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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube ‘Exploradores da Ciência’ apresenta pesquisas e o cotidiano do grupo em encontro com o LabMóvel na UFPR

Por: Marilaine Martins

Atividade colocou em diálogo as teorias sobre clubes de ciências e a experiência do grupo na UFPR

Grupo grande de estudantes e professores posando juntos ao ar livre, em frente a um prédio com a inscrição “Setor de Ciências Biológicas”. As pessoas estão organizadas em duas fileiras, algumas em pé e outras agachadas na frente, sorrindo para a câmera. A maioria veste roupas casuais, com várias camisetas escolares brancas com detalhes escuros. Ao fundo, há uma palmeira, vegetação e uma estrutura alta, sob um céu azul claro, indicando um dia ensolarado.
Clube ‘Exploradores da Ciência’ apresenta pesquisas e seu cotidiano em encontro com o LabMóvel na Universidade Federal do Paraná (Foto / Marilaine Martins)

Integrantes do Clube ‘Exploradores da Ciência: uma questão de cidadania’, da Escola Estadual Maria Aguiar Teixeira, em Curitiba, estiveram na Universidade Federal do Paraná (UFPR). No local, apresentaram pesquisas desenvolvidas no ambiente escolar a estudantes e pesquisadores do LabMóvel, um programa de extensão voltado à popularização da ciência no Paraná.

A visita ocorreu no contexto de uma proposta desenvolvida pelo LabMóvel ao longo do mês de abril, voltada à discussão do conceito e das práticas que envolvem os clubes de ciência. Após leituras e debates teóricos, o grupo recebeu, na universidade, integrantes do Clube ‘Exploradores da Ciência’ para compartilhar suas experiências e pesquisas. 

O trabalho desenvolvido pelo clube se estrutura a partir de questões do cotidiano dos próprios estudantes. Entre os temas estão o trânsito no entorno da escola, o consumo de refrigerantes com análise de sua composição e estudos relacionados à água, com foco em qualidade e saúde. A proposta do clube se organiza a partir da observação, do levantamento de dados e da sistematização dos resultados, que passam a circular em diferentes espaços, como ocorreu na universidade.

Durante a apresentação, os clubistas também destacaram a necessidade de comunicar o que é produzido no grupo. “É muito importante por conta da saúde das pessoas. Tem gente que não liga para isso, então a gente precisa mostrar”, afirma Nina, de 13 anos.

A experiência também impacta a forma como os adolescentes percebem seus próprios caminhos. “Dá vontade de terminar logo a escola e vir para a faculdade”, comenta Sofia, de 13 anos, ao falar sobre o contato com o ambiente universitário. Ela aponta ainda para uma forma de aprendizado que considera mais aberta.

Para Maria Valentina, de 12 anos, apresentar as pesquisas fora da escola também contribui para dar visibilidade ao trabalho do grupo. “A gente realmente se esforça, e é importante que as pessoas saibam o que a gente faz”, afirma.

Além da apresentação das pesquisas, os integrantes do clube visitaram o Museu de Ciências Naturais e o Museu de Anatomia da universidade. A programação incluiu o contato com acervos e diferentes formas de organização do conhecimento científico. A experiência, no entanto, não se encerrou no dia da visita.

Dias depois da visita ao Setor de Biológicas da UFPR, os clubistas produziram cartas destinadas à universidade. Com desenhos, agradecimentos e relatos pessoais, os textos retomam experiências vividas durante o encontro e mostram como a visita continuou presente mesmo após o retorno à escola. Em diferentes cartas, os estudantes mencionam a vontade de estudar na UFPR no futuro, lembram dos museus visitados, agradecem pela recepção e destacam a oportunidade de apresentar as pesquisas desenvolvidas pelo clube.

Em meio a comentários sobre os espaços da universidade, os acervos e até sobre o lanche recebido no dia, as cartas revelam marcas de uma experiência que ultrapassou a atividade pontual e permaneceu na memória dos estudantes. Mais do que registros de agradecimento, os textos evidenciam como o contato com a universidade pública pode mobilizar sentimentos de pertencimento, reconhecimento e projeção de futuro entre adolescentes que, muitas vezes, ainda não se percebiam ocupando esses espaços.