Vinculadas aos Clubes de Ciências da Unespar, alunas foram aprovadas no vestibular da própria instituição

Duas jovens estudantes celebraram recentemente uma importante conquista acadêmica: a aprovação no curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Além do excelente desempenho no vestibular, as alunas compartilham outro ponto em comum: ambas fizeram parte dos Clubes de Ciências vinculados à mesma universidade em que foram aprovadas.
As estudantes, que participaram ativamente de projetos e iniciativas vinculadas à universidade, destacaram que essa proximidade prévia com a Unespar e com os Clubes de Ciência foi fundamental para a escolha do curso e para a preparação ao processo seletivo.
Agatha da Cunha Kulesza estudou no Colégio Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos, e integrou durante dois anos o Clube de Ciências Eco Cientistas. Em novembro de 2025, ela teve a oportunidade de apresentar um dos trabalhos feitos no clube durante a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, a FECCI.
Orientado pela professora Luciana Martins, o trabalho “Microorganismos no ambiente escolar: desafios e soluções para a saúde dos estudantes” marcou a trajetória escolar da aluna e a preparou para o maior desafio até o momento: passar no vestibular.

De acordo com Agatha, a escolha pelo curso de Ciências Biológicas partiu de um interesse que ela já tinha antes, mas “fazer parte do Clube de Ciências me ajudou a ter a segurança de que era aquilo mesmo que eu queria”, contou a ex-clubista.
Emily Rafaela Falchetti Dal Bosco, também foi aprovada em Ciências Biológicas, na Unespar. Ela é ex-aluna do Colégio Estadual Rocha Pombo, em Antonina e fez parte do Clube de Ciências Mangue: o Berçário da Vida ( clubedeciencias.rocha_pombo ). Emily participou de atividades voltadas à análise físico-química e biológica de ambientes costeiros, com foco nos manguezais locais. Ela também foi aprovada no vestibular de Geografia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A aprovação das duas jovens simboliza não apenas uma conquista individual, mas também o sucesso das atividades realizadas pelos Clubes de Ciência, que aproximam os estudantes do ambiente da pesquisa desde cedo. Agora, como ingressantes do curso de Ciências Biológicas, elas iniciam uma nova etapa, levando consigo a experiência prévia e o entusiasmo por contribuir com a ciência e a preservação ambiental.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Lançado durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, o livro reúne análises e experiências dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação

A Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada entre os dias 10 e 12 de março, em Curitiba, foi palco do lançamento do novo livro da editora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (EDUTFPR). ‘Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs)’ foi produzido pelo ‘Programa de Apoio às Publicações Científicas – Fortalecimento de Editoras’, promovido pela Fundação Araucária.
Os NAPIs, criados em 2019 pela Fundação Araucária com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), unem universidades, setor produtivo, governo e sociedade civil em busca de um objetivo em comum: impulsionar o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação no estado.
A publicação traça um panorama dos 17 principais Arranjos financiados pela Fundação Araucária, que contam com ações consolidadas de pesquisa e extensão e percorrem os eixos de Transformação Digital e Desenvolvimento Sustentável.

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora de Mello Gonçales Sant’ Ana, comenta que o livro é um retrato das principais ações de Ciência e Tecnologia do Paraná e que o capítulo referente ao PRFC traz uma abordagem teórica sobre o arranjo e os resultados obtidos até a atualidade.
“No capítulo do NAPI Paraná Faz Ciência são apresentados os dados das principais ações desenvolvidas como a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, as ações de comunicação pública, ciência cidadã e as demais redes como a de museus e de feiras de ciências”, explica a professora
“A leitura do capítulo do livro levará o leitor a compreender um pouco da história de implantação do NAPI e o estágio em que se localiza na atualidade”, completa Débora.
Rodrigo Arantes Reis, também articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, explica que a ideia do capítulo é, justamente, que se possa ser usado como referência: “Volta e meia nós recebemos questionamentos sobre quais são as bases que a gente usou para a construção do NAPI, e esse capítulo traz um pouco então teoricamente, como um livro denso e um capítulo denso, que explica qual que é a base e os princípios que regem e que alicerçam a construção do NAPI Paraná Faz Ciência”.
“Fazer parte de uma produção como essa, para nós, é super importante. Você começa a trazer à ação ou trazer uma reflexão que parte das ações que a gente desenvolve para construir e embasar isso teoricamente”, destaca Rodrigo.
“A ideia é que esse material sirva e possa ser usado como uma referência. Uma referência tanto no estado [do Paraná], dialogando ali com o capítulo e com os demais NAPIs, mas também como um modelo de organização para os outros estados”, finaliza o articulador.
A aquisição do livro físico pode ser feita pelo site da EDUTFPR e o e-book pode ser baixado gratuitamente no repositório institucional da UTFPR.
Os estudantes já criaram um site e prepararam um artigo sobre a temática do clube

