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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O projeto foi apresentado em feiras e eventos científicos, destacando questões como a injustiça ambiental

A imagem mostra que um grupo de estudantes está em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Eles vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Sobre a mesa há diversos materiais: duas canecas, um celular, um caderno com anotações, uma caneta e um laptop aberto exibindo um vídeo de uma paisagem com água (parece uma cachoeira). Um dos alunos usa um crachá de evento.
A turma apresentou o projeto na FECCI 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

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Uma das principais etapas de um clube de ciências é a investigação. Desenvolver o pensamento crítico, expor problemas e criar soluções é parte do pacote – coisa que o clube Lumière faz muito bem. A equipe é do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu, e produziu um minidocumentário sobre a comunidade Bubas, a maior ocupação urbana do Paraná.

O material “O Outro Lado do Paraíso” possui 11 minutos de duração e foi feito pelos alunos dentro do Programa de Desenvolvimento da Cultural Audiovisual (PDCA), uma iniciativa do Instituto Cultural Três Fronteiras. O curta-metragem trabalha com injustiça ambiental, mostrando como os moradores da Ocupação Bubas percebem o impacto causado pelas obras viárias na cidade.

A imagem mostra um grupo grande de pessoas — incluindo adolescentes, crianças e alguns adultos, que estão reunidos à noite em frente a um portão com pilares de tijolos. O ambiente parece residencial ou institucional, com árvores e vegetação ao fundo. Todos estão posando para a foto, lado a lado, alguns sorrindo e outros com expressões mais neutras. As roupas são variadas, desde casuais até um pouco mais arrumadas, sugerindo um encontro ou atividade especial fora do horário escolar.
Equipe do clube Lumière (Foto/Arquivo Pessoal)

Segundo a professora coordenadora, Silvia Luzia Polla, a rotina do clube é bem dinâmica. “Realizamos encontros periódicos no contraturno, onde os alunos discutem ideias, desenvolvem experimentos e avançam na construção de projetos. Também estamos trabalhando na organização e registro das etapas, incluindo a produção de um vídeo para divulgação”, explica.

Aliás, os estudantes participaram de toda a construção do minidocumentário, desde o roteiro até a edição do material. Foi com esse projeto que o Lumière se tornou um dos três clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) a ser selecionado na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento foi realizado em agosto do ano passado, em Foz do Iguaçu.

O trabalho também foi aprovado para ser apresentado na Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência (FECCI), que ocorreu em novembro de 2025, na capital do estado. Com o título “Justiça ambiental na maior ocupação do Paraná – Bubas – Foz do Iguaçu”, a pesquisa foi incluída na categoria FECCI Jovem e lá os alunos exibiram trechos do minidocumentário pela primeira vez.

A imagem mostra que um grupo de estudantes e uma professora estão em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Os alunos vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Todos posam para a foto. Atrás, há cartazes com a temática do projeto apresentado.
Clube Lumière na FECCI 2025 (Foto/Isabella Abrão)

Após a Fecci, “O Outro Lado do Paraíso” contou com sessões na escola e pela cidade. Silvia explica que esse ano a expectativa é participar de mais eventos científicos, apresentando o avanço desse e de outros estudos, além de ampliar o alcance do clube. “O vídeo que produzimos faz parte desse objetivo de divulgação e valorização do trabalho dos alunos”, destaca a professora.

Confira os clubes de ciências da UEM que estiveram presentes na Expoingá 2026, apresentando seus projetos para o público!

A imagem mostra um grupo de sete pessoas posando em um estande de feira científica e tecnológica. O ambiente parece ser um evento educacional ligado à inovação, pesquisa e robótica. À esquerda, há três mulheres usando camisetas verdes e bege com logos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência,. No centro e à direita, aparecem dois adolescentes usando uniformes azul-marinho da Secretaria da Educação do Paraná. Ambos usam óculos e estão ao lado do projeto apresentado. À direita, há um homem sorridente usando uma camiseta vermelha com a frase “festival iguaçu inova”.Na frente do grupo está um robô de pequeno porte com rodas amarelas, estrutura metálica e de madeira, fios e componentes eletrônicos expostos e sensores e placas eletrônicas aparentes. Ao lado direito da mesa, um notebook exibe na tela um modelo 3D do robô, sugerindo que o projeto foi planejado digitalmente. Atrás do grupo há uma televisão ligada em uma interface da LG Smart TV. Um banner ao fundo menciona o projeto “ROBÔ SEMEADOR NA HORTA ESCOLAR”. Na parte superior aparecem logos de instituições como: Governo do Paraná, CNPq, Governo Federal do Brasil e Fundação Araucária. Também há um destaque escrito “+ de R$ 23,5 MI de investimento”, relacionado ao incentivo à ciência e inovação. A foto transmite um clima de colaboração acadêmica, tecnologia educacional e apresentação de projeto científico escolar.
Apresentação dos Clubes de Ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

A 52º Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá), evento que também comemora o 79º aniversário da cidade de Maringá, foi realizada no início de maio, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, da Sociedade Rural de Maringá. 

Na  programação, além de shows, oficinas e palestras técnicas, esse ano a Feira recebeu mais estandes ligados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com destaque para o Hospital Universitário (HUM), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), e, pela primeira vez, Clubes de Ciências ligados à UEM. 

Os clubistas se apresentaram durante os dias da exposição tendo um espaço especial para falar sobre os seus projetos. Entre os clubes participantes estão o Clube Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo; o Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy e o Cienteens, do Instituto Estadual de Educação de Maringá. Acompanhando os alunos estavam presentes os professores orientadores.

O Clube Maker CEUP, do Unidade Polo, apresentou seus dois projetos: “Piezoelétrico” e “Material Didático”, feito em impressora 3D. Os clubistas mostraram ao público um meio de produção de energia sustentável, a partir da pressão de uma placa própria de quartzos ou metais preciosos. Eles estiveram no dia 8, sexta-feira, no período da tarde.

O projeto, que ainda está em desenvolvimento, propõe a construção de um tapete que gera energia a partir do contato com a pressão exercida ao caminhar. A aluna Pâmela relata como tem sido sua experiência expondo o projeto do qual ela faz parte na Expoingá 2026. “A nossa experiência está sendo muito boa até o momento, está bem legal”. 

