Iniciativas dos Núcleos Regionais de Educação de Paranaguá, Paranavaí e Loanda somam 52 projetos aprovados na Feira de Cultura Científica

A Iniciação Científica nas escolas da rede estadual do Paraná continua colhendo frutos expressivos. Ao todo, 12 clubes de ciências vinculados à Universidade Estadual do Paraná (Unespar) garantiram passaporte para a edição de 2026 da Feira Cultural e Científica (FECCI), que acontecerá em Curitiba de 04 a 06 de novembro e é um dos eventos mais expressivos de incentivo à cultura científica jovem do estado.
Os trabalhos selecionados pertencem às escolas atendidas pelos Núcleos Regionais de Educação (NRE) de Paranaguá, Paranavaí e Loanda, abrangendo desde o Ensino Fundamental (categoria Júnior) até o Ensino Médio e Técnico (categoria Jovem). No somatório geral, as duas regiões articuladas pela Unespar aprovaram 52 projetos.

Destaque no Litoral e no Noroeste
O NRE de Paranaguá, no litoral paranaense, conquistou a aprovação de 41 projetos distribuídos entre 7 clubes de ciências. As propostas dos clubistas mergulham fundo nos desafios da região: envolvem o mapeamento de microplásticos em praias e rios, o desenvolvimento de biopolímeros, estudos sobre o impacto do Porto de Paranaguá nos manguezais e a preservação de tradições caiçaras, como a pesca artesanal e o manejo do caranguejo-uçá.
Já no interior do estado, o NRE de Paranavaí e Loanda aprovou 11 projetos desenvolvidos por 5 clubes de ciências. As iniciativas do Noroeste demonstram forte vínculo com a inovação local, abordando desde a criação de formulações fitoterápicas e cosméticos naturais até pesquisas voltadas para o impacto do clima, a agroecologia, saberes tradicionais e o saneamento básico.
O desempenho reflete o papel integrador da Unespar e dos programas de extensão no apoio aos professores e alunos da educação básica, transformando salas de aula e laboratórios em espaços vivos de investigação.
Para a professora Josiane Figueiredo, responsável pelos clubes da Unespar Paranaguá, o resultado celebra o empenho coletivo. “Nós, da Unespar, estamos muito felizes com a quantidade de trabalhos aprovados na FECCI. Esses resultados são fruto do empenho e da dedicação dos nossos bolsistas, professores e estudantes. Os trabalhos refletem a diversidade de temáticas exploradas semanalmente nos clubes e evidenciam a curiosidade e o compromisso dos nossos jovens com a investigação científica. Sabemos que teremos novos desafios na conclusão dos trabalhos e na preparação das apresentações, mas acredito no potencial de toda a equipe para essa próxima etapa.”
A articulação logística para garantir a presença dos estudantes na capital também conta com importantes parcerias locais, como destaca a professora Shalimar Zanatta, coordenadora do núcleo no Noroeste. “Nós estamos conseguindo o apoio das prefeituras com o transporte para levar o maior número de alunos possível para participar da Feira. Participar da FECCI é extremamente enriquecedor para a escola; os alunos voltam entusiasmados e acabam contagiando e animando os colegas que ainda não participavam, incentivando novas adesões ao clube”, defende.
Além de produzir conhecimento, os clubes de ciências têm construído soluções reais para a comunidade e transformam vidas dentro e fora das salas de aula. “Desejo que nossos clubistas aproveitem para compartilhar suas descobertas, trocar experiências e ampliar seus conhecimentos. Que cada pergunta inspire novas investigações e que cada desafio seja uma oportunidade de aprender ”, completa Josiane.
Abaixo as listas dos clubes e projetos que estarão na FECCI 2026, pela região de Paranaguá e por Paranavaí
Destaque no Litoral (NRE de Paranaguá)
Total: 7 Clubes de Ciências e 41 Projetos Aprovados
- Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho (CECM Sertãozinho) | Matinhos
- Estratégias para a redução de odor dos resíduos de pescados no Mercado de Peixes do Município
- Colégio Estadual Cívico-Militar Professora Marta Helena | Pontal do Paraná
- Protocolo de reabilitação de fauna marinha encalhada em Pontal do Sul/PR: Fluxo de atendimento
- Lucidez terminal: Investigação das bases neurobiológicas, clínicas e sociais
- Inteligência Artificial nos estudos: Ferramenta de aprendizagem ou dependência?
