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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Vinculadas aos Clubes de Ciências da Unespar, alunas foram aprovadas no vestibular da própria instituição

Três participantes, duas estudantes e uma orientadora, posam sorrindo em um estande da FECCI. Ao fundo, há pôsteres sobre pesquisas científicas, e sobre a mesa estão materiais e amostras usadas na apresentação. A cena representa um momento de divulgação científica em ambiente educacional.
Agatha da Cunha (à esquerda) foi uma das alunas aprovadas no vestibular de Ciências Biológicas da Unespar (Foto: Arquivo pessoal)

Duas jovens estudantes celebraram recentemente uma importante conquista acadêmica: a aprovação no curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Além do excelente desempenho no vestibular, as alunas compartilham outro ponto em comum: ambas fizeram parte dos Clubes de Ciências vinculados à mesma universidade em que foram aprovadas. 

As estudantes, que participaram ativamente de projetos e iniciativas vinculadas à universidade, destacaram que essa proximidade prévia com a Unespar e com os Clubes de Ciência foi fundamental para a escolha do curso e para a preparação ao processo seletivo.

Agatha da Cunha Kulesza estudou no Colégio Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos, e integrou durante dois anos o Clube de Ciências Eco Cientistas. Em novembro de 2025, ela teve a oportunidade de apresentar um dos trabalhos feitos no clube durante a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, a FECCI. 

Orientado pela professora Luciana Martins, o trabalho “Microorganismos no ambiente escolar: desafios e soluções para a saúde dos estudantes” marcou a trajetória escolar da aluna e a preparou para o maior desafio até o momento: passar no vestibular. 

Dois estudantes, usando camisetas brancas e crachás, posam abraçados em um estande da FECCI, com pôsteres científicos ao fundo e materiais de pesquisa sobre a mesa.
Agatha apresentou o projeto sobre a relação dos micro-organismos na saúde dos estudantes durante a FECCI, em novembro de 2025 (Foto/ Arquivo pessoal)

De acordo com Agatha, a escolha pelo curso de Ciências Biológicas partiu de um interesse que ela já tinha antes, mas “fazer parte do Clube de Ciências me ajudou a ter a segurança de que era aquilo mesmo que eu queria”, contou a ex-clubista. 

Emily Rafaela Falchetti Dal Bosco, também foi aprovada em Ciências Biológicas, na Unespar. Ela é ex-aluna do Colégio Estadual Rocha Pombo, em Antonina e fez parte do Clube de Ciências Mangue: o Berçário da Vida ( clubedeciencias.rocha_pombo ). Emily participou de atividades voltadas à análise físico-química e biológica de ambientes costeiros, com foco nos manguezais locais. Ela também foi aprovada no vestibular de Geografia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Emilly Rafaela celebra sua aprovação em duas universidades, conquistando vagas em Ciências Biológicas (Unespar) e Geografia (UFPR). (Foto: Colégio Estadual Rocha Pombo/Instagram)

A aprovação das duas jovens simboliza não apenas uma conquista individual, mas também o sucesso das atividades realizadas pelos Clubes de Ciência, que aproximam os estudantes do ambiente da pesquisa desde cedo. Agora, como ingressantes do curso de Ciências Biológicas, elas iniciam uma nova etapa, levando consigo a experiência prévia e o entusiasmo por contribuir com a ciência e a preservação ambiental.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Impulsionados pelo sucesso na FECCI, os clubistas da Unespar se preparam para brilhar na Feira do Litoral, em Matinhos

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um palco, celebrando com muita alegria. Há cerca de dez pessoas, incluindo adultos e jovens, todas sorrindo, levantando os braços e exibindo entusiasmo. No centro, uma pessoa segura um certificado, que see trata de uma premiaçã. Algumas pessoas também seguram sacolas de papel, que são prêmios do evento O fundo apresenta um grande painel com um logotipo colorido e elementos gráficos, indicando que a foto foi tirada em um evento científico, a FECCI.
Clubistas da Unespar premiados na FECCI no começo de novembro (Foto/NAPI PRFC)

A primeira edição da Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, a FECCI, trouxe um saldo positivo para os clubistas ligados à Unespar. Entre os mais de 30 trabalhos apresentados, 7 subiram ao palco e garantiram prêmios, simbolizando o esforço de alunos, professores e articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência. 

Os trabalhos “Os benefícios do contato com o ambiente marinho para saúde mental” e “Da planilha ao pixel art: a pesca de pequena escala do litoral paranaense” orientados pelas professoras Tatiana Kraiczei e Michele Cristina Nether, respectivamente, foram os grandes vencedores das categorias Ciências da Saúde – Jovem e Ciências Exatas – Jovem. Desenvolvidos nas cidades de Matinhos e Pontal do Paraná, os clubistas também vão apresentar seus trabalhos na Feira do Litoral da UFPR (Universidade Federal do Paraná) entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Matinhos. 

Classificados na segunda colocação, os trabalhos “Conhecimento tradicional e práticas medicinais populares”, “A sericicultura em Nova Esperança-PR: história, cultura e tradição do casulo de seda” e “Monitoramento ambiental em caminhão de transporte de leguminosas com arduino” representaram os clubes ligados ao núcleo de Paranavaí da Unespar. Orientados pelos professores Gilvan de Andrade, Eloah Oliveira e Adriana Maldonado, os clubistas abordaram sobre temáticas ligadas ao norte paranaense.

