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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Com oficina ministrada, estudantes aprenderam a identificar animais aquáticos como indicadores da qualidade da água

Foto em ambiente escolar ou laboratório. Quatro adolescentes estão reunidos bem próximos, sorrindo e olhando para um livreto aberto que seguram juntos. Dois estão sentados à frente e dois se inclinam por trás, apoiando os braços nos colegas. O livreto tem capa colorida e ilustrações de elementos naturais, como água, plantas e pequenos animais. No título, lê-se “Monitoramento da Qualidade da Água – Guia de Campo”, com logotipos de instituições acadêmicas e de pesquisa na parte inferior. Os jovens vestem roupas casuais, principalmente camisetas escuras; um deles usa boné preto com estampa branca. Ao fundo, há caixas, prateleiras e um globo terrestre, sugerindo um espaço educativo. A expressão geral do grupo é de interesse e entusiasmo pela leitura e pelo tema científico.
Estudantes do Clube Hidroexploradores exploram o Guia de Campo em oficina de monitoramento hídrico (Foto/Marilane Martins)

A curiosidade científica foi o motor da atividade prática realizada pelo Clube de Ciência Hidroexploradores, no Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. Os alunos mergulharam no universo do biomonitoramento hídrico durante uma oficina especializada com a professora Edinalva Oliveira, doutora e mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Educação (UFPR) e coautora do guia de campo do Monitoramento da Qualidade da Água, material base da oficina e parte do  Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã (PICCE).

Os Hidroexploradores participaram da atividade prática “Identificação de animais aquáticos para o monitoramento da qualidade da água”, cujo objetivo foi capacitá-los a utilizar macroinvertebrados como bioindicadores de saúde ambiental. Através da observação desses organismos, é possível determinar se um corpo hídrico está preservado ou sofrendo impactos de poluição. Durante a oficina, os jovens pesquisadores analisaram espécimes conservados e utilizaram lupas para identificar características específicas de insetos e larvas aquáticas.

Essa experiência fortalece as frentes do clube que envolvem a preservação de mananciais na região de Bateias e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, como as fossas ecológicas, projeto de destaque do grupo. Os conhecimentos adquiridos ajudarão os Hidroexploradores a refinar as pesquisas em andamento e a ampliar seu portfólio de ações, articulando os ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e 14 (Vida na Água). Atualmente, o clube investiga a preservação de recursos hídricos por meio de coletas de campo, análises laboratoriais e a produção de maquetes de fossas ecológicas, que propõem uma alternativa sustentável para o saneamento básico local.

Para o coordenador do clube, o professor Vanilson Lopes de Andrade, a oficina foi essencial para despertar o olhar dos estudantes sobre a biodiversidade local. “Eu acredito que conseguimos atiçar muito essa curiosidade, principalmente morando em uma região tão rica em rios e mananciais, como Bateias. Aqui temos várias nascentes, e isso está presente no dia a dia deles. Então a oficina foi muito positiva e produtiva; se o objetivo era despertar o interesse, vimos que eles ficaram realmente instigados. E a base da ciência é a curiosidade”, comentou.

Material de Apoio

O guia de campo produzido pelo PICCE e utilizado na oficina é destinado a professores e estudantes da Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio). O material orienta atividades pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento e, no caso do material sobre monitoramento de águas naturais, auxilia pesquisas sobre o tema da água, podendo ser acessado gratuitamente pelo link abaixo, que leva diretamente ao site do PICCE.
https://picce.ufpr.br/wp-content/uploads/2025/02/Monitoramento_aguas_naturais.pdf

O projeto foi apresentado em feiras e eventos científicos, destacando questões como a injustiça ambiental

A imagem mostra que um grupo de estudantes está em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Eles vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Sobre a mesa há diversos materiais: duas canecas, um celular, um caderno com anotações, uma caneta e um laptop aberto exibindo um vídeo de uma paisagem com água (parece uma cachoeira). Um dos alunos usa um crachá de evento.
A turma apresentou o projeto na FECCI 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

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Uma das principais etapas de um clube de ciências é a investigação. Desenvolver o pensamento crítico, expor problemas e criar soluções é parte do pacote – coisa que o clube Lumière faz muito bem. A equipe é do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu, e produziu um minidocumentário sobre a comunidade Bubas, a maior ocupação urbana do Paraná.

O material “O Outro Lado do Paraíso” possui 11 minutos de duração e foi feito pelos alunos dentro do Programa de Desenvolvimento da Cultural Audiovisual (PDCA), uma iniciativa do Instituto Cultural Três Fronteiras. O curta-metragem trabalha com injustiça ambiental, mostrando como os moradores da Ocupação Bubas percebem o impacto causado pelas obras viárias na cidade.

A imagem mostra um grupo grande de pessoas — incluindo adolescentes, crianças e alguns adultos, que estão reunidos à noite em frente a um portão com pilares de tijolos. O ambiente parece residencial ou institucional, com árvores e vegetação ao fundo. Todos estão posando para a foto, lado a lado, alguns sorrindo e outros com expressões mais neutras. As roupas são variadas, desde casuais até um pouco mais arrumadas, sugerindo um encontro ou atividade especial fora do horário escolar.
Equipe do clube Lumière (Foto/Arquivo Pessoal)

Segundo a professora coordenadora, Silvia Luzia Polla, a rotina do clube é bem dinâmica. “Realizamos encontros periódicos no contraturno, onde os alunos discutem ideias, desenvolvem experimentos e avançam na construção de projetos. Também estamos trabalhando na organização e registro das etapas, incluindo a produção de um vídeo para divulgação”, explica.

Aliás, os estudantes participaram de toda a construção do minidocumentário, desde o roteiro até a edição do material. Foi com esse projeto que o Lumière se tornou um dos três clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) a ser selecionado na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento foi realizado em agosto do ano passado, em Foz do Iguaçu.