Em Maringá, o Clube Makers do Colégio Estadual Unidade Polo, mais conhecido como Makers CEUP, conta com 24 alunos do Ensino Médio. Desses, dez são bolsistas, outros participam do projeto desde o começo do ano e alguns chegaram após a troca de disciplina eletiva no meio do ano de 2025. Por ser um colégio em turno integral, o clube também é uma eletiva.
O objetivo do clube é estudar a piezoeletricidade e desenvolvê-la para a escola. Os estudantes primeiro compreenderam o que era o Piezo. Conforme o professor, Mateus Zozernon, “o Piezo é um cristal que tem alguns materiais, como o quartzo, e quando você o pressiona, ele muda de formato e se polariza. A polarização dos átomos, ligado a um aterramento, gera essa energia elétrica.” Dessa forma, a piezoeletricidade nada mais é que energia mecânica convertida em energia elétrica.
O Makers CEUP começou em 2025 com a iniciativa do diretor da escola, que passou nas salas de aula anunciando o clube de robótica. Os estudantes que se interessaram foram selecionados por critérios ligados à vulnerabilidade social. No segundo semestre, houve a troca de disciplinas eletivas e alguns alunos deixaram o clube, enquanto outros entraram.
De forma geral, o professor Mateus afirma que a equipe é bem engajada na pesquisa e desde o início do projeto tudo aconteceu de forma democrática. Os estudantes em conjunto com o professor decidiram o tema que iriam pesquisar. Após a escolha da temática, o professor explicou como funcionaria a pesquisa, “eu disse que trataria como nível acadêmico”, comenta Mateus.
Assim, no primeiro semestre foi trabalhada a parte teórica, demonstrando como funciona o método científico. Depois, partiram para o estudo sobre modelagem e impressão. Os clubistas pesquisaram e leram artigos. “Todos participaram de todo o projeto. Estudaram os mesmos conceitos para depois escreverem a pesquisa deles. Houve momentos de correções, tanto da parte teórica, quanto gramatical”, afirma o professor.
Já no segundo semestre, o projeto foi mais desenvolvido na prática: prototipagem, modelagem e a chegada da impressora. “Foi neste período que vivenciamos um momento muito especial para os clubistas que foi a preparação para a primeira feira do clube que aconteceu em Guarapuava, em setembro de 2025: a Feira do Paraná Faz Ciência.”, relembra o professor.
“Foi o auge do clube até o momento”, afirma Zozernon. A experiência de sair de Maringá, ir para outra cidade e apresentar um projeto de pesquisa a nível estadual foi uma grande experiência para os clubistas. “Os estudantes conheceram outros vários projetos, outras universidades, pessoas de renome apresentando…foi um momento muito especial”, conta.
Essa oportunidade de fazer parte de um clube e vivenciar essas situações é muito importante, como explicou o docente. “Na minha época eu gostaria de ter tido essa iniciação científica sem ser apenas na universidade. Para mim é a primeira vez que eu oriento um trabalho em escola”, argumenta Mateus.
Para os alunos também o clube representa uma novidade, conhecer o meio científico e como a pesquisa funciona, até como se publica artigo. “Eu quero passar pra eles a ideia do que é uma pesquisa científica”, afirma o professor contente com a animação dos estudantes.
Algumas dificuldades na estrutura do colégio tornam o processo difícil para o clube funcionar, como não ter um espaço reservado para as atividades e conexão de internet instável. Ainda assim as ações seguem acontecendo, como a produção de um vídeo que apresentava o projeto do Clube, outra parte do grupo está experimentando a impressora 3D e outros desenvolvendo o site. “É tudo com eles, cada um colaborando de alguma forma com o clube”, conclui o professor.

Conhecida como uma das maiores feiras comerciais, industriais e de agronegócio do Sul do país, a Expo Umuarama 2026 sediou também atividades de divulgação científica, com um espaço para exposição dos clubes de ciências da região de Umuarama e ligados à Rede Paraná Faz Ciência. Também estiveram no espaço atrações do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Fazendinha da UEM e ainda estandes dos cursos ofertados pela universidade. A programação de eventos da Expo Umuarama é de 12 a 22 de março.
Agregando às atividades de divulgação científica, este ano a exposição contou com a presença dos clubes integrantes Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da cidade de Umuarama e da região, sendo eles: Experimentando a Ciência (Escola Estadual do Jardim Canadá), Bento Bee (Colégio Estadual Bento Mossurunga), Denguebot (Colégio Estadual Vereador José Balan), Tenda Cultura Viva (Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal), Green Lab (Colégio Estadual Almirante Tamandaré, Cruzeiro do Oeste), e Paisagismo Sustentável (Escola Estadual Manuel Bandeira, Alto Piquiri).
Os clubes se revezaram e estiveram presentes durante os dias 16 a 19 de março, no Pavilhão da Indústria e Comércio, junto dos demais estandes ligados à Universidade Estadual de Maringá, demonstrando ao público um pouco de seus projetos, de forma prática e também teórica, usando maquetes e brincadeiras.
Na tarde do dia 16, houve a exposição no estande do Clube Bento Bee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, de Umuarama, representado pelos estudantes Lorena, Manuela, Miguel e Luiz. O clube trabalha com abelhas sem ferrão, trazendo para a comunidade a importância desse inseto para a produção de alimentos, polinização de flores e seu papel fundamental na manutenção de um ecossistema saudável.
No estande, os clubistas expõem as colmeias de diversas espécies, como a abelha Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a abelha Iraí (Nannotrigona testaceicornis), proporcionando uma experiência visual muito interessante para os visitantes do evento. A mostra dos clubistas do Bento Bee também oferece experimentação de própolis e mel para os visitantes, ambos produzidos pelas abelhas que eles mesmos criam no projeto do clube.