A imagem mostra um estande de feira científica identificado como FECCI– Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, com os números 53 e 54 no topo das estruturas. Dois estudantes, que parecem estar apresentando um projeto. Eles conversam com uma visitante que está de costas, vestindo calça verde e blusa clara. Sobre a mesa há uma maquete ou modelo didático com desenhos de recipientes de água, sugerindo que o projeto aborda algum tema relacionado a recursos hídricos, qualidade da água ou processos científicos. Ao fundo, há um pôster grande com textos, imagens e gráficos explicando o experimento.
Clubistas apresentando seus projetos e fazendo a diferença na FECCI (Foto: Arquivo pessoal)

Entre os clubes do litoral, “Qualidade da água: estudo do PH e fontes de

consumo pelos alunos do colégio Bento em Paranaguá” orientado por Andreia Cristina

Bittencourt Petruy também garantiu a segunda colocação na categoria Ciências Biológicas – Júnior. Já o trabalho “A captação de água da chuva por cisternas como alternativa sustentável”, orientado pelo professor Jean Carlos Alves, ficou em terceiro lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – Júnior. 

Para o pró-reitor Antonio Marcos Dorigão, a Feira de Cultura Científica do Paraná é um evento muito importante, que reúne professores da rede pública de ensino para apresentar o desenvolvimento desses projetos dos Clubes de Ciências. “O momento é muito importante porque os clubes podem ver o que os outros clubes do Paraná estão desenvolvendo e também apresentar o seu trabalho. Especialmente importante porque isso resulta do protagonismo dos nossos estudantes e dos nossos professores no atendimento aos clubes de ciências nas regiões do Paranaguá e Paranavaí”, comentou.

A foto mostra um grupo de treze pessoas posando juntas em um palco. Na frente, três crianças estão sentadas ou agachadas, segurando sacolas de papel e um certificado.Ao lado delas, duas mulheres adultas também estão agachadas, aproximando-se do grupo infantil com expressão alegre. Atrás, há oito adultos em pé, alinhados, todos sorrindo. O fundo é um painel grande e iluminado, exibindo um logotipo colorido e abstrato.
Equipe da Unespar reunida em clima de celebração após a apresentação na FECCI (Foto/NAPI PRFC)

As equipes que conquistaram primeiro, segundo e terceiro lugares foram premiadas com equipamentos eletrônicos e kits multimídia, doados pela 9ª Regional da Receita Federal, e pela empresa Slim 3D, ambas parceiras do NAPI e do evento. Além das premiações, todos os participantes receberam medalhas e troféus em reconhecimento ao trabalho desenvolvido.

O próximo compromisso dos clubistas é a XIV Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense, em Matinhos. Catorze trabalhos ligados aos Clubes de Ciências da Unespar estão entre os 50 trabalhos aprovados na mostra científica. Orientados pelos professores Nayhr Carneiro, Tatiana, Jean Carlos Alves, Andreia Cristina Petruy e Michele Nether, os clubistas também contaram com o apoio das bolsistas pedagógicas Michele Mendes, Karoline Bonardo e Tânia Zaleski.

Eloah de Oliveira foi uma das aprovadas no programa Ganhando o Mundo Professor, voltado para os servidores da educação da rede estadual do Paraná

imagem mostra cinco pessoas em pé, lado a lado, sorrindo para a câmera em um ambiente interno, provavelmente escolar. Ao fundo, há um mural com frases coloridas e desenhos. As paredes são revestidas com azulejos brancos. As pessoas aparentam estar em um momento de confraternização ou registro de uma visita, demonstrando simpatia e cordialidade.
Encontro entre professores e equipe escolar no Colégio Estadual Duque de Caxias, em Santo Antônio do Caiuá, comemorando o intercâmbio conquistado pela professora Eloah Francisco de Oliveira (à esquerda). (Foto/Arquivo pessoal)

A professora Eloah Francisco de Oliveira foi uma das selecionadas para o programa de formação continuada no exterior “Ganhando o Mundo Professor”, de iniciativa do Governo do Paraná para servidores da rede estadual de educação. Na categoria intercâmbio internacional, o programa oferece aos docentes a oportunidade de ampliar suas competências profissionais e aperfeiçoar suas práticas pedagógicas.

Atualmente em sua 2ª edição, o programa já levou 75 professores ao Canadá e 24 à Finlândia, em 2023, visando à valorização e à formação internacional dos educadores. Eloah integra o corpo docente do Colégio Estadual Duque de Caxias, pertencente ao Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, na cidade de Santo Antônio do Caiuá, e é também responsável pelo Clube de Ciências Bioessence.

“Realizar um intercâmbio no Canadá representa uma oportunidade valiosa, tanto profissional quanto pessoal. Como professora, essa vivência permitirá aprimorar meus conhecimentos, conhecer novas metodologias e ideologias de ensino, enriquecendo minha prática pedagógica com novas perspectivas”, destaca Eloá.

No campo pessoal, a docente acredita que o intercâmbio contribuirá para seu crescimento humano e cultural. “Essa experiência vai fortalecer minha autonomia e minha capacidade de adaptação a novos contextos e culturas. Ao vivenciar uma realidade diferente, convivendo com pessoas de diversas origens e superando desafios cotidianos, espero ampliar meus horizontes e fortalecer valores como o respeito e a resiliência”, afirma.

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um ambiente escolar. Na frente, há quatro mulheres e um homem agachados, enquanto ao fundo estão mais dez pessoas, entre estudantes e educadores, posando e sorrindo para a foto. Os estudantes vestem uniformes da rede estadual do Paraná, com camisetas brancas e azuis. Ao fundo, há paredes revestidas com azulejos brancos e um mural com frases e desenhos coloridos.
Momento de integração entre estudantes e equipe escolar do Colégio Estadual Duque de Caxias, em Santo Antônio do Caiuá, com a professora Eloah de Oliveira (vestindo blusa rosa) (Foto/ Arquivo pessoal)

Segundo Eloah, sua seleção para o programa foi resultado da participação em formações e da elaboração de um plano de ação, submetido ao edital do programa. O tema proposto por ela aborda como as metodologias ativas, baseadas em projetos, podem contribuir para a aprendizagem significativa.

