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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube Makers CEUP desenvolve materiais didáticos para uso nas disciplinas regulares do colégio

Por: Carla Rabelo

Novo projeto pretende unir cultura maker e ensino tradicional para apoiar professores e estudantes na sala de aula

A imagem mostra um grupo de aproximadamente 15 pessoas, entre estudantes e professores, posando para uma foto ao ar livre em um ambiente escolar. Os participantes estão organizados em duas fileiras, olhando para a câmera. A maioria dos estudantes veste uniforme esportivo azul-marinho, enquanto alguns usam moletons e casacos. À esquerda da imagem, há duas mulheres adultas sorrindo. O cenário é cercado por árvores, criando um ambiente arborizado e agradável. A luz do sol ilumina o grupo, projetando sombras suaves no chão de terra. A fotografia transmite um clima de integração, participação e convivência escolar, sugerindo um momento de atividade coletiva.
Clube Makers do Colégio Estadual Unidade Polo, em Maringá (Foto/Acervo Mudi)

O Clube Makers do Colégio Estadual Unidade Polo, em Maringá, teve início em fevereiro de 2025 e atualmente reúne 16 alunos do Ensino Médio. Por se tratar de um colégio que funciona em período integral, os encontros da Eletiva acontecem às quartas-feiras de manhã.

Atualmente, o clube está focado em finalizar o projeto de piezoeletricidade, que é a capacidade de alguns materiais gerarem energia elétrica quando submetidos à pressão ou compressão mecânica. Mas um novo projeto, de preparação de materiais didáticos, já foi iniciado. A ideia é que eles desenvolvam materiais que podem ser utilizados para auxiliar nas aulas das disciplinas regulares do colégio. A primeira disciplina a ser contemplada foi a de Geografia e os clubistas desenvolveram um mapa com os relevos presentes no Brasil. 

A escolha do projeto se deu por meio de uma votação entre os alunos após algumas sugestões do professor Mateus. O processo se iniciou antes que a impressora 3D chegasse ao clube, em dezembro do ano passado. O grupo dedicou meses à compreensão do que é uma pesquisa acadêmica e como elaborar a parte escrita de um projeto. “Ficamos nove meses com essa parte de desenvolvimento, prototipagem e escrita, para agora em março começar a imprimir”, relata o docente. 

O projeto é baseado em materiais didáticos, para que os professores possam dar aulas mais dinâmicas de forma que desperte mais o interesse dos alunos. Além de incluir mais alunos nas atividades, como por exemplo os alunos com deficiência visual. O primeiro trabalho feito na impressora 3D, que foi o material didático para as aulas de Geografia, foi importante também para contribuir com a inclusão de alunos com deficiência visual ou baixa visão, que acessaram o conteúdo por meio do toque. 

Mapa do Brasil com relevos geográficos, feito na impressora 3D para a disciplina de Geografia (Foto/Acervo Mudi)

Cada estado do Brasil foi feito separadamente na impressora 3D, alguns levaram dias para ficarem prontos, outros apenas algumas horas, dependendo da extensão do território de cada um. A partir disso eles foram montados como uma espécie de quebra-cabeça, que quando encaixados corretamente formam o mapa do Brasil. 

Ao longo de todo o processo de elaboração do projeto os alunos podem ter acesso a novas experiências e aprendizados que não teriam a oportunidade em uma matéria regular. Rafael, integrante do clube desde o início deste ano, conta como tem sido sua experiência em participar da Eletiva. “Eu aprendi a escrever um documento, a fazer a parte de modelar do projeto e algumas coisas de geografia que eu não sabia”, explica. Motivados com essa primeira experiência, os clubistas já estão pensando na próxima matéria: Química. Vão trabalhar com modelos atômicos e na sequência, devem partir para Portugês, Biologia e assim por diante. 

Entre os participantes está Guilherme, estudante do 1º ano do Ensino Médio, que ingressou no clube por seu interesse em programação e modelagem 3D. Ao longo do projeto, ele teve contato com etapas como pesquisa, elaboração de relatórios e desenvolvimento de protótipos. “Eu aprendi várias coisas, como por exemplo fazer o relatório de modo correto, e ainda vou aprender a modelar em 3D, que é o que eu quero”, conta.

A clubista Beatriz, aluna do 3º ano do Ensino Médio e integrante do grupo desde sua criação, destaca que o projeto ampliou seu contato com ferramentas e metodologias que não faziam parte de sua rotina escolar. “Eu estou aprendendo como trazer materiais didáticos diversos para as aulas. Isso pode ajudar na educação, despertando mais interesse nos alunos”, afirma. Segundo ela, a etapa de pesquisa tem sido uma das experiências mais marcantes, por possibilitar a descoberta de novos conhecimentos e aprofundar temas estudados em sala de aula.