Durante visita da equipe pedagógica da UEM ao clube dedicado à robótica, alunos apresentaram cinco projetos que unem robótica à sustentabilidade

Na quarta-feira, 15 de abril, a equipe pedagógica da UEM que acompanha os Clubes de Ciências da região, visitou o Colégio Estadual Olavo Bilac, no município de Itambé, onde funciona o clube maker Codificando o Futuro. Os 22 participantes são todos do Ensino Médio, sob coordenação do professor de física Gilmar Horchulhak.
Com ênfase em robótica, as atividades do clube são majoritariamente ligadas à programação, projeção e construções mecânicas, áreas que incentivam os alunos a colocarem a mão na massa. No dia a dia escolar, os alunos perceberam que poderiam desenvolver melhorias para o ambiente escolar e aprender com elas.
Atualmente, o clube trabalha com cinco projetos de temáticas diferentes, em grupos de até 5 alunos em cada tema, de modo que as temáticas se complementam. Os projetos são ligados por uma linha norteadora: a sustentabilidade.
O programa de Irrigação Inteligente teve início com alunos do antigo 3º ano, que se formaram em 2025, e agora está em andamento com estudantes do ano de 2026. A ideia é automatizar as operações técnicas da horta escolar, começando pela irrigação. Segundo o clubista João Rafael, os participantes do grupo já realizaram as instalações elétricas que precedem a instalação da futura máquina de irrigação. “Essa fiação que está colocada aqui na horta foi instalada por nós mesmos, conectando ao forro e à elétrica da escola. Subimos em escadas, martelamos e tal. Foi super legal”, disse o clubista. A parte da programação é feita no computador, momento em que os alunos codificam e conectam as placas que serão utilizadas para fazer o irrigador ser acionado no horário correto.
O projeto Girassol é composto por três estudantes: João Pedro, responsável pela programação, Rafaela, responsável pelo design gráfico e o Luciano que está responsável pela arquitetura e montagem da máquina. Segundo Luciano, o objetivo do projeto é maximizar a produção de energia das placas solares da escola. “Quando a placa está fixa em um lugar, em determinado momento do dia o sol deixa de alcançá-la, o que diminui a captura de luz e, consequentemente, de energia”, explica o estudante. “Dessa forma, o objetivo do projeto é fazer uma placa móvel, que gire como um girassol, até mesmo no design, porque a ideia é que ele siga a mesma lógica da flor”, completou.
Lixeira Inteligente é um projeto composto por Carlos, Gabriele e Marcos. Os três estão planejando criar uma lixeira automática, ideia que surgiu ao perceber a necessidade de organizar a separação dos lixos da escola. Ano passado, os estudantes começaram o protótipo gráfico do item e neste ano estão colocando em prática as primeiras miniaturas. “Fizemos a montagem de uma miniatura de lixeira feita em papelão para testar a codificação do circuito que estamos há um tempo trabalhando e, graças ao nosso empenho, deu certo. Agora estamos começando a segunda parte do projeto: montando a tampa da lixeira em formato redondo”, contou o clubista Carlos. A ideia é que ela abra automaticamente, por meio do sensor de movimento, e abra somente um compartimento do lixo de cada vez, com o objetivo de separar mesmo os resíduos, como detalhou o aluno.
O aluno Miguel faz parte do grupo de Compostagem do clube. Ele explicou que fizeram as composteiras com baldes e que a finalidade do produto dessa compostagem, o chorume, será adubar a futura horta no espaço escolar. O estudante disse também que o grupo faz dois tipos de compostagem: uma com a composteira produzida por eles e outra diretamente no solo, e esse grupo é responsável por fazer a manutenção semanal delas.
O estudante Marcos Vinícius, entre desenhos manuais e desenhos digitais, explicou que o novo grupo está empenhado em realizar um óculos para pessoas com deficiência visual. Como os outros grupos já possuíam uma quantidade grande de alunos, o professor Gilmar sugeriu que os novos membros pudessem focar em um projeto diferente. “Os óculos terão sensores nas extremidades que apitam quando algo se aproxima, em determinada distância da pessoa,” disse Marcos.

