Alunos puderam conhecer pesquisas e inovações ligadas ao setor rural da região

A 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026), realizada entre os dias 10 e 19 de abril, bateu recorde de público. Segundo a assessoria de imprensa do evento, só a Via Rural Smart Farm recebeu em torno de 200 mil pessoas. Entre os visitantes, dois clubes de ciência articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A Fazendinha, como o espaço é conhecido, destaca-se por trazer inovações e pesquisas, além de fortalecer a educação sobre a fauna rural. Por isso, é o principal foco das visitas escolares, conectando o campo com a sociedade. As equipes que estiveram por lá são do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina, e do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia.
O clube de Londrina é o Litterae Ludus, coordenado pela professora Franciela Zamariam. Para a docente, a visita fortalece a metodologia científica, já que os estudantes passam a ter maior contato com diferentes estudos da região. “Uma atividade exploratória, buscando aprofundar questões de aprendizagem científica”, esclarece.

O Discovery Kennedy’s, clube de Rolândia, já foca bastante em investigar a área ambiental do município e aproveitou para intensificar esse conhecimento. Segundo a professora coordenadora, Eglaia Cheron, os alunos visitaram a ExpoLondrina “com foco na Fazendinha, projetos de APIs [Abelhas Apis mellifera], projeto com borboletas e de sericultura [criação do bicho-da-seda].”

A ExpoLondrina, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), já é consolidada como um dos maiores e mais completos eventos agropecuários da América Latina. O espaço da Via Rural Smart Farm é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) em parceria com a UEL.
Unindo teoria e prática, equipe investiga como ocorre a propagação do calor e transforma experimentos em receitas

Já imaginou assar um bolo de chocolate usando o sol? O que para muitos pode parecer muito difícil e até pouco realista, para os alunos do clube de ciências Forno Solar é apenas uma atividade comum. A equipe pertence ao Colégio Estadual Dr. Willie Davids, em Londrina, e investiga como o calor se propaga. Com esse conhecimento, os estudantes estão criando fornos solares em sala de aula.
O “forno solar” é um dispositivo sustentável que converte a luz do sol em calor, possibilitando o cozimento ou fritura. Uma solução eficaz para enfrentar problemas de acesso e custo de energia. No clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a turma já estudou sobre os métodos do forno de caixa e forno parabólico. O primeiro, por exemplo, usa a técnica do efeito estufa para assar de forma lenta. Já o segundo, concentra os raios solares em um ponto e atinge altas temperaturas rapidamente.

Segundo o professor Thiago Miashiro, coordenador do projeto, a temática é fundamental para reforçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “No clube de ciências, o aluno necessita aplicar vários conceitos que eles aprenderam – de física, matemática e na parte de química – dentro dos projetos. Então, os conceitos de calor, temperatura, radiação, toda essa parte teórica, ele vai ter que aplicar na parte prática”, destaca.
Durante as experiências, a equipe já aproveitou para fazer várias receitas, incluindo assar bolos e marshmallows. O docente explica que a turma tem usado materiais de baixo custo e que estejam disponíveis localmente, como reciclados e restos de antenas parabólicas. A partir desses testes, os alunos avaliam o desempenho dos fornos em diferentes condições ambientais.
Agora, o objetivo é continuar testando com outros tipos de fornos solares, utilizando o apoio de novos equipamentos. “Com os materiais chegando, a gente consegue melhorar a eficácia do forno solar e, assim, a gente consegue assar em menor tempo com diferentes ingredientes e receitas”, conta Miashiro. “A ideia é a gente conseguir juntar até a parte de robótica e da energia das placas solares, para que tenha um forno automatizado.”
Mais do que avançar nas pesquisas do clube, a expectativa para esse ano é apresentar os resultados do projeto. O clube pretende repetir o feito do ano passado, quando teve um trabalho aprovado na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI – Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba. “Alguns alunos conseguiram permanecer desde o clube passado, então eles já estão perguntando se vai ter a feira de ciências, a FECCI, novamente”, revela o professor.
Acompanhe mais notícias sobre os Clubes de Ciências na página de Notícias do NAPI Paraná Faz Ciência ou pela rede social Instagram @clubesparanafazciencia .
Os encontros discutem questões que envolvem a cultura científica e os clubes de ciência na Educação Básica

As atividades do curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” voltaram. Desde 23 de fevereiro, professores que participam da Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência deram início à segunda parte da formação, uma sequência de um curso realizado anteriormente, em 2024.
Os encontros estão sendo promovidos no formato remoto assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). No total, são 15 módulos de 4 horas cada, com duração de duas semanas não prorrogáveis. A primeira etapa ocorreu entre 15 de setembro e 23 de novembro de 2025. Agora, as aulas estão previstas para serem finalizadas em 13 de agosto deste ano.
O objetivo é aprofundar temáticas sobre os clubes de ciência em escolas da Educação Básica. Assim, espera-se trazer maior domínio de diferentes aspectos educacionais, além de potencializar o trabalho com os alunos clubistas e com o próprio clube. A participação é obrigatória para docentes das escolas e BTNS (Bolsistas Técnicos de Nível Superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior parceiras do NAPI PRFC.
Professores que assumiram clubes recentemente também devem se juntar ao curso e, em breve, terão acesso às atividades anteriores da formação. No final, será disponibilizado um certificado com 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”
Formato: remoto assíncrono
Período: 15/9/2025 a 23/2/2026