O trabalho também foi aprovado para ser apresentado na Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência (FECCI), que ocorreu em novembro de 2025, na capital do estado. Com o título “Justiça ambiental na maior ocupação do Paraná – Bubas – Foz do Iguaçu”, a pesquisa foi incluída na categoria FECCI Jovem e lá os alunos exibiram trechos do minidocumentário pela primeira vez.

A imagem mostra que um grupo de estudantes e uma professora estão em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Os alunos vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Todos posam para a foto. Atrás, há cartazes com a temática do projeto apresentado.
Clube Lumière na FECCI 2025 (Foto/Isabella Abrão)

Após a Fecci, “O Outro Lado do Paraíso” contou com sessões na escola e pela cidade. Silvia explica que esse ano a expectativa é participar de mais eventos científicos, apresentando o avanço desse e de outros estudos, além de ampliar o alcance do clube. “O vídeo que produzimos faz parte desse objetivo de divulgação e valorização do trabalho dos alunos”, destaca a professora.

Com três categorias de participação, vagas para esse ano duplicaram em relação a 2025

Panorama da edição de 2025 da FECCI 2025; para este ano número de vagas dobrou, chegando a 700 no total (Foto/FECCI)

Com o encerramento das inscrições, no último domingo, 28 de junho, os números de submissões para a Feira de Cultura Científica – FECCI 2026 foram divulgados nesta manhã (29). Ao todo, 1.192 trabalhos foram recebidos no sistema, reunindo as categorias de projetos Kids, Junior e Jovem. A próxima etapa agora é a avaliação dos trabalhos recebidos para compor as 700 vagas disponibilizadas para participantes nesta edição de 2026. 

A comissão organizadora da FECCI se manifestou agradecendo a participação de todos os alunos e professores que se empenharam para enviar seus projetos. “Estamos muito satisfeitos de ver o interesse desses estudantes em participar da FECCI. Esperávamos mesmo essa grande adesão, para fortalecer a construção de um espaço dedicado à ciência, à cultura científica e ao protagonismo desses alunos”, comentou um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis.

OS NÚMEROS

Entre as três categorias de inscrição, os números foram bastante expressivos. Na categoria Kids, que este ano abrange do Ensino Fundamental 1º ao 5º anos, foram 74  trabalhos enviados. Na categoria Júnior, para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos), 504 submissões foram registradas e, na categoria Jovem, para Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA – Fundamental e Médio) foram submetidos 614 projetos.

Agora, uma nova e importante etapa se inicia para a FECCI, com o momento de avaliação dos trabalhos. Este ano, a equipe de 233 avaliadores terá a tarefa de analisar os projetos recebidos e dar um parecer com base nos critérios e prazos estabelecidos pela organização da Feira. 

“Os avaliadores têm um papel essencial para a FECCI. São eles que contribuem para uma análise cuidadosa dos trabalhos, reconhecendo o empenho dos estudantes e ajudando a garantir a qualidade científica da Feira”, destaca Débora Sant’Ana, também articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.

Cerimônia de premiação em 2025, do Meu Clube é Show (Foto/FECCI)

Ao todo, a participação de estudantes e professores, até o momento, registra mais de 3.800 pessoas envolvidas em descrever suas experiências de investigação na escola, mostrar os resultados obtidos, e, especialmente, demonstra que o incentivo à cultura científica, desde a escola, é muito bem recebido no Paraná. 

Os resultados preliminares da avaliação dos trabalhos serão divulgados em 17 de julho. A etapa presencial da FECCI 2026 será nos dias 4 a 6 de novembro, na sede da UTFPR Neoville, em Curitiba. 

Além da mostra e das premiações aos vencedores em cada categoria, demais estudantes, professores, pesquisadores e comunidade visitante terão acesso a uma programação voltada à valorização da produção científica e de outros parceiros, que visam ampliar o conhecimento do público sobre o que se faz de ciência no Paraná. Mais informações sobre a FECCI podem ser acessadas no site do evento: www.fecci.net.br .

Confira os clubes de ciências da UEM que estiveram presentes na Expoingá 2026, apresentando seus projetos para o público!

A imagem mostra um grupo de sete pessoas posando em um estande de feira científica e tecnológica. O ambiente parece ser um evento educacional ligado à inovação, pesquisa e robótica. À esquerda, há três mulheres usando camisetas verdes e bege com logos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência,. No centro e à direita, aparecem dois adolescentes usando uniformes azul-marinho da Secretaria da Educação do Paraná. Ambos usam óculos e estão ao lado do projeto apresentado. À direita, há um homem sorridente usando uma camiseta vermelha com a frase “festival iguaçu inova”.Na frente do grupo está um robô de pequeno porte com rodas amarelas, estrutura metálica e de madeira, fios e componentes eletrônicos expostos e sensores e placas eletrônicas aparentes. Ao lado direito da mesa, um notebook exibe na tela um modelo 3D do robô, sugerindo que o projeto foi planejado digitalmente. Atrás do grupo há uma televisão ligada em uma interface da LG Smart TV. Um banner ao fundo menciona o projeto “ROBÔ SEMEADOR NA HORTA ESCOLAR”. Na parte superior aparecem logos de instituições como: Governo do Paraná, CNPq, Governo Federal do Brasil e Fundação Araucária. Também há um destaque escrito “+ de R$ 23,5 MI de investimento”, relacionado ao incentivo à ciência e inovação. A foto transmite um clima de colaboração acadêmica, tecnologia educacional e apresentação de projeto científico escolar.
Apresentação dos Clubes de Ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

A 52º Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá), evento que também comemora o 79º aniversário da cidade de Maringá, foi realizada no início de maio, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, da Sociedade Rural de Maringá. 

