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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube de Ciências do Colégio Nilo Cairo une pesquisa, educação lúdica e parcerias locais para transformar estudantes em agentes de saúde pública

Um grupo de dezessete pessoas, entre adolescentes e adultos, posa em uma escadaria externa de um prédio claro, sob a luz do dia. Eles estão organizados em duas fileiras: alguns em pé nos degraus mais altos e outros sentados nos degraus da frente. Todos vestem camisetas brancas com um símbolo de proibição sobre o desenho de um mosquito, sugerindo uma campanha de combate à dengue. A maioria sorri para a câmera, transmitindo união e entusiasmo. O ambiente é simples, com paredes claras, uma janela lateral e piso cerâmico. A imagem passa a sensação de trabalho coletivo e engajamento em uma ação educativa ou comunitária.
Clubistas e professores unidos contra a dengue (Foto/Érica Castilho)

Desde setembro de 2024, o Colégio Estadual Nilo Cairo, em Apucarana (PR), tornou-se um polo de resistência e inovação em saúde pública. Através do clube de ciências“Unindo Forças no Combate à Dengue”, sob a coordenação da professora Érica Castilho, estudantes assumiram o papel de investigadores e agentes de mudança frente a um dos desafios mais críticos da região. O clube surgiu como uma resposta direta à necessidade de enfrentar a epidemia que assolou o estado, já que dados da Secretaria de Estado da Saúde em de 2024 já apontavam um cenário epidemiológico preocupante, reforçando a urgência de intervenções educativas e científicas no ambiente escolar.

O clube não atua de forma isolada. Ele é fruto de uma rede de colaboração que envolve o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, representado por Hugo Augusto Costa, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), representada por Enio Stanzani e Sabrina Klein, coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Além disso, a parceria se estende ao setor de Endemias da Prefeitura de Apucarana, permitindo que os alunos fundamentem suas propostas em dados reais e orientações técnicas de especialistas para combater o mosquito Aedes aegypti de forma eficiente.

CIÊNCIA APLICADA E IMPACTO COMUNITÁRIO

A metodologia do clube vai além da teoria. Ao incorporar o estudo da dengue, os integrantes desenvolvem habilidades essenciais de pesquisa, pensamento crítico e resolução de problemas, aplicando-as em ações que beneficiam diretamente a comunidade. Entre as principais iniciativas desenvolvidas, destacam-se:

“O Clube de Ciências nasceu com o propósito de despertar nos estudantes a consciência científica, ambiental e social sobre um dos maiores desafios de saúde pública do Brasil. Mais do que um projeto escolar, o clube é um movimento educativo e cidadão, que une conhecimento, criatividade e ação para transformar a comunidade por meio da ciência.”, declarou a professora coordenadora do clube Érica Castilho.

HORIZONTES PARA 2026

O clube iniciou o ano de 2026 com fôlego renovado, recebendo novos membros e traçando planos de expansão. As metas para este ano incluem a presença em feiras com projetos inéditos, como a produção de materiais acessíveis para pessoas cegas e a distribuição do livro de colorir para as escolas de ensino infantil que desejam trabalhar a conscientização sobre a saúde. Ao aliar a educação científica à cidadania, o clube de ciências demonstra que o esforço coletivo é a ferramenta mais poderosa para reverter indicadores de saúde e proteger gerações futuras.

A imagem mostra um grupo de cerca de quinze pessoas, entre adolescentes e adultos, está reunido ao ar livre em frente a uma parede clara com janelas altas. Eles se organizam atrás e ao lado de uma mesa grande de concreto, coberta com uma toalha vermelha estampada. Sobre a mesa há alimentos e bebidas, como garrafas de refrigerante, pratos e recipientes, sugerindo um lanche coletivo ou confraternização. A maioria veste uniforme escolar azul-escuro com detalhes claros. Duas mulheres adultas estão nas laterais do grupo, uma usando blusa vermelha e outra marrom. Todos sorriem ou olham para a câmera, transmitindo um clima de união e celebração.
Recepção de novos integrantes do clube (Foto/Érica Castilho)

Equipe apresentou projetos dos clubes makers e compartilhou experiências com outras regiões no evento de Brasília

A imagem mostra um auditório lotado durante o Encontro Nacional + Ciência na Escola. As pessoas estão sentadas assistindo a uma apresentação no palco. No palco, há um telão grande com o nome do evento e várias autoridades sentadas, enquanto uma pessoa fala ao púlpito. O ambiente é amplo, bem iluminado e organizado, com foco na programação oficial do evento. A imagem representa um momento formal, provavelmente a abertura ou uma palestra importante.
O Encontro Nacional contou com representantes do Brasil inteiro (Foto/Isabella Abrão)

O futuro da ciência começa na sala de aula. Isso ficou mais do que provado no 1º Encontro Nacional do programa Mais Ciência na Escola, realizado em Brasília, entre os dias 23 e 26 de março. A Rede de Clubes Maker do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC) também esteve presente no evento e reforçou o papel da cultura maker na formação de estudantes protagonistas.