- Desenvolvimento e caracterização de biogeopolímeros com resíduo de bioincrustação naval
- Da pixel art à realidade: Validação do monitoramento pesqueiro com comunidades tradicionais
- Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto | Paranaguá
- Casca do camarão: Estudo e possibilidades sustentáveis
- Da análise de impacto de vizinhança à biotecnologia sustentável: Filtro artesanal de conchas
- Estudo sobre doenças causadas pelo consumo de água contaminada
- Ciclo do Bem: Lixo no lugar certo, comida no prato – Uma estratégia para um bairro mais limpo
- Microplásticos em solo: Uma investigação preliminar em ambiente costeiro no município de Paranaguá
- Análise comparativa do pH da água na Vila Rute: Um estudo prático do clube de ciências “Bagrinhos do Bento”
- O impacto do Porto de Paranaguá sobre os manguezais
- Do oceano ao artesanato: Ciência, arte e renda das famílias artesãs em Paranaguá
- Colégio Estadual Gabriel de Lara | Matinhos
- Sons invisíveis: Hábitos de uso de fones Bluetooth e percepções sobre os possíveis riscos à saúde
- Passaporte emocional do turismo azul: Conectando experiências, memórias e sustentabilidade
- Blue Spaces e bem-estar emocional: Percepções humanas sobre os ambientes marinhos
- Agricultura do futuro: Eletrocultura e seus efeitos sobre o crescimento das plantas
- Colégio Estadual Rocha Pombo Integral | Antonina
- Monitoramento de microplástico e macrorresíduos na Baía de Antonina: Uma proposta de ciência cidadã
- Monitoramento de espécies exóticas costeiras na Baía de Antonina: Uma abordagem de ciência cidadã
- Monitoramento da qualidade da água na Baía de Antonina: Uma experiência de ciência cidadã
- Bagre fumado: Uma tradição caiçara do Litoral do Paraná
- Junco: O super-herói que limpa a água do manguezal de Antonina
- Entre o casco e a caneta: O caranguejo-uçá (Ucides cordatus) em Antonina-PR, importância ecológica
- Transformação de roupas velhas como estratégia para reduzir a contaminação do solo e dos leitos de água
- O ouro verde da Mata Atlântica: O palmito juçara
- Gambá: Um estudo sobre a dinâmica das espécies na região do Colégio Estadual Rocha Pombo
- Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos | Matinhos
- Compostagem a partir da cozinha escolar e a produção de temperos no Colégio
- Da semente ao frasco: Criando esmaltes e perfumes com a flora da escola
- Monitoramento da estação escolar em comparação à percepção pública do clima e do tempo
- O clima no comando: Tecnologia e natureza na horta
- Inimigos ou visitantes: Guia de pragas da nossa horta
7 ) EEscola Estadual Cívico-Militar Professora Abigail dos Santos Corrêa | Matinhos
- Conhecimento ecológico tradicional e sazonalidade da pesca artesanal em Matinhos-PR
- Águas que conectam territórios: Um estudo comparativo entre o Sambaqui do Guaraguaçu (PR) e…
- Monitoramento das transformações da paisagem na duplicação da PR-412: Uma abordagem geográfica
- Da genética à conservação: Utilização de espécies nativas do Litoral do Paraná como ferramenta…
- Monitoramento de partículas suspeitas de microplástico em sedimentos da Praia Riviera
- Monitoramento participativo da avifauna em Matinhos (PR): Elaboração de materiais didáticos
- Missão Microplástico: Do rio ao mar – Monitoramento participativo da poluição plástica em ambientes aquáticos
- Das ruas ao oceano: Avaliação da qualidade da água em corpos hídricos conectados no município
- BIO: Uma alternativa sustentável ao plástico convencional
Destaque no Noroeste (NRE de Paranavaí e Loanda)
Total: 5 Clubes de Ciências e 11 Projetos Aprovados
- Colégio Estadual Barão do Rio Branco | Inajá
- Entre a Geada e a Cana: Memória, paisagem e transformações climáticas em Inajá-PR
- Clima local: Gamificação e conscientização socioambiental na comunidade de Inajá-PR
- Gloss Oil: Cosméticos naturais como ferramenta da ação feminina na ciência
- Escola do Campo Barão de Lucena | Nova Esperança
- Tecendo oportunidades: O artesanato com casulos de seda e a valorização da sericicultura
- O casulo ainda vive: Os impactos da agrofloresta na sericicultura
- Colégio Estadual Cecília Meireles | São Pedro do Paraná
- Diagnóstico sobre microplásticos presentes no ar, água e sedimentos em Porto São José e São Pedro do Paraná
- Riachos de São Pedro do Paraná e região: Mapeamento e qualidade hídrica
- Colégio Estadual Duque de Caxias – EFM ETI | Santo Antônio do Caiuá
- Divulgação científica e conhecimentos tradicionais: As oficinas de plantas medicinais do Clube
- Mais vida aos anos: Saúde, convivência e bem-estar na terceira idade
- Desenvolvimento de uma formulação fitoterápica em goma mastigável para alívio da dismenorreia
- Colégio Estadual Barão do Rio Branco | Inajá
- Cronos Bio: uma alternativa sustentável ao plástico convencional