Na  programação, além de shows, oficinas e palestras técnicas, esse ano a Feira recebeu mais estandes ligados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com destaque para o Hospital Universitário (HUM), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), e, pela primeira vez, Clubes de Ciências ligados à UEM. 

Os clubistas se apresentaram durante os dias da exposição tendo um espaço especial para falar sobre os seus projetos. Entre os clubes participantes estão o Clube Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo; o Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy e o Cienteens, do Instituto Estadual de Educação de Maringá. Acompanhando os alunos estavam presentes os professores orientadores.

O Clube Maker CEUP, do Unidade Polo, apresentou seus dois projetos: “Piezoelétrico” e “Material Didático”, feito em impressora 3D. Os clubistas mostraram ao público um meio de produção de energia sustentável, a partir da pressão de uma placa própria de quartzos ou metais preciosos. Eles estiveram no dia 8, sexta-feira, no período da tarde.

O projeto, que ainda está em desenvolvimento, propõe a construção de um tapete que gera energia a partir do contato com a pressão exercida ao caminhar. A aluna Pâmela relata como tem sido sua experiência expondo o projeto do qual ela faz parte na Expoingá 2026. “A nossa experiência está sendo muito boa até o momento, está bem legal”. 

A imagem mostra três jovens posando em um estande de uma feira de ciência e tecnologia. No centro estão dois rapazes e uma moça, em pé atrás de uma mesa de exposição. Sobre a mesa há um notebook aberto e pequenos objetos espalhados, relacionados ao projeto apresentado.Atrás do grupo há uma grande tela exibindo informações do programa “Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”. Em uma tela menor ao fundo aparece a imagem de uma jovem falando em vídeo.
Apresentação do clube de ciências Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

Outro clube que se apresentou foi o Jovens Cientistas Kennedy (JCK), do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que apresentou o projeto “Robô Semeador na Horta”. Eles estiveram no dia 14, quinta-feira, no período da tarde. O clube trabalha com a robótica na horta escolar, a partir de robôs que eles mesmos confeccionam e são utilizados para irrigar, semear, testar a temperatura, a umidade do ar e do solo. 

O objetivo do clube de ciências é investigar o papel da robótica na horta escolar, o projeto está em andamento desde o ano passado. Eles também estudam em quais ambientes a horta se desenvolve melhor, como explica o professor coordenador do projeto, Evanildo de Oliveira. “Nós testamos onde a horta se desenvolve melhor, no sol 100% ou sombra total. Nós percebemos que no sol e meia sombra também funciona bem, na sombra total não funciona”, relata o docente. 

Depois de apresentarem seus trabalhos ao público na Expoingá 2026, os alunos ainda falaram sobre como foi essa experiência. Para Danilo, clubista do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, a participação em eventos como esse é importante. “Eu achei uma experiência muito boa, isso já dá uma coragem para a gente participar em outras competições. E é uma experiência muito boa a gente estar mostrando nosso projeto para mais pessoas”, completa.  

A imagem mostra três pessoas em um estande de apresentação de projeto em uma feira científica. Os adolescentes usam óculos e estão posando atrás de uma mesa. À direita, há um homem adulto sorrindo. Sobre a mesa, aparece um pequeno robô com rodas amarelas, fios aparentes e componentes eletrônicos, indicando um projeto de robótica. Ao fundo, há banners e painéis explicativos sobre o projeto apresentado. Um dos cartazes menciona “ROBÔ SEMEADOR NA HORTA ESCOLAR”. Em uma tela ao fundo, aparece a imagem de uma jovem falando em vídeo, provavelmente relacionada à apresentação do projeto.
Apresentação do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

O terceiro clube a se apresentar foi o clube de ciências Cienteens, do Instituto de Educação Estadual de Maringá, no dia 15, sexta-feira, no período da tarde. Eles apresentaram dois projetos: “Jardim das Cores:  O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinares de Arte e Ciência” e “Ciência do Visível: Luz e Cor”. O primeiro projeto abordou a revitalização do horto escolar, onde os clubistas identificaram as plantas em torno do colégio e realizaram o processo de extração dos pigmentos delas. A partir disso, foram realizadas oficinas de artes, para os alunos do Ensino Fundamental I e II, para que eles criassem desenhos com os pigmentos extraídos.  

Os clubistas que apresentaram o segundo projeto do Cienteens realizaram uma pesquisa com os alunos da escola sobre a situação do colégio, analisando questões como a poluição visual e a influência das cores no cotidiano da escola. Após a análise das respostas, será ministrada uma oficina com os próprios alunos, mostrando o grafite e o desenho artístico como uma forma de transformar o ambiente e deixá-lo mais agradável visualmente, transpondo os trabalhos artísticos para o mural da escola. 

Alunos do Cienteens também falaram sobre a importância de apresentarem seus trabalhos na Expoingá. De acordo com o clubista Heitor Fort, “é muito bom ver o seu trabalho ser reconhecido, poder mostrar o que a gente fez no ano passado, porque foi bastante pesquisa, foi bastante trabalho, que trouxe a gente para cá”, defende. 

A aluna Alicia Fletcher contou como foi sua primeira experiência apresentando o projeto do qual ela faz parte em uma feira como a Expoingá. “Está bem animado, porque é a minha primeira feira, então está sendo uma experiência nova para mim, estar aqui apresentando. Eu estou achando bem legal”, conta. 

