Sete clubes receberam as visitas presenciais para acompanhar o que está sendo realizado, esclarecer dúvidas e falar sobre futuras ações

A equipe da Rede de Clubes ligada à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) esteve em União da Vitória e cidades vizinhas durante a primeira semana de maio para acompanhar os sete clubes de ciência da região. A visita contou com a participação de duas bolsistas e uma articuladora, que dialogaram com professores e estudantes sobre o desenvolvimento dos projetos, além de auxiliarem em dúvidas e questões relacionadas às feiras e futuras atividades dos clubes.
A equipe passou por União da Vitória, visitando os clubes Futuros Cientistas, do Colégio Adiles Bordin; o Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti; Apis Club, da Casa Familiar Rural e o Leonardo da Vinci, do 7º Colégio da Polícia Militar do Paraná. Ainda, nas cidades de Paulo Frontin, estiveram no Clube Pilha nas Abelhas, do Colégio Monsenhor Pedro Busko; em São Mateus do Sul, no Clube Ouro Verde, do Colégio Eugênio de Almeida e, por fim, em General Carneiro, visitaram o Clube Maker ‘Pesquisar, Aprender e Construir’, do Colégio Ana Boico Olinquevicz.

Paulo Baldin de Góis, ingressou recentemente na equipe da Rede de Clubes na UEPG na iniciação científica, e já conhecia um dos clubes de Ponta Grossa, mas agora teve a oportunidade de conhecer também o clube Ouro Verde. De acordo com Paulo, “conhecer o clube foi importante para minha pesquisa de iniciação científica e para o meu Trabalho de Conclusão de Curso. Durante a visita, pude identificar possíveis caminhos de investigação e, ao conhecer a diversidade de projetos desenvolvidos e a estrutura física disponível, percebi que o clube oferece muitas possibilidades para a realização da minha pesquisa.”
O Clube Ouro Verde tem como temática central de pesquisa a erva-mate, assunto que já resultou em projetos envolvendo a produção de biofertilizantes, o desenvolvimento de um aplicativo e a criação de bolachas com baixo teor de açúcar voltadas a pessoas diabéticas. Atualmente, os estudantes seguem ampliando as frentes de pesquisa do grupo, com trabalhos relacionados a tintas de pigmentação natural, sabonetes líquidos voltados à cicatrização da acne, produção de fertilizantes a partir de resíduos da suinocultura e criação de um site.
No ano passado, o clube também conquistou o terceiro lugar da categoria Jovem, do prêmio Década dos Oceanos, durante a Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba.

Durante a visita ao Clube Maker Pesquisar, Aprender e Construir (PAC), a equipe da UEPG conheceu os jogos e brincadeiras desenvolvidos pelos clubistas e também assistiu a uma peça de teatro de bonecos apresentada pelos estudantes. O projeto do clube busca reconhecer a realidade e os problemas do bairro onde a escola está localizada para, a partir disso, promover ações de conscientização da comunidade e intervenções no espaço escolar e no entorno do bairro.
Produzidos com materiais reutilizados, os jogos e brincadeiras abordam temas ligados à sustentabilidade e à reciclagem. A peça de teatro, por sua vez, trata de outro problema identificado pelos estudantes: o abandono de cães na região, que acaba colocando os próprios moradores em risco.

No interior de União da Vitória, a conversa com o Apis Club envolveu principalmente dúvidas de professores e estudantes em relação às feiras científicas, para as quais os clubistas já vêm se preparando intensamente. Localizado na Casa Familiar Rural, em uma região marcada pela produção de mel, o clube desenvolve pesquisas voltadas à meliponicultura e à apicultura, temática que aproxima os estudantes da realidade da comunidade onde vivem.
Entre os trabalhos desenvolvidos estão pesquisas sobre os benefícios da meliponicultura nas escolas, as propriedades medicinais do mel, as interações entre abelhas nativas e abelhas com ferrão, além da presença de bactérias e fungos no mel.

No Colégio da Polícia Militar, os estudantes do Clube Leonardo da Vinci apresentaram o espaço verde desenvolvido por eles, que reúne diferentes iniciativas ligadas à sustentabilidade e à educação ambiental. No local, os clubistas mantêm uma composteira, criam abelhas sem ferrão e planejam ampliar o espaço com o plantio de espécies melíferas e a instalação de uma roda d’água para a construção de um jardim ornamental.
Além das atividades práticas, o clube também desenvolve ações de conscientização sobre a importância das abelhas junto aos demais estudantes da escola. As iniciativas contam ainda com ampla participação da comunidade escolar e externa, que acompanha e contribui com as atividades realizadas pelo grupo.

Enquanto recebiam a visita da equipe da Rede de Clubes, os estudantes do Clube Mentes Curiosas também participavam de uma atividade conduzida por graduandos e uma professora do curso de Farmácia, que ensinaram o grupo a produzir um creme calmante para as mãos.
Além de já terem desenvolvido uma pesquisa premiada na Feira de Cultura Científica sobre a irrigação da horta, os estudantes agora também trabalham com o resgate do uso de ervas medicinais. Após a produção do creme, o grupo visitou o Lar de Nazaré, localizado ao lado da escola, para apresentar o produto aos idosos e aplicar um questionário relacionado à pesquisa desenvolvida pelo clube.

No Pilha nas Abelhas, os próprios estudantes apresentaram os projetos desenvolvidos pelo clube, que reúne ações relacionadas a abelhas, pilhas e baterias. No ano passado, o grupo foi premiado na 8ª Mostra de Inovação, Pesquisa, Ensino, Extensão e Cultura com o prêmio de Destaque na Comunicação Oral. Um dos trabalhos apresentados, o Robô Papa Pilhas e Baterias, também esteve presente na FECCI e já está em sua terceira geração de desenvolvimento.
Entre as próximas ações do clube estão uma troca de experiências com o Apis Club e a criação de novos produtos usando a impressora 3D, recém-adquirida pelo grupo.

O último clube visitado foi o Futuros Cientistas, que, no momento da chegada da equipe, participava da prova da III Olimpíada Nacional de Astronomia Digital. O grupo desenvolve pesquisas voltadas ao Rio Vermelho, localizado próximo à escola e marcante para a comunidade local.
No ano passado, os estudantes realizaram uma análise visual do rio e uma pesquisa sobre o conhecimento da população em relação à dengue. Neste ano, pretendem ampliar os estudos com análises químicas da água e a produção de um documentário junto à comunidade. O tema possui relação direta com a realidade dos clubistas, já que em uma cheia ocorrida no passado, o rio chegou a alagar a própria escola.

As visitas evidenciaram a diversidade de pesquisas e ações desenvolvidas pelos clubes da região, além de fortalecerem os preparativos para as próximas feiras e atividades da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Para acompanhar futuras notícias sobre os clubes e suas pesquisas, acompanhe a rede social da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.