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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Alunos puderam conhecer pesquisas e inovações ligadas ao setor rural da região

Esta imagem mostra um grupo de estudantes reunido em volta de uma mesa com pequenos terrários e recipientes transparentes contendo insetos e outros pequenos animais. Uma aluna segura um inseto na palma da mão enquanto os colegas observam com curiosidade; uma outra estudante usa o celular para fotografar o momento. Há também um adulto (provavelmente monitor ou orientador) auxiliando na atividade. O ambiente parece educativo, com cartazes ao fundo.
Clubistas interagindo com insetos na Fazendinha – Via Rural (Foto/Isabella Abrão)

A 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026), realizada entre os dias 10 e 19 de abril, bateu recorde de público. Segundo a assessoria de imprensa do evento, só a Via Rural Smart Farm recebeu em torno de 200 mil pessoas. Entre os visitantes, dois clubes de ciência articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

A Fazendinha, como o espaço é conhecido, destaca-se por trazer inovações e pesquisas, além de fortalecer a educação sobre a fauna rural. Por isso, é o principal foco das visitas escolares, conectando o campo com a sociedade. As equipes que estiveram por lá são do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina, e do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. 

O clube de Londrina é o Litterae Ludus, coordenado pela professora Franciela Zamariam. Para a docente, a visita fortalece a metodologia científica, já que os estudantes passam a ter maior contato com diferentes estudos da região. “Uma atividade exploratória, buscando aprofundar questões de aprendizagem científica”, esclarece.

A imagem mostra um grupo de alunos e professores posicionado na entrada de um evento, com um grande portal exibindo “EXPO Londrina 2026”. Os estudantes vestem uniformes e estão organizados lado a lado para uma foto coletiva. Algumas pessoas seguram objetos como garrafas de água e caixas térmicas. O ambiente é externo, com bastante luz natural, indicando um momento de visita ou passeio educativo.
Equipe do clube Litterae Ludus (Foto/Isabella Abrão)

O Discovery Kennedy’s, clube de Rolândia, já foca bastante em investigar a área ambiental do município e aproveitou para intensificar esse conhecimento. Segundo a professora coordenadora, Eglaia Cheron, os alunos visitaram a ExpoLondrina “com foco na Fazendinha, projetos de APIs [Abelhas Apis mellifera], projeto com borboletas e de sericultura [criação do bicho-da-seda].”

A imagem mostra uma foto em estilo “selfie”, onde uma mulher está sorrindo em primeiro plano, usando chapéu e óculos escuros. Ao fundo, há um grande grupo de estudantes uniformizados reunidos em frente a um banner com o nome “Fazendinha” e “Sejam Bem-Vindos”. O clima é de excursão escolar, com todos posando de forma descontraída ao ar livre.
Equipe do clube Discovery Kennedy’s (Foto/Arquivo Pessoal)

A ExpoLondrina, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), já é consolidada como um dos maiores e mais completos eventos agropecuários da América Latina. O espaço da Via Rural Smart Farm é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) em parceria com a UEL.

Unindo teoria e prática, equipe investiga como ocorre a propagação do calor e transforma experimentos em receitas

A imagem mostra um grupo grande de adolescentes e alguns adultos reunidos ao ar livre, posando para uma foto. Eles estão organizados em duas fileiras: alguns agachados na frente e outros em pé atrás. A maioria veste uniforme escolar azul-escuro. Ao fundo, há uma parede clara com um desenho de uma árvore feito com vários recortes coloridos em formato de mãos, formando a copa da árvore. À direita, há um pequeno cartaz colorido com desenhos e elementos decorativos. O grupo parece descontraído: muitos estão sorrindo, fazendo gestos com as mãos (como sinal de positivo ou poses informais). A iluminação indica que é dia, com sol forte iluminando a cena.
Equipe do clube de ciências Forno Solar (Foto/Isabella Abrão)

Já imaginou assar um bolo de chocolate usando o sol? O que para muitos pode parecer muito difícil e até pouco realista, para os alunos do clube de ciências Forno Solar é apenas uma atividade comum. A equipe pertence ao Colégio Estadual Dr. Willie Davids, em Londrina, e investiga como o calor se propaga. Com esse conhecimento, os estudantes estão criando fornos solares em sala de aula. 

O “forno solar” é um dispositivo sustentável que converte a luz do sol em calor, possibilitando o cozimento ou fritura. Uma solução eficaz para enfrentar problemas de acesso e custo de energia. No clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a turma já estudou sobre os métodos do forno de caixa e forno parabólico. O primeiro, por exemplo, usa a técnica do efeito estufa para assar de forma lenta. Já o segundo, concentra os raios solares em um ponto e atinge altas temperaturas rapidamente.