A imagem mostra um grupo de sete pessoas posando em um espaço de exposição científica, durante uma feira de ciências. O grupo é formado por adultos e jovens estudantes. Todos estão lado a lado, sorrindo para a câmera, atrás de duas mesas de apresentação. No centro há uma mulher usando óculos e um cachecol, aparentando ser professora e orientadora do grupo. Há dois banners científicos posicionados nas laterais: à esquerda, um banner sobre um projeto relacionado ao uso de cores e pigmentos. À direita, outro banner com textos científicos, imagens e gráficos sobre experiências interdisciplinares envolvendo artes e ciências. Sobre as mesas há documentos e folhas impressas, recipientes e objetos de experimento, pequenos materiais de demonstração, uma planta/folhagem exposta, e uma caixa de apresentação.
Apresentação do clube de ciências Cienteens do Instituto de Educação Estadual de Maringá, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

A empolgação dos clubistas reflete a importância de eventos como exposições, onde eles podem apresentar seus projetos. A Expoingá 2026 foi uma ótima oportunidade para que os alunos dos clubes de ciências ligados à UEM pudessem aprimorar suas habilidades de comunicação e apresentar ao público as pesquisas realizadas ao longo do ano pelos clubes.

Alunos puderam conhecer pesquisas e inovações ligadas ao setor rural da região

Esta imagem mostra um grupo de estudantes reunido em volta de uma mesa com pequenos terrários e recipientes transparentes contendo insetos e outros pequenos animais. Uma aluna segura um inseto na palma da mão enquanto os colegas observam com curiosidade; uma outra estudante usa o celular para fotografar o momento. Há também um adulto (provavelmente monitor ou orientador) auxiliando na atividade. O ambiente parece educativo, com cartazes ao fundo.
Clubistas interagindo com insetos na Fazendinha – Via Rural (Foto/Isabella Abrão)

A 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026), realizada entre os dias 10 e 19 de abril, bateu recorde de público. Segundo a assessoria de imprensa do evento, só a Via Rural Smart Farm recebeu em torno de 200 mil pessoas. Entre os visitantes, dois clubes de ciência articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

A Fazendinha, como o espaço é conhecido, destaca-se por trazer inovações e pesquisas, além de fortalecer a educação sobre a fauna rural. Por isso, é o principal foco das visitas escolares, conectando o campo com a sociedade. As equipes que estiveram por lá são do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina, e do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. 

O clube de Londrina é o Litterae Ludus, coordenado pela professora Franciela Zamariam. Para a docente, a visita fortalece a metodologia científica, já que os estudantes passam a ter maior contato com diferentes estudos da região. “Uma atividade exploratória, buscando aprofundar questões de aprendizagem científica”, esclarece.

A imagem mostra um grupo de alunos e professores posicionado na entrada de um evento, com um grande portal exibindo “EXPO Londrina 2026”. Os estudantes vestem uniformes e estão organizados lado a lado para uma foto coletiva. Algumas pessoas seguram objetos como garrafas de água e caixas térmicas. O ambiente é externo, com bastante luz natural, indicando um momento de visita ou passeio educativo.
Equipe do clube Litterae Ludus (Foto/Isabella Abrão)

O Discovery Kennedy’s, clube de Rolândia, já foca bastante em investigar a área ambiental do município e aproveitou para intensificar esse conhecimento. Segundo a professora coordenadora, Eglaia Cheron, os alunos visitaram a ExpoLondrina “com foco na Fazendinha, projetos de APIs [Abelhas Apis mellifera], projeto com borboletas e de sericultura [criação do bicho-da-seda].”

A imagem mostra uma foto em estilo “selfie”, onde uma mulher está sorrindo em primeiro plano, usando chapéu e óculos escuros. Ao fundo, há um grande grupo de estudantes uniformizados reunidos em frente a um banner com o nome “Fazendinha” e “Sejam Bem-Vindos”. O clima é de excursão escolar, com todos posando de forma descontraída ao ar livre.
Equipe do clube Discovery Kennedy’s (Foto/Arquivo Pessoal)

A ExpoLondrina, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), já é consolidada como um dos maiores e mais completos eventos agropecuários da América Latina. O espaço da Via Rural Smart Farm é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) em parceria com a UEL.

Ações envolveram teatro científico, exposição de fotos e incentivo ao protagonismo feminino na ciência

A imagem mostra as alunas e a professora clubista do Lumina, junto as articuladoras e bolsistas do projeto Caminhos na Ciência, elas estão reunidas em uma biblioteca ou sala de leitura. Ao fundo, há estantes cheias de livros organizados por cores e tamanhos. O grupo está posicionado atrás de mesas brancas com cadeiras azuis, algumas pessoas em pé e outras sentadas. No centro, elas seguram um cartaz com o título “Projeto Caminhos na Ciência”, que inclui ilustrações e logotipos institucionais. As pessoas estão próximas umas das outras, olhando em direção à câmera, com expressões neutras ou sorridentes.
O Clube de Ciências Lumina foi anfitrião das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Na foto, cinco alunas clubistas do Ensino Médio, a professora Vanina Roncaglio e as articuladoras Leila Freire e Bettina Heerdt, além das alunas de iniciação científica da Rede de Clubes de Meninas (Foto/Talula)

No último dia 10, o Clube de Ciências Lumina, do Colégio Estadual Bibiana Bitencourt, de Guarapuava, foi anfitrião de atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), recebendo projetos vinculados à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa teve como objetivos aproximar a ciência e a tecnologia do ensino básico, incentivar o protagonismo feminino na ciência e tornar o fazer científico mais acessível ao público.

A programação incluiu a exposição “Mulheres Cientistas e suas pesquisas”, a apresentação da peça “A Que Faz”, do Grupo de Teatro Científico da UEPG, além de uma reunião da equipe da Rede de Clubes de Meninas com as estudantes clubistas.

Formado por cinco alunas do Ensino Médio, o Clube Lumina integra o projeto Caminhos na Ciência, que faz parte da Rede de Clubes de Meninas. As atividades do grupo concentram-se na divulgação científica e no estudo das trajetórias e pesquisas de cientistas contemporâneas, especialmente em âmbito local.