Ao final da visita, a equipe pedagógica da UEM parabenizou os estudantes pelas atividades realizadas, junto do professor coordenador Gilmar Horchulhak, e incentivou a participação do clube na FECCI 2026. Os clubistas reagiram com satisfação ao falarem sobre os trabalhos já realizados e demonstraram bastante interesse em expor seus trabalhos na Feira deste ano.
Para mais ações dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência siga o perfil no Instagram @clubesparanafazciencia e o site com notícias do Paraná Faz Ciência.
Alunos do Colégio Estadual Alberto de Carvalho aprenderam a superar desafios técnicos e utilizar softwares de modelagem para o desenvolver projetos científicos

No dia 7 de abril, os alunos do Clube dos Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, participaram de uma palestra sobre o funcionamento da impressora 3D. A atividade foi ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para a Internet, na Unicesumar. Durante o encontro, os clubistas puderam tirar dúvidas e aprender na prática como operar o novo equipamento que o clube recebeu.
Durante a palestra, Lucas compartilhou com os alunos suas experiências com a impressora 3D, explicando o que é possível realizar com o auxílio da tecnologia. Para demonstrar isso na prática, ele levou uma impressão do personagem Vecna, da série Stranger Things, o que chamou a atenção dos estudantes e ajudou a ilustrar o potencial do equipamento. “Gostei muito da turma, já comprei a briga, falei pra professora que a gente vai estar à disposição, seja online ou presencial, para voltar aqui na escola. A ideia é que eles consigam utilizar a impressão 3D não só para desenvolver os trabalhos na escola, mas também para trazer um dinheirinho e levar esse clube cada vez mais longe”, afirmou Lucas.

Antes da palestra, os estudantes e a professora responsável, Mariel Guil Chociai, recepcionaram a nova orientadora do clube, a professora Cecília Hauresko. Ela atuará no clube, articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Ex-aluna do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, Cecília demonstrou entusiasmo em retornar à instituição para contribuir com os projetos científicos. “Sou nova na Rede de Clubes, mas no ano passado participei de feiras científicas e fiquei muito feliz ao observar as oportunidades que as escolas públicas têm recebido. Na idade de vocês, a gente nem sabia o que significava ciência. Que bom que as coisas mudam para melhor”, afirmou.
O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Mariel Guil Chociai, utiliza a impressora 3D como uma ferramenta importante para o desenvolvimento das atividades. Os clubistas estudam a morfometria de abelhas nativas e o reflorestamento, e a ideia é aplicar a tecnologia nesses estudos. “Claro que nós queremos começar fazendo as réplicas das nossas espécies de abelhas que nós estudamos, as nativas, como as jataís, mirim e a mandaçaia, para a gente usar quando formos nas feiras e nas mostras de ciência, para as pessoas olharem as estruturas físicas das abelhas em formato 3D”, explicou Mariel.