Na manhã da terça-feira, dia 17, foi a vez da exposição do Clube Green Lab, do Colégio Almirante Tamandaré, da cidade de Cruzeiro do Oeste. Os principais objetivos do clube incluem a sensibilização da comunidade para o descarte correto do óleo de cozinha, assim como orientar maneiras de reaproveitamento para esse produto residual das cozinhas.
“No clube, nós pegamos o óleo que seria descartado incorretamente no lixo ou na pia e fazemos sabão! Já fizemos velas, então é possível fazer várias coisas com óleo, até desengordurante. É uma forma de salvar o meio ambiente. Um litro de óleo descartado, que poderia contaminar 25 mil litros de água, está aqui, usamos para fazer sabão”, apontou o clubista Miguel.
Os clubistas expõem sabões feitos com óleo residual em variadas formas: líquido, em pó e em pedra, possuindo diversos aromas e possibilidades de uso.
Na parte da tarde, o Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama, também marcou presença na Expo Umuarama 2026. O clube desenvolve estudos que aprofundam conhecimentos em culturas indígenas e africanas, visando quebrar o estigma contra esses povos que ainda é visto na sociedade. O projeto tem estudado adereços usados por esses povos, pesquisando os materiais, os significados e replicando técnicas típicas, o que resgata e valoriza tais heranças culturais.
“Combater o preconceito enraizado na população brasileira hoje é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa”, diz a clubista Maísa.

Os clubistas montaram um estande repleto de adornos típicos de diversas culturas indígenas brasileiras e africanas, como colares, adornos e também itens de caça: lanças e arco e flecha. Os visitantes puderam interagir com o projeto experimentando os adornos e também brincando de acertar o alvo com o arco e flecha.
Na quarta-feira dia 18 de março, o Clube Denguebot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, expôs o protótipo de robô autônomo que auxilia no combate ao Aedes Aegypti no ambiente escolar. Sua função é otimizar a liberação do repelente natural feito com citronela.
Os clubistas explicam o funcionamento de dois modelos de robôs: um para exemplificar a efetividade do difusor de repelente e o outro para evidenciar a tecnologia de sensor de aproximação, que é a mesma usada em robôs aspiradores, o que dá a capacidade ao aparelho de mapear o ambiente de forma completamente autônoma.

No estande ao lado, o Clube Paisagismo Sustentável, da Escola Estadual Manuel Bandeira, do município de Alto Piquiri, também apresentou seus projetos. Os clubistas explicaram seus trabalhos com muito orgulho, visto que o Clube foi premiado em 1º lugar na FECCI 2025, na categoria “Tecnologia e Robótica”. Esse projeto tem como objetivo revitalizar espaços degradados e não utilizados do ambiente escolar dos estudantes, partindo do reaproveitamento de itens que seriam descartados, transformando-os em bancos, floreiras, canteiros, tornando o espaço estudantil mais agradável e sustentável.
O que chama atenção, além da revitalização promovida por alunos e professores, é a inovação tecnológica aplicada para solucionar problemas relacionados ao ambiente do entorno. Segundo a estudante clubista Emanuelle, eles desenvolveram um sistema de irrigação inteligente controlado pelo smartphone, bastando um clique para que toda a área verde da escola seja automaticamente irrigada. Este detalhe do projeto que foi demonstrado por meio de maquetes interativas garantiu o título ao clube na FECCI 2025.

No último dia de exposição de clubes, o Experimentando Ciências, Clube da Escola Estadual do Jardim Canadá, de Umuarama, esteve no estande para encerrar a participação dos clubes. Eles mapeiam os alimentos menos consumidos na merenda escolar a fim de encontrar uma solução para conter o desperdício, ao mesmo tempo que querem garantir que os nutrientes presentes nesse alimento sejam devidamente consumidos.
“Após um levantamento de dados inicial, concluímos que o alimento menos consumido foi o chuchu. Então pensamos: como fazer com que os estudantes se alimentem deste fruto sem comê-lo diretamente? Entendemos que o gosto e a textura do chuchu não agradam muitos alunos, então realizamos a primeira receita do projeto: o pão de chuchu”, explicou a clubista Carol. A estudante aponta ainda que há mais dois projetos em desenvolvimento: o iogurte com geleia de pêra e o pão de abóbora.
Além da parte gastronômica, o clube também se empenhou em realizar atividades pedagógicas para crianças com foco em uma alimentação saudável. Os clubistas desenvolveram um jogo de tabuleiro e cartas com a temática de boa alimentação, assim como utilizaram a tecnologia para criar um jogo de computador que demonstra os malefícios dos ultraprocessados e reforça a importância de uma alimentação rica em alimentos frescos e orgânicos.

