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O clube preparou a peça ao longo do semestre e fez sua estreia ao encenar para estudantes de uma escola municipal

A foto mostra a apresentação de teatro de fantoches do clube Cabeceira do Rio Iapó para os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado. Ao fundo, vê-se um palco decorado com cortina vermelha e laterais com ilustrações de folhas e flores, onde dois fantoches estão sendo manipulados. À esquerda do palco, uma pessoa está sentada, concentrada, auxiliando na apresentação. Em primeiro plano, o público — composto por estudantes sentados em cadeiras plásticas — assiste atentamente à encenação. O ambiente é uma sala ampla, com paredes claras e boa iluminação.
Durante a apresentação do teatro para os alunos do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado, de Castro (Foto/Talula)

O clube Cabeceira do Rio Iapó, do Colégio Antônio e Marcos Cavannis, da cidade de Castro, estreou sua peça de teatro científico, intitulada “Conservação do Solo e da Água”. Inserida no projeto do clube, a atividade teve como público-alvo os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado e buscou sensibilizá-los para questões ambientais relacionadas ao Rio Iapó.

A peça, encenada três vezes ao longo do dia 17 de junho, para que todos os estudantes da escola pudessem assistir, contou a história de duas crianças que se encontram e embarcam em uma aventura com descobertas sobre a preservação do solo e da água.  Durante a encenação, um dos destaques foi o latossolo — tipo de solo característico da região, com alta permeabilidade de água —, abordado de forma lúdica pelos personagens.

Interpretados por fantoches confeccionados pelos próprios clubistas, os personagens chamaram a atenção do público infantil, e ao final das sessões, as crianças interagiram, comentaram sobre os personagens e demonstraram interesse e envolvimento com o tema da peça.

Clubistas apresentando-se pessoalmente aos espectadores ao fim da peça (Foto/Talula)

Após as apresentações, os estudantes do clube participaram de uma roda de conversa com parte da equipe de bolsistas e articuladoras dos clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). No encontro, os alunos puderam compartilhar suas experiências no processo de criação e discutir os aprendizados envolvidos na produção teatral. A troca com a equipe da universidade também possibilitou que os estudantes reconhecessem o valor educativo do trabalho que realizaram.

O momento serviu ainda como incentivo à continuidade do projeto. Os estudantes foram convidados a pensar nos próximos passos do clube, refletindo sobre o que já foi realizado e como seguir participando ativamente das atividades. A conversa reforçou o compromisso com o trabalho em grupo e a importância do envolvimento dos estudantes nas ações e no planejamento das novas atividades. O clube segue ativo, e em breve novas etapas do projeto serão compartilhadas.

Evento de Ciência e Tecnologia esse ano terá a participação dos Clubes de Ciência da Rede  Paraná Faz Ciência

Comissão organizadora da FECITEC de 2024 (Foto/Divulgação UFPR-Palotina)


A Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) chega à sua 15ª edição em 2025 para incentivar a produção científica entre os estudantes. O evento, que está marcado para 29 de setembro, é organizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e de diversas instituições e empresas da região. 

As inscrições estarão abertas a partir de 16 de junho até dia 16 de agosto, via formulário no site www.fecitec.ufpr.br e nas redes sociais. Podem participar com exposição de trabalhos, alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Técnico. Sejam de colégios ou escolas de todo o país, especialmente de Palotina, bem como de outros países.

A coordenadora Institucional dos clubes da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, setor Unioeste, Fernanda Aparecida Meglhioratti destaca que a feira faz parte da jornada dos Clubes de Ciência no ano de 2025, na qual estes farão exposições e colocarão suas ideias e projetos científicos em prática. Para participarem, os clubistas terão apoio na locomoção até o local da feira.

Além de apresentarem projetos, a feira possibilita que os melhores trabalhos garantam vaga em eventos científicos nacionais e internacionais e possam concorrer a bolsas de Iniciação Científica Júnior.Este ano, os projetos devem estar relacionados a um dos temas, a saber: Ciências, Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo, Sustentabilidade, Alimentos e Segurança Alimentar ou Ciências Humanas. Haverá publicação dos resumos dos melhores trabalhos, onde constam os anais do evento com ISSN  (International Standard Serial Number) – o código de 8 dígitos que identifica publicações seriadas -, e serão publicados no site da Feira.

Registro do evento na UFPR Palotina em 2024, mais de 3 mil passaram pela Feira (Foto/Divulgação UFPR-Palotina)


Mais do que uma exposição, a FECITEC é um espaço de troca de experiências entre estudantes, professores e a comunidade de toda a região. Os participantes mostram soluções inovadoras para desafios reais, promovendo a ciência de forma acessível e aplicada ao cotidiano. Na edição anterior, em 2024, o evento reuniu mais de 3 mil pessoas e se mostrou ser uma ferramenta consolidada para a integração entre a comunidade do município e a universidade, além de estimular a produção científica nas escolas. 