Além disso, o clube também desenvolve outros projetos, como a fabricação de vasinhos estilizados para suculentas, que ajudam a arrecadar verba para as viagens do grupo. A professora contou que, por ser um material novo, ela e os estudantes estavam enfrentando dificuldades no uso do equipamento, o que motivou o convite ao palestrante. “A maior dificuldade estava sendo na quebra do filamento, principalmente. Também o fato de que nenhum de nós tinha conhecimento nenhum sobre a impressora, nós nunca tivemos contato com ela”, relatou.
Para Lucas, o envolvimento dos jovens é o ponto central do projeto. “Os alunos aqui, apesar de jovens, estão muito para frente, são ideias muito avançadas. O pessoal aparentemente gosta de estar no clube, a gente viu alunos aqui que nem estão mais na escola e continuam vindo, e isso é muito importante para a juventude de hoje, que é o nosso futuro. Lá na frente a gente vai ter reflexo dessas crianças aqui”, comentou.
Mariel também reforça que a escolha da impressora partiu dos próprios estudantes, que participaram ativamente da pesquisa do modelo. “Fizemos uma pesquisa bem grande para sabermos qual era a melhor compra do modelo. Isso parte muito dos alunos, isso é bem importante para o protagonismo juvenil deles. Escolhemos um modelo que agora estamos sabendo que é muito bom. Então, a gente só precisa aprender a usar esses detalhes para se adaptar e saber usar ela corretamente”, explicou.
Ao fim da palestra, Lucas se ofereceu para continuar acompanhando o clube e auxiliando os alunos no desenvolvimento dos projetos. Para a professora Mariel, a disponibilidade do palestrante de forma espontânea é algo que faz diferença no processo de aprendizagem. “Eu acho que sempre quando a gente tem contato com uma pessoa que tem tanto conhecimento quanto o Lucas mostrou para a gente, e que fala de uma forma humilde para criança e para adolescente, vendo que isso vai ter um futuro e um benefício para a comunidade escolar, isso é muito gratificante”, compartilhou.
O clubista Vitor Alexandre Konitski (15) também destacou as dificuldades enfrentadas antes da atividade e o quanto a palestra contribuiu para o grupo. “A gente não tinha uma base do conhecimento dos softwares para baixar os modelos, criar, fatiar e exportar, e também sobre a configuração da máquina. A gente estava no seco, só na raça, não tinha experiência nenhuma com isso”, contou. Após a ajuda de Lucas, ele aponta avanços. “Conseguimos aprender um pouco mais sobre os softwares, como decidir o tamanho e a configuração da impressora em si. Ele deu umas dicas e também vai fazer o suporte para ajudar a gente nesse projeto”.
Acompanhe a evolução dos trabalhos com a impressora 3D, no perfil do clube no Instagram: @@clubedosquatroelementos e sobre a Rede de Clubes, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Projetos curitibanos articulam ciência, tecnologia e experiências do cotidiano escolar

Projetos que surgem de questões do cotidiano escolar e do território dos estudantes da rede municipal de ensino de Curitiba ganharam espaço na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desenvolvidas em clubes de ciência da Rede Paraná Faz Ciência, as pesquisas apresentadas articulam investigação, tecnologia e vivências dentro e fora da escola.
A participação, no entanto, ainda é pontual: entre os 290 clubes que integram a Rede Paraná Faz Ciência, apenas dois estão vinculados à rede municipal de ensino, em Curitiba. A inserção ocorre por meio dos clubes ‘Cross Tech Science Portinari’ e ‘Incríveis Pesquisadores Maker’.

No clube ‘Cross Tech Science Portinari’, da Escola Municipal CAIC Cândido Portinari, localizada na região da Cidade Industrial (CIC), os projetos desenvolvidos envolvem educação ambiental articulada ao uso de tecnologias. Com dez estudantes, o grupo passou recentemente por uma renovação, e a participação na Semana Araucária marcou o primeiro contato com um evento em que foi possível apresentar o trabalho desenvolvido pelo clube. Para o professor coordenador, Roni Zanatta, o momento também representa a possibilidade de ampliar o contato dos estudantes com outras iniciativas.
Para o professor, a participação evidencia a capacidade de produção científica em diferentes contextos educacionais. “A gente tem, mesmo nas regiões mais periféricas da cidade, condições de produzir ciência de alto nível, inclusive em uma escola de ensino fundamental”, afirma.
Além de apresentar os projetos, o evento marca o primeiro contato dos estudantes com um espaço de divulgação científica. “É a primeira vez que eles participam de um espaço como esse. Eles passam a conhecer não só a produção, mas também a divulgação dos dados”, explica Roni.