De acordo com a professora responsável pelo clube, Vanina Roncaglio, o evento também contribuiu para dar visibilidade ao projeto dentro da própria escola. “Muitos alunos ainda não conheciam o clube”, destaca. Ela ressalta ainda que as ações ampliaram horizontes para as participantes: “as alunas percebem que também podem fazer teatro e divulgar o que pesquisam”.

Durante a reunião com as integrantes do clube, houve troca de experiências e discussão sobre os interesses de pesquisa e planos futuros das estudantes. A professora Bettina Heerdt, do Departamento de Biologia da Unicentro e articuladora do projeto Clube de Meninas, apresentou possibilidades de ampliação das atividades, incluindo visitas técnicas e saídas a campo. Também participaram bolsistas de iniciação científica e voluntárias, responsáveis pelo acompanhamento e registro das ações do grupo.

Nesse contexto de valorização das trajetórias e produções científicas femininas, a exposição apresentou histórias de pesquisadoras, abordando desde seus percursos acadêmicos até aspectos de suas produções. Por meio de fotografias, contos e obras de arte — criados a partir de relatos das cientistas —, a mostra trouxe reflexões sobre desafios enfrentados no meio acadêmico, como situações de opressão e a conciliação entre carreira, vida pessoal e maternidade, evidenciando as múltiplas dimensões de ser mulher na ciência. 

A artista de uma das pinturas expostas, AJ Pradel esteve presente no evento também enquanto atriz. Sobre sua obra, Infinitude do seu Não Falar, AJ destacou o intuito de “representar a imensidão que é ser mulher e a força necessária para viver na sociedade atual”.

Além da exposição, o dia contou com a presença do Grupo de Teatro Científico (GTC), projeto de extensão da UEPG, que levou ao público a peça “A Que Faz”. O espetáculo aborda a presença feminina na ciência a partir das perspectivas de uma menina, uma mulher e uma senhora, e foi apresentado nos períodos da manhã e da tarde.

A iniciativa dialoga diretamente com os objetivos do Caminhos na Ciência, presente em sete cidades do Paraná. O projeto busca incentivar meninas a seguirem carreiras nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) por meio da criação de clubes de ciências e da valorização de referências femininas contemporâneas, inspirando novas gerações a ingressarem na carreira científica.

Para a professora Leila Freire, coordenadora do Caminhos na Ciência e do GTC, discutir o tema é essencial, especialmente no ambiente escolar. “Falar sobre mulheres na ciência é importante em qualquer espaço, mas ainda mais nas escolas, onde as alunas estão no início de sua formação e de uma possível trajetória científica”, afirma.

Na manhã desta segunda-feira, 22/06, o Arranjo mostrou o Conexão Ciência, PICCE, a Rede de Museus, a Rede de Feiras e a Rede de Clubes de Ciência para os conselheiros

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) apresentou suas ações ao Conselho Estadual de Educação (CEE) do Paraná. Durante a participação na plenária, os articuladores Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana compartilharam iniciativas que vêm fortalecendo a divulgação e a popularização da ciência no estado.

Os articuladores Rodrigo e Reis e Débora Sant’ Ana, foram recebidos pela vice-presidente do Conselho, Fátima Aparecida da Cruz Padoan

Entre os temas abordados estiveram a plataforma de jornalismo multimídia Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola – PICCE, a Rede de Museus, a Rede de Feiras e a Rede de Clubes de Ciência. “O NAPI Paraná Faz Ciência é capilarizado por todo o estado e é reconhecido como a primeira rede estadual de divulgação de ciência do Brasil”, explica Rodrigo Reis.

“Foi uma excelente oportunidade para mostrar a integração entre as universidades e a educação básica, como podem trabalhar juntos em prol da divulgação e educação científica. Foi muito importante ouvir as sugestões e apreciações dos conselheiros de educação”, relata Débora Sant’Ana sobre a participação.

Durante o encontro, Reis também falou sobre a Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná, realizada pelo Arranjo, em 2025. “O principal ponto que aparece como interesse da população paranaense é a educação. Para esse conselho, saber desse interesse é um ponto bastante interessante, que dá força para as políticas de educação que precisamos implementar”, disse.

Além de explicar as atividades já desempenhadas, Sant’Ana anunciou a próxima ação estruturada do PRFC, a Rede Quintas da Ciência. “Estamos desenvolvendo esse projeto em seis regiões do Paraná. Serão espaços de integração de temas da ciência com a vocação econômica regional e a participação de diferentes atores”, relatou.

Rodrigo Reis, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, Débora Sant’ Ana e o presidente da Câmara da Educação Superior do CEE/PR, Aurélio Bona Júnior

Os articuladores foram recebidos pela vice-presidente do CEE, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, e pelo presidente da Câmara da Educação Superior do CEE/PR, Aurélio Bona Júnior. Outros conselheiros participantes agradeceram a apresentação, fizeram questões e elogiaram a atuação do NAPI Paraná Faz Ciência no estado. “Queria parabenizar pelo projeto fantástico”, resume a Conselheira Marli Regina Fernandes da Silva. Já o Conselheiro Jacir José Venturi disse que a apresentação foi bastante didática, “nos deram também nessa exposição um conhecimento mais profundo do que é o NAPI”. 

