Clubistas discutem metodologias, organizam observações de campo e estruturam pesquisas que poderão representar seus clubes na feira

Mesmo com a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2026 (FECCI) marcada apenas para novembro, os Clubes de Ciência já vivem o ritmo da preparação. Os clubistas e professores intensificam discussões metodológicas, observações de campo e a organização dos projetos que vão representar seus clubes no evento em Curitiba.
Entre encontros de orientação, planejamento coletivo e investigações ligadas ao cotidiano, os clubistas de Curitiba e região estão desenvolvendo pesquisas que envolvem temas de sustentabilidade, meio ambiente, plantas, reino animal e muito mais.
No Clube de Ciências Sebastião Salgado, do Colégio Estadual José Pioli, em Itaperuçu, o projeto aprovado para a FECCI 2026 foi sobre plantas medicinais: Plantas Medicinais Na Escola: Saberes Populares, Ciência E Cuidado Com A Saúde Mental . O processo de construção passou por fases como conversas com a pesquisadora Luciana Gonçalves, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e com Giovanna Mattioli, do suporte pedagógico da Rede de Clubes, que acompanham as atividades do clube. Junto do professor coordenador, Dhieinisson Santos, os clubistas discutiram possibilidades de projetos voltados à horta escolar, plantas medicinais e sustentabilidade, até chegarem nessa proposta que agora foi aprovada para estar na fase presencial da Feira no final do ano.

Já no Clube de Ciências Verde Mel, do Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Junior, o projeto aprovado: Etologia Visual Da Tetragonisca Angustula: Investigação Comparativa De Microclimas Urbanos E Inclusão Científica De Estudantes Surdos vai levar à FECCI 2026 a trajetória das pesquisas relacionadas à abelha Jataí feitas pelo clube ao mesmo tempo que inclui estudantes surdos no processo científico. O projeto partiu da observação das abelhas que habitam o espaço escolar e busca compreender aspectos ligados ao comportamento desses polinizadores e sua importância para o meio ambiente.

No Colégio Estadual Professor Francisco Zardo, os estudantes do Clube de Ciências Zardo Faz Ciência foram aprovados com três projetos. Todos eles têm em comum o tema do uso de celulares por adolescentes e as consequências dessa prática na vida dos estudantes. Os clubistas, de Ensino Fundamental, desenvolveram diferentes pesquisas para entrar na Fecci Junior e ao longo dos meses participaram ativamente das discussões sobre organização dos projetos, da coleta de informações e construção das propostas científicas agora selecionadas para a fase presencial.

O tempo de preparação dos clubes dialoga diretamente com o formato e proposta da feira, que valoriza projetos construídos ao longo do ano letivo, com etapas claras de investigação, registros consistentes e vínculo com o contexto escolar. A FECCI reúne trabalhos indicados por feiras e mostras afiliadas e funciona como espaço de socialização das práticas investigativas desenvolvidas nas escolas. Para os clubes, participar da feira significa não apenas apresentar resultados, mas compartilhar processos, trocar experiências e fortalecer a cultura científica entre estudantes e professores de diferentes cidades.
O movimento que possibilitou a aprovação para participar da FECCI foi tomando forma ao longo dos encontros de orientação e nas atividades de campo, práticas que evidenciam o papel dos clubes como espaços de formação científica continuada e de construção da diversidade de temas e abordagens que devem compor a FECCI 2026.
Acompanhe mais sobre a FECCI no Site oficial do evento e no Instagram da Feira fecci_prfc . As produções e eventos que envolvem os Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência pode ser acompanhadas no perfil clubesparanafazciencia.