Com laboratórios e atividades voltadas para o “mão na massa”, o Mais Ciência na Escola incentiva ideias, soluções e aprendizados de forma ativa. Por meio disso, promove o letramento digital, a experimentação científica e a inovação na Educação Básica. Tudo para trazer ciência e tecnologia na prática, focando na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).

O Encontro Nacional teve como objetivo debater sobre a popularização da ciência e os resultados dos laboratórios makers no Brasil. A programação contou com palestras, mesas temáticas, vídeos institucionais e atividades em grupos, proporcionando a integração entre professores, alunos, coordenadores e pesquisadores. Foi um momento muito importante para a troca de experiências entre todos os projetos do país.

Autoridades e representantes governamentais também compartilharam com o público o cenário brasileiro. A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou a necessidade de práticas pedagógicas democratizadas, que tenham essa pegada mais prática. “Estamos falando de inovação concreta na Educação Básica brasileira. Um programa que aproxima a ciência da realidade dos estudantes, que valoriza o aprender fazendo, a experimentação, a curiosidade e a criatividade”, enfatiza.

Nesta imagem, vemos um momento formal do Encontro Nacional + Ciência na Escola acontecendo em um auditório. No centro, uma mulher está no púlpito, segurando um microfone e fazendo um gesto com a mão, como se estivesse explicando ou destacando um ponto importante. Ao fundo, há um grande telão com o nome do evento “+ Ciência na Escola” e logotipos de instituições como ministérios e órgãos de ciência e tecnologia. À esquerda do palco, outras pessoas estão sentadas em cadeiras, acompanhando a fala. Na frente, aparece parte do público, que assiste atentamente à apresentação.
Ministra Luciana Santos em palestra no Encontro Nacional (Foto/Isabella Abrão)

Em entrevista para o NAPI PRFC, a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, colocou em pauta a importância de fazer política pública com escuta. “A gente quer saber a experiência real de quem vive o programa no chão da escola e esse encontro é para isso. A gente está muito feliz em receber mais de 1600 pessoas aqui […] todo mundo junto, para fortalecer essa experiência tão rica que é criar clube de ciência, montar um laboratório e, principalmente, proporcionar aos estudantes da escola pública brasileira uma educação científica de qualidade”, defende.

Também procurado pela equipe, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que a primeira grande parceria do Programa Nacional de Popularização da Ciência (POP Ciência) foi com o Paraná. “Nós queremos cada vez incentivar mais a produção científica e a educação científica a partir do Ensino Fundamental, do Ensino Médio […] porque é fomentando a ciência que você cria as condições para produzir tudo aquilo que nós precisamos para o Brasil”, encoraja.

A imagem mostra um grupo grande de estudantes e alguns adultos reunidos para uma foto em um espaço interno. Quase todos usam camisetas verdes do projeto Ciência na Escola e crachás de identificação, indicando participação em um evento. Muitos estão sorrindo e alguns seguram sacolas, provavelmente brindes do encontro. Ao fundo, há uma estrutura com escadas e um painel iluminado com logotipos institucionais. A imagem transmite união, participação e orgulho da equipe. Há ainda a presença de duas autoridades no meio da foto: Juana Nunes e Inácio Arruda.
Equipe NAPI PRFC Maker na companhia do Secretário Inácio Arruda e da Diretora Juana Nunes (Foto/Isabella Abrão)

Rede de Clubes Maker

Quatro clubes paranaenses ficaram responsáveis por representar o estado e a vertente maker do NAPI – Paraná Faz Ciência no evento. Alunos e professores mostraram um pouco do trabalho desenvolvido no projeto, que tem transformado o pensamento crítico dos estudantes, despertado a curiosidade para o mundo da ciência e contribuído com a produção de conhecimento no Brasil.

As equipes participantes são do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; Colégio Estadual do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), de Apucarana; Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; e Colégio Estadual do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.

Inclusive, uma das alunas do clube Circuito Criativo foi escolhida para apresentar a síntese de uma discussão em grupo, durante o encerramento do evento. A atividade separou professores, estudantes e coordenadores estaduais no dia anterior ao relato, estimulando o diálogo entre pessoas de diferentes regiões.

