Vinculadas aos Clubes de Ciências da Unespar, alunas foram aprovadas no vestibular da própria instituição

Duas jovens estudantes celebraram recentemente uma importante conquista acadêmica: a aprovação no curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Além do excelente desempenho no vestibular, as alunas compartilham outro ponto em comum: ambas fizeram parte dos Clubes de Ciências vinculados à mesma universidade em que foram aprovadas.
As estudantes, que participaram ativamente de projetos e iniciativas vinculadas à universidade, destacaram que essa proximidade prévia com a Unespar e com os Clubes de Ciência foi fundamental para a escolha do curso e para a preparação ao processo seletivo.
Agatha da Cunha Kulesza estudou no Colégio Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos, e integrou durante dois anos o Clube de Ciências Eco Cientistas. Em novembro de 2025, ela teve a oportunidade de apresentar um dos trabalhos feitos no clube durante a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, a FECCI.
Orientado pela professora Luciana Martins, o trabalho “Microorganismos no ambiente escolar: desafios e soluções para a saúde dos estudantes” marcou a trajetória escolar da aluna e a preparou para o maior desafio até o momento: passar no vestibular.

De acordo com Agatha, a escolha pelo curso de Ciências Biológicas partiu de um interesse que ela já tinha antes, mas “fazer parte do Clube de Ciências me ajudou a ter a segurança de que era aquilo mesmo que eu queria”, contou a ex-clubista.
Emily Rafaela Falchetti Dal Bosco, também foi aprovada em Ciências Biológicas, na Unespar. Ela é ex-aluna do Colégio Estadual Rocha Pombo, em Antonina e fez parte do Clube de Ciências Mangue: o Berçário da Vida ( clubedeciencias.rocha_pombo ). Emily participou de atividades voltadas à análise físico-química e biológica de ambientes costeiros, com foco nos manguezais locais. Ela também foi aprovada no vestibular de Geografia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A aprovação das duas jovens simboliza não apenas uma conquista individual, mas também o sucesso das atividades realizadas pelos Clubes de Ciência, que aproximam os estudantes do ambiente da pesquisa desde cedo. Agora, como ingressantes do curso de Ciências Biológicas, elas iniciam uma nova etapa, levando consigo a experiência prévia e o entusiasmo por contribuir com a ciência e a preservação ambiental.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Impulsionados pelo sucesso na FECCI, os clubistas da Unespar se preparam para brilhar na Feira do Litoral, em Matinhos

A primeira edição da Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, a FECCI, trouxe um saldo positivo para os clubistas ligados à Unespar. Entre os mais de 30 trabalhos apresentados, 7 subiram ao palco e garantiram prêmios, simbolizando o esforço de alunos, professores e articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência.
Os trabalhos “Os benefícios do contato com o ambiente marinho para saúde mental” e “Da planilha ao pixel art: a pesca de pequena escala do litoral paranaense” orientados pelas professoras Tatiana Kraiczei e Michele Cristina Nether, respectivamente, foram os grandes vencedores das categorias Ciências da Saúde – Jovem e Ciências Exatas – Jovem. Desenvolvidos nas cidades de Matinhos e Pontal do Paraná, os clubistas também vão apresentar seus trabalhos na Feira do Litoral da UFPR (Universidade Federal do Paraná) entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Matinhos.
Classificados na segunda colocação, os trabalhos “Conhecimento tradicional e práticas medicinais populares”, “A sericicultura em Nova Esperança-PR: história, cultura e tradição do casulo de seda” e “Monitoramento ambiental em caminhão de transporte de leguminosas com arduino” representaram os clubes ligados ao núcleo de Paranavaí da Unespar. Orientados pelos professores Gilvan de Andrade, Eloah Oliveira e Adriana Maldonado, os clubistas abordaram sobre temáticas ligadas ao norte paranaense.

