O clube preparou a peça ao longo do semestre e fez sua estreia ao encenar para estudantes de uma escola municipal
O clube Cabeceira do Rio Iapó, do Colégio Antônio e Marcos Cavannis, da cidade de Castro, estreou sua peça de teatro científico, intitulada “Conservação do Solo e da Água”. Inserida no projeto do clube, a atividade teve como público-alvo os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado e buscou sensibilizá-los para questões ambientais relacionadas ao Rio Iapó.
A peça, encenada três vezes ao longo do dia 17 de junho, para que todos os estudantes da escola pudessem assistir, contou a história de duas crianças que se encontram e embarcam em uma aventura com descobertas sobre a preservação do solo e da água. Durante a encenação, um dos destaques foi o latossolo — tipo de solo característico da região, com alta permeabilidade de água —, abordado de forma lúdica pelos personagens.
Interpretados por fantoches confeccionados pelos próprios clubistas, os personagens chamaram a atenção do público infantil, e ao final das sessões, as crianças interagiram, comentaram sobre os personagens e demonstraram interesse e envolvimento com o tema da peça.
Após as apresentações, os estudantes do clube participaram de uma roda de conversa com parte da equipe de bolsistas e articuladoras dos clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). No encontro, os alunos puderam compartilhar suas experiências no processo de criação e discutir os aprendizados envolvidos na produção teatral. A troca com a equipe da universidade também possibilitou que os estudantes reconhecessem o valor educativo do trabalho que realizaram.
O momento serviu ainda como incentivo à continuidade do projeto. Os estudantes foram convidados a pensar nos próximos passos do clube, refletindo sobre o que já foi realizado e como seguir participando ativamente das atividades. A conversa reforçou o compromisso com o trabalho em grupo e a importância do envolvimento dos estudantes nas ações e no planejamento das novas atividades. O clube segue ativo, e em breve novas etapas do projeto serão compartilhadas.
O clube pretende gravar entrevistas com moradores de Castro sobre o Rio Iapó e a visita ajudou na preparação e inspiração dos clubistas para a atividade.
Em abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu a visita do cineasta Rudolf Mestdagh. Diretor e produtor de filmes, Mestdagh nasceu na Bélgica e é conhecido por suas obras Ellektra (2004) e Robokip (1993). O diretor compartilhou com os clubistas suas experiências e orientou os alunos sobre técnicas de produção de imagens, também ofereceu dicas práticas para realizações de entrevistas e expôs alguns aspectos importantes da pré e da pós-produção no audiovisual.
Os clubistas assistiram ao curta Robokip (1993), um dos trabalhos de Rudolf, o qual apresenta de forma inusitada um casal em crise de normalidade e um ovo determinado em não ser café da manhã deles. A partir dessa experiência, além dos conhecimentos técnicos, os estudantes também puderam pensar em formas de expressão artísticas, que também podem ser aplicadas enquanto ferramentas narrativas no teatro de divulgação científica.
A temática que permeia as ações do clube é o Rio Iapó, que atravessa a região dos Campos Gerais, no Paraná. Conhecido por suas corredeiras e paisagens naturais, o rio é cenário para esportes como canoagem e rafting, além de atrair visitantes ao balneário Prainha, em Castro, e ao impressionante cânion Guartelá. Ele nasce no município de Piraí do Sul e segue seu percurso até desaguar no Rio Tibagi, na cidade de mesmo nome. Com base nesse tema, os estudantes são convidados a criar uma peça de teatro de fantoches.
A pesquisa envolvendo o Rio Iapó busca explorar, de forma integrada, tanto os aspectos físico-químicos do rio quanto as questões sociais e econômicas relacionadas ao seu uso e ocupação. Assim, uma das atividades pretendidas pelo clube envolve entrevistar moradores de Castro, para compreender como se dá o seu contato com o rio Iapó, a importância dele em seu dia a dia e se esses moradores percebem mudanças tanto na qualidade da água ao longo do tempo e da relação dos moradores com o rio.
Grupo vai criar uma peça teatral e a atividade poderá servir como uma inspiração aos clubistas
No dia primeiro de abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu uma visita especial do Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (GTC – UEPG). Na ocasião, foram apresentadas duas peças: Coração em Chagas e A Que Faz. A atividade integrou o cronograma do projeto desenvolvido pelo Clube, que tem como proposta explorar o teatro como linguagem para divulgar ciência, refletir sobre o território e dialogar com a comunidade escolar.
O tema central das ações do Clube é o Rio Iapó, que atravessa a cidade e foi escolhido como ponto de partida para a construção de uma peça em de teatro de fantoches. A pesquisa a ser realizada pelos estudantes buscará compreender tanto as características físico-químicas do rio quanto às questões socioeconômicas envolvidas no seu uso. O público-alvo pretendido para a peça são alunos de 5º e 6º ano do ensino fundamental, em especial, os alunos da escola municipal vizinha ao Colégio Cavanis.