A imagem mostra um palco de evento, em um espaço grande e fechado, com iluminação voltada para a apresentação. No centro, uma jovem está em pé atrás de um púlpito transparente, segurando um microfone e lendo algo, possivelmente um discurso ou apresentação. Ela veste roupas claras e parece concentrada no que está dizendo. À esquerda do palco, há um grupo de cerca de oito pessoas, jovens e adultos, alinhados lado a lado, todos usando crachás pendurados no pescoço, sugerindo que participam do evento como equipe, palestrantes ou competidores.
Paula Fernanda (15 anos) apresentando o debate realizado (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Edinara Santos, coordenadora do clube San Rafa Makers, o que mais a impactou no evento foi conhecer a amplitude que o Mais Ciência na Escola tem alcançado. “Nós ficamos realmente impressionados com a grandiosidade e o quanto desse projeto atinge escolas do Brasil inteiro. Ficamos muito orgulhosos de fazer parte disso”, conta.

Para alguns alunos, o Encontro Nacional foi também o primeiro evento científico. É o caso de Victor Souza (12 anos), do clube Margarida Consciente, que já está manifestando interesse na próxima viagem. “A gente veio aqui no evento de Brasília e eu quero ter mais oportunidades também de ir em outros eventos”, revela. “Eu estou gostando muito do Mais Ciência na Escola aqui e, graças ao clube Maker, eu estou podendo participar.”

Os estudantes do clube Pỹn fīfī também demonstraram entusiasmo com a experiência. Para os alunos, conhecer a cidade está sendo uma vivência diferenciada e, sem dúvidas, divertida. “Estou achando legal representar o Paraná. Me perdi um pouco lá no shopping”, brincou Wesley Mathias (15 anos).

Equipe do NAPI PRFC Maker (Foto/Isabella Abrão)

O 1º Encontro Nacional “Mais Ciência na Escola” estava previsto na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Paraná Faz Ciência Maker faz parte do programa, tendo sido selecionado pelo edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a iniciativa dos clubes Makers integra as ações do NAPI – Paraná Faz Ciência, que é apoiado pela Fundação Araucária.

Grupo de jovens e adultos reunidos em um estande de feira dentro de um pavilhão amplo, na Expo Umuarama 2026. Eles observam e manuseiam caixas de madeira sobre uma mesa, nas quais estão armazenadas as colméias de abelhas sem ferrão, enquanto os alunos clubistas explicam o conteúdo. Ao fundo, há painéis informativos do Paraná Faz Ciência e iluminação industrial no teto.
Membros do clube de ciência Bento Bee apresentando seus trabalhos na Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

Conhecida como uma das maiores feiras comerciais, industriais e de agronegócio do Sul do país, a Expo Umuarama 2026 sediou também atividades de divulgação científica, com um espaço para exposição dos clubes de ciências da região de Umuarama e ligados à Rede Paraná Faz Ciência. Também estiveram no espaço atrações do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Fazendinha da UEM e ainda estandes dos cursos ofertados pela universidade. A programação de eventos da Expo Umuarama é de 12 a 22 de março.

Agregando às atividades de divulgação científica, este ano a exposição contou com a presença dos clubes integrantes Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da cidade de Umuarama e da região, sendo eles: Experimentando a Ciência (Escola Estadual do Jardim Canadá), Bento Bee (Colégio Estadual Bento Mossurunga), Denguebot (Colégio Estadual Vereador José Balan), Tenda Cultura Viva (Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal), Green Lab (Colégio Estadual Almirante Tamandaré, Cruzeiro do Oeste), e Paisagismo Sustentável (Escola Estadual Manuel Bandeira, Alto Piquiri).

Os clubes se revezaram e estiveram presentes durante os dias 16 a 19 de março, no Pavilhão da Indústria e Comércio, junto dos demais estandes ligados à Universidade Estadual de Maringá, demonstrando ao público um pouco de seus projetos, de forma prática e também teórica, usando maquetes e brincadeiras.

Clube Bento Bee

Na tarde do dia 16, houve a exposição no estande do Clube Bento Bee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, de Umuarama, representado pelos estudantes Lorena, Manuela, Miguel e Luiz. O clube trabalha com abelhas sem ferrão, trazendo para a comunidade a importância desse inseto para a produção de alimentos, polinização de flores e seu papel fundamental na manutenção de um ecossistema saudável.

No estande, os clubistas expõem as colmeias de diversas espécies, como a abelha Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a abelha Iraí (Nannotrigona testaceicornis), proporcionando uma experiência visual muito interessante para os visitantes do evento. A mostra dos clubistas do Bento Bee também oferece experimentação de própolis e mel para os visitantes, ambos produzidos pelas abelhas que eles mesmos criam no projeto do clube.

Alunos e professores clubistas do clube Green Lab que receberam a visita da Secretaria Estadual de Educação (SEED) durante a Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

Na manhã da terça-feira, dia 17, foi a vez da exposição do Clube Green Lab, do Colégio Almirante Tamandaré, da cidade de Cruzeiro do Oeste. Os principais objetivos do clube incluem a sensibilização da comunidade para o descarte correto do óleo de cozinha, assim como orientar maneiras de reaproveitamento para esse produto residual das cozinhas. 