A imagem mostra três jovens posando em um estande de uma feira de ciência e tecnologia. No centro estão dois rapazes e uma moça, em pé atrás de uma mesa de exposição. Sobre a mesa há um notebook aberto e pequenos objetos espalhados, relacionados ao projeto apresentado.Atrás do grupo há uma grande tela exibindo informações do programa “Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”. Em uma tela menor ao fundo aparece a imagem de uma jovem falando em vídeo.
Apresentação do clube de ciências Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

Outro clube que se apresentou foi o Jovens Cientistas Kennedy (JCK), do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que apresentou o projeto “Robô Semeador na Horta”. Eles estiveram no dia 14, quinta-feira, no período da tarde. O clube trabalha com a robótica na horta escolar, a partir de robôs que eles mesmos confeccionam e são utilizados para irrigar, semear, testar a temperatura, a umidade do ar e do solo. 

O objetivo do clube de ciências é investigar o papel da robótica na horta escolar, o projeto está em andamento desde o ano passado. Eles também estudam em quais ambientes a horta se desenvolve melhor, como explica o professor coordenador do projeto, Evanildo de Oliveira. “Nós testamos onde a horta se desenvolve melhor, no sol 100% ou sombra total. Nós percebemos que no sol e meia sombra também funciona bem, na sombra total não funciona”, relata o docente. 

Depois de apresentarem seus trabalhos ao público na Expoingá 2026, os alunos ainda falaram sobre como foi essa experiência. Para Danilo, clubista do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, a participação em eventos como esse é importante. “Eu achei uma experiência muito boa, isso já dá uma coragem para a gente participar em outras competições. E é uma experiência muito boa a gente estar mostrando nosso projeto para mais pessoas”, completa.  

A imagem mostra três pessoas em um estande de apresentação de projeto em uma feira científica. Os adolescentes usam óculos e estão posando atrás de uma mesa. À direita, há um homem adulto sorrindo. Sobre a mesa, aparece um pequeno robô com rodas amarelas, fios aparentes e componentes eletrônicos, indicando um projeto de robótica. Ao fundo, há banners e painéis explicativos sobre o projeto apresentado. Um dos cartazes menciona “ROBÔ SEMEADOR NA HORTA ESCOLAR”. Em uma tela ao fundo, aparece a imagem de uma jovem falando em vídeo, provavelmente relacionada à apresentação do projeto.
Apresentação do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

O terceiro clube a se apresentar foi o clube de ciências Cienteens, do Instituto de Educação Estadual de Maringá, no dia 15, sexta-feira, no período da tarde. Eles apresentaram dois projetos: “Jardim das Cores:  O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinares de Arte e Ciência” e “Ciência do Visível: Luz e Cor”. O primeiro projeto abordou a revitalização do horto escolar, onde os clubistas identificaram as plantas em torno do colégio e realizaram o processo de extração dos pigmentos delas. A partir disso, foram realizadas oficinas de artes, para os alunos do Ensino Fundamental I e II, para que eles criassem desenhos com os pigmentos extraídos.  

Os clubistas que apresentaram o segundo projeto do Cienteens realizaram uma pesquisa com os alunos da escola sobre a situação do colégio, analisando questões como a poluição visual e a influência das cores no cotidiano da escola. Após a análise das respostas, será ministrada uma oficina com os próprios alunos, mostrando o grafite e o desenho artístico como uma forma de transformar o ambiente e deixá-lo mais agradável visualmente, transpondo os trabalhos artísticos para o mural da escola. 

Alunos do Cienteens também falaram sobre a importância de apresentarem seus trabalhos na Expoingá. De acordo com o clubista Heitor Fort, “é muito bom ver o seu trabalho ser reconhecido, poder mostrar o que a gente fez no ano passado, porque foi bastante pesquisa, foi bastante trabalho, que trouxe a gente para cá”, defende. 

A aluna Alicia Fletcher contou como foi sua primeira experiência apresentando o projeto do qual ela faz parte em uma feira como a Expoingá. “Está bem animado, porque é a minha primeira feira, então está sendo uma experiência nova para mim, estar aqui apresentando. Eu estou achando bem legal”, conta. 

A imagem mostra um grupo de sete pessoas posando em um espaço de exposição científica, durante uma feira de ciências. O grupo é formado por adultos e jovens estudantes. Todos estão lado a lado, sorrindo para a câmera, atrás de duas mesas de apresentação. No centro há uma mulher usando óculos e um cachecol, aparentando ser professora e orientadora do grupo. Há dois banners científicos posicionados nas laterais: à esquerda, um banner sobre um projeto relacionado ao uso de cores e pigmentos. À direita, outro banner com textos científicos, imagens e gráficos sobre experiências interdisciplinares envolvendo artes e ciências. Sobre as mesas há documentos e folhas impressas, recipientes e objetos de experimento, pequenos materiais de demonstração, uma planta/folhagem exposta, e uma caixa de apresentação.
Apresentação do clube de ciências Cienteens do Instituto de Educação Estadual de Maringá, na Expoingá 2026 (Foto/Acervo Mudi)

A empolgação dos clubistas reflete a importância de eventos como exposições, onde eles podem apresentar seus projetos. A Expoingá 2026 foi uma ótima oportunidade para que os alunos dos clubes de ciências ligados à UEM pudessem aprimorar suas habilidades de comunicação e apresentar ao público as pesquisas realizadas ao longo do ano pelos clubes.

Alunos puderam conhecer pesquisas e inovações ligadas ao setor rural da região

Esta imagem mostra um grupo de estudantes reunido em volta de uma mesa com pequenos terrários e recipientes transparentes contendo insetos e outros pequenos animais. Uma aluna segura um inseto na palma da mão enquanto os colegas observam com curiosidade; uma outra estudante usa o celular para fotografar o momento. Há também um adulto (provavelmente monitor ou orientador) auxiliando na atividade. O ambiente parece educativo, com cartazes ao fundo.
Clubistas interagindo com insetos na Fazendinha – Via Rural (Foto/Isabella Abrão)

A 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026), realizada entre os dias 10 e 19 de abril, bateu recorde de público. Segundo a assessoria de imprensa do evento, só a Via Rural Smart Farm recebeu em torno de 200 mil pessoas. Entre os visitantes, dois clubes de ciência articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

A Fazendinha, como o espaço é conhecido, destaca-se por trazer inovações e pesquisas, além de fortalecer a educação sobre a fauna rural. Por isso, é o principal foco das visitas escolares, conectando o campo com a sociedade. As equipes que estiveram por lá são do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina, e do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. 

O clube de Londrina é o Litterae Ludus, coordenado pela professora Franciela Zamariam. Para a docente, a visita fortalece a metodologia científica, já que os estudantes passam a ter maior contato com diferentes estudos da região. “Uma atividade exploratória, buscando aprofundar questões de aprendizagem científica”, esclarece.