Com a experiência como orientadora de um Clube de Ciências, a professora pretende ampliar seu repertório de práticas pedagógicas, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino na rede estadual e ainda compartilhar os aprendizados adquiridos com outros educadores e clubes de ciências, fortalecendo assim a rede de ensino público paranaense por meio da troca internacional de experiências.

Em São Pedro do Paraná, o clube da Colégio Estadual Cecília Meireles comemorou com bolo e apresentou os projetos do clube a todos

Uma estudante, vestindo camiseta vermelha com o nome do colégio estampado, sorri enquanto está sentada em frente a um quadro-negro decorado com giz colorido. No quadro, está escrito em letras grandes e artísticas “Eco Historiadores”, rodeado de desenhos de tartarugas, plantas aquáticas, penas, padrões indígenas e molduras ornamentais. Também aparecem frases como “História do Município” e “Povo Originário”. Na parte de baixo, sobre o suporte do quadro, há várias mochilas alinhadas.
Clube Eco Historiadores celebra um ano com ações de impacto e aprendizado entre clubistas e alunos (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 12 de setembro de 2025, o Colégio Estadual Cecília Meireles, em São Pedro do Paraná, parou para comemorar um marco especial: o primeiro aniversário do Clube Eco Historiadores. A celebração contou com um bolos, preparados especialmente para todos os alunos, professores e servidores. O momento reuniu a escola em um clima de confraternização, com direito a parabéns e, claro, um pedaço de bolo para cada participante.

De acordo com o professor Fellype Moraes, a festa, no entanto, foi além da mesa de doces. “Os clubistas organizaram a sala do clube e abriram as portas para todos os alunos. Explicaram como o Eco Historiadores começou, o que já foi feito, os resultados que estão aparecendo e até os planos para o futuro. Quem ainda não participa, pôde conhecer de perto tudo o que acontece no contraturno, e até se animar para entrar nos próximos anos”, contou Fellype.

Um grupo de estudantes observa atentamente uma colega que apresenta uma simulação arqueológica. Em uma caixa grande, preenchida com terra avermelhada, aparecem ossos dispostos como parte de um esqueleto. A estudante gesticula com as mãos enquanto explica, despertando o interesse da turma reunida ao redor. Ao fundo, há um quadro-negro decorado com a palavra “Ecologia” e desenhos feitos com giz colorido, além de armários, livros e um boneco de pelúcia rosa sobre o armário.
Alunos acompanharam de perto uma simulação arqueológica preparada pelo Clube Eco Historiadores e descobriram como funciona o trabalho de pesquisa e escavação (Foto/ Arquivo pessoal)

Um dos destaques trazido pelo professor e auxiliar do clube foi a dedicação da equipe responsável pela cozinha. As estudantes se aventuraram em uma receita de confeitaria inédita, garantindo um bolo que surpreendeu pelo sabor e pela qualidade. O esforço conjunto reforçou o espírito de colaboração que marca a história do clube.

A imagem mostra um grupo alegre de estudantes e professores posando para uma foto em sala de aula. Há cerca de 25 pessoas, entre jovens e adultos, organizadas em três fileiras: alguns estão em pé ao fundo, outros agachados ou sentados no meio, e um grupo está sentado ou deitado na frente, no chão. Todos estão sorrindo e fazendo poses animadas com os dedos apontando para cima, formando corações com as mãos ou apoiando o rosto com as mãos em sinal de carinho e alegria. Há também um quadro ao fundo com uma bela decoração de letras cursivas e desenhos, indicando uma ocasião especial, como uma festa.
Em clima de alegria e gratidão, alunos e professores reuniram-se para registrar a comemoração de um ano do clube Eco Historiadores (Foto/ Arquivo pessoal)

Mais do que uma comemoração, o aniversário do clube se transformou em um momento de integração e valorização do protagonismo estudantil. O evento mostrou a importância do clube no ambiente escolar e celebrou o início de uma trajetória que promete render muitos frutos. O clube Eco Historiadores é orientado pelos professores Adriane Fernandes e Fellype Moraes e está conectado à Unespar (Universidade Estadual do Paraná) campus de  Paranavaí. 

Os alunos do Colégio Sertãozinho representam o Clube de Ciências na Feira de Cultura Científica, com projeto sobre microrganismos

Grupo de estudantes e professoras do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), posa em frente ao portão da escola. Todos vestem jalecos brancos com o emblema do colégio, simbolizando a participação no Clube de Ciências Ecocientistas. Ao fundo, é possível ver o prédio da instituição e o brasão do colégio acima do portão azul.
Alunos, professores e pedagogos do Clube de Ciências do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho (Foto/Arquivo pessoal)

Os estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, coordenados pela professora Luciana Martins, foram selecionados para representar o Clube de Ciências Ecocientistas na Feira de Cultura Científica (FECCI), que será realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 e 6 de novembro. 

O projeto apresentado pelo clube, intitulado “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes”, foi desenvolvido no âmbito dos Clube de Ciências da Unespar e tem como foco investigar a presença de microrganismos em diferentes espaços da escola, propondo ações de prevenção e conscientização sobre saúde e higiene.

