O projeto foi apresentado em feiras e eventos científicos, destacando questões como a injustiça ambiental

Uma das principais etapas de um clube de ciências é a investigação. Desenvolver o pensamento crítico, expor problemas e criar soluções é parte do pacote – coisa que o clube Lumière faz muito bem. A equipe é do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu, e produziu um minidocumentário sobre a comunidade Bubas, a maior ocupação urbana do Paraná.
O material “O Outro Lado do Paraíso” possui 11 minutos de duração e foi feito pelos alunos dentro do Programa de Desenvolvimento da Cultural Audiovisual (PDCA), uma iniciativa do Instituto Cultural Três Fronteiras. O curta-metragem trabalha com injustiça ambiental, mostrando como os moradores da Ocupação Bubas percebem o impacto causado pelas obras viárias na cidade.

Segundo a professora coordenadora, Silvia Luzia Polla, a rotina do clube é bem dinâmica. “Realizamos encontros periódicos no contraturno, onde os alunos discutem ideias, desenvolvem experimentos e avançam na construção de projetos. Também estamos trabalhando na organização e registro das etapas, incluindo a produção de um vídeo para divulgação”, explica.
Aliás, os estudantes participaram de toda a construção do minidocumentário, desde o roteiro até a edição do material. Foi com esse projeto que o Lumière se tornou um dos três clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) a ser selecionado na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento foi realizado em agosto do ano passado, em Foz do Iguaçu.
O trabalho também foi aprovado para ser apresentado na Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência (FECCI), que ocorreu em novembro de 2025, na capital do estado. Com o título “Justiça ambiental na maior ocupação do Paraná – Bubas – Foz do Iguaçu”, a pesquisa foi incluída na categoria FECCI Jovem e lá os alunos exibiram trechos do minidocumentário pela primeira vez.

Após a Fecci, “O Outro Lado do Paraíso” contou com sessões na escola e pela cidade. Silvia explica que esse ano a expectativa é participar de mais eventos científicos, apresentando o avanço desse e de outros estudos, além de ampliar o alcance do clube. “O vídeo que produzimos faz parte desse objetivo de divulgação e valorização do trabalho dos alunos”, destaca a professora.