A imagem mostra um grupo de alunos e professores posicionado na entrada de um evento, com um grande portal exibindo “EXPO Londrina 2026”. Os estudantes vestem uniformes e estão organizados lado a lado para uma foto coletiva. Algumas pessoas seguram objetos como garrafas de água e caixas térmicas. O ambiente é externo, com bastante luz natural, indicando um momento de visita ou passeio educativo.
Equipe do clube Litterae Ludus (Foto/Isabella Abrão)

O Discovery Kennedy’s, clube de Rolândia, já foca bastante em investigar a área ambiental do município e aproveitou para intensificar esse conhecimento. Segundo a professora coordenadora, Eglaia Cheron, os alunos visitaram a ExpoLondrina “com foco na Fazendinha, projetos de APIs [Abelhas Apis mellifera], projeto com borboletas e de sericultura [criação do bicho-da-seda].”

A imagem mostra uma foto em estilo “selfie”, onde uma mulher está sorrindo em primeiro plano, usando chapéu e óculos escuros. Ao fundo, há um grande grupo de estudantes uniformizados reunidos em frente a um banner com o nome “Fazendinha” e “Sejam Bem-Vindos”. O clima é de excursão escolar, com todos posando de forma descontraída ao ar livre.
Equipe do clube Discovery Kennedy’s (Foto/Arquivo Pessoal)

A ExpoLondrina, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), já é consolidada como um dos maiores e mais completos eventos agropecuários da América Latina. O espaço da Via Rural Smart Farm é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) em parceria com a UEL.

Evento em Jandaia do Sul reuniu mais de 2 mil pessoas e premiou projeto voltado ao empoderamento feminino e à diversidade de gênero

A imagem mostra um grupo de dez adultos, adolescentes e duas crianças posando para uma foto em um estande de feira ou exposição educacional. Todos estão sorrindo e voltados para a câmera, transmitindo um clima de celebração e conquista. No centro do grupo, alguns jovens vestem camisetas pretas com um logotipo científico e usam crachás de identificação pendurados no pescoço. Eles seguram um troféu em formato de átomo, uma premiação de projeto relacionado à ciência, tecnologia e educação. Ao lado deles, há adultos que aparentam ser orientadores ou professores. À frente, duas meninas menores também usam medalhas e crachás. Uma veste blusa branca com estampas coloridas, e a outra usa um moletom rosa claro e segura uma medalha com as duas mãos. O estande ao fundo apresenta painéis informativos. Em um deles lê-se “TIPOS DE VIOLÊNCIA”, com categorias como violência física e psicológica. Outro painel contém textos e elementos gráficos relacionados a habilidades e educação. O ambiente é um pavilhão amplo, com estrutura metálica aparente e iluminação natural entrando pelas laterais superiores. A fotografia registra um momento de confraternização de uma equipe em um evento educacional e científico, destacando o orgulho dos participantes por sua apresentação ou reconhecimento recebido.
Membros do Clube ‘Conexão e Sustentabilidade’ com representantes da UTFPR na Feira “6º Vale da Ciência” (Foto/Diego Luiz Rodrigues)

No dia 29 de maio de 2026, o Campus Avançado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul, tornou-se o ponto de encontro da produção científica infantojuvenil do Vale do Ivaí. Ao longo de todo o dia, mais de 2 mil pessoas passaram pelo local para acompanhar a sexta edição do Vale da Ciência e a primeira edição do Vem pra UFPR Jandaia do Sul

A união dos dois eventos promoveu uma grande celebração da educação, aproximando a comunidade regional do ambiente universitário. Estudantes, professores, famílias, gestores educacionais e visitantes de diversos municípios ocuparam os espaços da instituição para conhecer laboratórios, cursos de graduação, iniciativas de extensão e dezenas de projetos científicos desenvolvidos por alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Ensino Técnico.

Entre os grandes destaques da feira, a participação de três clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) evidenciou o impacto e a força da iniciação científica escolar na região. O campus recebeu trabalhos que abordaram temas urgentes como sustentabilidade, inovação, saúde, cultura e inclusão social, demonstrando como a ciência na escola atua como um poderoso instrumento de transformação real.

Rede de Iniciação Científica ganhou destaque e prêmio

Com pesquisas de forte impacto social e pedagógico, os clubes de ciências integrados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e coordenados pela UTFPR na região tiveram participação de destaque no evento. 

A cidade de Apucarana foi representada pelo Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, sob a coordenação do professor Leandro Vicente Gonçalves. Já o município anfitrião, Jandaia do Sul, levou ao evento o Clube de Ciências COOPIC: Cooperativa de Iniciação Científica, sediado no Colégio Estadual Rui Barbosa e coordenado pela professora Liliam Keidinez Bachete da Conceição Rabassi.

O grande momento de celebração para a rede de cooperação veio com a conquista do 2º lugar na Categoria Ensino Médio e Técnico, concedido ao Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, localizado na cidade de Bom Sucesso. Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube conquistou os avaliadores com o projeto “Plataforma Digital para Empoderamento Feminino e Combate à Violência contra a Mulher e Diversidade de Gênero”, uma iniciativa que alia tecnologia à inclusão e à defesa dos direitos humanos.

A delegação de clubes foi acompanhada pelo professor Enio Stanzani, representante da UTFPR e coordenador da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na universidade, para quem eventos desse tipo ajudam a destacar a importância e impacto do incentivo dado à pesquisa científica desde a Educação Básica.

Pesquisa escolar encontra a Universidade 

Mais do que uma mostra de trabalhos, o 6º Vale da Ciência proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar os espaços da universidade e conhecer de perto a rotina da produção científica. Integrado ao evento Vem pra UFPR, o encontro permitiu que os participantes visitassem laboratórios, conversassem com professores e acadêmicos e tivessem contato com diferentes áreas de formação, aproximando a educação básica do ambiente universitário. 

A expressiva participação dos clubes apoiados pela UTFPR evidenciou a força das parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Ao conectar o ecossistema dos clubes de ciências das escolas estaduais às grandes universidades públicas, o evento demonstrou que o investimento em jovens cientistas gera retornos diretos para o desenvolvimento regional e para a construção de uma sociedade mais justa e inovadora. Para muitos deles, a visita também representou uma oportunidade de imaginar a universidade como um caminho possível para o futuro e ampliar suas perspectivas sobre a carreira científica. 