A participação dos clubes de ciência em feiras como esta significa a conquista de mais espaço para a visibilidade e valorização da educação dos jovens paranaenses, incentivando a permanência escolar e devolvendo para a sociedade conhecimento científico fomentado os colégios. É uma experiência que agrega não somente para a formação do aluno, como também conscientiza a comunidade.
Na primeira reunião, foi lançado edital do Programa de ‘Feiras Afiliadas’ à FECCI 2026, que já tem data definida

O início do primeiro curso de formação para professores, graduandos e pós-graduandos e gestores de escolas públicas e privadas sobre a realização de feiras de ciências não poderia ter sido mais produtivo e inclusivo. Foram selecionados 100 participantes para o curso on-line, sendo a maioria do Paraná, mas também de outros estados. Quase a totalidade esteve na primeira reunião realizada nesta quinta-feira, 19, para conhecer a Rede de Feiras de Ciências Paraná – Faz Ciência, o edital de ‘Feiras Afiliadas’ e acompanhar com tradução simultânea em Libras.
Organizado pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED/PR), a proposta do curso é compartilhar informações sobre como organizar feiras de ciências em suas instituições de Ensino Básico e estimular e apoiar participações em feiras e mostras de ciências. Somando-se ao objetivo da iniciativa, a divulgação e popularização da ciência será o tema central dos encontros, no total de quatro até 9 de abril, sempre às quinta-feiras, das 18 às 20 horas.
“Foram mais de 427 inscritos de vários estados do país para, inicialmente, 50 vagas ofertadas. Como o limite da sala do Google Meet é de 100 pessoas, resolvemos dobrar as participações. A partir desta demanda espontânea, com certeza, vamos organizar outros cursos sobre o tema para compartilhar conhecimentos e, assim, fortalecer a Rede de Feiras de Ciências Paraná Faz Ciência”, explicou uma das articuladoras do NAPI PRFC, professora Débora de Mello Sant’Ana, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Durante sua fala, Débora anunciou o lançamento do Edital 01/FECCI-2026, que tem por objetivo ampliar a participação das escolas e clubes de ciências na segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI 2026), a ser realizada de 4 a 6 de novembro, em Curitiba.
A FECCI é uma realização do NAPI PRFC, com apoio da SEED e da Secretaria da Educação de Curitiba e atraiu mais de 15 mil visitantes na primeira edição. Em 2025, foram apresentados 380 trabalhos e a expectativa deste ano é chegar a 700 e ampliar o alcance da feira em termos de produção de projetos de ciências e visitação.

Com o programa “Feiras Afiliadas” será possível contribuir ainda para a construção de uma rede estadual com a participação, inclusive, da Feira do Sesi, e, no futuro, garantir a afiliação da FECCI a feiras nacionais, como a Mostratec. No edital é possível conhecer todos critérios para participação e avaliações dos projetos inscritos, com inscrições abertas entre 1º a 30 de abril.
À frente da organização do curso de formação, a pós-doutoranda Dayanne Dailla, também bolsista do NAPI PRFC na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, enfatizou, na abertura dos trabalhos, que a realização do curso teve, a princípio, um motivo pragmático.
“A gente criou para ver qual era a real necessidade de cada um de vocês que estão participando em relação à organização e entender o que são as feiras de ciências. Vamos fazer uma comunicação mais efetiva com o grupo para dirimir dúvidas e atender as demandas que surgirão”, informou. Dayanne adiantou, ainda, que, ao longo do curso, haverá muitas outras ações, como editais, brindes aos participantes e troca de experiência e momentos de grande aprendizado.
“Assim como os clubes de ciências, as feiras de ciências são espaços não formais de ensino e eventos coletivos que visam descobrir talentos e despertar nos jovens a criatividade, motivação e um centro de interesse que é a ciência”. A afirmação foi feita pelo palestrante convidado, o professor de Química, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Ivo Leite Filho, também coordenador geral da Popularização da Ciência, programa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação(MCTI).
Com mais de 40 anos de atividade e experiência em formatação, organização e coordenação de feiras no Brasil e América Latina, Leite Filho é um estudioso e entusiasta desses eventos como espaços de descoberta do que é realmente a ciência. “A ciência não é crença. Ela é a área de observação dos fatos e onde devem estar todos os alunos, não só os ‘inteligentes’, como normalmente se pensa. A ciência é para todos que tenham curiosidade e disposição para aprender o método científico”, alertou.

A cultura das feiras com projetos de ciência começou nos Estados Unidos, na década de 1920. No Brasil, a experiência começou a ganhar corpo na década de 1950 com o médico José Reis. Hoje, o mais importante prêmio para divulgadores científicos do país, criado em 1978, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, leva o nome dele.
A iniciativa que ocorre, hoje, no Paraná, por meio do NAPI Paraná Faz Ciência, foi elogiada pelo professor. Ele reconhece que a estratégia empreendida tem um grande potencial, porque começa com a criação da Rede de Clubes de Ciências, lançada em 2024, antes da Rede de Feiras de Ciências. “Durante o meu percurso, percebi que este é um caminho eficiente e seguro para garantir que a juventude do Paraná, e do Brasil, encontre na ciência um futuro de realização e inovação, o que fará diferença para a sociedade”.
Participantes da Semana Araucária de CT&I conheceram o protótipo desenvolvido para incrementar a divulgação científica