Na imagem, dois estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), posam sorridentes em frente ao mural da escola, que exibe o logotipo com um golfinho e o nome da instituição. Ambos vestem jalecos brancos com o emblema do colégio, representando o Clube de Ciências Ecocientistas.
Os estudantes Agatha da Cunha Kulesza (3C) e Maicon Rafael Ribeiro Pereira (2FD) irão representar o Clube de Ciências do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, na Feira de Cultura Científica em Curitiba (FECCI), apresentando o projeto “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes” (Foto/Arquivo pessoal)

A pesquisa teve início com a aplicação de questionários sobre hábitos de higiene entre os estudantes, seguida pela coleta de amostras em locais estratégicos da escola – utilizando o método de esfregaço em Placas de Petri nutritivas. As análises revelaram a proliferação de fungos em algumas áreas, assim como pontos mais suscetíveis à contaminação.

Com o avanço do estudo, novas coletas estão sendo realizadas em períodos de temperatura mais elevada, permitindo comparar os resultados e identificar como as condições climáticas influenciam o desenvolvimento dos microrganismos.

Além da parte experimental, o projeto inclui a produção de materiais educativos, como panfletos e vídeos informativos, voltados à comunidade escolar, com orientações sobre a importância da higiene pessoal e coletiva na prevenção de doenças infectocontagiosas, especialmente as de caráter sazonal causadas por vírus, fungos e bactérias.

Na imagem, uma estudante do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos (PR), realiza uma atividade prática no laboratório escolar. Ela manipula placas de Petri sobre a bancada, utilizando fita adesiva e materiais de higiene, enquanto outro estudante anota observações ao lado. Um notebook aberto auxilia o registro das etapas do experimento.
Estudantes do Clube de Ciências Ecocientistas realizam coletas e análises em laboratório para o projeto sobre microrganismos no ambiente escolar (Foto/Arquivo pessoal)

Reunindo escolas da região de Paranavaí, a iniciativa promoveu a alfabetização científica e incentivou o diálogo entre ciência e sociedade

Quatro estudantes estão sentados lado a lado em uma mesa, vestindo uniformes escolares. À frente deles, sobre a mesa, há uma maquete representando uma agrofloresta, feita com materiais que simulam árvores, plantas e canteiros. O trabalho está identificado por uma placa que traz o título: “Agrofloresta na escola: cultivando a sustentabilidade e semeando o conhecimento ecológico para o futuro”, desenvolvido por um Clube de Ciências.
Estudantes apresentam trabalho sobre agroflorestas na 1ª Feira de Ciências, em Paranavaí (Foto/Arquivo pessoal)

A Unespar promoveu no último dia 4 de setembro, a 1ª Feira de Ciências, em Paranavaí. O evento, aberto ao público, teve como objetivo estimular a alfabetização científica da comunidade e aprofundar a compreensão sobre as relações entre ciência, tecnologia e sociedade.

Durante a feira, os visitantes puderam conhecer projetos e apresentações que abordam temas como alfabetização científica, impactos da ciência e tecnologia na vida cotidiana, interações entre ciência e sociedade, todos realizados por alunos e clubistas de Paranavaí e região. 

A iniciativa buscou incentivar a curiosidade científica, promovendo o contato direto entre pesquisadores, estudantes e a comunidade. Cerca de 25 trabalhos foram apresentados e envolveram clubes de ciências da Unespar e projetos de pesquisa e extensão do IFPR  (Instituto Federal do Paraná) campus Paranavaí.

Na foto, um grupo de estudantes e professores posam em sala de aula durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar – campus Paranavaí. Eles estão reunidos ao redor de duas mesas que expõem projetos científicos.
Estudantes e professores apresentam projetos sobre agrofloresta e os impactos dos agrotóxicos, durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar, campus Paranavaí (Foto/Arquivo pessoal)

Os temas dos trabalhos envolviam as mais diferentes temáticas. Entre os relativos aos clubes de ciências, as pesquisas dos alunos e dos professores contemplavam agrofloresta na escola, agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores, caracterização física do córrego Heliodoro, arqueologia, plantas medicinais e conhecimento tradicional. Outros trabalhos falavam ainda sobre a extração de óleos essenciais com aromaterapia e robótica aplicada ao desenvolvimento do campo.

A feira contou com a divulgação de pesquisas de PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), como a importância das serpentes, curiosidades sobre sistema digestivo, gravidade e campo magnético e por fim, o terrário, como criação de ecossistema. Trabalhos realizados nos campi do IFPR também foram apresentados e colaboraram com a divulgação científica da região.

Na foto, uma estudante apresenta seu trabalho durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar – Campus Paranavaí. Ela veste o uniforme escolar e está em pé ao lado de um banner científico que exibe o título do projeto, desenvolvido pelo Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Ivaiporã/PR, vinculado à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Estudantes do Colégio Estadual Barão do Rio Branco apresentam pesquisa sobre o córrego Heliodoro, durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar, campus Paranavaí (Foto/Arquivo pessoal)

A 1ª Feira de Ciências da Unespar no campus de Paranavaí consolidou-se como um espaço de integração entre instituições, professores, estudantes e a comunidade, reforçando o compromisso da Universidade com a popularização da ciência. A expectativa é que a iniciativa se torne parte do calendário acadêmico e regional, fortalecendo o diálogo entre ciência e a sociedade, incentivando novas gerações a se envolverem com a pesquisa científica e a inovação.