“No clube, nós pegamos o óleo que seria descartado incorretamente no lixo ou na pia e fazemos sabão! Já fizemos velas, então é possível fazer várias coisas com óleo, até desengordurante. É uma forma de salvar o meio ambiente. Um litro de óleo descartado, que poderia contaminar 25 mil litros de água, está aqui, usamos para fazer sabão”, apontou o clubista Miguel.

Os clubistas expõem sabões feitos com óleo residual em variadas formas: líquido, em pó e em pedra, possuindo diversos aromas e possibilidades de uso.

Clube Tenda Cultura Viva

Na parte da tarde, o Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama, também marcou presença na Expo Umuarama 2026. O clube desenvolve estudos que aprofundam conhecimentos em culturas indígenas e africanas, visando quebrar o estigma contra esses povos que ainda é visto na sociedade. O projeto tem estudado adereços usados por esses povos, pesquisando os materiais, os significados e replicando técnicas típicas, o que resgata e valoriza tais heranças culturais.

“Combater o preconceito enraizado na população brasileira hoje é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa”, diz a clubista Maísa.

Estande do clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal recebendo estudantes da rede municipal de Umuarama na Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

Os clubistas montaram um estande repleto de adornos típicos de diversas culturas indígenas brasileiras e africanas, como colares, adornos e também itens de caça: lanças e arco e flecha. Os visitantes puderam interagir com o projeto experimentando os adornos e também brincando de acertar o alvo com o arco e flecha.

Denguebot 

Na quarta-feira dia 18 de março, o Clube Denguebot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, expôs o protótipo de robô autônomo que auxilia no combate ao Aedes Aegypti no ambiente escolar. Sua função é otimizar a liberação do repelente natural feito com citronela. 

Os clubistas explicam o funcionamento de dois modelos de robôs: um para exemplificar a efetividade do difusor de repelente e o outro para evidenciar a tecnologia de sensor de aproximação, que é a mesma usada em robôs aspiradores, o que dá a capacidade ao aparelho de mapear o ambiente de forma completamente autônoma.

Membros do Clube Denguebot expondo protótipos de robôs autônomos de auxílio no combate à dengue, na Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

Paisagismo Sustentável

No estande ao lado, o Clube Paisagismo Sustentável, da Escola Estadual Manuel Bandeira, do município de Alto Piquiri, também apresentou seus projetos. Os clubistas explicaram seus trabalhos com muito orgulho, visto que o Clube foi premiado em 1º lugar na FECCI 2025, na categoria “Tecnologia e Robótica”. Esse projeto tem como objetivo revitalizar espaços degradados e não utilizados do ambiente escolar dos estudantes, partindo do reaproveitamento de itens que seriam descartados, transformando-os em bancos, floreiras, canteiros, tornando o espaço estudantil mais agradável e sustentável.

O que chama atenção, além da revitalização promovida por alunos e professores, é a inovação tecnológica aplicada para solucionar problemas relacionados ao ambiente do entorno. Segundo a estudante clubista Emanuelle, eles desenvolveram um sistema de irrigação inteligente controlado pelo smartphone, bastando um clique para que toda a área verde da escola seja automaticamente irrigada. Este detalhe do projeto que foi demonstrado por meio de maquetes interativas garantiu o título ao clube na FECCI 2025.

Membros da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e clubistas do Paisagismo Sustentável na Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

Experimentando a Ciência

No último dia de exposição de clubes, o Experimentando Ciências, Clube da Escola Estadual do Jardim Canadá, de Umuarama, esteve no estande para encerrar a participação dos clubes. Eles mapeiam os alimentos menos consumidos na merenda escolar a fim de encontrar uma solução para conter o desperdício, ao mesmo tempo que querem garantir que os nutrientes presentes nesse alimento sejam devidamente consumidos.

“Após um levantamento de dados inicial, concluímos que o alimento menos consumido foi o chuchu. Então pensamos: como fazer com que os estudantes se alimentem deste fruto sem comê-lo diretamente? Entendemos que o gosto e a textura do chuchu não agradam muitos alunos, então realizamos a primeira receita do projeto: o pão de chuchu”, explicou a clubista Carol. A estudante aponta ainda que há mais dois projetos em desenvolvimento: o iogurte com geleia de pêra e o pão de abóbora.

Além da parte gastronômica, o clube também se empenhou em realizar atividades pedagógicas para crianças com foco em uma alimentação saudável. Os clubistas desenvolveram um jogo de tabuleiro e cartas com a temática de boa alimentação, assim como utilizaram a tecnologia para criar um jogo de computador que demonstra os malefícios dos ultraprocessados e reforça a importância de uma alimentação rica em alimentos frescos e orgânicos.