Após dois anos de concepção, formatação do projeto e construção do protótipo, um aparato expositor planejado para auxiliar pesquisadores dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) na divulgação científica finalmente pôde ser avaliado pelo público alvo. Durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), realizada em Curitiba, entre 10 e 12 de março, os participantes puderam conhecer o projeto, tirar dúvidas e dar sugestões de melhorias.
O expositor foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Fundação Araucária, o Setor de Artes, Comunicação e Design, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e a Agência Escola UFPR, sob coordenação do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC).
“A expectativa é que, através desses aparatos, a gente possa em eventos, em atividades de itinerância, divulgar a produção e os conhecimentos que cada um desses NAPIs produzem em parceria”, diz Rodrigo Reis, articulador do NAPI PRFC.

Desde o princípio, o conceito do projeto foi fazer um aparato móvel, com capacidade para desengatar os componentes ou módulos, encaixar tudo dentro de uma base e transportar de um modo fácil para participação de eventos em outros locais. Além da mobilidade, a proposta é garantir funcionalidade num espaço expositivo que traz um caráter mais institucional para os grupos de pesquisa apresentarem os resultados de seus projetos.
Para o professor de Design da UFPR, Vinícius Miranda de Morais, “o designer entra justamente nesse momento, que é pensar esses formatos que a gente está chamando de ‘museu itinerante’, como um dispositivo para exposição dos resultados de pesquisas”.
A etapa de avaliação e verificação do público do resultado do trabalho, que foi pensado e projetado no laboratório, é desafiadora. “Sempre que a gente desenvolve um produto, que coloca ele com as pessoas, é quando realmente acontece a primeira aproximação e é muito legal ver a criação sendo observada. É um momento importante de validação do projeto”, completa Morais.

O bolsista técnico que auxiliou a criação, Giuliano Perreto, enfatiza a facilidade de uso do expositor: “A ideia é você conseguir fechar tudo e todos os componentes irem dentro da estrutura, sendo possível desmontar e carregar como um carrinho”.
Na etapa final, depois de avaliar sugestões e críticas ao protótipo, serão produzidas 25 unidades para serem distribuídas. “A gente está trabalhando no projeto há dois anos e o trouxe para feira para conseguir ter uma troca com os pesquisadores e as pesquisadoras e entender o que funciona ou possíveis melhorias para o projeto”, adianta Perreto.
Durante a Semana Araucária de CT&I, realizada em Curitiba, representantes se encontraram para discutir novos encaminhamentos da iniciativa

A Rede de Quintas de Ciência do Paraná, coordenada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, teve seu momento de encontros e reuniões na Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), promovida pela Fundação Araucária, em Curitiba, no campus da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Na atual fase do projeto, as Quintas de Ciência são compostas por seis unidades regionais voltadas às vocações locais: Quinta da Seda (Londrina), Quinta da Madeira (Guarapuava), Quinta das Águas (Foz do Iguaçu), Quinta da Sustentabilidade (Maringá), Quintas das Nascentes (Piraquara) e Quinta dos Mangues (Pontal do Paraná). A iniciativa tem o fomento da Fundação Araucária, vinculada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O nome ‘Quintas’ vem da inspiração do projeto Ciência Viva, de Portugal, que é referência em Ciência Cidadã. São espaços onde a tradição rural e a inovação se combinam para criar um ambiente atrativo para os jovens conhecerem diferentes assuntos, antes de escolhas profissionais e para os empresários com visão de futuro. Neste sentido, ‘Quinta’ corresponde ao nosso sítio, chácara ou fazenda, que podem abrigar criação de animais, culturas específicas ou projetos que valorizem a ciência, a natureza e a sustentabilidade.
“Ao mesclar a curiosidade e interatividade dos centros de ciência, as instituições de ensino superior e escolas pretendem construir uma rede viva de projetos novos e ideias inspiradoras, sempre junto com pequenos e médios produtores rurais, empresários e gestores públicos”, enfatiza Débora de Mello Sant’Ana, articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.