Entre os clubes do litoral, “Qualidade da água: estudo do PH e fontes de
consumo pelos alunos do colégio Bento em Paranaguá” orientado por Andreia Cristina
Bittencourt Petruy também garantiu a segunda colocação na categoria Ciências Biológicas – Júnior. Já o trabalho “A captação de água da chuva por cisternas como alternativa sustentável”, orientado pelo professor Jean Carlos Alves, ficou em terceiro lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – Júnior.
Para o pró-reitor Antonio Marcos Dorigão, a Feira de Cultura Científica do Paraná é um evento muito importante, que reúne professores da rede pública de ensino para apresentar o desenvolvimento desses projetos dos Clubes de Ciências. “O momento é muito importante porque os clubes podem ver o que os outros clubes do Paraná estão desenvolvendo e também apresentar o seu trabalho. Especialmente importante porque isso resulta do protagonismo dos nossos estudantes e dos nossos professores no atendimento aos clubes de ciências nas regiões do Paranaguá e Paranavaí”, comentou.

As equipes que conquistaram primeiro, segundo e terceiro lugares foram premiadas com equipamentos eletrônicos e kits multimídia, doados pela 9ª Regional da Receita Federal, e pela empresa Slim 3D, ambas parceiras do NAPI e do evento. Além das premiações, todos os participantes receberam medalhas e troféus em reconhecimento ao trabalho desenvolvido.
O próximo compromisso dos clubistas é a XIV Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense, em Matinhos. Catorze trabalhos ligados aos Clubes de Ciências da Unespar estão entre os 50 trabalhos aprovados na mostra científica. Orientados pelos professores Nayhr Carneiro, Tatiana, Jean Carlos Alves, Andreia Cristina Petruy e Michele Nether, os clubistas também contaram com o apoio das bolsistas pedagógicas Michele Mendes, Karoline Bonardo e Tânia Zaleski.
Eloah de Oliveira foi uma das aprovadas no programa Ganhando o Mundo Professor, voltado para os servidores da educação da rede estadual do Paraná

A professora Eloah Francisco de Oliveira foi uma das selecionadas para o programa de formação continuada no exterior “Ganhando o Mundo Professor”, de iniciativa do Governo do Paraná para servidores da rede estadual de educação. Na categoria intercâmbio internacional, o programa oferece aos docentes a oportunidade de ampliar suas competências profissionais e aperfeiçoar suas práticas pedagógicas.
Atualmente em sua 2ª edição, o programa já levou 75 professores ao Canadá e 24 à Finlândia, em 2023, visando à valorização e à formação internacional dos educadores. Eloah integra o corpo docente do Colégio Estadual Duque de Caxias, pertencente ao Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, na cidade de Santo Antônio do Caiuá, e é também responsável pelo Clube de Ciências Bioessence.
“Realizar um intercâmbio no Canadá representa uma oportunidade valiosa, tanto profissional quanto pessoal. Como professora, essa vivência permitirá aprimorar meus conhecimentos, conhecer novas metodologias e ideologias de ensino, enriquecendo minha prática pedagógica com novas perspectivas”, destaca Eloá.
No campo pessoal, a docente acredita que o intercâmbio contribuirá para seu crescimento humano e cultural. “Essa experiência vai fortalecer minha autonomia e minha capacidade de adaptação a novos contextos e culturas. Ao vivenciar uma realidade diferente, convivendo com pessoas de diversas origens e superando desafios cotidianos, espero ampliar meus horizontes e fortalecer valores como o respeito e a resiliência”, afirma.

Segundo Eloah, sua seleção para o programa foi resultado da participação em formações e da elaboração de um plano de ação, submetido ao edital do programa. O tema proposto por ela aborda como as metodologias ativas, baseadas em projetos, podem contribuir para a aprendizagem significativa.
Com a experiência como orientadora de um Clube de Ciências, a professora pretende ampliar seu repertório de práticas pedagógicas, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino na rede estadual e ainda compartilhar os aprendizados adquiridos com outros educadores e clubes de ciências, fortalecendo assim a rede de ensino público paranaense por meio da troca internacional de experiências.
Em São Pedro do Paraná, o clube da Colégio Estadual Cecília Meireles comemorou com bolo e apresentou os projetos do clube a todos