Estudantes do Clube Pesquisa-Ação celebram aprovações em universidades públicas e privadas com bolsas e vestibulares

Foto de uma professora e duas estudantes em pé, lado a lado, durante uma feira científica. Ao fundo, há um pôster com o título “Monitoramento Ambiental em Caminhão de Transporte de Leguminosas com Arduino”, apresentado na FECCI 2025. As estudantes usam uniforme azul da rede estadual do Paraná, enquanto a professora veste blusa roxa e crachá de identificação.
Professora Ana Paula e as estudantes Camily e Gleisiely destacam o protagonismo estudantil e a iniciação científica no Clube Pesquisa-Ação, de Inajá (Foto/arquivo pessoal)

Um grupo de seis jovens de Inajá, região de Paranavaí, tem muitos motivos para comemorar. Ex-integrantes do Clube Pesquisa-Ação para a Alfabetização Científica, os estudantes do Colégio Estadual Barão do Rio Branco conquistaram importantes aprovações em vestibulares e programas de acesso ao ensino superior.

Entre os principais destaques, Camilly da Silva Santos lidera em número de conquistas: foi aprovada em Farmácia na Universidade Estadual de Maringá (UEM), via Aprova Paraná, conquistou bolsa integral (100%) em Biomedicina na Unidombosco, em Curitiba, e ainda garantiu 50% de bolsa para o mesmo curso na Unifatecie, em Paranavaí, pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Na sequência, Izabelly Faustino também se sobressaiu com múltiplas aprovações: passou em História pela Unespar, em Geografia pela UEM (Aprova Paraná) e ainda foi convocada em segunda chamada para História, na UEM.

Outros aprovados foram Erik Salcedo, em Educação Física na UEM, via Aprova Paraná, enquanto Adrian Luiz Campolim garantiu vaga no mesmo curso e universidade, por meio do vestibular tradicional. Ícaro Macedo conquistou bolsa de 60% pelo ENEM para Arquitetura e Urbanismo na Uningá, e Caio Guima foi aprovado em Direito pela Unicesumar, completando a lista de aprovados.

O ex-clubista Adrian Luiz Campolim (à esquerda) foi aprovado no vestibular de Educação Física (Foto/Arquivo pessoal)

Para a professora orientadora Ana Paula Bim Maldonado, “é muito gratificante ver nossos alunos se tornarem protagonistas da própria história. Muitos nunca haviam participado de uma feira de ciências e alguns nem conheciam a capital do Paraná. Desde o início do clube, em 2024, demonstraram grande motivação para estudar e buscar seus objetivos”, celebra. Os alunos realizaram a prova Paraná+, o Enem e vestibulares no final do ano e “a maioria conseguiu ingressar em uma universidade, inclusive em instituições públicas”, destaca a docente.

Todos os estudantes têm em comum a participação no Clube Pesquisa-Ação para a Alfabetização Científica, onde desenvolveram projetos que integram história, meio ambiente e ciência. Sob orientação da professora, vivenciaram práticas investigativas que ampliaram a visão de mundo e contribuíram diretamente para terem esse desempenho acadêmico.

Os ex-alunos levam para a Universidade as atividades realizadas no Clube de Ciências (Foto/ Ana Paula Maldonado)

As conquistas do grupo do Colégio Barão do Rio Branco reforçam o papel da educação científica na formação dos estudantes e na ampliação de oportunidades. Os resultados refletem não apenas dedicação individual, mas também o impacto de iniciativas que incentivam a pesquisa, o pensamento crítico e o protagonismo juvenil desde a educação básica.

Conheça mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Paraná Faz Ciência. O Colégio Barão do Rio Branco tem o perfil de Instagram @alunos_da_barao .

Durante visita da equipe pedagógica da UEM ao clube dedicado à robótica, alunos apresentaram cinco projetos que unem robótica à sustentabilidade

Foto de um grupo grande de pessoas ao ar livre, estudantes e professores. Cerca de 20 jovens e alguns adultos posam juntos em frente a um prédio com parede branca e faixa azul. Eles estão sob árvores com muitas folhas verdes, que fazem sombra sobre o grupo.Na frente, alguns estão agachados ou sentados na grama, enquanto os demais ficam em pé atrás. A maioria veste camisetas claras com detalhes escuros, nas cores do uniforme escolar. Todos estão próximos, alguns sorrindo, em um clima descontraído. No chão há folhas secas espalhadas, e a luz do sol ilumina bem a cena.
Alunos clubistas do clube Robótica, do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Itambé, juntamente do professor coordenador Gilmar e agentes pedagógicos dos Clubes NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Na quarta-feira, 15 de abril, a equipe pedagógica da UEM que acompanha os Clubes de Ciências da região, visitou o Colégio Estadual Olavo Bilac, no município de Itambé, onde funciona o clube maker Codificando o Futuro. Os 22 participantes são todos do Ensino Médio, sob coordenação do professor de física Gilmar Horchulhak.

Com ênfase em robótica, as atividades do clube são majoritariamente ligadas à programação, projeção e construções mecânicas, áreas que incentivam os alunos a colocarem a mão na massa. No dia a dia escolar, os alunos perceberam que poderiam desenvolver melhorias para o ambiente escolar e aprender com elas. 

Atualmente, o clube trabalha com cinco projetos de temáticas diferentes, em grupos de até 5 alunos em cada tema, de modo que as temáticas se complementam. Os projetos são ligados por uma linha norteadora: a sustentabilidade. 

Programa de Irrigação Inteligente

O programa de Irrigação Inteligente teve início com alunos do antigo 3º ano, que se formaram em 2025, e agora está em andamento com estudantes do ano de 2026. A ideia é automatizar as operações técnicas da horta escolar, começando pela irrigação. Segundo o clubista João Rafael, os participantes do grupo já realizaram as instalações elétricas que precedem a instalação da futura máquina de irrigação. “Essa fiação que está colocada aqui na horta foi instalada por nós mesmos, conectando ao forro e à elétrica da escola. Subimos em escadas, martelamos e tal. Foi super legal”, disse o clubista. A parte da programação é feita no computador, momento em que os alunos codificam e conectam as placas que serão utilizadas para fazer o irrigador ser acionado no horário correto. 

Projeto Girassol: Maximização de Energia de Placas Solares

O projeto Girassol é composto por três estudantes: João Pedro, responsável pela programação, Rafaela, responsável pelo design gráfico e o Luciano que está responsável pela arquitetura e montagem da máquina. Segundo Luciano, o objetivo do projeto é maximizar a produção de energia das placas solares da escola. “Quando a placa está fixa em um lugar, em determinado momento do dia o sol deixa de alcançá-la, o que diminui a captura de luz e, consequentemente, de energia”, explica o estudante. “Dessa forma, o objetivo do projeto é fazer uma placa móvel, que gire como um girassol, até mesmo no design, porque a ideia é que ele siga a mesma lógica da flor”, completou.