Estudantes clubistas do Clube Experimentando Ciências recebem visitantes em seu estande na Expo Umuarama 2026 (Foto/Arquivo pessoal)

A participação dos clubes de ciência em feiras como esta significa a conquista de mais espaço para a visibilidade e valorização da educação dos jovens paranaenses, incentivando a permanência escolar e devolvendo para a sociedade conhecimento científico fomentado os colégios. É uma experiência que agrega não somente para a formação do aluno, como também conscientiza a comunidade.

O evento irá reunir educadores e estudantes para debater cultura científica e os resultados dos laboratórios makers

A imagem apresenta um design gráfico com temática científica e tecnológica. O fundo é claro, com elementos sutis que lembram circuitos eletrônicos, formados por linhas e conexões em tons de cinza. No centro da imagem está o título em destaque, com letras grandes e em negrito: “+ CIÊNCIA NA ESCOLA”. A combinação dos elementos visuais — circuitos, cores vibrantes e tipografia forte — transmite a ideia de integração entre educação, ciência e tecnologia dentro do ambiente escolar.
O Encontro Nacional terá duração de três dias (Arte/Mais Ciência na Escola)

Quatro clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência Maker estarão presentes no Encontro Nacional Mais Ciência na Escola 2026. A equipe, que faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, irá representar o estado, evidenciando a importância do investimento em ações que aproximam os alunos da Educação Básica de práticas investigativas e da cultura maker. O evento será realizado entre os dias 24 e 26 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília-DF. 

De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do NAPI PRFC Maker, as atividades desenvolvidas pelos clubes de ciência já são referência no país. “Em especial, a Rede de Clubes Maker desempenha um papel fundamental na consolidação de clubes em diferentes contextos, incluindo escolas indígenas, do campo, quilombolas e urbanas situadas em regiões de maior vulnerabilidade social”, destaca.

Pensando nessa representatividade, os clubes convidados para o evento pertencem ao Colégio Estadual Indígena Cacique Otavio dos Santos (clube Pỹn fīfī), na Terra Indígena Marrecas, em Turvo; C.E. do Campo Professora Margarida Franklin Gonçalves (clube Margarida Consciente), em Ibaiti; C.E. do Campo Professora Godomá Bevilacqua de Oliveira (clube Circuito Criativo), em Apucarana; e C.E. do Jardim San Rafael (clube San Rafa Makers), em Ibiporã.

Participarão os quatro professores coordenadores e oito dos estudantes clubistas. Segundo Mariana, também foi produzido um vídeo de cinco minutos, que reúne pesquisas e criações dos demais clubes makers da Rede. Trata-se de uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho, promover a troca de experiência com pessoas de outros estados e, claro, ter um momento de imersão cultural. 

O projeto do Paraná Faz Ciência Maker é parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária. A iniciativa foi selecionada na Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024 – Mais Ciência na Escola. O Encontro Nacional estava previsto e busca estabelecer diálogo com representantes governamentais, além de aprofundar o conhecimento sobre o papel de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Com presença em feiras, conferências e até na COP30, clubes da Unicentro levam a emergência climática e a cidadania juvenil ao debate. Articuladora institucional avalia os passos

A imagem registra um grupo de seis participantes, entre estudantes e orientador, em uma feira de ciências diante de um banner do projeto "Transformando óleo usado em sabão e consciência ambiental", do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas (Pinhão-PR). Dois adultos estão em pé nas extremidades, enquanto quatro jovens com uniformes azul-marinho do Governo do Paraná estão sentados à frente de uma mesa com frascos de laboratório, incluindo uma integrante em cadeira de rodas. O painel central detalha a problemática do descarte incorreto de óleo e os resultados obtidos com a produção de sabão ecológico, em um ambiente de exposição repleto de outros estandes e trabalhos educativos ao fundo.
Clube ‘Reóleo’, do Colégio Estadual Procópio Ferreira Caldas (Pinhão-PR), orientado pelo professor Diórgenes Veres Ronik, apresenta o projeto ‘ Transformando óleo usado em sabão e consciência ambiental’ (Foto/Arquivo pessoal)

Do chão da escola às discussões globais na COP30, o ano de 2025 foi marcado pela consolidação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na região centro-sul do Paraná, a partir da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Sob a articulação institucional da professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, clubes das escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Irati, Laranjeiras do Sul e Pitanga encerraram o ano com participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais, além de premiações e reconhecimento público.

“A Rede de Clubes de Ciências tem se configurado como um potente meio de formação científica e cidadã de jovens da educação básica e de professores”, destaca Marquiana. Segundo ela, o ano de 2025 evidenciou a contribuição do programa ao colocar estudantes e docentes em espaços estratégicos de debate e divulgação científica.

