Participantes da Semana Araucária de CT&I conheceram o protótipo desenvolvido para incrementar a divulgação científica

Após dois anos de concepção, formatação do projeto e construção do protótipo, um aparato expositor planejado para auxiliar pesquisadores dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) na divulgação científica finalmente pôde ser avaliado pelo público alvo. Durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), realizada em Curitiba, entre 10 e 12 de março, os participantes puderam conhecer o projeto, tirar dúvidas e dar sugestões de melhorias.
O expositor foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Fundação Araucária, o Setor de Artes, Comunicação e Design, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e a Agência Escola UFPR, sob coordenação do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC).
“A expectativa é que, através desses aparatos, a gente possa em eventos, em atividades de itinerância, divulgar a produção e os conhecimentos que cada um desses NAPIs produzem em parceria”, diz Rodrigo Reis, articulador do NAPI PRFC.

Desde o princípio, o conceito do projeto foi fazer um aparato móvel, com capacidade para desengatar os componentes ou módulos, encaixar tudo dentro de uma base e transportar de um modo fácil para participação de eventos em outros locais. Além da mobilidade, a proposta é garantir funcionalidade num espaço expositivo que traz um caráter mais institucional para os grupos de pesquisa apresentarem os resultados de seus projetos.
Para o professor de Design da UFPR, Vinícius Miranda de Morais, “o designer entra justamente nesse momento, que é pensar esses formatos que a gente está chamando de ‘museu itinerante’, como um dispositivo para exposição dos resultados de pesquisas”.
A etapa de avaliação e verificação do público do resultado do trabalho, que foi pensado e projetado no laboratório, é desafiadora. “Sempre que a gente desenvolve um produto, que coloca ele com as pessoas, é quando realmente acontece a primeira aproximação e é muito legal ver a criação sendo observada. É um momento importante de validação do projeto”, completa Morais.

O bolsista técnico que auxiliou a criação, Giuliano Perreto, enfatiza a facilidade de uso do expositor: “A ideia é você conseguir fechar tudo e todos os componentes irem dentro da estrutura, sendo possível desmontar e carregar como um carrinho”.
Na etapa final, depois de avaliar sugestões e críticas ao protótipo, serão produzidas 25 unidades para serem distribuídas. “A gente está trabalhando no projeto há dois anos e o trouxe para feira para conseguir ter uma troca com os pesquisadores e as pesquisadoras e entender o que funciona ou possíveis melhorias para o projeto”, adianta Perreto.