Projeto Lixeira Inteligente

Lixeira Inteligente é um projeto composto por Carlos, Gabriele e Marcos. Os três estão planejando criar uma lixeira automática, ideia que surgiu ao perceber a necessidade de organizar a separação dos lixos da escola. Ano passado, os estudantes começaram o protótipo gráfico do item e neste ano estão colocando em prática as primeiras miniaturas. “Fizemos a montagem de uma miniatura de lixeira feita em papelão para testar a codificação do circuito que estamos há um tempo trabalhando e, graças ao nosso empenho, deu certo. Agora estamos começando a segunda parte do projeto: montando a tampa da lixeira em formato redondo”, contou o clubista Carlos. A ideia é que ela abra automaticamente, por meio do sensor de movimento, e abra somente um compartimento do lixo de cada vez, com o objetivo de separar mesmo os resíduos, como detalhou o aluno.

Grupo Compostagem

O aluno Miguel faz parte do grupo de Compostagem do clube. Ele explicou que fizeram as composteiras com baldes e que a finalidade do produto dessa compostagem, o chorume, será adubar a futura horta no espaço escolar. O estudante disse também que o grupo faz dois tipos de compostagem: uma com a composteira produzida por eles e outra diretamente no solo, e esse grupo é responsável por fazer a manutenção semanal delas.

Mais novo projeto: Óculos sensores para pessoas com deficiência visual

O estudante Marcos Vinícius, entre desenhos manuais e desenhos digitais, explicou que o novo grupo está empenhado em realizar um óculos para pessoas com deficiência visual. Como os outros grupos já possuíam uma quantidade grande de alunos, o professor Gilmar sugeriu que os novos membros pudessem focar em um projeto diferente. “Os óculos terão sensores nas extremidades que apitam quando algo se aproxima, em determinada distância da pessoa,” disse Marcos.

Visita da equipe pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da UEM ao clube maker Codificando o Futuro, no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Itambé (Foto/Arquivo Pessoal)

Ao final da visita, a equipe pedagógica da UEM parabenizou os estudantes pelas atividades realizadas, junto do professor coordenador Gilmar Horchulhak, e incentivou a participação do clube na FECCI 2026. Os clubistas reagiram com satisfação ao falarem sobre os trabalhos já realizados e demonstraram bastante interesse em expor seus trabalhos na Feira deste ano.

Para mais ações dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência siga o perfil no Instagram @clubesparanafazciencia e o site com notícias do Paraná Faz Ciência.

Evento será durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, esse ano na Unioeste, em Cascavel

Uma paisagem com árvores nos dois cantos e uma caixa d´agua grande ao centro, junto de escultura, escrito Unioeste. Ao fundo os prédios da instituição.
Clube de Ciências em registro da I Mostra, em Guarapuava, durante o Paraná Faz Ciência 2025 (Foto/NAPI Paraná Faz Ciência)

Os Clubes de Ciências vinculados à Rede Paraná Faz Ciência já podem manifestar interesse em participar da II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O evento deste ano será realizado no dia 12 de novembro, durante a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, em Cascavel, no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O prazo de envio do formulário que confirma o interesse em participar se encerra em 17/06/2026.

A manifestação de interesse por parte do Clube de Ciência tem um caráter consultivo e vai auxiliar a organização do Paraná Faz Ciência no planejamento da infraestrutura da II Mostra da Rede de Clubes, incluindo número de participantes, transporte, alimentação e demais aspectos logísticos do evento. No dia da Mostra, também serão oferecidos lanche e almoço aos participantes. Em breve, mais detalhes sobre a solicitação de transporte para o evento serão disponibilizados pela organização. Não está previsto auxílio para hospedagem, uma vez que os clubes terão a participação limitada a um único dia, devendo retornar aos seus municípios no mesmo dia, ao final da Mostra. 

A Comissão Organizadora reforça o convite a todos os clubes vinculados à Rede Paraná Faz Ciência, considerando que sua participação é fundamental para o fortalecimento da troca de experiências, convivência e desenvolvimento da própria Rede de Clubes. O evento tem como objetivo fortalecer a cultura científica no Paraná, estimular os estudantes e dar visibilidade aos projetos desenvolvidos nos clubes de diferentes regiões do estado. 

A Mostra de Clubes será um espaço para que clubistas e professores compartilhem as pesquisas, experiências e ações que vêm sendo realizadas em seus clubes. A expectativa é reunir clubes de diferentes municípios do Paraná, fortalecendo a rede de colaboração entre estudantes, professores e instituições comprometidas com a popularização da ciência.

O link direto para o formulário de interesse na II Mostra é
https://forms.gle/JD9REqVWNqEQ9ugbA .

Ex-integrante do Clube Inovar transforma bioplástico escolar em projeto de empreendedorismo na universidade

Três jovens estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, em frente a uma parede com quadro verde (parece uma sala de aula). À esquerda, há uma garota de pele escura, cabelo longo e liso, usando uma camiseta branca de uniforme com um símbolo no braço e calça azul. Ela segura uma das pontas de um grande pedaço de plástico transparente. No centro, há um rapaz de pele clara, cabelo curto e escuro, vestindo uma camiseta branca com mangas escuras. Ele também segura o plástico, ajudando a esticá-lo. À direita, há outra garota de pele clara, com cabelo longo e liso e usando óculos. Ela também veste uma camiseta branca de uniforme e segura a outra ponta do plástico. Os três estão segurando juntos esse grande pedaço de plástico transparente, esticado na frente deles, como se estivessem apresentando um trabalho ou experimento. O ambiente é simples, típico de escola, com parede verde e parte inferior azul.
Bioplástico feito de amido de milho pelos alunos, Laritiely está à direita (Foto/Arquivo pessoal)

Quando pensamos em ciência, logo nos vêm à mente grandes cientistas e descobertas famosas. No entanto, raramente paramos para notar que as maiores inovações costumam nascer de pequenos problemas do dia a dia. Para Laritiely Ribeiro da Silva (18 anos), tudo começou com um desafio solidário: criar capas de chuva para distribuir aos colegas de escola que, por falta de transporte municipal, enfrentavam dificuldades para chegar às aulas em dias de chuva. 