Foram 38 instituições de ensino da região de Palotina e de outras localidades participantes, incluindo escolas, institutos federais, clubes de ciências, fundações e centros educacionais. Mais de 300 alunos expuseram seus trabalhos, projetos e experimentos sobre temas diversos, como segurança alimentar, robótica, música, biomas brasileiros, inovação, entre outros. Entre os docentes, 78 deles estavam ligados aos projetos apresentados pelos alunos.Mais informações sobre categorias, critérios de avaliação e outros detalhes estão disponíveis no manual em http://www.fecitec.ufpr.br/manual , onde consta, inclusive, um cronograma com as diversas fases do evento, da inscrição até a cerimônia de entrega dos prêmios. A organização disponibilizou os seguintes endereços de contato: E-mail  fecitec.ufpr@gmail.com  Facebook (@fecitecpalotina) e Instagram (@fecitec.palotina).

Grupo vai criar uma peça teatral e a atividade poderá servir como uma inspiração aos clubistas

A imagem mostra um grupo numeroso de pessoas reunidas dentro de uma sala de aula para uma foto coletiva. A maioria veste uniformes escolares brancos com detalhes verdes ou azulados, enquanto algumas pessoas usam roupas de cena ou figurinos teatrais, incluindo maquiagem artística. Ao fundo, há um quadro branco com cartazes afixados, um deles com o desenho de um coração anatômico e os dizeres “Coração em Chagas”. Também há pinturas decorativas na parede, um relógio redondo, uma televisão e ventiladores. A atmosfera é descontraída e alegre, sugerindo um encontro entre estudantes, docentes e artistas após uma apresentação ou atividade cultural ligada à ciência e arte.
Clubistas do Cabeceira do Rio Iapó junto do Grupo de Teatro Científico da UEPG em foto pós espetáculos (Foto/Arquivo pessoal)


No dia primeiro de abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu uma visita especial do Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (GTC – UEPG). Na ocasião, foram apresentadas duas peças: Coração em Chagas e A Que Faz. A atividade integrou o cronograma do projeto desenvolvido pelo Clube, que tem como proposta explorar o teatro como linguagem para divulgar ciência, refletir sobre o território e dialogar com a comunidade escolar. 

O tema central das ações do Clube é o Rio Iapó, que atravessa a cidade e foi escolhido como ponto de partida para a construção de uma peça em de teatro de fantoches. A pesquisa a ser realizada pelos estudantes buscará compreender tanto as características físico-químicas do rio quanto às questões socioeconômicas envolvidas no seu uso. O público-alvo pretendido para a peça são alunos de 5º e 6º ano do ensino fundamental, em especial, os alunos da escola municipal vizinha ao Colégio Cavanis.
A peça Coração em Chagas, apresentada exclusivamente para os integrantes do Clube, aborda a descoberta da doença de Chagas pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas. Por meio da linguagem teatral, o espetáculo expõe os sintomas da doença e sua forma de transmissão, além de provocar reflexões sobre as populações mais afetadas e o papel da ciência frente às desigualdades no acesso à saúde.

A imagem retrata uma cena teatral em sala de aula, onde um ator caracterizado com vestimentas de época — incluindo meias vermelhas, colete e babados — apresenta-se diante de estudantes sentados, atentos e sorridentes. Ao fundo, há lockers escolares, janelas com persianas verticais abertas deixando entrar luz natural, e um banner com o logo do Grupo de Teatro Científico da UEPG (GTC). A interação entre o artista e os alunos parece criar uma atmosfera de envolvimento, sugerindo uma ação educativa que une arte, ciência e ensino de forma lúdica e reflexiva.
Alunos do clube assistindo ao espetáculo Coração em Chagas (Foto/Hadassa)


A Que Faz é uma peça que conta a trajetória de mulheres cientistas sob três perspectivas — de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. O espetáculo foi assistido pelos clubistas e por outras turmas na quadra da escola. O enredo menciona pesquisas realizadas por cientistas locais, destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no meio acadêmico e compartilha a esperança e o amor pela ciência, além de compartilhar o que motiva alguém a seguir na pesquisa. A apresentação também teve como objetivo incentivar jovens a ingressar na universidade e seguir a carreira de pesquisadora ou pesquisador.

A imagem mostra uma apresentação teatral em andamento em um ginásio escolar coberto, diante de um grande grupo de estudantes sentados em cadeiras plásticas verdes, todos vestindo uniformes brancos com detalhes azuis. No palco improvisado, seis pessoas caracterizadas com figurinos em tons de cinza e azul atuam diante de um cenário que simula um muro pichado com palavras e símbolos. Ao fundo, nas paredes, há murais coloridos com silhuetas esportivas e o logotipo da escola “Col. Est. Antonio e Marcos Cavanis” com o lema “Acolher, Proteger, Educar, Promover”. À direita, duas pessoas operam o som próximo a uma mesa com equipamentos. A cena transmite um ambiente escolar durante atividade cultural
Alunos do clube e do Colégio Cavanis assistindo ao espetáculo A Que Faz (Foto/Arquivo pessoal)


A professora voluntária do clube, Caroline Moraes Pedroso, destacou a importância da apresentação para os clubistas. “Com o contato com outra peça de teatro, os clubistas passam a compreender mais profundamente o que é o teatro de divulgação científica, quais os elementos usados para transmitir ciência e o que é importante para o que é importante para construir um espetáculo”. 

Já a professora clubista Inês Brandão ressaltou a importância da visita para os encaminhamentos pedagógicos e o desenvolvimento do projeto coletivo. “Acredito que, a partir da apresentação de hoje, poderemos extrair ideias e conceitos sobre como integrar o teatro ao trabalho científico com os alunos”.