Evento em Jandaia do Sul reuniu mais de 2 mil pessoas e premiou projeto voltado ao empoderamento feminino e à diversidade de gênero

A imagem mostra um grupo de dez adultos, adolescentes e duas crianças posando para uma foto em um estande de feira ou exposição educacional. Todos estão sorrindo e voltados para a câmera, transmitindo um clima de celebração e conquista. No centro do grupo, alguns jovens vestem camisetas pretas com um logotipo científico e usam crachás de identificação pendurados no pescoço. Eles seguram um troféu em formato de átomo, uma premiação de projeto relacionado à ciência, tecnologia e educação. Ao lado deles, há adultos que aparentam ser orientadores ou professores. À frente, duas meninas menores também usam medalhas e crachás. Uma veste blusa branca com estampas coloridas, e a outra usa um moletom rosa claro e segura uma medalha com as duas mãos. O estande ao fundo apresenta painéis informativos. Em um deles lê-se “TIPOS DE VIOLÊNCIA”, com categorias como violência física e psicológica. Outro painel contém textos e elementos gráficos relacionados a habilidades e educação. O ambiente é um pavilhão amplo, com estrutura metálica aparente e iluminação natural entrando pelas laterais superiores. A fotografia registra um momento de confraternização de uma equipe em um evento educacional e científico, destacando o orgulho dos participantes por sua apresentação ou reconhecimento recebido.
Membros do Clube ‘Conexão e Sustentabilidade’ com representantes da UTFPR na Feira “6º Vale da Ciência” (Foto/Diego Luiz Rodrigues)

No dia 29 de maio de 2026, o Campus Avançado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul, tornou-se o ponto de encontro da produção científica infantojuvenil do Vale do Ivaí. Ao longo de todo o dia, mais de 2 mil pessoas passaram pelo local para acompanhar a sexta edição do Vale da Ciência e a primeira edição do Vem pra UFPR Jandaia do Sul

A união dos dois eventos promoveu uma grande celebração da educação, aproximando a comunidade regional do ambiente universitário. Estudantes, professores, famílias, gestores educacionais e visitantes de diversos municípios ocuparam os espaços da instituição para conhecer laboratórios, cursos de graduação, iniciativas de extensão e dezenas de projetos científicos desenvolvidos por alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Ensino Técnico.

Entre os grandes destaques da feira, a participação de três clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) evidenciou o impacto e a força da iniciação científica escolar na região. O campus recebeu trabalhos que abordaram temas urgentes como sustentabilidade, inovação, saúde, cultura e inclusão social, demonstrando como a ciência na escola atua como um poderoso instrumento de transformação real.

Rede de Iniciação Científica ganhou destaque e prêmio

Com pesquisas de forte impacto social e pedagógico, os clubes de ciências integrados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e coordenados pela UTFPR na região tiveram participação de destaque no evento. 

A cidade de Apucarana foi representada pelo Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, sob a coordenação do professor Leandro Vicente Gonçalves. Já o município anfitrião, Jandaia do Sul, levou ao evento o Clube de Ciências COOPIC: Cooperativa de Iniciação Científica, sediado no Colégio Estadual Rui Barbosa e coordenado pela professora Liliam Keidinez Bachete da Conceição Rabassi.

O grande momento de celebração para a rede de cooperação veio com a conquista do 2º lugar na Categoria Ensino Médio e Técnico, concedido ao Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, localizado na cidade de Bom Sucesso. Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube conquistou os avaliadores com o projeto “Plataforma Digital para Empoderamento Feminino e Combate à Violência contra a Mulher e Diversidade de Gênero”, uma iniciativa que alia tecnologia à inclusão e à defesa dos direitos humanos.

A delegação de clubes foi acompanhada pelo professor Enio Stanzani, representante da UTFPR e coordenador da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na universidade, para quem eventos desse tipo ajudam a destacar a importância e impacto do incentivo dado à pesquisa científica desde a Educação Básica.

Pesquisa escolar encontra a Universidade 

Mais do que uma mostra de trabalhos, o 6º Vale da Ciência proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar os espaços da universidade e conhecer de perto a rotina da produção científica. Integrado ao evento Vem pra UFPR, o encontro permitiu que os participantes visitassem laboratórios, conversassem com professores e acadêmicos e tivessem contato com diferentes áreas de formação, aproximando a educação básica do ambiente universitário. 

A expressiva participação dos clubes apoiados pela UTFPR evidenciou a força das parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Ao conectar o ecossistema dos clubes de ciências das escolas estaduais às grandes universidades públicas, o evento demonstrou que o investimento em jovens cientistas gera retornos diretos para o desenvolvimento regional e para a construção de uma sociedade mais justa e inovadora. Para muitos deles, a visita também representou uma oportunidade de imaginar a universidade como um caminho possível para o futuro e ampliar suas perspectivas sobre a carreira científica. 

Evento realizado em Cascavel marca o início da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Autoridades em cima de palco e em frente de telão, no lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência
Autoridades em lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo pessoal)

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel, sediou, nesta quarta-feira (18), o lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência. O evento reuniu representantes de instituições de ensino, pesquisadores, estudantes, gestores e parceiros envolvidos na promoção da ciência, tecnologia e inovação no estado.

Promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência, o lançamento apresentou as principais ações previstas para a edição de 2026, que terá Cascavel como cidade-sede e contará com uma programação voltada à divulgação científica e à aproximação da ciência com a comunidade.

Para a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, trazer o evento para Cascavel amplia o acesso da população às atividades científicas. “O Paraná Faz Ciência é a maior comemoração da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do país. Trazer o evento para diferentes regiões oportuniza que as pessoas tenham contato com a ciência, a tecnologia e a inovação”, destacou.

A professora também ressaltou a importância da realização do evento no Oeste do Paraná. “Trazer o evento para a UNIOESTE é muito importante e vai valorizar a própria universidade e também a rede de universidades públicas do Paraná”, afirmou.

Público em Cerimônia de lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo pessoal)

A programação contará com oficinas, exposições, atividades culturais e ações de divulgação científica. Um dos destaques será a II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reunirá estudantes e professores de diferentes municípios para compartilhar projetos desenvolvidos nos clubes de ciências.