Na época, Laritiely já integrava o Clube de Ciências Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para a jovem, o clube era muito mais do que uma atividade extracurricular; era um espaço para aprender a enxergar o mundo sob uma nova ótica.

A solução no amido de milho 

Decidida a encontrar uma alternativa barata e sustentável para o problema que os estudantes enfrentavam nos dias de chuva, Laritiely desenvolveu um bioplástico feito de amido de milho. “Percebemos que isso era um material descartado em grande quantidade por uma cooperativa aqui da cidade, então pensamos em como dar uma destinação melhor para esse resíduo”, conta a aluna. De refugo da indústria, o amido ganhou um novo significado nas mãos da jovem cientista.

O caminho até o produto pronto, porém, não foi encontrado rapidamente. Laritiely relata que foram necessárias 86 tentativas e testes até chegar ao produto ideal. Com o material em mãos e o apoio fundamental de sua orientadora, Karoline Azevedo, Laritiely percebeu que aquela descoberta era grande demais para ficar restrita às capas de chuva. A tecnologia do bioplástico evoluiu, então, para algo com impacto ainda maior: o projeto BioProtect. São sacolas biodegradáveis que contêm sementes em sua composição. Assim, ao invés de poluir, o descarte da embalagem torna-se o início de uma nova árvore.

Reconhecimento

A dedicação rendeu frutos grandiosos. O BioProtect conquistou o segundo lugar na FECCI, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, em Curitiba, competindo com os melhores projetos de iniciação científica do Paraná. O reconhecimento foi o combustível que faltava: Laritiely decidiu seguir carreira na área e foi aprovada em Ciências Biológicas no vestibular da própria UENP.

O que começou como um projeto escolar acabou subindo para um novo degrau. No dia 27 de março de 2026 Laritiely foi aprovada na Pré-Incubadora da UENP, que é um ambiente de apoio para transformar ideias inovadoras em negócio viáveis, como startups e outros projetos com potencial empreendedor. Agora, o que nasceu no Clube de Ciências se transforma em um modelo de negócio promissor.

Laritiely passou em ciências biológicas na UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O legado de gratidão 

Para os que estão começando agora nos clubes de ciências, Laritiely deixa um testemunho.  “Muitos vão te chamar de louco por sonhar alto demais, e vai haver dias em que o choro é inevitável. Eu vivi isso: testes que falharam e a vontade de parar. Mas o diferencial foi olhar para o lado e ver que o Clube acreditava no meu potencial. Quando venci, entendi que o choro faz parte da limpeza da alma de quem persiste. Não desista dos seus sonhos por ninguém. Vá lá, prove sua força e deixe o clube transformar sua vida também. Se eu consegui, você também consegue!”.

Para além da técnica aprendida, o que fica dessa jornada é também o apoio recebido. Laritiely faz questão de dedicar suas conquistas à sua orientadora, Karoline Azevedo. “Eu não teria chegado onde cheguei sem uma peça fundamental nesse caminho, a minha orientadora, a Karol. Se hoje eu curso Ciências Biológicas, é por causa dela. A Karol sempre foi minha maior inspiração. A forma como ela conduz o clube e nos incentiva me deu a certeza do que eu queria fazer da vida. Eu falo de coração: espero ser, no futuro, pelo menos metade da profissional e da pessoa que ela é”, finaliza a ex-clubista.Acompanhe mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Alunos do Colégio Estadual Alberto de Carvalho aprenderam a superar desafios técnicos e utilizar softwares de modelagem para o desenvolver projetos científicos

Estudantes do Clube dos Quatro Elementos, de Prudentópolis, junto com o palestrante Lucas Fedumenti (Foto/Mathias Trindade)

No dia 7 de abril, os alunos do Clube dos Quatro Elementos, do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis, participaram de uma palestra sobre o funcionamento da impressora 3D. A atividade foi ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para a Internet, na Unicesumar. Durante o encontro, os clubistas puderam tirar dúvidas e aprender na prática como operar o novo equipamento que o clube recebeu.

Durante a palestra, Lucas compartilhou com os alunos suas experiências com a impressora 3D, explicando o que é possível realizar com o auxílio da tecnologia. Para demonstrar isso na prática, ele levou uma impressão do personagem Vecna, da série Stranger Things, o que chamou a atenção dos estudantes e ajudou a ilustrar o potencial do equipamento. “Gostei muito da turma, já comprei a briga, falei pra professora que a gente vai estar à disposição, seja online ou presencial, para voltar aqui na escola. A ideia é que eles consigam utilizar a impressão 3D não só para desenvolver os trabalhos na escola, mas também para trazer um dinheirinho e levar esse clube cada vez mais longe”, afirmou Lucas.

Lucas Fedumenti durante sua palestra no Colégio Estadual Alberto de Carvalho, em Prudentópolis (Foto/Mathias Trindade)

Antes da palestra, os estudantes e a professora responsável, Mariel Guil Chociai, recepcionaram a nova orientadora do clube, a professora Cecília Hauresko. Ela atuará no clube, articulado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Ex-aluna do Colégio Estadual Alberto de Carvalho, Cecília demonstrou entusiasmo em retornar à instituição para contribuir com os projetos científicos. “Sou nova na Rede de Clubes, mas no ano passado participei de feiras científicas e fiquei muito feliz ao observar as oportunidades que as escolas públicas têm recebido. Na idade de vocês, a gente nem sabia o que significava ciência. Que bom que as coisas mudam para melhor”, afirmou.

O projeto de pesquisa, coordenado pela professora Mariel Guil Chociai, utiliza a impressora 3D como uma ferramenta importante para o desenvolvimento das atividades. Os clubistas estudam a morfometria de abelhas nativas e o reflorestamento, e a ideia é aplicar a tecnologia nesses estudos. “Claro que nós queremos começar fazendo as réplicas das nossas espécies de abelhas que nós estudamos, as nativas, como as jataís, mirim e a mandaçaia, para a gente usar quando formos nas feiras e nas mostras de ciência, para as pessoas olharem as estruturas físicas das abelhas em formato 3D”, explicou Mariel.

O palestrante Lucas Fedumenti compartilhou como usar softwares na utilização da impressora 3D do clube (Foto/Mathias Trindade)

Além disso, o clube também desenvolve outros projetos, como a fabricação de vasinhos estilizados para suculentas, que ajudam a arrecadar verba para as viagens do grupo. A professora contou que, por ser um material novo, ela e os estudantes estavam enfrentando dificuldades no uso do equipamento, o que motivou o convite ao palestrante. “A maior dificuldade estava sendo na quebra do filamento, principalmente. Também o fato de que nenhum de nós tinha conhecimento nenhum sobre a impressora, nós nunca tivemos contato com ela”, relatou.