No dia 12 de setembro de 2025, o Colégio Estadual Cecília Meireles, em São Pedro do Paraná, parou para comemorar um marco especial: o primeiro aniversário do Clube Eco Historiadores. A celebração contou com um bolos, preparados especialmente para todos os alunos, professores e servidores. O momento reuniu a escola em um clima de confraternização, com direito a parabéns e, claro, um pedaço de bolo para cada participante.
De acordo com o professor Fellype Moraes, a festa, no entanto, foi além da mesa de doces. “Os clubistas organizaram a sala do clube e abriram as portas para todos os alunos. Explicaram como o Eco Historiadores começou, o que já foi feito, os resultados que estão aparecendo e até os planos para o futuro. Quem ainda não participa, pôde conhecer de perto tudo o que acontece no contraturno, e até se animar para entrar nos próximos anos”, contou Fellype.

Um dos destaques trazido pelo professor e auxiliar do clube foi a dedicação da equipe responsável pela cozinha. As estudantes se aventuraram em uma receita de confeitaria inédita, garantindo um bolo que surpreendeu pelo sabor e pela qualidade. O esforço conjunto reforçou o espírito de colaboração que marca a história do clube.

Mais do que uma comemoração, o aniversário do clube se transformou em um momento de integração e valorização do protagonismo estudantil. O evento mostrou a importância do clube no ambiente escolar e celebrou o início de uma trajetória que promete render muitos frutos. O clube Eco Historiadores é orientado pelos professores Adriane Fernandes e Fellype Moraes e está conectado à Unespar (Universidade Estadual do Paraná) campus de Paranavaí.
Os alunos do Colégio Sertãozinho representam o Clube de Ciências na Feira de Cultura Científica, com projeto sobre microrganismos

Os estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, coordenados pela professora Luciana Martins, foram selecionados para representar o Clube de Ciências Ecocientistas na Feira de Cultura Científica (FECCI), que será realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 e 6 de novembro.
O projeto apresentado pelo clube, intitulado “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes”, foi desenvolvido no âmbito dos Clube de Ciências da Unespar e tem como foco investigar a presença de microrganismos em diferentes espaços da escola, propondo ações de prevenção e conscientização sobre saúde e higiene.

A pesquisa teve início com a aplicação de questionários sobre hábitos de higiene entre os estudantes, seguida pela coleta de amostras em locais estratégicos da escola – utilizando o método de esfregaço em Placas de Petri nutritivas. As análises revelaram a proliferação de fungos em algumas áreas, assim como pontos mais suscetíveis à contaminação.
Com o avanço do estudo, novas coletas estão sendo realizadas em períodos de temperatura mais elevada, permitindo comparar os resultados e identificar como as condições climáticas influenciam o desenvolvimento dos microrganismos.
Além da parte experimental, o projeto inclui a produção de materiais educativos, como panfletos e vídeos informativos, voltados à comunidade escolar, com orientações sobre a importância da higiene pessoal e coletiva na prevenção de doenças infectocontagiosas, especialmente as de caráter sazonal causadas por vírus, fungos e bactérias.

Reunindo escolas da região de Paranavaí, a iniciativa promoveu a alfabetização científica e incentivou o diálogo entre ciência e sociedade

A Unespar promoveu no último dia 4 de setembro, a 1ª Feira de Ciências, em Paranavaí. O evento, aberto ao público, teve como objetivo estimular a alfabetização científica da comunidade e aprofundar a compreensão sobre as relações entre ciência, tecnologia e sociedade.
Durante a feira, os visitantes puderam conhecer projetos e apresentações que abordam temas como alfabetização científica, impactos da ciência e tecnologia na vida cotidiana, interações entre ciência e sociedade, todos realizados por alunos e clubistas de Paranavaí e região.
A iniciativa buscou incentivar a curiosidade científica, promovendo o contato direto entre pesquisadores, estudantes e a comunidade. Cerca de 25 trabalhos foram apresentados e envolveram clubes de ciências da Unespar e projetos de pesquisa e extensão do IFPR (Instituto Federal do Paraná) campus Paranavaí.