Na foto, estudantes apresentam um projeto durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar – Campus Paranavaí. Duas alunas, usando uniforme escolar, estão atrás de uma mesa coberta com toalha branca, onde se vêem materiais do trabalho exposto, incluindo cartazes, panfletos e um QR Code para consulta digital.
Alunas apresentam o projeto “Bioativos”, durante a 1ª Feira de Ciências da Unespar, campus Paranavaí; destacando pesquisas desenvolvidas pelos Clubes de Ciências da região (Foto/Arquivo pessoal)

Cinco clubes das regiões de Paranavaí e do Litoral representarão a Unespar na Feira de Inovação em Ciências e Engenharias em Foz do Iguaçu

A imagem mostra dois estudantes e com a professora Andreia Petruy em um palco durante um evento. Os dois jovens, usando camiseta branca com mangas azuis, estão sorrindo, cada um segurando uma sacola de premiação. Um deles exibe também uma medalha no peito. Ao lado deles, a professora, de vestido verde, sorri enquanto posa para a foto. Ao fundo, há um painel colorido com a logo da "Ciência do Litoral Paranaense" e um cenário decorativo que imita uma cozinha desenhada. O clima é de celebração e reconhecimento.
Professora Andreia Petruy celebra a conquista dos alunos na Feira de Ciências do Litoral Paranaense. (Foto: Arquivo pessoal)

A XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025) promete agitar o Paraná em outubro, reunindo jovens cientistas: Brasil, Paraguai e Argentina. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro e serão apresentados projetos em três categorias: Kids, Jovem e Júnior. Cinco clubes de ciência vão representar a Unespar. Entre eles, três são de escolas da região litoral e dois representam a cidade de Paranavaí (norte do estado) e região. Reunimos abaixo uma breve descrição dos projetos, quem são os professores orientadores dos trabalhos e as escolas que abrigam os clubes: 

Projeto: ENERGIA DAS MARÉS: POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES NO LITORAL PARANAENSE

Professor: Jean Carlo Alves Da Silva

Escola: Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos

Clube de Ciências: Clube de Ciências do Tereza

Em regiões costeiras, como as cidades do litoral paranaense, os movimentos constantes das marés podem oferecer uma falsa impressão aos leigos de que existe uma grande oportunidade para geração de energia. Foi assim que esta pesquisa se iniciou, em busca de bibliografias que tragam respostas à possibilidade de implantação de sistemas de maremotriz no litoral do Paraná. O intuito é buscar formas de diversificar a matriz energética sustentável. A região é conhecida por seu turismo e urbanização em expansão e poderia se beneficiar do uso de fontes de energia renováveis.

A imagem mostra um estande de feira científica ou educacional, com várias pessoas interagindo. No centro, um jovem de camiseta branca está falando e gesticulando, aparentemente explicando algo para o público. Sobre a mesa, há um projetor ligado e um notebook, com a projeção aparecendo na parede ao fundo. À direita, há um grande banner com o logotipo do “Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos”. Outras pessoas, incluindo visitantes e estudantes, observam e participam da atividade. O ambiente está movimentado, com materiais e cartazes afixados nas paredes do estande.
Estudantes do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos apresentam seus trabalhos durante a Feira de Ciências do Litoral Paranaense, compartilhando conhecimento e interagindo com o público visitante. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: Caatinga: Exclusividade do Brasil

Professora: Andreia Cristina Bittencourt Petruy

Escola: Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto

Clube de Ciências: Bagrinhos do Bento

O bioma Caatinga, o único exclusivamente brasileiro, ocupa 11% do território nacional, com 70% de sua área localizada na região Nordeste do país. Ele é relevante para a identidade e cultura brasileiras. Conhecer e se reconhecer pertencente a esse bioma faz parte da abordagem do jogo criado pelos alunos utilizando a metodologia aprendizagem por jogos.

Na foto, dois estudantes, usando camisetas brancas com mangas azuis, apresentam seu projeto sobre a Caatinga para uma visitante, que escuta atentamente com os braços cruzados e segura uma bolsa bege. Ao fundo, vê-se um painel expositivo com o título “Caatinga: Exclusividade do Brasil” e outros trabalhos da feira de ciências, todos sob uma grande tenda. Sobre a mesa, há uma maquete colorida e um notebook aberto, compondo a exposição do grupo.
Estudantes apresentam o projeto sobre a Caatinga durante a Feira de Ciências do Litoral Paranaense, destacando a importância desse bioma exclusivamente brasileiro. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: Por que o carangueijo-uçá está ameaçado de extinção?

Professora: Tatiana Kraiczei

Escola: Colégio Estadual Gabriel de Lara

Clube de Ciências: Clube Exploradores da Ciência

Nos últimos anos, a população do caranguejo-uçá tem sofrido um declínio preocupante, em virtude da degradação dos manguezais e captura fora dos padrões estabelecidos pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outra ameaça é a poluição por micro e mesoplásticos, que se fragmentam e se acumulam nas regiões de manguezais, onde habitam esses organismos. As partículas podem ser ingeridas direta ou indiretamente pelo crustáceo, causando problemas que ainda são pouco estudados. Este trabalho estuda a possível relação entre a presença de micro e mesoplásticos nos manguezais e a diminuição drástica do crustáceo no litoral paranaense, visando contribuir para desenvolver estratégias de conservação e manejo sustentável da espécie e de seu habitat.

A imagem mostra duas pessoas posando para a foto em um estande da feira de ciências. À esquerda está uma jovem de cabelos longos e soltos, usando camiseta branca com detalhes em azul-marinho e calça jeans. À direita, uma mulher de cabelos loiros e lisos, vestindo um vestido colorido estampado e segurando uma garrafa rosa na mão. Ao fundo, é possível ver painéis com pôsteres científicos expostos e a identificação do estande, indicando a participação em um evento educacional.
Professora Tatiana Kraiczei e aluna apresentam o projeto na XIII Feira de Ciências do Litoral Paranaense, destacando dedicação e entusiasmo pela pesquisa. (Foto/ Arquivo pessoal)

Projeto: FARINHEIRAS: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS CASAS DE FARINHA EM MATINHOS-PR E REGIÃO

Professora: Nahyr Carneiro da Silva

Escola:  Escola Estadual Cívico-Militar Profª Abigail dos Santos Corrêa

Clube de Ciências: Periplaneta Norminhasfesial

O projeto Farinheiras investiga se as Casas de Farinha da região do litoral paranaense são uma tecnologia social e assim contribuem para a conservação do patrimônio natural e da biodiversidade no litoral do Paraná. Entre os objetivos do projeto, os alunos buscam conhecer a tradicional forma de produção de farinha de mandioca, além de entender as etapas de fabricação e identificar mudanças ao longo do tempo.