Já no clube ‘Incríveis Pesquisadores Maker’, da Escola Municipal CAIC Doutor Guilherme Braga Sobrinho, localizada na região do Sítio Cercado, a participação no evento também é compreendida como um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola. A professora e coordenadora do clube, Doralice Lima, destaca o envolvimento dos estudantes na definição dos temas investigados.
“Os estudantes pesquisam temas que eles mesmos consideram importantes e, ao apresentar aqui, mostram o quanto são capazes e que podem ser protagonistas das próprias trajetórias”, afirma. Segundo a professora, a experiência reforça a relevância das práticas investigativas no contexto escolar. “É uma confirmação de que esse trabalho pode ser feito e que ele é imprescindível nas escolas”, completa.
A participação dos clubes da rede municipal em eventos como a Semana Araucária também se relaciona com a forma como a experiência do Clube de Ciência da Rede Paraná Faz Ciência vem sendo desenvolvida no contexto escolar.
Para Santina Bordini, professora que acompanha os clubes na Rede Municipal de Curitiba, a participação ativa dos estudantes amplia seu papel no processo de aprendizagem. “Eles deixam de ocupar apenas o lugar de quem recebe informações e passam a investigar, criar, testar, errar, revisar e apresentar soluções”, afirma. Nos clubes, esse processo inclui o erro como parte da construção do conhecimento. “Nem sempre a primeira ideia funciona, e isso é muito bom e contribui para sua formação como pessoa”, defende.
A professora ressalta que os projetos desenvolvidos tendem a partir de questões do cotidiano e das realidades dos estudantes. “Muitas vezes, as propostas nascem da escola, da comunidade, do território onde esses alunos vivem. Isso aproxima ciência e realidade e torna a aprendizagem mais significativa”.
Nesse contexto, a participação em eventos como a Semana Araucária amplia o alcance dessas produções e reforça seu reconhecimento social. “Quando os estudantes apresentam seus projetos em um evento dessa natureza, eles percebem que aquilo que produziram na escola tem valor social, merece ser visto, discutido e reconhecido”. A inserção em espaços como a Semana Araucária e a Feira de Ciência e Inovação (FECCI) também contribui para que esses trabalhos circulem em diferentes contextos de produção e socialização do conhecimento.
Ainda que em número reduzido dentro da rede, a presença dos clubes dentro de Escolas Municipais evidencia possibilidades de fortalecimento das práticas investigativas na educação básica e indica caminhos para a ampliação de experiências desse tipo no contexto escolar.Siga o perfil da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, no Instagram, @clubesparanafazciencia para saber o que acontece nos clubes da rede. E no site Paraná Faz Ciência estão mais matérias e registros das ações do NAPI Paraná Faz Ciência.
Projeto investiga sobras do almoço para entender hábitos e propor mudanças no consumo da comunidade escolar

Em sua essência, um clube de ciências é formado por alunos protagonistas, curiosos e engajados. Na Rede de Clubes Maker, do NAPI-Paraná Faz Ciência, soma-se esse perfil com atividades que incentivam ideias e buscam solucionar questões de forma ativa. Foi assim que o clube San Rafa Makers percebeu o desperdício de alimentos na escola e passou a buscar formas de resolver o problema.
O projeto é do Colégio Estadual Jardim San Rafael, de Ibiporã. A equipe notou que havia um padrão: muitos deixavam comida no prato na hora do almoço. Para averiguar, os clubistas coletaram as sobras e traçaram um objetivo. “Registrar e quantificar o desperdício de alimentos durante o almoço em nosso colégio integral. Em seguida, propor ações para mitigar esse desperdício”, explica a professora coordenadora, Edinara Santos.