A peça Coração em Chagas, apresentada exclusivamente para os integrantes do Clube, aborda a descoberta da doença de Chagas pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas. Por meio da linguagem teatral, o espetáculo expõe os sintomas da doença e sua forma de transmissão, além de provocar reflexões sobre as populações mais afetadas e o papel da ciência frente às desigualdades no acesso à saúde.
Já A Que Faz é uma peça que conta a trajetória de mulheres cientistas sob três perspectivas — de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. O espetáculo foi assistido pelos clubistas e por outras turmas na quadra da escola. O enredo menciona pesquisas realizadas por cientistas locais, destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no meio acadêmico e compartilha a esperança e o amor pela ciência, além de compartilhar o que motiva alguém a seguir na pesquisa. A apresentação também teve como objetivo incentivar jovens a ingressar na universidade e seguir a carreira de pesquisadora ou pesquisador.
A professora voluntária do clube, Caroline Moraes Pedroso, destacou a importância da apresentação para os clubistas. “Com o contato com outra peça de teatro, os clubistas passam a compreender mais profundamente o que é o teatro de divulgação científica, quais os elementos usados para transmitir ciência e o que é importante para o que é importante para construir um espetáculo”.
Já a professora clubista Inês Brandão ressaltou a importância da visita para os encaminhamentos pedagógicos e o desenvolvimento do projeto coletivo. “Acredito que, a partir da apresentação de hoje, poderemos extrair ideias e conceitos sobre como integrar o teatro ao trabalho científico com os alunos”.
A ação visa alinhar as iniciativas com os objetivos da Rede e promover a integração entre os participantes
Nos dias 10 e 11 de março, a equipe da Rede de Clubes ligada à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) visitou os dois clubes presentes na cidade de Castro: o Ecoindoor, do Colégio Estadual Agrícola Olegário Macedo e o Cabeceira do Rio Iguaçu, do Colégio Estadual Antônio e Marcos Cavanis. A visita faz parte de um cronograma da equipe que estará presente em todas as escolas contempladas pela Rede de Clubes do NAPI Paraná Faz Ciências, nos Núcleos de Ponta Grossa e União da Vitória. O objetivo dessa ação é compreender mais a fundo o projeto do clube e suas demandas, além de alinhar suas ações com as finalidades da Rede e promover a integração entre gestão, professores e clubistas.
Durante a visita, as professoras Inês Brandão e Caroline Pedroso, do Colégio Cavanis, e Marli Burda, do Colégio Agrícola, esclareceram dúvidas sobre o processo de aquisição de materiais para os clubes. A equipe da UEPG aproveitou a ocasião para solicitar documentos necessários e fornecer orientações sobre as próximas ações a serem realizadas nos projetos. Após a visita a Castro, os representantes da UEPG darão continuidade ao cronograma de visitas aos clubes, a programação ainda inclui escolas em Ponta Grossa, União da Vitória, Paulo Frontin e São Mateus do Sul.
No Clube Ecoindoor, a proposta é desenvolver técnicas e otimizar espaços para cultivos indoor de diferentes culturas. Um cultivo indoor ocorre quando a produção permanece em ambientes fechados, nesses locais, a tecnologia é utilizada para otimizar a produção, com o controle de temperatura, luminosidade, água e outros fatores nutricionais das plantas. “No indoor temos a possibilidade de várias culturas, como frutas, verduras, temperos, ervas medicinais e outros. Queremos que as pessoas consigam produzir seus próprios alimentos em casa”, afirma Vitor, clubista do 2º ano do Ensino Médio. Luis Felipe, seu colega de turma, completa: “E de maneira orgânica, sem a utilização de pesticidas, inseticidas e fertilizantes que possam prejudicar a qualidade dos alimentos. Hoje em dia, os alimentos orgânicos são muito caros, mas com o indoor, é possível produzir em casa, de forma mais barata”, finaliza.
Já no clube Cabeceira do Rio Iguaçu, do Cavanis, a temática é outra: o Rio Iapó, que corta a cidade. O clube pretende investigar o rio em seus diferentes aspectos, desde suas características físico-químicas até seus aspectos socioeconômicos. Os resultados farão parte de uma peça teatral com objetos animados, ou fantoches, que terá como público alvo alunos de 5º e 6º anos. De acordo com as professoras do clube, Inês Brandão e Caroline Pedroso, essa é uma oportunidade para que os alunos compreendam que a ciência não ocorre só na pesquisa em laboratório. O projeto permite aos estudantes compreender que existem diferentes tipos de pesquisa, e que o fazer científico também envolve compreender e atender as necessidades da comunidade e divulgar os resultados obtidos.