Unindo teoria e prática, equipe investiga como ocorre a propagação do calor e transforma experimentos em receitas

Já imaginou assar um bolo de chocolate usando o sol? O que para muitos pode parecer muito difícil e até pouco realista, para os alunos do clube de ciências Forno Solar é apenas uma atividade comum. A equipe pertence ao Colégio Estadual Dr. Willie Davids, em Londrina, e investiga como o calor se propaga. Com esse conhecimento, os estudantes estão criando fornos solares em sala de aula.
O “forno solar” é um dispositivo sustentável que converte a luz do sol em calor, possibilitando o cozimento ou fritura. Uma solução eficaz para enfrentar problemas de acesso e custo de energia. No clube, articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a turma já estudou sobre os métodos do forno de caixa e forno parabólico. O primeiro, por exemplo, usa a técnica do efeito estufa para assar de forma lenta. Já o segundo, concentra os raios solares em um ponto e atinge altas temperaturas rapidamente.

Segundo o professor Thiago Miashiro, coordenador do projeto, a temática é fundamental para reforçar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “No clube de ciências, o aluno necessita aplicar vários conceitos que eles aprenderam – de física, matemática e na parte de química – dentro dos projetos. Então, os conceitos de calor, temperatura, radiação, toda essa parte teórica, ele vai ter que aplicar na parte prática”, destaca.
Durante as experiências, a equipe já aproveitou para fazer várias receitas, incluindo assar bolos e marshmallows. O docente explica que a turma tem usado materiais de baixo custo e que estejam disponíveis localmente, como reciclados e restos de antenas parabólicas. A partir desses testes, os alunos avaliam o desempenho dos fornos em diferentes condições ambientais.
Agora, o objetivo é continuar testando com outros tipos de fornos solares, utilizando o apoio de novos equipamentos. “Com os materiais chegando, a gente consegue melhorar a eficácia do forno solar e, assim, a gente consegue assar em menor tempo com diferentes ingredientes e receitas”, conta Miashiro. “A ideia é a gente conseguir juntar até a parte de robótica e da energia das placas solares, para que tenha um forno automatizado.”
Mais do que avançar nas pesquisas do clube, a expectativa para esse ano é apresentar os resultados do projeto. O clube pretende repetir o feito do ano passado, quando teve um trabalho aprovado na 1ª Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI – Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba. “Alguns alunos conseguiram permanecer desde o clube passado, então eles já estão perguntando se vai ter a feira de ciências, a FECCI, novamente”, revela o professor.
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Encontro de promotores de feiras mostrou que a formação de avaliadores é um dos desafios a serem enfrentados

No segundo e último dia do I Encontro de Promotores de Ciências do Paraná, realizado na noite de quinta-feira (7), reforçou duas questões que envolvem os professores, alunos de pós-graduação e gestores escolares envolvidos com a promoção de feiras e mostras de ciências: a participação nos clubes de ciências tem se mostrado relevante para melhorar o aprendizado dos alunos da Educação Básica, os chamados clubistas, e há a necessidade de priorizar a formação de avaliadores de trabalhos de pesquisa em eventos científicos.
Durante dois dias, com cada encontro de duas horas pelo Google Meet, houve palestras de especialistas, troca de experiências e roda de conversa sobre os desafios que precisam ser enfrentados e as perspectivas de trabalho a ser feito para consolidar a Rede de Feiras Paraná Faz Ciência.
Em sua apresentação, o professor Jonathan José de Oliveira Pereira, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Giampero Monacci, de Itambé, contou como os alunos se engajaram nos clubes de ciências a partir do eixos da Robótica, Sustentabilidade e Ação Social.
“A partir da ciência, é possível verificar os impactos na aprendizagem e, principalmente, no comportamento dos estudantes, que se tornaram protagonistas na proposição de problemas e na busca de soluções, além de desenvolver pensamento crítico, saber organizar dados e criar consciência social”, enfatiza Pereira.
Por outro lado, o professor diz que este movimento de transformação também se dá com os professores, que encontram nos clubes uma oportunidade para se renovar: “Jamais podemos cessar esse movimento nas escolas porque tem sido transformador para todo mundo”, acredita.

A pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Eduarda Rodrigues Grunevald de Oliveira, foi uma das organizadoras da Uniociências 2025, a feira de ciências realizada em modo articulado com a UNIOXP, a feira de profissões da própria Unioeste. Em sua apresentação, ela destacou a importância de se estabelecer critérios para a avaliação em feiras de ciências.
“Uma feira de ciências é um espaço formativo e a avaliação dos trabalhos também tem que ser formativa, e não só classificatória, focando no desenvolvimento e aprendizagem do estudante e promove reflexão crítica e tem um papel pedagógico”, explica Eduarda.
Neste contexto, é preciso capacitar os avaliadores para observar aspectos como conhecimento científico, domínio teórico-metodológico do tema e a compreensão do conceito pelos alunos, além de inovação e criatividade. “O grande desafio é nivelar o ‘rigor científico’, garantir que o avaliador tenha a compreensão que se trata de uma pesquisa da Educação Básica”, acredita a pesquisadora.

Em relação ao uso da Inteligência Artificial no processo avaliativo, seja em trabalhos escolares e artigos científicos, Eduarda fez uma ponderação: “é um desafio avaliar, mas é possível verificar no momento da avaliação alguns padrões, após a leitura do trabalho. Nosso olhar tem que ser treinado para identificar, por exemplo, se a pessoa escreveu o texto e usou IA para aprimorar a escrita, mas foi ela quem desenvolveu a pesquisa; ou se não consegue apresentar a pesquisa que está no texto”.
O I Encontro foi promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência – NAPI PRFC e contou com dezenas de participantes com o objetivo fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica.
Apresentação reuniu estudantes, professores e conselheiros em torno das práticas desenvolvidas nos clubes de ciência

O Clube de Ciência e o Clube de Ciência Maker do Colégio Estadual do Paraná (CEP) participaram de uma reunião ordinária do Conselho Estadual de Educação do Paraná, realizada no dia 20 de março. Na ocasião, estudantes, professores e equipe gestora foram recebidos pelos conselheiros para apresentar as atividades dos clubes e compartilhar experiências construídas no ambiente escolar.
Os clubistas assumiram papel central ao apresentar projetos que articulam investigação científica, tecnologia e resolução de problemas. Entre as iniciativas destacadas estão o desenvolvimento de soluções sustentáveis, como um tijolo produzido a partir da casca de pinhão e propostas voltadas à acessibilidade, como um protótipo robótico para auxiliar na tradução em Libras.

O professor Tony Marcio Groch destacou o caráter investigativo e aplicado das atividades. Segundo ele, os projetos estão articulados a desafios reais e a competições científicas. “Os clubes trabalham com investigação científica dentro de competições como o Torneio Brasil de Robótica e a First Lego League, em que os estudantes desenvolvem soluções a partir de temas propostos, envolvendo tecnologia e resolução de problemas”, conta.

A participação no Conselho apresentou os resultados dos projetos ao mesmo tempo em que expôs as práticas que sustentam essas iniciativas nos clubes. Os participantes destacaram que essas experiências contribuem para a formação acadêmica e pessoal, ampliando habilidades como trabalho em equipe, pensamento crítico e comunicação.
Para a professora e integrante do NAPI Paraná Faz Ciência Edinalva Oliveira, o momento também representa reconhecimento e pertencimento dentro de uma rede mais ampla de incentivo à ciência. “Foi uma grata satisfação participar desse momento no Conselho. Os estudantes foram protagonistas e, para nós do NAPI Paraná Faz Ciência, isso nos orgulha, pois mostra o quanto os clubes têm feito diferença no cenário paranaense.”

Os conselheiros ressaltaram a qualidade das apresentações e a desenvoltura dos estudantes, reconhecendo o papel do Colégio Estadual do Paraná na promoção de uma educação pública comprometida com a formação integral. Destacaram ainda a importância do trabalho dos professores e da gestão escolar, que possibilitam a realização de projetos e a participação em atividades de alcance municipal, estadual e até internacional.
“Os clubes de ciência aproximam os alunos da ciência e despertam o interesse e o envolvimento. É possível perceber o entusiasmo dos estudantes e o papel fundamental dos professores e coordenadores para manter essas iniciativas vivas nas escolas”, destacou a conselheira Fátima Padoan, gerente de pesquisa da Fundação Araucária, durante a comemoração dos 180 anos do Colégio Estadual do Paraná, realizada no Teatro Guaíra.
I Encontro de Promotores de Feiras de Feiras de Ciências do Paraná reuniu professores, pós-graduados e gestores escolares