Na foto, uma professora e três estudantes sorriem ao lado de uma maquete intitulada “Casa de Farinha”. O trabalho é feito em papelão e decorado com figuras de plantas, animais e elementos da natureza, representando o ambiente de produção artesanal de farinha. Ao fundo, há painéis expositivos com informações científicas, indicando que a imagem foi registrada em um evento ou feira de ciências. Todos demonstram orgulho e entusiasmo pela apresentação do projeto.
Estudantes e professora Nahyr apresentam o projeto “Farinheiras”, unindo tradição, ciência e criatividade. (Foto: Arquivo pessoal)

Projeto: O CASULO À SEDA: agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores de nova esperança

Professor: Gilvan Andrade dos Santos

Escola: Escola do Campo Barão de Lucena

Clube de Ciências: Conexão

O projeto de pesquisa ‘Do casulo à seda’ investiga os impactos do uso de agrotóxicos sobre a sericicultura em Nova Esperança, com foco nos efeitos sobre o bicho-da-seda, a cultura local e a economia. A pesquisa também busca identificar práticas sustentáveis e alternativas ao uso de defensivos químicos.

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um espaço ao ar livre, próximo a um lago e cercado por árvores. À esquerda, uma mulher de camiseta clara com estampa verde sorri para a câmera. Ao lado dela, vários estudantes em uniforme escolar branco com detalhes em azul e vermelho posam juntos. Dois homens adultos, um de camiseta azul e outro de camiseta branca com estampa, também participam da foto, assim como outro homem de boné e camiseta vinho que está agachado ao lado de um cachorro preto e branco.
Estudantes e professores realizam atividade ao ar livre, aprendendo e explorando juntos a sericicultura em Nova Esperança. (Foto/Arquivo pessoal)

Projeto: Herborização de plantas nativas da região noroeste do Paraná

Professora: Adriana Renata Fernandes

Escola: Colégio Estadual Cecília Meireles

Clube de Ciências: Eco Historiadores

O projeto Herborização tem como objetivo coletar, identificar, preservar e catalogar  espécies  vegetais nativas da região Noroeste do Paraná. A iniciativa visa fins científicos, educacionais e de conservação da biodiversidade local. A herborização, processo de preparação de exemplares vegetais para a composição de um herbário, possibilita a criação  de um acervo botânico que poderá servir como base para pesquisas futuras e ações de educação ambiental desenvolvidas pelo clube.

A imagem mostra dois estudantes sentados lado a lado em uma sala de aula. À esquerda, um rapaz de boné preto, camiseta branca e mochila preta sorri enquanto observa. À direita, uma jovem de cabelos longos e soltos, usando camiseta cinza, aponta animada para algumas folhas e galhos dispostos sobre uma folha de jornal em cima da carteira escolar. O material parece fazer parte de uma atividade prática relacionada ao estudo de plantas.
Estudantes explorando a biodiversidade em atividade prática de Estudantes explorando a biodiversidade em atividade prática de ciências, com entusiasmo e aprendizado em sala de aula (Foto/Arquivo pessoal)

Clubista conta sobre sua trajetória, desafios e aprendizados ao participar do projeto internacional com apoio da Fundação Araucária

O estudante Renan está sentado ao lado da janela de um avião, olhando pensativamente para fora. A luz do sol ilumina parcialmente o interior da cabine, e a silhueta da pessoa aparece em contraste com a claridade vinda da janela. Do lado de fora, é possível ver parte da asa da aeronave recortando o céu azul. A cena transmite um momento de introspecção e tranquilidade durante o voo.
Em rota para novos desafios, Renan Galdino embarcou em sua primeira experiência fora do país. (Foto/arquivo pessoal)

A experiência de desenvolver um projeto inovador que une ciência, criatividade e sustentabilidade para levar energia limpa tanto à Terra quanto à Lua levou Renan Ulisses Galdino para um programa de mobilidade internacional, em Portugal. Aluno do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos em Matinhos, ele faz parte do Clube de Ciências do Tereza, orientado pelo professor Jean Carlo. 

O trabalho desenvolvido por Renan leva o nome de “Lux” e foi criado com a proposta de aproveitar movimentos naturais do ambiente — como as ondas do mar ou vibrações no solo — para gerar energia elétrica através da indução magnética. O projeto ficou em primeiro lugar na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná na categoria “Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa” e foi um dos cinco escolhidos para a 6ª edição do Programa Sustainable Living Innovators (SLI), em Matosinhos, na região metropolitana do Porto. Entre os dias 14 de julho a 08 de agosto, os alunos tiveram palestras, atividades e desafios complexos voltados para o desenvolvimento das gerações mais jovens como propulsoras da construção de um futuro mais próspero e sustentável.

Após retornar de sua primeira experiência internacional, Renan contou um pouco sobre sua trajetória ao receber a confirmação de que tinha sido aprovado, a reação da família e seus próximos passos.“Primeiro, fui olhar meu e-mail para ver se havia alguma novidade. Eu já tinha passado para a segunda fase da entrevista e, ao abrir, vi a aprovação no programa SLI. No início, não caiu a ficha — foi aquele momento em que você não acredita de primeira. Depois, veio a euforia: arrumar passaporte, preparar a mala e correr com todos os detalhes da viagem”, comenta.