A edição de 2026 também terá novidades, como atividades voltadas à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental I, em parceria com a Prefeitura de Cascavel, além de encontros de corais e bandas.

Segundo Débora, o evento é uma oportunidade tanto para quem expõe quanto para quem visita. “É uma oportunidade de conhecer o universo da ciência e da universidade, além de fortalecer o interesse pela pesquisa e pela inovação”, ressaltou.

A expectativa é reunir milhares de participantes e fortalecer ainda mais a cultura científica no Paraná.

Clubistas de diferentes regiões do estado participarão da programação do Paraná Faz Ciência 2026

Autoridades em lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo pessoal)

O lançamento da 6ª edição do Paraná Faz Ciência, realizado na Unioeste, em Cascavel, marcou o início dos preparativos para mais uma participação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Entre os destaques da programação está a II Mostra da Rede de Clubes, que acontecerá no dia 12 de novembro de 2026.

A Mostra reunirá clubistas e professores de diferentes municípios do Paraná para apresentar seus projetos, pesquisas e ações desenvolvidas nos clubes de ciências, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cultura científica nas escolas.

Público em Cerimônia de lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo pessoal)

Durante o lançamento, a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, destacou a importância da participação dos estudantes no evento. “Para os alunos que visitam, é uma oportunidade de conhecer muitos projetos das universidades, de diferentes áreas do conhecimento, e entender um pouco mais sobre esse universo da ciência e da universidade”, afirmou.

A professora também ressaltou que o evento beneficia tanto quem apresenta quanto quem visita. “É muito positiva a participação, tanto de quem expõe quanto de quem visita. É uma festa que vale para todo mundo aprender muito mais sobre ciência”.

Além de apresentarem seus trabalhos, os clubistas poderão conhecer outras pesquisas, participar das atividades do evento e interagir com estudantes, professores e pesquisadores de diversas regiões do estado.

A expectativa é que a II Mostra da Rede de Clubes reúna participantes de todo o Paraná, fortalecendo a rede de colaboração entre os clubes e ampliando as oportunidades de aprendizagem por meio da ciência.

Estudantes do Clube Pesquisa-Ação celebram aprovações em universidades públicas e privadas com bolsas e vestibulares

Foto de uma professora e duas estudantes em pé, lado a lado, durante uma feira científica. Ao fundo, há um pôster com o título “Monitoramento Ambiental em Caminhão de Transporte de Leguminosas com Arduino”, apresentado na FECCI 2025. As estudantes usam uniforme azul da rede estadual do Paraná, enquanto a professora veste blusa roxa e crachá de identificação.
Professora Ana Paula e as estudantes Camily e Gleisiely destacam o protagonismo estudantil e a iniciação científica no Clube Pesquisa-Ação, de Inajá (Foto/arquivo pessoal)

Um grupo de seis jovens de Inajá, região de Paranavaí, tem muitos motivos para comemorar. Ex-integrantes do Clube Pesquisa-Ação para a Alfabetização Científica, os estudantes do Colégio Estadual Barão do Rio Branco conquistaram importantes aprovações em vestibulares e programas de acesso ao ensino superior.

Entre os principais destaques, Camilly da Silva Santos lidera em número de conquistas: foi aprovada em Farmácia na Universidade Estadual de Maringá (UEM), via Aprova Paraná, conquistou bolsa integral (100%) em Biomedicina na Unidombosco, em Curitiba, e ainda garantiu 50% de bolsa para o mesmo curso na Unifatecie, em Paranavaí, pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Na sequência, Izabelly Faustino também se sobressaiu com múltiplas aprovações: passou em História pela Unespar, em Geografia pela UEM (Aprova Paraná) e ainda foi convocada em segunda chamada para História, na UEM.

Outros aprovados foram Erik Salcedo, em Educação Física na UEM, via Aprova Paraná, enquanto Adrian Luiz Campolim garantiu vaga no mesmo curso e universidade, por meio do vestibular tradicional. Ícaro Macedo conquistou bolsa de 60% pelo ENEM para Arquitetura e Urbanismo na Uningá, e Caio Guima foi aprovado em Direito pela Unicesumar, completando a lista de aprovados.

O ex-clubista Adrian Luiz Campolim (à esquerda) foi aprovado no vestibular de Educação Física (Foto/Arquivo pessoal)

Para a professora orientadora Ana Paula Bim Maldonado, “é muito gratificante ver nossos alunos se tornarem protagonistas da própria história. Muitos nunca haviam participado de uma feira de ciências e alguns nem conheciam a capital do Paraná. Desde o início do clube, em 2024, demonstraram grande motivação para estudar e buscar seus objetivos”, celebra. Os alunos realizaram a prova Paraná+, o Enem e vestibulares no final do ano e “a maioria conseguiu ingressar em uma universidade, inclusive em instituições públicas”, destaca a docente.

Todos os estudantes têm em comum a participação no Clube Pesquisa-Ação para a Alfabetização Científica, onde desenvolveram projetos que integram história, meio ambiente e ciência. Sob orientação da professora, vivenciaram práticas investigativas que ampliaram a visão de mundo e contribuíram diretamente para terem esse desempenho acadêmico.

Os ex-alunos levam para a Universidade as atividades realizadas no Clube de Ciências (Foto/ Ana Paula Maldonado)

As conquistas do grupo do Colégio Barão do Rio Branco reforçam o papel da educação científica na formação dos estudantes e na ampliação de oportunidades. Os resultados refletem não apenas dedicação individual, mas também o impacto de iniciativas que incentivam a pesquisa, o pensamento crítico e o protagonismo juvenil desde a educação básica.

Conheça mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Paraná Faz Ciência. O Colégio Barão do Rio Branco tem o perfil de Instagram @alunos_da_barao .