A empresa responsável pela definição de cada um dos seis projetos, nesta primeira fase, será a Auckland – Arquitetura e Produção de Espaços de Experiência, de Curitiba. Com experiência na concepção de museus, memoriais e exposições, o casal Karine e Aurélio Sant’Anna se lança no desafio de criar um espaço de divulgação da ciência e vivências para cada uma das Quintas.
“Estamos há mais de seis meses conversando e amadurecendo a proposta, que nasceu a partir da nossa paixão por museus e uma conexão de ideias com os professores Débora e Rodrigo [Reis], do NAPI Paraná Faz Ciência”, relembra karine. Eles se conheceram durante o V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Museus de Ciências (ABCMC), realizado, em agosto do ano passado, em Maringá. Em janeiro deste ano, o casal viajou para Portugal para conhecer, in loco, as Quintas da Ciência Viva e, assim, iniciar a formatação do projeto paranaense.
Karine explica que, a partir da visita, o próximo passo foi conversar com os ‘quinteiros’, como são chamados os coordenadores das seis Quintas já definidas. “Cada espaço será pensado a partir da vocação da cidade, o que nos dará uma assertividade muito grande. O potencial de dar certo é muito maior, porque não são coisas que surgiram da opinião das pessoas, mas das vocações locais e das comunidades”, enfatiza a diretora da Auckland.
O arquiteto e urbanista Aurélio Sant’Anna destaca que cada trabalho não é só questão do design da arquitetura, mas do conteúdo. “A gente gosta de imaginar e casar arquitetura e conteúdo. Na verdade, a arquitetura serve ao conteúdo, prioritariamente”, completa. Serão novas construções e outras já existentes, que serão adaptadas, sempre dentro do contexto de cada tema, visando despertar o interesse da população e criar consciência para a importância da ciência e da sustentabilidade.
Com um portfólio que contém suas ideias e digitais como o Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, e o Museu Planeta Água, de Curitiba, Sant’Anna diz que sua verdadeira inspiração é ver a criança de olhos brilhando na exposição. “Esse sujeitinho de um metro e dez, um metro e vinte, é que nos interessa. Claro, que nos interessa todas as pessoas, as idades, com toda a diversidade de cada família, mas a gente simboliza nessa criança a nossa fonte, nós servimos devotamente a esta criatura de olhos brilhantes”, confessa o arquiteto.

Tudo aponta para que Londrina seja a primeira cidade a implantar a Quinta da Seda, da Rede de Quintas de Ciência. Reconhecida como polo de produção do melhor fio de seda do mundo e maior exploradora desse produto na América Latina, a cidade do Norte do Paraná poderá ser contemplada com um novo espaço físico para experiência e aprendizado centrado na seda e suas particularidades.
Com o apoio e parceria da prefeitura municipal, o Jardim Botânico foi o local escolhido para abrigar o museu interativo, a ser implantado na ala onde funciona a base administrativa do núcleo regional da Casa Civil.
À frente do projeto está Cristianne Cordeiro, assessora de Relações Institucionais e de Inovação da Fundação Araucária e diretora de Inovação da Associação Brasileira da Seda (Abraseda), sediada em Londrina. Entusiasta, ela ressalta a qualidade genética que resulta num bicho híbrido, atraindo grifes como Hermés, Chanel, Valentino, entre outras pelo mundo.

“A Quinta da Seda é um espaço de experiência, é um museu interativo que vai promover experiência e oferecer sensações. Quando eu vou às feiras e levo o animal, vejo que produz um encantamento, principalmente nas crianças”, conta Cristianne.
Para a assessora, mais que um espaço de divulgação científica, “a ideia é levar o lúdico que é a seda, para que as crianças possam viver, interagir, pegar o animal, tecer nos teares manuais e entender o universo de toda a cadeia”.
O Paraná possui cerca de 170 cidades que abrigam mais de duas mil pequenas e médias propriedades rurais dedicadas à cultura da seda. Escolhida como polo da Quinta da Seda, Londrina se propõe a oferecer uma imersão científica inédita para que a população conheça mais sobre a cadeia produtiva da seda, o bicho, manejo, exportação, tradição e protagonismo do município no setor e outros aspectos relevantes.
Com sede em Guarapuava, a Quinta da Madeira começa a sair do papel a partir da articulação junto a autoridades e empresários do setor da região, como adianta Maria Aparecida Cris Knüppel, professora da Unicentro, em Guarapuava, atualmente coordenadora do NAPI Educação do Futuro e, também, diretora de Ensino Superior da Seti.
“É uma proposta bem interessante e estou atuando agora como articuladora junto à Quinta da Madeira, porque tive a oportunidade de conhecer um aspecto inicial disso em Portugal, numa missão que fiz junto com o professor Ramiro Wahrhaftig e a professora Débora. A região de Guarapuava possui uma indústria moveleira pujante e tem muito a ver com o ciclo da madeira do estado do Paraná”, diz Maria Aparecida.

No processo de encontrar o local para a Quinta da Madeira, cogita-se o Jardim Botânico, denominado Parque das Araucárias, que está sob a gestão do município, localizado ao lado da Cidade dos Lagos. “O local tem todo um aspecto voltado à preservação do meio ambiente e da natureza e que a gente preenche em agregar esses espaços numa trilha formativa e, dentro dele, desenvolver uma Quinta de Ciência. Tudo seria aliado para serem transformados em espaços de lazer, exposição e de educação”, completa.
A expectativa também é ter espaços construídos com madeira engenheirada produzida na região para que as pessoas possam entender essa proposição. “Já estamos na fase de trabalho com a empresa Auckland para fazer esse desenho e, a partir dali, a gente consiga fazer com que as entidades se envolvam ainda mais nesse processo tão importante e que vai levar realmente conhecimento científico, experiência, lazer, entretenimento para a população da região e para quem passar por lá”, finaliza Maria Aparecida.
O evento irá reunir educadores e estudantes para debater cultura científica e os resultados dos laboratórios makers