Para Lucas, o envolvimento dos jovens é o ponto central do projeto. “Os alunos aqui, apesar de jovens, estão muito para frente, são ideias muito avançadas. O pessoal aparentemente gosta de estar no clube, a gente viu alunos aqui que nem estão mais na escola e continuam vindo, e isso é muito importante para a juventude de hoje, que é o nosso futuro. Lá na frente a gente vai ter reflexo dessas crianças aqui”, comentou.

Mariel também reforça que a escolha da impressora partiu dos próprios estudantes, que participaram ativamente da pesquisa do modelo. “Fizemos uma pesquisa bem grande para sabermos qual era a melhor compra do modelo. Isso parte muito dos alunos, isso é bem importante para o protagonismo juvenil deles. Escolhemos um modelo que agora estamos sabendo que é muito bom. Então, a gente só precisa aprender a usar esses detalhes para se adaptar e saber usar ela corretamente”, explicou.

Ao fim da palestra, Lucas se ofereceu para continuar acompanhando o clube e auxiliando os alunos no desenvolvimento dos projetos. Para a professora Mariel, a disponibilidade do palestrante de forma espontânea é algo que faz diferença no processo de aprendizagem. “Eu acho que sempre quando a gente tem contato com uma pessoa que tem tanto conhecimento quanto o Lucas mostrou para a gente, e que fala de uma forma humilde para criança e para adolescente, vendo que isso vai ter um futuro e um benefício para a comunidade escolar, isso é muito gratificante”, compartilhou.

O clubista Vitor Alexandre Konitski (15) também destacou as dificuldades enfrentadas antes da atividade e o quanto a palestra contribuiu para o grupo. “A gente não tinha uma base do conhecimento dos softwares para baixar os modelos, criar, fatiar e exportar, e também sobre a configuração da máquina. A gente estava no seco, só na raça, não tinha experiência nenhuma com isso”, contou. Após a ajuda de Lucas, ele aponta avanços. “Conseguimos aprender um pouco mais sobre os softwares, como decidir o tamanho e a configuração da impressora em si. Ele deu umas dicas e também vai fazer o suporte para ajudar a gente nesse projeto”.

Acompanhe a evolução dos trabalhos com a impressora 3D, no perfil do clube no Instagram: @@clubedosquatroelementos e sobre a Rede de Clubes, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

O podcast do Clube Cabeceira do Rio Iapó é transmitido toda terça para os estudantes da escola

Na foto, nove clubistas do Cabeceira do Rio Iapó estão reunidos conversando, sentados, ao redor de uma mesa. O espaço em que se encontram é o laboratório da escola, nele, uma ampla janela fechada por uma cortina com persianas, uma estante com materiais expositivos, uma pia, um painel e paredes claras. Os estudantes estão com uniformes da escola e parecem focar sua atenção na pauta da conversa.
Os clubistas do Cabeceira do Rio Iapó se reúnem toda semana em seu laboratório para discutir o próximo episódio do podcast (Foto/Talula)

Desde o início de março, o Colégio Estadual Antônio e Marcos Cavanis, em Castro, passou a contar com uma nova iniciativa que vem movimentando a rotina escolar: um podcast criado pelos clubistas do Cabeceira do Rio Iapó. Transmitido todas as terças-feiras, a programação é voltada exclusivamente à comunidade interna, envolvendo estudantes, professores e demais funcionários.

O clube tem como tema a divulgação científica de questões relacionadas ao Rio Iapó. Ao longo do último ano, os estudantes desenvolveram uma peça de teatro voltada a aspectos do solo e à proteção ambiental da região, além de realizarem análises de características físico-químicas do rio que atravessa a cidade. Com o início deste ano, marcado pela saída de alguns integrantes e a entrada de novos clubistas, o grupo passou a direcionar suas atividades para a divulgação científica, por meio do podcast.

Os clubistas do Cabeceira do Rio Iapó em seu primeiro encontro com a equipe da Rede de Clubes da UEPG em 2026; o foco do clube será um podcast para divulgação de suas pesquisas sobre o rio (Foto/Talula)

Os próprios clubistas são responsáveis por todas as etapas da produção do podcast: escrevem os roteiros dos episódios, escolhem os temas que serão apresentados, selecionam as músicas e realizam as gravações, semana após semana. Para dar conta de tudo isso, eles se organizam em pequenos núcleos de trabalho, em que cada grupo assume uma função específica dentro do processo.

A iniciativa não mobilizou apenas os integrantes do clube, mas também passou a repercutir entre os ouvintes. De acordo com os próprios clubistas, muitos estudantes têm comentado sobre a programação e apontam o intervalo das terças-feiras como o mais animado — e esperado — da semana.

O clube também pretende realizar uma visita à Associação de Catadores de Material Reciclável de Castro, com o objetivo de compreender melhor os processos de reciclagem. A questão do lixo é apontada como um dos problemas que afetam o Rio Iapó e, diante disso, a professora Inêz Brandão, junto aos estudantes, planeja iniciar, por meio do podcast, uma campanha de conscientização e coleta de resíduos.

Durante visita da equipe, os clubistas demonstraram empolgação com o podcast e contaram como estão se organizando para produzi-lo (Foto/Talula)

Siga o perfil no Instagram do clube, o @clubedeciencias_cavanis para saber mais sobre suas atividades. E sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Paraná Faz Ciência.

O clube de ciências Gaia, em Cascavel, transforma bosque da escola em laboratório vivo

Clubistas em apresentação do Protocolo Araucária Hunters (Foto/Arquivo pessoal)

Quem passa pelo pequeno bosque do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel, talvez imagine que ali exista apenas um cantinho de sombra e tranquilidade. Mas os estudantes do Clube de Ciências Gaia sabem que o lugar guarda algo bem mais interessante: um verdadeiro laboratório natural cheio de mistérios científicos, e algumas araucárias que parecem estar precisando de uma investigação digna de detetive.

Armados com tecnologia, curiosidade e muita disposição, os clubistas começaram a utilizar o protocolo Araucária Hunters, dedicado a mapear, observar e medir exemplares da icônica Araucaria angustifolia, árvore símbolo do sul do Brasil. A primeira missão já foi cumprida: mapear as araucárias que vivem ao redor da escola. No total, cinco árvores entraram no radar dos clubistas. “Da Araucária Hunters, a gente fez a medição só das plantas do entorno escolar, que foram cinco no total”, explicou a professora orientadora do projeto Raissa Gallego.