Durante visita da equipe pedagógica da UEM ao clube dedicado à robótica, alunos apresentaram cinco projetos que unem robótica à sustentabilidade

Foto de um grupo grande de pessoas ao ar livre, estudantes e professores. Cerca de 20 jovens e alguns adultos posam juntos em frente a um prédio com parede branca e faixa azul. Eles estão sob árvores com muitas folhas verdes, que fazem sombra sobre o grupo.Na frente, alguns estão agachados ou sentados na grama, enquanto os demais ficam em pé atrás. A maioria veste camisetas claras com detalhes escuros, nas cores do uniforme escolar. Todos estão próximos, alguns sorrindo, em um clima descontraído. No chão há folhas secas espalhadas, e a luz do sol ilumina bem a cena.
Alunos clubistas do clube Robótica, do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Itambé, juntamente do professor coordenador Gilmar e agentes pedagógicos dos Clubes NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Na quarta-feira, 15 de abril, a equipe pedagógica da UEM que acompanha os Clubes de Ciências da região, visitou o Colégio Estadual Olavo Bilac, no município de Itambé, onde funciona o clube maker Codificando o Futuro. Os 22 participantes são todos do Ensino Médio, sob coordenação do professor de física Gilmar Horchulhak.

Com ênfase em robótica, as atividades do clube são majoritariamente ligadas à programação, projeção e construções mecânicas, áreas que incentivam os alunos a colocarem a mão na massa. No dia a dia escolar, os alunos perceberam que poderiam desenvolver melhorias para o ambiente escolar e aprender com elas. 

Atualmente, o clube trabalha com cinco projetos de temáticas diferentes, em grupos de até 5 alunos em cada tema, de modo que as temáticas se complementam. Os projetos são ligados por uma linha norteadora: a sustentabilidade. 

Programa de Irrigação Inteligente

O programa de Irrigação Inteligente teve início com alunos do antigo 3º ano, que se formaram em 2025, e agora está em andamento com estudantes do ano de 2026. A ideia é automatizar as operações técnicas da horta escolar, começando pela irrigação. Segundo o clubista João Rafael, os participantes do grupo já realizaram as instalações elétricas que precedem a instalação da futura máquina de irrigação. “Essa fiação que está colocada aqui na horta foi instalada por nós mesmos, conectando ao forro e à elétrica da escola. Subimos em escadas, martelamos e tal. Foi super legal”, disse o clubista. A parte da programação é feita no computador, momento em que os alunos codificam e conectam as placas que serão utilizadas para fazer o irrigador ser acionado no horário correto. 

Projeto Girassol: Maximização de Energia de Placas Solares

O projeto Girassol é composto por três estudantes: João Pedro, responsável pela programação, Rafaela, responsável pelo design gráfico e o Luciano que está responsável pela arquitetura e montagem da máquina. Segundo Luciano, o objetivo do projeto é maximizar a produção de energia das placas solares da escola. “Quando a placa está fixa em um lugar, em determinado momento do dia o sol deixa de alcançá-la, o que diminui a captura de luz e, consequentemente, de energia”, explica o estudante. “Dessa forma, o objetivo do projeto é fazer uma placa móvel, que gire como um girassol, até mesmo no design, porque a ideia é que ele siga a mesma lógica da flor”, completou.

Projeto Lixeira Inteligente

Lixeira Inteligente é um projeto composto por Carlos, Gabriele e Marcos. Os três estão planejando criar uma lixeira automática, ideia que surgiu ao perceber a necessidade de organizar a separação dos lixos da escola. Ano passado, os estudantes começaram o protótipo gráfico do item e neste ano estão colocando em prática as primeiras miniaturas. “Fizemos a montagem de uma miniatura de lixeira feita em papelão para testar a codificação do circuito que estamos há um tempo trabalhando e, graças ao nosso empenho, deu certo. Agora estamos começando a segunda parte do projeto: montando a tampa da lixeira em formato redondo”, contou o clubista Carlos. A ideia é que ela abra automaticamente, por meio do sensor de movimento, e abra somente um compartimento do lixo de cada vez, com o objetivo de separar mesmo os resíduos, como detalhou o aluno.

Grupo Compostagem

O aluno Miguel faz parte do grupo de Compostagem do clube. Ele explicou que fizeram as composteiras com baldes e que a finalidade do produto dessa compostagem, o chorume, será adubar a futura horta no espaço escolar. O estudante disse também que o grupo faz dois tipos de compostagem: uma com a composteira produzida por eles e outra diretamente no solo, e esse grupo é responsável por fazer a manutenção semanal delas.

Mais novo projeto: Óculos sensores para pessoas com deficiência visual

O estudante Marcos Vinícius, entre desenhos manuais e desenhos digitais, explicou que o novo grupo está empenhado em realizar um óculos para pessoas com deficiência visual. Como os outros grupos já possuíam uma quantidade grande de alunos, o professor Gilmar sugeriu que os novos membros pudessem focar em um projeto diferente. “Os óculos terão sensores nas extremidades que apitam quando algo se aproxima, em determinada distância da pessoa,” disse Marcos.

Visita da equipe pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da UEM ao clube maker Codificando o Futuro, no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Itambé (Foto/Arquivo Pessoal)

Ao final da visita, a equipe pedagógica da UEM parabenizou os estudantes pelas atividades realizadas, junto do professor coordenador Gilmar Horchulhak, e incentivou a participação do clube na FECCI 2026. Os clubistas reagiram com satisfação ao falarem sobre os trabalhos já realizados e demonstraram bastante interesse em expor seus trabalhos na Feira deste ano.

Para mais ações dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência siga o perfil no Instagram @clubesparanafazciencia e o site com notícias do Paraná Faz Ciência.