Atualmente, a articulação da Unicentro abrange 30 escolas, cinco delas vinculadas à rede Maker. O foco está na educação científica pautada na cidadania juvenil, com a mitigação da emergência climática no horizonte de atuação.

Fieg abre calendário de feiras

A experiência dos clubistas em feiras começou pela própria região. Em junho, a 1ª Feira Itinerante das Escolas do NRE de Guarapuava (Fieg), realizada no Colégio Cívico-Militar Manoel Ribas, reuniu 50 projetos da região e evidenciou a força da iniciação científica local.

Luísa Caliço dos Santos, Maria Luísa Zacharski Rosa, Luísa Mazur e Juan Pablo Patarroyo apresentaram o projeto vencedor na Fieg ‘A importância das abelhas na sustentabilidade paranaense e na biodiversidade da Mata Atlântica’, durante a Fieg (Foto/Thiago de Oliveira)

Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro lugar ficou com o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, com pesquisa sobre a importância das abelhas. O segundo lugar foi para o Clube Raízes da Ciências, de Irati, com mapeamento de árvores, e o terceiro, para o Clube Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli, com um projeto em realidade virtual sobre a vida de uma abelha-operária.

Estudantes reunidos no saguão do Colégio Manoel Ribas durante abertura da Fieg (Foto/Thiago de Oliveira)

Mostra no Paraná Faz Ciência reúne mais de 100 trabalhos

Guarapuava sediou o Paraná Faz Ciência em 2025, o maior evento científico do estado. Nele, a Rede de Clubes promoveu sua primeira mostra científica com a participação de clubes de diferentes regiões do Estado. Ao todo, foram apresentados mais de 120 trabalhos.

Clubistas do Ecotransformadores, do Colégio Cívico-Militar Heitor Rocha Kramer, apresentam projeto na 1ª Mostra Científica dos Clubes de Ciências (Foto/Thiago de Oliveira)

“O envolvimento de jovens e professores mostrou o que já tem sido feito de ciência na escola”, afirma a coordenadora. Segundo Marquiana, o número expressivo de projetos demonstra que a produção científica escolar vai além da sala de aula e alcança a comunidade. 

Mais de 40 mil pessoas passaram pela feira entre 29 de setembro e 3 de outubro. Em 2026, quem sedia o evento é a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Cascavel.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, esteve presente no encerramento do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Unicentro)

Destaque na XIV FIciências

A participação na FIciências, promovida pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, entre 21 e 25 de outubro, foi a primeira a colocar a Rede de Clubes da Unicentro em intercâmbio internacional de projetos. O evento reuniu estudantes do Paraná, de outros estados e também de países fronteiriços, como Paraguai e Argentina.

Tiago Vaz Machado, Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli (Foto/Mathias Trindade)

Um dos destaques foi o estudante Tiago Vaz Machado, do Clube Climatize-se, que conquistou o Prêmio de Aclamação Popular com o vídeo “Jataí: um dia na vida de uma abelha-operária”, alcançando mais de 22 mil visualizações nas redes sociais.

“Tivemos destaque nesse evento, com reconhecimento público de um dos nossos cientistas mirins”, pontua Marquiana.

Delegação do Colégio Pedro Carli se preparando para viajar a Foz do Iguaçu (Foto/Arquivo Pessoal)

FECCI trouxe oito premiações

Em novembro, a delegação da Unicentro participou da Feira de Cultura Científica (Fecci), em Curitiba, com cerca de 150 representantes entre estudantes, professores e acadêmicos. Foram 37 projetos apresentados por 21 clubes. Ao todo, oito projetos foram premiados, com colocações em diferentes categorias e reconhecimentos também na produção audiovisual.“

O prêmio é uma forma de reconhecimento, mas o mais importante é o número significativo de trabalhos selecionados e a participação dos jovens”, avalia a coordenadora.

Professora Juliana acompanhada de quatro clubistas recebeu a premiação do ‘Meu Clube é Show’. O Clube Adonis Com Ciência venceu a categoria ‘Comunicação’ (Foto/Arquivo Pessoal)

Entre os destaques estiveram o projeto “Detecta Cio”, do Puma Science Club, de Pinhão, vencedor em Inovação Tecnológica; o Clube Raízes da Ciência, de Irati, premiado em Ciências Sociais Aplicadas; e o Clube EcoCientistas Visionários, de Guarapuava, com dois prêmios em Ciências Humanas. O Clube Adonis Com Ciência, de Boa Ventura do São Roque, também foi premiado.

Estudantes do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli apresentam o projeto “Modelo didático do desenvolvimento da abelha mirim: da fase ovo ao adulto” na Fecci 2025 (Foto/Clube @climatize_se)

Conferência Nacional e COP30

A pauta climática esteve no centro das ações da rede em 2025. A clubista Pyetra Heller, do Colégio Estadual Padre Chagas, foi selecionada para representar o Paraná na Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Junto ao seu professor, Emerson de Souza, levou propostas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas para o debate em nível nacional. Ela e os outros estudantes entregaram ao presidente Lula e ao ministro da educação, Camilo Santana, uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que foi levada à Cúpula de Líderes da COP30, realizada em novembro, em Belém.