Os temas dos trabalhos envolviam as mais diferentes temáticas. Entre os relativos aos clubes de ciências, as pesquisas dos alunos e dos professores contemplavam agrofloresta na escola, agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores, caracterização física do córrego Heliodoro, arqueologia, plantas medicinais e conhecimento tradicional. Outros trabalhos falavam ainda sobre a extração de óleos essenciais com aromaterapia e robótica aplicada ao desenvolvimento do campo.
A feira contou com a divulgação de pesquisas de PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), como a importância das serpentes, curiosidades sobre sistema digestivo, gravidade e campo magnético e por fim, o terrário, como criação de ecossistema. Trabalhos realizados nos campi do IFPR também foram apresentados e colaboraram com a divulgação científica da região.

A 1ª Feira de Ciências da Unespar no campus de Paranavaí consolidou-se como um espaço de integração entre instituições, professores, estudantes e a comunidade, reforçando o compromisso da Universidade com a popularização da ciência. A expectativa é que a iniciativa se torne parte do calendário acadêmico e regional, fortalecendo o diálogo entre ciência e a sociedade, incentivando novas gerações a se envolverem com a pesquisa científica e a inovação.

Cinco clubes das regiões de Paranavaí e do Litoral representarão a Unespar na Feira de Inovação em Ciências e Engenharias em Foz do Iguaçu

A XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025) promete agitar o Paraná em outubro, reunindo jovens cientistas: Brasil, Paraguai e Argentina. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro e serão apresentados projetos em três categorias: Kids, Jovem e Júnior. Cinco clubes de ciência vão representar a Unespar. Entre eles, três são de escolas da região litoral e dois representam a cidade de Paranavaí (norte do estado) e região. Reunimos abaixo uma breve descrição dos projetos, quem são os professores orientadores dos trabalhos e as escolas que abrigam os clubes:
Projeto: ENERGIA DAS MARÉS: POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES NO LITORAL PARANAENSE
Professor: Jean Carlo Alves Da Silva
Escola: Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos
Clube de Ciências: Clube de Ciências do Tereza
Em regiões costeiras, como as cidades do litoral paranaense, os movimentos constantes das marés podem oferecer uma falsa impressão aos leigos de que existe uma grande oportunidade para geração de energia. Foi assim que esta pesquisa se iniciou, em busca de bibliografias que tragam respostas à possibilidade de implantação de sistemas de maremotriz no litoral do Paraná. O intuito é buscar formas de diversificar a matriz energética sustentável. A região é conhecida por seu turismo e urbanização em expansão e poderia se beneficiar do uso de fontes de energia renováveis.

Projeto: Caatinga: Exclusividade do Brasil
Professora: Andreia Cristina Bittencourt Petruy
Escola: Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto
Clube de Ciências: Bagrinhos do Bento
O bioma Caatinga, o único exclusivamente brasileiro, ocupa 11% do território nacional, com 70% de sua área localizada na região Nordeste do país. Ele é relevante para a identidade e cultura brasileiras. Conhecer e se reconhecer pertencente a esse bioma faz parte da abordagem do jogo criado pelos alunos utilizando a metodologia aprendizagem por jogos.

Projeto: Por que o carangueijo-uçá está ameaçado de extinção?
Professora: Tatiana Kraiczei
Escola: Colégio Estadual Gabriel de Lara
Clube de Ciências: Clube Exploradores da Ciência
Nos últimos anos, a população do caranguejo-uçá tem sofrido um declínio preocupante, em virtude da degradação dos manguezais e captura fora dos padrões estabelecidos pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outra ameaça é a poluição por micro e mesoplásticos, que se fragmentam e se acumulam nas regiões de manguezais, onde habitam esses organismos. As partículas podem ser ingeridas direta ou indiretamente pelo crustáceo, causando problemas que ainda são pouco estudados. Este trabalho estuda a possível relação entre a presença de micro e mesoplásticos nos manguezais e a diminuição drástica do crustáceo no litoral paranaense, visando contribuir para desenvolver estratégias de conservação e manejo sustentável da espécie e de seu habitat.