Quatro clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência Maker estarão presentes no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026. A equipe, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, irá representar o estado, evidenciando a importância do investimento em ações que aproximam os alunos da Educação Básica de práticas investigativas e da cultura maker. O evento será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, as atividades desenvolvidas pelos clubes de ciência já são referência no país. “Em especial, a Rede de Clubes Maker desempenha um papel fundamental na consolidação de clubes em diferentes contextos, incluindo escolas indígenas, do campo, quilombolas e urbanas situadas em regiões de maior vulnerabilidade social”, destaca.
Pensando nessa representatividade, os clubes convidados para o evento pertencem ao Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; C.E. do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; C.E. do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), em Apucarana; e C.E. do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.
Participarão os quatro professores coordenadores e oito dos estudantes clubistas. Segundo Mariana, também foi produzido um vídeo de cinco minutos, que reúne pesquisas e criações dos demais clubes makers da Rede. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho, promover a troca de experiência com pessoas de outros estados e, claro, ter um momento de imersão cultural.
O projeto do Paraná Faz Ciência Maker é parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária. A iniciativa foi selecionada na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Encontro Nacional estava previsto e busca estabelecer diálogo com representantes governamentais, além de aprofundar o conhecimento sobre o papel de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Feira de Cultura Científica será realizada em novembro, em Curitiba; a expectativa é quase dobrar o número de participações do ano passado
Cerca de 15 integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência se reuniram nesta terça-feira (17), para a primeira discussão sobre a organização da II Feira de Cultura Científica (FECCI). O evento está marcado para ocorrer no início de novembro, em Curitiba.
Segundo um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, a grande proposta da Feira, em 2026, será a ampliação do número de projetos apresentados.
“Ano passado, foram 380. Em 2026, a ideia é reunir 700 trabalhos. Estamos organizando, inclusive, um programa, o “Feiras Afiliadas”, e pensando em um rodízio para os projetos Kids. Essas não são só nossas expectativas, mas dos nossos parceiros, a Fundação Araucária e a Secretaria de Educação [SEED]”, explica Reis.

O programa “Feiras Afiliadas” será lançado quinta-feira, dia 19 de março, durante a primeira aula do Cursos de Formação em Feiras de Ciências, outra ação do NAPI. A iniciativa quer contribuir para a construção de uma rede estadual com a participação, inclusive, da Feira do Sesi, e, no futuro, garantir a afiliação da FECCI a feiras nacionais como a Mostratec.
O calendário da FECCI está em fase aprovação e será divulgado em breve. A previsão é que a submissão de projetos comece em maio e, em setembro, já se tenha a publicação da lista final confirmada, para que haja tempo hábil para o planejamento logístico.
A equipe do NAPI, alocada em Curitiba, vai liderar a organização da infraestrutura. O grupo de Maringá coordenará as ações do comitê científico e da logística.
“Estamos dando os primeiros passos para essa segunda edição da FECCI. Nossa expectativa é um evento de maior sucesso do que o de 2025. A partir de agora, acompanhem nossas redes sociais para saber mais detalhes da Feira”, anunciou a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana.
Com presença em feiras, conferências e até na COP30, clubes da Unicentro levam a emergência climática e a cidadania juvenil ao debate. Articuladora institucional avalia os passos

Do chão da escola às discussões globais na COP30, o ano de 2025 foi marcado pela consolidação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na região centro-sul do Paraná, a partir da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Sob a articulação institucional da professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, clubes das escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga encerraram o ano com participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais, além de premiações e reconhecimento público.
“A Rede de Clubes de Ciências tem se configurado como um potente meio de formação científica e cidadã de jovens da educação básica e de professores”, destaca Marquiana. Segundo ela, o ano de 2025 evidenciou a contribuição do programa ao colocar estudantes e docentes em espaços estratégicos de debate e divulgação científica.
Atualmente, a articulação da Unicentro abrange 30 escolas, cinco delas vinculadas à rede Maker. O foco está na educação científica pautada na cidadania juvenil, com a mitigação da emergência climática no horizonte de atuação.
A experiência dos clubistas em feiras começou pela própria região. Em junho, a 1ª Feira Itinerante das Escolas do NRE de Guarapuava (Fieg), realizada no Colégio Cívico-Militar Manoel Ribas, reuniu 50 projetos da região e evidenciou a força da iniciação científica local.

Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro lugar ficou com o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, com pesquisa sobre a importância das abelhas. O segundo lugar foi para o Clube Raízes da Ciências, de Irati, com mapeamento de árvores, e o terceiro, para o Clube Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli, com um projeto em realidade virtual sobre a vida de uma abelha-operária.

Guarapuava sediou o Paraná Faz Ciência em 2025, o maior evento científico do estado. Nele, a Rede de Clubes promoveu sua primeira mostra científica com a participação de clubes de diferentes regiões do Estado. Ao todo, foram apresentados mais de 120 trabalhos.

“O envolvimento de jovens e professores mostrou o que já tem sido feito de ciência na escola”, afirma a coordenadora. Segundo Marquiana, o número expressivo de projetos demonstra que a produção científica escolar vai além da sala de aula e alcança a comunidade.
Mais de 40 mil pessoas passaram pela feira entre 29 de setembro e 3 de outubro. Em 2026, quem sedia o evento é a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Cascavel.

