lentidão das ações governamentais. O manifesto defende que nenhum acordo climático será efetivo sem uma transformação profunda nos sistemas educacionais.

Entre as principais reivindicações estão:

O documento encerra afirmando que “a educação é clima, economia e justiça” e que não haverá desenvolvimento sustentável enquanto conhecimento e ação seguirem dissociados.

Toda a comitiva do GYCP em Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Legado

Após uma semana intensa, que incluiu atividades em pontos turísticos como o Ver-o-Peso, Forte do Presépio e Museu Emílio Goeldi, os jovens retornam ao Paraná com novas perspectivas, experiências científicas e um compromisso político traduzido na Carta da Terra.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Os grilos são o principal objeto de estudo do Clube do Colégio Ceretta

A imagem mostra uma sala de aula equipada como um laboratório, com alunos sentados em cadeiras giratórias ao redor de mesas brancas. A professora, vestida com um jaleco branco, está de costas para a câmera, aparentemente explicando algo para a turma. Os alunos, vestindo uniformes escolares cinza com detalhes vermelhos e pretos, exibem diferentes expressões e posturas – alguns atentos à professora, outros conversando ou olhando para os materiais em suas mesas. Alguns seguram folhas de papel e estojo de materiais escolares. O ambiente tem paredes revestidas com azulejos brancos, prateleiras com caixas e materiais organizados ao fundo, e um ventilador fixado na parede. No primeiro plano, um notebook está aberto, exibindo uma tela com um sistema online. O cenário sugere uma aula prática em um laboratório escolar.
Alunos do Clube de Ciência no Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Ma. Cândido Rondon, no laboratório onde fazem as atividades do Clube (Foto/Arquivo Pessoal)


No Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Marechal Cândido Rondon, centro-oeste do estado, os estudantes estão desbravando o universo dos insetos. Junto da professora Lilian Bortoluzzi, os integrantes do Clube de Ciências têm se dedicado a estudar a entomologia, área da biologia que investiga a vida dos insetos e sua interação com o meio ambiente.

Os insetos são o grupo de animais com o maior número de espécies catalogadas no planeta e desempenham papéis essenciais na natureza, como polinização e decomposição de matéria orgânica.

No clube, uma das atividades é a criação de grilos, atividade que permitiu aos estudantes analisarem aspectos morfológicos, fisiológicos e comportamentais desses animais.

“Foi muito interessante observar como os grilos produzem som, se alimentam e se comportam. Conseguimos diferenciar os (grilos) jovens de adultos, machos de fêmeas, ver as fêmeas realizando a postura dos ovos, acompanhar o nascimento dos filhotes e testemunhar a equidise, que é a troca de exoesqueleto”, relatam os participantes do projeto.

Os estudantes entendem que o estudo dos insetos pode proporcionar alternativas para aproveitá-los ainda mais na conservação da biodiversidade e na sustentabilidade. O Clube de Ciências do Colégio Ceretta faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reúne cerca de 245 clubes em todo o estado. O projeto incentiva o pensamento científico e o protagonismo estudantil. Para saber mais sobre o Projeto, acesse no Instagram ou pelo site