Projeto: FARINHEIRAS: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS CASAS DE FARINHA EM MATINHOS-PR E REGIÃO
Professora: Nahyr Carneiro da Silva
Escola: Escola Estadual Cívico-Militar Profª Abigail dos Santos Corrêa
Clube de Ciências: Periplaneta Norminhasfesial
O projeto Farinheiras investiga se as Casas de Farinha da região do litoral paranaense são uma tecnologia social e assim contribuem para a conservação do patrimônio natural e da biodiversidade no litoral do Paraná. Entre os objetivos do projeto, os alunos buscam conhecer a tradicional forma de produção de farinha de mandioca, além de entender as etapas de fabricação e identificar mudanças ao longo do tempo.

Projeto: O CASULO À SEDA: agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores de nova esperança
Professor: Gilvan Andrade dos Santos
Escola: Escola do Campo Barão de Lucena
Clube de Ciências: Conexão
O projeto de pesquisa ‘Do casulo à seda’ investiga os impactos do uso de agrotóxicos sobre a sericicultura em Nova Esperança, com foco nos efeitos sobre o bicho-da-seda, a cultura local e a economia. A pesquisa também busca identificar práticas sustentáveis e alternativas ao uso de defensivos químicos.

Projeto: Herborização de plantas nativas da região noroeste do Paraná
Professora: Adriana Renata Fernandes
Escola: Colégio Estadual Cecília Meireles
Clube de Ciências: Eco Historiadores
O projeto Herborização tem como objetivo coletar, identificar, preservar e catalogar espécies vegetais nativas da região Noroeste do Paraná. A iniciativa visa fins científicos, educacionais e de conservação da biodiversidade local. A herborização, processo de preparação de exemplares vegetais para a composição de um herbário, possibilita a criação de um acervo botânico que poderá servir como base para pesquisas futuras e ações de educação ambiental desenvolvidas pelo clube.

Clubista conta sobre sua trajetória, desafios e aprendizados ao participar do projeto internacional com apoio da Fundação Araucária

A experiência de desenvolver um projeto inovador que une ciência, criatividade e sustentabilidade para levar energia limpa tanto à Terra quanto à Lua levou Renan Ulisses Galdino para um programa de mobilidade internacional, em Portugal. Aluno do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos em Matinhos, ele faz parte do Clube de Ciências do Tereza, orientado pelo professor Jean Carlo.
O trabalho desenvolvido por Renan leva o nome de “Lux” e foi criado com a proposta de aproveitar movimentos naturais do ambiente — como as ondas do mar ou vibrações no solo — para gerar energia elétrica através da indução magnética. O projeto ficou em primeiro lugar na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná na categoria “Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa” e foi um dos cinco escolhidos para a 6ª edição do Programa Sustainable Living Innovators (SLI), em Matosinhos, na região metropolitana do Porto. Entre os dias 14 de julho a 08 de agosto, os alunos tiveram palestras, atividades e desafios complexos voltados para o desenvolvimento das gerações mais jovens como propulsoras da construção de um futuro mais próspero e sustentável.
Após retornar de sua primeira experiência internacional, Renan contou um pouco sobre sua trajetória ao receber a confirmação de que tinha sido aprovado, a reação da família e seus próximos passos.“Primeiro, fui olhar meu e-mail para ver se havia alguma novidade. Eu já tinha passado para a segunda fase da entrevista e, ao abrir, vi a aprovação no programa SLI. No início, não caiu a ficha — foi aquele momento em que você não acredita de primeira. Depois, veio a euforia: arrumar passaporte, preparar a mala e correr com todos os detalhes da viagem”, comenta.
Para Renan, a confirmação real de que tudo estava acontecendo veio apenas quando ele esperava o ônibus para ir até Curitiba e, então, embarcar para Portugal. Ao chegar lá, ele relata que a convivência com o grupo foi divertida, com muitas piadas e momentos engraçados desde o primeiro contato. “Ao chegar, fiquei impressionado com a beleza da cidade. Para uma primeira viagem, foi uma experiência incrível. Participamos de uma cerimônia de abertura e já no dia seguinte pudemos explorar o local. Visitamos muitos lugares, incluindo o Gaia, um mirante famoso pelo pôr do sol. No outro dia, conhecemos shoppings e outros pontos turísticos. Alguns colegas chegaram a visitar cidades mais distantes, enquanto eu explorei bastante a região do Porto”, conta Renan.