Pyetra Heller e o professor Emerson de Souza, na Feira de Projetos, apresentando o trabalho na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (Foto/Arquivo Pessoal)

E por falar em COP30, quatro clubes participaram da conferência da ONU, em Belém, nas atividades promovidas pelo Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP). A delegação contou com oito jovens, quatro professores da educação básica, além de acadêmicos e docentes da Unicentro.

Delegação do Paraná durante a visita em Brasília, na praça dos Três Poderes (Foto/Arquivo Pessoal)

Durante o evento, os representantes participaram de palestras, proposições e discussões no fórum público, defendendo a educação como eixo estratégico na agenda climática. No fim, elaboraram, junto a participantes de França, Colômbia e Chile, o Manifesto de Belém, também chamado de ‘Carta da Terra’. O documento foi entregue às autoridades máximas da Conferência.

As alunas Isabelle Burnout e Bruna Wolf Battistelli e a professora Ariane Andrade Bianco, do Colégio Estadual Carneiro Martins, em auditório da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) (Foto/Thiago de Oliveira)

“A agenda climática é um dos temas mais relevantes da nossa sociedade. Educar para a ciência é educar para a cidadania, para formar jovens bem informados e comprometidos com a transformação social”, afirma Marquiana.

Comitiva do Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP) em Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Formação continuada e expectativas para 2026

Além das participações em eventos, 2025 foi marcado por formações continuadas, reuniões e orientações aos professores da Rede Clubes. Para a coordenadora Marquina, o trabalho realizado nas escolas é fundamental para os resultados alcançados.

“Precisamos reconhecer o trabalho dos professores que estão na base, diretamente com os jovens. Eles fizeram toda a diferença”, ressalta.

Para 2026, a expectativa é de aprofundamento das pesquisas iniciadas no ano anterior, ampliação da participação em eventos estaduais, nacionais e internacionais e nova presença expressiva na Fecci, já agendada para novembro, em Curitiba.

“Nós acreditamos que o pensamento científico é essencial para a transformação social. Em um tempo de desinformação, formar jovens com pensamento crítico, lógico e baseado em dados é uma necessidade”, conclui Marquiana.

Ao revisitar 2025, a Rede de Clubes de Ciências da Unicentro confirma que a ciência produzida na escola está formando futuros pesquisadores, fortalecendo a cidadania e ampliando o alcance social do conhecimento na região.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Os encontros discutem questões que envolvem a cultura científica e os clubes de ciência na Educação Básica

A imagem mostra duas pessoas sentadas lado a lado em uma mesa escura, envolvidas em uma atividade de estudo ou trabalho. A cena foca principalmente nas mãos e nos materiais sobre a mesa. Uma das pessoas está escrevendo com uma caneta em uma folha de papel que contém exercícios ou anotações. A outra segura uma caneta marca-texto, como se estivesse explicando ou revisando o conteúdo. Sobre a mesa há um notebook aberto, um caderno espiral, folhas soltas, um marca-texto com tampa rosa e um smartphone com a tela voltada para cima. A organização dos materiais e a postura das mãos sugerem um momento de colaboração, revisão de conteúdo ou realização de tarefas escolares. O ambiente transmite concentração e trabalho em equipe.
O curso para professores será válido para progressão de carreira (Foto/Canva)

As atividades do curso “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica” voltaram. Desde 23 de fevereiro, professores que participam da Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência deram início à segunda parte da formação, uma sequência de um curso realizado anteriormente, em 2024.

Os encontros estão sendo promovidos no formato remoto assíncrono, pela plataforma Moodle, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). No total, são 15 módulos de 4 horas cada, com duração de duas semanas não prorrogáveis. A primeira etapa ocorreu entre 15 de setembro e 23 de novembro de 2025. Agora, as aulas estão previstas para serem finalizadas em 13 de agosto deste ano.

O objetivo é aprofundar temáticas sobre os clubes de ciência em escolas da Educação Básica. Assim, espera-se trazer maior domínio de diferentes aspectos educacionais, além de potencializar o trabalho com os alunos clubistas e com o próprio clube. A participação é obrigatória para docentes das escolas e BTNS (Bolsistas Técnicos de Nível Superior) pedagógicos das Instituições de Ensino Superior parceiras do NAPI PRFC.

