O projeto premiado “Futuro Seguro” investiga a qualidade da água e fatores que a influenciam

A primeira edição da Expo Educa, realizada no Centro de Tradições Willy Laars, em Irati, ocorreu entre os dias 8 e 10 de abril. O evento reuniu instituições de ensino, projetos educacionais e iniciativas inovadoras, promovendo a integração entre alunos, professores e a comunidade em torno da educação, da ciência e da tecnologia. Entre os destaques do evento estiveram três projetos desenvolvidos pelo Clube EcoCientistas, que representaram o protagonismo estudantil em propostas voltadas à sustentabilidade.
O clube da Escola Estadual Nossa Senhora das Graças, orientado pela professora Elaine Pacheco Costa, apresentou três pesquisas com foco em questões ambientais e climáticas: Futuro Seguro: Desvendando a purificação do ar e da água no enfrentamento da emergência climática; Onda Invisível: Microplásticos no caminho da água e da vida; e Da chuva ao solo: Ações sustentáveis para enfrentar a emergência climática na escola. As propostas abordam desafios contemporâneos relacionados à qualidade da água, poluição e práticas sustentáveis no ambiente escolar. “O nosso trabalho é pautado no aprimoramento da alfabetização científica dos estudantes do ensino fundamental, bem como articular as questões da água e clima à emergência climática”, explicou Elaine.
Entre os projetos apresentados, o premiado foi Futuro Seguro: Desvendando a purificação do ar e da água no enfrentamento da emergência climática, que realiza análises da água e investiga fatores que influenciam sua qualidade. Para a professora, a forma como os alunos conduziram a apresentação foi determinante para o reconhecimento. “Acredito que a apresentação dos clubistas atendeu às expectativas da banca examinadora, tanto pela compreensão dos conhecimentos científicos quanto pela desenvoltura na socialização do tema de pesquisa”, avaliou.

A estudante Alicia Antonio Cruz, de 11 anos, integrante do Clube EcoCientistas, participou da apresentação do projeto premiado e descreveu o momento como uma mistura de surpresa e felicidade. “Deu um orgulho enorme da nossa equipe. Ver que todo o nosso esforço está valendo a pena me deixa animada”, contou.
Ao falar sobre o que mais chamou a atenção dos avaliadores e do público, Alicia destacou os protótipos desenvolvidos pelo grupo. “Principalmente os nossos protótipos: o umidificador, a célula vegetal observada no microscópio e a fitônia, que é uma planta dentro de uma garrafa, imitando uma floresta”, explicou. Segundo a estudante, o interesse dos visitantes também incentivou o grupo a aprofundar as pesquisas. “Agora nós vamos continuar estudando mais sobre a emergência climática, que foi algo que as pessoas também perguntaram bastante”, completou.

Para a professora Elaine, a participação em feiras científicas representa um importante espaço de aprendizado para os estudantes. “Temos diferentes realidades: há alunos que já participaram de outras feiras científicas e outros para quem esta foi a primeira vez. Ainda assim, é um momento único de vivências e aprendizados para todos os envolvidos”, destacou.