Durante a semana, Renan relata que as atividades seguiam uma rotina: palestras pela manhã, almoço e atividades pela tarde. “Fomos divididos em equipes para desenvolver um único projeto dentro da missão ‘Terra Luna’, que tinha como objetivo criar um ecossistema sustentável para que astronautas pudessem explorar a Lua com segurança e conforto”, explica o clubista.
As equipes foram separadas em quatro áreas: energia, construção, mobilidade e saúde. Renan ficou no time de energia, que desenvolveu um sistema de painéis solares retráteis. “Eles eram instalados na superfície lunar, elevavam-se até certa altura e se abriam para captar o máximo possível de luz solar. Possuíam limpeza por eletrostática, painel de gestão com inteligência artificial e outros recursos. Como plano B, projetamos também um reator nuclear de fissão baseado no Kilopower, da NASA”, relata.
Os grupos também criaram contas no Instagram, nas quais compartilharam um pouco sobre o trabalho feito e vídeos com momentos descontraídos. A equipe de Renan foi nomeada “Zenith Energy Inovations” (@zenith_energy_ no Instagram).
Além dos brasileiros, o projeto também contou com estudantes portugueses, tanto do ensino secundário quanto universitários. Perguntado sobre como foi a convivência, Renan responde que todos aprenderam a trabalhar juntos, mesmo sendo de contextos diferentes, e conseguiram desenvolver um projeto em conjunto.

“O que levo de positivo dessa experiência é a capacidade de ser eficiente trabalhando com pessoas que acabei de conhecer e de colaborar para alcançar um objetivo comum”, defende o jovem. “Minha inscrição no programa começou com incentivo de outras pessoas que acreditavam que eu tinha potencial. Desenvolvi o projeto com apoio e sugestões até chegar à versão final enviada para a inscrição.”
Sobre a reação da família, Renan diz que nunca tinha vivido nada parecido, então todos ficaram muito felizes e orgulhosos, especialmente sua mãe. Quanto ao futuro, ele pensa em criar algo parecido na área de tecnologia para apresentar em outra feira de ciências, como a do Litoral, marcada para os dias 2 a 4 de dezembro, em Matinhos. O estudante do 2º ano do Ensino Médio ainda não sabe o que pretende cursar, mas com certeza sabe que quer continuar na área de tecnologia e desenvolver mais projetos inovadores.

Alunos e clubistas do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha apresentaram suas pesquisas sobre a qualidade da água em Paranaguá

A VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está mobilizando escolas de todo o Brasil com o tema: “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”. A iniciativa é promovida pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e contou com a participação da rede de clubes de ciências do Paraná.
A primeira etapa é realizada nas escolas, visando fortalecer a educação ambiental e promover debates sobre justiça climática, soluções sustentáveis e resiliência nas comunidades escolares. Entre os participantes, estão os alunos do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha, de Paranaguá.
Os clubistas do ‘Bagrinhos do Bento’, orientados pela professora Andreia Petruy, apresentaram suas pesquisas falando sobre a qualidade da água presente no entorno da cidade. Entre as amostras de águas analisadas estão: água da torneira, água da Baía de Paranaguá e a água do manguezal. Como parte das atividades, os alunos também convidaram a empresa responsável pelo saneamento ao redor da escola, a Paraná Saneamentos, para conversar sobre como é feita a distribuição e o tratamento de água no município.