A participação na FIciências, promovida pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro, foi a primeira a colocar a Rede de Clubes da Unicentro em intercâmbio internacional de projetos. O evento reuniu estudantes do Paraná, de outros estados e também de países fronteiriços, como Paraguai e Argentina.

Um dos destaques foi o estudante Tiago Vaz Machado, do Clube Climatize-se, que conquistou o Prêmio de Aclamação Popular com o vídeo “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária”, alcançando mais de 22 mil visualizações nas redes sociais.
“Tivemos destaque nesse evento, com reconhecimento público de um dos nossos cientistas mirins”, pontua Marquiana.

Em novembro, a delegação da Unicentro participou da Feira de Cultura Científica (Fecci), em Curitiba, com cerca de 150 representantes entre estudantes, professores e acadêmicos. Foram 37 projetos apresentados por 21 clubes. Ao todo, oito projetos foram premiados, com colocações em diferentes categorias e reconhecimentos também na produção audiovisual.“
O prêmio é uma forma de reconhecimento, mas o mais importante é o número significativo de trabalhos selecionados e a participação dos jovens”, avalia a coordenadora.

Entre os destaques estiveram o projeto “Detecta Cio”, do Puma Science Club, de Pinhão, vencedor em Inovação Tecnológica; o Clube Raízes da Ciência, de Irati, premiado em Ciências Sociais Aplicadas; e o Clube EcoCientistas Visionários, de Guarapuava, com dois prêmios em Ciências Humanas. O Clube Adonis Com Ciência, de Boa Ventura do São Roque, também foi premiado.

A pauta climática esteve no centro das ações da rede em 2025. A clubista Pyetra Heller, do Colégio Estadual Padre Chagas, foi selecionada para representar o Paraná na Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Junto ao seu professor, Emerson de Souza, levou propostas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas para o debate em nível nacional. Ela e os outros estudantes entregaram ao presidente Lula e ao ministro da educação, Camilo Santana, uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que foi levada à Cúpula de Líderes da COP30, realizada em novembro, em Belém.

E por falar em COP30, quatro clubes participaram da conferência da ONU, em Belém, nas atividades promovidas pelo Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP). A delegação contou com oito jovens, quatro professores da educação básica, além de acadêmicos e docentes da Unicentro.

Durante o evento, os representantes participaram de palestras, proposições e discussões no fórum público, defendendo a educação como eixo estratégico na agenda climática. No fim, elaboraram, junto a participantes de França, Colômbia e Chile, o Manifesto de Belém, também chamado de ‘Carta da Terra’. O documento foi entregue às autoridades máximas da Conferência.

“A agenda climática é um dos temas mais relevantes da nossa sociedade. Educar para a ciência é educar para a cidadania, para formar jovens bem informados e comprometidos com a transformação social”, afirma Marquiana.

Além das participações em eventos, 2025 foi marcado por formações continuadas, reuniões e orientações aos professores da Rede Clubes. Para a coordenadora Marquina, o trabalho realizado nas escolas é fundamental para os resultados alcançados.
“Precisamos reconhecer o trabalho dos professores que estão na base, diretamente com os jovens. Eles fizeram toda a diferença”, ressalta.
Para 2026, a expectativa é de aprofundamento das pesquisas iniciadas no ano anterior, ampliação da participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais e nova presença expressiva na Fecci, já agendada para novembro, em Curitiba.
“Nós acreditamos que o pensamento científico é essencial para a transformação social. Em um tempo de desinformação, formar jovens com pensamento crítico, lógico e baseado em dados é uma necessidade”, conclui Marquiana.
Ao revisitar 2025, a Rede de Clubes de Ciências da Unicentro confirma que a ciência produzida na escola está formando futuros pesquisadores, fortalecendo a cidadania e ampliando o alcance social do conhecimento na região.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.
As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes, contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.
Os encontros discutem questões que envolvem a cultura científica e os clubes de ciência na Educação Básica

As atividades do curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” voltaram. Desde 23 de fevereiro, professores que participam da Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência deram início à segunda parte da formação, uma sequência de um curso realizado anteriormente, em 2024.
Os encontros estão sendo promovidos no formato remoto assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). No total, são 15 módulos de 4 horas cada, com duração de duas semanas não prorrogáveis. A primeira etapa ocorreu entre 15 de setembro e 23 de novembro de 2025. Agora, as aulas estão previstas para serem finalizadas em 13 de agosto deste ano.
O objetivo é aprofundar temáticas sobre os clubes de ciência em escolas da Educação Básica. Assim, espera-se trazer maior domínio de diferentes aspectos educacionais, além de potencializar o trabalho com os alunos clubistas e com o próprio clube. A participação é obrigatória para docentes das escolas e BTNS (Bolsistas Técnicos de Nível Superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior parceiras do NAPI PRFC.
Professores que assumiram clubes recentemente também devem se juntar ao curso e, em breve, terão acesso às atividades anteriores da formação. No final, será disponibilizado um certificado com 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”
Formato: remoto assíncrono
Período: 15/9/2025 a 23/2/2026