E como todo bom projeto científico, com o decorrer do ano de 2025 e os avanços que foram tendo, a curiosidade só aumentou! Para este ano, a equipe pretende expandir o perímetro da investigação e sair pelo bairro em busca de novas araucárias para catalogar. “Agora queremos aumentar o perímetro e ver aqui no bairro as araucárias que temos”, contou a professora.

Clubistas analisando um exemplar de Araucária no bosque da Escola (Foto/Arquivo pessoal)

Há quem pense que um pequeno bosque escolar não esconde muitas coisas interessantes, porém foi justamente lá que surgiu o grande enigma da pesquisa. Entre as árvores analisadas, duas chamaram atenção por um motivo bem específico: elas parecem crescer muito mais devagar que as outras. Enquanto algumas araucárias se desenvolvem robustas e imponentes, essas duas apresentam caule fino e folhas mais fracas, como se estivessem enfrentando alguma dificuldade para se desenvolver.

“Temos duas araucárias no bosque que estão com o caule muito fino e as folhas muito fracas. O crescimento delas é bem diferente das outras”, relatou a docente. A hipótese inicial dos estudantes é que a diferença possa estar relacionada ao ambiente ao redor das árvores. Como elas estão cercadas por outras plantas e árvores do bosque, pode haver competição por luz, água ou nutrientes, um detalhe que, para a investigação científica, faz toda a diferença. Agora, no decorrer de 2026, com a continuidade das atividades dentro do clube, a equipe pretende investigar mais a fundo o que está acontecendo com as duas araucárias “misteriosas”. A ideia é comparar condições de solo, incidência de luz e proximidade com outras árvores. As  investigações continuam!

Clubistas analisando um exemplar de Araucária no bosque da Escola (Foto/Arquivo pessoal)

O bosque da escola, lar das gigantes Araucárias, que antes servia apenas como espaço de convivência, ganhou o status de campo de investigação científica. Afinal, no Clube de Ciências Gaia, uma coisa é certa: se existe uma araucária por perto, existe possibilidade de análise e informações sobre ela a serem descobertas.

Acompanhe também o perfil do clube no Instagram: @clube_gaia.vic para saber mais sobre suas atividades.

Aluna recém-formada do Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM compartilha como o clube a influenciou para ingressar na Universidade

A imagem mostra três jovens em uma sala de aula. Eles estão sendo filmados pela câmera de um celular, cuja tela aparece em destaque. No centro, um rapaz usa óculos e gesticula com as mãos enquanto fala. Ao lado dele, duas moças sorrindo parecem conversar com ele. Todos vestem uniforme do colégio. O fundo tem paredes claras com detalhes em verde e uma janela.

Clubistas do CAPciência, do Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM, gravando conteúdo (Foto/Arquivo pessoal)

Os clubes de ciência da Rede Paraná Faz Ciência têm ganhado espaço na mídia pela forma autônoma com que alunos da rede pública desenvolvem projetos científicos, e com tão pouco tempo de projeto.

A iniciativa dos clubes tem como objetivo justamente implementar espaços de iniciação científica para aproximar os jovens da universidade pública e, passado mais de um ano do início do projeto, está mais claro identificar os impactos dessas atividades realizadas nos clubes sobre a formação intelectual e acadêmica dos alunos que acabam de concluir o Ensino Médio.

A recém-formada pelo Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ana Júlia Garcia Molinari, fez parte do clube CAPciência e conquistou a aprovação no vestibular do curso de Farmácia da UEM. A estudante compartilhou um pouco sobre como ter um clube na sua grade escolar favoreceu sua escolha por esse curso superior.

Ana Julia Garcia Molinari concede entrevista, na Biblioteca Central Maria Grazia Zolet (BCE), da Universidade Estadual de Maringá (UEM) (Foto/Arquivo pessoal)

“Eu conheci o clube CAPciência no terceiro ano do Ensino Médio, quando entrei no CAP UEM. Antes, eu estudava numa escola estadual da minha cidade, Itambé, e por conta do cursinho para vestibular, eu pedi transferência para o CAP. Nisso, conheci o clube pelo professor Antônio, que incentivava os alunos a participar, e também por influência das minhas colegas”, contou a ex-clubista.

O clube trabalha com várias linhas de pesquisa, o “recicla banner”, que foi premiado na FECCI 2025, é focado em reciclagem; há projeto de produção de bioplástico a partir do amido da batata; um sobre educação financeira e mais o projeto de cosmetologia natural, pelo qual ela se interessou. Na cosmetologia os alunos produzem cosméticos à base de produtos apícolas (proveniente das abelhas), como hidratantes corporais e labiais.

Um pouco do CAPciência: banners reciclados pelos clubistas, exemplar de creme corporal e reprodução do programa Balanço Geral, do qual a estudante Ana Júlia fez parte (Reprodução de tela e colagem/TvRecord e Arquivo pessoal)

“Eu já tinha certa afinidade com as ciências biológicas e da saúde, então farmácia era, sim, uma opção, mas a decisão se concretizou depois da experiência no clube, que me proporcionou mais proximidade com laboratórios e experimentos, uma expectativa que eu tinha mesmo sobre o curso de Farmácia da UEM”, completou a estudante. 

Ela afirmou ainda que o ritmo de estudos e trabalhos do Capciência foi uma forma mais divertida e menos estressante de lidar com os deveres escolares, visto que essa forma de trabalho aproxima o mundo acadêmico à realidade do estudante, aliviando a ansiedade e o medo da nova etapa pós-Ensino Fundamental. 

“As oportunidades extracurriculares proporcionadas pelo clube, como a participação na FECCI 2025 e outras viagens viabilizadas pelo projeto, foram extremamente edificantes para a formação de conhecimento, tanto para mim quanto para meus colegas”, complementou Ana Júlia. Eles tiveram a possibilidade de conhecer laboratórios, profissionais renomados da área e diversos professores.

A experiência bem sucedida de Ana Júlia, assim como de vários outros ex-clubistas, mostra como o incentivo à iniciação científica desde o Ensino Fundamental estimula a autonomia, o pensamento crítico e aproxima os jovens da universidade. Além de ser enriquecedor para o aluno de forma individual, é relevante diretamente para toda a sociedade porque ajuda a revelar novos talentos, democratizar acessos e formar futuros pesquisadores, capazes de contribuir diretamente para o benefício de toda a população.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.