A professora Andreia Petruy contou que as atividades foram organizadas pelos próprios alunos dos clubes de ciência. Os “Bagrinhos do Bento” realizaram pesquisas para verificar o pH da água consumida na escola e no seu entorno. Em entrevistas feitas com outros alunos, os clubistas descobriram que muitos ainda consomem águas de poços artesanais, por isso a pesquisa se fez tão importante para descobrir se a água era ou não imprópria para consumo.

Após as apresentações, os alunos discutiram como os clubes de ciência podem auxiliar a manter a qualidade da água. Os Bagrinhos do Bento seguirão fazendo verificações semanais e, caso o pH esteja abaixo ou acima da meta estipulada, a empresa responsável pelo saneamento de água será comunicada.
Como parte das atividades da Conferência Nacional, as escolas ainda podem concorrer às próximas etapas, inclusive na fase nacional, agendada para 6 a 10 de outubro de 2025, em Brasília.
Renan Galdino é aluno do Colégio Tereza da Silva Ramos em Matinhos e realizou um projeto sobre as tecnologias voltadas para a exploração da Lua.

Uma parceria entre a Fundação Araucária e o CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento) selecionou cinco alunos do ensino médio de escolas no Paraná, integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência para fazerem um Programa de mobilidade internacional em Portugal, entre os dias 14 de julho a 08 de agosto.
O Programa Sustainable Living Innovators (SLI) está em sua 6ª edição e busca capacitar as novas gerações para serem agentes de transformação do mundo, tendo como ponto de partida desafios societais complexos. Neste ano, os alunos ficarão na sede do CEiiA em Matosinhos, na região metropolitana do Porto.
Entre os selecionados, está Renan Ulisses Galdino, aluno do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos, em Matinhos. Com auxílio do professor Jean Carlo, ele desenvolveu o LUX, um projeto inovador que une ciência, criatividade e sustentabilidade para levar energia limpa tanto à Terra quanto à Lua. O projeto, inclusive, ficou em primeiro lugar na Feira de Ciências Regional do Litoral do Paraná na categoria “Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa”.

De acordo com Renan, “o LUX foi criado com a proposta de aproveitar movimentos naturais do ambiente — como as ondas do mar ou vibrações no solo — para gerar energia elétrica através da indução magnética. Na Terra, o sistema é baseado na energia ondomotriz, de modo que o movimento das marés aciona um ímã dentro de uma bobina, gerando eletricidade. Na Lua, onde não há atmosfera nem marés, o sistema se adapta usando vibrações mecânicas captadas por uma mola que movimenta o mesmo tipo de gerador”, explica.
O diferencial do LUX está na versatilidade e simplicidade. A intenção do aluno era que o projeto não dependesse de combustíveis fósseis, nem baterias ou painéis solares e fosse modular, portátil e eficiente para ser usado na alimentação de pequenos sistemas elétricos, sensores ou iluminação, especialmente em locais remotos e de difícil acesso.
Mais do que um protótipo, o LUX é uma ideia transformadora. “Na Terra, pode ser instalado em comunidades ribeirinhas, bóias de sinalização ou em plataformas marítimas. Na Lua, pode ser parte de uma base científica ou emergencial, gerando energia mesmo em
condições extremas. O LUX mostra que a ciência não precisa ser complicada para ser poderosa. E que a energia do futuro pode ser limpa, acessível e feita com os recursos que já temos — basta observar a natureza com outros olhos”, declarou o aluno.

O SLI e a Fundação Araucária partilham valores e objetivos comuns, ou seja, a responsabilidade pelo desenvolvimento das gerações mais jovens como propulsora da construção de um futuro mais próspero e sustentável. A iniciativa contará com a contribuição de profissionais do CEiiA e de especialistas nacionais e internacionais de referência em âmbito global, que vão compartilhar conhecimento e ferramentas para que os alunos possam desenvolver um projeto completo, desde o conceito até ao protótipo da aplicação das tecnologias espaciais.