Esta imagem mostra duas panelas pretas vistas de cima, posicionadas lado a lado dentro de uma espécie de caixa ou estrutura revestida com material metálico refletivo (parecido com papel alumínio). Dentro das panelas há bolo de chocolate. Uma delas tem um cabo visível voltado para a direita. Parte do braço de uma pessoa aparece no canto direito da imagem, sugerindo que alguém está manipulando ou observando as panelas. O ambiente parece improvisado, como um experimento ou preparo artesanal.
Bolo assado no forno de caixa construído pela turma (Foto/Isabella Abrão)

Segundo o professor Thiago Miashiro, coordenador do projeto, a temática é fundamental para reforçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “No clube de ciências, o aluno necessita aplicar vários conceitos que eles aprenderam – de física, matemática e na parte de química – dentro dos projetos. Então, os conceitos de calor, temperatura, radiação, toda essa parte teórica, ele vai ter que aplicar na parte prática”, destaca.

Durante as experiências, a equipe já aproveitou para fazer várias receitas, incluindo assar bolos e marshmallows. O docente explica que a turma tem usado materiais de baixo custo e que estejam disponíveis localmente, como reciclados e restos de antenas parabólicas. A partir desses testes, os alunos avaliam o desempenho dos fornos em diferentes condições ambientais.

Agora, o objetivo é continuar testando com outros tipos de fornos solares, utilizando o apoio de novos equipamentos. “Com os materiais chegando, a gente consegue melhorar a eficácia do forno solar e, assim, a gente consegue assar em menor tempo com diferentes ingredientes e receitas”, conta Miashiro. “A ideia é a gente conseguir juntar até a parte de robótica e da energia das placas solares, para que tenha um forno automatizado.”

Mais do que avançar nas pesquisas do clube, a expectativa para esse ano é apresentar os resultados do projeto. O clube pretende repetir o feito do ano passado, quando teve um trabalho aprovado na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI – Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba. “Alguns alunos conseguiram permanecer desde o clube passado, então eles já estão perguntando se vai ter a feira de ciências, a FECCI, novamente”, revela o professor.
Acompanhe mais notícias sobre os Clubes de Ciências na página de Notícias do NAPI Paraná Faz Ciência ou pela rede social Instagram @clubesparanafazciencia .

Os encontros discutem questões que envolvem a cultura científica e os clubes de ciência na Educação Básica

A imagem mostra duas pessoas sentadas lado a lado em uma mesa escura, envolvidas em uma atividade de estudo ou trabalho. A cena foca principalmente nas mãos e nos materiais sobre a mesa. Uma das pessoas está escrevendo com uma caneta em uma folha de papel que contém exercícios ou anotações. A outra segura uma caneta marca-texto, como se estivesse explicando ou revisando o conteúdo. Sobre a mesa há um notebook aberto, um caderno espiral, folhas soltas, um marca-texto com tampa rosa e um smartphone com a tela voltada para cima. A organização dos materiais e a postura das mãos sugerem um momento de colaboração, revisão de conteúdo ou realização de tarefas escolares. O ambiente transmite concentração e trabalho em equipe.
O curso para professores será válido para progressão de carreira (Foto/Canva)

As atividades do curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” voltaram. Desde 23 de fevereiro, professores que participam da Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência deram início à segunda parte da formação, uma sequência de um curso realizado anteriormente, em 2024.

Os encontros estão sendo promovidos no formato remoto assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). No total, são 15 módulos de 4 horas cada, com duração de duas semanas não prorrogáveis. A primeira etapa ocorreu entre 15 de setembro e 23 de novembro de 2025. Agora, as aulas estão previstas para serem finalizadas em 13 de agosto deste ano.

O objetivo é aprofundar temáticas sobre os clubes de ciência em escolas da Educação Básica. Assim, espera-se trazer maior domínio de diferentes aspectos educacionais, além de potencializar o trabalho com os alunos clubistas e com o próprio clube. A participação é obrigatória para docentes das escolas e BTNS (Bolsistas Técnicos de Nível Superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior parceiras do NAPI PRFC.

Professores que assumiram clubes recentemente também devem se juntar ao curso e, em breve, terão acesso às atividades anteriores da formação. No final, será disponibilizado um certificado com 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Serviço

Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”

Formato: remoto assíncrono

Período: 15/9/2025 a 23/2/2026