Especialistas em organização, estruturação pedagógica e promoção de feiras de ciências participaram nesta quarta-feira, 7 de maio, do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC). Com dezenas de participantes na sala online, através da plataforma Google Meet, o evento de extensão tem como objetivo fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica.
A finalidade é criar um espaço estratégico, mesmo que remoto, para a construção da ‘Rede de Feiras – Paraná Faz Ciência’, visando incentivar a iniciação científica na Educação Básica e a valorização da ciência produzida no Paraná. Durante dois dias, de forma síncrona, será possível a troca de experiências, o debate sobre critérios de avaliação, ética e qualidade científica.

A abertura do I Encontro ficou a cargo da articuladora do NAPI PRFC, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana, com a palestra ‘Feiras de Ciências como Espaços de Transformação: da prática escolar à cultura científica’.
Como articuladora do programa de divulgação e popularização da ciência, ela enfatizou a importância do evento, uma vez que as feiras de ciências são um ecossistema que contribui para a cultura científica. “Este encontro é um momento para que todos os professores que estão envolvidos com as feiras de ciências se conheçam e troquem experiências, fortalecendo a nossa Rede de Feiras Paraná Faz Ciência”, afirmou.
Na sequência foi feita uma ‘Roda de Relatos e Experiências’, visando compartilhar teoria e prática sobre a organização e gestão de Feiras de Ciências; planejamento e execução; envolvimento da comunidade escolar; desafios; e soluções práticas.

Ainda neste contexto, o NAPI realizou no final de março e início de abril um curso de formação de feiras e mostras de ciências, que teve grande aceitação de participantes de todo o Brasil. Na oportunidade, foi lançado o Edital 001/2026 para afiliação de Feiras à FECCI 2026, que ocorrerá de 4 a 6 de novembro, em Curitiba, no Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Campus Curitiba Neoville.
O retorno das atividades tem apoio de professores e da bolsista pedagógica Bruna Duarte; iniciativa visa fortalecer o protagonismo estudantil

Os Clubes de Ciência de Paranavaí e municípios da região noroeste do Paraná estão retomando suas atividades com força renovada. A iniciativa, que busca incentivar o pensamento científico, a curiosidade e a aprendizagem prática entre estudantes, volta a contar com o acompanhamento direto dos orientadores e o suporte pedagógico da bolsista Bruna Marques Duarte.
Os clubes funcionam como espaços de experimentação e investigação, onde alunos têm a oportunidade de desenvolver projetos científicos, participar de feiras e aprofundar conhecimentos além da sala de aula tradicional. Com a retomada, educadores destacam o entusiasmo dos estudantes e o impacto positivo na formação acadêmica e pessoal.

Além dos encontros presenciais, também estão sendo realizadas reuniões online com estudantes e professores, voltadas à discussão e ao acompanhamento do desenvolvimento das investigações nos clubes. A proposta é orientar o trabalho investigativo de forma progressiva, contribuindo para que os alunos se tornem cada vez mais autônomos na condução de seus projetos.
A bolsista pedagógica Bruna Duarte tem desempenhado papel fundamental nesse processo, auxiliando na organização das atividades, no planejamento de oficinas e no acompanhamento dos grupos. Sua atuação contribui para integrar teoria e prática, além de apoiar os professores na condução dos projetos.

Bruna já realizou orientações com quatro clubes, sendo eles: Clube Bioessence de Santo Antônio do Caiuá; Clube Eco Historiadores, de São Pedro do Paraná; Clube Pesquisa-Ação, de Inajá e Clube Conexão, de Nova Esperança.
“A orientação acontece como um processo de construção conjunta, em que os estudantes vão desenvolvendo sua pesquisa aos poucos, por meio de conversas, questionamentos e reflexões em grupo. Nesse caminho, eles escolhem o tema, formulam perguntas, definem objetivos, decidem como pesquisar e analisam os resultados. Assim, a orientação não é dar respostas prontas, mas apoiar os alunos para que se tornem mais autônomos, críticos e participativos na construção do conhecimento”, conta a bolsista pedagógica.

