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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube Lumière produz minidocumentário sobre Ocupação Bubas, em Foz do Iguaçu

Por: Isabella Abrão

O projeto foi apresentado em feiras e eventos científicos, destacando questões como a injustiça ambiental

A imagem mostra que um grupo de estudantes está em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Eles vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Sobre a mesa há diversos materiais: duas canecas, um celular, um caderno com anotações, uma caneta e um laptop aberto exibindo um vídeo de uma paisagem com água (parece uma cachoeira). Um dos alunos usa um crachá de evento.
A turma apresentou o projeto na FECCI 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

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Uma das principais etapas de um clube de ciências é a investigação. Desenvolver o pensamento crítico, expor problemas e criar soluções é parte do pacote – coisa que o clube Lumière faz muito bem. A equipe é do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu, e produziu um minidocumentário sobre a comunidade Bubas, a maior ocupação urbana do Paraná.

O material “O Outro Lado do Paraíso” possui 11 minutos de duração e foi feito pelos alunos dentro do Programa de Desenvolvimento da Cultural Audiovisual (PDCA), uma iniciativa do Instituto Cultural Três Fronteiras. O curta-metragem trabalha com injustiça ambiental, mostrando como os moradores da Ocupação Bubas percebem o impacto causado pelas obras viárias na cidade.

A imagem mostra um grupo grande de pessoas — incluindo adolescentes, crianças e alguns adultos, que estão reunidos à noite em frente a um portão com pilares de tijolos. O ambiente parece residencial ou institucional, com árvores e vegetação ao fundo. Todos estão posando para a foto, lado a lado, alguns sorrindo e outros com expressões mais neutras. As roupas são variadas, desde casuais até um pouco mais arrumadas, sugerindo um encontro ou atividade especial fora do horário escolar.
Equipe do clube Lumière (Foto/Arquivo Pessoal)

Segundo a professora coordenadora, Silvia Luzia Polla, a rotina do clube é bem dinâmica. “Realizamos encontros periódicos no contraturno, onde os alunos discutem ideias, desenvolvem experimentos e avançam na construção de projetos. Também estamos trabalhando na organização e registro das etapas, incluindo a produção de um vídeo para divulgação”, explica.

Aliás, os estudantes participaram de toda a construção do minidocumentário, desde o roteiro até a edição do material. Foi com esse projeto que o Lumière se tornou um dos três clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) a ser selecionado na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento foi realizado em agosto do ano passado, em Foz do Iguaçu.

O trabalho também foi aprovado para ser apresentado na Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência (FECCI), que ocorreu em novembro de 2025, na capital do estado. Com o título “Justiça ambiental na maior ocupação do Paraná – Bubas – Foz do Iguaçu”, a pesquisa foi incluída na categoria FECCI Jovem e lá os alunos exibiram trechos do minidocumentário pela primeira vez.

A imagem mostra que um grupo de estudantes e uma professora estão em uma bancada de apresentação, provavelmente em uma feira ou mostra científica. Os alunos vestem camisetas pretas com a inscrição “Clube de Ciências”. Todos posam para a foto. Atrás, há cartazes com a temática do projeto apresentado.
Clube Lumière na FECCI 2025 (Foto/Isabella Abrão)

Após a Fecci, “O Outro Lado do Paraíso” contou com sessões na escola e pela cidade. Silvia explica que esse ano a expectativa é participar de mais eventos científicos, apresentando o avanço desse e de outros estudos, além de ampliar o alcance do clube. “O vídeo que produzimos faz parte desse objetivo de divulgação e valorização do trabalho dos alunos”, destaca a professora.