No último ano, os estudantes dividiram o que foi coletado em baldes, separando o resto de comida da casca de frutas. Montaram, também, um questionário sobre hábitos alimentares, para entender melhor o que estava sendo consumido pela comunidade escolar. Além disso, realizaram propostas de destino sustentável, visando a criação de uma composteira para adubo, produto que poderá ser utilizado na horta do colégio.
Os resultados foram apresentados na 1ª Mostra de Clubes de Ciências, em Guarapuava, e na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba. O clube ainda foi escolhido para representar o Paraná no Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola, em Brasília. “Foi muito gratificante e enriquecedor compartilhar o nosso trabalho e trocar experiências com outros clubes pelo país”, conta Edinara. “Fiquei particularmente impressionada com a grandiosidade do Mais Ciência na Escola.”

O clube San Rafa Makers é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). De acordo com Edinara, o foco agora é aprofundar mais a metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). “Neste ano, trabalharemos em conjunto com o itinerário formativo de matemática (física, programação e robótica) no desenvolvimento de uma ‘bengala inteligente’ para deficientes visuais”, revela a docente.
Siga o perfil no Instagram do clube, o @sanrafamakers. E as atividades dos Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Na segunda edição, a Feira amplia o número de vagas, as categorias especiais e reforça o incentivo a projetos de comunicação, cultura oceânica, empreendedorismo e meninas e mulheres na ciência

Mais uma etapa da FECCI 2026 começa nesta semana. A partir de terça-feira, 19 de maio, estudantes e professores dos clubes de ciência e de equipes de pesquisa do país todo poderão inscrever seus projetos para a segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência. Neste ano, o evento traz mais vagas, novas categorias especiais e uma programação ainda mais voltada à troca de experiências, inovação e divulgação científica. No mesmo local da edição anterior, o campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 a 6 de novembro.
O sistema de submissão de projetos ficará aberto de 19 de maio até 19 de junho. O processo de inscrição será todo online, via plataforma Even3, neste link. Um espaço será dedicado ao cadastro de professores e outro para os estudantes. As categorias continuam as mesmas da primeira edição: FECCI Kids, FECCI Junior e FECCI Jovem, incluindo toda a gama de estudantes do Ensino Básico: do Ensino Fundamental I e II, passando pelo Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As inscrições são gratuitas e cada projeto submetido à Feira poderá incluir até três estudantes e um professor orientador. Esta etapa inicial, de avaliação dos trabalhos para seleção, será também virtual. Os modelos específicos para descrição dos trabalhos serão cedidos pela organização e serão disponibilizados de acordo com cada categoria de inscrição. Estarão acessíveis na mesma plataforma de inscrição.
O caminho para a garantir a participação na FECCI é, primeiramente, fazer o download do modelo (ou template) de acordo com a categoria que se pretende participar. Após preenchê-lo corretamente com os dados solicitados, o arquivo deverá ser anexado novamente, devidamente preenchido, no ato da submissão online. Os formatos de arquivo aceitos são Word (.doc ou .docx) ou LibreOffice (.odt).
Serão então dois arquivos a serem enviados no ato de submissão do projeto: um com identificação dos autores, e o outro, sem a identificação. A organização ressalta que é de responsabilidade dos autores a correta inserção desses arquivos na plataforma de inscrição.
Para quem já leu o editar e tem dúvidas, pode ser que algumas delas sejam as mesmas respondidas na live do programa Quarta com Clubes, que vai ar em 27 de maio, no canal de You Tube do EducartGeo .Todas as informações e atualizações relativas à FECCI 2026 podem ser acompanhadas pelo site do evento fecci.net.br ou pelo perfil de Instagram @fecci_prfc.
Apresentação reuniu estudantes, professores e conselheiros em torno das práticas desenvolvidas nos clubes de ciência

O Clube de Ciência e o Clube de Ciência Maker do Colégio Estadual do Paraná (CEP) participaram de uma reunião ordinária do Conselho Estadual de Educação do Paraná, realizada no dia 20 de março. Na ocasião, estudantes, professores e equipe gestora foram recebidos pelos conselheiros para apresentar as atividades dos clubes e compartilhar experiências construídas no ambiente escolar.
Os clubistas assumiram papel central ao apresentar projetos que articulam investigação científica, tecnologia e resolução de problemas. Entre as iniciativas destacadas estão o desenvolvimento de soluções sustentáveis, como um tijolo produzido a partir da casca de pinhão e propostas voltadas à acessibilidade, como um protótipo robótico para auxiliar na tradução em Libras.