A retomada dos Clubes de Ciência reforça o compromisso das escolas da região com uma educação mais dinâmica, investigativa e conectada com os desafios contemporâneos. A expectativa é de que, ao longo do ano, mais estudantes se envolvam nas atividades e novos projetos ganhem destaque em feiras e mostras científicas.
Com o apoio coletivo de professores, estudantes, bolsistas pedagógicos e da UNESPAR, os Clubes de Ciência voltam a ocupar um espaço essencial na formação de jovens pesquisadores em Paranavaí e região.
Mais do que um projeto educacional, a ação se consolida como um ambiente de incentivo à investigação, ao pensamento crítico e à construção colaborativa do conhecimento.
Evento acontece esta semana, de 6 e 7 de maio, pelo Google Meet; ainda há vagas disponíveis

Tudo pronto para o I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, uma promoção do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC).
Com o objetivo de fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica, o evento será realizado pela plataforma Google Meet e acontecerá de forma síncrona.
O Edital 002/2026 já está publicado no site da Feira de Cultura e Ciência (FECCI) e as inscrições podem ser feitas somente pela internet, no formulário online que já está disponível. Garanta a sua participação!
Confira abaixo a programação completa, com indicação de palestrantes e temas a serem abordados nos dois dias do evento.
Com o apoio da Unicentro, alunos do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer realizam primeira atividade prática do ano e recebem nova orientadora

No dia 18 de março, os alunos do Clube EcoTransformadores, do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer, em Guarapuava, realizaram as primeiras atividades práticas de 2026. Sob coordenação da professora Daniele Kosmo, os clubistas receberam a nova orientadora da Rede de Clubes pela Unicentro, a professora Cecilia Hauresko. Durante o encontro, os estudantes apresentaram os projetos idealizados pelo grupo, que unem educação e meio ambiente, como a Rua Sustentável, os Jardins Suspensos e as hortas escolares.
A professora Cecilia Hauresko, especialista em Hortas Urbanas, iniciou este mês suas atividades como orientadora da Unicentro no clube do Colégio Heitor Rocha Kramer. Pela familiaridade com o tema de pesquisa dos clubistas, ela se sente motivada em orientá-los e criar um diálogo com o grupo. “Acho que nós, como professoras, e da Geografia em especial, temos como foco uma educação para a sustentabilidade. O que eu conheço de práticas que orientem para esse tema são suficientes para que possamos dialogar o tempo todo sobre a importância de uma sociedade e de uma escola saudáveis. Quando falo disso, estou falando de uma educação para a sustentabilidade, sem sombra de dúvidas”, contou Cecilia.

O projeto do clube EcoTransformadores é transformar a rua Herberth Storl em uma Rua Sustentável nos arredores do colégio, localizado no Bairro Colibri. Atualmente, a região enfrenta uma situação crítica, por conta do descarte inadequado de lixo e pelo abandono de animais, que sofrem com a falta de alimento e de água. Diante desse cenário, os clubistas pretendem, em 2026, tirar o planejamento do papel e transformar a teoria construída ao longo do último ano em ação prática, com a colocação de lixeiras de coleta seletiva, limpeza de entulhos, área de convivência com balanço e a plantação de árvores frutíferas.
Segundo o clubista Vinicius Nascimento, de 16 anos, eleito presidente do clube por ser o integrante que está no projeto há mais tempo, ele demonstra disposição para mobilizar a comunidade e colocar as ideias em ação. “Tenho esperança de que tudo vai dar certo e que conseguiremos apresentar o projeto para as pessoas que participarem das feiras. Queremos mostrar como vamos fazer uma rua sustentável tanto para os moradores quanto para a comunidade escolar e o bairro”, explicou Vinicius.
Para ele, o sucesso da iniciativa depende do envolvimento dos moradores do bairro. “Queremos contar o que vamos fazer e qual é o nosso objetivo, pedindo a colaboração deles. Como vamos tentar melhorar a rua e trazer algo mais sustentável, precisamos do apoio da comunidade para manter essas melhorias”, concluiu o presidente do clube.
Além da instalação de jardins suspensos na Rua Sustentável, os clubistas preparam a criação de uma horta para a comunidade. Segundo a professora responsável pelo clube, Daniele Kosmo, o projeto da horta não será executado na mesma via por falta de espaço adequado, mas já possui um local estratégico no Bairro Colibri.
“A horta comunitária não será propriamente na rua porque lá não encontramos o espaço necessário. Analisando as condições do bairro, encontramos um terreno que possivelmente será apropriado para a implementação do projeto. Agora, vamos fazer as avaliações necessárias e as solicitações aos órgãos públicos para poder executar a ideia”, explicou Daniele.