Para Renan, a confirmação real de que tudo estava acontecendo veio apenas quando ele esperava o ônibus para ir até Curitiba e, então, embarcar para Portugal. Ao chegar lá, ele relata que a convivência com o grupo foi divertida, com muitas piadas e momentos engraçados desde o primeiro contato. “Ao chegar, fiquei impressionado com a beleza da cidade. Para uma primeira viagem, foi uma experiência incrível. Participamos de uma cerimônia de abertura e já no dia seguinte pudemos explorar o local. Visitamos muitos lugares, incluindo o Gaia, um mirante famoso pelo pôr do sol. No outro dia, conhecemos shoppings e outros pontos turísticos. Alguns colegas chegaram a visitar cidades mais distantes, enquanto eu explorei bastante a região do Porto”, conta Renan.

A imagem mostra um jovem de camiseta azul clara, visto de perfil, observando o pôr do sol sobre um rio. Ele está encostado em um corrimão, no alto de um mirante, com vista para a cidade e para diversas embarcações atracadas ou navegando. Ao fundo, é possível ver prédios, pontes e o céu em tons de laranja e rosa, refletindo na água. Na parte inferior da cena, há um grande grupo de pessoas reunidas, possivelmente turistas, aproveitando a vista. A atmosfera transmite tranquilidade e contemplação.
Contemplando o pôr do sol no Porto, Renan explorou a região da cidade durante a mobilidade internacional. (Foto/Arquivo pessoal)

Durante a semana, Renan relata que as atividades seguiam uma rotina: palestras pela manhã, almoço e atividades pela tarde. “Fomos divididos em equipes para desenvolver um único projeto dentro da missão ‘Terra Luna’, que tinha como objetivo criar um ecossistema sustentável para que astronautas pudessem explorar a Lua com segurança e conforto”, explica o clubista. 

As equipes foram separadas em quatro áreas: energia, construção, mobilidade e saúde. Renan ficou no time de energia, que desenvolveu um sistema de painéis solares retráteis. “Eles eram instalados na superfície lunar, elevavam-se até certa altura e se abriam para captar o máximo possível de luz solar. Possuíam limpeza por eletrostática, painel de gestão com inteligência artificial e outros recursos. Como plano B, projetamos também um reator nuclear de fissão baseado no Kilopower, da NASA”, relata.

Os grupos também criaram contas no Instagram, nas quais compartilharam um pouco sobre o trabalho feito e vídeos com momentos descontraídos. A equipe de Renan foi nomeada “Zenith Energy Inovations” (@zenith_energy_ no Instagram). 

Além dos brasileiros, o projeto também contou com estudantes portugueses, tanto do ensino secundário quanto universitários. Perguntado sobre como foi a convivência, Renan responde que todos aprenderam a trabalhar juntos, mesmo sendo de contextos diferentes, e conseguiram desenvolver um projeto em conjunto.

A imagem mostra um grupo de sete jovens posando para a foto em um ambiente interno. Eles vestem camisetas pretas com estampas coloridas relacionadas ao espaço e ao evento SLI (Sustainable Living Innovators), e usam calças jeans ou escuras. Ao fundo, há um grande painel com o logotipo do SLI e do CEiiA New Space PT, cercado por nomes de instituições e empresas parceiras. O grupo está disposto em duas fileiras: quatro pessoas em pé na parte de trás e três agachadas ou ajoelhadas na frente, todas sorrindo levemente para a câmera.
Equipe de Renan no SLI no CEiiA, unindo jovens talentos em projetos de inovação espacial com estudantes brasileiros e portugueses. (Foto/Arquivo pessoal)

“O que levo de positivo dessa experiência é a capacidade de ser eficiente trabalhando com pessoas que acabei de conhecer e de colaborar para alcançar um objetivo comum”, defende o jovem. “Minha inscrição no programa começou com incentivo de outras pessoas que acreditavam que eu tinha potencial. Desenvolvi o projeto com apoio e sugestões até chegar à versão final enviada para a inscrição.” 

Sobre a reação da família, Renan diz que nunca tinha vivido nada parecido, então todos ficaram muito felizes e orgulhosos, especialmente sua mãe. Quanto ao futuro, ele pensa em criar algo parecido na área de tecnologia para apresentar em outra feira de ciências, como a do Litoral, marcada para os dias 2 a 4 de dezembro, em Matinhos. O estudante do 2º ano do Ensino Médio ainda não sabe o que pretende cursar, mas com certeza sabe que quer continuar na área de tecnologia e desenvolver mais projetos inovadores.

A imagem mostra um jovem usando um moletom branco sentado à frente de um notebook, enquanto segura um celular na mão. Ele está concentrado, trabalhando em um ambiente colaborativo, com outras pessoas ao fundo, também sentadas em mesas redondas e utilizando notebooks. O espaço é bem iluminado, com parede branca e cadeiras claras, transmitindo um clima de trabalho em grupo ou atividade acadêmica. Sobre a mesa, há cabos e um filtro de energia ligado a vários dispositivos.
A experiência internacional motivou Renan a seguir com projetos voltados para a área de tecnologia. (Foto/Arquivo Pessoal)

Alunos e clubistas do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha apresentaram suas pesquisas sobre a qualidade da água em Paranaguá

Professoras e palestrantes discutem com os alunos sobre a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente
Alunos e educadoras do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto participam ativamente da apresentação dos Clubes de Ciências, discutindo o tema “Água: Consumo, pH e Saúde” (Foto/Arquivo pessoal)

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está mobilizando escolas de todo o Brasil com o tema: “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”. A iniciativa é promovida pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e contou com a participação da rede de clubes de ciências do Paraná. 