O professor Tony Marcio Groch destacou o caráter investigativo e aplicado das atividades. Segundo ele, os projetos estão articulados a desafios reais e a competições científicas. “Os clubes trabalham com investigação científica dentro de competições como o Torneio Brasil de Robótica e a First Lego League, em que os estudantes desenvolvem soluções a partir de temas propostos, envolvendo tecnologia e resolução de problemas”, conta.

A participação no Conselho apresentou os resultados dos projetos ao mesmo tempo em que expôs as práticas que sustentam essas iniciativas nos clubes. Os participantes destacaram que essas experiências contribuem para a formação acadêmica e pessoal, ampliando habilidades como trabalho em equipe, pensamento crítico e comunicação.
Para a professora e integrante do NAPI Paraná Faz Ciência Edinalva Oliveira, o momento também representa reconhecimento e pertencimento dentro de uma rede mais ampla de incentivo à ciência. “Foi uma grata satisfação participar desse momento no Conselho. Os estudantes foram protagonistas e, para nós do NAPI Paraná Faz Ciência, isso nos orgulha, pois mostra o quanto os clubes têm feito diferença no cenário paranaense.”

Os conselheiros ressaltaram a qualidade das apresentações e a desenvoltura dos estudantes, reconhecendo o papel do Colégio Estadual do Paraná na promoção de uma educação pública comprometida com a formação integral. Destacaram ainda a importância do trabalho dos professores e da gestão escolar, que possibilitam a realização de projetos e a participação em atividades de alcance municipal, estadual e até internacional.
“Os clubes de ciência aproximam os alunos da ciência e despertam o interesse e o envolvimento. É possível perceber o entusiasmo dos estudantes e o papel fundamental dos professores e coordenadores para manter essas iniciativas vivas nas escolas”, destacou a conselheira Fátima Padoan, gerente de pesquisa da Fundação Araucária, durante a comemoração dos 180 anos do Colégio Estadual do Paraná, realizada no Teatro Guaíra.
Com foco em botânica e astronomia indígena, estudantes do Turvo levam seus saberes até a capital federal

Entre os dias 24 e 26 de março, foi realizado em Brasília o Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, que reuniu quatro clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, além de pesquisadores, educadores e autoridades de todo o Brasil. Um dos quatro clubes makers selecionados foi o Pỹn fĪfĪ, que em português significa cobra-coral, do Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, localizado na Terra Indígena Marrecas, no município de Turvo.
Articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o clube levou à capital federal dois de seus clubistas, Adair Kãvigmc Luiz e Wesley Krynhkryj Mathias, o professor responsável pelo clube de ciências do colégio, Luan Felipe de Lima, e o professor Claudinei Pranch, representante da liderança indígena. O clube indígena tem como suas principais linhas de pesquisa os ciclos reprodutivos da Araucaria angustifolia, plantas medicinais tradicionais e astronomia Kaingang.
A seleção para o encontro nacional se deu por meio de um vídeo gravado pelos estudantes, detalhando a organização, os aprendizados e os desafios do grupo em um clube de ciências Maker. Entre os destaques do vídeo, foi apresentado o estudo sobre os ciclos da Araucaria angustifolia, que investiga a relação entre a exploração humana e o desenvolvimento dos estróbilos (pinhões), em uma espécie de árvore que é vital para a economia e cultura local.
Outra linha de pesquisa apresentada pelo clube foi a análise sobre plantas medicinais, sugerida pela aluna Elizângela (Kamurã), de modo a preservar o conhecimento tradicional Kaingang sobre essas plantas e seus usos pelo grupo, garantindo que sua cultura siga viva e adaptável. Recentemente, por iniciativa da aluna Jennifer Mendes, o grupo também passou a registrar a astronomia Kaingang, resgatando saberes ancestrais sobre os ciclos das estações do ano e fenômenos celestes observados a partir da Terra Indígena de Marrecas.
De acordo com o professor Luan Felipe, o diferencial para a escolha do grupo foi a identidade e a maturidade do projeto. “Acredito que o que mais pesou foi o fato de sermos um colégio indígena com um clube funcional e diversas linhas de pesquisa que já haviam sido apresentadas em outros eventos. Isso casava perfeitamente com a proposta do encontro em Brasília”, destacou o responsável pelo projeto no colégio.

