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A iniciativa envolveu alunos, professores e membros da comunidade de São Pedro do Paraná em uma pesquisa interdisciplinar para reconstruir o passado e compreender sua relação com o presente

Alunos apresentaram o projeto realizado pelo Clube Eco Historiadores (Foto: Unespar/Paranavaí)

O Clube Eco Historiadores do Colégio Estadual Cecília Meireles, em parceria com o Nupélia  (Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura) da Universidade Estadual de Maringá, realizou uma Mostra Científica para divulgar a importância do Rio Paraná para o bioma Mata Atlântica. A mostra foi realizada por alunos de São Pedro do Paraná e região entre os dias 14 a 17 de abril. 

A iniciativa envolveu alunos, professores e membros da comunidade em uma abordagem interdisciplinar que conecta conhecimentos de arqueologia, história, geografia e ciências ambientais para reconstruir o passado de povos originários e compreender sua relação com o presente.

O projeto envolveu áreas como arqueologia, técnicas de levantamento de dados e interpretação de fontes históricas. (Foto: Unespar/Paranavaí)

De acordo com a descrição geral das atividades do clube, a metodologia utilizada no trabalho combinou a pesquisa documental, trabalho de campo e simulações educativas. Os participantes passaram por treinamentos sobre arqueologia, técnicas de levantamento de dados e interpretação de fontes históricas.

Em seguida, os alunos realizaram pesquisas em arquivos públicos e privados, analisaram documentos, mapas e registros históricos, além de desenvolverem atividades de campo como a identificação de sítios arqueológicos, coleta de amostras, estudo da biodiversidade e entrevistas com moradores. 

Um mapeamento participativo contribuiu para a criação de um banco de dados colaborativo, com informações fornecidas pela própria comunidade sobre locais de interesse histórico e cultural.

Alunas do Eco Historiadores apresentam trabalho para o público. (Foto: Unespar/Paranavaí)

Os discentes foram orientados pela professora e coordenadora do Clube Eco Historiadores, Adriane Fernandes, e elaboraram relatórios, materiais didáticos com fotos históricas e artigos utilizados pelos povos originários, além de apresentações para compartilhar os resultados com a comunidade escolar e o público.

O Clube Eco Historiadores visa resgatar, preservar e difundir o patrimônio cultural local, promovendo a valorização da história da região e dos povos originários. Como parte da rede de Clubes de Ciência do Paraná, o projeto colabora com o desenvolvimento das pesquisas voltadas para a preservação e conservação da Mata Atlântica.

Em visita à UENP, os clubistas puderam conhecer as características dos variados tipos de solo e alguns laboratórios de ciências naturais.

Alunos e professores reunidos em visita à UENP (Foto/Ana C. Amaral).
Alunos e professores reunidos em visita à UENP (Foto/Ana C. Amaral).

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) – Campus Cornélio Procópio abriga muitos projetos voltados para a área de ensino e formação de professores. Um deles é o projeto de extensão “Solo na Escola UENP” (Instagram: @solonaescolauenp), ofertado pelo curso de Geografia, coordenado pela professora Jully Gabriela Retzlaf e executado por sua equipe de bolsistas. 

Com o auxílio da bolsista pedagógica Maria Eduarda Diniz, o clube “Ecoarte Lucy” agendou a visita na Universidade para a manhã do dia 30 de maio. O Clube é coordenado pela professora Jackeline Souza Alvarenga de Almeida, do Colégio Estadual Lucy Requião de Mello e Silva, situado no município de Cambará e pertencente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho.

Os 27 alunos e 3 professores, foram recebidos e guiados pelo Professor Dr. Rodrigo Poletto, coordenador da Rede de Clubes UENP; Pedro e Tiago, bolsistas do projeto “Solo na Escola”; além de Maria Eduarda Diniz, bolsista pedagógica, e Ana Caroline Amaral, bolsista de comunicação.

Clubistas assistem à apresentação em sala de aula (Foto/Ana C. Amaral).

Na primeira parte da visita, os clubistas assistiram a uma introdução sobre o assunto e em seguida, participaram de uma dinâmica de perguntas e respostas valendo prêmios como itens de papelaria e cristais naturais para quem acertasse. Os alunos puderam conhecer também o livro escrito pelo projeto, com trechos lidos durante a apresentação.

Após a parte teórica, todos trocaram de sala para colocar a mão na massa. Os clubistas puderam então conhecer as mais diversas e coloridas amostras de solos e rochas, fósseis e representações. Os bolsistas do projeto fizeram demonstrações das características do peso dos materiais, a importância da conservação e a arte de fazer tinta natural com solo. Puderam também pintar com essas tintas e conhecer livremente o acervo do laboratório de Geociências.

Alunos observam explicação sobre tipos de solo (Foto/Ana C. Amaral).

Aproveitando a viagem, todos foram conhecer os laboratórios recém-reformados do curso de Ciências Biológicas. Os clubistas conheceram o laboratório de zoologia, anatomia e por fim, o de botânica, apresentados pelo professor Dr. Rodrigo Poletto, que para finalizar a visita presenteou a todos com um livro, fruto de suas pesquisas na temática agrofloresta.

Estudantes observam frascos e esqueletos(Foto/Ana C. Amaral).

Perguntada sobre o impacto da visita aos clubistas, a Prof. coordenadora do clube, Jackeline Souza Alvarenga, agradeceu pelo acolhimento da equipe e pontuou: “Para muitos deles foi a primeira vez em uma universidade. Nós somos de uma região periférica aqui em Cambará, simples, e ver o encantamento no olhar dos alunos durante a visita, foi algo que me tocou profundamente.”

Em relação à importância de conhecer o projeto e alguns dos laboratórios da Universidade, a coordenadora do clube “Ecoarte Lucy”, falou como os alunos ficaram encantados com a apresentação “O projeto solo na escola foi uma verdadeira aula viva. As pedras, argila, areia, o peso dos materiais, tudo foi explorado com curiosidade e brilho nos olhos dos alunos. A tinta feita a partir dos solos, com suas várias cores diferentes. Eles amaram! Está repercutindo até agora aqui. E ainda teve o bônus [da visita aos] laboratórios, o que deixou todo mundo empolgado.”

Por fim, a professora Jackeline expressou o quão importante foi estar na Universidade. “Vocês não têm ideia do impacto que esse momento causou nos nossos estudantes. Tenho certeza que vai ficar guardado na memória deles e quem sabe despertar sonhos que pareciam ser distantes”, finaliza.