Professores que assumiram clubes recentemente também devem se juntar ao curso e, em breve, terão acesso às atividades anteriores da formação. No final, será disponibilizado um certificado com 60 horas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Serviço

Curso: “Fundamentos, Práticas e Reflexões para a Cultura Científica na Educação Básica”

Formato: remoto assíncrono

Período: 15/9/2025 a 23/2/2026

Oficina realizada em Foz do Iguaçu integrou teoria e prática para promover ciência cidadã e engajamento público na pesquisa sobre biodiversidade

O professor Rodrigo Arantes Reis apresentou uma atividade para participantes durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Ele está em pé, segurando um microfone e falando ao público sentado em cadeiras voltadas para o palco. Ao fundo, duas telas exibem a identidade visual do NAPI Paraná Faz Ciência, enquanto um painel central mostra a marca do congresso. O ambiente é uma sala de conferências com iluminação clara e estrutura para apresentações científicas.
O professor Rodrigo Arantes Reis conduziu uma oficina durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria, em Foz do Iguaçu. (Foto: Arquivo pessoal)

Durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO), em Foz do Iguaçu entre os dias 2 e 5 de março,  o professor e articulador do Napi, Rodrigo Arantes Reis, coordenou a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégia de Engajamento Público para a Ciência”.

A oficina reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em ampliar a participação da sociedade na produção do conhecimento científico. A proposta foi integrar teoria e prática, apresentando conceitos fundamentais de Ciência Cidadã, além de metodologias de coleta de dados e estratégias de engajamento público em projetos de biodiversidade.

Durante o encontro, os participantes conheceram iniciativas e ferramentas que permitem a colaboração entre cientistas e cidadãos. Entre os conteúdos abordados estavam o Programa Institucional de Ciência Cidadã para a Educação (PICCE), protocolos de campo e o uso de aplicativos voltados ao registro de espécies e monitoramento ambiental.

O professor Rodrigo Arantes Reis apresenta a oficina “Ciência Cidadã e Biodiversidade: Estratégias de Engajamento Público para a Ciência” durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Na sala de conferências, participantes estão sentados acompanhando a apresentação enquanto dois telões exibem o título da atividade e logos institucionais, incluindo o Paraná Faz Ciência e a Universidade Federal do Paraná. O ambiente é estruturado para atividades acadêmicas e troca de conhecimentos entre pesquisadores e estudantes.
Participantes acompanham a oficina conduzida por Rodrigo Arantes Reis sobre ciência cidadã durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

A programação também incluiu atividades práticas realizadas nos jardins e bosques do local do evento, onde os participantes puderam aplicar os protocolos apresentados e experimentar, na prática, como a ciência cidadã pode contribuir para a produção de dados científicos e para a conservação da biodiversidade.

Durante o evento, o NAPI também esteve presente no estande do Paraná Faz Ciência, espaço dedicado à divulgação de iniciativas científicas e de inovação desenvolvidas no estado, reforçando a integração entre pesquisa, educação e sociedade, ampliando a visibilidade das ações voltadas à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento da ciência no Paraná.

Integrantes da equipe do Paraná Faz Ciência posam para foto no estande do projeto durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e a 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO). Entre eles está o professor Rodrigo Arantes Reis. O grupo está atrás de um balcão expositivo com livros e materiais de divulgação científica. No painel do estande aparecem também informações e QR codes para acesso a conteúdos e projetos vinculados ao programa, que promove a integração entre pesquisa, educação e sociedade.
Equipe do Paraná Faz Ciência recebe visitantes e apresenta materiais de divulgação científica no estande do evento durante o 36º Congresso Brasileiro de Zoologia. (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com o professor Rodrigo Arantes Reis, a atuação do NAPI tem sido fundamental para fortalecer redes de pesquisa e ampliar a presença de iniciativas colaborativas em grandes eventos científicos. “Estamos muito felizes de poder estar aqui. Gostaria de agradecer demais à Associação Brasileira de Zoologia pelo convite e ao NAPI Paraná Faz Ciência pelo orgulho de estar apresentando esse resultado em mais um evento”, destacou.

A presença do NAPI em eventos de grande porte reforça o compromisso da rede com a excelência acadêmica e com a ampliação da divulgação científica no país. Ao promover ações que aproximam pesquisadores e sociedade, a iniciativa contribui para fortalecer a ciência colaborativa e ampliar o impacto do conhecimento científico na conservação da biodiversidade brasileira.

A imagem mostra um grande painel decorativo montado em um espaço interno, utilizado como fundo para fotos em um evento. No centro do painel está escrito “36º CBZ e 3ª CIZOO”, com as datas 02 a 05 de março de 2026, em Foz do Iguaçu. A arte do painel apresenta uma ilustração colorida inspirada na natureza e nos pontos turísticos da região.
Foz do Iguaçu recebe o 36º CBZ e o 3º CIZOO, reunindo ciência, conservação e a riqueza da biodiversidade em um dos cenários naturais mais impressionantes do Brasil. (Foto: Arquivo pessoal)