Para a professora orientadora Cecilia Hauresko, o planejamento está ideal e pronto para avançar. Ela destaca que o fato de o projeto estar bem estruturado no papel já é o início da transformação. “Acho que o caminho está posto e o projeto está bem escrito. Hoje vamos conhecer a rua que será a Rua Sustentável e, a partir dela, outras tantas ideias irão surgir. O primeiro passo já foi dado, e foi muito bem-dado pela professora”, afirmou Cecilia.
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Estudantes pesquisam compostagem, plantas medicinais e biofertilizantes no Clube de Ciências Mãos à Horta

Entre canteiros, estufas e plantas medicinais, estudantes do Clube de Ciências Mãos à Horta, em Goioerê, estão colocando a ciência em prática enquanto organizam e revitalizam os espaços de cultivo da escola.
O trabalho começou ainda no ano de 2025, com uma etapa de limpeza e reorganização da horta, preparando o ambiente para as atividades do clube ao longo do ano. Entre todos os espaços organizados, estão uma estufa hidropônica, uma estufa de cultivo convencional e uma área dedicada ao cultivo de plantas medicinais, que servem como base para diferentes projetos de investigação científica.
Nesses ambientes, os clubistas desenvolvem pesquisas relacionadas à adubação orgânica por meio da compostagem, ao uso de defensivos naturais no cultivo de plantas e ao estudo dos saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. As atividades buscam aproximar o conhecimento científico das práticas tradicionais presentes no cotidiano das comunidades.
Outro tema investigado pelo grupo é a produção de biofertilizante com o uso de um biodigestor, processo que transforma resíduos orgânicos em nutrientes para o solo, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

O clube é coordenado pela professora Luciana Patricia Roldi Pizzoli, que acompanha os estudantes nas atividades de pesquisa e experimentação. A proposta é transformar a horta escolar em um espaço de aprendizagem prática, onde os alunos possam observar, testar ideias e desenvolver soluções relacionadas à sustentabilidade e ao cuidado com o meio ambiente.
Além disso, o clube pretende destinar à cozinha da escola, as hortaliças e plantas cultivadas ali mesmo na horta, contribuindo assim, para uma alimentação saudável dos alunos e professores.
Alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento promoveram ações de conscientização no Dia Mundial da Água

Em celebração ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, de Paranaguá, promoveram uma série de apresentações educativas voltadas aos estudantes do 6º e 7º anos. O tema central foi o estudo do pH da água e as doenças relacionadas à sua contaminação.
A atividade, realizada no ambiente escolar, reuniu diversas turmas em momentos de aprendizado interativo. Durante as apresentações, os próprios alunos explicaram a importância do equilíbrio do pH da água para a saúde humana, além de alertarem sobre os riscos do consumo de água contaminada.

Por meio de experimentos práticos, como a observação em microscópio e demonstrações com diferentes substâncias, os alunos puderam compreender conceitos científicos na prática. Painéis informativos e maquetes complementaram a experiência, tornando o conteúdo mais dinâmico e facilitando a aprendizagem.
Além das atividades experimentais, os clubistas também abordaram doenças transmitidas pela água imprópria para consumo, reforçando a relevância do saneamento básico e de hábitos de higiene no dia a dia.

A iniciativa teve como principal objetivo despertar a consciência ambiental e estimular o pensamento científico entre os estudantes, evidenciando a educação como ferramenta fundamental para a preservação dos recursos naturais.
O projeto também ganhou destaque fora da escola, sendo apresentado e premiado em duas importantes feiras científicas em 2025, a FECCI e a Feira do Litoral da UFPR.