A primeira etapa é realizada nas escolas, visando fortalecer a educação ambiental e promover debates sobre justiça climática, soluções sustentáveis e resiliência nas comunidades escolares. Entre os participantes, estão os alunos do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha, de Paranaguá.

Os clubistas do ‘Bagrinhos do Bento’, orientados pela professora Andreia Petruy, apresentaram suas pesquisas falando sobre a qualidade da água presente no entorno da cidade. Entre as amostras de águas analisadas estão: água da torneira, água da Baía de Paranaguá e a água do manguezal. Como parte das atividades, os alunos também convidaram a empresa responsável pelo saneamento ao redor da escola, a Paraná Saneamentos, para conversar sobre como é feita a distribuição e o tratamento de água no município. 

Durante a Conferência Justiça Climática, estudantes do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto acompanham com interesse a apresentação sobre a qualidade da água. (Foto/Arquivo pessoal)

A professora Andreia Petruy contou que as atividades foram organizadas pelos próprios alunos dos clubes de ciência. Os “Bagrinhos do Bento” realizaram pesquisas para verificar o pH da água consumida na escola e no seu entorno. Em entrevistas feitas com outros alunos, os clubistas descobriram que muitos ainda consomem águas de poços artesanais, por isso a pesquisa se fez tão importante para descobrir se a água era ou não imprópria para consumo. 

Equipe do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto e representantes da Paranaguá Saneamento unidos pela educação ambiental durante a Conferência Justiça Climática. (foto/ arquivo pessoal)

Após as apresentações, os alunos discutiram como os clubes de ciência podem auxiliar a manter a qualidade da água. Os Bagrinhos do Bento seguirão fazendo verificações semanais e, caso o pH esteja abaixo ou acima da meta estipulada, a empresa responsável pelo saneamento de água será comunicada. 

Como parte das atividades da Conferência Nacional, as escolas ainda podem concorrer às próximas etapas, inclusive na fase nacional, agendada para 6 a 10 de outubro de 2025, em Brasília.

Renan Galdino é aluno do Colégio Tereza da Silva Ramos em Matinhos e realizou um projeto sobre as tecnologias voltadas para a exploração da Lua.

Aluno Renan Galdino apresenta em feira seu trabalho sobre tecnologias voltadas para a exploração da Lua e é escolhido para participar de um programa de mobilidade internacional em Portugal.
Aluno Renan Galdino apresenta seu projeto premiado durante a Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná (Foto/Jean Carlo)

Uma parceria entre a Fundação Araucária e o CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento) selecionou cinco alunos do ensino médio de escolas no Paraná, integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência para fazerem um Programa de mobilidade internacional em Portugal, entre os dias 14 de julho a 08 de agosto. 

O Programa Sustainable Living Innovators (SLI) está em sua 6ª edição e busca capacitar as novas gerações para serem agentes de transformação do mundo, tendo como ponto de partida desafios societais complexos. Neste ano, os alunos ficarão na sede do CEiiA em Matosinhos, na região metropolitana do Porto. 

Entre os selecionados, está Renan Ulisses Galdino, aluno do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos, em Matinhos. Com auxílio do professor Jean Carlo, ele desenvolveu o LUX, um projeto inovador que une ciência, criatividade e sustentabilidade para levar energia limpa tanto à Terra quanto à Lua. O projeto, inclusive, ficou em primeiro lugar na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná na categoria “Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa”.

Aluno Renan Galdino apresenta o LUX, que tem sistemática simples e se aproveita de vibração mecânica para funcionar (Foto/ Jean Carlo)

De acordo com Renan, “o LUX foi criado com a proposta de aproveitar movimentos naturais do ambiente — como as ondas do mar ou vibrações no solo — para gerar energia elétrica através da indução magnética. Na Terra, o sistema é baseado na energia ondomotriz, de modo que o movimento das marés aciona um ímã dentro de uma bobina, gerando eletricidade. Na Lua, onde não há atmosfera nem marés, o sistema se adapta usando vibrações mecânicas captadas por uma mola que movimenta o mesmo tipo de gerador”, explica.

O diferencial do LUX está na versatilidade e simplicidade. A intenção do aluno era que o projeto não dependesse de combustíveis fósseis, nem baterias ou painéis solares e fosse modular, portátil e eficiente para ser usado na alimentação de pequenos sistemas elétricos, sensores ou iluminação, especialmente em locais remotos e de difícil acesso.

Mais do que um protótipo, o LUX é uma ideia transformadora. “Na Terra, pode ser instalado em comunidades ribeirinhas, bóias de sinalização ou em plataformas marítimas. Na Lua, pode ser parte de uma base científica ou emergencial, gerando energia mesmo em

condições extremas. O LUX mostra que a ciência não precisa ser complicada para ser poderosa. E que a energia do futuro pode ser limpa, acessível e feita com os recursos que já temos — basta observar a natureza com outros olhos”, declarou o aluno.

A apresentação do projeto aconteceu na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná, em novembro de 2024. (Foto: Jean Carlo)

O SLI e a Fundação Araucária partilham valores e objetivos comuns, ou seja, a responsabilidade pelo desenvolvimento das gerações mais jovens como propulsora da construção de um futuro mais próspero e sustentável. A iniciativa contará com a contribuição de profissionais do CEiiA e de especialistas nacionais e internacionais de referência em âmbito global, que vão compartilhar conhecimento e ferramentas para que os alunos possam desenvolver um projeto completo, desde o conceito até ao protótipo da aplicação das tecnologias espaciais.