Durante a programação em Brasília, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Pỹn fĪfĪ participou de diversas atividades que incluíram a transmissão de vídeos institucionais e uma mesa temática sobre políticas públicas de Educação, Ciência e Tecnologia. O evento também promoveu debates entre alunos, professores e coordenadores sobre os desafios da ciência na escola, em encontros com grupos simultâneos. Entre as autoridades presentes, estavam o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, e a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério, Juana Nunes.
Para o professor Luan Felipe, o encontro em Brasília serviu principalmente para ouvir os desafios e os acertos de cada estado na prática. Ele destaca que o evento não foi uma feira de ciências comum, mas um espaço para discutir como os projetos estão funcionando de verdade nas escolas. “O que mais chamou atenção foram relatos de colegas de outros estados com dificuldades de tempo para o bom funcionamento do projeto. Há lugares onde se mudou o conceito de aula eletiva, transformando-as em reforço de Português e Matemática e querendo deixar o clube de ciências apenas para o contraturno”, alertou o professor.
Luan também pontuou as barreiras físicas que muitos educadores enfrentam pelo Brasil. “Existem lugares onde o aumento da carga horária não veio acompanhado de investimentos nas escolas, o que torna impossível dar continuidade real ao programa. Pode ser que, quando algumas escolas finalmente tiverem espaço para montar um laboratório, os equipamentos já estejam estragados pelo tempo, dificultando o trabalho”, concluiu.

Para os clubistas Adair e Wesley, que representaram o Turvo no Distrito Federal, a experiência foi transformadora. Além de conhecerem a capital do país, o ponto alto da viagem foi a visita ao Laboratório Maker do SESI, onde puderam ter contato com tecnologias de ponta. “O que mais nos marcou foi ver como funciona um laboratório de inovação. Vimos, por exemplo, como se faz uma animação profissional, usando um software com uma câmera que permitia ver a ‘sombra’ da imagem anterior para criar o movimento quadro a quadro”, relatou Adair, fascinado com as possibilidades da técnica de animação.
O professor Luan Felipe acredita que a viagem trouxe benefícios imensuráveis tanto para os alunos, quanto para o futuro do Pỹn fĪfĪ. Ele destaca que, embora apenas cerca de 2% dos clubes de ciências nacionais sejam dedicados a escolas indígenas, a troca de experiências em Brasília foi fundamental. “Certamente a experiência foi extremamente positiva. É ótimo ver a troca de perspectivas, conhecer outras realidades e compartilhar dificuldades e sucessos. Meus alunos são bem tímidos e não possuem o português como primeira língua, então essas interações são ótimas para desenvolver a socialização e a valorização do que possuem de diferente”, avaliou o professor.
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O evento reuniu educadores e estudantes para debater cultura científica e resultados dos laboratórios makers em escolas públicas