Orientados pela professora Andreia Petruy, os alunos seguem desenvolvendo pesquisas na área, com foco na conscientização de que preservar a água é cuidar do planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.
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Com o novo laboratório de ciências do Colégio Eugênio de Almeida, os clubistas do Ouro Verde estão entre os beneficiados

No final do mês de fevereiro, foi inaugurado o Laboratório de Ciências Professora Adélia Lúcia Janik Piovesan, no Colégio Estadual Eugênio de Almeida. O novo espaço em São Mateus do Sul vai ampliar as possibilidades de ensino, beneficiando toda a comunidade escolar e também as possibilidades de pesquisa, especialmente para os estudantes do Cube de Ciências Ouro Verde.
A cidade de São Mateus do Sul é um polo produtor de erva-mate e o Clube Ouro Verde tem a planta como tema geral de pesquisa, além de pequenos projetos que partem do interesse de cada clubista. Em 2025, o clube participou de diversos eventos como o Ciclo de Encontros da Semana da Biologia, na UNOPAR de União da Vitória, do 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, e da primeira edição da Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba. Inclusive, na FECCI, o clube ficou com o 3º lugar na premiação Década dos Oceanos, na categoria Jovem.
O nome do laboratório é uma homenagem à professora Adélia Lúcia Janik Piovesan, que fez parte da comunidade escolar Eugênio de Almeida. A escolha do nome busca registrar sua passagem pela instituição e manter sua memória vinculada às atividades educacionais do colégio. A construção do espaço de pesquisa contou com um investimento de R$100 mil, viabilizado por meio de recursos públicos destinados à melhoria da infraestrutura escolar.
Os estudantes já estão utilizando o local para suas atividades, de acordo com a professora Rosana Wichineski de Lara de Souza, e uma das práticas foi uma extração de DNA. Estão também programadas atividades de extração de óleo essencial, micropropagação vegetativa, uma espécie de geração de clones da planta-mãe, e a fabricação de sabonetes.
A professora Rosana comentou ainda que os alunos estão empolgados e que, juntamente com os equipamentos adquiridos por meio da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o novo espaço tem permitido ampliar as experiências práticas realizadas pelo grupo.
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Com foco em botânica e astronomia indígena, estudantes do Turvo levam seus saberes até a capital federal

Entre os dias 24 e 26 de março, foi realizado em Brasília o Encontro Nacional Mais Ciência na Escola, que reuniu quatro clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker, além de pesquisadores, educadores e autoridades de todo o Brasil. Um dos quatro clubes makers selecionados foi o Pỹn fĪfĪ, que em português significa cobra-coral, do Colégio Indígena Cacique Otávio dos Santos, localizado na Terra Indígena Marrecas, no município de Turvo.
Articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o clube levou à capital federal dois de seus clubistas, Adair Kãvigmc Luiz e Wesley Krynhkryj Mathias, o professor responsável pelo clube de ciências do colégio, Luan Felipe de Lima, e o professor Claudinei Pranch, representante da liderança indígena. O clube indígena tem como suas principais linhas de pesquisa os ciclos reprodutivos da Araucaria angustifolia, plantas medicinais tradicionais e astronomia Kaingang.
A seleção para o encontro nacional se deu por meio de um vídeo gravado pelos estudantes, detalhando a organização, os aprendizados e os desafios do grupo em um clube de ciências Maker. Entre os destaques do vídeo, foi apresentado o estudo sobre os ciclos da Araucaria angustifolia, que investiga a relação entre a exploração humana e o desenvolvimento dos estróbilos (pinhões), em uma espécie de árvore que é vital para a economia e cultura local.
Outra linha de pesquisa apresentada pelo clube foi a análise sobre plantas medicinais, sugerida pela aluna Elizângela (Kamurã), de modo a preservar o conhecimento tradicional Kaingang sobre essas plantas e seus usos pelo grupo, garantindo que sua cultura siga viva e adaptável. Recentemente, por iniciativa da aluna Jennifer Mendes, o grupo também passou a registrar a astronomia Kaingang, resgatando saberes ancestrais sobre os ciclos das estações do ano e fenômenos celestes observados a partir da Terra Indígena de Marrecas.
De acordo com o professor Luan Felipe, o diferencial para a escolha do grupo foi a identidade e a maturidade do projeto. “Acredito que o que mais pesou foi o fato de sermos um colégio indígena com um clube funcional e diversas linhas de pesquisa que já haviam sido apresentadas em outros eventos. Isso casava perfeitamente com a proposta do encontro em Brasília”, destacou o responsável pelo projeto no colégio.

Durante a programação em Brasília, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Pỹn fĪfĪ participou de diversas atividades que incluíram a transmissão de vídeos institucionais e uma mesa temática sobre políticas públicas de Educação, Ciência e Tecnologia. O evento também promoveu debates entre alunos, professores e coordenadores sobre os desafios da ciência na escola, em encontros com grupos simultâneos. Entre as autoridades presentes, estavam o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, e a Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do Ministério, Juana Nunes.
Para o professor Luan Felipe, o encontro em Brasília serviu principalmente para ouvir os desafios e os acertos de cada estado na prática. Ele destaca que o evento não foi uma feira de ciências comum, mas um espaço para discutir como os projetos estão funcionando de verdade nas escolas. “O que mais chamou atenção foram relatos de colegas de outros estados com dificuldades de tempo para o bom funcionamento do projeto. Há lugares onde se mudou o conceito de aula eletiva, transformando-as em reforço de Português e Matemática e querendo deixar o clube de ciências apenas para o contraturno”, alertou o professor.
Luan também pontuou as barreiras físicas que muitos educadores enfrentam pelo Brasil. “Existem lugares onde o aumento da carga horária não veio acompanhado de investimentos nas escolas, o que torna impossível dar continuidade real ao programa. Pode ser que, quando algumas escolas finalmente tiverem espaço para montar um laboratório, os equipamentos já estejam estragados pelo tempo, dificultando o trabalho”, concluiu.

Para os clubistas Adair e Wesley, que representaram o Turvo no Distrito Federal, a experiência foi transformadora. Além de conhecerem a capital do país, o ponto alto da viagem foi a visita ao Laboratório Maker do SESI, onde puderam ter contato com tecnologias de ponta. “O que mais nos marcou foi ver como funciona um laboratório de inovação. Vimos, por exemplo, como se faz uma animação profissional, usando um software com uma câmera que permitia ver a ‘sombra’ da imagem anterior para criar o movimento quadro a quadro”, relatou Adair, fascinado com as possibilidades da técnica de animação.
O professor Luan Felipe acredita que a viagem trouxe benefícios imensuráveis tanto para os alunos, quanto para o futuro do Pỹn fĪfĪ. Ele destaca que, embora apenas cerca de 2% dos clubes de ciências nacionais sejam dedicados a escolas indígenas, a troca de experiências em Brasília foi fundamental. “Certamente a experiência foi extremamente positiva. É ótimo ver a troca de perspectivas, conhecer outras realidades e compartilhar dificuldades e sucessos. Meus alunos são bem tímidos e não possuem o português como primeira língua, então essas interações são ótimas para desenvolver a socialização e a valorização do que possuem de diferente”, avaliou o professor.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Alunos do CEEBJA de Foz exploram criatividade e investigação científica com atividades mais dinâmicas

Você já ouviu aquela frase “Nunca é tarde para aprender algo novo”? Ela sofre variações, claro, mas aqui o sentido é o mais importante. O clube Conexões Criativas, de Foz do Iguaçu, é a prova de que incentivar conhecimento nunca é demais, principalmente se for feito de forma lúdica e divertida. A equipe pertence ao Centro Estadual de Educação Básica de Jovens (CEEBJA) Adultos Ourides Balotin Guerra.
O CEEBJA oferece a conclusão do Ensino Fundamental e Médio de forma gratuita para pessoas que não finalizaram os estudos na idade regular. Porém, para que os alunos sintam-se engajados durante esse processo, é fundamental que as aulas valorizem o conhecimento prévio enquanto promovem o protagonismo e despertam a curiosidade.
Partindo desses princípios, o clube de ciências tem como objetivo estimular a participação dos estudantes com práticas artísticas. “Como no CEEBJA as turmas semestrais são de EAD [Educação a Distância], tenho uma grande rotatividade de alunos. Preciso trabalhar com os alunos de forma mais dinâmica em sala de aula”, explica Ana Claudia Seabra Freitas, professora coordenadora.

O nome completo do projeto é Clube Conexões Criativas – integrando saberes entre Arte e Ciências. As atividades são realizadas na disciplina de Artes, que funciona como eixo articulador entre diferentes áreas do conhecimento (Biologia, Química e Português). Entre as ações desenvolvidas, estão o trabalho com folhas esqueletizadas e imersão na resina. A ideia é estudar elementos naturais, destacando padrões e explorando as propriedades de preservação.

Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, a equipe recebe apoio da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Segundo a professora Ana, os alunos têm feito coisas mais simples enquanto o clube aguarda receber as compras dos materiais. “Minha maior expectativa é que a resina, bandejas de silicone e demais utensílios cheguem para que eu consiga trabalhar de forma mais prática o projeto. Pretendo também participar de exposições”, revela.