Nos dias 24 a 26 de março, o Clube Maker Margarida Consciente, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), vivenciou um marco em sua trajetória ao participar do Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026, em Brasília. O clube faz parte do Colégio Estadual do Campo Margarida F. Gonçalves, no distrito do Campinho, em Ibaiti. Sob a orientação do professor Pedro Paulo de Brito, os alunos Rafael Silva Costa (14) e Victor Gabriel (12) puderam mostrar tudo que construíram em sala de aula. Além do conhecimento técnico, a oportunidade de conhecer novos lugares encantou os jovens, que se impressionaram com a grandiosidade da capital federal. Para Victor Gabriel, o integrante mais jovem da dupla, estar ali foi uma honra. “Uma cidade muito boa, com muitos lugares turísticos, como a Torre de TV Digital, a Catedral Metropolitana, o Centro de Cultura, em geral gostei demais. Me senti muito honrado por poder ter essa experiência”, afirma Victor.
Para os alunos que decidem “se jogar” no aprendizado científico, os clubes de ciências abrem portas que vão muito além do turismo. O maior impacto veio da troca de vivências. Rafael reforça esse sentimento: “o que marcou mesmo foi ver que a ciência une pessoas de lugares tão diferentes e que temos muito potencial para evoluir, teve muito aprendizado, animação na medida certa e conhecimento de sobra. Por fim, o que eu posso dizer de todo aquele evento é que valeu cada segundo”.
Esses espaços de inovação são uma iniciativa do NAPI Paraná Faz Ciência, por meio da da Fundação Araucária e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Cnpq, via edital de fomento aos clubes de tipo Maker. Conforme esse edital, esse tipo de clube desenvolve ações com foco em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, em inglês).
Os clubes Makers tem enfoque para inovação, robótica e projetos práticos, que visam o desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e autonomia dos alunos do ensino Fundamental e Médio. Aos participantes é proporcionado não apenas um aprendizado especializado e direcionado, mas experiências únicas e idealizadoras, as quais dão acesso aos alunos a realidades e experiências antes inimagináveis.
Os clubes da região Norte do Paraná estão sob orientação do coordenador Professor Lucken Lucas Bueno, da UENP campus Cornélio Procópio. A equipe conta com apoio de mais dois professores doutores, três Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BTNS) em Pedagogia, um técnico financeiro e uma técnica da área de comunicação, todos vinculados ao NAPI Paraná Faz Ciência e responsáveis por fornecer todo suporte para os professores e clubes contemplados da região. Um trabalho articulado entre o meio acadêmico e as escolas públicas do estado que busca promover experiências enriquecedoras e contribuir para a concretização de projetos e aspirações de alunos e professores vinculados à Rede Paraná Faz Ciência.
Siga o perfil no Instagram do colégio @col.margarida para saber mais sobre suas atividades. E sobre a Rede de Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.
Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.
Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.
Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.
As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.
Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”
Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.
O evento irá reunir educadores e estudantes para debater cultura científica e os resultados dos laboratórios makers

Quatro clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência Maker estarão presentes no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026. A equipe, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, irá representar o estado, evidenciando a importância do investimento em ações que aproximam os alunos da Educação Básica de práticas investigativas e da cultura maker. O evento será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, as atividades desenvolvidas pelos clubes de ciência já são referência no país. “Em especial, a Rede de Clubes Maker desempenha um papel fundamental na consolidação de clubes em diferentes contextos, incluindo escolas indígenas, do campo, quilombolas e urbanas situadas em regiões de maior vulnerabilidade social”, destaca.
Pensando nessa representatividade, os clubes convidados para o evento pertencem ao Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; C.E. do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; C.E. do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), em Apucarana; e C.E. do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Participarão os quatro professores coordenadores e oito dos estudantes clubistas. Segundo Mariana, também foi produzido um vídeo de cinco minutos, que reúne pesquisas e criações dos demais clubes makers da Rede. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho, promover a troca de experiência com pessoas de outros estados e, claro, ter um momento de imersão cultural.
O projeto do Paraná Faz Ciência Maker é parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária. A iniciativa foi selecionada na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Encontro Nacional estava previsto e busca estabelecer diálogo com representantes governamentais, além de aprofundar o conhecimento sobre o papel de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.
As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes, contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.